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terça-feira, 13 de julho de 2010

PRÊMIO FUTEBOLA COPA DO MUNDO 2010

SELEÇÃO DA COPA DO MUNDO

Goleiro: Casillas (Espanha)
A Espanha venceu todos os jogos da 2ª fase do Mundial, a fase onde quem perdia não podia mais conquistar o caneco, pelo placar de 1 x 0. E em todos eles, contra Portugal, Paraguai, Alemanha e Holanda, Casillas realizou uma excelente defesa quando o jogo ainda estava 0 x 0. Se tivesse falhado em qualquer um destes lances, a Espanha poderia não ser campeã. Porém, para azar de seus rivais, Casillas estava lá.

Lateral-Direito: Lahm (Alemanha)
A briga com o espanhol Sérgio Ramos pelo prêmio de melhor lateral-direito do Mundial foi muito boa, mas no fim escolhi o alemão. Na jovem Seleção Alemã que apresentou um grande futebol o capitão Lahm foi importantíssimo com sua experiência. Lateral que possui excelentes qualidades defensivas e ofensivas, Lahm, eleito o melhor lateral-esquerdo da Copa do Mundo de 2006, trocou de lado mas manteve a o ótimo futebol.

Zagueiro-Central: Lúcio (Brasil)
Talvez tenha um pouquinho de patriotismo na escolha de Lúcio para a Seleção da Copa, porém dentre o brasileiro, Piqué (Esp), Lugano (Uru) e Mertesacker (Ale), fico com a raça do nosso zagueiro. Na curta participação brasileira no Mundial, Lúcio foi, em minha opinião, o menos culpado, tendo apresentado sempre um futebol de muita garra e qualidade. Apesar de ter sido quase um amistoso, sua atuação contra Portugal, quando venceu diversos duelos contra Cristiano Ronaldo, foi excelente.

Quarto-Zagueiro: Puyol (Espanha)
Grande Copa do Mundo realizou o raçudo zagueiro Puyol. Dentre todos os defensores do Mundial, juntando aí também os laterais, Puyol foi o número um. Além de ser um dos principais responsáveis por a Espanha não sofrer gols em seus quatro últimos jogos, mostrando grande poder defensivo tanto com a pelota no chão como nas bolas aéreas,Puyol ainda foi o herói da classificação para a final por ter marcado o gol da vitória sobre a Alemanha.

Lateral-Esquerdo: van Bronkhorst
Nesta que foi, sem dúvida, a posição mais carente de talentos da Copa do Mundo, vide a nossa Seleção Brasileira, o capitão van Bronckhorst conseguiu colocar sua experiência em campo e muito ajudou a Holanda chegar onde chegou. Tendo participado de todas as sete partidas holandesas, entrou para a história dos Mundiais com seu gol antológico que abriu o placar da semi-final diante do Uruguai.

Volante: Schweinsteiger (Alemanha)
Como o Schweinsteiger jogou bola neste Mundial! Depois de uma grande temporada atuando de volante pelo Bayern de Munique, Schweinsteiger fez ainda mais pela Seleção Alemã. Sem abandonar a função defensiva, que é o papel de todos os volantes, ele foi o responsável por iniciar os fulminantes ataques que fizeram da Alemanha o melhor ataque do torneio. Nas históricas goleadas diante de Inglaterra e Argentina, Schweinsteiger esteve inspiradíssimo, principalmente contra “nuestros hermanos” quando só não fez chover. Antes da Copa o Schweinsteiger era um ótimo jogador, mas agora ele tem tudo para alcançar lugares mais altos.

Volante: Xavi (Espanha)
Tudo bem, eu sei que o Xavi atuou durante todo o Mundial como meia a frente da dupla Xabi Alonso/Busquets e não como volante. Porém, seria um pecado enorme deixar ele ou o Sneijder (Hol) de fora da Seleção da Copa. Como o Xavi é talvez o jogador com maior consciência tática do mundo e também possui um bom poder de marcação, acredito que ele não reclamaria de ter que atuar um pouco mais recuado. Nesta posição ele continuaria apresentando todas suas principais qualidades: passe preciso (foi o jogador que mais acertou passes na Copa), visão de jogo e transição defesa/ataque. Se fosse vivo, o grande craque brasileiro Tim responderia assim uma pergunta sobre o Xavi: “Xavi passa meses sem errar um passe”. (Nota: este foi um elogio feito por Tim ao meia Romeu, seu companheiro de Fluminense nas décadas de 30 e 40)

Meia: Sneijder (Holanda)
O comandante da “Laranja Mecânica” na grande campanha da Copa do Mundo foi Wesley Sneijder que, depois de uma temporada impecável tendo ganhado tudo com a Internazionale, chegou voando ao Mundial. Responsável por iniciar os fortes contra-ataques holandeses e autor de cinco gols, sendo dois deles os que eliminaram o Brasil, Sneijder não sentiu a responsabilidade de liderar sua equipe, que venceu seis dos sete jogos, só perdendo a finalíssima. Além da magnífica atuação diante do Brasil, Sneijder também comeu a bola nos duelos contra o Japão, uma difícil vitória por 1 x 0, e nas oitavas diante da Eslováquia. Na semi-final contra o Uruguai, um duríssimo confronto, Sneijder também foi importantíssimo ao marcar o segundo gol da vitória por 3 x 2.

Meia: Iniesta (Espanha)
E coube ao “Multi-Homem” Iniesta marcar o histórico gol que deu à Espanha o tão sonhado título de Campeã do Mundo. Sempre achei o Iniesta um grande jogador, possuindo todas as qualidades necessárias para um meio-campo. Entretanto, neste Mundial, ele se superou. Sua movimentação foi algo impressionante, sendo esta uma das principais armas ofensivas espanholas. Nos triunfos sobre Portugal e Paraguai, foi Iniesta quem iniciou as jogadas que resultaram nos dois gols das vitórias, ambos marcados por David Villa. Tenho como critério escolher o melhor jogador de uma competição entre os Campeões. Sendo assim, pelas excelentes atuações diante de Chile, Portugal e Paraguai, pela memorável prorrogação diante da Holanda e, claro, pelo histórico gol do título, escolho Iniesta como melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.

Atacante: Forlán (Uruguai)
Apesar de ter escolhido Iniesta como melhor da Copa do Mundo, não vejo nenhum equívoco na escolha da FIFA em dar a bola de ouro para Forlán. Como citei anteriormente, tenho como critério dar o prêmio de melhor jogador para um dos Campeões, e somente por isso não escolhi Forlán. Entretanto, realmente o uruguaio fez um Mundial estupendo. Atuando mais recuado, atrás do centroavante Luis Suárez, Forlán marcou cinco gols e cumpriu com maestria a missão de iniciar as tramas ofensivas de sua equipe. Tanto na fase de grupos, como quando deu um show na África do Sul, como na 2ª fase, quando iniciou as jogadas dos dois gols do Suárez contra a Coréia do Sul e marcou golaços diante de Gana, Holanda e Alemanha, Forlán jogou uma barbaridade. Em minha opinião, como já esperava uma bela campanha da Espanha, Forlán foi a melhor surpresa deste Mundial.

Atacante: David Villa (Espanha)
Se alguém acreditava que o Barcelona havia exagerado ao pagar 40 milhões de euros para tirar o David Villa do Valencia, já mudou de opinião. Atuando aberto pela esquerda, o que ocorria quando Fernando Torres estava em campo, ou como referência na grande área, Villa realizou um Mundial excepcional, tendo terminado com cinco gols e empatado com Sneijder (Hol), Muller (Ale) e Forlán (Uru) na artilharia. Suas melhores atuações ocorreram justamente quando estava pelo flanco esquerdo, quando pode mostrar todo o seu poder ofensivo, funcionando como uma flexa entrando em diagonal. Foi assim que marcou um dos gols mais belos da Copa, quando entrou costurando a defesa de Honduras justamente por este setor. Sem dúvidas os gols do Villa foram importantíssimos para inesquecível conquista espanhola.

ESCALAÇÃO

1 – Casillas
16 – Lahm
3 – Lúcio
5 – Puyol
5 – van Bronkhorst
7 – Schweinsteiger
8 – Xavi
6 – Iniesta
10 – Sneijder
10 – Forlán
7 – Villa





MELHOR JOGADOR DA COPA DO MUNDO 2010

1º Iniesta (Espanha)
2º Forlán (Uruguai)
3º Sneijder (Holanda)

domingo, 11 de julho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - GRANDE FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Espanha 1 x 0 Holanda

Demorou. Foram necessários 80 anos e 19 edições da Copa do Mundo para a Espanha, enfim, se sagrar Campeã do Mundo. E, como era de se esperar, a “Fúria” teve que enfrentar muitas dificuldades na decisão diante da Holanda. Foi um jogo tenso, em que, durante os 120 minutos, apenas um ser vivo no mundo sabia quem seria o vencedor: o polvo Paul.

A Espanha iniciou a partida de maneira avassaladora. Em 11 minutos de jogo, os espanhóis já haviam criado três claras oportunidades de abrir o placar. Uma cabeçada do Sérgio Ramos, que obrigou o goleiro Stekelenburg a realizar uma das mais belas defesas da Copa, um chute cruzado do mesmo Sérgio Ramos e um belo arremate de primeira do David Villa fazia parecer que a Espanha iria engolir a Holanda. Entretanto, não foi o que ocorreu. Indo na direção contrária ao meu pensamento após estes belos minutos iniciais espanhóis, a Holanda conseguiu tirar a Espanha de seu campo de defesa e mudou o ritmo da partida. Adiantando a marcação e dificultando bastante a famosa troca de passes do adversário, a Holanda passou o restante da 1ª etapa sem mais ser incomodada. Tudo bem que os holandeses só assustaram o goleiro Casillas em uma devolução de bola do van der Wiel, que quase marcou um histórico “gol fair play”, e com uma jogada individual do Robben já aos 45 minutos. O único mérito da Holanda nestes primeiros 45 minutos foi ter impedido a Espanha de trocar passes no campo de ataque e se postar ofensivamente. A meu ver é pouco para uma Seleção que buscava o título de melhor do mundo.

Na 2ª etapa o jogo se mostrou mais aberto. Em 16 minutos a Espanha chegou em duas bolas paradas, com uma cabeçada do Puyol e com Xavi, e a Holanda também levou perigo em duas oportunidades, ambas com Robben. Em uma destas oportunidades holandesas, aos 16 minutos, Robben perdeu aquela que vai ficar marcada como o momento mais próximo que a Holanda teve de conquistar o caneco. Após receber um passe magistral de Sneijder, Robben arrancou livre, leve e solto e chutou em cima de Casillas. Foi uma excelente defesa, mas foi mais gol perdido do Robben que gol salvo pelo Casillas. Depois desta oportunidade, a “Laranja” resolveu adotar a postura mais equivocada quando se enfrenta a Espanha: recuar demasiadamente e aguardar o contra-golpe. Até teve um contra-ataque aos 37 minutos, quando Robben ganhou de Puyol na corrida, naquela que foi a única falha do cabeludo zagueiro espanhol em todo o jogo, e novamente desperdiçou uma grande chance cara-a-cara com Casillas. Antes disso, porém, a Espanha quase havia aberto o placar com David Villa, após bela jogada do ponta-direita Jésus Navas, que entrou muito bem no lugar do Pedro, e com uma cabeçada do Sérgio Ramos em cruzamento do Xavi. Apesar do jogo mais aberto, o placar permaneceu inalterado na 2ª etapa e a decisão foi para a prorrogação.

