Portuguesa 0 x 1 Juventude
Paraná 4 x 1 Bragantino
Ipatinga 1 x 0 Guarani
São Caetano 2 x 1 Brasiliense
Ponte Preta 1 x 1 Fortaleza
Vasco 3 x 0 Campinense
Vila Nova 1 x 0 Bahia
Figueirense 0 x 1 América
Ceará 1 x 0 Atlético Goianiense
ABC 1 x 2 Duque de Caxias
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 16ª rodada da Segundona comprovou a ascensão do Ceará e a queda do Guarani no torneio. Reparem nos dados: Após o fim da 8ª rodada, o Guarani contava com 22 pontos enquanto o Ceará com apenas 9. Terminada a 16ª rodada, o time de Campinas possui 28, um a menos que o Ceará. Incrível! Quem também se deu bem na rodada foi o Vasco, que contou com o tropeço de muitos rivais na briga pela vaga na Série A e agora possui os mesmos pontos do líder, Atlético Goianiense, e está bem mais consolidado no G4. Vamos aos comentários da vitória vascaína.
Vasco 3 x 0 Campinense – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- O Vasco fez o suficiente para vencer o Campinense, em São Januário, por 3 a 0. Apenas uma boa atuação de Carlos Alberto já seria o bastante para o Gigante da Colina atropelar o lanterninha. Além da excelente apresentação do capitão vascaíno, que mostrou toda sua habilidade, garra e capacidade para ser o líder técnico do time, também gostei da atuação do seu parceiro na meiúca, Enrico. Caindo muito bem pela esquerda, Enrico conseguiu criar boas jogadas ofensivas para o Vasco, deixando Élton e Souza em condições de balançar as redes, cobrou um córner que quase resultou em gol olímpico e mandou um balaço na trave. Como os adversários vascaínos sempre se desesperam para poder marcar o Carlos Alberto, Enrico pode se tornar uma boa opção para a organização ofensiva da equipe. Para a festa cruzmaltina se tornar completa, faltou apenas a cabeçada do estreante Aloísio, após mais uma excelente jogada de Carlos Alberto, ter entrado ao invés de, caprichosamente, ter batido na trave.
MANDOU MAL!
- Apesar de ainda ser cedo para analisar, não gostei da atuação do Alex Teixeira improvisado na ala-direita. Tudo bem que ele tenha participado do lance em que Adriano sofreu pênalti, convertido por Carlos Alberto, com um bom passe, porém foi só. Contra um adversário que não agredia o Vasco, Alex poderia ter se apresentado muito mais para o jogo, mas o que se viu foi um jogador tímido e sem vontade de jogar. Após marcar o segundo gol, o Vasco relaxou em campo e decretou fim do expediente mais cedo, entretanto Alex Teixeira pareceu nem ter batido o cartão, tamanha apatia.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
FIGURINHA CARIMBADA - WALDO

Nome: Waldo Machado
Data de nascimento: 9 de setembro de 1934
Posição: centroavante
Clubes:
Madureira (1953)
Fluminense (1954 a 1961)
Valencia-ESP (1961 a 1969)
Hércules-ESP (1970 a 1971)
Seleção Brasileira (1989 a 1994) – 4 jogos e 2 gols*
Títulos:
Torneio Rio - São Paulo – 1957 e 1960 – Fluminense
Campeonato Carioca – 1959 – Fluminense
Copa Atlântica – 1960 – Brasil
Copa de Ferias – 1962 e 1963 – Valencia
Copa da Espanha – 1967 – Valencia
Destaques:
- Quando Waldo estreou pelo Fluminense, talvez nem ele acreditasse no gigantesco sucesso que teria pelo Tricolor das Laranjeiras. Os números que representam a passagem de Waldo pelo clube são impressionantes. O centroavante, conhecido pelo estilo rompedor e precisão nas finalizações, foi o artilheiro do Cariocão de 1956 e dos Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960. Os gols que marcou no torneio interestadual foram de grande importâcia para o Tricolor se sagrar Bi-campeão. No Rio-São Paulo de 1957, alguns gols marcados pelo artilheiro ficaram na memória dos torcedores, como por exemplo o de calcanhar na goleada de 5 a 1 sobre o Palmeiras e os dois que marcou na vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa, que garantiu o título, invicto, ao Fluzão. E tem mais! Waldo é ao lado do botafoguense Heleno De Freitas, o maior goleador da história do “Clássico Vovô”, com 16 gols marcados. Tantas redes balançadas renderam a Waldo a honra de ser o maior artilheiro da história do Fluminense, com 314 gols assinalados.
- A passagem de Waldo pelo Tricolor foi tão brilhante, que o Valencia, da Espanha, veio buscá-lo em 1961. Pelo clube espanhol, Waldo continuou o mesmo goleador de sempre, conquistando o Troféu Pichichi (dado pelo diário esportivo Marca, ao goleador da 1ª divisão da Liga Espanhola) na temporada 1966/1967. Se não conseguiu conquistar o Campeonato Espanhol, Waldo foi de extrema importância na conquista do Bi-campeonato da Copa de Ferias, a precursora da Copa da UEFA. Os 147 gols marcados pelo Valencia colocam Waldo como segundo maior artilheiro da história do clube espanhol, atrás apenas de Edmundo Suárez, o Mundo, atacante da década de 40.
- Os gols que assinalou e os títulos conquistados mostram muito bem como foi a gloriosa carreira de Waldo, porém nada melhor do que as palavras do mestre tricolor Nelson Rodrigues para descrever a sua qualidade como centroavante: “Tremendo esse Waldo! Muitos craques brasileiros sofrem, no estrangeiro, de tremendo descontrole emocional e jogam pedrinhas. Waldo, não. Em Niterói, na Patagônia ou na Groenlândia, é o mesmíssimo monstro do gol.”**
*Enciclopédia da Seleção - Ivan Soter - Opera Nostra Editora
**O Berro Impresso das Manchetes – Crônicas Completas da Manchete Esportiva 55 - 59
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 17ª RODADA - SÉRIE A
SÉRIE A
Cruzeiro 0 x 2 Atlético Paranaense
São Paulo 3 x 1 Botafogo
Avaí 1 x 0 Santo André
Goiás 3 x 2 Flamengo
Náutico 1 x 0 Corinthians
Coritiba 0 x 1 Santos
Fluminense 5 x 1 Sport
Barueri 4 x 0 Vitória
Palmeiras 1 x 1 Grêmio
Olá amigos do FUTEBOLA!
Estamos chegando próximo do fim do 1º turno do Brasileirão e, como já era esperado, o equilíbrio é gigante. Quem chegou de vez para brigar na parte de cima da tabela é o atual Tri-campeão São Paulo, escorado – quem diria? – em grandes atuações de Dagoberto. Outro grande destaque desta rodada foi o jogaço de bola entre Flamengo e Goiás. Em um Serra Dourada completamente lotado, ambos os times honraram a camisa e realizaram uma das melhores partidas do Brasileirão. E teve mais! No Maracanã, o Fluminense colocou um ponto final no jejum de vitórias e chinelou o Sport. Vamos aos comentários sobre dois jogos desta 17ª rodada.
Goiás 3 x 2 Flamengo – Serra Dourada, Goiânia (GO)
Palmeiras 1 x 1 Grêmio – Palestra Itália, São Paulo (SP)
MANDOU BEM!
- A apresentação do Goiás, na 1ª etapa do duelo contra o Flamengo, foi tão boa e completa que fica difícil citar os destaques individuais da equipe. O trio de zaga e o goleiro Harley estiveram bem seguros, bobendo apenas em um lance, que o atacante do Fla, Denis Marques, perdeu quase na pequena área. O setor de meio-campo então... Engoliu o Flamengo. A minha memória pode até estar me traindo, mas não me recordo de ter visto Léo Lima jogar tão bem em uma partida. O meia teve participação efetiva nos três gols do Goiás, sendo que a jogada que ele arquitetou para o gol da vitória foi sensacional. Desprezando a presença dos zagueiros rubro-negros, Léo Lima tabelou, entrou na área e deu lindo passe para Iarley decidir o jogo. Por falar em Iarley, mais uma vez o atacante provou sua importância para a equipe goiana, agora vice-líder do Brasileiro. Completanto a boa atuação esmeraldina, a dupla de alas Douglas/Júlio César infernizou o sistema defensivo do Flamengo. O jovem ala-direita Douglas esteve imparável e criou boas jogadas com uma frequência muito grande. Assim como o zagueiro Rafael Tolói, é uma grande revelação deste também grande time do Goiás.
- Em todas as partidas do Flamengo sob o comando do técnico Andrade, a equipe saiu perdendo e precisou evoluir durante o jogo. Neste duelo contra o Goiás, após um fraquíssimo 1º tempo, onde apenas Adriano tentou algo, o Flamengo teve que apostar todas suas fichas após o intervalo. Perdendo por 2 a 0, Andrade colocou o veterano Petkovic e o jovem Bruno Paulo em campo e, acreditem, Pet mudou completamente o Flamengo. Com uma atuação de altíssimo nível, o gringo fez o que de Kléberson, que saiu para sua entrada, se espera, ou seja, comandou as ações ofensivas do Mengão. O agora camisa 43, correu, buscou jogo antes do meio-campo, tentou passes decisivos, conversou e incentivou seus companheiros, buscando alternativas, apontava com as mãos, como uma maestro, as melhores jogadas quando estava marcado... Com tanta qualidade e força de vontade, Petkovic foi premiado com um golaço, após limpar os defensores e chutar de fora da área, porém, minutos depois, foi castigado com o gol do Goiás, marcado por Iarley. Apesar da derrota, a boa atuação de Pet deixou os rubro-negros muito felizes e esperançosos de que, se a forma física deixar, o gringo pode dar muitas alegrias.
