sexta-feira, 6 de setembro de 2013
100 ANOS DE LEÔNIDAS DA SILVA
segunda-feira, 13 de maio de 2013
FLAMENGO X BOTAFOGO: 100 ANOS DO CLÁSSICO DA RIVALIDADE
domingo, 3 de março de 2013
FELIZ ANIVERSÁRIO, ZICO
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
BATE-PAPO COM NILTON SANTOS, ESPECIALISTA EM ESCOLAS DE SAMBA E AMANTE DO FUTEBOL
sábado, 22 de setembro de 2012
FUTEBOL COM HISTÓRIA - MANDANTES PRA LÁ DE ESPERTOS
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
BATE-PAPO COM CARLOS ROBERTO, CRAQUE DO BOTAFOGO NOS ANOS 60 E 70
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
PARABÉNS PELO CENTENÁRIO E MUITO OBRIGADO, NELSON RODRIGUES!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
BATE-PAPO COM O CRAQUE-CIGANO ELÓI
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
FLUMINENSE COMEMORA 60 ANOS DA COPA RIO
terça-feira, 24 de julho de 2012
FUTEBOL COM HISTÓRIA - O FUTEBOL NOS JOGOS OLÍMPICOS - PARTE 2
segunda-feira, 23 de julho de 2012
FUTEBOL COM HISTÓRIA - O FUTEBOL NOS JOGOS OLÍMPICOS - PARTE 1
sexta-feira, 6 de julho de 2012
100 ANOS DE UM PATRIMÔNIO DO ESPORTE MUNDIAL
sexta-feira, 22 de junho de 2012
MUITO MAIS DO QUE CABELO E BARBA
sexta-feira, 9 de março de 2012
FUTEBOL COM HISTÓRIA - MARKETING E FUTEBOL, UMA AMIZADE ANTIGA
Faz poucos dias que, após muito disse me disse, o Flamengo e a empresa Traffic enfim romperam relações e o Clube da Gávea passou a arcar com a íntegra do salário de Ronaldinho Gaúcho. Uns dizem que o valor de mais de um milhão por mês é um absurdo, enquanto outros afirmam que, agora, o Fla poderá explorar a imagem do craque com ações de marketing e por isso terá um grande retorno do investimento.
Já não é de hoje que marketing e futebol passeiam de mãos dadas e a imagem de um craque passou a ser tão importante quanto a de um lutador do antigo Telecatch. As contratações de David Beckham, tanto pelo Real Madrid quanto pelo Los Angeles Galaxy, são provas concretas, mesmo tendo o inglês certa intimidade com a pelota, principalmente quando ela parada. No Brasil, uma das pioneiras ações de marketing da história se deu no longínquo ano de 1934, para onde viajaremos nas linhas abaixo.
Início da década de 20 e um garoto com nascentes pelos debaixo dos braços estreava pelo Grêmio. Era Luiz Carvalho, conhecedor profundo do caminho das redes. O menino centroavante emendava um gol atrás do outro e estes o tornaram o gremista com mais tentos marcados sobre o rival Internacional e um dos principais nomes do Tricolor Gaúcho na época amadora, ao lado de Eurico Lara e Foguinho. Falando em época amadora, Luiz Carvalho necessitava trabalhar para se sustentar, e o fazia em uma firma de vinhos chamada Scalzilli. E foi justamente a relação do craque com a bebida presente na Santa Ceia que originou uma das primeiras – seria a primeira? – transações marqueteiras do nosso futebol.
Corria o ano de 1934 e produtores vinícolas do Rio Grande do Sul tinham a intenção de aumentar a venda da bebida no Rio de Janeiro, onde competiam com vinhos importados. Sabedores de que o grande mercado consumidor de vinhos era a colônia portuguesa, os gaúchos decidiram explorar a boa imagem de Luiz Carvalho, que já atuara um curto período pelo Botafogo e pela Seleção Carioca, e o ofereceram ao Vasco, clube dos lusos. Assim, em novembro de 1934, Luiz Carvalho partiu com destino à “Cidade Maravilhosa” para colocar a serviço do Cruzmaltino os seus imparáveis chutes de virada, que pegavam os zagueiros e os goleiros desprevenidos.
