SÉRIE A
Grêmio 3 x 0 Náutico
Santo André 3 x 3 Santos
Corinthians 2 x 0 Coritiba
Palmeiras 2 x 1 Vitória
Sport 4 x 2 Flamengo
Avaí 0 x 0 São Paulo
Atlético Paranaense 0 x 4 Atlético Mineiro
Cruzeiro 1 x 1 Internacional
Fluminense 1 x 0 Botafogo
Goiás 2 x 2 Barueri
SÉRIE B
Bragantino 1 x 1 Ipatinga
Juventude 0 x 1 Paraná
Fortaleza 1 x 1 Duque de Caxias
Campinense 2 x 1 Atlético Goianiense
Vila Nova 1 x 0 Ceará
Figueirense 0 x 1 Guarani
Vasco 0 x 0 São Caetano
Bahia 4 x 0 ABC
América 2 x 1 Brasiliense
Ponte Preta 5 x 2 Portuguesa
Olá amigos do FUTEBOLA!
Depois de não ter conseguido assistir a 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, estou de volta ao batente. O Brasileirão ainda não pegou fogo, pois Eliminatórias para a Copa do Mundo, Copa das Confederações, Taça Libertadores e Copa do Brasil, parecem ser mais importantes no momento. Mesmo assim, as rodadas vão passando e já tem muito time tendo que abrir o olho para não sofrer o que sofreu o Fluminense em 2008, tendo que correr, e muito, contra o rebaixamento, por ter feito um péssimo início de campeonato. Nesta 5ª rodada do Brasileirão, foi possível presenciar um jogo que ficará na história do nosso futebol. A virada do Sport sobre o Flamengo, com 4 gols em menos de 10 minutos, foi algo de deixar qualquer um boquiaberto. Além desta incrível vitória do Sport, também acompanhei o Clássico Vovô, que foi decidido com uma pintura de Fred, no fim do jogo. Vamos aos destaques destas duas partidas.
Sport 4 x 2 Flamengo – Ilha do Retiro, Recife (PE)
Fluminense 1 x 0 Botafogo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- Durante aproximadamente 15 minutos de jogo, o Flamengo mostrou na Ilha do Retiro a sua antiga arma: a qualidade dos seus laterais. Com Juan e Léo Moura sendo incisivos simultaneamente e somando a agora presença de Adriano como referência, o atacante Emerson apresentou um futebol raro de se ver em um atacante rubro-negro, em 2009, e marcou dois belos gols de oportunismo. Emerson mostrou que deve mesmo ser o parceiro ideal de Adriano no ataque do Flamengo, pois suas características são complementares às do Imperador. Emerson sabe jogar saindo da área, caindo pelos lados do campo e também finaliza com qualidade. O torcedor rubro-negro deve estar torcendo para sua contusão não ser séria.
- Sensacional a reação do Sport na partida. É claro que o sistema defensivo do Flamengo falhou bastante e facilitou a vida da equipe pernambucana, porém o fato de ter marcado 4 gols em menos de 10 minutos é algo digno de muitos elogios . Dois jogadores foram fundamentais nesta virada do Sport. O meia Fumagali mostrou estar com o pé calibrado e deu dois lindos cruzamentos para os gols de Durval e o segundo do atacante Weldon. Por falar em Weldon, ele foi o nome do jogo. Acreditem, mas em 7 minutos ele simplesmente balançou as redes por 3 vezes. Parecia até quando você está jogando futebol no videogame e faz um macete para todo chute arriscado ser gol. Weldon teve uma atuação para entrar na história do Brasileirão.
- Só pelo lindo gol marcado aos 43 minutos do 2º tempo, que decidiu o Clássico Vovô, Fred já merece aplausos, mas ele fez mais. Não que Fred tenha tido uma noite de gala no Maracanã, entretanto os raros lances ofensivos que o Tricolor conseguiu criar, contaram com sua presença. O Fluminense ainda não está sabendo utilizar a capacidade que Fred possui de jogar de pivô. Thiago Neves, Conca e até o Marquinhos são bons chutadores e o Fluzão deveria ter mais jogadas trabalhadas, com o Fred segurando a bola para eles chegarem de trás, prontos para o arremate.
- Desde que iniciou sua passagem pelo Vasco que comecei a ser fã de Leandro Amaral. Até mesmo em seu primeiro curto período no Fluminense, no início de 2008, que valorizei seu trabalho. Apesar de o trio Washington, Dodô e Leandro Amaral, conhecido como “Três Tenores”, não ter engrenado, achei que Leandro se esforçou muito para o ataque ter dado certo. Como fã seu, também fiquei muito triste com seu ruim retorno ao Vasco, onde reclamou na imprensa muito mais do que jogou bola e foi um dos responsáveis pela queda do Cruzmaltino para a Série B. De volta ao Fluminense, Leandro, em pouco tempo, se contundiu e conseguiu retornar aos gramados somente agora, nesta 5ª rodada do Brasileirão. O atacante ficou apenas 20 minutos em campo, no clássico, e fez muito mais do que Thiago Neves, quem substituiu. Um belo passe pro volante Maurício arrematar de fora da área, um perigoso chute longo que fez o goleiro Renan bater roupa e um magistral passe para Fred decidir o jogo. Excelente retorno de Leandro Amaral. Estou torcendo muito para que sua dupla com Fred faça tanto sucesso quanto promete.
- Foi visível a falta de ritmo de jogo que o botafoguense Lúcio Flávio mostrou no clássico, após o bom tempo que ficou encostado no Santos. Não foi, porém, esta falta de condicionamento que fez com que a técnica que possui ficasse escondida. Bons passes, ótimas inversões de jogo e perigosos chutes ao gol, fizeram parte do repertório de Lúcio Flávio. Claro que espero muito mais do Maestro na sequência do campeonato, mas não achei sua apresentação tão ruim quanto alguns comentaristas acharam. Junto com o camisa 10 alvi-negro, o zagueiro/ala Eduardo merece elogios. Confesso que nunca fui um grande admirador de seu futebol, porém desde que foi escalado na reta final do Carioca que ele vem jogando muito bem. Mesmo tendo atuado boa parte da partida como zagueiro pela esquerda, acreditem, os avanços e chutes longos de Eduardo foram a principal arma ofensiva do Botafogo no jogo. Além disso, seu setor defensivo esteve muito bem protegido.
MANDOU MAL!
- Sempre elogiei, em meus comentários, o futebol do zagueiro flamenguista Ronaldo Angelim, citando-o inclusive como um dos melhores zagueiros do país. Não é por este motivo, porém, que deixarei de puxar suas orelhas quando ele merecer. No primeiro gol do Sport, aos 26 minutos do 1º tempo, ele falhou junto com o goleiro Bruno, pois era ele quem marcava o zagueiro Durval. Um minutinho depois, a bola cruzada por Dutra passou por entre suas pernas e o atacante Weldon empatou a partida. Aos 29 minutos ele cometeu falta que resultaria na virada pernambucana e aos 34 levou um drible desconsertante do jovem Ciro, que deu o passe para, novamente Weldon, sacudir o filó. Uma atuação daquelas que deve ter feito Ronaldo Angelim perder o sono. Para diminuir um pouquinho a culpa de Ronaldo Angelim na derrota do Flamengo, vale ressaltar que uma derrota como esta não tem somente um culpado. O goleiro Bruno, o zagueiro Aírton e o técnico Cuca também são alguns dos responsáveis pelo revés. O Flamengo atuando com Willians, Aírton e Angelim na defesa, foi muito sólido contra o Interncional, nos duelos pela Copa do Brasil. Será que a ausência do Kléberson não poderia ser ajustada sem ser com o adiantamento do Willians? A entrada de Welinton na defesa e a volta de Willians ao meio piorou bastante o setor defensivo flamenguista. Tudo bem que esta foi a pior atuação de Ronaldo Angelim que assisti pelo Flamengo, mas ele não é o único culpado.
- Sem a companhia de Reinaldo, contundido, e Maicosuel, vendido, o centroavante Victor Simões não está conseguindo mostrar um pingo do futebol que apresentou no Cariocão. Tudo bem que todo o time botafoguense está sentindo esta repentina falta de seus dois principais jogadores, porém eu esperava mais de Victor, principalmente em relação à chamar o jogo para si. Diminuindo um pouco a parcela da culpa de Victor Simões pela falta de qualidade ofensiva do Botafogo, o seu parceiro Tony também nada apresentou de bom contra o Fluminense. Com um armador como Lúcio Flávio e um centroavante como Victor Simões, Tony deveria explorar os espaços no lado do campo, pois assim abriria o meio para a chegada de Lúcio e criaria boas jogadas para Victor. Pode ser falta de qualidade individual, falta de entrosamento ou até de motivação, o fato é que o sistema ofensivo botafoguense não rendeu bem no clássico contra contra o Fluminense.
JOGADA RÁPIDA!
- Quem diria, mas o Atlético Mineiro é o vice-líder do Brasileirão e ainda está invicto. O ataque formado por Diego Tardelli e Éder Luiz, que foram pessimamente aproveitados por, respectivamente, Flamengo e São Paulo, vem se mostrando uma das sensações do Brasileirão. Será que o Galo aguenta o pique até o final?
ENQUANTO ISSO NO URUGUAI…
- O Brasil esteve longe de fazer a bela partida que o resultado de 4 a 0 sobre o Uruguai, em pleno Centenário, ilustra, porém uma equipe que apesar das poucas chances de gols criadas consegue balançar as redes 4 vezes, merece sempre vencer.
Estamos distantes apenas um ano da Copa do Mundo da África e chegou o momento de aceitarmos que Dunga será sim o técnico do Escrete Canarinho no Mundial e, principalmente, que a espinha de sua equipe está montada. Apesar de eu não concordar com praticamente metade da convocação de Dunga, a postura da Seleção em campo me incomoda mais. Esta partida contra o Uruguai por exemplo, deixou uma preocupação em minha cabeça, com relação a organização da Seleção Brasileira na saída para o jogo. É inconcebível que uma equipe que está sendo montada a 3 anos passe praticamente todo o 1º tempo de um jogo sem organizar uma única jogada de qualidade e sem que o craque do time, Kaká, apareça com destaque. Porém, mesmo que sem nenhum mérito coletivo, dois gols foram marcados e a vitória encaminhada. Será que sempre acharemos gols na hora certa? Já no 2º tempo, Kaká jogou bola por 10 minutos. Dos 18 aos 28 minutos Kaká deu dois passes magistrais para Luís Fabiano perder dois gols na cara do goleiro e ainda sofreu um pênalti que ele mesmo converteu. Pouco para quem deve ser o “sol” pelo qual a Seleção deve girar em volta, mas suficiente para liquidar a atualmente fraca Celeste Olímpica.
Parece que estou criticando o Kaká pela falta de qualidade que o Brasil mostrou em campo. Não, não estou. Apesar de ser ele quem tem que assumir o comando do time, ninguém tem a obrigação de levar a Seleção nas costas. O que ocorre é que Kaká está muito mal sustentado. Filipe Melo e Elano fizeram péssimas partidas? Não. Entretanto eles estiveram longe de dar ao meio campo brasileiro o controle do jogo. Pode parecer algo pouco importante, porém toda a pressão que o Brasil sofreu, principalmente na 1ª etapa, foi por culpa desta falta de posse de bola. Todas aquelas defesas que Júlio César teve que, novamente, realizar, só ocorreram pois o meio-de-campo brasileiro não teve a mínima capacidade de controlar a partida.
A Seleção teve sim méritos por ter vencido o jogo, porém estou um pouco assustado com a proximidade da Copa do Mundo para poder ficar elogiando as pouquíssimas boas ações brasileiras.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
FIGURINHA CARIMBADA - PERÁCIO

Nome: José Perácio
Data de nascimento: 2 de novembro de 1917
Faleceu em 10 de março de 1977
Posição: ponta-de-lança
Clubes:
Villa Nova – MG (1933 a 1936)
Botafogo (1937 a 1940)
Flamengo (1940 a 1947 e 1951)
Canto do Rio – RJ (1948 a 1951)
Seleção Brasileira – 6 jogos e 4 gols – 1 Copa do Mundo (1938)*
Títulos:
Campeonato Mineiro – 1933, 1934 e 1935 – Villa Nova
Campeonato Carioca – 1942, 1943 e 1944 – Flamengo
Destaques:
- O início da carreira do craque Perácio foi sensacional. Atuando na que foi talvez a maior equipe da história do Villa Nova, Perácio sagrou-se Tri-Campeão Mineiro. Desta equipe sairíam grandes jogadores, como o ilustre meia Zezé Procópio, que faria história no Atlético Mineiro e no São Paulo, e o goleador Alfredo, também ídolo no Galo Mineiro. O mais incrível é que Perácio fazia parte deste timaço com apenas 16 anos de idade.