- Um dos jogadores que mais tem me chamado a atenção neste 1º turno do Brasileirão é o meia palmeirense Cleiton Xavier. Assistí-lo jogar está valendo o ingresso, ou no meu caso o pay-per-view. Sua atuação no 1º tempo do duelo contra o Grêmio foi simplesmente sensacional. Além de muito preciso nas bolas paradas, suas longas arrancadas deixaram a defesa gremista perdida. Para se ter uma idéia de como Cleiton é um jogador objetivo, teve um lance onde após receber a bola das mãos do goleiro Marcos, perto de sua área, o camisa 10 do Verdão arrancou e com um passe milimétrico deixou Diego Souza na cara do gol. Não satisfeito em ser o articulador de todas as jogadas alvi-verdes, foi Cleiton Xavier quem apareceu na área, entre os zagueiros gremistas, para cabecear o cruzamento do lateral Wendell e abrir o placar. Na 2ª etapa, o meia, assim como todo o Palmeiras, caiu de rendimento diante da forte marcação gaúcha, mas mesmo assim apareceu com muito perigo em dois lances que quase deram os três pontos à sua equipe.
- O Grêmio precisou marcar um gol por acaso para poder lembrar que é uma excelente equipe. O Palmeiras mandava no jogo (7 x 0 era o placar das finalizações), quando em uma rápida cobrança de falta de Túlio, Souza cruzou para o argentino Maxi López empatar o jogo. Até o momento o Tricolor somente se defendia, porém com o gol assinalado passou a agredir bastante o Palmeiras. O impetuoso lateral-esquerdo Jadílson infernizava o seu marcador Wendell, o bom posicionamento de Máxi López começou a ser aproveitado, os passes e chutes de Tcheco deram o ar da graça e o Grêmio fez o Marcos justificar a fama de grande goleiro. Mesmo que o Palmeiras ainda assustasse em alguns lances esporádicos, como os dois do Cleiton Xavier que citei anteriormente, o time gaúcho soube se impor, o que é louvável se levarmos em consideração que o adversário jogava em casa e é o líder do Brasileiro.
MANDOU MAL!
- Está se tornando uma constante as críticas ao sistema defensivo rubro-negro e ao meia Kléberson. Novamente o trio de defensores do Flamengo não deu nenhuma segurança para a equipe e, nem quando não foi pego de surpresa, já que estava todo postado no terceiro gol do Goiás, obteve sucesso. O treinador Andrade terá muito trabalho para organizar este sistema defensivo. Já o Kléberson uma vez mais esteve apático em campo. Não acertou nada, não errou nada, não tentou nada... Pode-se falar, sem nenhum medo de errar, que a evolução do Flamengo, no 2º tempo, deveu-se a entrada de Petkovic em seu lugar. A cada dia que passa tenho mais certeza de que sua vaga na Seleção Brasileira era para ser do Íbson.
- Tudo bem que o centroavante Obina está com muitos créditos com a torcida palmeirense, pelos três gols marcados contra o Corinthians, porém uma vez mais ele teve uma péssima atuação no Palestra Itália. Assim como na difícil vitória do Palmeiras sobre o Fluminense, na 15ª rodada, Obina novamente participou muito pouco das jogadas ofensivas criadas pela sua equipe. Não fez o papel de referência para as jogadas de Cleiton Xavier e Diego Souza, apareceu muito pouco como pivô, não buscou aproximação com seu parceiro de ataque Ortigoza (que também não esteve bem)... Com o bom condicionamento físico que parece estar, o que anda faltando ao Obina parece ser mesmo atenção.
JOGADA RÁPIDA!
- Na próxima rodada teremos Atlético Mineiro x Palmeiras e São Paulo x Goiás. E viva o Brasileirão!
Cruzeiro 0 x 2 Atlético Paranaense
São Paulo 3 x 1 Botafogo
Avaí 1 x 0 Santo André
Goiás 3 x 2 Flamengo
Náutico 1 x 0 Corinthians
Coritiba 0 x 1 Santos
Fluminense 5 x 1 Sport
Barueri 4 x 0 Vitória
Palmeiras 1 x 1 Grêmio
Olá amigos do FUTEBOLA!
Estamos chegando próximo do fim do 1º turno do Brasileirão e, como já era esperado, o equilíbrio é gigante. Quem chegou de vez para brigar na parte de cima da tabela é o atual Tri-campeão São Paulo, escorado – quem diria? – em grandes atuações de Dagoberto. Outro grande destaque desta rodada foi o jogaço de bola entre Flamengo e Goiás. Em um Serra Dourada completamente lotado, ambos os times honraram a camisa e realizaram uma das melhores partidas do Brasileirão. E teve mais! No Maracanã, o Fluminense colocou um ponto final no jejum de vitórias e chinelou o Sport. Vamos aos comentários sobre dois jogos desta 17ª rodada.
Goiás 3 x 2 Flamengo – Serra Dourada, Goiânia (GO)
Palmeiras 1 x 1 Grêmio – Palestra Itália, São Paulo (SP)
MANDOU BEM!
- A apresentação do Goiás, na 1ª etapa do duelo contra o Flamengo, foi tão boa e completa que fica difícil citar os destaques individuais da equipe. O trio de zaga e o goleiro Harley estiveram bem seguros, bobendo apenas em um lance, que o atacante do Fla, Denis Marques, perdeu quase na pequena área. O setor de meio-campo então... Engoliu o Flamengo. A minha memória pode até estar me traindo, mas não me recordo de ter visto Léo Lima jogar tão bem em uma partida. O meia teve participação efetiva nos três gols do Goiás, sendo que a jogada que ele arquitetou para o gol da vitória foi sensacional. Desprezando a presença dos zagueiros rubro-negros, Léo Lima tabelou, entrou na área e deu lindo passe para Iarley decidir o jogo. Por falar em Iarley, mais uma vez o atacante provou sua importância para a equipe goiana, agora vice-líder do Brasileiro. Completanto a boa atuação esmeraldina, a dupla de alas Douglas/Júlio César infernizou o sistema defensivo do Flamengo. O jovem ala-direita Douglas esteve imparável e criou boas jogadas com uma frequência muito grande. Assim como o zagueiro Rafael Tolói, é uma grande revelação deste também grande time do Goiás.
- Em todas as partidas do Flamengo sob o comando do técnico Andrade, a equipe saiu perdendo e precisou evoluir durante o jogo. Neste duelo contra o Goiás, após um fraquíssimo 1º tempo, onde apenas Adriano tentou algo, o Flamengo teve que apostar todas suas fichas após o intervalo. Perdendo por 2 a 0, Andrade colocou o veterano Petkovic e o jovem Bruno Paulo em campo e, acreditem, Pet mudou completamente o Flamengo. Com uma atuação de altíssimo nível, o gringo fez o que de Kléberson, que saiu para sua entrada, se espera, ou seja, comandou as ações ofensivas do Mengão. O agora camisa 43, correu, buscou jogo antes do meio-campo, tentou passes decisivos, conversou e incentivou seus companheiros, buscando alternativas, apontava com as mãos, como uma maestro, as melhores jogadas quando estava marcado... Com tanta qualidade e força de vontade, Petkovic foi premiado com um golaço, após limpar os defensores e chutar de fora da área, porém, minutos depois, foi castigado com o gol do Goiás, marcado por Iarley. Apesar da derrota, a boa atuação de Pet deixou os rubro-negros muito felizes e esperançosos de que, se a forma física deixar, o gringo pode dar muitas alegrias.
- Um dos jogadores que mais tem me chamado a atenção neste 1º turno do Brasileirão é o meia palmeirense Cleiton Xavier. Assistí-lo jogar está valendo o ingresso, ou no meu caso o pay-per-view. Sua atuação no 1º tempo do duelo contra o Grêmio foi simplesmente sensacional. Além de muito preciso nas bolas paradas, suas longas arrancadas deixaram a defesa gremista perdida. Para se ter uma idéia de como Cleiton é um jogador objetivo, teve um lance onde após receber a bola das mãos do goleiro Marcos, perto de sua área, o camisa 10 do Verdão arrancou e com um passe milimétrico deixou Diego Souza na cara do gol. Não satisfeito em ser o articulador de todas as jogadas alvi-verdes, foi Cleiton Xavier quem apareceu na área, entre os zagueiros gremistas, para cabecear o cruzamento do lateral Wendell e abrir o placar. Na 2ª etapa, o meia, assim como todo o Palmeiras, caiu de rendimento diante da forte marcação gaúcha, mas mesmo assim apareceu com muito perigo em dois lances que quase deram os três pontos à sua equipe.
