terça-feira, 16 de julho de 2013
FIGURINHA CARIMBADA - ACÁCIO
terça-feira, 9 de abril de 2013
FIGURINHA CARIMBADA - RUBENS SALLES
sexta-feira, 15 de março de 2013
FIGURINHA CARIMBADA - VICTOR ETCHEGARAY
quinta-feira, 7 de março de 2013
FIGURINHA CARIMBADA - NONÔ
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
FIGURINHA CARIMBADA - ZAGUE
segunda-feira, 16 de abril de 2012
FIGURINHA CARIMBADA - PITA

Nome Edivaldo Oliveira Chaves
Data de nascimento 04 de agosto de 1958
Posição meio-campo
Clubes
Santos (1977 a 1984)
São Paulo (1985 a 1988)
Racing Strasbourg – FRA (1988 a 1989)
Guarani (1989 a 1990)
Fujita – JAP (1991 a 1992)
Nagoya Grampus – JAP (1993)
Internacional de Limeira – SP ( 1994)
Títulos
Campeonato Paulista – 1978 – Santos
Campeonato Paulista –1985 e 1987 – São Paulo
Campeonato Brasileiro – 1986 – São Paulo
Destaques
- O ano era 1978. O futuro galã dos cinemas Tom Cruise ainda nem sonhava em interpretar Ethan Hunt nos cinemas e uma missão impossível se apresentava na bela cidade de Santos: encontrar um único torcedor santista que não sentisse saudades do Pelé. Desde que o Rei arrumara suas malas para se aventurar em campos estadunidenses que o Alvinegro Praiano não fazia bom papel no Campeonato Paulista. E quando no fim de agost, o Paulistão teve início, um time santista repleto de garotos não prometia a volta do futebol da “Era de Ouro”. Porém, jogo vai, jogo vem, e, com um futebol jovial, arisco e cheio de impetuosidade, os meninos da Vila se tornaram os... “Meninos da Vila”. Pita, nosso “Figurinha Carimbada”, distribuía passes que mais eram notas de música clássica, enquanto, mais à frente, Nílton Batata, Juary e João Paulo formavam um trio de ataque puro Rock´n Roll e que deixava qualquer defesa de cabelo em pé. E foi assim, com muita jovialidade e um Pita – de apenas 20 anos! – envergando a lendária camisa 10 santista como ela merecia, que o “Peixe” superou o São Paulo na decisão e levantou o caneco do Paulistão de 1978.
- Depois de mais alguns anos jogando uma bola redondinha pelo Santos, como espelha os dois prêmios Bola de Prata que conquistou em 1982 e 1983, Pita trocou a Vila Belmiro pelo Morumbi e foi desfilar sua categoria com a camisa do São Paulo. Não mais em início de carreira, o meia levaria, também, a experiência adquirida no período em que formou um magnífico tripé de meio-campo com Clodoaldo e Aílton Lira no Alvinegro Praiano. E por uma daquelas que só o destino sabe aprontar, Pita, antigo craque dos “Meninos da Vila”, iria fazer parte do esquadrão conhecido como “Menudos do Morumbi”. Recheado de promessas como Müller, Silas e Sidney, o time são-paulino recebeu este apelido em alusão a uma famosa banda porto-riquenha de muito sucesso na época. Com esta garotada, a precisão e preciosidade de Pita nos passes e os gols de Careca, o Tricolor Paulista viveria um triênio glorioso, com os títulos Paulistas de 1985 e 1987 e o Brasileiro de 1986, quando colocou nada menos do que seis jogadores, entre eles, claro, Pita, na Seleção do torneio.
- Já trintão, Pita foi mostrar sua arte em gramados europeus. Porém, assim como ocorreu com muitos cracaços brasileiros – Renato Gaúcho, Edmundo e Marcelinho Carioca, são só três exemplos – o período vivido no “Velho Continente” não foi dos melhores para Pita, que disputou a temporada 1988/1989 pelo Racing Strasbourg, da França. O ex-santista e tricolor até balançou as redes algumas vezes, mas o quilate de suas apresentações já não era o mesmo e o Racing acabou rebaixado para a 2ª Divisão Francesa. Antes de pendurar as chuteiras, Pita ainda defenderia o Guarani, bateria uma bolinha no incipiente futebol japonês e, por fim, teria o uniforme da Internacional de Limeira como o último de sua brilhante carreira.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
FIGURINHA CARIMBADA - VASCONCELOS

Data de nascimento 05 de Julho de 1950
Posição meio-campo
Clubes
Alecrim – RN (até 1970)
Náutico – PE (1970 a 1974)
Palmeiras – SP (1975 a 1976)
Internacional –RS (1976 a 1978)
Colo-Colo – CHI (1979 a 1985)
Barcelona – ECU (1985 a 1986)
La Serena – CHI (1987 a 1988)
Universidad de Chile – CHI (1989)
Palestino – CHI (1990 a 1992)
Títulos
Campeonato Pernambucano – 1974 – Náutico
Campeonato Chileno – 1979, 1981 e 1983 – Colo-Colo
Copa Chile – 1981 e 1982 – Colo-Colo
Campeonato Chileno 2ª Divisão – 1989 – Universidad de Chile
Destaques
- Entre o ano de 1963 e 1968, o Náutico se tornou o primeiro clube Hexa Campeão Pernambucano. Como o Campeonato na “Terra do Frevo” era bastante tradicional – fora disputado pela primeira vez em 1915 – muitos pensaram que esta marca de seis títulos consecutivos do Alvi-Rubro não seria ameaçada tão cedo. Porém, logo em sequência, o Santo Cruz começou a enfileirar canecos e, em 1973, se tornou Penta Campeão Pernambucano. Assim sendo, já no ano de 1974, os torcedores do Náutico poderiam perder a honra de bradar aos quatro cantos que eram os únicos com seis títulos estaduais seguidos. Começa o torneio de 1974 e, de maneira invicta, o Santa Cruz conquista o 1º turno e torna ainda mais clara a ameaça ao status do Naútico de único Hexa. E é neste exato momento que surge o nosso “Figurinha Carimbada” de hoje. Ao lado de nomes que não tardariam a se tornar conhecidos do futebol brasileiro – como o goleiro Neneca, Campeão Brasileiro de 1978 pelo Guarani e que chegou a possuir uma marca de 1636 minutos sem sofrer gols, e Jorge Mendonça, craque de enorme criatividade que disputaria a Copa do Mundo de 1978 – Vasconcelos mostrou todo o seu futebol e foi essencial para o Náutico vencer o 2º turno invicto. Na grande decisão só deu “Timbu”: duas vitórias por 1 x 0 e manutenção do apelido de “Único Hexa”, que perdura até os dias de hoje.