- Com o bolão que estava jogando, Perácio seguiu o caminho natural dos grandes jogadores da época. Ir para o Rio de Janeiro ou para São Paulo. No caso de Perácio, o destino foi o Botafogo. No Fogão, as grandes atuações continuaram e o seu famoso canhão foi tornando-se cada vez mais conhecido. Durante a Copa do Mundo de 1938, Perácio transformou-se em lenda. Na partida contra a Tchecoslováquia, o goleiro Planicka, um dos grandes arqueiros europeus, chocou-se com a trave ao tentar defender um chute de Perácio. Com o choque, Planicka teve seu braço e clavícula fraturados, porém a lenda diz que foi o petardo de Perácio que contundiu o goleiro. Além do chute fortíssimo, uma outra característica de Perácio chamava a atenção. O lendário João Saldanha nos conta: “É que ele representa uma nova etapa do futebol: a do profissionalismo, onde o jogador não é apenas um futebolista na acepção da palavra, mas um futebolista e atleta, formado em toda a extensão.” .**
- Apesar da excelente passagem pelo Botafogo, Perácio também conseguiu se tornar ídolo em outro grande clube carioca. Pelo Flamengo, atuando ao lado de imortais da bola como Domingos da Guia e Zizinho, Perácio viveu uma época de ouro, conquistando o Tri-Campeonato Carioca 42/43/44. No Carioca de 1944, porém, Perácio não pôde atuar até o final, pois foi selecionado para defender a pátria. “Jogar pela Seleção Brasileira”, você deve estar pensando. Nada disso. Em 1944, Perácio foi um dos soldados da F.E.B. (Força Expedicionária Brasileira) que batalhou em solo europeu, na 2ª Guerra Mundial.
- Um história cômica, que ocorreu fora dos gramados, também sempre é lembrada quando se fala de Perácio. Em um belo dia, Perácio e seu amigo, e também craque de bola, Martim Silveira, pararam em um posto de gasolina para abastecer o carro. Enquanto o frentista fazia o seu trabalho, Perácio acendeu um cigarro com um palito de fósforo e o jogou, ainda aceso, perto da bomba que o frentista manejava. Martim Silveira deu um pulo pra trás, temendo o pior. Após passar o susto ele dá uma bronca daquelas em Perácio. “Você é louco? Como você pode fazer um negócio destes?”. Perácio na maior tranquilidade rebate: “Calma Martim. Eu não sabia que você era supersticioso.”
* Mini-Enciclopédia do Futebol Brasileiro – Lance!
** http://br.oleole.com/blogs/miliano-fc
sexta-feira, 29 de maio de 2009
SEMI-FINAL DA COPA DO BRASIL
Vasco 1 x 1 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Olá amigos do FUTEBOLA!
Meio de semana importante para muitos times brasileiros, com muitos jogos decisivos. Porém, como já é de costume, o horário não colaborou e vários jogos foram simultâneos. Vamos à rápidos comentários sobre alguns resultados.
- Pela Libertadores, o Cruzeiro conseguiu um bom resultado contra o São Paulo no Mineirão, ao vencer por 2 a 1, entretanto a guerra não está definida. Apesar de o São Paulo dar claros sinais de que não está em sua melhor condição, pode perfeitamente vencer no Morumbi. Porém, além da vantagem do empate, a equipe mineira poderá jogar no contra-ataque. A última lembrança que tenho do Cruzeiro atuando no contra-ataque, é a da vitória sobre o Flamengo por 2 a 0, na estréia do Brasileirão e com um homem a menos. Vem jogão por aí!
- Ainda pelo torneio continetal, o Grêmio trouxe um bom empate em 1 a 1 da Venezuela. Todos esperavam uma vitória fácil do tricolor gaúcho, afinal o adversário é da escola venezuelana de futebol, mas não é nada correto menosprezar uma equipe que, teoricamente, está entre as 8 melhores da América. Lembram do Once Caldas? E da LDU? Pois é. O Grêmio precisa, e muito, manter a seriedade e acredito que Paulo Autuori saberá como fazer isso.
- Pela Copa do Brasil o Internacional, ao que parece com mais uma atuação convincente, deu um longo passo rumo a decisão do torneio. E o Andrezinho, após eliminar o Flamengo, resolveu fazer outro golaço importante, ao balançar a rede e colocar o 3 a 1 no placar, o que deu ao Colorado a vantagem de poder até perder por 1 a 0, no jogo de volta. Mas no próximo duelo o Coxa terá a volta de Marcelinho Paraíba, que dá um pingo de esperança aos torcedores alvi-verdes.
Vamos agora aos comentários sobre o jogo Vasco x Corinthians, que foi o que assisti na íntegra.
MANDOU BEM!
- O Corinthians deu, no 1º tempo, uma verdadeira aula de como ser um visitante no Maracanã. Campo de grandes dimensões e torcida vascaína inflamada exigiam muita tranquilidade por parte da equipe paulista que, de maneira inteligentíssima, valorizou bastante a posse de bola. E teve mais! Com uma excelente movimentação de Dentinho na frente, as trocas de passes do Timão constantemente terminavam em ameaças ao goleiro vascaíno Fernando Prass. Reparem: Aos 10 minutos, Jorge Henrique dá um lindo passe, abrindo a bola na esquerda, que Dentinho finaliza levando perigo. Apenas dois minutos depois, Douglas faz um cruzamento da direita que Dentinho entra voando e, por pouco, não consegue cabecear a pelota. 21 minutos de jogo e, mais uma vez boa jogada de Dentinho, que rola uma bola açucarada para Elias mandar uma bomba de fora da área, que passa sobre o gol carioca. O Vasco não jogava e o Corinthians sabia a hora “enrolar” o jogo e de ameaçar o rival. Aos 26 minutos, Douglas erra uma passe pelo meio da defesa vascaína, mas após o bate-rebate, a bola sobra para Dentinho que finaliza pra fora. Com 29 minutos, enfim a superioridade do Timão rendeu frutos, quando um monumental passe de Jorge Henrique encontrou o sempre paticipativo Dentinho que, com uma boa finalização, abriu o placar. Tudo que o torcedor vascaíno esperava do seu time nos primeiros 30 minutos de jogo, assistiu na atuação do Corinthians e, principalmente, de Dentinho. Muitos treinadores deveriam ter gravado está meia hora de arrasador futebol corintiano e assistir sempre que pensar em mandar seu time segurar um jogo, na casa de um adversário, antes mesmo do intervalo.
- Assim como na vitória sobre o Fluminense, na semana passada, pela Copa do Brasil, o zagueiro corintiano Chicão realizou uma excelente partida. Atualmente, em minha opinião, Chicão se mostra o melhor zagueiro-central do país, não só pelos gols que vem marcando. Este jogo contra o Vasco foi um exemplo de uma partida onde Chicão não balançou as redes e teve uma atuação de alto nível. Nenhum duelo individual em que esteve presente, ele saiu derrotado, além de raramente rifar a pelota para frente na saída do jogo, ajudando o Timão a valorizar a posse de bola. Para expressar melhor meus elogios para o zagueiro, me utilizo da famosa frase: “Amarelinha nele!”.
- A ausência de Carlos Alberto não diminuiu a criatividade do setor de meio-campo vascaíno. Ela extinguiu a criatividade do setor. Outro resultado da sua ausência foi que o Vasco passou o jogo todo escorado em seus laterais. No 1º tempo, apenas Paulo Sérgio tentava criar jogadas ofensivas, sendo ele o melhor jogador do Vasco na etapa. Já após o intervalo, Ramón resolveu mostrar suas qualidades e apareceu bem no ataque, o que fez o Vasco viver seus melhores momentos na partida. Por cerca de 15 minutos, os laterais Ramón e Paulo Sérgio apareceram simultaneamente na criação de jogadas e infernizaram o setor defensivo do Corinthians. Dos pés de Paulo Sérgio iniciou o gol de empate vascaíno e em duas jogadas de Ramón, uma aos 23 e outra aos 26, surgiram as melhores chances de o Vasco virar o placar.
MANDOU MAL!
- O sistema defensivo vascaíno vinha recebendo elogios pela sequência de jogos na Série B sem levar gols, porém enfrentar o Corinthians é diferente. Como citado anteriormente, nos primeiros 30 minutos de partida, Dentinho deu um baile na defesa cruzmaltina. Após o intervalo, o setor permaneceu desajustado e, se não fosse uma espetacular defesa do goleiro Fernando Prass, em um chute de Elias que apareceu sozinho na pequena área, o Vasco teria saído de campo com a derrota. Acredito que se manter esse nível de atuação defensivo no jogo de volta, com Ronaldo em campo e o Corinthians pressionando, o Vasco terá sérios problemas para se classificar.
ENQUANTO ISSO EM SÃO PAULO...
- Sem um pingo de criatividade ou de organização ofensiva, o Palmeiras empatou em casa, com o Nacional, pela Libertadores. O placar de 1 a 1 pode ser considerado justo se levarmos em conta que, apesar de manter a maior posse de bola, o Palmeiras não foi nem um pouco incisivo ofensivamente. Com menos de 30 minutos do 1º tempo, Luxemburgo já havia sacado o ala-direito Fabinho Capixaba e o volante Souza para lançar o meia-atacante Marquinhos, como ala-direito, e o centroavante Obina. A equipe alvi-verde melhorou um pouco, mais por causa de Marquinhos, que aparecia bem na direita. Porém, com Marquinhos, Diego Souza, Cleiton Xavier, Obina e Keirrison, esperava-se um Palmeiras pressionando o Nacional durante todo o jogo. Doce ilusão. Com exceção de umas poucas jogadas pela direita, o Palmeiras, como citado anteriormente, fez uma partida medíocre em termos ofensivos. O gol só saiu graças a qualidade individual de Diego Souza, que mesmo não fazendo boa partida, sabe muito bem como chutar de fora da área. Sendo assim, o gol do Nacional, que empatou o jogo, aos 35 minutos do 2º tempo, não pode ser considerado injusto, afinal, no futebol, posse de bola nunca foi sinônimo de vitória. Uma nota rápida: Até agora estou tentando entender o motivo da substituição que o Luxemburgo realizou aos 30 minutos da 2ª etapa. Saiu Keirrison e entrou o volante Jumar.
ENQUANTO ISSO EM ROMA...
- A final da Champions League foi menos encantadora do que se imaginava, e o culpado foi o Manchester United. A equipe inglesa jogou apenas 8 minutos de futebol, ou melhor, Cristiano Ronaldo jogou apenas 8 minutos de futebol, já que no início do jogo, enquanto o Barcelona se mostrava fora de órbita, o português levou perigo ao goleiro Valdés com 3 belos chutes. Aos 9 minutos, porém, o duelo trasnformou-se em um massacre quando Iniesta deu ótima assistência para Eto´o abrir o placar para o Barcelona. A partir de então o Manchester transformou-se em um símbolo de desorganização enquanto o Barcelona possuía o completo domínio do jogo. Não existe, no mundo, uma equipe que trate tão bem a bola quanto o Barça. A equipe tem a capacidade de passar o jogo inteiro sem praticamente desperdiçar uma única posse da pelota. Toca daqui, toca de lá, abre na direita, volta no meio, toca na esquerda, tá difícil, volta no zagueiro, abre na direita... E quando você mesnos espera, uma clara chance de gol está sendo criada. Claro que toda a equipe, além do treinador Guardiola, merecem méritos por fazer o time jogar assim, porém os aplausos para os meias Xavi e Iniesta devem ser mais efusivos. Eles podem não ser, individualmente, os melhores meias do mundo, apesar de eu já começar a repensar minha opinião em relação ao Xavi, porém como dupla, não existe igual no planeta. Na decisão eles foram, em minha opinião, os dois melhores homens em campo. Além da já citada assistência de Iniesta para o primeiro gol, Xavi cruzou uma bola com perfeição para o futuro melhor jogador do mundo, Messi, dar números finais ao jogo. Algo que não pode deixar de ser citado. O que parecia ser uma loucura, no início da partida, fez o Barcelona ser campeão. Messi de centroavante e Eto´o de ponta-direita. E foi dos pés de ambos, e nas citadas posições, que os gols saíram.
Sou um daqueles que criticam o Cristiano Ronaldo por seus sumiços em partidas decisivas, apesar de nesta edição da Champions League ele ter mostrado estar mudando. Porém, seria a maior injustiça do mundo jogar a culpa do baile sofrido pelo Manchester em suas costas. Enquanto o treinador Alex Ferguson realizava substituições sem sentido, seus comandados não demostravam nenhum poder de recuperação ou espírito de decisão. Até a tão sólida defesa inglesa esteve vulnerável ( o drible que Ferdinand levou de Henry foi algo monumental), Wayne Rooney não mostrou um pingo de sua habitual raça e Ryan Giggs não entrou em campo.
Após o final da partida, estou com aquela sensação de que da mesma maneira que hoje os mais antigos contam, com brilho nos olhos, histórias do Real Madrid de Puskas, Gento, Di Stéfano e Kopa, ou do Santos de Gilmar, Zito, Pelé, Pepe e Coutinho, eu, daqui à alguns anos, abrirei um longo sorriso ao falar sobre o Barcelona de Puyol, Xavi, Iniesta, Henry, Eto´o, Messi...
PARABÉNS BARCELONA!
Olá amigos do FUTEBOLA!