- O Grêmio precisou marcar um gol por acaso para poder lembrar que é uma excelente equipe. O Palmeiras mandava no jogo (7 x 0 era o placar das finalizações), quando em uma rápida cobrança de falta de Túlio, Souza cruzou para o argentino Maxi López empatar o jogo. Até o momento o Tricolor somente se defendia, porém com o gol assinalado passou a agredir bastante o Palmeiras. O impetuoso lateral-esquerdo Jadílson infernizava o seu marcador Wendell, o bom posicionamento de Máxi López começou a ser aproveitado, os passes e chutes de Tcheco deram o ar da graça e o Grêmio fez o Marcos justificar a fama de grande goleiro. Mesmo que o Palmeiras ainda assustasse em alguns lances esporádicos, como os dois do Cleiton Xavier que citei anteriormente, o time gaúcho soube se impor, o que é louvável se levarmos em consideração que o adversário jogava em casa e é o líder do Brasileiro.
MANDOU MAL!
- Está se tornando uma constante as críticas ao sistema defensivo rubro-negro e ao meia Kléberson. Novamente o trio de defensores do Flamengo não deu nenhuma segurança para a equipe e, nem quando não foi pego de surpresa, já que estava todo postado no terceiro gol do Goiás, obteve sucesso. O treinador Andrade terá muito trabalho para organizar este sistema defensivo. Já o Kléberson uma vez mais esteve apático em campo. Não acertou nada, não errou nada, não tentou nada... Pode-se falar, sem nenhum medo de errar, que a evolução do Flamengo, no 2º tempo, deveu-se a entrada de Petkovic em seu lugar. A cada dia que passa tenho mais certeza de que sua vaga na Seleção Brasileira era para ser do Íbson.
- Tudo bem que o centroavante Obina está com muitos créditos com a torcida palmeirense, pelos três gols marcados contra o Corinthians, porém uma vez mais ele teve uma péssima atuação no Palestra Itália. Assim como na difícil vitória do Palmeiras sobre o Fluminense, na 15ª rodada, Obina novamente participou muito pouco das jogadas ofensivas criadas pela sua equipe. Não fez o papel de referência para as jogadas de Cleiton Xavier e Diego Souza, apareceu muito pouco como pivô, não buscou aproximação com seu parceiro de ataque Ortigoza (que também não esteve bem)... Com o bom condicionamento físico que parece estar, o que anda faltando ao Obina parece ser mesmo atenção.
JOGADA RÁPIDA!
- Na próxima rodada teremos Atlético Mineiro x Palmeiras e São Paulo x Goiás. E viva o Brasileirão!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Grandes Clássicos - São Paulo x Botafogo 1981
Botafogo e São Paulo estão crescendo a cada rodada no Brasileirão deste ano. Quando estes dois gigantes do nosso futebol se encontraram em 1981, o que estava em jogo era uma vaga na finalíssima do Brasileiro. A partida foi digna de um Campeonato que contava com grandes estrelas do futebol mundial, com emoção do início ao fim. Vamos ver como foi este jogão de bola.
No início da década de 80, uma geração de grandes craques começava a se consolidar no Brasil. Era uma época onde as nossas estrelas desfilavam seus talentos em gramdos nacionais. Raros eram os jogadores que tinham sua qualidade reconhecida no exterior e atuavam fora do país, afinal as informações “viajavam” em uma velocidade muito menor do que hoje em dia. Sorte nossa. No Campeontato Brasileiro de 1981, eram tantos times fortes que seria impossível apontar somente um único favorito.
Para se ter um idéia do quão disputado era o Brasileirão, imaginem a seguinte equipe: Paulo Vítor (Fluminense); Zé Maria (Corinthians), Luisinho (Atlético Mineiro), Edinho (Fluminense) e Wladimir (Corinthians); Delei (Fluminense), Toninho Cerezo (Atlético Mineiro) e Sócrates (Corinthians); Éder (Atlético Mineiro), Reinaldo (Atlético Mineiro) e Cláudio Adão (Fluminense), treinada pelo lendário Oswaldo Brandão (Corinthians). Esta é uma equipe tão forte, que poderia sem problema algum vestir a camisa da Seleção Brasileira, porém nem Fluminense, nem Corinthians, nem Atlético Mineiro, conseguiram alcançar a fase quartas-de-final do Brasileiro de 1981, tamanha a dificuldade do torneio.
No meio de equipes que se destacavam pela técnica, uma se sobressaía pela obediência tática. O Botafogo, treinado pelo Paulinho de Almeida, que é eleito constantemente e por diferentes fontes como o maior lateral-direito do Internacional em todos os tempos, era uma equipe que tinha como pontos fortes a boa postura em campo e um mortal contra-ataque. Pode-se dizer que o Fogão era um time de operários que sabiam muito bem o que fazer dentro das quatro-linhas. Talvez em nenhum momento da história alvi-negra o apelido de “Estrela Solitária” tenha caído tão bem, pois toda a categoria presente na equipe botafoguense estava nos pés do meia Mendonça. O jornalista Roberto Porto, um ilustre alvi-negro, mediu assim a qualidade técnica do camisa 8: “Um craque certo num momento errado, porque aquele Botafogo não estava à altura do Mendonça.”*. Sobre o momento que vivia o Fogão, vale ressaltar que a equipe não conquistava um título desde o Campeonato Carioca de 1968.
O Botafogo começou muito mal o Brasileirão de 1981. Derrotas para a Portuguesa, o Goiás e o Galícia (BA), quase eliminaram o Bota ainda na fase inicial do torneio. Já na etapa seguinte, a equipe mostrou evolução e, em um grupo que contava com Santos Bangu e Mixto(MT), conquistou 3 vitórias e 3 empates se classificando de maneira invicta. Porém, foi somente na fase final daquele Brasileiro que o Fogão mostrou que a conquista do título poderia ser real. Nas oitavas-de-final, a equipe passou com tranquilidade pelo CSA, garantindo a vaga para enfrentar o Flamengo. O ano de 1981 se tornaria o mais importante da história rubro-negra, após a conquista do Carioca, da Libertadores e do Mundial de Clubes, entretanto, o Bi-campeonato Brasileiro do Mengão teria que esperar mais um pouco. Com vitórias em ambos os duelos, o Botafogo eliminou o favorito Flamengo, de Zico e companhia, de maneira sensacional. Após vencer a primeira partida por 1 a 0, o Fogão deu um verdadeiro show no jogo de volta, vencendo por 3 a 1, com uma atuação inesquecível de Mendonça. O Flamengo havia saído na frente, com um gol de Zico, aos 4 minutos, mas Mendonça empatou a partida logo antes do intervalo, tranquilizando a torcida alvi-negra. Com o andamento do 2º tempo, o Flamengo se abria cada vez mais em busca da classificação, cedendo espaços para o forte contra-ataque botafoguense. Aos 40 minutos, o atacante Jérson praticamente fechou o caixão do Flamengo, após passe de Mendonça, e aos 43, todos os mais de 130 mil torcedores presentes ao Maracanã deveriam comprar outro ingresso. Após cruzamento de Édson da direita, Mendonça, dentro da área, mata a bola no peito. O lateral da Seleção Brasileira, Júnior, vem sedento em sua marcação e o alvi-negro dá um toque de letra na pelota para trás e em seguida, com uma velocidade impressionante, a puxa para frente, deixando o “Capacete” perdido. O gol em seguida foi um simples detalhe, diante de um drible tão espetacular. No hall dos elevadores do Maracanã, havia um pôster mostrando este drible, porém os torcedores do Botafogo, não se sabe ainda o motivo, não podem mais se deliciar com a homenagem ao Mendonça, pois a imagem foi retirada do local.
O adversário do Botafogo na semi-final seria o São Paulo, uma verdadeira Seleção. Começando pelo goleiro Waldir Perez, que já conquistara um Brasileirão com o São Paulo, em 1977. Mesmo considerado inseguro por alguns torcedores, principalmente os rivais, Waldir contava com a confiança do treinador da Seleção Brasileira, Telê Santana, e foi o dono da posição na Copa do Mundo de 1982. A dupla de zaga do São Paulo foi uma das maiores da história do clube. Oscar e Daryo Pereira davam toda a segurança necessária para o Tricolor mostrar seu futebol esbelto e ofensivo. Toda a imponência e seriedade de Oscar também estiveram a serviço da Seleção, nas Copas de 1978 e 1982. Já Darío Pereyra, não podia servir o Brasil. Mas não pensem que foi por falta de qualidade, afinal Darío foi um dos raros zagueiros que conseguiu aliar raça e técnica em altíssimo nível. É que o craque era uruguaio.
Como citei anteriormente, o São Paulo era uma equipe muito ofensiva. O lateral-esquerdo, Marinho Chagas, por exemplo, era incisivo não só pelos lados do campo, mas também pela faixa central. Se hoje é normal os laterais centralizarem as jogadas, na época era um inferno para o sistema defensivo adversário quando um lateral, ainda mais da qualidade de Marinho, saía de sua posição para organizar jogadas pela meiúca. Meiúca esta que contava com o excelente Renato “Pé Murcho”, um dos pilares do Guarani, Campeão Brasileiro de 1978 e reserva imediato de Zico na Copa do Mundo de 1982. Renato possuía este apelido pois seu chute era muito fraquinho, porém esta deficiência era compensada pela habilidade e inteligência que ele demostrava no meio-campo.
