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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MULTICAMPEÕES ESTADUAIS - REGIÃO NORDESTE - PARTE 1

Poucas hegemonias no futebol brasileiro foram tão expressivas quanto a exercida pelo ABC de Natal nos anos 30. Entre 1932 e 1941, para ser mais exato, quando o Alvinegro Potiguar conquistou o Decacampeonato do Rio Grande do Norte, feito apenas igualado no país pelo América Mineiro, através das décadas de 10 e 20. Assim, nada mais justo de que começar pelo “Elefante do Frasqueirão” a história dos multicampeões do Nordeste, região do país com maior número de estados – e, justamente por isto, esta história será contada em duas partes.

Ao longo dos dez gloriosos anos em que ninguém no Rio Grande do Norte foi capaz de superar o ABC, muitos jogadores garantiram o espaço na galeria de ídolos do clube. Os goleadores Xixico, Hermes e Albano, o volante Simão, Mário Crise... No entanto, o símbolo, não só do período mas da história abcdista, foi o faz-tudo Vicente Farache. Ex-jogador alvinegro sem muita intimidade com a redonda, advogado e comerciante, o diretor-técnico Farache não poupava esforços pelo clube do seu coração. Montava o elenco com contratações e dispensas, treinava o time, pagava os salários, empregava os jogadores em suas lojas (sapataria e joalheria), comprava material de treino e de jogo. E mais... fez sua primeira esposa, a chilena Maria Lamas Farache, tão apaixonada pelo clube que o estádio Frasqueirão recebeu o nome dela como homenagem.

Na “Terra de Todos os Santos”, é o Bahia que merece ser chamado de “meu rei” quando o assunto é títulos em sequência. Com o implacável marcador Baiaco, o folclórico artilheiro Beijoca e o grande goleador Douglas, o Bahia chegou ao Hepta entre os anos de 1973 e 1979. E foi justamente o último dos canecos o mais saboroso para os tricolores. A final do Baianão de 79, contra o rival Vitória, foi para o terceiro jogo. No banco de reservas, um histórico duelo de treinadores entre os irmãos Moreira: o tricolor Zezé e o rubro-negro Aymoré. Ao Vitória bastava o empate, o qual segurava com unhas e dentes até o meia Fito chutar do meio da rua e o goleiro Gelson engolir um peru de fazer inveja a qualquer 25 de dezembro. Um a zero Bahia. Heptacampeão!

Fundado em 1937 para promover os esportes sobre duas rodas – motociclismo e ciclismo – o Moto Clube não tardaria a se destacar no cenário futebolístico maranhense e da região Norte/Nordeste. Com menos de uma década de vida, em 1944, para ser mais exato, o Rubro-Negro iniciou uma arrancada de títulos que culminaria com o Hepta Maranhense em 1950. Nomes como Galego, já acostumado com títulos desde a época em que jogava pelo pernambucano Maguary, o meia Zuza, conhecido como o “Professor”, e o homem-gol Pepê, único tetra-artilheiro consecutivo no Maranhão, levaram o clube a um período de glórias que também contou com o troféu de Campeão dos Campeões do Norte (1948) e uma excursão ao Amazonas (1947).

O fim do reinado motense no Maranhão coincidiu com o início de uma fase iluminada para o Ríver do Piauí. De 1950 a 1963, o clube levantou nada menos do que 13 canecos piauienses de 14 possíveis. E para abrilhantar ainda mais o período, o torcedor riverino não só comemorou o único Hepta Piauiense, alcançado entre 1950 e 1956, como viu duas goleadas homéricas sobre o rival Flamengo: 11 a 3, a maior da história do Rivengo, num amistoso em 1951, e 9 a 2, pelo Estadual de 1952. Nesta última, o ponta-direita Honorato, que tem a honra de ser tetra-artilheiro seguido do Piauiense, foi cinco vezes às redes. Outro grande nome do Hepta foi o goleiro Carlos Said, o “Magro de Aço”, um dos fundadores do clube e pioneiro do jornalismo esportivo local.