Meio de semana importante para muitos times brasileiros, com muitos jogos decisivos. Porém, como já é de costume, o horário não colaborou e vários jogos foram simultâneos. Vamos à rápidos comentários sobre alguns resultados.
- Pela Libertadores, o Cruzeiro conseguiu um bom resultado contra o São Paulo no Mineirão, ao vencer por 2 a 1, entretanto a guerra não está definida. Apesar de o São Paulo dar claros sinais de que não está em sua melhor condição, pode perfeitamente vencer no Morumbi. Porém, além da vantagem do empate, a equipe mineira poderá jogar no contra-ataque. A última lembrança que tenho do Cruzeiro atuando no contra-ataque, é a da vitória sobre o Flamengo por 2 a 0, na estréia do Brasileirão e com um homem a menos. Vem jogão por aí!
- Ainda pelo torneio continetal, o Grêmio trouxe um bom empate em 1 a 1 da Venezuela. Todos esperavam uma vitória fácil do tricolor gaúcho, afinal o adversário é da escola venezuelana de futebol, mas não é nada correto menosprezar uma equipe que, teoricamente, está entre as 8 melhores da América. Lembram do Once Caldas? E da LDU? Pois é. O Grêmio precisa, e muito, manter a seriedade e acredito que Paulo Autuori saberá como fazer isso.
- Pela Copa do Brasil o Internacional, ao que parece com mais uma atuação convincente, deu um longo passo rumo a decisão do torneio. E o Andrezinho, após eliminar o Flamengo, resolveu fazer outro golaço importante, ao balançar a rede e colocar o 3 a 1 no placar, o que deu ao Colorado a vantagem de poder até perder por 1 a 0, no jogo de volta. Mas no próximo duelo o Coxa terá a volta de Marcelinho Paraíba, que dá um pingo de esperança aos torcedores alvi-verdes.
Vamos agora aos comentários sobre o jogo Vasco x Corinthians, que foi o que assisti na íntegra.
MANDOU BEM!
- O Corinthians deu, no 1º tempo, uma verdadeira aula de como ser um visitante no Maracanã. Campo de grandes dimensões e torcida vascaína inflamada exigiam muita tranquilidade por parte da equipe paulista que, de maneira inteligentíssima, valorizou bastante a posse de bola. E teve mais! Com uma excelente movimentação de Dentinho na frente, as trocas de passes do Timão constantemente terminavam em ameaças ao goleiro vascaíno Fernando Prass. Reparem: Aos 10 minutos, Jorge Henrique dá um lindo passe, abrindo a bola na esquerda, que Dentinho finaliza levando perigo. Apenas dois minutos depois, Douglas faz um cruzamento da direita que Dentinho entra voando e, por pouco, não consegue cabecear a pelota. 21 minutos de jogo e, mais uma vez boa jogada de Dentinho, que rola uma bola açucarada para Elias mandar uma bomba de fora da área, que passa sobre o gol carioca. O Vasco não jogava e o Corinthians sabia a hora “enrolar” o jogo e de ameaçar o rival. Aos 26 minutos, Douglas erra uma passe pelo meio da defesa vascaína, mas após o bate-rebate, a bola sobra para Dentinho que finaliza pra fora. Com 29 minutos, enfim a superioridade do Timão rendeu frutos, quando um monumental passe de Jorge Henrique encontrou o sempre paticipativo Dentinho que, com uma boa finalização, abriu o placar. Tudo que o torcedor vascaíno esperava do seu time nos primeiros 30 minutos de jogo, assistiu na atuação do Corinthians e, principalmente, de Dentinho. Muitos treinadores deveriam ter gravado está meia hora de arrasador futebol corintiano e assistir sempre que pensar em mandar seu time segurar um jogo, na casa de um adversário, antes mesmo do intervalo.
- Assim como na vitória sobre o Fluminense, na semana passada, pela Copa do Brasil, o zagueiro corintiano Chicão realizou uma excelente partida. Atualmente, em minha opinião, Chicão se mostra o melhor zagueiro-central do país, não só pelos gols que vem marcando. Este jogo contra o Vasco foi um exemplo de uma partida onde Chicão não balançou as redes e teve uma atuação de alto nível. Nenhum duelo individual em que esteve presente, ele saiu derrotado, além de raramente rifar a pelota para frente na saída do jogo, ajudando o Timão a valorizar a posse de bola. Para expressar melhor meus elogios para o zagueiro, me utilizo da famosa frase: “Amarelinha nele!”.
- A ausência de Carlos Alberto não diminuiu a criatividade do setor de meio-campo vascaíno. Ela extinguiu a criatividade do setor. Outro resultado da sua ausência foi que o Vasco passou o jogo todo escorado em seus laterais. No 1º tempo, apenas Paulo Sérgio tentava criar jogadas ofensivas, sendo ele o melhor jogador do Vasco na etapa. Já após o intervalo, Ramón resolveu mostrar suas qualidades e apareceu bem no ataque, o que fez o Vasco viver seus melhores momentos na partida. Por cerca de 15 minutos, os laterais Ramón e Paulo Sérgio apareceram simultaneamente na criação de jogadas e infernizaram o setor defensivo do Corinthians. Dos pés de Paulo Sérgio iniciou o gol de empate vascaíno e em duas jogadas de Ramón, uma aos 23 e outra aos 26, surgiram as melhores chances de o Vasco virar o placar.
MANDOU MAL!
- O sistema defensivo vascaíno vinha recebendo elogios pela sequência de jogos na Série B sem levar gols, porém enfrentar o Corinthians é diferente. Como citado anteriormente, nos primeiros 30 minutos de partida, Dentinho deu um baile na defesa cruzmaltina. Após o intervalo, o setor permaneceu desajustado e, se não fosse uma espetacular defesa do goleiro Fernando Prass, em um chute de Elias que apareceu sozinho na pequena área, o Vasco teria saído de campo com a derrota. Acredito que se manter esse nível de atuação defensivo no jogo de volta, com Ronaldo em campo e o Corinthians pressionando, o Vasco terá sérios problemas para se classificar.
ENQUANTO ISSO EM SÃO PAULO...
- Sem um pingo de criatividade ou de organização ofensiva, o Palmeiras empatou em casa, com o Nacional, pela Libertadores. O placar de 1 a 1 pode ser considerado justo se levarmos em conta que, apesar de manter a maior posse de bola, o Palmeiras não foi nem um pouco incisivo ofensivamente. Com menos de 30 minutos do 1º tempo, Luxemburgo já havia sacado o ala-direito Fabinho Capixaba e o volante Souza para lançar o meia-atacante Marquinhos, como ala-direito, e o centroavante Obina. A equipe alvi-verde melhorou um pouco, mais por causa de Marquinhos, que aparecia bem na direita. Porém, com Marquinhos, Diego Souza, Cleiton Xavier, Obina e Keirrison, esperava-se um Palmeiras pressionando o Nacional durante todo o jogo. Doce ilusão. Com exceção de umas poucas jogadas pela direita, o Palmeiras, como citado anteriormente, fez uma partida medíocre em termos ofensivos. O gol só saiu graças a qualidade individual de Diego Souza, que mesmo não fazendo boa partida, sabe muito bem como chutar de fora da área. Sendo assim, o gol do Nacional, que empatou o jogo, aos 35 minutos do 2º tempo, não pode ser considerado injusto, afinal, no futebol, posse de bola nunca foi sinônimo de vitória. Uma nota rápida: Até agora estou tentando entender o motivo da substituição que o Luxemburgo realizou aos 30 minutos da 2ª etapa. Saiu Keirrison e entrou o volante Jumar.
ENQUANTO ISSO EM ROMA...
- A final da Champions League foi menos encantadora do que se imaginava, e o culpado foi o Manchester United. A equipe inglesa jogou apenas 8 minutos de futebol, ou melhor, Cristiano Ronaldo jogou apenas 8 minutos de futebol, já que no início do jogo, enquanto o Barcelona se mostrava fora de órbita, o português levou perigo ao goleiro Valdés com 3 belos chutes. Aos 9 minutos, porém, o duelo trasnformou-se em um massacre quando Iniesta deu ótima assistência para Eto´o abrir o placar para o Barcelona. A partir de então o Manchester transformou-se em um símbolo de desorganização enquanto o Barcelona possuía o completo domínio do jogo. Não existe, no mundo, uma equipe que trate tão bem a bola quanto o Barça. A equipe tem a capacidade de passar o jogo inteiro sem praticamente desperdiçar uma única posse da pelota. Toca daqui, toca de lá, abre na direita, volta no meio, toca na esquerda, tá difícil, volta no zagueiro, abre na direita... E quando você mesnos espera, uma clara chance de gol está sendo criada. Claro que toda a equipe, além do treinador Guardiola, merecem méritos por fazer o time jogar assim, porém os aplausos para os meias Xavi e Iniesta devem ser mais efusivos. Eles podem não ser, individualmente, os melhores meias do mundo, apesar de eu já começar a repensar minha opinião em relação ao Xavi, porém como dupla, não existe igual no planeta. Na decisão eles foram, em minha opinião, os dois melhores homens em campo. Além da já citada assistência de Iniesta para o primeiro gol, Xavi cruzou uma bola com perfeição para o futuro melhor jogador do mundo, Messi, dar números finais ao jogo. Algo que não pode deixar de ser citado. O que parecia ser uma loucura, no início da partida, fez o Barcelona ser campeão. Messi de centroavante e Eto´o de ponta-direita. E foi dos pés de ambos, e nas citadas posições, que os gols saíram.
Sou um daqueles que criticam o Cristiano Ronaldo por seus sumiços em partidas decisivas, apesar de nesta edição da Champions League ele ter mostrado estar mudando. Porém, seria a maior injustiça do mundo jogar a culpa do baile sofrido pelo Manchester em suas costas. Enquanto o treinador Alex Ferguson realizava substituições sem sentido, seus comandados não demostravam nenhum poder de recuperação ou espírito de decisão. Até a tão sólida defesa inglesa esteve vulnerável ( o drible que Ferdinand levou de Henry foi algo monumental), Wayne Rooney não mostrou um pingo de sua habitual raça e Ryan Giggs não entrou em campo.
Após o final da partida, estou com aquela sensação de que da mesma maneira que hoje os mais antigos contam, com brilho nos olhos, histórias do Real Madrid de Puskas, Gento, Di Stéfano e Kopa, ou do Santos de Gilmar, Zito, Pelé, Pepe e Coutinho, eu, daqui à alguns anos, abrirei um longo sorriso ao falar sobre o Barcelona de Puyol, Xavi, Iniesta, Henry, Eto´o, Messi...
PARABÉNS BARCELONA!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 3ª RODADA
SÉRIE A
Corinthians 2 x 1 Barueri
Cruzeiro 2 x 0 Vitória
Goiás 0 x 1 Internacional
Atlético Paranaense 2 x 3 Náutico
Grêmio 2 x 0 Botafogo
Fluminense 1 x 4 Santos
Palmeiras 0 x 0 São Paulo
Santo André 1 x 2 Flamengo
Sport 2 x 3 Atlético Mineiro
Avaí 2 x 2 Coritiba
SÉRIE B
Bragantino 2 x 0 Duque de Caxias
Campinense 1 x 2 Guarani
América 3 x 1 Paraná
Vila Nova 1 x 0 São Caetano
Bahia 1 x 0 Ceará
Vasco 3 x 0 Atlético Goianiense
Figueirense 1 x 2 Portuguesa
Fortaleza 2 x 3 Brasiliense
Ponte Preta 1 x 2 Ipatinga
Juventude 2 x 0 ABC
Olá amigos do FUTEBOLA!
O domingo parecia que seria negro para os torcedores cariocas. O Fluminense levou uma verdadeira sapatada do Santos, em pleno Maracanã, e o Fogão não teve forças para segurar o fortíssimo time do Grêmio. Mas no complemento da rodada, o Flamengo conseguiu salvar a honra carioca com mais uma atuação excelente de Íbson e com Josiel mostrando o faro de gol que o fez ser artilheiro do Brasileirão de 2007. Já na Série B, tudo continua perfeito para o Vasco.Vamos aos comentários dos jogos que consegui assistir:
Grêmio 2 x 0 Botafogo – Olímpico, Porto Alegre (RS)
Santo André 1 x 2 Flamengo – Bruno José Daniel, São Paulo (SP)
MANDOU BEM!