No finzinho do 2º tempo, o treinador espanhol Vicente Del Bosque, que já havia acertado em cheio com a entrada do Jésus Navas, realizou uma alteração que, digo sem exageros, decidiu a Copa do Mundo. A entrada de Fábregas no lugar do Xabi Alonso aumentou muito o poder de penetração espanhol e ainda fez o Iniesta, muito sumido até então, mostrar o gigante futebol que possui. Nos 15 minutos do 1º tempo da prorrogação, a Espanha teve quatro excelentes chances de balançar as redes. Teve assistência do Iniesta que Fábregas desperdiçou na cara do Stekelenburg, Fábregas devolvendo a assistência para o Iniesta que demorou muito para arrematar, Jésus Navas fazendo boa jogada pela direita e novamente Fábregas arrematando, desta vez de fora da área, após passar por um corredor holandês. A caldo holandês tava engrossando e parecia que Sneijder, Robben e cia não tinham forças para mudar o rumo da partida. Talvez também percebendo isso, o próprio goleiro Stekelenburg demorava para recolocar a redonda em jogo, mesmo com o placar empatado. Na volta para a 2ª etapa da prorrogação, a dupla Xavi e Iniesta enfim realizou uma jogada em conjunto. E não foi uma trama qualquer, mais um sensacional toque do Xavi que deixaria o Iniesta com grandes chances de sacudir o filó, mas o zagueiro Heitinga cometeu falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Vale ressaltar aqui a enorme quantidade de faltas que a Holanda cometeu no jogo, ou melhor, em todo o Mundial. Ao longo da competição, a “Laranja” foi a Seleção que mais cometeu faltas (126 faltas cometidas) e mais recebeu amarelos (22 amarelos recebidos).

Voltando ao jogo, agora mesmo que, com um homem a menos, a Holanda iria apenas se defender. Porém não adiantou, pois novamente a dupla Iniesta/Fábregas, voltou a aparecer. O relógio marcava 10 minutos quando Fábregas encontrou Iniesta na área e o carequinha mandou o sapato na Jabulani para decidir a Copa do Mundo e entrar para a história. Era o gol que os espanhóis esperavam desde 1930, o passaporte para o seleto grupo de Campeões Mundiais. E mais! A Espanha 2010 entra neste grupo de cabeça erguida, podendo tratar qualquer outro Campeão do Mundo de igual para igual. Afinal, no passaporte espanhol vem escrito o sensacional retrospecto na campanha que formou esta grande equipe: 54 jogos – 49 vitórias, 3 empates e 2 derrotas.

¡CONGRATULACIONES, ESPAÑA!

COPA DO MUNDO 2010 - DECISÃO DO TERCEIRO LUGAR

Olá amigos do FUTEBOLA!

Alemanha 3 x 2 Uruguai

Dando sequência às excelentes partidas da Copa do Mundo de 2010, Alemanha e Uruguai desmentiram aqueles que dizem que a briga pelo terceiro lugar não vale nada e não possui emoção e fizeram um jogaço no Nelson Mandela Bay.

A 1ª etapa começou com a Alemanha criando ações ofensivas mais contundentes. Logo aos 9 minutinhos, um cruzamento de Ozil encontrou a cabeça do zagueiro Friedrich e a bola terminou explodindo no travessão. Pouco tempo depois, aos 18, Schweinsteiger mandou o sapato na Jabulani, o goleiro Muslera não segurou e Muller aproveitou o rebote para abrir o placar e marcar seu quinto gol no Mundial. Entretanto, por mais incrível que pareça, o gol sofrido fez bem ao Uruguai. Com a desvantagem no marcador, enfim o trio ofensivo formado por Cavani, Forlán e Luís Suárez acordou e entrou no jogo. Em um pequeno intervalo de quatro minutos, entre 24 e 28, eles deixaram o sistema defensivo alemão de cabelos pro alto. Depois de uma tentativa do Forlán e outra do Cavani, que quase terminaram no fundo das redes, o mesmo Cavani conseguiu vencer o goleiro Butt e empatar o marcador quando o volante Pérez aproveitou uma bobeada do Schweinsteiger, roubou a pelota e deixou-a com Suárez, que deu a assistência. E quem teve a oportunidade de sair para o intervalo vencendo foi a própria “Celeste”, mas Luis Suárez chutou a redonda raspando à trave após mais uma boa trama iniciada por Forlán.

O 2º tempo voltou com tudo e em menos de 20 minutos seis oportunidades de gols foram criadas e o placar pulou para 2 x 2. Pelo lado do Uruguai, o genial Forlán aproveitou jogadaça de Arévalo Ríos pela ponta-direita e completou marcando um dos gols mais bonitos do Mundial. Este também foi seu quinto gol e ele divide a artilharia com David Villa, Muller e Sneijder. Já os alemães chegaram ao empate após mais uma bobeada do goleiro Muslera, que não alcançou um cruzamento do Boateng e Jansen cabeceou para o fundo do gol. Que jogaço! É claro que a decisão pelo terceiro lugar é, assim como todos os jogos de uma Copa do Mundo, muito importante. Porém, se este duelo entre uruguaios e alemães fosse uma partida classificatória, como por exemplo uma semi-final, a tensão envolvida seria bem maior e o jogo ficaria marcado entre as grandes batalhas da história da Copa do Mundo. E as emoções ainda não terminaram. Aos 37 minutos, Ozil bateu córner na área uruguaia e o volante Khedira, de cabeça, virou o placar. Vale aqui fazer um destaque para a atuação dos volantes nesta partida. Os uruguaios Pérez e Arévalo, como sempre muito bem na parte defensiva, foram os que iniciaram os dois gols uruguaios. Pela Alemanha, Schweinsteiger, mas uma vez realizando grande partida, apesar da bobagem no lance do primeiro gol do Uruguai, e Khedira também foram decisivos. O primeiro iniciou o gol que abriu o placar e o segundo marcou o gol que fechou o jogo. Está cada vez mais provado que os volantes precisam sim ser capazes de auxiliar nas ações ofensivas e não apenas realizarem o papel de cães-de-guarda.

Para fechar com chave de ouro esta que foi uma das partidas mais agitadas da Copa do Mundo, Forlán ainda acertou uma cobrança de falta na trave, aos 47 minutos. Incrível! O apito final presentou esta excelente e jovem geração alemã, que tem tudo para crescer bastante e chegar voando em 2014, no Brasil. Ah, mais uma vez o polvo Paul acertou o vencedor da partida. Será que ele acertará também a decisão? Saberemos em instantes.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Nesta Copa do Mundo de 2010, os alemães alcançaram a fase semi-final do Mundial pela 12ª vez, sendo este o recorde. Em todos os Mundiais deste século, 2002, 2006 e 2010, eles terminaram entre os 4 melhores, porém em nenhum deles levantou o caneco.

sábado, 10 de julho de 2010

DE OLHO NO QUADRO NEGRO - ESPANHA

quarta-feira, 7 de julho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - SEMI-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Espanha 1 x 0 Alemanha

“Perdendo ou ganhando, não mudamos nosso estilo”. Esta preciosa frase, dita por um amigo meu espanhol, representa fielmente o que foi o duelo entre as duas Seleções mais fortes da Copa do Mundo 2010. Sem mudar praticamente uma vírgula do que vem apresentando em todo Mundial – na realidade já vem apresentando este mesmo estilo de jogo faz um bom tempo – a Espanha engoliu a Alemanha e garantiu a vaga na tão sonhada final.

Do apito inicial até o suado gol da vitória, marcado aos 28 minutos da 2ª etapa, a Espanha dominou por completo as ações ofensivas do jogo. Contando desde o início com sua impecável capacidade para trocar passes no campo ofensivo, a “Fúria” – que não tem nada de furiosa, tamanha a tranquilidade que apresenta dentro das quatro-linhas – se postou integralmente no campo de ataque e com poucos minutos já deixava a partida ao seu feitio. Parecia que era a Espanha e não a Alemanha que buscava sua oitava final de Mundial, tamanha a autoridade com a qual os espanhóis dominaram a partida na 1ª etapa. As chances reais de abrir o placar foram poucas, uma com David Villa e outra com Puyol, porém a Espanha rondou os 45 minutos a área muito bem defendida pelo goleiro Neuer e pelos zagueiros Mertesacker e Friedrich. E a única coisa que a Alemanha conseguiu fazer neste 1º tempo foi mesmo se defender. Seria um exagero creditar a péssima atuação ofensiva alemã à ausência do suspenso Muller. A realidade é que Podolski, Schweinsteiger e Ozil, todos os três, não mostraram um pingo do futebol das partidas anteriores. A Alemanha não era nem sombra da grande equipe que sapecou 4 x 1 na Inglaterra e 4 x 0 na Argentina.

Assim como nos duelos diante de Portugal e Paraguai, respectivamente nas oitavas e quartas, a Espanha voltou para a 2ª etapa empatando em 0 x 0. Alguma mudança de estilo em relação aos primeiros 45 minutos? Não, nenhuma. O mesmo toque de bola e a mesma movimentação dos meias eram as armas espanholas para buscar a vitória. E em 13 minutos a Espanha criou nada menos do que cinco oportunidades de balançar as redes. Com o volante Xabi Alonso tendo toda a liberdade para atacar, já que a Alemanha estava compeltamente acuada e nem sonhava em produzir algo ofensivo, e Iniesta e Xavi, talvez a melhor dupla de meias do futebol Mundial, enfim jogando mais próximos, a “Fúria” não abriu o marcador por pouco. Vale destacar um ponto que favorece demais a Seleção Espanhola. Dos jogadores de meio-campo da equipe, Xabi Alonso, Busquets, Pedro, Xavi e Iniesta, apenas o primeiro não atua pelo Barcelona, ou seja, entrosamento é o que não falta na meiúca dos comandados de Vicente Del Bosque.