A recheada história dos multicampeões nordestinos não termina por aqui. Esta foi apenas a primeira parte, que, em breve, será completada com as façanhas dos tradicionais Ceará e Náutico e muito mais.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

MULTICAMPEÕES ESTADUAIS - REGIÃO SUDESTE


A história dos multicampeões sudestinos é de extremos. De um lado, o Decacampeão América Mineiro. Do outro, os “apenas” Tetras Paulistano, Fluminense e Botafogo, já que a maior força competitiva do Paulistão e do Cariocão não permitiu surgir, nestes Estados, uma hegemonia mais longa.

Dez títulos conquistados de forma consecutiva. Esta é a marca alcançada pelo América, e igualada somente nos anos 40 pelo ABC de Natal. Entre 1916 e 1925, Atlético Mineiro e Palestra Itália (que no início dos anos 40 mudaria o nome para Cruzeiro) não foram páreos para o “Coelho” do goleador Satyro Taboada, que marcou, neste vitorioso período, os gols que lhe tornariam o maior artilheiro do clube em todos os tempos. Numa época onde o futebol ainda era elitista e amador, e os jovens jogadores se dividiam entre os campos de jogo e de estudo, este campeoníssimo América pôde contar em seu time com Otacílio Negrão de Lima, futuro Prefeito de Belo Horizonte, e Lucas Machado, um dos médicos fundadores do Hospital São Lucas.

Vale dizer, apenas por registro e sem a intenção de manchar a façanha americana, que o Campeonato de 1925 teve apenas alguns poucos jogos antes de ser declarado inexistente por uma assembleia entre os clubes. Até hoje, historiadores debatem sobre a legitimidade deste titulo tricolor.

Em São Paulo, não tem para Charles Miller, Neco, Romeu, Leônidas, Pelé, Ademir da Guia, Sócrates, Rogério Ceni... O único Tetracampeão do mais antigo Estadual do país foi o Paulistano de Arthur Friedenreich. A campanha teve início em 1916, com o título da Associação Paulista de Esportes Atléticos, quando o futebol paulista era dividido, e seguiu até 1919, com mais três triunfos em certames já unificados. O lendário Fried, autor de 49 gols nos dois últimos títulos da sequência, teve a companhia de inesquecíveis nomes do amadorismo como Rubens Salles e Sergio. Depois de ser o primeiro clube brasileiro a excursionar para a Europa, o que o fez com enorme sucesso em 1925, o Paulistano, contrário ao profissionalismo, fechou as portas do seu departamento de futebol em 1929.

Neste há pouco iniciado Paulistão de 2013, o Santos terá a oportunidade de igualar a marca do Paulistano, e, caso consiga, Neymar abrilhantará sua trajetória com um feito que, como contou o último parágrafo, craques do mais elevado quilate não conseguiram.

O primeiro Multicampeão do Rio de Janeiro nasceu junto com o próprio torneio. De 1906, ano de estreia do Cariocão, até 1909, o Fluminense dominou o então aristocrático futebol da cidade. Nos campos – fosse o da Rua Guanabara, nas Laranjeiras, da Rua Ferrer, no bairro de Bangu, ou da Rua da Constituição, na cidade de Niterói – o futebol ainda era mais britânico do que brasileiro, e existiam até brindes ao Rei da Inglaterra após alguns confrontos. Foi neste cenário que o Fluzão dos irmãos Etchegaray, Victor, zagueiro elegante, e Emile, goleador nato, de Edwin Cox, irmão do pioneiro do futebol carioca, Oscar Cox, e de Horácio dos Santos, autor tanto do primeiro gol da história do clube quanto do campeonato, alcançou suas primeiras glórias.

Vale dizer que, oficialmente, o Tetra tricolor só foi reconhecido em 1996, quando da decisão da FERJ de dividir o título de 1907 entre Fluminense e Botafogo. Ambos haviam terminado o torneio com o mesmo número de pontos e não chegaram a um consenso para decidir o vencedor.