- Realmente foi digna de aplausos a atuação do Grêmio contra o Botafogo, no Olímpico. O volume de jogo da equipe gaúcha foi muito grande e, só no 1º tempo, foram 5 claras oportunidades de abrir o placar. Sabem o que é mais incrível? Em todas elas o meia Souza esteve presente. Pela direita, pela esquerda, pelo meio, cruzando, chutando, dando um lindo passe por cima, que Fábio Santos completou de primeira, ou seja, fez de tudo um pouco o Souza. Além do meia ex-São Paulo, o Tricolor se mostrou muito completo, tanto defensivamente quanto ofensivamente. Tudo bem que o Botafogo pouco agrediu, o que facilitou a vida do bom sistema defensivo gremista, porém o ataque foi uma verdadeira máquina. Com Tcheco muito mais presente nas organizações das jogadas, se comparado ao jogo da 1ª rodada, contra Santos, os alas Ruy e Fábio Santos aparecendo constantemente e a dupla de ataque Máxi López/Jonas, sabendo a hora de finalizar e de trabalhar a pelota, o Botafogo foi literalmente atropelado em campo. E tem mais! Além de eficiente, o futebol apresentado pelo Grêmio foi de uma beleza imensa. O citado lance em que Souza assistiu Fábio Santos e o passe de letra de Máxi López para o gol do mesmo Fábio Santos, são apenas dois exemplos de como o Tricolor jogou bonito. Resumo da ópera: O Grêmio venceu e convenceu.
- Uma frase de um amigo que assistia ao jogo entre Flamengo e Santo André, ao meu lado, resume mais uma atuação do Íbson. Após uma jogada pelo lado direito do campo onde Íbson encontrou um companheiro livre na esquerda, meu amigo indignado disse: “E o Elano é o titular da Seleção.”. E olhem que este amigo torce pelo Fluminense, ou seja, falou sem nenhuma paixão clubística. Realmente o meia rubro-negro tá jogando uma barbaridade. Atualmente é inimaginável pensar no Flamengo jogando bem sem o Íbson, pois tudo que o Flamengo cria, tem sua participação. Nesta partida em especial, o meia foi muito bem ajudado pelos alas flamenguistas. Ah... Léo Moura e Juan voltaram a apresentar um bom futebol, pode estar pensando quem não assistiu a partida. Nada disso. Foi Éverton Silva, pela direita e Éverton, pela esquerda, realizaram excelente partida, principalmente o primeiro. Com um fôlego impressionante Éverton Silva participava das jogadas ofensivas e voltava para fechar o seu lado defensivo. Um leão em campo. Um de seus lances mais belos, foi após receber um passe de Íbson, chegar até o fundo do campo e cruzar a pelota nos pés de Obina, que isolou por cima do gol. Tem tempo que Léo Moura não faz uma jogada assim e que Obina perde gols assim.
- Enfim Josiel desencantou. Após ser sacado da equipe titular quando estava vivendo ótima fase na Taça Rio, e passar por um período de seca de gols, Josiel finalmente voltou a sacudir o filó. Aproveitando duas assistências de Íbson, o centroavante deu a vitória ao Flamengo com um belo gol de cabeça e uma pintura ao encobrir o goleiro. Será que a má fase do “Homem das Cavernas” passou? Só o tempo dirá. E espero que o Cuca não seja, uma vez mais, incoerente para barrar Josiel quando ele acaba de tirar algumas muitas toneladas de suas próprias costas.
MANDOU MAL!
- O Botafogo até que mostrou vontade para segurar o Grêmio, mas faltou qualidade. As saídas de Thiago Neves do Fluminense e de Íbson do Flamengo serão muito sentidas pelos respectivos times, porém o Botafogo ter perdido o Maicosuel se mostra um problema muito mais difícil de ser solucionado. A criatividade na organização das jogadas ofensivas do Fogão, foi reduzida a quase nada com a saída do “Mago”, já que Túlio Souza e Rodrigo Dantas não possuem a qualidade necessária para fazer a equipe alvi-negra jogar. Quem viu o Botafogo com Maicosuel e assistiu a partidas contra Grêmio, começa a acreditar que uma andorinha só pode sim fazer o verão. Além de não poder mais contar com o melhor jogador do Cariocão 2009, o Botafogo ainda sofre com a contusão de Reinaldo, o agora principal jogador do time. Problema daqui, problema dali e o resultado foi que, exceção uma cabeçada de Victor Simões, o Botafogo só assustou em bolas paradas do Juninho. É claro que de uma hora para outra o Rodrigo Dantas pode estourar e começar a jogar um bolão, porém esta não pode ser a única esperança para o Botafogo fazer uma boa campanha no Brasileirão. A volta de Lúcio Flávio seria uma boa? Parece ser a solução rápida mais plausível para fazer a equipe se organizar. Em todo caso, o Ney Franco terá mais trabalho do que imaginava.
- A situação está cada vez pior para o atacante do Flamengo Obina. Vem jogo, vai jogo e ele não consegue balançar as redes. E pior, nada de útil produz para a equipe. Nas condições físicas e técnicas em que ele se encontra, não está apto a ser titular de um time que, como o Flamengo, espera terminar no topo da tabela. No momento, parece que o melhor para o Flamengo e para o próprio Obina, é que o centroavante busque novos ares.
JOGADA RÁPIDA!
- Sou grande fã dele, e como tal não poderia deixar de elogiá-lo. Com dois gols do “Gladiador” Kléber, o Cruzeiro venceu o Vitória e, mesmo com a cabeça no jogo com o São Paulo, pela Libertadores, se mantém na parte de cima da tabela. Falando em parte de cima, quem vai parar o líder Internacional? Quem vai parar o garoto Taison?
ENQUANTO ISSO NA ALEMANHA…
- O Bayern de Munique, escorado na qualidade de Ribéry, conseguiu uma excelente vitória sobre o Stuttgart. Dois fatos saltaram aos olhos neste duelo. O primeiro, e não é nenhuma novidade, é a dependência do Bayern de uma boa atuação de Ribéry. Quando o francês joga bem, o time anda, caso contrário, nada produz ofensivamente. Desta vez, para a sorte dos bávaros, Ribéry estava em seu dia e sua equipe conquistou a vaga na Champions League. O segundo fato, foi a apatia do Stuttgart em campo. Para um time que realizou um 2º turno excelente, acabou de ter 4 jogadores convocados para a Seleção Alemã (Trasch, Hitzsperger, Cacau e Mário Gómez) e brigava por uma vaga na Champions League, os 15 minutos de bom futebol apresentado pela equipe, após o Bayern abrir o placar, foi muito pouco. Para a sorte do Stuttgart, o time conseguiu pelo menos uma vaga na fase Pré-Champions League, já que o Hertha Berlim levou uma incrível goleada de 5 a 0 do lanterna Karlsruher.
- Realmente estou muito feliz com o novo Campeão Alemão, o Wolfsburg. O time dos “Lobos” terminou o 1º turno na 9ª colocação e, após uma incrível arrancada, conseguiu conquistar o título. Poderia aqui analisar o último duelo da equipe, contra o Werder Bremen, mas convenhamos, não foi um duelo, foi um massacre. Após a goleada que sofreu do Stuttgart, na 31ª rodada, muitos acreditavam que o Wolfsburg não suportaria a pressão de brigar pelo troféu. Que engano! Nos últimos três jogos decisivos, quando era perseguido por 4 rivais, o Wolfsburg venceu todos os três, marcando nada menos que 13 gols. Portanto, vou utilizar minhas palavras para elogiar o que os campeões fizeram ao longo da temporada, não somente nesta chinelada sobre o Werder Bremen.
Toda a equipe está de parabéns pela conquista. O técnico Felix Magath, apesar de ter feito a bobeira de divulgar que está de contrato assinado para treinar o Schalke 04, na próxima temporada, em um momento delicado do torneio, organizou uma equipe que atua numa sincronia perfeita. A defesa, mostrou uma solidez impressionante, a começar pelo goleiro suiço Benaglio, que sempre que era exigido, realizava seu trabalho com maestria. Durante a arrancada do 2º turno, as posições de lateral-direito e quarto-zagueiro, sofreram algumas modificações, porém o lateral-esquerdo Schafer e o zagueiro-central Barzagli estiveram sempre presentes e sempre com atuações impecáveis. Sobre Schafer já havia dito antes que, pelo campeonato realizado, a vaga de titular na Seleção é dele. A cada partida eu ficava mais impressionado com sua capacidade de atacar e defender de maneira homogênea e não tenho nenhum medo de dizer que ele é um jogador completo. Já o Barzagli é um zagueiro italiano, ou seja, meio caminho andado para ser um grande jogador. Campeão do Mundo com a Itália, em 2006, Barzagli mostrou ser um zagueiro que não deve nada aos grandes defensores da atualidade. Sua velocidade e capacidade de antecipação, o fazem ser uma muralha.
O setor de meio-de-campo foi o ponto de equilíbrio da equipe. Os jogadores que formaram o losango neste setor, deram a segurança necessária para a defesa e o apoio para não deixar o ataque isolado. O principal marcador no meio-campo foi o brasileiro e capitão da equipe Josué. Lembram do papel de Josué no São Paulo que foi Campeão do Mundo em 2005? Pois é, ele continua fazendo aquilo tudo. Poucos jogadores são tão voluntariosos quanto Josué, que passa a partida inteira correndo para seus companheiros trabalharem com mais tranquilidade, sejam eles atacantes ou defensores. Se o vértice direito do losango não teve um dono cativo ao longo da campanha, Gentner pela esquerda realizou seu papel de maneira tão espetacular que foi convocado para a Seleção Alemã. Jogador muito dinâmico, Gentner formou uma excelente dupla com Schafer na esquerda, porém volta e meia aparecia em outros pontos do campo. Na ponta ofensiva do losango estava o incrível Misimovic. É realmente de encher os olhos a inteligência ofensiva deste bósnio. Quando a bola está em seus pés, não tem aquele negócio de toque para trás ou passe burocrático, ele sempre busca organizar uma jogada que leve perigo ao adversário. Por este estilo de passes verticais e incisivos que Misimovic terminou a competição como líder de assistências, com 20 passes para gols. Sem ele, a dupla de ataque do Wolfsburg não seria a mesma.
Por falar em dupla de ataque, não tem como não se encantar com o que Grafite e Dzeko mostraram nesta Bundesliga. O entrosamento e a afinidade entre o brasileiro e o bósnio é algo difícil de se ver no futebol. Apesar de algumas raras vezes o instinto de centroavante ter aparecido e uma jogada individual ter sido priorizada, foi muito legal de ver a falta de egoísmo presente entre a dupla. E o mais incrível foi a qualidade mostrada pelos dois jogadores que no início do torneio não figuravam entre os candidatos à artilharia. Grafite mostrou estar no ápice de sua forma física e técnica, e balançou as redes de tudo quanto é maneira. Se você não assistiu ao gol que ele marcou na goleada de 5 a 1 sobre o Bayern, faça isso. É de outro mundo. Reparem nos recordes que os 28 gols marcaods por Grafite e os 26 marcados por Dzeco bateram. Pela primeira vez na história da Bundesliga dois jogadores de uma mesma equipe ultrapassam os 20 gols marcados. Com os 54 gols marcados em conjunto, a dupla ultrapssou os 53 marcados pela lendária dupla Gerd Muller/Uli Hoeness, do Bayern de Munique, na temporada 72/73. Agora Grafite é, ao lado do também brasileiro Aílton, o estrangeiro com mais gols na história da Bundesliga.
Agora está explicado o motivo de minha felicidade.
PARABÉNS, WOLFSBURG!
Corinthians 2 x 1 Barueri
Cruzeiro 2 x 0 Vitória
Goiás 0 x 1 Internacional
Atlético Paranaense 2 x 3 Náutico
Grêmio 2 x 0 Botafogo
Fluminense 1 x 4 Santos
Palmeiras 0 x 0 São Paulo
Santo André 1 x 2 Flamengo
Sport 2 x 3 Atlético Mineiro
Avaí 2 x 2 Coritiba
SÉRIE B
Bragantino 2 x 0 Duque de Caxias
Campinense 1 x 2 Guarani
América 3 x 1 Paraná
Vila Nova 1 x 0 São Caetano
Bahia 1 x 0 Ceará
Vasco 3 x 0 Atlético Goianiense
Figueirense 1 x 2 Portuguesa
Fortaleza 2 x 3 Brasiliense
Ponte Preta 1 x 2 Ipatinga
Juventude 2 x 0 ABC
Olá amigos do FUTEBOLA!
O domingo parecia que seria negro para os torcedores cariocas. O Fluminense levou uma verdadeira sapatada do Santos, em pleno Maracanã, e o Fogão não teve forças para segurar o fortíssimo time do Grêmio. Mas no complemento da rodada, o Flamengo conseguiu salvar a honra carioca com mais uma atuação excelente de Íbson e com Josiel mostrando o faro de gol que o fez ser artilheiro do Brasileirão de 2007. Já na Série B, tudo continua perfeito para o Vasco.Vamos aos comentários dos jogos que consegui assistir:
Grêmio 2 x 0 Botafogo – Olímpico, Porto Alegre (RS)
Santo André 1 x 2 Flamengo – Bruno José Daniel, São Paulo (SP)
MANDOU BEM!