- A visibilidade adquirida após o Pernambucano de 1974 fez a dupla Jorge Mendonça/Vasconcelos ser contratada pelo Palmeiras. Porém, se Jorge Mendonça não demorou para brilhar ao lado do “Divino” Ademir da Guia – cujo fato de estar em fim de carreira não diminuiu uma gota da sua enorme genialidade –, Vasconcelos não teve a mesma sorte e, depois deste período no Palmeiras e de um outro em Porto Alegre, no Internacional, foi parar no Chile. Mal sabia o que lhe esperava. Logo em seu ano de estreia vestindo a camisa do Colo-Colo, Vasconcelos encantou o chilenos com um futebol cheio de técnica e ajudou o clube a reconquistar o Campeonato Nacional após sete anos de seca. E o amor com o Colo-Colo seria o mais longo da vida de Vasconcelos: sete temporadas e mais de 200 partidas. Tempo o suficiente para conquistar outros dois Campeonatos Chilenos, duas Copas Chile e deixar para sempre na memória dos torcedores as magias realizadas em conjunto com Carlos Cazely, uma lenda do futebol chileno.
- E se engana o amigo que acredita que a história de “Vasco” no futebol chileno foi exclusivamente escrita com a camisa branca do Colo-Colo. Em 1989, já beirando os 40 anos, o meia foi contratado pela Universidad de Chile, simplesmente o maior rival do Colo-Colo. A missão: recolocar “La U” na 1ª Divisão Chilena. Ignorando o peso da idade, Vasconcelos participou de 25 dos 33 jogos da campanha cujo final foi de felicidade para a torcida azul, com a conquista do título e do retorno à elite.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
FIGURINHA CARIMBADA - PEDRO BASÍLIO

Data de Nascimento 02 de Março de 1951
Faleceu em 21 de Novembro de 2007
Posição Zagueiro
Clubes
Fortaleza – CE (1969 a 1974, e 1982 a 1988)
Internacional – RS (1972)
Botafogo – RJ (1973)
Sport – PE (1975)
Ceará – CE (1976 a 1981)
Títulos
Campeonato Cearense – 1973, 1974, 1982, 1983, 1985 e 1987 – Fortaleza
Campeonato Pernambucano – 1975 – Sport
Campeonato Cearense – 1976, 1977, 1978, 1980 e 1981 – Ceará
Destaques
- Poucos zagueiros, ou melhor, poucos jogadores tiveram uma carreira tão vitoriosa no futebol nordestino como Pedro Basílio. Ainda jovem, aos 18 anos, Pedro Basílio fez parte da histórica equipe do Fortaleza que se sagrou Vice-Campeã da Taça Brasil de 1968. E foi justamente no “Tricolor de Aço” que o zagueirão escreveu o seu nome com o grafite mais forte, ao conquistar nada menos do que sete títulos estaduais. Destes, vale destacar o de 1983, quando o Fortaleza montou uma das maiores equipes do Nordeste – apelidada de “Máquina” – que, além do nosso “Figurinha Carimbada”, contava com o habilidoso ponta Júlio César Uri Geller, o centroavante Luizinho das Arábias (artilheiro do certame com 33 gols) e o ex-vascaíno Marquinhos. Realmente um timaço!