Como se não bastasse um lateral perigosíssimo e um meia que deixava qualquer defesa de cabelo em pé, o São paulo ainda contava com um ataque de encher os olhos. Pela ponta-direita, Paulo César dava tanto trabalho aos adversários que era conhecido como “Capeta”. Já pelo outro lado, era Zé Sérgio quem criava as jogadas tricolores. Aliando grande velocidade e facilidade para driblar, Zé Sérgio só era parado na base da pancada, o que lhe deixou por muitas vezes no departamento médico. O jogador que tinha a responsabilidade de aproveitar as inúmeras oportunidades de gols criadas pela impetuosa dupla de pontas era o catimbeiro Serginho. Amigos, o “Chulapa”, como era conhecido por seus pés grandes, balançou tantas redes que até hoje é o maior artilheiro da história do São Paulo, com 242 gols marcados.
O retrospecto do São Paulo, até a semi-final do Brasileirão, foi muito mais animador do que o de seu rival, o Botafogo. Nos 15 jogos envolvendo as duas primeiras fases, foram 8 vitórias e apenas 1 derrota. E tem mais! Se o Botafogo havia ganhado moral ao eliminar o poderoso time do Flamengo, a vida do São Paulo também não tinha sido nada fácil. Nas oitavas o Tricolor eliminou o Santos e nas quartas, o forte Internacional de Benítez, Mauro Galvão e Rúben Paz. Somando os 4 duelos desta fase decisiva, contra Santos e Inter, o Sampa havia conseguido nada menos do que 4 vitórias. Se o São Paulo era considerado favorito pelo retrospecto e pelos craques, a situação ficou mais complicada para o Tricolor, após perder o primeiro jogo, por 1 a 0, no Maracanã. Sendo assim, na partida de volta, qualquer vitória simples classificaria o estrelado time do São Paulo, já um empate era o suficiente para o inteligente Botafogo avançar a finalíssima.
Dia 26 de abril de 1981, o Morumbi estava completamente lotado para o duelo que iria decidir quem continuaria na briga pelo título de melhor equipe do país. O torcedor tricolor estava esperançoso, afinal torcia para uma equipe de craques e precisava de uma simples vitória. Pelo outro lado, o Botafogo poderia colocar em pratica a sua maior arma, o contra-ataque, já que o São Paulo teria que sair para o jogo. O que surpreendeu na equipe botafoguense, entretanto, foi a tranquilidade mostrada no início da partida, quando se esperava um São Paulo colocando fogo no jogo. O Fogão estava organizado defensivamente, tocava bem a bola e gastava bastante tempo em cada defesa do goleirão Paulo Sérgio. Foi neste tom que o lado-esquerdo alvi-negro encontrou uma brecha no sistema defensivo paulista, quando os atacantes Jérson e Marcelo tabelaram com muita qualidade, logo aos 10 minutos de jogo, e Jérson colocou a pelota no fundo das redes.
O torcedor tricolor ficou atortoado. O time, mais ainda. Tentando buscar a vitória de maneira afoita, o Sampa deixava buracos atrás que não deveria. Aos 19 minutos, o lateral-direito botafoguense Perivaldo, que diga-se de passagem jogou uma barbaridade neste Brasileiro, sendo eleito o melhor do torneio em sua posição, puxou um rápido ataque e Mendonça, o craque alvi-negro, completou a jogada com a maestria de sempre. 2 a 0 Fogão. Era possível escutar o zumbido de uma mosca, tamanho o silêncio que assolava o Morumbi. Em 20 minutos o Botafogo mostrou uma consciência tática de fazer inveja à muitas equipes representantes do tão badalado “Futebol Total”.
Buscando modificar o panorama do jogo, o São Paulo havia substituído o meia Heriberto pelo Éverton, mais ofensivo e, principalmente, que chutava muito bem. Entretanto, o dia parecia ser mesmo alvi-negro. Jogada de Paulo César pela esquerda, cabeçada de Serginho e defesaça de Paulo Sérgio. Outra boa jogada do “Capeta”, Serginho perde a disputa na área e Éverton, já mostrando o motivo de sua entrada, manda um petardo para outra bela defesa do goleirão do Botafogo. Mostrando que o São Paulo realmente estava mais solto em campo, Marinho Chagas aparece pelo meio organizando uma jogada e a finalizando de chute longo, também defendido por Paulo Sérgio. Somente aos 44 minutos, após um pênalti muito discutível do zagueiro Gaúcho, em Serginho Chulapa, a muralha Paulo Sérgio foi perfurada, pelo próprio atacante tricolor. Este gol animou, e muito, o São Paulo, pois se a equipe fosse para o vestiário perdendo por 2 gols, retornaria para a 2ª etapa somente para fazer número.
O intervalo da partida foi uma verdadeira loucura. Jogadores botafoguenses foram ameaçados por seguranças locais e muitos dizem que até o trio de arbitragem foi muito pressionado. Em um determinado momento, no vestiário do Botafogo, decidiu-se que a equipe não retornaria ao gramado, porém o Presidente da FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), Octávio Pinto Guimarães, demoveu todos desta idéia. O intervalo durou nada menos que 28 minutos e o Botafogo voltou para a partida completamente perdido. Também pudera, ao invés de tentar aparar as arestas da equipe, que fizera um bom 1º tempo, a conversa no vestiário foi sobre voltar, ou não, para o gramado.
O São Paulo se aproveitava do estado de espírito botafoguense e pressionava. Muito forte ofensivamente, o Tricolor se utilizava de suas já conhecidas armas. Novamente Serginho cabeceia uma bola, desta vez cruzada por Zé Sérgio, para sensacional defesa de Paulo Sérgio. Marinho Chagas também repetiu a dose da 1ª etapa e mandou uma bomba que passou raspando a trave. O Botafogo até conseguiu escapulir em um contra-ataque, desperdiçado pelo Ziza, porém a equipe carioca era só chutão para onde o nariz apontava. Aos 21 minutos, um dos momentos mais belos já presenciados no Morumbi. Após escanteio cobrado por Zé Sérgio, o volante alvi-negro Rocha tira a pelota para a entrada da área. Neste momento aparece o meia Éverton, o mesmo que a torcida pedira a entrada após o segundo gol do Botafogo, acertando uma bomba de primeira, sem deixar a bola quicar, no ângulo. Indefensável. Inacreditável. 2 a 2 no placar e o Morumbi voltava a tremer. As palavras do arqueiro botafoguense, Paulo Sérgio, são perfeitas para explicar como o Botafogo absorveu o golpe: “2 a 2 e a casa caiu. Ali a gente já sabia que não dava mais pra segurar. Enfim, já tinha ido pro espaço.”**
Se a virada tricolor parecia mesmo ser uma questão de tempo, aos 26 minutos, com a expulsão do defensor botafoguense, Gaúcho Lima, ela se tornou inevitável. Logo após ficar com um homem a mais em campo, o herói da partida, Éverton, aproveita um passe de Darío Pereyra, de cabeça, mal dominado por Serginho, para desempatar a partida. Não era dia do Botafogo. De maneira inexplicável, o Fogão quase empatou a partida, primeiro com Perivaldo cobrando falta no travessão e, em seguida, com o tricolor Assis obrigando Waldir Perez a evitar um golaço contra. Porém, o dia era do São Paulo. Era de Éverton.
Passado estes dois sustos, o Tricolor apenas administrou o resultado para garantir a vaga na finálissima do Brasileirão de 1981. O apito final do árbitro Bráulio Zanotto fez o Morumbi explodir como se fosse a comemoração de um campeonato. Mais de 100 mil torcedores comemoravam uma vitória histórica, que ainda veio recheada com um dos gols mais bonitos do nosso futebol. Na Entretanto, o título só seria disputado na semana seguinte, contra o Grêmio. Mas aí meus amigos, já é outra história...
São Paulo 3 x 2 Botafogo
26 de abril de 1981
Morumbi – 98650 pagantes
Gols: 1º tempo: Jérson (Bot) aos 10´, Mendonça (Bot) aos 19´ e Serginho (SPa) aos 44´; 2º tempo: Éverton (SPa) aos 21´ e Éverton (SPa) aos 32´.
São Paulo: Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Darío pereyra e Marinho Chagas; Almir, Heriberto (Éverton) e Renato (Assis); Paulo César, Serginho e Zé Sérgio. Técnico Carlos Alberto Silva
Botafogo: Paulo Sérgio; Perivaldo, Gaúcho, Zé Eduardo e Gaúcho Lima; Rocha, Ademir Lobo e Mendonça (Gilmar); Ziza (Édson), Marcelo e Jérson. Técnico: Paulinho de Almeida.
*http://portoroberto.blog.uol.com.br/arch2008-08-10_2008-08-16.html
** Programa Jogos para Sempre – Canal SporTV
No início da década de 80, uma geração de grandes craques começava a se consolidar no Brasil. Era uma época onde as nossas estrelas desfilavam seus talentos em gramdos nacionais. Raros eram os jogadores que tinham sua qualidade reconhecida no exterior e atuavam fora do país, afinal as informações “viajavam” em uma velocidade muito menor do que hoje em dia. Sorte nossa. No Campeontato Brasileiro de 1981, eram tantos times fortes que seria impossível apontar somente um único favorito.