- Realmente foi digna de aplausos a atuação do Grêmio contra o Botafogo, no Olímpico. O volume de jogo da equipe gaúcha foi muito grande e, só no 1º tempo, foram 5 claras oportunidades de abrir o placar. Sabem o que é mais incrível? Em todas elas o meia Souza esteve presente. Pela direita, pela esquerda, pelo meio, cruzando, chutando, dando um lindo passe por cima, que Fábio Santos completou de primeira, ou seja, fez de tudo um pouco o Souza. Além do meia ex-São Paulo, o Tricolor se mostrou muito completo, tanto defensivamente quanto ofensivamente. Tudo bem que o Botafogo pouco agrediu, o que facilitou a vida do bom sistema defensivo gremista, porém o ataque foi uma verdadeira máquina. Com Tcheco muito mais presente nas organizações das jogadas, se comparado ao jogo da 1ª rodada, contra Santos, os alas Ruy e Fábio Santos aparecendo constantemente e a dupla de ataque Máxi López/Jonas, sabendo a hora de finalizar e de trabalhar a pelota, o Botafogo foi literalmente atropelado em campo. E tem mais! Além de eficiente, o futebol apresentado pelo Grêmio foi de uma beleza imensa. O citado lance em que Souza assistiu Fábio Santos e o passe de letra de Máxi López para o gol do mesmo Fábio Santos, são apenas dois exemplos de como o Tricolor jogou bonito. Resumo da ópera: O Grêmio venceu e convenceu.
- Uma frase de um amigo que assistia ao jogo entre Flamengo e Santo André, ao meu lado, resume mais uma atuação do Íbson. Após uma jogada pelo lado direito do campo onde Íbson encontrou um companheiro livre na esquerda, meu amigo indignado disse: “E o Elano é o titular da Seleção.”. E olhem que este amigo torce pelo Fluminense, ou seja, falou sem nenhuma paixão clubística. Realmente o meia rubro-negro tá jogando uma barbaridade. Atualmente é inimaginável pensar no Flamengo jogando bem sem o Íbson, pois tudo que o Flamengo cria, tem sua participação. Nesta partida em especial, o meia foi muito bem ajudado pelos alas flamenguistas. Ah... Léo Moura e Juan voltaram a apresentar um bom futebol, pode estar pensando quem não assistiu a partida. Nada disso. Foi Éverton Silva, pela direita e Éverton, pela esquerda, realizaram excelente partida, principalmente o primeiro. Com um fôlego impressionante Éverton Silva participava das jogadas ofensivas e voltava para fechar o seu lado defensivo. Um leão em campo. Um de seus lances mais belos, foi após receber um passe de Íbson, chegar até o fundo do campo e cruzar a pelota nos pés de Obina, que isolou por cima do gol. Tem tempo que Léo Moura não faz uma jogada assim e que Obina perde gols assim.
- Enfim Josiel desencantou. Após ser sacado da equipe titular quando estava vivendo ótima fase na Taça Rio, e passar por um período de seca de gols, Josiel finalmente voltou a sacudir o filó. Aproveitando duas assistências de Íbson, o centroavante deu a vitória ao Flamengo com um belo gol de cabeça e uma pintura ao encobrir o goleiro. Será que a má fase do “Homem das Cavernas” passou? Só o tempo dirá. E espero que o Cuca não seja, uma vez mais, incoerente para barrar Josiel quando ele acaba de tirar algumas muitas toneladas de suas próprias costas.
MANDOU MAL!
- O Botafogo até que mostrou vontade para segurar o Grêmio, mas faltou qualidade. As saídas de Thiago Neves do Fluminense e de Íbson do Flamengo serão muito sentidas pelos respectivos times, porém o Botafogo ter perdido o Maicosuel se mostra um problema muito mais difícil de ser solucionado. A criatividade na organização das jogadas ofensivas do Fogão, foi reduzida a quase nada com a saída do “Mago”, já que Túlio Souza e Rodrigo Dantas não possuem a qualidade necessária para fazer a equipe alvi-negra jogar. Quem viu o Botafogo com Maicosuel e assistiu a partidas contra Grêmio, começa a acreditar que uma andorinha só pode sim fazer o verão. Além de não poder mais contar com o melhor jogador do Cariocão 2009, o Botafogo ainda sofre com a contusão de Reinaldo, o agora principal jogador do time. Problema daqui, problema dali e o resultado foi que, exceção uma cabeçada de Victor Simões, o Botafogo só assustou em bolas paradas do Juninho. É claro que de uma hora para outra o Rodrigo Dantas pode estourar e começar a jogar um bolão, porém esta não pode ser a única esperança para o Botafogo fazer uma boa campanha no Brasileirão. A volta de Lúcio Flávio seria uma boa? Parece ser a solução rápida mais plausível para fazer a equipe se organizar. Em todo caso, o Ney Franco terá mais trabalho do que imaginava.
- A situação está cada vez pior para o atacante do Flamengo Obina. Vem jogo, vai jogo e ele não consegue balançar as redes. E pior, nada de útil produz para a equipe. Nas condições físicas e técnicas em que ele se encontra, não está apto a ser titular de um time que, como o Flamengo, espera terminar no topo da tabela. No momento, parece que o melhor para o Flamengo e para o próprio Obina, é que o centroavante busque novos ares.
JOGADA RÁPIDA!
- Sou grande fã dele, e como tal não poderia deixar de elogiá-lo. Com dois gols do “Gladiador” Kléber, o Cruzeiro venceu o Vitória e, mesmo com a cabeça no jogo com o São Paulo, pela Libertadores, se mantém na parte de cima da tabela. Falando em parte de cima, quem vai parar o líder Internacional? Quem vai parar o garoto Taison?
ENQUANTO ISSO NA ALEMANHA…
- O Bayern de Munique, escorado na qualidade de Ribéry, conseguiu uma excelente vitória sobre o Stuttgart. Dois fatos saltaram aos olhos neste duelo. O primeiro, e não é nenhuma novidade, é a dependência do Bayern de uma boa atuação de Ribéry. Quando o francês joga bem, o time anda, caso contrário, nada produz ofensivamente. Desta vez, para a sorte dos bávaros, Ribéry estava em seu dia e sua equipe conquistou a vaga na Champions League. O segundo fato, foi a apatia do Stuttgart em campo. Para um time que realizou um 2º turno excelente, acabou de ter 4 jogadores convocados para a Seleção Alemã (Trasch, Hitzsperger, Cacau e Mário Gómez) e brigava por uma vaga na Champions League, os 15 minutos de bom futebol apresentado pela equipe, após o Bayern abrir o placar, foi muito pouco. Para a sorte do Stuttgart, o time conseguiu pelo menos uma vaga na fase Pré-Champions League, já que o Hertha Berlim levou uma incrível goleada de 5 a 0 do lanterna Karlsruher.
- Realmente estou muito feliz com o novo Campeão Alemão, o Wolfsburg. O time dos “Lobos” terminou o 1º turno na 9ª colocação e, após uma incrível arrancada, conseguiu conquistar o título. Poderia aqui analisar o último duelo da equipe, contra o Werder Bremen, mas convenhamos, não foi um duelo, foi um massacre. Após a goleada que sofreu do Stuttgart, na 31ª rodada, muitos acreditavam que o Wolfsburg não suportaria a pressão de brigar pelo troféu. Que engano! Nos últimos três jogos decisivos, quando era perseguido por 4 rivais, o Wolfsburg venceu todos os três, marcando nada menos que 13 gols. Portanto, vou utilizar minhas palavras para elogiar o que os campeões fizeram ao longo da temporada, não somente nesta chinelada sobre o Werder Bremen.
Toda a equipe está de parabéns pela conquista. O técnico Felix Magath, apesar de ter feito a bobeira de divulgar que está de contrato assinado para treinar o Schalke 04, na próxima temporada, em um momento delicado do torneio, organizou uma equipe que atua numa sincronia perfeita. A defesa, mostrou uma solidez impressionante, a começar pelo goleiro suiço Benaglio, que sempre que era exigido, realizava seu trabalho com maestria. Durante a arrancada do 2º turno, as posições de lateral-direito e quarto-zagueiro, sofreram algumas modificações, porém o lateral-esquerdo Schafer e o zagueiro-central Barzagli estiveram sempre presentes e sempre com atuações impecáveis. Sobre Schafer já havia dito antes que, pelo campeonato realizado, a vaga de titular na Seleção é dele. A cada partida eu ficava mais impressionado com sua capacidade de atacar e defender de maneira homogênea e não tenho nenhum medo de dizer que ele é um jogador completo. Já o Barzagli é um zagueiro italiano, ou seja, meio caminho andado para ser um grande jogador. Campeão do Mundo com a Itália, em 2006, Barzagli mostrou ser um zagueiro que não deve nada aos grandes defensores da atualidade. Sua velocidade e capacidade de antecipação, o fazem ser uma muralha.
O setor de meio-de-campo foi o ponto de equilíbrio da equipe. Os jogadores que formaram o losango neste setor, deram a segurança necessária para a defesa e o apoio para não deixar o ataque isolado. O principal marcador no meio-campo foi o brasileiro e capitão da equipe Josué. Lembram do papel de Josué no São Paulo que foi Campeão do Mundo em 2005? Pois é, ele continua fazendo aquilo tudo. Poucos jogadores são tão voluntariosos quanto Josué, que passa a partida inteira correndo para seus companheiros trabalharem com mais tranquilidade, sejam eles atacantes ou defensores. Se o vértice direito do losango não teve um dono cativo ao longo da campanha, Gentner pela esquerda realizou seu papel de maneira tão espetacular que foi convocado para a Seleção Alemã. Jogador muito dinâmico, Gentner formou uma excelente dupla com Schafer na esquerda, porém volta e meia aparecia em outros pontos do campo. Na ponta ofensiva do losango estava o incrível Misimovic. É realmente de encher os olhos a inteligência ofensiva deste bósnio. Quando a bola está em seus pés, não tem aquele negócio de toque para trás ou passe burocrático, ele sempre busca organizar uma jogada que leve perigo ao adversário. Por este estilo de passes verticais e incisivos que Misimovic terminou a competição como líder de assistências, com 20 passes para gols. Sem ele, a dupla de ataque do Wolfsburg não seria a mesma.
Por falar em dupla de ataque, não tem como não se encantar com o que Grafite e Dzeko mostraram nesta Bundesliga. O entrosamento e a afinidade entre o brasileiro e o bósnio é algo difícil de se ver no futebol. Apesar de algumas raras vezes o instinto de centroavante ter aparecido e uma jogada individual ter sido priorizada, foi muito legal de ver a falta de egoísmo presente entre a dupla. E o mais incrível foi a qualidade mostrada pelos dois jogadores que no início do torneio não figuravam entre os candidatos à artilharia. Grafite mostrou estar no ápice de sua forma física e técnica, e balançou as redes de tudo quanto é maneira. Se você não assistiu ao gol que ele marcou na goleada de 5 a 1 sobre o Bayern, faça isso. É de outro mundo. Reparem nos recordes que os 28 gols marcaods por Grafite e os 26 marcados por Dzeco bateram. Pela primeira vez na história da Bundesliga dois jogadores de uma mesma equipe ultrapassam os 20 gols marcados. Com os 54 gols marcados em conjunto, a dupla ultrapssou os 53 marcados pela lendária dupla Gerd Muller/Uli Hoeness, do Bayern de Munique, na temporada 72/73. Agora Grafite é, ao lado do também brasileiro Aílton, o estrangeiro com mais gols na história da Bundesliga.
Agora está explicado o motivo de minha felicidade.
PARABÉNS, WOLFSBURG!
domingo, 24 de maio de 2009
Grandes Clássicos - São Paulo x Palmeiras 1971
Grandes Clássicos - São Paulo x Palmeiras 1971
Olá amigos do FUTEBOLA!
O Brasileirão ainda não começou a pegar fogo, até por causa da Copa do Brasil e da Libertadores, porém, clássico é clássico e neste domingo teremos São Paulo x Palmeiras. Se hoje os dois times são fortes, em 1971 eles eram verdadeiras Seleções numa época em que o nosso futebol era o maior do planeta. Neste ano, o Verdão e o Tricolor decidiram o Paulistão em uma final emocionante que agora lhes conto como foi.
No início da década de 1970, não seria nenhum exagero afirmar que os maiores jogadores do mundo se encontravam em São Paulo. Só para citar exemplos pontuais, tínhamos Pelé (Santos), Rivelino (Corinthians), Gérson (São Paulo) e Ademir da Guia (Palmeiras). Com exceção do alvi-verde Ademir, o que por sinal muitos consideram sua ausência na Seleção uma grande injustiça, os outro craques haviam sido pilares da conquista do Brasil na Copa do Mundo de 1970. Não só o futebol paulista, mas o brasileiro em geral, estava vivendo sua época de ouro. Grandes craques internacionais como os zagueiros Ancheta, uruguaio, e Figueroa, chileno, dois dos melhores em suas posições, optaram por vir jogar no Brasil, respectivamente no Grêmio e Internacional, tamanho alto nível do nosso futebol. Se aproveitando desta época gloriosa, onde em nossos gramados se jogava o melhor futebol do mundo, o São Paulo foi em busca de uma contratação qua abalaria o futebol brasileiro.