- Quem também teve o privilégio de contar com o futebol de Pedro Basílio foi o Ceará, grande rival do “Tricolor de Aço”. No “Vovô”, Pedro Basílio jogou ao lado do Sérgio Gomes, para muitos o maior goleiro da história do clube, durante o Tri Cearense de 76/77/78. O zagueiro ainda conquistaria, já sem a companhia de Sérgio Gomes, o Bi de 80/81. Depois deste período no Ceará, voltou ao Fortaleza, e a história deste retorno é uma das mais saborosas de nosso futebol. Reza a lenda que, desesperado por não conseguir um bom zagueiro desde a saída de Pedro Basílio, dirigentes tricolores adotaram uma estratégia diferente para repatriá-lo. Primeiro foi agendada uma reunião com o Ceará, onde o Fortaleza faria a proposta de trocar Pedro Basílio pelo ponta Mazolinha – o mesmo que, pelo Botafogo, realizou o cruzamento para Maurício marcar, contra o Flamengo, o gol do histórico título carioca de 1989, que colocou fim à fila botafoguense de 21 anos. Depois, os dirigentes tricolores deram uma grana para o Pedro Basílio e o pediram para gastar tudo bebendo cerveja e, assim, aparecer para a reunião do dia seguinte com uma baita cara de ressaca. Chegada a hora da reunião, Mazolinha aparece todo arrumadinho, de barba feita e cabelo penteado, enquanto Pedro Basílio mais parecia um trapo velho. Resultado: os dirigentes do “Vovô” se espantaram com a diferença no estilo dos jogadores e o Fortaleza recebeu o aparentemente acabado Pedro Basílio e mais uma bela grana em troca do jovem Mazolinha.
- Fora do estado do Ceará, Pedro Basílio teve rápidas passagens por Internacional, onde fez dupla de zaga com o magnífico Figueroa, Botafogo e Sport, esta última com maior destaque. No “Leão da Ilha”, foi um dos principais responsáveis pelo fim da fila de títulos que durava longos 13 anos, período no qual o Náutico conquistou sete canecos e o Santa Cruz cinco. Enquanto no ataque rubro-negro Dadá Maravilha não parava de marcar gols – foram 32 em todo o torneio, 12 a mais do que o vice-artilheiro Jorge Mendonça – na defesa, Pedro Basílio era uma verdadeira muralha. Para se ter uma ideia do quilate desta equipe, Campeã Pernambucana de 1975, ela recebeu o apelido de “Seleção do Nordeste”.
- Pelo invejável currículo que conta com portentosos 12 títulos cearenses e pela enorme qualidade defensiva, Pedro Basílio ganharia, em 2003, o título de Craque da Era Castelão pelas mãos da Crônica Desportiva e da Secretaria de Esporte e Cultura do Ceará.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
FIGURINHA CARIMBADA - CHINESINHO

Data de nascimento 15 de setembro de 1935
Faleceu 16 de abril de 2011
Posição Meia-Armador
Seleção Brasileira – 17 Jogos e 7 Gols
Clubes
Rio-Grandense – RS (1954)
Internacional – RS (1955 a 1958)
Palmeiras – SP (1958 a 1962)
Modena – ITA (1962 a 1963)
Catania – ITA (1963 a 1965)
Juventus – ITA (1965 a 1968)
Lanerossi – ITA (1968 a 1972)
New York Cosmos – EUA (1972)
Nacional – SP (1973 a 1974)
Títulos
Campeonato Gaúcho – Internacional – 1955
Campeonato Pan-Americano – 1956 – Seleção Brasileira
Campeonato Paulista – 1959 – Palmeiras
Taça Brasil – 1960 – Palmeiras
Copa Roca – 1960 – Seleção Brasileira
Copa da Itália – 1965 – Juventus
Campeonato Italiano – 1967 - Juventus
- Entre 1956 e 1968, o futebol gaúcho viveu o período que ficou conhecido como “12 em 13”, pois dos 13 Campeonatos Estaduais disputados, o Grêmio do lendário zagueiro Aírton “Pavilhão” conquistou nada menos do que 12 títulos. Um ano antes desta “Era Tricolor”, porém, um dos grandes jogadores que os nossos gramados já viram começava a se destacar pelo Internacional. Seu nome? Sidney Colônia Cunha, mas todos o conheciam como Chinesinho, apelido que veio do pai, Chinês, jogador histórico no Rio Grande do Sul. O ano de 1955 foi o de estréia de Chinesinho com a camisa colorada e, ao lado de craques do mais alto quilate como Florindo, Oreco, Bodinho e Larry, o jovem de apenas 20 anos não tadaria a levantar seu primeiro caneco. O título conquistado foi o do Campeonato Gaúcho, onde Chinesinho, inclusive, marcou o único gol da vitória vermelha sobre o Pelotas no primeiro jogo da decisão do torneio. No ano seguinte, em 1956, a Seleção Gaúcha teve a difícil missão de representar o Brasil no Pan-Americano do México e, com a ajuda de Chinesinho, autor de um gol decisivo na final diante da Argentina, se sagrou Campeã.
- Depois de uma passagem não muito longa, contudo marcante, pelo Internacional, Chinesinho aportou no Palmeiras no ano de 1958 para, definitivamente, escrever o seu nome na história do futebol brasileiro. O craque jogou tanta bola no Palmeiras que Ademir da Guia, dando os primeiros passos no futebol, ora ficava no banco de reservas, ora atuava como volante, pois a posição de meia-armador ninguém tirava de Chinesinho. Foi com o ex-colorado responsável por arquitetar as tramas ofensivas que o Verdão conquistou dois de seus mais importantes títulos: o Supercampeonato Paulista de 1959, sobre o Santos de Pelé, e a Taça Brasil de 1960, com uma sonora goleada de 8 x 2 na decisão contra o Fortaleza. Aqui vai a escalação da espetacular equipe que venceu o Santos por 2 x 1 no jogo decisivo do Paulistão de 1959: Valdir de Moraes; Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Geraldo Scotto; Zequinha e Chinesinho; Julinho Botelho, Américo Murolo, Romeiro e Nardo. Técnico: Oswaldo Brandão. É ou não é uma verdadeira Seleção?