Para se ter um idéia do quão disputado era o Brasileirão, imaginem a seguinte equipe: Paulo Vítor (Fluminense); Zé Maria (Corinthians), Luisinho (Atlético Mineiro), Edinho (Fluminense) e Wladimir (Corinthians); Delei (Fluminense), Toninho Cerezo (Atlético Mineiro) e Sócrates (Corinthians); Éder (Atlético Mineiro), Reinaldo (Atlético Mineiro) e Cláudio Adão (Fluminense), treinada pelo lendário Oswaldo Brandão (Corinthians). Esta é uma equipe tão forte, que poderia sem problema algum vestir a camisa da Seleção Brasileira, porém nem Fluminense, nem Corinthians, nem Atlético Mineiro, conseguiram alcançar a fase quartas-de-final do Brasileiro de 1981, tamanha a dificuldade do torneio.
No meio de equipes que se destacavam pela técnica, uma se sobressaía pela obediência tática. O Botafogo, treinado pelo Paulinho de Almeida, que é eleito constantemente e por diferentes fontes como o maior lateral-direito do Internacional em todos os tempos, era uma equipe que tinha como pontos fortes a boa postura em campo e um mortal contra-ataque. Pode-se dizer que o Fogão era um time de operários que sabiam muito bem o que fazer dentro das quatro-linhas. Talvez em nenhum momento da história alvi-negra o apelido de “Estrela Solitária” tenha caído tão bem, pois toda a categoria presente na equipe botafoguense estava nos pés do meia Mendonça. O jornalista Roberto Porto, um ilustre alvi-negro, mediu assim a qualidade técnica do camisa 8: “Um craque certo num momento errado, porque aquele Botafogo não estava à altura do Mendonça.”*. Sobre o momento que vivia o Fogão, vale ressaltar que a equipe não conquistava um título desde o Campeonato Carioca de 1968.
O Botafogo começou muito mal o Brasileirão de 1981. Derrotas para a Portuguesa, o Goiás e o Galícia (BA), quase eliminaram o Bota ainda na fase inicial do torneio. Já na etapa seguinte, a equipe mostrou evolução e, em um grupo que contava com Santos Bangu e Mixto(MT), conquistou 3 vitórias e 3 empates se classificando de maneira invicta. Porém, foi somente na fase final daquele Brasileiro que o Fogão mostrou que a conquista do título poderia ser real. Nas oitavas-de-final, a equipe passou com tranquilidade pelo CSA, garantindo a vaga para enfrentar o Flamengo. O ano de 1981 se tornaria o mais importante da história rubro-negra, após a conquista do Carioca, da Libertadores e do Mundial de Clubes, entretanto, o Bi-campeonato Brasileiro do Mengão teria que esperar mais um pouco. Com vitórias em ambos os duelos, o Botafogo eliminou o favorito Flamengo, de Zico e companhia, de maneira sensacional. Após vencer a primeira partida por 1 a 0, o Fogão deu um verdadeiro show no jogo de volta, vencendo por 3 a 1, com uma atuação inesquecível de Mendonça. O Flamengo havia saído na frente, com um gol de Zico, aos 4 minutos, mas Mendonça empatou a partida logo antes do intervalo, tranquilizando a torcida alvi-negra. Com o andamento do 2º tempo, o Flamengo se abria cada vez mais em busca da classificação, cedendo espaços para o forte contra-ataque botafoguense. Aos 40 minutos, o atacante Jérson praticamente fechou o caixão do Flamengo, após passe de Mendonça, e aos 43, todos os mais de 130 mil torcedores presentes ao Maracanã deveriam comprar outro ingresso. Após cruzamento de Édson da direita, Mendonça, dentro da área, mata a bola no peito. O lateral da Seleção Brasileira, Júnior, vem sedento em sua marcação e o alvi-negro dá um toque de letra na pelota para trás e em seguida, com uma velocidade impressionante, a puxa para frente, deixando o “Capacete” perdido. O gol em seguida foi um simples detalhe, diante de um drible tão espetacular. No hall dos elevadores do Maracanã, havia um pôster mostrando este drible, porém os torcedores do Botafogo, não se sabe ainda o motivo, não podem mais se deliciar com a homenagem ao Mendonça, pois a imagem foi retirada do local.
O adversário do Botafogo na semi-final seria o São Paulo, uma verdadeira Seleção. Começando pelo goleiro Waldir Perez, que já conquistara um Brasileirão com o São Paulo, em 1977. Mesmo considerado inseguro por alguns torcedores, principalmente os rivais, Waldir contava com a confiança do treinador da Seleção Brasileira, Telê Santana, e foi o dono da posição na Copa do Mundo de 1982. A dupla de zaga do São Paulo foi uma das maiores da história do clube. Oscar e Daryo Pereira davam toda a segurança necessária para o Tricolor mostrar seu futebol esbelto e ofensivo. Toda a imponência e seriedade de Oscar também estiveram a serviço da Seleção, nas Copas de 1978 e 1982. Já Darío Pereyra, não podia servir o Brasil. Mas não pensem que foi por falta de qualidade, afinal Darío foi um dos raros zagueiros que conseguiu aliar raça e técnica em altíssimo nível. É que o craque era uruguaio.
Como citei anteriormente, o São Paulo era uma equipe muito ofensiva. O lateral-esquerdo, Marinho Chagas, por exemplo, era incisivo não só pelos lados do campo, mas também pela faixa central. Se hoje é normal os laterais centralizarem as jogadas, na época era um inferno para o sistema defensivo adversário quando um lateral, ainda mais da qualidade de Marinho, saía de sua posição para organizar jogadas pela meiúca. Meiúca esta que contava com o excelente Renato “Pé Murcho”, um dos pilares do Guarani, Campeão Brasileiro de 1978 e reserva imediato de Zico na Copa do Mundo de 1982. Renato possuía este apelido pois seu chute era muito fraquinho, porém esta deficiência era compensada pela habilidade e inteligência que ele demostrava no meio-campo.
Como se não bastasse um lateral perigosíssimo e um meia que deixava qualquer defesa de cabelo em pé, o São paulo ainda contava com um ataque de encher os olhos. Pela ponta-direita, Paulo César dava tanto trabalho aos adversários que era conhecido como “Capeta”. Já pelo outro lado, era Zé Sérgio quem criava as jogadas tricolores. Aliando grande velocidade e facilidade para driblar, Zé Sérgio só era parado na base da pancada, o que lhe deixou por muitas vezes no departamento médico. O jogador que tinha a responsabilidade de aproveitar as inúmeras oportunidades de gols criadas pela impetuosa dupla de pontas era o catimbeiro Serginho. Amigos, o “Chulapa”, como era conhecido por seus pés grandes, balançou tantas redes que até hoje é o maior artilheiro da história do São Paulo, com 242 gols marcados.
O retrospecto do São Paulo, até a semi-final do Brasileirão, foi muito mais animador do que o de seu rival, o Botafogo. Nos 15 jogos envolvendo as duas primeiras fases, foram 8 vitórias e apenas 1 derrota. E tem mais! Se o Botafogo havia ganhado moral ao eliminar o poderoso time do Flamengo, a vida do São Paulo também não tinha sido nada fácil. Nas oitavas o Tricolor eliminou o Santos e nas quartas, o forte Internacional de Benítez, Mauro Galvão e Rúben Paz. Somando os 4 duelos desta fase decisiva, contra Santos e Inter, o Sampa havia conseguido nada menos do que 4 vitórias. Se o São Paulo era considerado favorito pelo retrospecto e pelos craques, a situação ficou mais complicada para o Tricolor, após perder o primeiro jogo, por 1 a 0, no Maracanã. Sendo assim, na partida de volta, qualquer vitória simples classificaria o estrelado time do São Paulo, já um empate era o suficiente para o inteligente Botafogo avançar a finalíssima.
Dia 26 de abril de 1981, o Morumbi estava completamente lotado para o duelo que iria decidir quem continuaria na briga pelo título de melhor equipe do país. O torcedor tricolor estava esperançoso, afinal torcia para uma equipe de craques e precisava de uma simples vitória. Pelo outro lado, o Botafogo poderia colocar em pratica a sua maior arma, o contra-ataque, já que o São Paulo teria que sair para o jogo. O que surpreendeu na equipe botafoguense, entretanto, foi a tranquilidade mostrada no início da partida, quando se esperava um São Paulo colocando fogo no jogo. O Fogão estava organizado defensivamente, tocava bem a bola e gastava bastante tempo em cada defesa do goleirão Paulo Sérgio. Foi neste tom que o lado-esquerdo alvi-negro encontrou uma brecha no sistema defensivo paulista, quando os atacantes Jérson e Marcelo tabelaram com muita qualidade, logo aos 10 minutos de jogo, e Jérson colocou a pelota no fundo das redes.
O torcedor tricolor ficou atortoado. O time, mais ainda. Tentando buscar a vitória de maneira afoita, o Sampa deixava buracos atrás que não deveria. Aos 19 minutos, o lateral-direito botafoguense Perivaldo, que diga-se de passagem jogou uma barbaridade neste Brasileiro, sendo eleito o melhor do torneio em sua posição, puxou um rápido ataque e Mendonça, o craque alvi-negro, completou a jogada com a maestria de sempre. 2 a 0 Fogão. Era possível escutar o zumbido de uma mosca, tamanho o silêncio que assolava o Morumbi. Em 20 minutos o Botafogo mostrou uma consciência tática de fazer inveja à muitas equipes representantes do tão badalado “Futebol Total”.