Na década de 60, o Peñarol era sem sombras de dúvidas um dos maiores times do planeta. A equipe uruguaia havia conquistado a Taça Libertadores em 1960, 1961 e 1966, sendo que após as duas últimas, também conquistou o Mundial de Clubes. Some a estas conquistas continentais, nada menos do que 7 Campeonatos Uruguaios e está colocada em números a força do Peñarol. Um dos maiores jogadores uruguaios, talvez o maior, nesta época, era o meia Pedro Rocha, que em 1970 disputou sua terceira Copa do Mundo. Todos os apreciadores do bom futebol esperavam muito de Pedro Rocha na Copa do México, porém uma contusão, logo na estréia, não os permitiu ver toda a magia do uruguaio. Para se ter uma idéia da qualidade de Pedro Rocha, no final da década de 60, mais exatamente em 1968, a FIFA convocou uma Seleção com os melhores jogadores do mundo e ele estava presente. Juntamente com a convocação, veio uma lista de Pelé com os cinco maiores jogadores do mundo na opinião do rei e Pedro Rocha também estava nela. Pois é, foi este craque que o São Paulo foi buscar para fortalecer a equipe na busca pelo Bi-Campeonato Paulista, em 1971.
Reza a lenda, que Pedro Rocha demorou a se adaptar ao futebol brasileiro por ser boicotado pelos seus companheiros de time. O São Paulo contava com muitos cobras, o que poderia ter gerado um certo ciúme do uruguaio, e um outro ponto de insatisfação teria sido a mudança na organização da equipe, já que Pedro Rocha jogava na mesma posição de Gérson. O “Canhotinha de Ouro” já era um jogador consagrado no Brasil e, logo após sua chegada ao São Paulo, ele ajudou a equipe a sair de um jejum de 13 anos sem o título paulista, com o título estadual de 1970, se tornando um grande ídolo tricolor. Um outro fator que também desestabilizou a cabeça dos atletas são-paulinos, foi um problema cardíaco que atingiu o líder da equipe Roberto Dias. Maior jogador tricolor na sofrida década de 60, onde todos os esforços da diretoria eram investidos na construção do Morumbi, o zagueiro Roberto era um verdadeiro símbolo do São Paulo, que agora não poderia mais estar nos campos. Porém, com o tempo e a competência do lendário treinador Osvaldo Brandão, para a felicidade dos torcedores tricolores, Pedro Rocha conseguiu se encaixar com seus companheiros e com o sistema da equipe. A primeira mostra da genialidade do uruguaio veio na 4ª rodada do Paulistão de 1971. O São Paulo iria enfrentar o Palmeiras, que havia vencido os seus três primeiros jogos da competição, logo após ser derrotado pela Portuguesa. Um novo revés poderia ser o início de um período ruim para o Tricolor e, para assustar mais ainda, o Palmeiras saiu na frente na partida. Foi aí que Pedro Rocha começou a entrar para a galeria de ídolos do São Paulo, ao marcar os dois gols da virada e evitar que o Palmeiras disparasse na ponta da tabela.
Esta vitória se tornou ainda mais importante com o desenrolar do torneio, que a cada rodada que passava mostrava que a briga pelo título seria mesmo entre Palmeiras e São Paulo. Impressionante que estes dois times tenham mantido um rendimento tão alto, retirando o Santos de Pelé e o Corinthians de Rivelino da disputa pelo caneco. Assim como o São Paulo, o Palmeiras era uma equipe sensacional. Do goleiro ao ponta-esquerda, o Verdão possuía uma penca de craques: o grande e seguro goleiro Leão, o técnico e raçudo zagueiro Luís Pereira, o guerreiro clássico Dudu e o rápido e mortal Leivinha. Todas as estrelas girando ao redor do sol alvi-verde, chamado de Ademir da Guia.
O “Divino”, como era conhecido Ademir, era um daqueles jogadores geniais dentro e fora de campo. Mesmo sua aparência tímida e tranquila não o impedia de liderar uma equipe recheada de craques, pois todos os jogadores viam o exemplo de atleta que era. Jogador de técnica rara, até mesmo para os padrões da época, era Ademir quem fazia o Palmeiras jogar. Com passes e lançamentos precisos e preciosos, Ademir possuía a incrível capacidade de iniciar uma jogada e ele mesmo concuí-la. Um fato interessante de se perceber é que, neste início dos anos 70, muitas equipes brasileiras começavam a se organizar em campo com um atacante mais recuado, ficando com três homens na linha de meio-campo. Um exemplo disto era o próprio São Paulo, com um trio formado por Édson/Gérson/Pedro Rocha que para muitos é o maior meio-de-campo da história tricolor. O Palmeiras, entretanto, permanecia com seus 4 atacantes e Dudu e Ademir tomando conta do meio. Dudu defendia contando com a ajuda de Ademir e Ademir atacava contando com a ajuda de Dudu. Talvez somente Pelé e Coutinho, no início dos anos 60, se entendessem tão bem quanto a dupla de meias do Verdão.
Como havia citado anteriormente, com o caminhar do 1º turno, a briga pelo título foi se polarizando entre São Paulo e Palmeiras. A última rodada deste turno foi simplesmente espetacular. Palmeiras e São Paulo encontravam-se empatados na tabela de classificação. Os jogos seriam Palmeiras x Corinthians e Guarani x São Paulo. Enquanto o Palmeiras abria 2 a 0 no Timão, com 8 minutos de jogo, o Canhotinha Gérson era expulso no jogo em Campinas. O torcedor tricolor não teve como não se desesperar. Porém, o incrível aconteceu. Em uma das maiores viradas do futebol brasileiro, o Corinthians bateu o Palmeiras por 4 a 3 e o Tricolor venceu heroicamente o Bugre por 1 a 0. Mantendo o ritmo do 1º turno, São Paulo e Palmeiras não deram chances aos seus rivais e chegaram a última rodada do torneio com apenas 1 ponto os separando. Este ponto a mais pertencia ao São Paulo que teria a vantagem de empatar a partida derradeira contra o... Palmeiras. Isso mesmo. O título de Campeão Paulista de 1971 seria decidido em um único jogo. Leão, Luís Pereira, Dudu, Gérson, Pedro Rocha, Ademir da Guia, Leivinha, Toninho Guerreiro... Em nenhum lugar do mundo se jogava um futebol como o que iria se jogar no Morumbi naquela tarde de junho de 1971.
Não é necessário falar que a cidade de São Paulo parou no dia 27 de junho. O público presente no Morumbi ultrapassava 110 mil torcedores e, tenho certeza, nenhum deles saiu do estádio com as unhas inteiras. O jogo foi de uma intensidade comum as grandes decisões e tudo podia se esperar desde o primeiro ao último minuto. Logo no início da partida, 5 minutos após o apito do árbitro Armando Marques, o zagueiro alvi-verde Minuca escorou mal um cruzamento do ponta tricolor Paraná e a bola sobrou nos pés de Toninho Guerreiro. Não tinha outra alternativa para a pelota a não ser parar no fundo da rede. A grandiosidade de craques produzidos no nosso país, faz com que alguns deles recebam menos méritos do que merecem e Toninho Guerreiro é um exemplo deste caso. No final da década de 60, Toninho fazia parte do segundo esquadrão do Santos que foi Tri-Campeão em 67/68/69 e marcou quase 300 gols pelo Peixe, se sagrando ainda artilheiro do Paulistão de 1966. Após ser contratado pelo São Paulo, logo no primeiro Campeonato Paulista disputado, em 1970, também terminou no topo da artilharia sendo muito importante na conquista tricolor. Agora, nesta decisão contra o Palmeiras, Toninho escrevia mais uma página de sua gloriosa história ao marcar este gol logo aos 5 minutos de jogo.
Após o gol sofrido, o Palmeiras acusou o golpe. Mesmo precisando somente do empate para levantar a taça, o São Paulo, percebendo que o Verdão estava abalado, partiu para cima e levou muito perigo à meta defendida por Leão. Os meias tricolores, e até Toninho Guerreiro, exploravam a velocidade dos pontas Paraná ,“um trator pela ponta-esquerda”*, e Terto que “era um foguete”*. Até o fim da 1ª etapa, o jogo permaneceu desta maneira. O São Paulo pressionando e o Palmeiras pouco conseguindo produzir. Manter a postura seria o ideal para o Tricolor no 2º tempo, mas não foi o que ocorreu. Talvez por relaxamento, talvez por cansaço, o São Paulo decidiu recuar e, claro, o Palmeiras foi pra cima. Aos 22 minutos, o lance que entraria para a história. Em um dos lances em que a equipe alvi-verde abafava o São Paulo, a bola sobra na direita para o lateral Eurico que cruza na cabeça de Leivinha. Exímio cabeceador, Leivinha escora a bola para o fundo das redes. Era o gol da esperança palmeirense. Com mais de 20 minutos de jogo pela frente, seria difícil o Tricolor segurar o forte ataque verde. Porém, Armando Marques anulou o gol por acreditar ter sido marcado com a mão. Até hoje, os jogadores do Verdão que estavam em campo reclamam deste lance. Os torcedores então, afirmam que se o gol tivesse sido validado, a taça seria do Palmeiras. O fato é que após o gol anulado, o Verdão perdeu o controle do jogo e dos nervos, como ilustram as expulsões de Eurico e Fedato, e não teve força para buscar a virada.
O apito final colocou na história um dos maiores times que o São Paulo já possuiu, consagrando um trio de meias, Édson, Gérson e Pedro Rocha, que quem viu nunca vai esquecer. Quem também entrou para a história com esta conquista, foi Toninho Guerreiro. Após o Tri paulista de 67/68/69, com o Santos, Toninho agora era bi com o São Paulo, conseguindo a façanha de vencer 5 Campeonatos Paulistas seguidos, sendo o único, até hoje, a conseguir este feito.
São Paulo 1 x 0 Palmeiras
27 de junho de 1971
Morumbi – Público: 103887 pagantes
Gol: Toninho Guerreiro (SPa) aos 5´ do 1º tempo
São Paulo: Sérgio; Forlan, Jurandir, Arlindo e Gilberto Sorriso; Édson, Gérson e Pedro Rocha (Carlos Alberto); Terto, Toninho Guerreiro e Paraná. Técnico: Osvaldo Brandão
Palmeiras: Leão; Eurico, Luís Pereira, Minuca e Dé; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, César e Pio (Fedato). Técnico: Mário Travaglini.
*Mini-Enciclopédia do Futebol Brasileiro – Lance!
Olá amigos do FUTEBOLA!
O Brasileirão ainda não começou a pegar fogo, até por causa da Copa do Brasil e da Libertadores, porém, clássico é clássico e neste domingo teremos São Paulo x Palmeiras. Se hoje os dois times são fortes, em 1971 eles eram verdadeiras Seleções numa época em que o nosso futebol era o maior do planeta. Neste ano, o Verdão e o Tricolor decidiram o Paulistão em uma final emocionante que agora lhes conto como foi.
No início da década de 1970, não seria nenhum exagero afirmar que os maiores jogadores do mundo se encontravam em São Paulo. Só para citar exemplos pontuais, tínhamos Pelé (Santos), Rivelino (Corinthians), Gérson (São Paulo) e Ademir da Guia (Palmeiras). Com exceção do alvi-verde Ademir, o que por sinal muitos consideram sua ausência na Seleção uma grande injustiça, os outro craques haviam sido pilares da conquista do Brasil na Copa do Mundo de 1970. Não só o futebol paulista, mas o brasileiro em geral, estava vivendo sua época de ouro. Grandes craques internacionais como os zagueiros Ancheta, uruguaio, e Figueroa, chileno, dois dos melhores em suas posições, optaram por vir jogar no Brasil, respectivamente no Grêmio e Internacional, tamanho alto nível do nosso futebol. Se aproveitando desta época gloriosa, onde em nossos gramados se jogava o melhor futebol do mundo, o São Paulo foi em busca de uma contratação qua abalaria o futebol brasileiro.
Na década de 60, o Peñarol era sem sombras de dúvidas um dos maiores times do planeta. A equipe uruguaia havia conquistado a Taça Libertadores em 1960, 1961 e 1966, sendo que após as duas últimas, também conquistou o Mundial de Clubes. Some a estas conquistas continentais, nada menos do que 7 Campeonatos Uruguaios e está colocada em números a força do Peñarol. Um dos maiores jogadores uruguaios, talvez o maior, nesta época, era o meia Pedro Rocha, que em 1970 disputou sua terceira Copa do Mundo. Todos os apreciadores do bom futebol esperavam muito de Pedro Rocha na Copa do México, porém uma contusão, logo na estréia, não os permitiu ver toda a magia do uruguaio. Para se ter uma idéia da qualidade de Pedro Rocha, no final da década de 60, mais exatamente em 1968, a FIFA convocou uma Seleção com os melhores jogadores do mundo e ele estava presente. Juntamente com a convocação, veio uma lista de Pelé com os cinco maiores jogadores do mundo na opinião do rei e Pedro Rocha também estava nela. Pois é, foi este craque que o São Paulo foi buscar para fortalecer a equipe na busca pelo Bi-Campeonato Paulista, em 1971.