- Apesar de não ter participado da Copa do Mundo de 1962 – Didi e Mengálvio foram os meias da Seleção Brasileira Bicampeã do Mundo no Chile – as grandes atuações de Chinesinho nos gramados brasileiros o levariam ao Calccio, comprado pelo Modena por um valor inacreditável para a época. Somente com o dinheiro da sua venda, o Palmeiras reformou o Palestra Itália e ainda comprou alguns grandes jogadores, como o zagueiro Djalma Dias e o atacante Tupãzinho. Na Itália, o craque conseguiria bem mais do que a amizade do tenor Luciano Pavarotti, torcedor fanático do Modena. A marcante passagem do gaúcho pela “Velha Bota” teve como ponto máximo a conquista do Scudetto da temporada 1966/1967, pela Juventus. Somente para termos uma dimensão do quanto o futebol de Chinesinho encantou os italianos, vale apresentar aqui um trecho de uma entrevista do Roberto Baggio, melhor jogador do mundo em 1993. “Era 1973, meu pai disse que me levaria, pela primeira vez, a um estádio de futebol. Era o Estádio Menti, em Vicenza, e fazia muito frio. Era inverno. Um inverno tão rigoroso que proibia uma criança de apenas seis anos sair de casa. Mas, para essa criança, era um sonho poder ver seu ídolo, o craque Chinesinho, jogar”. Este é Chinesinho, um cracaço que deixou fãs por todos os gramados em que desfilou seu encantador futebol.
Referências Bibliográficas
Enciclopédia da Seleção - Ivan Soter - Opera Nostra Editora
Divino – A Vida e a Arte de Ademir da Guia – Kleber Mazziero de Souza – Editora Gryphus
segunda-feira, 14 de março de 2011
FIGURINHA CARIMBADA - SIDNEY PULLEN

DATA DE NASCIMENTO 14 de julho de 1885
FALECIMENTO na década de 50
POSIÇÃO
CLUBES
Paissandu – RJ (1910 a 1914)
Flamengo (1914 a 1925)
SELEÇÃO BRASILEIRA
TÍTULOS
Campeonato Carioca – 1912 – Paissandu
Campeonato Carioca – 1914, 1915, 1920 e 1921 – Flamengo
DESTAQUES
- Em seus primeiros anos de existência no Brasil, o futebol foi enormemente influenciado pelos ingleses. Não era para menos, já que os ingleses são os “Pais do Futebol” e o esporte começou a se desenvolver por aqui quando Charles Miller retornou de seus estudos na Inglaterra, em 1894, com duas bolas debaixo dos braços e, como ele disse para seu pai, “graduado em futebol”. Nas duas primeiras décadas do século XX, não eram somente jogadores britânicos que desfilavam por nossos gramados, mas também existiam “clubes britânicos”, como o São Paulo Athletic Club, que conquistou os três primeiros Campeonatos Paulistas, o Rio Cricket and Athletic Association e do Paissandu Cricket Club, estes dois no Rio de Janeiro. E é justamente no Paissandu que se inicía a história do nosso “Figurinha Carimbada” da vez, Sidney Pullen.
- Nascido em Southampton, em 1885, Sidney Pullen chegou no Brasil ainda criança, após seu pai ser transferido para uma fábrica no Rio de Janeiro. Com apenas 15 anos de idade, em 1910, ele já defendia as cores do Paissandu e, dois anos mais tarde, entrou para a história ao conquistar o Campeonato Carioca de 1912 pelo clube azul e branco. E este não foi um campeonato qualquer. Com certeza você já deve ter escutado ou lido a frase: “O Flamengo nasceu do Fluminense”. Pois é verdade. No final de 1911, após o Fluminense levantar mais um caneco estadual, oito integrantes decidiram sair do clube e fundar uma seção de futebol no Clube de Regatas do Flamengo, ou seja, o Flamengo que disputou a Carioca de 1912, foi praticamente o Fluminense Campeão de 1911. No entanto, o Paissandu esteve impossível em 1912, com destaques para o inside-foward, como chamavam na época, Sidney Pullen e para o centroavante Harry Robinson, autor de 26 dos 64 gols da equipe no torneio. O Flamengo? Teve que se contentar com o vice-campeonato.
- Se 1912 havia sido um ótimo ano para Sidney Pullen, 1913 não ficaria atrás. Em 1910, aquele que era talvez o principal clube amador da Inglaterra, o Corinthians – que inspirou a fundação do Sport Club Corinthians Paulista – esteve no Brasil em excursão. Os ingleses venceram todos os seus jogos e ainda obtiveram goleadas impressionantes, mesmo se levarmos em consideração o nível do futebol que era jogado por aqui e na “Terra da Rainha”. Um exemplo: Corinthians 10 x 1 Fluminense. Em 1913, o Corinthians voltou ao Brasil em nova excursão, contudo a história foi diferente e desta vez eles retornaram para casa com uma derrota na bagagem. No dia 21 de agosto, a Seleção do Rio de Janeiro, contando com uma atuação inesquecível de Sidney Pullen, conquistou uma Vitória – assim mesmo, com “V” maiúsculo - por 2 x 1. Vejam o que o Jornal do Commercio escreveu sobre a apresentação de Sidney Pullen: “O centro de avante dos brasileiros Mimi, Welfare e Sidney excedeu a toda a expectativa. Estes elementos, quer collectiva, quer individualmente foram de uma actividade à toda prova”. Uma curiosidade: o goleiro do selecionado carioca neste triunfo foi Harry Robinson, o mesmo que fora artilheiro do Carioca de 1912 pelo Paissandu.