Se o Tetra do Flu foi conquistado num momento historicamente único para o futebol carioca, o do Botafogo não fica atrás. No início dos anos 30, a questão do profissionalismo atingiu o ápice de sua importância até então, e não tardou para o futebol carioca se dividir. Entre os anos de 1933 e 1936, o panorama no Rio era o seguinte: amadores para um lado, profissionais para o outro. E foi entre os amadores que o Botafogo da inesquecível dupla Nilo e Carvalho Leite – que, juntos, marcaram quase 500 gols pelo Glorioso – chegou ao Tetra. Tudo começou com o título de 1932, quando o campeonato ainda era unificado, e terminou em 1935, com uma linha ofensiva que, além dos já citados Nilo e Carvalho Leite, teve Leônidas da Silva e Russinho, duas lendas do futebol carioca.

Menos prestigiado e poderoso dos torneios sudestinos, o Campeonato Capixaba também tem muita história para contar. Seu maior Campeão consecutivo é o Rio Branco, Hexa entre os anos de 1934 e 1939 com o envolvente “Ataque Ping-Pong”, que ganhou o apelido pelos rápidos passes que Cícero Nonato, Marciolínio, Alcy Simões, Lacínio e Renato trocavam até o gol adversário. No Estadual de 1936, por exemplo, foram nada menos do que 57 gols em 11 jogos (média de 5,2 tentos por partida). Esta mesma linha de frente daria enorme trabalho para Fluminense, Portuguesa e Atlético Mineiro na Copa dos Campeões Estaduais de 1937, quando o Rio Branco terminou invicto como mandante – com uma histórica vitória por 4 a 3 sobre o Flu –, mas não conseguiu repetir as atuações fora de casa e terminou na 3ª colocação.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MULTICAMPEÕES ESTADUAIS - REGIÃO NORTE

Dos sete clubes que alcançaram a façanha do heptacampeonato estadual no país, três vêm da Região Norte. São o Clube do Remo (Belém – PA), o Ferroviário Atlético Clube (Porto Velho – RO) e o Rio Branco Football Club (Rio Branco – AC).

Fundado em 1905 para a prática de esportes náuticos, o futebol chegou ao Clube do Remo em 1913, justamente quando começa a histórica sequência de sete canecos. Isso mesmo, logo em seu primeiro ano nos gramados, o Leão Azul já começou a mostrar o quanto era feroz e deixou para trás o União Sportiva, até então grande força no Pará. Somadas as campanhas vitoriosas entre 1913 e 1919, o Remo teve apenas uma derrota. O grande destaque azulino era o atacante Rubilar, autor de gols marcantes como os primeiros da história do clube e do clássico Re-Pa, contra o Paysandu.

Criado nos arredores de uma das maiores obras da engenharia do país, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o Ferroviário Atlético Clube já não possui mais o futebol como uma de suas atividades. Assim, períodos gloriosos como o vivido como o entre 1946 e 1952, quando estabeleceu o recorde rondoniano de sete títulos consecutivos, viraram apenas retratos na parede da sede social. Futuro diferente teve o Rio Branco Football Club, hepta entre 1935 e 1941 e que até os dias de hoje se destaca no futebol do Norte. Em 1997, por exemplo, se tornou o primeiro clube da região a disputar uma competição oficial internacional, no caso a Copa Conmebol.

Os multicampeões nortistas não param por aí. De longe o maior campeão do Amazonas (40 títulos), o Nacional Futebol Clube (Manaus – AM) também é o soberano estadual no quesito troféus em sequência, com seis entre 1976 e 1981, período no qual sempre disputou a 1ª Divisão do Brasileirão. Se o time considerado mais forte foi o de 1978, com o zagueiro Paulo Galvão e o atacante Careca, no de 1976 é possível ver nomes conhecidos como o goleiro Borrachinha e Alcir Portela.