Reza a lenda, que Pedro Rocha demorou a se adaptar ao futebol brasileiro por ser boicotado pelos seus companheiros de time. O São Paulo contava com muitos cobras, o que poderia ter gerado um certo ciúme do uruguaio, e um outro ponto de insatisfação teria sido a mudança na organização da equipe, já que Pedro Rocha jogava na mesma posição de Gérson. O “Canhotinha de Ouro” já era um jogador consagrado no Brasil e, logo após sua chegada ao São Paulo, ele ajudou a equipe a sair de um jejum de 13 anos sem o título paulista, com o título estadual de 1970, se tornando um grande ídolo tricolor. Um outro fator que também desestabilizou a cabeça dos atletas são-paulinos, foi um problema cardíaco que atingiu o líder da equipe Roberto Dias. Maior jogador tricolor na sofrida década de 60, onde todos os esforços da diretoria eram investidos na construção do Morumbi, o zagueiro Roberto era um verdadeiro símbolo do São Paulo, que agora não poderia mais estar nos campos. Porém, com o tempo e a competência do lendário treinador Osvaldo Brandão, para a felicidade dos torcedores tricolores, Pedro Rocha conseguiu se encaixar com seus companheiros e com o sistema da equipe. A primeira mostra da genialidade do uruguaio veio na 4ª rodada do Paulistão de 1971. O São Paulo iria enfrentar o Palmeiras, que havia vencido os seus três primeiros jogos da competição, logo após ser derrotado pela Portuguesa. Um novo revés poderia ser o início de um período ruim para o Tricolor e, para assustar mais ainda, o Palmeiras saiu na frente na partida. Foi aí que Pedro Rocha começou a entrar para a galeria de ídolos do São Paulo, ao marcar os dois gols da virada e evitar que o Palmeiras disparasse na ponta da tabela.
Esta vitória se tornou ainda mais importante com o desenrolar do torneio, que a cada rodada que passava mostrava que a briga pelo título seria mesmo entre Palmeiras e São Paulo. Impressionante que estes dois times tenham mantido um rendimento tão alto, retirando o Santos de Pelé e o Corinthians de Rivelino da disputa pelo caneco. Assim como o São Paulo, o Palmeiras era uma equipe sensacional. Do goleiro ao ponta-esquerda, o Verdão possuía uma penca de craques: o grande e seguro goleiro Leão, o técnico e raçudo zagueiro Luís Pereira, o guerreiro clássico Dudu e o rápido e mortal Leivinha. Todas as estrelas girando ao redor do sol alvi-verde, chamado de Ademir da Guia.
O “Divino”, como era conhecido Ademir, era um daqueles jogadores geniais dentro e fora de campo. Mesmo sua aparência tímida e tranquila não o impedia de liderar uma equipe recheada de craques, pois todos os jogadores viam o exemplo de atleta que era. Jogador de técnica rara, até mesmo para os padrões da época, era Ademir quem fazia o Palmeiras jogar. Com passes e lançamentos precisos e preciosos, Ademir possuía a incrível capacidade de iniciar uma jogada e ele mesmo concuí-la. Um fato interessante de se perceber é que, neste início dos anos 70, muitas equipes brasileiras começavam a se organizar em campo com um atacante mais recuado, ficando com três homens na linha de meio-campo. Um exemplo disto era o próprio São Paulo, com um trio formado por Édson/Gérson/Pedro Rocha que para muitos é o maior meio-de-campo da história tricolor. O Palmeiras, entretanto, permanecia com seus 4 atacantes e Dudu e Ademir tomando conta do meio. Dudu defendia contando com a ajuda de Ademir e Ademir atacava contando com a ajuda de Dudu. Talvez somente Pelé e Coutinho, no início dos anos 60, se entendessem tão bem quanto a dupla de meias do Verdão.
Como havia citado anteriormente, com o caminhar do 1º turno, a briga pelo título foi se polarizando entre São Paulo e Palmeiras. A última rodada deste turno foi simplesmente espetacular. Palmeiras e São Paulo encontravam-se empatados na tabela de classificação. Os jogos seriam Palmeiras x Corinthians e Guarani x São Paulo. Enquanto o Palmeiras abria 2 a 0 no Timão, com 8 minutos de jogo, o Canhotinha Gérson era expulso no jogo em Campinas. O torcedor tricolor não teve como não se desesperar. Porém, o incrível aconteceu. Em uma das maiores viradas do futebol brasileiro, o Corinthians bateu o Palmeiras por 4 a 3 e o Tricolor venceu heroicamente o Bugre por 1 a 0. Mantendo o ritmo do 1º turno, São Paulo e Palmeiras não deram chances aos seus rivais e chegaram a última rodada do torneio com apenas 1 ponto os separando. Este ponto a mais pertencia ao São Paulo que teria a vantagem de empatar a partida derradeira contra o... Palmeiras. Isso mesmo. O título de Campeão Paulista de 1971 seria decidido em um único jogo. Leão, Luís Pereira, Dudu, Gérson, Pedro Rocha, Ademir da Guia, Leivinha, Toninho Guerreiro... Em nenhum lugar do mundo se jogava um futebol como o que iria se jogar no Morumbi naquela tarde de junho de 1971.
Não é necessário falar que a cidade de São Paulo parou no dia 27 de junho. O público presente no Morumbi ultrapassava 110 mil torcedores e, tenho certeza, nenhum deles saiu do estádio com as unhas inteiras. O jogo foi de uma intensidade comum as grandes decisões e tudo podia se esperar desde o primeiro ao último minuto. Logo no início da partida, 5 minutos após o apito do árbitro Armando Marques, o zagueiro alvi-verde Minuca escorou mal um cruzamento do ponta tricolor Paraná e a bola sobrou nos pés de Toninho Guerreiro. Não tinha outra alternativa para a pelota a não ser parar no fundo da rede. A grandiosidade de craques produzidos no nosso país, faz com que alguns deles recebam menos méritos do que merecem e Toninho Guerreiro é um exemplo deste caso. No final da década de 60, Toninho fazia parte do segundo esquadrão do Santos que foi Tri-Campeão em 67/68/69 e marcou quase 300 gols pelo Peixe, se sagrando ainda artilheiro do Paulistão de 1966. Após ser contratado pelo São Paulo, logo no primeiro Campeonato Paulista disputado, em 1970, também terminou no topo da artilharia sendo muito importante na conquista tricolor. Agora, nesta decisão contra o Palmeiras, Toninho escrevia mais uma página de sua gloriosa história ao marcar este gol logo aos 5 minutos de jogo.
Após o gol sofrido, o Palmeiras acusou o golpe. Mesmo precisando somente do empate para levantar a taça, o São Paulo, percebendo que o Verdão estava abalado, partiu para cima e levou muito perigo à meta defendida por Leão. Os meias tricolores, e até Toninho Guerreiro, exploravam a velocidade dos pontas Paraná ,“um trator pela ponta-esquerda”*, e Terto que “era um foguete”*. Até o fim da 1ª etapa, o jogo permaneceu desta maneira. O São Paulo pressionando e o Palmeiras pouco conseguindo produzir. Manter a postura seria o ideal para o Tricolor no 2º tempo, mas não foi o que ocorreu. Talvez por relaxamento, talvez por cansaço, o São Paulo decidiu recuar e, claro, o Palmeiras foi pra cima. Aos 22 minutos, o lance que entraria para a história. Em um dos lances em que a equipe alvi-verde abafava o São Paulo, a bola sobra na direita para o lateral Eurico que cruza na cabeça de Leivinha. Exímio cabeceador, Leivinha escora a bola para o fundo das redes. Era o gol da esperança palmeirense. Com mais de 20 minutos de jogo pela frente, seria difícil o Tricolor segurar o forte ataque verde. Porém, Armando Marques anulou o gol por acreditar ter sido marcado com a mão. Até hoje, os jogadores do Verdão que estavam em campo reclamam deste lance. Os torcedores então, afirmam que se o gol tivesse sido validado, a taça seria do Palmeiras. O fato é que após o gol anulado, o Verdão perdeu o controle do jogo e dos nervos, como ilustram as expulsões de Eurico e Fedato, e não teve força para buscar a virada.
O apito final colocou na história um dos maiores times que o São Paulo já possuiu, consagrando um trio de meias, Édson, Gérson e Pedro Rocha, que quem viu nunca vai esquecer. Quem também entrou para a história com esta conquista, foi Toninho Guerreiro. Após o Tri paulista de 67/68/69, com o Santos, Toninho agora era bi com o São Paulo, conseguindo a façanha de vencer 5 Campeonatos Paulistas seguidos, sendo o único, até hoje, a conseguir este feito.
São Paulo 1 x 0 Palmeiras
27 de junho de 1971
Morumbi – Público: 103887 pagantes
Gol: Toninho Guerreiro (SPa) aos 5´ do 1º tempo
São Paulo: Sérgio; Forlan, Jurandir, Arlindo e Gilberto Sorriso; Édson, Gérson e Pedro Rocha (Carlos Alberto); Terto, Toninho Guerreiro e Paraná. Técnico: Osvaldo Brandão
Palmeiras: Leão; Eurico, Luís Pereira, Minuca e Dé; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, César e Pio (Fedato). Técnico: Mário Travaglini.
*Mini-Enciclopédia do Futebol Brasileiro – Lance!
sábado, 23 de maio de 2009
FIGURINHA CARIMBADA - LUÍS CARLOS WINCK

Nome: Luís Carlos Coelho Winck
Data de nascimento: 5 de janeiro de 1963
Posição: lateral-direito
Seleção Brasileira – 19 jogos e 2 gols*
Clubes:
Internacional (1981 a 1989, 1991 e 1994)
Vasco (1989 a 1990 e 1992)
Grêmio (1993)
Corinthians (1993)
Atlético Mineiro (1994)
Botafogo (1995)
Flamengo (1995)
São José – RS (1996)
Títulos:
Campeonato Gaúcho – 1981, 1982, 1983, 1984, 1991 e 1994 – Internacional
Campeonato Brasileiro – 1989 – Vasco
Campeonato Carioca – 1992 - Vasco
Campeonato Gaúcho – 1993 – Grêmio
Destaques:
- Logo no início de sua carreira, Luís Carlos Winck teve a honra de fazer parte de um dos grandes esquadrões da história do Internacional, a equipe que se sagrou Tetra-Campeã Gaúcha em 1984. Jogando ao lado de grandes jogadores como Mauro Galvão, Dunga e o uruguaio Ruben Paz, um dos melhores meias da década de 80, Luís Carlos Winck teve tranquilidade para, desde muito novo,mostrar toda sua qualidade.
- Jogando muita bola na lateral do Internacional, Luís Carlos Winck conquistou o direito de disputar as Olimpíadas de 1984 (Los Angeles) e 1988 (Seul), período onde os profissionais que não tivessem disputado Copa do Mundo poderiam atuar. Em 1984, a Seleção Olímpica chegou a ser conhecida como Sele-Inter, devido ao grande número de jogadores colorados que defendiam o Brasil (apenas quatro não atuavam no Internacional). Em ambas as Olimpíadas Luís Carlos Winck voltou para a casa com a medalha de prata no peito. Se levarmos em consideração que antes de 1984 nunca havíamos conquistado um medalha no futebol, este é um feito e tanto.
Ainda pelo Internacional, agora já como um dos melhores laterais do país, Luís Carlos Winck fez parte do time que chegou duas vezes seguidas à final do Brasileirão. Em 1987, na Copa União, o Inter perdeu para o Flamengo de Zico, Bebeto e Renato Gaúcho. Já em 1988, foi a vez do histórico Bahia de Bobô vencer o Colorado.
- Toda a experiência adquirida com as medalhas de prata e os vices nacionais, serviram de bagagem para Luís Carlos Winck ser um dos pilares do Vasco no ano de 1989. Neste ano, o lateral chegou em sua terceira final seguida do Brasileirão e o Vasco, após 15 anos, conquistou o caneco nacional mais uma vez. A equipe cruzmaltina era sensacional, com jogadores do nível de Mazinho, Marco Antônio Boiadeiro e Bebeto. Nesta época, Luís Carlos Winck brigava pela vaga de lateral na Seleção Brasileira que iria disputar o Mundial de 1990 na Itália, mas uma grave contusão o impediu de realizar este sonho.
*Enciclopédia da Seleção / As Seleções Brasileiras de Futebol / 1914 - 1994
sexta-feira, 22 de maio de 2009
QUARTA RODADA DA COPA DO BRASIL - PARTE 2
Vitória 1 x 1 Vasco – Barradão, Salvador (BA)
Internacional 2 x 1 Flamengo – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Fluminense 2 x 2 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Olá amigos do FUTEBOLA!
Neste meado de semana foram conhecidos os semi-finalistas da Copa do Brasil. Com exceção do Vasco, que havia praticamente conquistado a vaga na goleada aplicada em São Januário, Flamengo e Fluminense não fizeram a alegria da torcida carioca. Em dois grandes clássicos do nosso futebol, o Internacional eliminou, de maneira dramática, o rubro-negro, enquanto o Corinthians, com dois gols em 16 minutos, acabou com o sonho do tricolor. Agora, se o Internacional parece ter um adversário mais fraco, apesar de o Coritiba e Marcelinho Paraíba estarem embalados, Vasco e Corinthians prometem fazer um dos melhores duelos do ano. Vamos aos destaques dos jogos em que os times do Rio foram eliminados.