Somente aos 23 minutos a Alemanha resolveu dar sinal de vida, quando uma arrancada de Podolski pela esquerda terminou com um arremate de Kroos nas mãos de Casillas. Isso mesmo, o poderoso ataque alemão precisou de mais de uma hora para assustar a retaguarda espanhola. Entretanto, este lance não mudou a cara do jogo, não foi o início da postura ofensiva alemã. A Espanha continuou trocando passes, seguiu bem postada no campo de ataque e chegou ao tento da vitória em um córner cobrado por Xavi que Puyol cabeceou pro fundo do gol com grande estilo. Um prêmio à um dos melhores e mais raçudos zagueiros planeta. Para fazer justiça, vale dizer também que Piqué, parceiro de Puyol no Barcelona e também na Seleção, realizou mais uma bela partida. Em desvantagem, a Alemanha resolveu sair para o abafa e tentar o empate na base da tradição, da camisa. A Espanha, apesar de ter desperdiçado um grande contra-ataque com o jovem Pedro, até ficou um pouco perdida durante uns 10 minutinhos, mas mesmo assim segurou o desorganizado ataque alemão.

O apito final decretou, enfim, a Espanha como uma finalista de Copa do Mundo. E com todos os méritos possíveis. Agora teremos uma final de Mundial entre duas equipes que nunca levantaram o caneco, fato que não ocorre desde 1978 quando Argentina e Holanda se enfrentaram. Estou contando os minutos para este jogão que vai decir quem será o mais novo integrante do seleto grupo dos Campeões Mundiais.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Os suecos Tore Keller e Nils Liedholm possuem dois recordes interessantes. O primeiro é o jogador mais velho (33 anos e 159 dias) a marcar 3 gols em uma mesma partida de Mundial, feito conquistado no duelo contra Cuba em 1938. Já Liedholm é o jogador mais velho (35 anos e 263 dias) a balançar as redes em uma final de Copa, marca alcançada diante do Brasil em 1958.

terça-feira, 6 de julho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - SEMI-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Holanda 3 x 2 Uruguai

Em um jogo emocionante, como deve ser uma semi-final de Copa do Mundo, a Holanda bateu o Uruguai e chega em sua terceira final da competição mais importante do planeta.

Apenas dois minutinhos após o juiz apitar o início da partida, a Holanda já mostrava seu cartão de visitas, levando perigo ao goleiro Muslera com um arremate do Kuyt. Parece que este lance realmente serviu para assustar o Uruguai, que permanecia muito acuado e não chegava nem perto de acertar um contra-golpe. Aos 18 minutos, premiando a atitude mais ofensiva da Holanda, que se não chegava a pressionar o adversário pelo menos se mantinha postada no campo de ataque, o lateral-esquerdo van Bronckhorst acertou o mais belo chute desta Copa do Mundo e marcou um golaço. Após abrir o marcador, a Holanda mostrou sua outra face, que, diga-se de passagem, não me agrada. Assim como nos confrontos contra o Japão, na fase de grupos, e a Eslováquia, nas oitavas, a Holanda recuou excessivamente após sair em vantagem. Impressionante como depois do gol de van Bronckhorst a Holanda abdicou por completo das ações ofensivas. Por outro lado, o Uruguai passou a gostar do jogo, começou a rondar a área laranja e se postar mais ofensivamente. O resultado disto? Uma boa jogada de Forlán, aos 41 minutos, que terminou no fundo das redes após bobeada do goleiro Stekelenburg e fez com que o jogo fosse para o intervalo empatado.

Com o reinício da 2ª etapa foi possível perceber que, mesmo com a entrada do meia van der Vaart no lugar do volante De Zeeuw, a Holanda teria trabalho para furar a retaguarda celeste. Vale ressaltar aqui, mais uma vez, a qualidade defensiva do trio de volantes uruguaio, formado por Álvaro Pereira, Arévalo Ríos e Diego Pérez. A consciência tática para a ocupação de espaços e qualidade na marcação que estes jogadores possuem foi sem dúvida um dos pontos fortes desta histórica Seleção Uruguaia. Depois de chegar perto da virada com Álvaro Pereira, aos 5, e Forlán, em uma cobrança de falta aos 21, o Uruguai mostrava um futebol de quem queria muito chegar à decisão. Porém, de maneira repentina, a qualidade individual holandesa decidiu a partida. Entre 22 e 28 minutos, a técnica de Sneijder, Robben e cia provou que o talento ainda é muito relevante no futebol. Primeiro van Persie fez boa trama pela esquerda e van der Vaart quase balançou as redes. Em seguida, após ótima troca de passes da “Laranja Mecânica” no campo ofensivo, Snejder arrematou e contou com o desvio na defesa para marcar. O estádio ainda digeria o segundo gol holandês quando Kuyt arrancou pela esquerda e cruzou para Robben, de cabeça, ampliar a vantagem. Depois de passar um bom tempo sem visitar o campo de ataque, a Holanda precisou apenas de 6 minutos para retomar a dianteira.

O Uruguai sentiu os gols sofridos e perdeu muito de sua força. Porém, o jogo resolveu presentar os fãs do futebol com um final espetacular, quando o lateral-direito uruguaio Maxi Pereira acertou um chute de fora da área e diminuiu o marcador, aos 46 minutos. Daí até os 50, o Uruguai colocou a alma na ponta da chuteira, pois o coração ele já estava lá desde o apito inicial. A cada redonda alçada na área meu amigo botafoguense gritava para o Loco Abreu subir. E vou confessar que, do jeito que esse Abreu é iluminado, até acreditei no empate. Mas não deu. O apito final chegou e a Holanda tentará, mais uma vez, entrar para o seleto grupo dos Campeões Mundiais. Em minha opinião a Holanda pode sim conquistar o caneco. Porém, se sair na frente do placar e recuar excessivamente, como já fez diversas vezes neste Mundial, tem grandes chances de não conseguir retomar as rédeas da partida. Afinal, contra Espanha ou Alemanha o caldo é mais grosso.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Apenas três jogadores conseguiram balançar as redes em cada partida de uma Copa do Mundo. O uruguaio Ghiggia, carrasco brasileiro, conseguiu tal feito no Mundial de 1950, quando se sagrou Campeão. Quem também foi Campeão no mesmo torneio que marcou gols em todos os jogos foi o brazuca Jairzinho, em 1970. Por último, o francês Just Fontaine sacudiu o filó em todas as partidas do Mundial de 1958, mas, diferentemente de Ghiggia e Jairzinho, não levantou o caneco.

sábado, 3 de julho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - QUARTAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Espanha 1 x 0 Paraguai

Em mais um jogaço de bola nesta Copa do Mundo, a Espanha teve trabalho, mas confirmou seu favoritismo e passou pelo Paraguai. Agora os fãs do futebol contam os minutos para o embate entre Espanha e Alemanha, valendo a vaga na grande decisão.

Os primeiros 45 minutos do jogo transcorreram como o esperado. A Espanha trocava passes e tentava furar o bloqueio armado pelas duas linhas de quatro paraguaias. Com Iniesta se movimentando pouco, estando parado na direita, Xavi sem a participação nos passes de sempre, David Villa sem ser acionado e Fernando Torres, para variar, complEtamente desligado, a Espanha só assustou o goleiro Villar em um chute longo do Xavi. Pelo outro lado, a produção ofensiva paraguaia, apesar de não ser muito grande, conseguiu levar perigo ao gol defendido por Casillas quando Valdez marcou um gol anulado pelo bandeira. Resumindo: a 1ª etapa foi bem morna. Após o intervalo a Espanha voltou com um pouco mais de ímpeto ofensivo e deixou o Paraguai mais acuado. Este era o panorama da partida quando ocorreram cinco minutos de tirar o fôlego. Córner paraguaio alçado na área e Piqué comete falta claríssima em Cardozo. O próprio Cardozo se encarrega da cobrança da penalidade e chuta mal, para defesa de Casillas. No lance seguinte, um rápido ataque espanhol, Villa é derrubado, também na área, pelo zagueiro Alcaraz gerando um pênalti que Xabi Alonso converteu mas o juiz mandou voltar a cobrança assinalando invasão. Na segunda batida, Alonso cobra mal, Villar defende e Sérgio Ramos chuta o rebote para Da Silva salvar em cima da linha paraguaia. Agora sim o jogo pegava fogo e era pura emoção.

Poucos minutos depois da penalidade desperdiçada, Fábregas encontrou Iniesta e por pouco a Espanha não abre o placar. Agora a Espanha, diferentemente da 1ª etapa, jogava melhor. Com a entrada de Fábregas no lugar de Fernando Torres e a consequente centralização do Villa, que jogava aberto pela esquerda, Iniesta passou a se movimentar mais pelo campo. Aos 29, tentando melhorar as jogadas pelos flancos do campo, o treinador espanhol Vicente del Bosque colocou em campo o jovem Pedro, no lugar do volante Xabi Alonso. Era inegável que a Espanha buscava mais o jogo do que o Paraguai. E esta busca deu resultado aos 37 quando um toque genial do Xavi e uma arrancada ainda mais genial do Iniesta conseguiram abrir a defesa paraguaia. Na conclusão da jogada, Pedro acertou a trave e o rebote parou nos pés de Villa, que chutou com categoria e a redonda bateu nas duas traves antes de beijar o filó. Que gol suado!

É de me encher os olhos a tranquilidade demonstrada pela Espanha diante de equipes que priorizam o sistema defensivo. Em alguns casos a estratégia até pode não dar certo, como diante da Suiça, mas como diria meu amigo espanhol “perdendo ou ganhando, não mudamos nosso estilo”. Agora vem o grande teste desta Seleção, talvez o maior teste da história da “Fúria”: a forte Alemanha com a faca entre os dentes para vingar a derrota na final da Euro 2008.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- A Itália e a Inglaterra são as Seleções que mais perderam disputas de pênaltis na história da Copa do Mundo, tendo saído de campo derrotadas em três oportunidades. Vale citar que nas três derrotas italianas Roberto Baggio esteve presente, mas só desperdiçou sua cobrança na decisão de 1994, diante do Brasil.

COPA DO MUNDO 2010 - QUARTAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Alemanha 4 x 0 Argentina

Simplesmente sensacional! Com mais uma atuação de gala a Alemanha chegou a sua terceira partida, de cinco disputadas, tendo marcado quatro gols. A vítima desta vez foi a Argentina, que sai da Copa do Mundo provando ter somente bons valores individuais e uma gigante "messidependência".

Esta Copa do Mundo, antes mesmo de chegar ao seu final, já serviu para eu adotar um novo conceito de assistir futebol. Agora, a meu ver, uma boa equipe deve possuir quatro “poderes” igualmente relevantes: técnico, tático, físico e psicológico. Quando um deles se sobressai negativamente sobre os outros, raramente uma equipe consegue sair vencedora. Um exemplo? A total desestabilidade emocional da Seleção Brasileira diante da Holanda foi responsável direta pelo fim do sonho do Hexa. Vale citar que esta falta de controle também já havia aparecido diante de Costa do Marfim e Portugal.