- Em 1914, o Paissandu abandonou a prática do futebol e Sidney Pullen foi defender as cores do Flamengo, chegando ao clube junto com seu pai, Hugh Pullen, que mais tarde se tornaria tesoureiro do clube. Foi Hugh Pullen o responsável por importar da Alemanha o uniforme com as cores vermelho, preto e branco e que ficou conhecido como cobra coral. Devido à 1ª Guerra Mundial, o Flamengo decidiu retirar o branco do uniforme, pois vermelho, preto e branco eram as cores da bandeira alemã. De acordo com o livro “Um jogo inteiramente diferente”, o anglo-brasileiro Sidney Pullen (anglo por parte do pai e por ter nascido em Southampton e brasileiro por parte da mãe) foi de considerável influência para a retirada do branco do uniforme flamenguista.
- A história de Sidney Pullen no Flamengo não está relacionada somente com as cores e o uniforme da equipe. Dentro de campo, o craque jogou uma barbaridade e foi um dos principais jogadores da equipe enquanto esteve por lá. Dentre todos os canecos conquistados por ele pelo Fla – de acordo com o site flamengo.com.br foram nada menos do que 16 – os destaques ficam por conta dos quatro Cariocas. Vestindo a camisa rubronegra, Sidney Pullen se sagrou duas vezes Bicampeão Estadual, a primeira em 1914/1915 e a segunda em 1920/1921. Uma curiosidade sobre este grande personagem do mundo da bola: entre os dois Bicampeonatos citados acima, Sidney Pullen lutou pela Inglaterra na 1ª Guerra Mundial.
- As excelentes atuações de Sidney Pullen nos títulos estaduais de 1914 e 1915 o credenciaram a disputar o Campeonato Sul-Americano de 1916, disputado em Buenos Aires, pela Seleção Brasileira. De acordo com a obra “O negro no futebol brasileiro”, escrito pelo Mario Filho, a Seleção encontrou enormes dificuldades para convencer os organizadores do torneio sul-americano que Sidney Pullen era brasileiro: “Os argentinos não acreditaram que um brasileiro tivesse aquele nome bem inglês, aquela cara mais inglesa ainda”. Contudo, nem mesmo a presença de Sidney Pullen em campo evitou que o Uruguai conquistasse o primeiro Sul-Americano de Seleções da história. Vale ressaltar que Sidney Pullen é o único anglo-brasileiro que já vestiu a camisa da nossa Seleção.
REFERÊNCIAS
Um Jogo Inteiramente Diferente – Aidan Hamilton
O Negro no Futebol Brasileiro – Mario Filho
Enciclopédia da Seleção – Ivan Soter
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
FIGURINHA CARIMBADA - NININHO

Nome: Octávio Fantoni
Data de nascimento: 4 de abril de 1908
Faleceu em 8 de fevereiro de 1935
Posição: médio-esquerdo
Clubes:
Palestra Itália – MG (1922 a 1923 e 1925 a 1931)
Avante – MG (1924)
Lazio – ITA (1931 a 1935)
Seleção Italiana – 1 jogo
Títulos:
Campeonato Mineiro – 1926, 1928, 1929 e 1930
Antes de começarmos a falar sobre a carreira do grande Octávio Fantoni, o Nininho, um rápido esclarecimento. Em 1942, o Palestra Italia (MG) trocou de nome para Cruzeiro Esporte Clube. O motivo? A Itália era um país inimigo do Brasil na II Guerra Mundial, diga-se de passagem foi o país onde nossas forças mais atuaram durante o conflito, e não era bem visto um clube brasileiro ter o nome de Palestra Itália. Por motivo semelhante o Palestra Itália (SP) passou a se chamar Sociedade Esportiva Palmeiras. Bom, amigos, agora sim podemos falar sobre o nosso Figurinha Carimbada.
Destaques:
- Fundado em 1921, o Palestra Itália levantaria o seu primeiro troféu mineiro em 1926 para logo tomar gosto pelo negócio: em 28/29/30 seria Tricampeão Estadual. Nesta histórica conquista do Tri, o Palestra era um verdadeiro esquadrão, que contava, por exemplo, com o “artista” ponta-direita Piorra, o artilheiro de mão cheia Ninão, que se chamava João Fantoni e era primo de Nininho, além do próprio Nininho. Atuando como médio-esquerdo, Nininho era daqueles jogadores chamados de "policial". Assim como a missão de um policial é proteger e servir, esses foram os trabalhos que Nininho executou com raríssima qualidade nos gramados mineiros e italianos. Jogador de muita força e grande capacidade de roubar bolas sem cometer faltas, Nininho também era dono de dribles categóricos e passes perfeitos. Além de tudo, era de uma vontade digna de um herói, capaz de estar com a perna engessada em um dia e sair de campo com a camisa encharcada de suor no seguinte.