Com o mesmo número de conquistas que o Nacional, seis, está o Esporte Clube Macapá (Macapá – AP), que chegou ao feito entre 1954 e 1959. Para a tristeza dos torcedores do clube cuja mascote é um simpático aviãozinho, o Macapá, maior vencedor amapaense, já não figura mais entre os protagonistas locais.

A seleta lista de maiores vencedores em sequência do Norte fica completa com o Baré Esporte Clube (Boa Vista – RR), que quando ainda se chamava Atlético Baré Clube levantou o Tetra em Roraima entre 1964 e 1967. Contudo, o maior orgulho do “Mais Querido”, como é conhecido o Baré, é ter visto o inigualável Garrincha a vestir sua camisa. No caçula dos Estaduais pelo país, o Campeonato de Tocantins, a maior hegemonia é a que o Tricampeão Gurupi Esporte Clube (Gurupi – TO) mantém nos dias atuais. Será que vem o Tetra em 2013?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

MULTICAMPEÕES ESTADUAIS - REGIÃO CENTRO-OESTE


Por ordem de relevância em termos de competições nacionais, as hegemonias na região central do país começarão a ser contadas por Goiás, onde o Goiânia Esporte Clube e o mais vitorioso da região, o Goiás Esporte Clube, dividem o posto de maior multicampeão.

Assim como a história do futebol goiano pode ser dividida em antes e depois do Serra Dourada, o tradicional estádio também é a linha que separa os recordistas de canecos levantados em sequência no estado. Entre 1950 e 1954, o Goiânia, comandado pelo goleador Foca – único tri-artilheiro seguido do Goianão (51/52/53) –, viveu sua melhor época com o Pentacampeonato Estadual. Entretanto, desde a inauguração do Serra Dourada, em 1975, o “Galo Carijó” nunca mais cantou forte.

Por outro lado, é justamente a partir de meados dos anos 70 que o Goiás começa a se tornar o papão de títulos nesta região próspera em grandes músicos sertanejos, com o ápice do seu domínio sendo exercido no fim da década de 90.

O time que iniciou o histórico Penta Goiano entre 1996 e 2000 era recheado de figurinhas conhecidas Brasil afora, como o zagueirão Sílvio Criciúma, os meias Lúcio “Bala”, Evandro “Chaveirinho” e o artilheiro Dill. Vale ainda destacar que neste ano de 1996 o Goiás realizou sua segunda melhor campanha em Brasileiros – a melhor viria em 2005 –, chegando até a fase semi final. Alguns felizes anos para o torcedor esmeraldino depois, o Goiás fechou o Penta em 2000 com um timaço que tinha, além de Dill, presente em todos os títulos, os futuramente Campeões Mundiais de Clubes Josué, Danilo e Fernandão.

Do Distrito Federal vem o caçula dos multicampeões estaduais. Fundado em 2000, o Brasiliense teve uma ascensão meteórica no futebol nacional, com um vice na Copa do Brasil e um vitoriosa Série C logo em 2002. E o que estava bom para o “Jacaré” ficaria ainda melhor em 2004, ano que marcou o primeiro título estadual e a incrível, para um clube tão jovem, chegada à Série A do Brasileirão. De 2004 até 2009, sob a batuta de Iranildo “Chuchu”, jogador que mais gols e partidas fez com a camisa amarela, e participações pontuais do zagueiro Durval (2004) e do centroavante Fábio Junior (2009), só deu Brasiliense no Campeonato Candango.

Apesar de o Brasiliense ser, à primeira vista, o único com seis títulos consecutivos na Região Centro-Oeste, o bom senso permite o torcedor do Operário Futebol Clube, da cidade de Campo Grande (MS), se considerar um Hexa. É que, na realidade, o Operário foi duas vezes Tri em sequência, uma quando o Estado do Mato Grosso ainda não havia sido dividido (1976/1977/1978) e outra já no Campeonato Sul-Mato-Grossense (1979/1980/1981). Neste “segundo Tri”, que, além de completar o Hexa é único no Mato Grosso do Sul, o destaque alvinegro foi o meia Arturzinho, um cigano de passagens marcantes em vários clubes pelo país. Entretanto, o time operariano escreveu mais fortemente sua história é o de 1977, o do Bi Estadual, quando dois lendários goleiros, Castilho, como técnico, e Manga, debaixo do travessão, ainda levaram o “Galo” ao 3º lugar no Brasileirão.