Falando agora de Alemanha e Argentina, encontro nesta divisão dos quatro “poderes” a explicação pela fácil vitória alemã, que não me surpreendeu. Salvo uma atuação monumental de Lionel Messi, o que é algo totalmente plausível, seria muito difícil a Argentina triunfar diante da equilibradíssima Alemanha. Um amigo meu foi perfeito em sua análise da Seleção Argentina: “É o melhor time de pelada do Mundo”. Não há nenhuma dúvida de que a Argentina possui jogadores qualificados, porém é uma das equipes mais desorganizadas taticamente que vi neste Mundial. A retaguarda é idêntica à um queijo suiço, tamanha a quantidade de buracos – fator que também deve ser creditado à péssima qualidade técnica de seus defensores. E tem mais. A frente da defesa encontra-se um único volante, Mascherano, que se já é violento e comete muitas faltas atuando pelo Liverpool, uma equipe mais bem arrumada defensivamente, imaginem tendo que proteger uma fraca defesa quase que sozinho. Porém, apesar de todos os problemas defensivos – e são muitos – a Argentina tem seu principal foco de desorganização tática no ataque. Com jogadores do nível de Di María, Tévez, Higuaín e Messi, a Argentina poderia apresentar um excelente cardápio ofensivo. Porém, tabelinhas pelo meio da defesa adversária, ultrapassagens pelos flancos, entradas em diagonais de quem está pela ponta, utilização do centroavante como pivô, entre outras jogadas, raramente, para não dizer nunca, foram utilizadas pelos comandados de Maradona. A estratégia era a do cada um por si. Ora Messi, ora Tévez, ora Di Mária, as jogadas individuais foram a tônica da Argentina neste Mundial. Estava dando certo até encontrar um rival que não se desesperasse diante de tantos jogadores ofensivos e tivesse calma para explorar seus inúmeros pontos fracos.

Linhas acima utilizei o termo equilibradíssima para caracterizar a Alemanha. E é realmente gigantesco o equilíbrio mostrado pelos comandados do técnico Joachim Loew. Abrindo parênteses, queria dizer o quanto sou fã deste treinador. Durante a temporada européia de 2008/2009 escolhi a Bundesliga para acompanhar de maneira intensiva e fiquei impressionado com o número de jogos que Loew assitia do próprio estádio. Em alguns dias, ele conseguia marcar presença em dois jogos. Como todos os seus convocados atuam na própria Bundesliga, nem é preciso falar que ele os conhece perfeitamente. Voltando a comentar sobre o equilíbrio alemão, me encanta assitir uma equipe que possui jogadores de grande qualidade técnica, apresenta uma organização tática irretocável e conta com enorme frieza para explorar os pontos fracos rivais, vide as goleadas diante de Inglaterra e Argentina. Com estas qualidades, a Alemanha conseguiu apresentar um futebol ofensivo infinitamente superior ao da Argentina, que era cantada aos quatro cantos como o futebol mais ofensivo da Copa, como se o fato de ter mais atacantes estivesse relacionado com produção ofensiva. Vejamos como o poder ofensivo alemão é imensamente superior ao argentino. Logo aos 2 minutos do 1º tempo, Schweinsteiger cobra falta na cabeça de Muller que havia se antecipados à toda a zaga argentina e abre o placar. Na metade da 2ª etapa, Muller, caído no chão, espera a passagem de Podolski, dá lindo passe e a jogada termina com Klose livre, leve e solto empurrando pro fundo das redes. Pouco tempo depois, Schweinsteiger, o melhor jogador em campo e um forte candidato à melhor do Mundial, costura três marcadores e rola para o zagueiro Friedrich marcar o terceiro. Aos 44 minutos veio a cartada final. Aproveitando todos os buracos possíveis na defesa argentina, Podolski abre a jogada com Ozil que cruza para Klose marcar seu 14º gol em Mundiais. Só falta um para ele se igualar com o recordista Ronaldo. Resumo da ópera: Enquanto a peladeira argentina forçava jogadas individuais e tentava, no abafa, furar a boa defesa alemã, Schweistenger e cia davam um show de variação ofensiva. Gols de bola parada, ultrapassagens pelo flanco, jogadas individuais, contra-ataque, gol de zagueiro, gol de cabeça... Uma atuação alemã que merecia ser assistida de terno e gravata.

Depois da vitória diante do México, nas oitavas, havia dito que “se apresentar um futebol do mesmo nível diante dos alemães serão mínimas as chances de a Argentina chegar mais longe no Mundial” e “os comandados de Maradona precisarão de mais solidez defensiva e organização ofensiva diante de uma Alemanha que vem forte”. Bom, acredito que os comandados do competente Joachim Loew sabiam que não teriam um bicho de sete cabeças pela frente e tiveram tranquilidade para dar um verdadeiro espetáculo.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Três finais de Copa do Mundo terminaram com uma diferença de três gols para o Campeão e em todas elas o Brasil esteve presente. Se nos Mundiais de 1958 e em 1970 os shows foram nossos, com a vitória de 5 x 2 e 4 x 1 sobre, respectivamente, Suécia e Itália, em 1998 sofremos ao sermos derrotados pela França de Zinedine Zidane por 3 x 0.

COPA DO MUNDO 2010 - QUARTAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Uruguai (4) 1 x 1 (2) Gana

Provando que a Copa do Mundo não termina com a eliminação do Brasil, poucas horinhas depois de a Holanda nos tirar o sonho do Hexa, Gana e Uruguai realizaram o melhor jogo do Mundial. Equilíbrio, qualidade técnica, organização tática, drama, emoção... teve de tudo neste inesquecível duelo que colocou os uruguaios na semi-final de uma Copa depois de 40 anos.

Os primeiros 45 minutos de jogo no Soccer City podem ser perfeitamente divididos em duas partes. Na primeira delas, do apito inicial até os 25 minutos, o Uruguai conseguiu controlar qualquer tentativa de Gana de assustar o goleiro Muslera e dominou completamente as ações ofensivas. Com Luis Suárez, para variar, infernizando a retaguarda adversária e Forlán não tão bem como em partidas anteriores, mas sempre um incômodo, a “Celeste” criou três chances de sacudir o filó, mas não obteve êxito. Já na segunda metade deste 1º tempo, de maneira repentina, Gana assumiu o controle ofensivo do embate. Com Prince Boateng mostrando novamente ser um dos destaques do torneio e o atacante Gyan “avisando” que deve ser marcado de perto, as “Estrelas Negras” reverteram a cara do jogo. Nos acréscimos, aos 46 minutos, o meia Muntari, acertou um belo arremate longo, o goleiro Muslera saltou mal e Gana abriu o placar.

O jogo voltou do intervalo com Forlán enfim provando sua importância. Se na 1ª etapa ele só havia aparecido bem em um único lance, dando bom passe para o Cavani, agora ele estava com tudo. Logo aos 9 minutos ele cobrou bem uma falta, contou com a contribuição do goleiro ganês Kingson e empatou o escore. Depois disso ainda participou diretamente de mais duas boas tramas ofensivas que Luis Suárez não concluiu com sucesso. O Uruguai ainda realizou uma linda jogada pela esquerda, com Fucile e Lodeiro, que o mesmo Luis Suárez chutou para bela defesa de Kingson. Entretanto, diferentemente do 1º tempo, que teve cada parte dominado por uma equipe, desta vez Gana não ficou parada olhando o rival atacar. Enquanto Luis Suárez não conseguia levantar o véu da noiva pelo lado azul, Gyan e Muntari assustaram o goleiro Muslera. Apesar de algumas falhas técnicas, como as dos goleiros, a partida apresentou um ótimo nível e muita tensão. A qualquer momento um jogador como Forlán, Luis Suárez, Gyan ou Muntari, só para citar os que, a meu ver, eram os jogadores com maior poder de decisão em campo, poderia colocar a redonda pra dentro e decidir o duelo.

O tempo normal terminou, mas a prorrogação continuou tensa e imprevisível, principalmente na 2ª etapa. Apesar de a primeira boa chance no tempo extra ter sido uruguaia, com Forlán, Gana se utilizou de sua maior força física para buscar mais o ataque. Adiyah e Boateng, duas vezes, passaram perto de decidir a partida. Porém, ninguém contou com a chance que Gyan teve em seus pés. Faltando poucos minutos para o final do 2º tempo da prorrogação Gana teve a chance de alçar a pelota na área em uma cobrança de falta. Pantsil colocou a redonda no pagode e o que se seguiu foi inacreditável. Boateng desviou de cabeça, Muslera rebateu a pelota que sobrou para Appiah chutar da pequena área e Luis Suárez tirar com os pés em cima da linha. No rebote, Adiyah cabeceou para garantir a classificação de Gana, mas Luis Suárez novamente evitou a consagração africana. Entretanto, desta vez Suárez salvou com as mãos. Pênalti para Gana e o atacante Gyan, que já havia convertido duas penalidades neste Mundial, tinha nos seus pés a chance de colocar, pela primeira vez na história, uma Seleção Africana entre as quatro melhores do mundo. E isso na Copa da África! Porém, Gyan desperdiçou esta chance única e a partida foi para a decisão nos pênaltis.

Apesar de toda a coragem de Gyan, que foi o primeiro a cobrar uma penalidade na decisão e o fez com muita qualidade, Gana desperdiçou duas cobranças e deixou a última bola cair nos pés de ninguém menos que Loco Abreu. Amigos, a cada dia que passa cresce mais minha admiração por este centroavante. Não vem ao caso elogiar no momento sua enorme qualidade nas bolas aéreas ou sua liderança sobre os companheiros, fatores que muito admiro nele, mas é impossível não se assustar com tamanha calma nos momentos decisivos. Depois de ser responsável direto pelo Botafogo conquistar o Campeonato Carioca diante do Flamengo, ao cobrar um pênalti com a maior categoria do planeta quando estava diante do goleiro Bruno, reconhecidamente um expert em defender penalidades, Loco Abreu foi mais longe. Diferente de Gyan, Abreu não sentiu o peso de entrar para a história e com uma cobrança de pênalti fenomenal, onde somente acariciou a redonda, colocou o Uruguai na semi-final. Vai ter frieza assim lá na África do Sul!

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- O mexicano Antonio Carbajal e Mohamed Al-Deayea, da Arábia Saudita, são os goleiros que mais sofreram gols na história dos Mundiais, com 25 gols sofridos. Carbajal disputou cinco edições da Copa do Mundo, dividindo o recorde de Copas jogadas com o alemão Lothar Matthaüs. Já Al-Deayea participou de quatro Mundiais.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - BRASIL X HOLANDA

Olá amigos do FUTEBOLA!