Foi um tiro certeiro dos sulistas. Ao lado do fenomenal Feitiço, Luiz Carvalho marcou oito gols no Campeonato Carioca da Federação Metropolitana de Desportos de 36 (na época existiam dois torneios no Rio de Janeiro) e foi essencial para o Vasco levantar o caneco estadual. Com os gols de Luiz Carvalho e o título conquistado fica redundante dizer que os portugueses tiveram um ano de 1936 regado a taças de vinho. E que os produtores gaúchos viviam com um sorriso do tamanho do rosto.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
DEZ! NOTA DEZ!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
FUTEBOL COM HISTÓRIA - DEDINHOS, PARA QUE LHES QUERO?
Em um intervalo de dias que quase podemos contar nos dedos, os nomes dos dois maiores goleiros do futebol brasileiro desde a aposentadoria do Taffarel começaram a aparecer acompanhados da pequena, mas tenebrosa, palavra “dor”. A do palmeirense Marcos, nos joelhos, o fez pendurar as luvas, enquanto a do tricolor Rogério Ceni, no ombro, o deixará alguns meses fora dos gramados.
Coincidentemente juntas no tempo, as dores de Marcos e Ceni não são as primeiras nem serão as últimas sentidas por aqueles que vestem a camisa número um. Dois casos de contusões de goleiros, porém, chamam a atenção pelo amor ao trabalho e pela total falta de vaidade, no sentido ruim da palavra, dos seus protagonistas. E que protagonistas! Falo de Castilho e Manga, nomes obrigatórios em qualquer eleição que pretende apontar o maior arqueiro de nossa história.
Por ordem cronológica, comecemos por Castilho, goleiro de imensurável qualidade debaixo das traves e que sempre tinha a sorte ao seu lado, o que lhe rendeu o apelido de “Leiteria”. Corria o ano de 1957 e Castilho, já um verdadeiro símbolo tricolor, sofria com repetidas contusões no dedo mindinho da mão esquerda. Os médicos responsáveis por dar um fim ao incômodo problema, os doutores Paes Barreto e Dourado Lopes, chegaram à conclusão de que enxerto ou correção seriam as medidas mais adequadas. No entanto, o tempo em que ficaria fora dos gramados, sem poder defender as cores do seu amado Fluminense, e a falta de confiança na melhora integral do dedinho fizeram Castilho tomar uma decisão inimaginável: amputar o pedaço do dedo que tanto lhe atormentava. (http://www.futebolarj.blogspot.com/2012/01/uma-imagem_12.html)
Manga foi um goleiro tão especial que no dia 26 de abril, data de seu nascimento, comemora-se o “Dia do Goleiro”. Se apenas um clube pudesse escolher o Manga para ser o melhor goleiro de sua história, haveria uma verdadeira guerra entre Sport, Botafogo, Internacional e o uruguaio Nacional. Manga, diferente de Castilho, enfrentou problema não com um, mas com os dois dedinhos. Seus dedos mínimos eram tão tortos, mas tão tortos, que quem não o conhecesse não acreditaria que ele ganhava a vida agarrando bolas. Os motivos para estas deformações? O arrojo de Manga. Foi em duas saídas nos pés dos atacantes adversários, uma em 1965, contra o São Cristóvão, e outra em 1967, diante do Flamengo, ambas com a camisa do Botafogo, que o goleiro fraturou os dedinhos. O detalhe é que o Botafogo já estava com a vitória encaminhada nas duas partidas e, mesmo assim, Manga continuou defendendo a meta como se fosse sua casa. Tanto em 1965 quanto em 1967, Manga retirou o gesso do dedinho antes do tempo determinado pelo médico Lídio Toledo para, assim, voltar mais rápido a salvar o Botafogo, atitude que lhe causou as deformações. (http://www.futebolarj.blogspot.com/2012/01/uma-imagem_30.html)
Quando o amigo escutar que a vida de goleiro exige sacrifícios, não deixe de lembrar destas duas legendas do nosso futebol: Castilho e Manga.
Nota: os links acima mostram imagens de Castilho e Manga, destacando os problemas que tiveram com seus dedinhos.