Entre 1979 e 1982, o Mixto Esporte Clube, de Cuiabá, repetiria no Mato Grosso o mesmo Tetra que conseguira antes da divisão (1951-1954), se tornando, assim, um recordista mato-grossense duplo. Em outras palavras, o único Tetra pré e pós separação. Inesquecíveis craques mato-grossenses como os atacantes Bife, maior artilheiro do estádio José Fregalli, o “Verdão”, e Tostão II foram essenciais no início dos anos 80, um período onde o Mixto fazia algumas peripécias na Série A do Brasileirão.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

MULTICAMPEÕES ESTADUAIS - REGIÃO SUL


O pontapé inicial da série “Multicampeões Estaduais”, que listará aquele que mais títulos venceu consecutivamente em cada estado do país, será dado lá na parte de baixo do mapa nacional, na Região Sul, uma área repleta de esquadrões que marcaram história no futebol brasileiro, dentre eles, os dois únicos Octacampeões.

Em Santa Catarina, estado que atualmente tem sua força representada por cinco clubes nas duas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro, o Joinville deixa os tradicionais da capital Florianópolis como Avaí e Figueirense a comer poeira. São nada menos do que oito taças conquistadas entre 1978 e 1985, um período que se tornou ainda mais glorioso para o torcedor tricolor pelo fato de ser Nardela a maior estrela da companhia. Nardela é, simplesmente, o maior goleador e jogador que mais vestiu a camisa do Joinville em todos os tempos.

Oito canecos também alcançou o Internacional, entre 1969 e 1976, no Rio Grande do Sul. Também, com lendas como a muralha Manga, o xerife Figueroa e o elegante Falcão – só para citar três dentre tantos geniais craques –, a vida do Colorado era só festa. E até o país se renderia a tamanha categoria no biênio 75/76, quando este gigante sagrou-se Bicampeão Brasileiro. O recorde deste Internacional se torna ainda mais valioso ao se recordar que ele não foi atingido nem mesmo por inesquecíveis “Seleções Gaúchas” como o também vermelho “Rolo Compressor” da década de 40, de craques como Tesourinha e Carlitos, e o Grêmio de Aírton Pavilhão, que conquistou 12 títulos em 13 anos nos anos 50 e 60.

Um empate entre gigantes é o resultado que a história até os dias de hoje reservou para o Paraná, onde o já extinto Britânia e o Coritiba têm o direito de gritar “Hexacampeão!”. O Britânia, conseguiu a façanha quando o futebol ainda dava seus primeiros passos no estado, entre os anos de 1918 e 1923. E para reforçar ainda mais a superioridade do Alvirrubro, todos os artilheiros do torneio nestes anos vestiam sua camisa. Foram eles: Joaquim Martin, duas vezes, Romualdo, Zito, Maximino e Faeco. As láureas, porém, não foram suficientes para manter o clube, e hoje, após uma série de fusões, pode dizer que existe um pouquinho do sangue do Britânia correndo nas veias do Paraná.

O feito do Britânia só viria a ser igualado quase meio século depois, quando o “Flecha Loira” Dirceu Krüger, adorado ícone coxa-branca, liderou um inesquecível time alviverde à hegemonia paranaense entre 1971 e 1976. Durante estes anos dourados, nomes como o goleiro Jairo, jogador que mais atuou pelo clube, o zagueiro Duílio, o lateral Nilo e o ponta Aladim também fizeram o torcedor coritibano sorrir de alegria. Troféus como estes e o do Torneio do Povo de 1973 foram de suma importância para a consolidação do Coxa no cenário nacional.