Brasil 1 X 2 Holanda

Difícil, pra não dizer impossível, esquecer o lado torcedor neste momento. E sou daqueles que realmente torce pelo Brasil, mais até do que pelo meu clube. A meu ver, o símbolo mais forte da história do futebol é nossa camisa canarinho. Enquanto algumas Seleções possuem apelidos como “Leões Indomáveis”, “Azzurra” ou “Laranja Mecânica”, o fato de sermos conhecidos como “A Seleção” já é suficiente para mostrar o respeito que existe para com nossa equipe.

Algumas vezes, torcedores ignoram o peso de nossa Seleção por motivos até, acredito eu, compreensíveis. Não vejo nenhuma heresia em escutar alguém dizendo “nesta Copa eu vou torcer pela Espanha, pois ela sim joga um futebol bonito” ou “queria que o futebol ofensivo da Argentina vencesse, e não esse futebol feio do Brasil”, porém não consigo pensar assim. Sabem aquele brasileiro que é mais brasileiro em época de Copa do Mundo? Pois então, sou assim. Sinto frio na barriga antes dos jogos, me arrepia escutar o hino e fico triste quando me cai a sensação de que nada do que torci adiantou, nenhuma superstição valeu a pena, as promessas foram inúteis. De que adiantou sentar sempre no mesmo lugar, usar sempre a mesma cueca, tocar sempre a mesma vuvuzela?

Se alguns torcedores conseguem torcer por outras Seleções – repito que não vejo problemas nisso, apenas não consigo – também existe o caso de jogadores que abandonam a camisa canarinho. As vezes até a estão vestindo, mas para ele é apenas um pedaço de pano qualquer, que o diferencia dos adversários. Quase como coletes, daqueles que ao final da pelada são jogados no chão para que a esposa da vez os lave e na próxima semana eles estejam de volta. Não me serve de consolo, pelo menos ainda não, o fato de esta Seleção Brasileira não contar com jogadores assim. Pode ter fatado técnica, organização tática, controle psicológico... podem ter faltado infinitas qualidades, mas em nenhuma momento abandonaram a camisa ou desrespeitaram a Seleção. Em minha opinião, mais do que representar o país, os brasileiros que atuam em uma Copa do Mundo representam um símbolo, representam “A Seleção”. E estes jogadores o fizeram com o coração. Se jogaram um futebol bonito ou não, isso é relativo. Alguns, como este que vos escreve, não enxerga beleza apenas no futebol ofensivo.

Antes de ontem, ao final de uma palestra sobre a Copa do Mundo, estava conversando com um famoso jornalista esportivo. Do alto de seus 78 anos ele me disse que não estava nem aí para a possibilidade de o Brasil perder a Copa. Ganhar ou perder não influenciaria seu humor. Ainda não consigo pensar assim. Como também não consigo fazer análises técnicas e táticas neste momento.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

DE OLHO NO QUADRO NEGRO - HOLANDA

terça-feira, 29 de junho de 2010

COPA DO MUNDO - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Paraguai 0 (5) x (3) 0 Japão
*Espanha 1 x 0 Portugal

*jogo assistido
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No clássico ibérico que decidiu quem avançou para a fase quartas-de-final da Copa do Mundo, a Espanha engoliu Portugal, apesar de o placar não mostrar isto, e mostrou que segue firme e forte em busca do caneco.

Antes de começar a elogiar a atuação espanhola, a meu ver uma das melhores apresentações deste Mundial, gostaria de analisar o patético desempenho de Portugal, não só nesta partida, mas em todo o torneio. Não tenho nada contra equipes que priorizam o sistema defensivo como alternativa para conquistar vitórias, porém tenho muito contra equipes que apenas se defendem e não apresentam nenhuma mentalidade ofensiva. Não vejo nenhuma ofensa ao bom futebol em um time ser montado para jogar sem a bola nos pés, explorando contra-golpes e os buracos deixados pelo adversário que busca o ataque. Entretanto, o que Portugal apresentou durante esta Copa do Mundo, exceção feita à histórica goleada de 7 x 0 sobre a Coréia do Norte, foi uma vergonha diante do que poderia ter feito. A própria sapecada sobre os norte-coreanos mostraram que Cristiano Ronaldo e cia poderiam enfrentar qualquer adversário sem permanecer apenas se defendendo, pois armas para “agredir” seus rivais não faltariam. O lateral-esquerdo Fabio Coentrão mostrou em poucos jogos que possui boa qualidade ofensiva; Raul Meireles é um volante moderno que, se não fosse tolido por um esquema defensivo, poderia participar ativamente de tramas ofensivas; Deco, apesar de não estar rendendo metade do que poderia, não deveria ser preterido para a entrada de Pepe ou Tiago, dois volantes que não possuem qualidade com a redonda nos pés. Ou seja, Portugal tem sim capacidade para montar uma equipe que possua uma estratégia diferente da de apenas se defender e esperar Cristiano Ronaldo fazer uma jogada de melhor do planeta. Para se ter uma idéia da vergonha ofensiva que foi neste Mundial, Portugal terminou os duelos contra a Costa do Marfim, o Brasil e a Espanha sem balançar as redes. E mais! Nestes jogos citados conseguiu criar, somando os três, apenas 8 boas oportunidades de gols. Para critério de comparação, somente neste Espanha x Portugal, os espanhóis construíram 10 chances de sacudir o filó. Realmente esta Seleção Portuguesa não vai deixar nenhuma saudade nos admiradores da Copa do Mundo.

Agora sim vamos falar de bom futebol, vamos falar da Espanha. Com apenas 12 minutinhos de jogo, os espanhóis já haviam levado perigo ao goleiro português Eduardo em quatro oportunidades. Duas vezes com Fernando Torres e mais duas com David Villa, que está voando baixo jogando aberto pelo lado esquerdo, a Espanha por pouco não abriu o marcador. Enquanto Villa inferniza de ponta-esquerda, Iniesta não guarda sua posição na ponta-direita e se movimenta bastante, dificultando, e muito, a retaguarda adversária. Quando encosta no Xavi, que atua centralizado, o poder de criação do ataque espanhol cresce bastante. Depois das citadas quatro oportunidades, a Espanha encontrou problemas para voltar a incomodar a defesa portuguesa. Ficava, como sempre, com a posse de bola, mas não encontrava espaços para infiltrações e as jogadas pelos flancos não davam resultado. Com a chegada do 2º tempo, a posse de bola e o maior pdoer ofensivo espanhóis deram resultado quando Iniesta e Xavi – como joga bola esta dupla! – tabelaram na entrada da área e deixaram Villa livre para marcar. Nem mesmo em desvantagem no placar e com a iminente eliminação Portugal mudou a atitude. O ápice da falta de ousadia portuguesa ocorreu aos 27 minutos da 2ª etapa, com a substituição do volante Pepe pelo outro volante Pedro Mendes. Por outro lado, a Espanha não parava de atacar e em três oportunidades quase ampliou o placar, com Sérgio Ramos, Villa e Llorente, que entrou muito bem no lugar de Fernando Torres.

Uma partida onde a Espanha não foi atacada praticamente em nenhum momento e o goleiro Eduardo foi o único português que merece receber algum destaque, já que evitou um goleada, só poderia mesmo terminar com a vitória da “Fúria”. A cada rodada que passa a Espanha se sente melhor em campo e se acostuma mais com o clima da Copa do Mundo. A meu ver, apesar do pouco peso da camisa em Mundiais, é sim uma forte candidata ao título.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- A partida de Copa do Mundo que contou com o maior número de jogadores diferentes conseguindo balançar as redes foi Iugoslávia 9 x 0 Zaire, no Mundial de 1974, quando 7 iugoslavos sacudiram o barbante. Quando o assunto é um torneio inteiro, e não apenas um jogo, a França de 1982 e a Itália de 2006 terminaram a competição com 10 jogadores diferentes tendo marcado gols.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - BRASIL X CHILE

Olá amigos do FUTEBOLA!

Brasil 3 x 0 Chile

Com muita naturalidade e consciência o Brasil sapecou 3 x 0 no Chile e garantiu a vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo, onde enfrentará a Holanda.

Pouco tempo depois do início da partida já era possível perceber que o Chile vinha mais fraco do que nas rodadas anteriores. Duas das principais, talvez as duas principais, armas chilenas foram anuladas antes de o juiz apitar. O ala-direita Isla, muito bom ofensivamente e que poderia complicar o sistema defensivo brasileiro, foi escalado de meio-campo, o que diminuiu o poder ofensivo do Chile pelo lado direito. Outra opção do treinador Bielsa que também ajudou o Brasil foi o Suazo começar jogando no lugar do Valdívia. Enquanto Valdívia poderia confundir a retaguarda brasileira com sua movimentação, Suazo ficou estático lá na frente, sendo presa fácil para Lúcio e Juan. Como se estas duas opções chilenas não bastassem, Dunga ainda acertou em cheio com a escalação do Ramires no lugar do Felipe Melo. Resumindo: as escolhas dos dois treinadores facilitaram bastante o jogo para o Brasil.

Como era de se esperar, o Chile adotou uma postura ofensiva, deixando espaços atrás e dando liberdade para os brasileiros trabalharem ofensivamente. Nos primeiros 15 minutos de jogo o Brasil levou perigo com Luís Fabiano, Gilberto Silva e Ramires. Muito bem postado em campo, o Brasil não sofria sofria sustos defensivos e aguardava calmamente surgir uma oportunidade de encaixar suas principais armas: a bola parada e o contra-ataque. E elas não tardaram a surgir. Em um intervalo de quatro minutos, entre os 34 e 38, o Brasil balançou as redes duas vezes e deixou sua classificação muito bem encaminhada. Primeiro Maicon cobrou córner na cabeça de Juan que foi perfeito e sacudiu o barbante. Vale ressaltar o gosto de Juan por fazer gols no Chile. Dos sete gols que marcou com a “camisa canarinho”, quatro foram contra os chilenos. Logo depois de abrir o placar, Robinho arrancou pela esquerda e tocou a redonda para Kaká que só empurrou para Luís Fabiano driblar o goleiro Bravo e ampliar. Que trio ofensivo! Que contra-ataque! Que golaço!

Depois do intervalo o Chile até melhorou sua produção ofensiva, que havia sido nula na 1ª etapa. A entrada do Valdívia, presente em três dos cinco lances de perigo que o Chile criou neste 2º tempo, foi o fator principal para a evolução da equipe. Porém, o Brasil não caiu na bobeira de ficar apenas recuado e, aos 14 minutos, fechou o jogo. Uma arrancada do Ramires, que jogou um partidaço, terminou nos pés do Robinho que marcou seu primeiro gol em Copas do Mundo. Se antes desta partida a única coisa que poderia ir contra a escalação do Ramires era o fato de ele poder sentir o peso um jogo de Copa do Mundo, agora não existe mais nada. Seja na qualidade dos passes, seja nas arrancadas rumo ao ataque, o Ramires é muito mais jogador do que o Felipe Melo. Pena que por culpa sua, e também do Dunga que poderia tê-lo tirado de campo, Ramires recebeu seu segundo amarelo na Copa e está fora do duelo contra a Holanda.