MANDOU BEM!
- Como é bom ver um jogo de alto nível. Melhor ainda sendo ele em gramados brasileiros. Em um Beira-Rio lotado, o Flamengo mostrou o grande time que possui, jogando de igual para igual contra o Internacional. Apesar da falta boba que cometeu e que resultou no gol da classificação colorada, o Íbson merece ser aplaudido pela bola que vem jogando. Desde o Fla-Flu, válido pela semi-final da Taça Rio, que Íbson vem mostrando todo futebol que o fez ser um dos melhores jogadores do país. Com a má fase que vivem Léo Moura e Juan, que sempre foram as principais armas rubro-negras, Íbson vem sendo o responsável por organizar as jogadas da equipe. Contra o Inter, tanto o gol como as principais jogadas da equipe iniciaram-se em seus pés. Se o Flamengo merece, por enquanto, elogios por sempre atuar de maneira ofensiva, como mostrou contra o Cruzeiro, no Mineirão, e desta vez contra o Internacional, no Beira Rio, muito se deve ao futebol de Íbson.
- Já o Internacional realmente é um caso a parte. Bons jogadores, o Colorado já possui faz um tempo, mas agora esses jogadores formam um timaço. É impressionante a solidez defensiva da equipe gaúcha. São muitos os fatores para o excelente desempenho defensivo do Inter: bons zagueiros, bons volantes, colaboração dos atacantes na marcação, inteligência tática e, o principal deles, o argentino Guiñazu. Já faz um tempinho que sou grande fã do Guiñazu. Para ser mais exato, desde que o Internacional conquistou o Torneio de Dubai no início de 2008, quando ele, em minha opinião, foi o melhor da competição. Junte esta capacidade da equipe para defender com a qualidade do trio D´Alessandro/Taison/Nilmar, e está explicado o motivo de o Internacional ser o favorito para conquistar a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Neste último duelo, os três homens de frente colorados infernizaram a defesa do Flamengo. A velocidade de Taison (sensacional o contra-ataque que ele puxou sozinho no início do 2º tempo tempo, que quase resultou em gol), os passes de Nilmar, mostrando estar cada dia mais completo e a inteligência de D´Alessandro, que organiza jogadas ofensivas em qualquer lugar do campo em que se encontre, faz eu não ter dúvida em dizer que, hoje em dia (sai pra lá janela de transferências), o Inter é um dos melhores times do mundo.
- Notícias sobre uma proposta do Benfica para levar o zagueiro do Corinthians Chicão, por 1,5 milhão de euros, circularam por jornais e tv essa semana. Sinceridade, só pode ser piada. Atualmente Chicão é um dos melhores, senão o melhor, zagueiro do futebol brasileiro e se for vendido por esta merreca, será muita incopetência da diretoria do Timão. Na partida contra o Fluminense, quando o tricolor começou com tudo, empolgado pela sensacional festa da sua torcida, coube à Chicão marcar um belo gol de falta e esfriar o jogo. Além da capacidade de balançar as redes, já marcou 11 gols no ano, Chicão também tem se mostrado muito seguro no seu papel de defender a meta de Felipe. Contando com a ajuda do organizado sistema defensivo armado por Mano Menezes, são raros os lances onde se pode ver o zagueirão corintiano ser batido em um drible ou em uma bola aérea.
- Ótimas atuações tiveram os dois baixinhos no Maracanã. Pelo lado do Corinthians, Jorge Henrique foi essencial para a classificação, sofrendo a falta que resultou no gol do Chicão e marcando um golaço de coxa, encobrindo Fernando Henrique. Além destas jogadas decisivas, Jorge Henrique ajudou muito na marcação e ainda incomodava a defesa tricolor quando conseguia utilizar sua velocidade. Já pelo lado tricolor, o argentino Conca mostrou, principalmente no 2º tempo, aquele futebol que sempre encheu os olhos dos torcedores cariocas. Assumindo completamente a responsabilidade de organizar a equipe, vide que quando Thiago Neves tentava um passe mais incisivo errava, Conca foi o responsável pelas jogadas que resultaram nos dois gols do Fluzão. Primeiro ele deu um bom chute longo que o goleiro Felipe soltou na cabeça de Alan. Pouco tempo depois, o argentino acertou um passe como se possuísse uma régua amarrada na chuteira, deixando Thiago Neves de cara pro gol. Se no Flamengo, a saída de Íbson parece que vai desestruturar a equipe ofensivamente, acredito que a breve e provável saída de Thiago Neves do Fluminense será amenizada pela qualidade do Conca.
MANDOU MAL!
- Sou grande fã do futebol do Juan, porém não deixarei de criticá-lo quando ele merecer. E, desta vez, ele merece muito. O passe errado que gerou o primeiro gol do Internacional foi um erro típico de quem não está com a cabeça focada no jogo, assim como a reclamação, durante a semana, em relação aos treinos na parte da tarde, de quem não está disposto a dar um algo a mais para o time. Acredito que se ele for embora do Flamengo, será uma peça muito difícil de se substituir, porém a comissão técnica e a diretoria rubro-negras devem deixar claro que quem não quiser ficar pode, e deve, sair.
- Infelizmente, para o torcedor tricolor, o centroavante Fred não está conseguindo mostrar seu valoroso futebol. Após seu início arrasador, quando fez importantes gols na Taça Rio, Fred não manteve o ritmo e, uma vez mais, esteve apagado em campo. Durante praticamente todo o jogo, a defesa do Corinthians pouco se incomodou com sua presença em campo e Fred foi facilmente anulado. É claro que acredito no potencial do atacante tricolor, e também que ele vai ser um dos melhores atacantes do Brasileirão, mas também acredito que Fred ficou devendo, e muito, neste decisivo duelo contra o Corinthians.
JOGADA RÁPIDA!
- Ainda nem chegamos no meio do ano e, sem contar com os clássicos válidos pelos Campeonatos Estaduais, já tivemos: Internacional x Flamengo, Corinthians x Fluminense, Palmeiras x Sport e, semana que vem começa o duelo Cruzeiro x São Paulo. Todos jogos decisivos. Viva o futebol brasileiro!
Internacional 2 x 1 Flamengo – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Fluminense 2 x 2 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Olá amigos do FUTEBOLA!
Neste meado de semana foram conhecidos os semi-finalistas da Copa do Brasil. Com exceção do Vasco, que havia praticamente conquistado a vaga na goleada aplicada em São Januário, Flamengo e Fluminense não fizeram a alegria da torcida carioca. Em dois grandes clássicos do nosso futebol, o Internacional eliminou, de maneira dramática, o rubro-negro, enquanto o Corinthians, com dois gols em 16 minutos, acabou com o sonho do tricolor. Agora, se o Internacional parece ter um adversário mais fraco, apesar de o Coritiba e Marcelinho Paraíba estarem embalados, Vasco e Corinthians prometem fazer um dos melhores duelos do ano. Vamos aos destaques dos jogos em que os times do Rio foram eliminados.
MANDOU BEM!
- Como é bom ver um jogo de alto nível. Melhor ainda sendo ele em gramados brasileiros. Em um Beira-Rio lotado, o Flamengo mostrou o grande time que possui, jogando de igual para igual contra o Internacional. Apesar da falta boba que cometeu e que resultou no gol da classificação colorada, o Íbson merece ser aplaudido pela bola que vem jogando. Desde o Fla-Flu, válido pela semi-final da Taça Rio, que Íbson vem mostrando todo futebol que o fez ser um dos melhores jogadores do país. Com a má fase que vivem Léo Moura e Juan, que sempre foram as principais armas rubro-negras, Íbson vem sendo o responsável por organizar as jogadas da equipe. Contra o Inter, tanto o gol como as principais jogadas da equipe iniciaram-se em seus pés. Se o Flamengo merece, por enquanto, elogios por sempre atuar de maneira ofensiva, como mostrou contra o Cruzeiro, no Mineirão, e desta vez contra o Internacional, no Beira Rio, muito se deve ao futebol de Íbson.
- Já o Internacional realmente é um caso a parte. Bons jogadores, o Colorado já possui faz um tempo, mas agora esses jogadores formam um timaço. É impressionante a solidez defensiva da equipe gaúcha. São muitos os fatores para o excelente desempenho defensivo do Inter: bons zagueiros, bons volantes, colaboração dos atacantes na marcação, inteligência tática e, o principal deles, o argentino Guiñazu. Já faz um tempinho que sou grande fã do Guiñazu. Para ser mais exato, desde que o Internacional conquistou o Torneio de Dubai no início de 2008, quando ele, em minha opinião, foi o melhor da competição. Junte esta capacidade da equipe para defender com a qualidade do trio D´Alessandro/Taison/Nilmar, e está explicado o motivo de o Internacional ser o favorito para conquistar a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Neste último duelo, os três homens de frente colorados infernizaram a defesa do Flamengo. A velocidade de Taison (sensacional o contra-ataque que ele puxou sozinho no início do 2º tempo tempo, que quase resultou em gol), os passes de Nilmar, mostrando estar cada dia mais completo e a inteligência de D´Alessandro, que organiza jogadas ofensivas em qualquer lugar do campo em que se encontre, faz eu não ter dúvida em dizer que, hoje em dia (sai pra lá janela de transferências), o Inter é um dos melhores times do mundo.
- Notícias sobre uma proposta do Benfica para levar o zagueiro do Corinthians Chicão, por 1,5 milhão de euros, circularam por jornais e tv essa semana. Sinceridade, só pode ser piada. Atualmente Chicão é um dos melhores, senão o melhor, zagueiro do futebol brasileiro e se for vendido por esta merreca, será muita incopetência da diretoria do Timão. Na partida contra o Fluminense, quando o tricolor começou com tudo, empolgado pela sensacional festa da sua torcida, coube à Chicão marcar um belo gol de falta e esfriar o jogo. Além da capacidade de balançar as redes, já marcou 11 gols no ano, Chicão também tem se mostrado muito seguro no seu papel de defender a meta de Felipe. Contando com a ajuda do organizado sistema defensivo armado por Mano Menezes, são raros os lances onde se pode ver o zagueirão corintiano ser batido em um drible ou em uma bola aérea.
- Ótimas atuações tiveram os dois baixinhos no Maracanã. Pelo lado do Corinthians, Jorge Henrique foi essencial para a classificação, sofrendo a falta que resultou no gol do Chicão e marcando um golaço de coxa, encobrindo Fernando Henrique. Além destas jogadas decisivas, Jorge Henrique ajudou muito na marcação e ainda incomodava a defesa tricolor quando conseguia utilizar sua velocidade. Já pelo lado tricolor, o argentino Conca mostrou, principalmente no 2º tempo, aquele futebol que sempre encheu os olhos dos torcedores cariocas. Assumindo completamente a responsabilidade de organizar a equipe, vide que quando Thiago Neves tentava um passe mais incisivo errava, Conca foi o responsável pelas jogadas que resultaram nos dois gols do Fluzão. Primeiro ele deu um bom chute longo que o goleiro Felipe soltou na cabeça de Alan. Pouco tempo depois, o argentino acertou um passe como se possuísse uma régua amarrada na chuteira, deixando Thiago Neves de cara pro gol. Se no Flamengo, a saída de Íbson parece que vai desestruturar a equipe ofensivamente, acredito que a breve e provável saída de Thiago Neves do Fluminense será amenizada pela qualidade do Conca.
MANDOU MAL!
- Sou grande fã do futebol do Juan, porém não deixarei de criticá-lo quando ele merecer. E, desta vez, ele merece muito. O passe errado que gerou o primeiro gol do Internacional foi um erro típico de quem não está com a cabeça focada no jogo, assim como a reclamação, durante a semana, em relação aos treinos na parte da tarde, de quem não está disposto a dar um algo a mais para o time. Acredito que se ele for embora do Flamengo, será uma peça muito difícil de se substituir, porém a comissão técnica e a diretoria rubro-negras devem deixar claro que quem não quiser ficar pode, e deve, sair.
- Infelizmente, para o torcedor tricolor, o centroavante Fred não está conseguindo mostrar seu valoroso futebol. Após seu início arrasador, quando fez importantes gols na Taça Rio, Fred não manteve o ritmo e, uma vez mais, esteve apagado em campo. Durante praticamente todo o jogo, a defesa do Corinthians pouco se incomodou com sua presença em campo e Fred foi facilmente anulado. É claro que acredito no potencial do atacante tricolor, e também que ele vai ser um dos melhores atacantes do Brasileirão, mas também acredito que Fred ficou devendo, e muito, neste decisivo duelo contra o Corinthians.
JOGADA RÁPIDA!
- Ainda nem chegamos no meio do ano e, sem contar com os clássicos válidos pelos Campeonatos Estaduais, já tivemos: Internacional x Flamengo, Corinthians x Fluminense, Palmeiras x Sport e, semana que vem começa o duelo Cruzeiro x São Paulo. Todos jogos decisivos. Viva o futebol brasileiro!
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