Buscando modificar o panorama do jogo, o São Paulo havia substituído o meia Heriberto pelo Éverton, mais ofensivo e, principalmente, que chutava muito bem. Entretanto, o dia parecia ser mesmo alvi-negro. Jogada de Paulo César pela esquerda, cabeçada de Serginho e defesaça de Paulo Sérgio. Outra boa jogada do “Capeta”, Serginho perde a disputa na área e Éverton, já mostrando o motivo de sua entrada, manda um petardo para outra bela defesa do goleirão do Botafogo. Mostrando que o São Paulo realmente estava mais solto em campo, Marinho Chagas aparece pelo meio organizando uma jogada e a finalizando de chute longo, também defendido por Paulo Sérgio. Somente aos 44 minutos, após um pênalti muito discutível do zagueiro Gaúcho, em Serginho Chulapa, a muralha Paulo Sérgio foi perfurada, pelo próprio atacante tricolor. Este gol animou, e muito, o São Paulo, pois se a equipe fosse para o vestiário perdendo por 2 gols, retornaria para a 2ª etapa somente para fazer número.
O intervalo da partida foi uma verdadeira loucura. Jogadores botafoguenses foram ameaçados por seguranças locais e muitos dizem que até o trio de arbitragem foi muito pressionado. Em um determinado momento, no vestiário do Botafogo, decidiu-se que a equipe não retornaria ao gramado, porém o Presidente da FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), Octávio Pinto Guimarães, demoveu todos desta idéia. O intervalo durou nada menos que 28 minutos e o Botafogo voltou para a partida completamente perdido. Também pudera, ao invés de tentar aparar as arestas da equipe, que fizera um bom 1º tempo, a conversa no vestiário foi sobre voltar, ou não, para o gramado.
O São Paulo se aproveitava do estado de espírito botafoguense e pressionava. Muito forte ofensivamente, o Tricolor se utilizava de suas já conhecidas armas. Novamente Serginho cabeceia uma bola, desta vez cruzada por Zé Sérgio, para sensacional defesa de Paulo Sérgio. Marinho Chagas também repetiu a dose da 1ª etapa e mandou uma bomba que passou raspando a trave. O Botafogo até conseguiu escapulir em um contra-ataque, desperdiçado pelo Ziza, porém a equipe carioca era só chutão para onde o nariz apontava. Aos 21 minutos, um dos momentos mais belos já presenciados no Morumbi. Após escanteio cobrado por Zé Sérgio, o volante alvi-negro Rocha tira a pelota para a entrada da área. Neste momento aparece o meia Éverton, o mesmo que a torcida pedira a entrada após o segundo gol do Botafogo, acertando uma bomba de primeira, sem deixar a bola quicar, no ângulo. Indefensável. Inacreditável. 2 a 2 no placar e o Morumbi voltava a tremer. As palavras do arqueiro botafoguense, Paulo Sérgio, são perfeitas para explicar como o Botafogo absorveu o golpe: “2 a 2 e a casa caiu. Ali a gente já sabia que não dava mais pra segurar. Enfim, já tinha ido pro espaço.”**
Se a virada tricolor parecia mesmo ser uma questão de tempo, aos 26 minutos, com a expulsão do defensor botafoguense, Gaúcho Lima, ela se tornou inevitável. Logo após ficar com um homem a mais em campo, o herói da partida, Éverton, aproveita um passe de Darío Pereyra, de cabeça, mal dominado por Serginho, para desempatar a partida. Não era dia do Botafogo. De maneira inexplicável, o Fogão quase empatou a partida, primeiro com Perivaldo cobrando falta no travessão e, em seguida, com o tricolor Assis obrigando Waldir Perez a evitar um golaço contra. Porém, o dia era do São Paulo. Era de Éverton.
Passado estes dois sustos, o Tricolor apenas administrou o resultado para garantir a vaga na finálissima do Brasileirão de 1981. O apito final do árbitro Bráulio Zanotto fez o Morumbi explodir como se fosse a comemoração de um campeonato. Mais de 100 mil torcedores comemoravam uma vitória histórica, que ainda veio recheada com um dos gols mais bonitos do nosso futebol. Na Entretanto, o título só seria disputado na semana seguinte, contra o Grêmio. Mas aí meus amigos, já é outra história...
São Paulo 3 x 2 Botafogo
26 de abril de 1981
Morumbi – 98650 pagantes
Gols: 1º tempo: Jérson (Bot) aos 10´, Mendonça (Bot) aos 19´ e Serginho (SPa) aos 44´; 2º tempo: Éverton (SPa) aos 21´ e Éverton (SPa) aos 32´.
São Paulo: Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Darío pereyra e Marinho Chagas; Almir, Heriberto (Éverton) e Renato (Assis); Paulo César, Serginho e Zé Sérgio. Técnico Carlos Alberto Silva
Botafogo: Paulo Sérgio; Perivaldo, Gaúcho, Zé Eduardo e Gaúcho Lima; Rocha, Ademir Lobo e Mendonça (Gilmar); Ziza (Édson), Marcelo e Jérson. Técnico: Paulinho de Almeida.
*http://portoroberto.blog.uol.com.br/arch2008-08-10_2008-08-16.html
** Programa Jogos para Sempre – Canal SporTV
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 16ª RODADA - SÉRIE A
SÉRIE A
Sport 0 x 1 Palmeiras
Botafogo 2 x 1 Barueri
Corinthians 0 x 0 Avaí
Atlético Paranaense 1 x 0 Fluminense
Vitória 0 x 1 São Paulo
Flamengo 1 x 1 Náutico
Santo André 1 x 2 Goiás
Grêmio 4 x 1 Cruzeiro
Atlético Mineiro 3 x 2 Coritiba
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 16ª rodada do Brasileirão marcou a arrancada de um gigante. Dos últimos 5 jogos do São Paulo, a equipe venceu 4 e empatou com o Internacional, lá no Beira-Rio. O Sampa, com o 1 a 0 sobre o Vitória, já está a 3 pontos da zona da Libertadores. Já um outro Tricolor, o carioca, terminou a rodada na lanterna, após ser derrotado pelo Atlético Paranaense. Já passou da hora do Fluminense tomar um choque, colocar a cabeça no Campeonato e lutar por uma posição digna. Vamos aos comentários sobre os jogos que eu assisti desta rodada do Brasileirão.
Botafogo 2 x 1 Barueri – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Flamengo 1 x 1 Náutico – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Grêmio 4 x 1 Cruzeiro – Olímpico, Porto Alegre (RS)
MANDOU BEM!
- Após muitos pontos perdidos no fim das partidas, o Botafogo conseguiu conquistar a vitória, contra o Barueri, com um gol nos acréscimos. Os três pontos conquistados pelo Botafogo possuem a assinatura do centroavante André Lima. Mesmo que a equipe do Barueri tenha apresentado um volume de jogo bem maior que o Glorioso, principalmente na metade final do 2º tempo, ela não contava com a eficiência de André Lima. Mostrando seu bom posicionamento dentro da área, o centroavante alvi-negro conseguiu balançar as redes em duas jogadas de oportunismo. Contra o Internacional, duas rodadas atrás, André Lima havia sido um dos melhores homens em campo, mostrando sua qualidade para jogadas de pivô. Já agora, com dois gols, ele decidiu a partida. No embalo de André Lima o Fogão está cada vez mais longe da temível zona de rebaixamento.
- Se Leonardo Moura deveria ter desabafado de maneira exagerada, após marcar o suado gol de empate do Flamengo, contra o Náutico, é um assunto que comentarei mais tarde. O fato, porém, é que Léo Moura não era merecedor das vaias que estava recebendo. O lateral rubro-negro até estava falhando tecnicamente na partida, errando passes e demorando uma eternidade para recompor o setor defensivo, entretanto não se omitiu em momento algum do jogo. Nesse Flamengo, onde a falta de criatividade faz o antes ex-jogador em atividade Petkovic se tornar importante, Léo Moura não desistia de levar o time para a frente e jogava, repito, apesar dos erros, com muita objetividade. Assim como ocorria com o lateral-esquerdo Juan, antes da séria contusão que sofreu, que a cada bola recebida ganhava uma sonora vaia, Léo Moura não podia pegar na pelota que escutava-se o “Uhhhhhhhhhhh”. Então, após bela jogada de Pet, Léo colocou a bola no fundo da rede e explodiu. O gol marcado foi um prêmio ao jogador que em nenhum momento desistiu de dar a vitória ao Flamengo.
- Foi uma enormidade o trabalho que Gilmar, atacante do Náutico, deu ao sistema defensivo do Flamengo. Tudo bem que do modo que anda a defesa rubro-negra, qualquer lance se torna um verdadeiro pandemônio, mas mesmo assim Gilmar jogou um bolão. Durante os 90 minutos, o centroavante pernambucano correu, driblou, chutou, brigou pela bola, armou contra-ataques e ainda marcou um belo gol.