- Em 1931, os primos Nininho e Ninão embarcaram para a Itália, onde iriam defender a Lazio. Vale dizer que Leonízio Fantoni, o Niginho, e Orlando Fantoni, irmãos de Ninão e, claro, primos de Nininho, também se destacaram pelo Palestra Itália e pela Lazio. Ou seja, a família Fantoni foi uma verdadeira fonte de craques para estes dois clubes. Atuando no duro futebol italiano, Nininho continuou o gigante de sempre. A prova disso foi a convocação para disputar a partida contra a Grécia pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1934 (nota: mesmo sendo país sede do Mundial de 1934 a Itália precisou disputar as Eliminatórias, sendo o único anfitrião na história a ter que decidir no campo uma vaga para o torneio). Com dois brasileiros em campo, já que o ex-corintiano Filó foi companheiro de Nininho nesta partida, os italianos atropelaram os gregos com uma goleada por 4 x 0. Por sinal, pouco tempo após este confronto Filó seria Campeão Mundial com a Itália, se tornando o primeiro brasileiro a conquistar o caneco da Copa do Mundo. “E por que o Nininho não estava ao lado de Filó?” – o amigo deve estar perguntando. Pois, infelizmente, uma contusão afastou o ex-palestrino do Mundial.
- Provavelmente, os mais íntimos de Nininho devem ter ficado tristes com a não convocação para a Copa do Mundo de 1934. No entanto, a ausência no Mundial não era nada perto do que iria ocorrer no dia 20 de janeiro de 1935. Em duelo contra o Torino, Nininho disputou uma bola com o também brasileiro Benedito e cortou o nariz. Talvez por não ter parecido um ferimento grave, talvez pela já citada heróica força de vontade, o craque permaneceu em campo até o fim do jogo. Nem Nininho, nem os médicos, nem torcedores poderiam imaginar que, por causa deste ferimento no nariz, Nininho viria a falecer pouco mais de duas semanas depois. Comprovando o carinho que tinham pelo brasileiro, milhares de fãs do craque, não somente os da Lazio, estiveram presente nas ruas de Roma para se despedir deste verdadeiro colosso do nosso futebol.
Referências
Páginas Heróicas – Jorge Santana. Editora DBA.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
FIGURINHA CARIMBADA - ROBERTO CAVALO

sexta-feira, 30 de abril de 2010
FIGURINHA CARIMBADA - KRUGER

Nome: Dirceu Krüger
Data de nascimento: 11 de abril de 1945
Posição: meia
Clubes:
Britânia – PR (1963 até 1965)
Coritiba (1966 até 1976)
Títulos:
Campeonato Paranaense – 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974 e 1975 – Coritiba
sábado, 13 de março de 2010
FIGURINHA CARIMBADA - HÉLIO “SHOW”

Nome: Hélio Ribeiro Alves
Data de nascimento: 21 de junho de 1948
Posição: goleiro
Clubes:
Ceará (1969 até 1975)
ABC – RN (1976 até 1978)
Portuguesa (1978 e 1979)
Botafogo – PB (1980)
Treze – PB (1981 até 1983 e 1983 até 1986)
Ferroviário – CE (1983)
América – RN (1987 e 1988)
Títulos:
Campeonato Cearense – 1971 e 1972 – Ceará
Campeonato Norte-Rio-Grandense – 1976 e 1978 – ABC
Campeonato Paraibano – 1981, 1982 e 1983 - Treze
Campeonato Norte-Rio-Grandense – 1987 – América
Destaques:
- Hélio é uma figura lendária do futebol nordestino. Sempre com muito sucesso pelos clubes que defendeu, Hélio ganhou o apelido de “Show”, que sempre veio colado ao seu nome, pelos malabarismos e vôos que realizava para agarrar a pelota e impedir o gol adversário. Alguns diziam que era muito catimbeiro e reclamava demais com o juiz, mas o fato é que, por onde passou, foi idolatrado pelos torcedores. Para se ter idéia da importância do goleiro na região Nordeste, ele é considerado o maior goleiro da história do Ceará, do ABC e do Treze.
- Hélio “Show” apareceu para o futebol no grande time do Ceará do início da década de 70. Pode-se dizer que o ano de 1972 foi o mais importante na carreira de Hélio “Show”, pois foi quando ele ganhou destaque no cenário do futebol nacional. Após conquistar o Bi-Campeonato Cearense, um fato de extrema relevância, pois o Ceará estava sem conquistar um título estadual desde 1963, o goleiro teve duas atuações consecutivas que entraram para a história, no Brasileirão de 72. Primeiro, o Ceará visitou o Fluminense de Gérson “Canhotinha de Ouro”, no Maracanã, e, com uma atuação espetacular de Hélio “Show”, garantiu o empate em 0 x 0. Cinco dias depois, Corinthians e Ceará se enfrentaram em um Pacaembu com quase 70 mil torcedores. O Timão contava com craques do calibre de Rivelino e Paulo Borges, porém não conseguia balançar as redes de maneira alguma. O motivo? Hélio “Show”, claro. O arqueiro cearense estava mais inspirado do que nunca. Não importava de onde viesse a pelota, o goleirão a impedia de ultrapassar a linha. Porém, o inesperado resolveu aparecer e dar uma rasteira em Hélio “Show”. Aos 45 minutos da 2ª etapa, um cruzamento para a área encontrou Sicupira. O atacante do Timão desviou a redonda que foi parar nas mãos de Hélio “Show”, porém o goleirão se atrapalhou e colocou-a para dentro do próprio gol. Sua atuação nesta partida foi tão sensacional, que nem mesmo a bobeada que deu a vitória ao adversário lhe tirou o título de melhor homem em campo.