Com 3 x 0 no placar, o jogo ficou irreversível e, apesar de Brasil e o Chile terem criado oportunidades, ninguém mais levantou o véu da noiva. Dentre as chances desperdiçados por ambos os lados vale citar uma excelente defesa do Júlio César, em chute do Suazo, e uma arrancada maravilhosa do Michel Bastos, aos 46 minutos, que quase se transformou no gol mais bonito da Copa.

A defesa, com Juan jogando uma barbaridade, esteve em excelente jornada. O meio-campo foi perfeito na marcação e ao iniciar as jogadas ofensivas. Luís Fabiano e Robinho mostraram que o ataque está afiadíssimo. A bola parada e o contra-ataque mais uma vez funcionaram com extrema eficiência. Se repetirmos todos estes pontos positivos, temos tudo pra mandar a Holanda de volta pra casa.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Apenas dois jogadores conseguiram marcar ao menos 5 gols em duas edições da Copa do Mundo. O peruano Cubillas alcançou esta marca balançando as redes nos Mundiais de 1970 e de 1978. Já o alemão Klose realizou o feito de marcar 5 gols nas Copas de 2002 e 2006. Se marcar mais 5 gols em 2010, Klose ficará com um total de 15 gols e alcançará o brasileiro Ronaldo como maior artilheiro da história dos Mundiais.

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Holanda 2 x 1 Eslováquia

Nada de surpresas! Depois de conquistar três vitórias na fase de grupos, a Holanda bateu a Eslováquia, algoz da Itália na histórica eliminação da “Azzurra”, e se classificou para as quartas-de-final.

Apenas um minutinho após o apito inicial a Eslováquia já assustou o goleiro Stakelenburg com uma boa jogada do Weiss que Jendrisek completou com um balaço de fora da área. Vale aqui ressaltar a escalação ofensiva com a qual os eslovacos iniciaram a partida. Uma única alteração foi realizada nos 11 titulares que haviam começado o duelo contra a Itália: a entrada do habilidoso meia ofensivo Weiss no lugar do volante Strba. Isso mesmo, taticamente a equipe se apresentava mais ofensiva do que no jogo que lhe rendeu a classificação às oitavas. Porém, o 1º tempo mostrou que, apesar da aparente ofensividade, a Eslováquia não possui o mesmo poder que os holandeses. Bastaram 17 minutos para a Holanda mostrar a força de seu quarteto ofensivo. Kuyt, van Persie, Sneijer e Robben, que estreava como titular, infernizaram o sistema defensivo rival.Depois de ter criado duas boas oportunidades, com van Persie e Sneijer assustando o goleiro Mucha, a Holanda conseguiu marcar seu gol em um contra-golpe sensacional. Na primeira das vezes que a Eslováquia se mandou ao ataque com mais ênfase, o espaço deixado no sistema defensivo foi aproveitado com maestria quando Sneijder acertou um perfeito lançamento para Robben realizar sua jogada preferida: a arrancada pela direita com o corte para dentro e o veloz arremate. O Robben está jogando um futebol de tão alto nível que já chegou naquele ponto em que todos sabem o que ele vai fazer, mas ninguém consegue evitar.

Após abrir o marcador, a Seleção Holandesa apresentou o seu lado que eu não gosto. O recuo excessivo buscando apenas os contra-golpes. Assim como no duelo diante do Japão, na 1ª fase, quando fez 1 x 0 e ficou mais de 30 minutos apenas em seu campo defensivo, a Holanda permaneceu todo o restante do 1º tempo sem ameaçar novamente a Eslováquia. Mostrando que o futebol realmente não tem lógica, a Holanda voltou para a 2ª etapa com outra atitude, buscando decidir o jogo, e em menos de 15 minutos quase ampliou a vantagem com Robben em outra de suas jogadas especiais, com o zagueiro Mathijsen em uma perigosa cabeçada e com van Persie. “Pronto, agora a Eslováquia não resiste à pressão holandesa” – pensei após estas três oportunidades. Porém, o ilógico voltou a aparecer e de repente, sem nenhum aviso prévio, a Eslováquia transformou o goleiro Stakelenburg em um dos grandes nomes da partida. Em um chute longo do bom volante Kucka, uma linda jogada de Stoch pela esquerda e um arremate do atacante Vittek quase da marca do pênalti, Stakelenburg realizou três defesas sensacionais. Sem dúvidas alguma o jogo voltou do intervalo muito mais emocionante e permaneceu indefinido até os minutos finais. Somente aos 38, em uma bobeada da defesa eslovaca, que preferiu reclamar de uma marcação da arbitragem do que prestar a atenção no jogo, van Bronckhorst cobrou falta rápido, Kuyt chapelou o goleiro de cabeça e tocou para Sneijder que só teve o trabalho de empurrar pro fundo do gol. Este gol matou as esperanças da Eslováquia, que ainda conseguiu sacudir o filó com o artilheiro Vittek, aos 48 minutos, mas já era tarde demais.

Com Kuyt, Sneijder, Robben e van Persie, seu “Quarteto Fantástico”, e boas opções na reserva, como o Elia, que novamente entrou bem no jogo, e van der Vaart, a Holanda é, sem nenhuma dúvida, uma das melhores Seleções do Mundial. Se o Brasil bobear diante do Chile (bate na madeira – toc toc toc), a “Laranja Mecânica” tem tudo para chegar em sua terceira final de Copa do Mundo e, quem sabe, acabar com a fama de fracassar nas horas decisivas.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Vejam que curioso: a Suiça é a Seleção que possui o recorde de mais partidas consecutivas sofrendo ao menos um gol e o recorde de mais minutos consecutivos sem sofrer gols. Entre 1934 e 1994, a Suiça sofreu ao menos um golzinho em 22 partidas seguidas. Porém, se contarmos o próprio Mundial de 1994, o de 2002 e o de 2006, a Suiça passou 559 minutos consecutivos sem buscar a redonda no fundo das redes.

domingo, 27 de junho de 2010

DE OLHO NO QUADRO NEGRO - CHILE

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Argentina 3 x 1 México

Apesar de o placar não demonstrar, a Argentina não realizou uma boa partida diante do México, no duelo que decidiu o adversário da Alemanha nas quartas-de-final. Por sinal, se apresentar um futebol do mesmo nível diante dos alemães serão mínimas as chances de a Argentina chegar mais longe no Mundial.

Durante toda primeira metade do 1º tempo, a Argentina não conseguiu trabalhar a bola com qualidade nem realizar boas tramas ofensivas, não passando nem perto de assustar o goleiro mexicano Pérez. Por outro lado, com os meias Giovani e Guardado muito participativos o México constantemente levava perigo ao goleiro argentino Romero, principalmente nos chutes longos. Queria questionar a escolha do treinador mexicano Javier Aguirre por Bautista para iniciar a partida. Nos três jogos da fase de grupos, o Bautista não havia atuado sequer um minutinho. Não entendo o motivo de, logo neste decisivo jogo, ele ter iniciado entre os 11 titulares. Voltando ao jogo, o México se postava bem melhor em campo do que a Argentina, porém não contava com dois gigantescos equívocos. Primeiro, após uma jogada de Messi pela meiúca a redonda sobrou para Tévez, completamente impedido, abrir o placar. Assim como a Alemanha, diante da Inglaterra, a Argentina também foi muito, mas muito, ajudada por um erro da arbitragem. Porém, a meu ver, os argentinos foram ainda mais beneficiados, pois quando marcou seu gol irregular estavam muito mal no jogo, diferente da Alemanha, que vencia a partida. Seis minutinhos depois do primeiro gol, aos 32, não foi o bandeira quem se equivocou, mas o zagueiro Osório, que entregou a bola nos pés de Higuaín que marcou seu quarto gol no Mundial. Em pouco tempo, todo o trabalho do México foi pelo ralo. A Argentina ainda teve duas boas chances de ampliar a vantagem, uma com Di María e outra com Higuaín, porém ambas as chances foram desperdiçadas.

Logo na volta para a 2ª etapa, aos 7 minutos, Carlitos Tévez mandou uma bomba de fora da área e marcou um golaço, praticamente garantindo a vaga para as quartas-de-final. Após este gol, a Argentina, que já não apresentava um futebol condizente com o resultado, recuou por completo e viu o México passar aproximadamente 40 minutos atacando. Comandado pelo Barrera, que entrou no lugar do sumido Bautista e mais uma vez mostrou um bom futebol, os mexicanos partiram com tudo em busca do milagre. Em 11 minutos, entre 15 e 26, nada menos do que cinco boas oportunidades de gols foram criadas pelo México, tendo o Barrera participado de três delas. A entrada do Barrera também fez crescer o futebol do jovem atacante Javier Hernández, muito pouco participativo na 1ª etapa. Foi Hernández quem marcou o gol mexicano, após dar um lindo drible no fraco zagueiro Demichelis e arrematar de dentro da área. Até o apito final, para não dizer que estou mentindo foi até os 46 minutos, quando Messi reapareceu no jogo e quase marcou um golaço, o México atacou e a Argentina apenas se defendeu, sem organizar sequer um contra-golpe bem feito.

Era para o duelo contra o México ser o primeiro grande teste da Argentina, porém dois enormes erros, um da arbitragem e outro do mexicano Osório, facilitaram, e muito, a vida dos argentinos, que conseguiram vencer sem mostrar um grande futebol. Agora, como citei lá no início, os comandados de Maradona precisarão de mais solidez defensiva e organização ofensiva diante de uma Alemanha que vem forte.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- O suiço Alfred Bickel é o único jogador a ter participado de um Mundial antes da II Guerra Mundial e depois desta. Bickel fez parte da Seleção Suiça nos Mundias de 1938 e de 1950. Em 1938, ele marcou um dos gols da lendária vitória suiça sobre a Alemanha por 4 x 2. No Mundial de 1950 Bickel também participou de um jogo histórico: o empate em 2 x 2 entre Brasil x Suiça, em um lotado Pacaembu.

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Alemanha 4 x 1 Inglaterra

Pela segunda vez na Copa do Mundo, a Alemanha mostrou um futebol que a credencia como uma das grandes favoritas para conquistar o caneco. Se na primeira boa atuação germânica a adversária era a fraca Austrália, desta vez quem tomou uma chinelada foi a grande rival Inglaterra.