- Na importante vitória do Grêmio sobre o Cruzeiro, por 4 a 1, dois fatores foram determinantes. Em primeiro lugar, as expulsões dos cruzeirense Jonathan, aos 17 do 1º tempo, e Thiago Ribeiro, aos 5 do 2º tempo e, em minha opinião de maneira equivocada. Em segundo, a coerência de Paulo Autuori nas substituições. A entrada do habilidoso Douglas Costa, no lugar do defensivo lateral-direito Thiego, e do lateral-esquerdo Jadílson, no lugar de Fábio Santos, foram determinantes para a goleada tricolor. Durante o período em que estava com um homem a mais em campo, o Grêmio pressionou bastante, esbarrando na muralha chamada Fábio. As jogadas criadas por Douglas Costa pela esquerda e Tcheco, pelo outro lado, faziam crer que o gol gremista era questão de tempo. Porém, em um daqueles momentos que faz o futebol ser o esporte mais apaixonante do mundo, o Cruzeiro abriu o placar com um gol de pênalti, no fim da 1ª etapa. Após o intervalo, o Cruzeiro teve que abdicar mais ainda do ataque, com a segunda expulsão. Faltando pé-de-obra para segurar o resultado, o Cruzeiro sucumbiu ao poder ofensivo gremista. Souza e Máxi López apareceram mais, os defensores podiam buscar a bola aérea ofensiva, sem se preocuparem com possíveis contra-ataques, Jádilson não era lateral, mas sim ponta-esquerda... No fim, o Grêmio conquistou importantes três pontos.
MANDOU MAL!
- Como citei anteriormente, o Botafogo teve um volume de jogo bem menor que o Barueri, na partida do Engenhão. Resumindo, o Fogão teve uma atuação ruim tanto defensiva quanto ofensivamente. Com uma marcação deficiente, principalmente sobre o veloz e habilidoso Fernandinho, por várias vezes o Bota permitiu ao Barueri organizar jogadas de ataque. Já ofensivamente, o Ney Franco até tentou melhorar a equipe com as entradas de Jônatas, Thiaguinho e Reinaldo, mas foi exatamente com os 3 em campo que o Barueri teve maior domínio da partida. Ao final, uma bela trama de Jônatas e Reinaldo resultou no gol da vitória, porém isto, apesar de ter sido o suficiente, é muito pouco para jogadores com esta qualidade. Mais uma rápida crítica: Não pode uma equipe que possui Lúcio Flávio e Jônatas, jogadores com excelente qualidade no passe e que sabem cadenciar uma partida, sofrer tanto sufoco e não conseguir manter a posse de bola. Trabalha isso Ney Franco!
- Depois de uma vitória histórica contra o Santos, na Vila Belmiro, e de vencer o líder Atlético Mineiro, o Flamengo não conseguiu embalar no Brasileirão ao empatar com o lanterna Náutico. O goleiro Bruno bobeou no gol marcado pelo Gilmar, o sistema defensivo estava muito fragilizado pelo lento retorno de Léo Moura e Éverton, Kléberson novamente não criou nada de útil ofensivamente, Léo Moura, apesar de não desistir, errou muito, Adriano sentiu uma falta absurda da companhia de Emerson e Zé Roberto,a cada dia que passa, parece ter mesmo esquecido como se joga bola. O Flamengo não precisava fazer muito para vencer o Náutico no Maraca, porém conseguiu fazer menos ainda.
- O lateral-direito cruzeirense Jonathan merece bem mais que um puxão de orelhas. Ao cometer duas faltas duríssimas, em 17 minutos, o jogador foi expulso e prejudicou muito, mas muito mesmo, a sua equipe. Desta vez, nem o Fábio, melhor goleiro do Brasil na ausência de Rogério Ceni (opinião minha), conseguiu salvar o Cruzeiro.
JOGADA RÁPIDA!
- Após aplicar uma sonora goleada de 4 a 1 sobre o Fluminense, no Maracanã, elogiei bastante a dupla de ataque formada por Iarley e Felipe. Porém, os jogos seguintes mostraram que o Goiás é muito mais que só uma dupla. As vitórias seguidas sobre Palmeiras, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense e Santo André, colocaram o time verde em 3º lugar na tabela. E tem mais! Para elevar, e muito, a qualidade do Goiás, vem aí ninguém menos que Fernandão.
Sport 0 x 1 Palmeiras
Botafogo 2 x 1 Barueri
Corinthians 0 x 0 Avaí
Atlético Paranaense 1 x 0 Fluminense
Vitória 0 x 1 São Paulo
Flamengo 1 x 1 Náutico
Santo André 1 x 2 Goiás
Grêmio 4 x 1 Cruzeiro
Atlético Mineiro 3 x 2 Coritiba
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 16ª rodada do Brasileirão marcou a arrancada de um gigante. Dos últimos 5 jogos do São Paulo, a equipe venceu 4 e empatou com o Internacional, lá no Beira-Rio. O Sampa, com o 1 a 0 sobre o Vitória, já está a 3 pontos da zona da Libertadores. Já um outro Tricolor, o carioca, terminou a rodada na lanterna, após ser derrotado pelo Atlético Paranaense. Já passou da hora do Fluminense tomar um choque, colocar a cabeça no Campeonato e lutar por uma posição digna. Vamos aos comentários sobre os jogos que eu assisti desta rodada do Brasileirão.
Botafogo 2 x 1 Barueri – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Flamengo 1 x 1 Náutico – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Grêmio 4 x 1 Cruzeiro – Olímpico, Porto Alegre (RS)
MANDOU BEM!
- Após muitos pontos perdidos no fim das partidas, o Botafogo conseguiu conquistar a vitória, contra o Barueri, com um gol nos acréscimos. Os três pontos conquistados pelo Botafogo possuem a assinatura do centroavante André Lima. Mesmo que a equipe do Barueri tenha apresentado um volume de jogo bem maior que o Glorioso, principalmente na metade final do 2º tempo, ela não contava com a eficiência de André Lima. Mostrando seu bom posicionamento dentro da área, o centroavante alvi-negro conseguiu balançar as redes em duas jogadas de oportunismo. Contra o Internacional, duas rodadas atrás, André Lima havia sido um dos melhores homens em campo, mostrando sua qualidade para jogadas de pivô. Já agora, com dois gols, ele decidiu a partida. No embalo de André Lima o Fogão está cada vez mais longe da temível zona de rebaixamento.
- Se Leonardo Moura deveria ter desabafado de maneira exagerada, após marcar o suado gol de empate do Flamengo, contra o Náutico, é um assunto que comentarei mais tarde. O fato, porém, é que Léo Moura não era merecedor das vaias que estava recebendo. O lateral rubro-negro até estava falhando tecnicamente na partida, errando passes e demorando uma eternidade para recompor o setor defensivo, entretanto não se omitiu em momento algum do jogo. Nesse Flamengo, onde a falta de criatividade faz o antes ex-jogador em atividade Petkovic se tornar importante, Léo Moura não desistia de levar o time para a frente e jogava, repito, apesar dos erros, com muita objetividade. Assim como ocorria com o lateral-esquerdo Juan, antes da séria contusão que sofreu, que a cada bola recebida ganhava uma sonora vaia, Léo Moura não podia pegar na pelota que escutava-se o “Uhhhhhhhhhhh”. Então, após bela jogada de Pet, Léo colocou a bola no fundo da rede e explodiu. O gol marcado foi um prêmio ao jogador que em nenhum momento desistiu de dar a vitória ao Flamengo.
- Foi uma enormidade o trabalho que Gilmar, atacante do Náutico, deu ao sistema defensivo do Flamengo. Tudo bem que do modo que anda a defesa rubro-negra, qualquer lance se torna um verdadeiro pandemônio, mas mesmo assim Gilmar jogou um bolão. Durante os 90 minutos, o centroavante pernambucano correu, driblou, chutou, brigou pela bola, armou contra-ataques e ainda marcou um belo gol.
- Na importante vitória do Grêmio sobre o Cruzeiro, por 4 a 1, dois fatores foram determinantes. Em primeiro lugar, as expulsões dos cruzeirense Jonathan, aos 17 do 1º tempo, e Thiago Ribeiro, aos 5 do 2º tempo e, em minha opinião de maneira equivocada. Em segundo, a coerência de Paulo Autuori nas substituições. A entrada do habilidoso Douglas Costa, no lugar do defensivo lateral-direito Thiego, e do lateral-esquerdo Jadílson, no lugar de Fábio Santos, foram determinantes para a goleada tricolor. Durante o período em que estava com um homem a mais em campo, o Grêmio pressionou bastante, esbarrando na muralha chamada Fábio. As jogadas criadas por Douglas Costa pela esquerda e Tcheco, pelo outro lado, faziam crer que o gol gremista era questão de tempo. Porém, em um daqueles momentos que faz o futebol ser o esporte mais apaixonante do mundo, o Cruzeiro abriu o placar com um gol de pênalti, no fim da 1ª etapa. Após o intervalo, o Cruzeiro teve que abdicar mais ainda do ataque, com a segunda expulsão. Faltando pé-de-obra para segurar o resultado, o Cruzeiro sucumbiu ao poder ofensivo gremista. Souza e Máxi López apareceram mais, os defensores podiam buscar a bola aérea ofensiva, sem se preocuparem com possíveis contra-ataques, Jádilson não era lateral, mas sim ponta-esquerda... No fim, o Grêmio conquistou importantes três pontos.
MANDOU MAL!