- Durante os três anos que passou no ABC, suas atuações foram tão marcantes que na eleição para escolher a Seleção do ABC do século XX, onde votaram ex-presidentes do clube, conselheiros, jornalistas e notórios torcedores, totalizando 23 votantes, ele foi escolhido o goleiro titular. Após rápida passagem pela Portuguesa, Hélio “Show” foi contratado pelo Botafogo da Paraíba em 1980. Acho que nem ele esperava que este fosse um ano tão espetacular, tanto para ele quanto para o clube. Em um intervalo de uma semana, o Botafogo-PB venceu, no Maracanã, o Flamengo de Zico, que seria o Campeão do torneio naquele ano, e o Internacional de Mauro Galvão, Jair, Mário Sérgio, entre outros. Ambas as vitórias foram pelo placar de 2 x 1 e, por estes triunfos, o clube paraibano recebeu o apelido de “Matador de Tri-Campeões”. Explicando o apelido: Em 1979, o Flamengo havia se sagrado Tri-Carioca (78/79/79 especial) e o Internacional Tri-Brasileiro (75/76/79).
- Após passagem pelo Botafogo-PB, o já veterano Hélio “Show” foi contratado pelo rival Treze-PB, que entrava no sexto ano sem conquistar o caneco estadual. E, para variar, Hélio “Show” se tornou ídolo da torcida. Suas defesas espetaculares e experiência ajudaram o clube a conquistar não só o título em 1981, mas o Tri-Paraibano (81/82/83). Na decisão de 1983, em um duelo contra o Campinense, o Treze acreditava ter ser sagrado Campeão com um empate em 0 x 0 e a torcida saiu do estádio comemorando em uma grande passeata. Porém, como o regulamento era muito confuso, o Campinense protestou e conseguiu que a FPF (Federação Paraibana de Futebol) marcasse uma melhor de três para decidir o torneio. Foi então que o comentarista esportivo Humberto de Campos, bastante conhecido na região, declarou que os torcedores do Treze deveriam fazer uma passeata de ré, já que não eram Campeões. Após empatar o primeiro jogo por 0 x 0 e vencer o segundo por 2 x 0, o Treze bateu o Campinense na terceira partida por 2 x 1 e se sagrou Tri. A torcida? Saiu do Estádio Amigão de costas, para devolver a provocação do famoso comentarista.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
FIGURINHA CARIMBADA - ZENON

Nome: Zenon de Souza Farias
Data de nascimento: 31 de março de 1954
Posição: meia
Seleção Brasileira – 5 jogos*
Clubes:
Hercílio Luz – SC (1972)
Avaí (1973 a 1975)
Guarani (1976 a 1980 e 1988 a 1990)
Al Ahly – SAU (1980)
Corinthians (1981 a 1985)
Atlético Mineiro (1986 a 1988)
Portuguesa (1988)
Maringá – PR (1990)
São Bento – SP (1991 a 1992)
Títulos:
Campeonato Catarinense – 1973 e 1975 – Avaí
Campeonato Brasileiro – 1978 – Guarani
Campeonato Paulista – 1982 e 1983 – Corinthians
Campeonato Mineiro – 1986 – Atlético Mineiro
Destaques:
- Logo em seu início de carreira, em Santa Catarina, Zenon já colocou seu nome na história do futebol local. Em seus três anos pela equipe avaiana o jovem meia conquistou dois títulos estaduais e mostrou toda a categoria que, anos mais tarde, todo o país iria conhecer. Por esta passagem muito vitoriosa e marcante, apesar de curta, Zenon foi eleito para a Seleção do Avaí de todos os tempos.**
- Em 1976, o Guarani passou a contar com os passes e lançamentos precisos e preciosos, além, claro, da maestria nas cobranças de faltas de Zenon. E foi em 1978 que o craque entrou para a história do futebol brasileiro, quando o Bugre, comandado pelo técnico Carlos Alberto Silva, conquistou o caneco do Campeonato Brasileiro. Do goleirão Neneca até o genial centroavante Careca, ainda em início de carreira, mas já com o faro de gol característico, a equipe era grandiosa, e o tripé de meio-campo foi dos maiores que nosso país já viu. O multi-campeão e lendário Zé Carlos, até hoje o jogador que mais atuou pelo Cruzeiro na história, o rápido e habilidoso Renato, que mais tarde também entraria para a galeria de ídolos do São Paulo e do Atlético Mineiro, e, para completar, o maestro Zenon. A importância de Zenon na conquista nacional foi imensa. No jogo que ficou marcado como aquele que provou que o Guarani podia conquistar o título, a vitória sobre o fortíssimo Internacional, por 3 a 0, em pleno Beira-Rio, Zenon fez um dos gols mais bonitos da história do Brasileirão ao limpar toda a defesa Colorada. E teve mais! No jogo de volta da semi-final contra o Vasco, em um Maracanã com mais de 100 mil torcedores, Zenon marcou nada menos do que os dois gols esmeraldinos, na vitória por 2 a 1. Para fechar com chave-de-ouro, na primeira partida da decisão contra o Palmeiras, ele sacudiu o filó na vitória do Bugre por 1 a 0. Após a vitória no jogo de volta, também por 1 a 0, mas desta vez com gol de Careca, o troféu foi para Campinas. Histórico!