Muitos treinadores dizem que uma equipe ideal deve primar pelo equilíbrio. Defesa, meio-campo e ataque devem possuir forças iguais. Apesar de, em minha opinião, a Alemanha ter no sistema ofensivo o seu maior poder – acreditem, esta equipe alemã é muito habilidosa – a retaguarda e a meiúca também estão se mostrando fortes. A linha de quatro defensores formada por Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng, da direita para a esquerda, fornece muita segurança para o goleiro Neuer. O lateral-direito Lahm, inclusive, sempre é boa opção ofensiva. Muito importante para o bom andamento, tanto defensivo quanto ofensivo, dos alemães é a dupla de volantes Khedira/Schweinsteiger. Sempre bem posicionados e evitando buracos à frente da defesa, ambos participam também de algumas tramas ofensivas. Na frente dos dois está, a meu ver, a maior força alemã: o tripé de meias formado por Muller, Ozil e Podolski. Impressionante como todos estão jogando muita bola nesta Copa do Mundo. Até mesmo o Muller, que não vinha acompanhando o ritmo dos seus dois companheiros, resolveu ter uma atuação genial. E justamente no duelo contra a Inglaterra. Na frente, como único atacante, porém nunca isolado devido à chegada dos meias, está Klose, agora empatado com Pelé com 12 gols em Copas do Mundo e apenas três tentos atrás de Ronaldo.

E foi com este esquema e estas armas que a Alemanha deu um baile na Inglaterra. Com 32 minutos do 1º tempo já vencia a partida por 2 x 0, gols de Klose e Podolski, uma dupla que se sente absurdamente a vontade com a camisa alemã. Primeiro Klose aproveitou um chutão pra frente do goleiro Neuer, ganhou o duelo físico com o zagueiro Upson e bateu com categoria marcando um belo gol. Depois, o mesmo Klose deu um excelente passe para Muller que deu um passe ainda mais excelente para Podolski levantar o véu da noiva. Até o momento a Inglaterra nada produzia de concreto em termos ofensivos e ainda encontrava enormes dificuldades para impedir a Alemanha de jogar. De repente, sem nenhum aviso prévio, o jogo entrou num ritmo alucinante e em 4 minutos, entre 34 e 38, os torcedores tiveram o coração testado. Milner fez boa jogada pela direita e cruzou para Lampard completar e Neuer realizar boa defesa; após iniciativa de Schweinsteiger Klose perdeu ótima oportunidade; Gerrard cruzou a redonda na área e o zagueiro Upson marcou de cabeça diminuindo a vantagem alemã; Lampard deu um toque de extrema categoria, encobriu o goleiro Neuer, a pelota ultrapassou a linha e o juiz não enxergou o golaço; Podolski arrancou em velocidade e quase marcou o terceiro tento da Alemanha. Ufa... isso tudo em 4 minutinhos.

O intervalo serviu para a Inglaterra confirmar e ver a ficha de que teve um gol mal anulado cair e parece que isto abateu seus jogadores. Sem o mesmo ímpeto que haviam apresentado quando diminuíram o placar e deveriam ter o igualado, os ingleses foram presas fáceis para o rápido e mortal contra-ataque alemão. Comandado por Muller, que já realizava ótima partida, a Alemanha precisou de apenas metade da 2ª etapa para matar o jogo e, em 25 minutos, construiu cinco excelentes tramas ofensivas, tendo o Muller participado de quatro delas. Os dois gols que fecharam o caixão do “English Team” saíram em dois contra-golpes organizados de maneira perfeita, daqueles que devem ser gravados e passados em video-aulas. No primeiro Schweinsteiger teve velocidade e paciência para arrancar e encontrar Muller que bateu com precisão. No segundo, novamente marcado pelo Muller, nesta altura já o melhor homem em campo, foi iniciado pelo Ozil, que também vem jogando uma barbaridade.

Com 4 x 1 no marcador, a Inglaterra nada mais tinha a fazer nos restantes 20 minutos de partida. É claro que se o juiz não tivesse se equivocado o jogo teria sido muito diferente, já que a Inglaterra não iria se abrir tanto na 2ª etapa e ficar exposta aos mortais contra-ataques. Porém, este fato não pode apagar mais uma excelente apresentação da Alemanha e muito menos o fracasso que é este time inglês treinado pelo Fabio Capello.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Apenas dois confrontos já se repetiram em finais de Copa do Mundo. Nos Mundiais de 1970 e 1994 o Brasil venceu a Itália, sendo que no último deles a conquista do caneco pelos brasileiros só ocorreu na disputa de penalidades. Já Alemanha e Argentina duelaram em 1986 e 1990. Na Copa do Mundo de 1986 Maradona comandou os argentinos à vitória, enquanto em 1990 um gol de pênalti marcado por Brehme deu o título à Alemanha.

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul
Estados Unidos 1 x 2 Gana

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MANDOU BEM!

- Apesar de fatores psicológicos, físicos e táticos ganharem cada vez mais importância no futebol, ainda é a técnica individual que mais decide as partidas. Logo com 8 minutos de jogo, o agora meia Forlán caiu pela esquerda do ataque uruguaio, cruzou a redonda na área, o goleiro sul-coreano Jung Sung-Ryong papou mosca e Luís Suarez abriu o placar. Com a vantagem, os uruguaios permaneceram mais de uma hora apenas se defendendo, já que não conseguiam emplacar um único contra-ataque. Atuando com uma linha de quatro defensores e três volantes que marcam muito bem, apesar de não possuírem muita qualidade com a redonda nos pés, o Uruguai se defendia com unhas e dentes do veloz e entrosado ataque sul-coreano. Como eu havia escrito aqui mesmo, após a vitória sobre o México, a “Celeste Olímpica” apresenta “uma defesa que se não é um primor de segurança também não é um queijo suiço”. Totalmente pressionado pelo ataque sul-coreano, o Uruguai aguentou até bastante tempo, porém sofreu o gol de empate aos 23 minutos da 2ª etapa. Lembram que eu comecei citando a importância da qualidade individual na decisão de resultados? Pois é, foi ela que salvou os uruguaios. Enquanto os sul-coreanos martelaram durante mais de um tempo com várias e diferentes jogadas ofensivas, bastou Luís Suarez receber duas bolas, em menos de 10 minutos, para marcar um golaço e dar a classificação aos uruguaios. Durante os 90 minutos de jogo, o recuado Uruguai criou apenas quatro boas chances de sacudir o filó, todas elas finalizadas por Luís Suarez que, iluminado do jeito que está, colocou duas no fundo do gol. A meu ver, depois de toda a fase de grupos e dois jogos das oitavas, Luís Suarez se apresenta como melhor atacante do Mundial.

- Comandados por Park Ji-Sung e Lee Chung-Yong, dois meias que tratam a pelota muito bem, e com o atacante Park Chu-Yong infernizando a retaguarda uruguaia desde o início do jogo, quando acertou uma cobrança de falta na trave aos 4 minutos do 1º tempo, a Coréia do Sul apresentou um bom poder ofensivo e não desistiu de buscar o empate em nenhum momento. E este trio não foi a única arma ofensiva sul-coreana, já que o volante Ki Sung-Yong apareceu bem no campo de ataque e nas bolas parardas e o lateral Cha Du-Ri sempre deu opção pelo flanco direito. Como escrevi acima, a Coréia do Sul mostrou um bom repertório ofensivo para ser a primeira equipe do Mundial a marcar um gol no Uruguai. Vale lembrar também que, na fase de grupos, os sul-coreanos foram os únicos a balançar as redes diante da Argentina. E mais! Tanto o gol marcado contra a Argentina, quanto o contra o Uruguai foram feitos pelo excelente Lee Chung-Yong. O treinador Huh Jung-Moo está de parabéns por ter conseguido fazer sua equipe realizar algo que muitas Seleções de renome não conseguiram no torneio: atacar com organização e qualidade. Em quatro partidas disputadas, contra Grécia, Argentina, Nigéria e Uruguai, a Coréia do Sul sacudiu o filó em todas elas. Volta pra casa de cabeça em pé.

- Ao terminar de assistir Gana x Estados Unidos, jogo vencido por Gana apenas na prorrogação, tive a impressão de ter visto um duelo entre duas equipes que possuem larga história na Copa do Mundo, tamanho o equilíbrio, qualidade tática e atenção envolvidos na partidas. Impressionante como tanto ganeses quanto americanos sabiam seus papéis em campo e o que fazer com a pelota nos pés, tornando o jogo, apesar de não ter sido recheado de emoções, muito tenso. Aposto que você já escutou a frase “quando os africanos tiverem consciência tática, serão muito mais fortes”. Pois é, a Seleção Ganesa é a prova de que a qualidade técnica africana pode sim ser misturada à mentalidade tática dos europeus. O treinador sérvio Milovan Rajevac, comandante de Gana, vem realizando um excelente trabalho tático. Desde a Copa da África, quando foi vice-campeã, Gana apresenta sempre o mesmo padrão de jogo, fazendo com que cada jogador conheça sua própria função. Logo aos 5 minutinhos de partida, o volante Boateng, que tem mais liberdade ofensiva que seu parceiro Annan, o outro volante, se utilizou disso para aproveitar a bobeada do americano Clark, arrancar para o contra-golpe e abrir o placar. Este gol também foi fruto da forte marcação realizada pelos ganeses um pouco a frente da linha central, com os meias mais ofensivos Ayew, Asamoah e Inkoon, nesta ordem da esquerda para a direita, participando muito do sistema defensivo e complicando a vida dos americanos. Somente a partir da segunda metade da 1ª etapa que o Estados Unidos conseguiu marcar presença efetiva no campo de ataque, com os meias Dempsey e Donovan, em minha opinião o ponto mais forte da equipe, aparecendo para o jogo. Chances de gols surgiram para ambos os lados, com Asamoah levando perigo pelo lado de Gana e Bradley e Findley desperdiçando duas tramas iniciadas pelo Dempsey. Na volta do intervalo, com Dempsey mais adiantado e a entrada do Feilhaber no lugar do Findley, o Estados Unidos partiu com tudo para o ataque, criando boas jogadas desde o primeiro minuto. Gana até assustou o goleiro Howard com o centroavante Gyan, porém foram os americanos que marcaram com Donovan, aos 16 minutos, em cobrança de penalidade sofrida por Dempsey. Daí até o final do tempo regulamentar, o equilíbrio continuou reinando, mas com o Estados Unidos sendo um pouco mais efetivo nas ações ofensivas, como mostram as oportunidades perdidas por Bradley e Altidore, aos 30 e 35 minutos, respectivamente. Tamanho equilíbrio só poderia mesmo resultar em prorrogação. E foi logo aos três minutos do tempo extra que o jogador mais decisivo de Gana apareceu. Autor do gol na vitória sobre a Sérvia e no empate contra a Austrália, o atacante Gyan pode colocar mais um importantíssimo gol na sua lista. Mostrando toda sua força física, ao se chocar com o capitão americano Bocanegra e permanecer de pé, e poder de finalização, ao arrematar de maneira perfeita, Gyan sacudiu o barbante e colocou Gana na frente. Com todo respeito ao francês Rennes, clube de Gyan, mas um clube de maior força é o caminho natural para este excelente jogador. Como era de se esperar, o Estados Unidos, que buscou empates contra Inglaterra e Eslovênia e a vitória contra Argélia aos 46 minutos do 2º tempo, não desistiu do jogo. Se lançou à frente em busca do empate e, mesmo no limite de sua força física, pressionou Gana e teve chances de igualar o marcador com Bocanegra, Gomez e Dempsey. Porém, o apito final colocou Gana como a terceira Seleção Africana a atingir a fase quartas-de-final de um Mundial – as outras foram Camarões (1990) e Senegal (2002). A meu ver, o duelo entre ganeses e uruguaios será, também, muitíssimo equilibrado. Lá vem mais jogão por aí!