- Após a saída do Guarani e uma passagem pelo futebol da Arábia Saudita, Zenon chegou ao Corinthians para fazer parte de um dos times mais lendários do futebol brasileiro: a Democracia Corintiana. Ao lado de craques do calibre de Wladimir, do “Doutor” Sócrates e de Casagrande, Zenon foi Bi-campeão Paulista. Mas esta equipe entrou para a história por outro motivo. Pela primeira vez um clube de futebol viveu um ambiente democrático, onde os jogadores tinham grandes poderes junto aos dirigentes, e o futebol esteve diretamente relacionado com o processo de reabertura política vivido pelo Brasil, após a ditadura militar. Este Corinthians foi mais que apenas um time de futebol. Durante praticamente meia década de Timão, Zenon atuou em mais de 300 partidas, tempo o suficiente para entrar para a galeria de craques históricos.
- Após fazer parte de grandes esquadrões do Avaí, Guarani e Corinthians, Zenon ainda foi o maestro de um timaço do Atlético Mineiro que possuía uma linha de frente sensacional. Zenon era o cérebro da equipe alvi-negra e tinha a grata missão de abastecer o veloz e driblador Sérgio Araújo, seu antigo companheiro no Guarani Renato, que estava substituindo Edivaldo, convocado para a Seleção Brasileira e o goleador Nunes. Este foi o último grande momento do artilheiro Nunes que, se aproveitando muito bem dos milimétricos passes de Zenon, marcou nada menos do que 26 gols na campanha do Campeonato Mineiro de 1986.
*Enciclopédia da Seleção - Ivan Soter - Opera Nostra Editora
** http://sou.avaiano.vilabol.uol.com.br/selecaodetodosostempos.htm
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
FIGURINHA CARIMBADA - VÁLTER MARCIANO

Nome: Válter Marciano de Queiróz
Data de nascimento: 15 de setembro de 1931
Faleceu em 21 de junho de 1961
Posição: ponta-de-lança
Seleção Brasileira – 7 jogos*
Clubes:
Ypiranga – SP (1951 a 1952)
Santos (1953 a 1954)
Vasco (1955 a 1957)
Valencia – ESP (1957 a 1961)
Títulos:
Campeonato Carioca – 1956 – Vasco
Destaques:
- Jogador de uma qualidade técnica imensa e inteligência do mesmo tamanho, Válter Marciano iniciou sua carreira em São Paulo e logo chamou a atenção do Vasco da Gama. E não tardaria para o craque entrar na história do Gigante da Colina. Em 1956, em um dos maiores esquadrões já montados pelo Vasco, Válter foi essencial para a conquista do Campeonato Carioca. Na equipe que contava com nada menos do que a dupla de zagueiros que seria titular na conquista brasileira da Copa do Mundo de 1958, Bellini/Orlando, Válter Marciano era o cérebro do magnífico setor ofensivo formado por Sabará, Livinho, Vavá e Pinga. Leiam agora as palavras do gênio Nelson Rodrigues sobre a participação de Válter no Carioca de 1956: “De uma maneira geral acha-se que a grande figura da equipe vascaína foi Válter. E justiça se lhe faça: - é um jogador extraordinário, que faz um futebol rápido, penetrante e objetivo.”**
- Em 1957, pelo Torneio de Paris, Válter Marciano fez aquela que é considerada sua maior atuação. Após vencer a forte equipe francesa do Racing, por 3 a 1, o Vascão foi para a decisão do torneio contra o Real Madrid. Isso mesmo, o Real Madrid de Alfredo Di Stéfano e Raymond Kopa, duas das maiores lendas da história do futebol. Porém, não teve pra ninguém. Com uma atuação de encher os olhos dos franceses, o craque vascaíno marcou dois gols e ainda esculpiu uma jogada genial que terminou nos pés do companheiro Livinho e no fundo da rede. No final, vitória do Cruzmaltino por 4 a 3 e mais um caneco para São Januário.
- A histórica e inesquecível atuação de Válter contra os “Merengues” fez com que o grande craque fosse contratado pelo Valencia e, na Espanha, continuou mostrando toda sua genialidade. Após conseguir se naturalizar espanhol, Válter ficou perto de defender a Seleção da Espanha na Copa do Mundo de 1962, mas um trágico acidente automobilístico lhe tirou a vida pouco tempo antes do torneio.
*Mini-Enciclopédia do Futebol Brasileiro – Lance!
**O Berro Impresso das Manchetes – Crônicas Completas da Manchete Esportiva 55 - 59
domingo, 13 de setembro de 2009
FIGURINHA CARIMBADA - JAIR