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MANDOU MAL!

- Tanto a Coréia do Sul, contra o Uruguai, como o Estados Unidos, diante de Gana, sofreram com falhas individuais que foram fatores relevantes para suas respectivas eliminações. O relógio marcava 8 minutos da 1ª etapa quando o uruguaio Forlán chegou a linha de fundo, pela esquerda, e deu um fraco cruzamento para a área. A pelota passou por toda a defesa sul-coreana, com a bobeada maior sendo do goleiro Jung Sung-Ryong, e chegou aos pés de Luís Suarez que estava livre, leve e solto para a brir o placar. Já no duelo entre Gana e Estados Unidos, a bobeira ocorreu ainda mais cedo. Aos 5 minutinhos de jogo, o volante americano Clark errou feio na saída de bola e Boateng aproveitou para colocar Gana na frente. Devido à estas falhas individuais, Coréia do Sul e Estados Unidos precisaram atuar em boa parte dos seus jogos com o peso de estarem atrás do placar, o que, convenhamos, faz as pernas dos jogadores pesarem bem mais.

- Não me agradou nem um pouco a postura adotada pelo Uruguai após abrir o placar diante da Coréia do Sul. Totalmente recuado, com o pensamento de apenas se defender, os uruguaios não incomodavam a Coréia do Sul e permitiam que o oponente se postasse integralmente no campo de ataque. Mesmo apresentando certa qualidade defensiva, o Uruguai chamou tanto a Coréia do Sul para o jogo que acabou sofrendo o empate. Como Luís Suarez está voando baixo na Copa do Mundo, a “Celeste Olímpica” conseguiu voltar ao jogo e conquistar a vitória. Porém, esta excessiva atitude defensiva pode complicar, e muito, a vida dos uruguaios nos próximos jogos.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Na Copa do Mundo de 1954, o atacante húngaro Sandor Kocsis marcou três gols na estréia diante da Coréia do Sul e quatro na partida seguinte, contra a Alemanha. No Mundial de 1970, o alemão Gerd Müller balançou as redes três vezes contra a Bulgária e o Peru, em partidas sucessivas. Sandor Kocsis e Gerd Müller, por estes feitos, são os únicos dois jogadores que conseguiram marcar três ou mais gols em duas partidas seguidas de Copa do Mundo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Chile 1 x 2 Espanha – Grupo H
Suiça 0 x 0 Honduras – Grupo H

*jogo assistido
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Depois de diversos jogos decisivos emocionantes nesta 3ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Espanha x Chile, um duelo que prometia muito, ficou devendo em emoções. Com a vitória por 2 x 1 a Espanha escapou de pegar o Brasil nas oitavas-de-final, missão que caberá ao Chile, e agora enfrentará o histórico rival Portugal.

Como foi possível perceber nas duas primeiras partidas que disputou no Mundial, o Chile é uma equipe de características ofensivas e que tem nos homens de frente sua principal força. Mesmo necessitando apenas do empate para avançar na competição, o Chile não se acanhou e partiu para cima da Espanha, levando perigo ao goleiro Casillas. Contando com o ponta-esquerda Beausejour inspirado e com muito ímpeto ofensivo, além do Sanchez, que atuando aberto pela direita vem sendo o destaque da equipe no Mundial, os chilenos dominaram a primeira metade do 1º tempo e não deixaram a Espanha se acostumar com a redonda nos pés ou com o campo de ataque. Porém as falhas individuais levaram o bom futebol chileno para o ralo. Primeiro o goleiro Bravo foi tentar tirar uma bola do Fernando Torres fora da área, lá na ponta-esquerda do ataque da Espanha, e a pelota sobrou para Villa empurrar com categoria pro fundo das redes. Treze minutos depois, a equipe do Chile, que já estava nervosa (havia levado 3 cartões amarelos nos 20 primeiros minutos, sendo que dois destes tiraram os zagueiros Ponce e Medel do duelo contra o Brasil), viu a vaca ir para o brejo. Após uma paçocada na saída de jogo chilena, a bola ficou com Iniesta que realizou bonita trama com Villa e ampliou a vantagem. Neste mesmo lance, o volante Estrada, que também já tinha amarelo, acertou o Fernando Torres e foi mais cedo para o chuveiro. Com esta metade final da 1ª etapa, o Chile foi para o intervalo agradecendo muito à Seleção de Honduras por não ter sofrido gols da Suiça.

O jogo voltou do intervalo e, logo no início do 2º tempo, Millar arrematou de fora da área e contou com um desvio para marcar o gol chileno. Com a vitória parcial da Espanha por 2 x 1, só uma vitória da Suiça por 2 gols de diferença tiraria o Chile da Copa e uma por 3 gols faria os suiços tirarem a liderança da Espanha. Como por lá, no duelo entre Suiça e Honduras, o placar permanecia mudo, Espanha e Chile resolveram terminar o jogo mais cedo. Isso mesmo, durante mais de 30 minutos do 2º tempo espanhóis e suiços apenas tocaram a bola para lá e para cá, até o apito final, já que a Suiça nada fez.

A Espanha se recuperou bem da derrota na estréia para a Suiça, apesar de ainda não ter justificado todo o cartaz que recebeu no período pré-Mundial. Já o chile, tem um bom potencial ofensivo, mas se não tomar cuidados com sua retaguarda, será presa fácil para o Brasil.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- A Seleção da Nova Zelândia deve estar muito feliz com o fato de ter terminado a 1ª fase da Copa do Mundo de 2010 de maneira invicta. Porém, com os três empates conseguidos, os neozelandeses empataram com Bolívia e El Salvador como as Seleções que mais disputaram partidas sem vencer no Mundial, com 6 jogos sem triunfar para cada uma.

COPA DO MUNDO 2010 - BRASIL X PORTUGAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Brasil 0 x 0 Portugal – Grupo G
Coréia do Norte 0 x 3 Costa do Marfim – Grupo G

*jogo assistido
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Já classificados para a 2ª fase, Holanda e Argentina venceram seus últimos jogos e mativeram a empolgação dos seus torcedores. Por outro lado, com uma atuação horrorosa diante de Portugal, o Brasil conseguiu deixar diversas pulgas atrás das orelhas dos seus torcedores.

Desde o apito inicial até o final, nem Brasil nem Portugal mostraram nada perto de um bom futebol. Sem Kaká e Robinho, o Brasil não conseguiu arquitetar sequer um contra-ataque durante todo o jogo, mesmo que, em alguns momentos, o sistema defensivo de Portugal apresentasse buracos. Já a ausência de Elano foi bastante sentida quando o Brasil tinha bolas paradas e escanteios à seu favor, já que Daniel Alves não acertou sequer um cruzamento. Como o Brasil possui apenas contra-golpes, bolas paradas e ataques com o Maicon pela direita de alternativas ofensivas, restaram apenas os avanços do lateral-direito, que resultaram apenas em uma boa cabeçada do Luís Fabiano. O mesmo Luís Fabiano que, minutos antes, havia dado bom passe para Nilmar que quase sacudiu o filó, obrigando o goleiro Eduardo a realizar bela defesa. Já pelo lado português, Cristiano Ronaldo estava totalmente improdutivo e fora de jogo, errando chutes e passes que não costuma, fazendo com que durante os primeiros 45 minutos Portugal não assustasse Júlio César nenhuma vez. Se o Brasil foi ruim e Portugal pior, o jogo teve uma marca ainda mais negativa do que estas péssimas apresentações. O brasileiro Felipe Melo e o luso-brasileiro Pepe, dois jogadores que não possuem um pinguinho de qualidade técnica, se espancaram durante toda a 1ª etapa. Pareciam verdadeiros golpes de judô ou kung-fu. Para se ter idéia de como Felipe Melo estava nervoso, Dunga não esperou nem o intervalo para o substituir por Josué.

Após o intervalo, a Seleção Brasileira conseguiu a façanha de voltar ainda pior. Os avanços do Maicon rarearam, até porque Cristiano Ronaldo caiu duas vezes seguidas pelo seu lado e o deixou mais atento à marcação, e o Brasil parecia não ter a menor idéia do que fazer para atacar. Daniel Alves realizou uma das suas piores atuações que eu já assisti, enquanto Júlio Baptista desesperava o torcedor a cada toque na redonda, tamanha a falta de produtividade ofensiva que apresentou, errando todas, repito, todas, as jogadas que tentou. Durante praticamente todo o 2º tempo Portugal se manteve bem postado ofensivamente, apesar de não ter tido a capacidade de criar chances concretas de balançar as redes. A meu ver, a opção de centralizar o Cristiano Ronaldo torna Portugal menos perigoso do que quando o “gajo” atua pelos cantos do campo e Liédson ou Hugo Almeida são escalados como homem de referência.

Enquanto Daniel Alves e Júlio Baptista brigavam com a bola e Luís Fabiano e Nilmar sequer encostavam na redonda, o treinador Dunga saltitava e dava xiliques na área técnica. Fica a pergunta: por que então ele só foi colocar o Ramires e o Grafite aos 37 e 40 minutos, respectivamente? Apenas Júlio César, Maicon e Lúcio – não é coincidência o fato de serem jogadores de defesa, já que defendemos melhor que atacamos – merecem escapar das críticas por esta péssima atuação brasileira. Nem mesmo Juan, que merecia ser expulso por parar um contra-ataque português com a mão, e Luís Fabiano, irreconhecível tamanha a falta de raça e participação, estiveram bem.

Sei que qualquer equipe sentiria a ausência de seus três principais armadores, que no caso do Brasil são Elano, Robinho e Kaká, porém é duro constatar que nossos reservas não inspiram a mínima confiança. Podemos sim ganhar a Copa do Mundo, mas não será, de maneira alguma, uma vitória do grupo. Se ganharmos, será a vitória de meia dúzia de jogadores que têm algo além de força física e que carregaram alguns esforçados nas costas.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- O lendário goleiro inglês Peter Shilton e Fabian Barthez, Campeão do Mundo com a França em 1998, são os goleiros que mais partidas disputaram sem sofrer gols em Mundiais, com 10 jogos cada. Já o italiano Walter Zenga passou 517 minutos seguidos sem sofrer gols na Copa do Mundo de 1990, o recorde quando o assunto é minutos consecutivos sem buscar a bola no fundo do gol.