- Como citei anteriormente, o Botafogo teve um volume de jogo bem menor que o Barueri, na partida do Engenhão. Resumindo, o Fogão teve uma atuação ruim tanto defensiva quanto ofensivamente. Com uma marcação deficiente, principalmente sobre o veloz e habilidoso Fernandinho, por várias vezes o Bota permitiu ao Barueri organizar jogadas de ataque. Já ofensivamente, o Ney Franco até tentou melhorar a equipe com as entradas de Jônatas, Thiaguinho e Reinaldo, mas foi exatamente com os 3 em campo que o Barueri teve maior domínio da partida. Ao final, uma bela trama de Jônatas e Reinaldo resultou no gol da vitória, porém isto, apesar de ter sido o suficiente, é muito pouco para jogadores com esta qualidade. Mais uma rápida crítica: Não pode uma equipe que possui Lúcio Flávio e Jônatas, jogadores com excelente qualidade no passe e que sabem cadenciar uma partida, sofrer tanto sufoco e não conseguir manter a posse de bola. Trabalha isso Ney Franco!
- Depois de uma vitória histórica contra o Santos, na Vila Belmiro, e de vencer o líder Atlético Mineiro, o Flamengo não conseguiu embalar no Brasileirão ao empatar com o lanterna Náutico. O goleiro Bruno bobeou no gol marcado pelo Gilmar, o sistema defensivo estava muito fragilizado pelo lento retorno de Léo Moura e Éverton, Kléberson novamente não criou nada de útil ofensivamente, Léo Moura, apesar de não desistir, errou muito, Adriano sentiu uma falta absurda da companhia de Emerson e Zé Roberto,a cada dia que passa, parece ter mesmo esquecido como se joga bola. O Flamengo não precisava fazer muito para vencer o Náutico no Maraca, porém conseguiu fazer menos ainda.
- O lateral-direito cruzeirense Jonathan merece bem mais que um puxão de orelhas. Ao cometer duas faltas duríssimas, em 17 minutos, o jogador foi expulso e prejudicou muito, mas muito mesmo, a sua equipe. Desta vez, nem o Fábio, melhor goleiro do Brasil na ausência de Rogério Ceni (opinião minha), conseguiu salvar o Cruzeiro.
JOGADA RÁPIDA!
- Após aplicar uma sonora goleada de 4 a 1 sobre o Fluminense, no Maracanã, elogiei bastante a dupla de ataque formada por Iarley e Felipe. Porém, os jogos seguintes mostraram que o Goiás é muito mais que só uma dupla. As vitórias seguidas sobre Palmeiras, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense e Santo André, colocaram o time verde em 3º lugar na tabela. E tem mais! Para elevar, e muito, a qualidade do Goiás, vem aí ninguém menos que Fernandão.
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 15ª RODADA - SÉRIE B
SÉRIE B
Guarani 1 x 3 Atlético Goianiense
Vila Nova 2 x 1 América
Campinense 4 x 2 Figueirense
ABC 1 x 0 Portuguesa
Fortaleza 3 x 2 Bahia
Duque de Caxias 2 x 1 Paraná
Juventude 1 x 2 Vasco
Bragantino 1 x 1 Ceará
Ipatinga 0 x 2 São Caetano
Brasiliense 3 x 0 Ponte Preta
Olá amigos do FUTEBOLA!
O equilíbrio permanece grande na Segundona. Dos dez primeiros colocados, antes do início da rodada, apenas três (Atlético Goianiense, Vasco e Brasiliense) conseguiram vencer. O líder Atlético conquistou, em Campinas, uma excelente vitória sobre o Guarani, que está caindo pelas tabelas após incrível início de torneio. Logo atrás do time goiano está o Vasco que, também fora de casa, obteve ótimo triunfo sobre o Juventude. Vamos aos comentários sobre está vitória da equipe carioca.
Juventude 1 x 2 Vasco – Alfredo Jaconi, Caxias do Sul (RS)
MANDOU BEM!
- É impressionante o desespero que os adversários do Vasco sentem ao enfrentar o Carlos Alberto. Nenhum defensor tenta parar o camisa 19 na bola, preferindo sempre o caminho das faltas. Na partida contra o Juventude, Carlos Alberto sofreu nada menos que 12 faltas, sendo que a última delas foi um verdadeiro golpe de kung-fu. Após aplicar um belo drible na ponta direita e arrancar rumo a linha de fundo, Carlos Alberto foi surpreendido com uma voadora digna de Jackie Chan aplicada pelo defensor Allyson, que corretamente foi mais cedo para o chuveiro. Mesmo apanhando bastante, o capitão vascaíno conseguiu apresentar um bom futebol e foi, ao lado do volante Souza, o principal jogador da equipe. O jovem Souza por sinal, apesar da inconstância característica da idade, vem apresentando um bom futebol, compondo o sistema defensivo e se apresentando com qualidade no ataque, como no gol que fez em chute longo. Sua entrada fez muito bem ao Vasco.
- O camisa 10 do Juventude, Zezinho, levou a defesa vascaína à loucura. Com uma atuação excelente, principalmente na 1ª etapa, o garoto de apenas 17 anos mostrou muita habilidade e objetividade. Apesar de jogadas plasticamente bonitas, em todo o momento ele buscava o gol, como por exemplo no lance em que sofreu o pênalti. É óbvio que apenas uma partida (foi a primeira dele que assisti) não pode servir de parâmetro, porém sem dúvida alguma é um jovem pra se ficar de olho.
MANDOU MAL!
- O mérito do Vasco nesta atuação apenas razoável foi saber definir, na 1ª etapa, as jogadas criadas. Nos dois momentos em que forçou o jogo, a equipe carioca conseguiu balançar as redes duas vezes e abrir boa vantagem no marcador. O gol marcado pelo Juventude no final da etapa, entretanto, deixou a partida indefinida e o Vasco correu sérios riscos de não sair de campo com os três pontos. Diferentemente de antes do intervalo, o Vasco não soube definir a partida no 2º tempo, com o atacante Adriano perdendo nada menos que 4 claras chances de gols. O centroavante pode até jogar a culpa na falta de sorte, mas analisando friamente, Adriano não pode perder os gols que perdeu, na cara do goleiro. A situação do jogador fica ainda mais complicada se lembrarmos que minutos antes do Bahia virar a partida contra o Vasco, na 13ª rodada, Adriano havia perdido um gol após driblar o goleiro. Abre o olho Adriano!
Guarani 1 x 3 Atlético Goianiense
Vila Nova 2 x 1 América
Campinense 4 x 2 Figueirense
ABC 1 x 0 Portuguesa
Fortaleza 3 x 2 Bahia
Duque de Caxias 2 x 1 Paraná
Juventude 1 x 2 Vasco
Bragantino 1 x 1 Ceará
Ipatinga 0 x 2 São Caetano
Brasiliense 3 x 0 Ponte Preta
Olá amigos do FUTEBOLA!
O equilíbrio permanece grande na Segundona. Dos dez primeiros colocados, antes do início da rodada, apenas três (Atlético Goianiense, Vasco e Brasiliense) conseguiram vencer. O líder Atlético conquistou, em Campinas, uma excelente vitória sobre o Guarani, que está caindo pelas tabelas após incrível início de torneio. Logo atrás do time goiano está o Vasco que, também fora de casa, obteve ótimo triunfo sobre o Juventude. Vamos aos comentários sobre está vitória da equipe carioca.
Juventude 1 x 2 Vasco – Alfredo Jaconi, Caxias do Sul (RS)
MANDOU BEM!
- É impressionante o desespero que os adversários do Vasco sentem ao enfrentar o Carlos Alberto. Nenhum defensor tenta parar o camisa 19 na bola, preferindo sempre o caminho das faltas. Na partida contra o Juventude, Carlos Alberto sofreu nada menos que 12 faltas, sendo que a última delas foi um verdadeiro golpe de kung-fu. Após aplicar um belo drible na ponta direita e arrancar rumo a linha de fundo, Carlos Alberto foi surpreendido com uma voadora digna de Jackie Chan aplicada pelo defensor Allyson, que corretamente foi mais cedo para o chuveiro. Mesmo apanhando bastante, o capitão vascaíno conseguiu apresentar um bom futebol e foi, ao lado do volante Souza, o principal jogador da equipe. O jovem Souza por sinal, apesar da inconstância característica da idade, vem apresentando um bom futebol, compondo o sistema defensivo e se apresentando com qualidade no ataque, como no gol que fez em chute longo. Sua entrada fez muito bem ao Vasco.
- O camisa 10 do Juventude, Zezinho, levou a defesa vascaína à loucura. Com uma atuação excelente, principalmente na 1ª etapa, o garoto de apenas 17 anos mostrou muita habilidade e objetividade. Apesar de jogadas plasticamente bonitas, em todo o momento ele buscava o gol, como por exemplo no lance em que sofreu o pênalti. É óbvio que apenas uma partida (foi a primeira dele que assisti) não pode servir de parâmetro, porém sem dúvida alguma é um jovem pra se ficar de olho.
MANDOU MAL!
- O mérito do Vasco nesta atuação apenas razoável foi saber definir, na 1ª etapa, as jogadas criadas. Nos dois momentos em que forçou o jogo, a equipe carioca conseguiu balançar as redes duas vezes e abrir boa vantagem no marcador. O gol marcado pelo Juventude no final da etapa, entretanto, deixou a partida indefinida e o Vasco correu sérios riscos de não sair de campo com os três pontos. Diferentemente de antes do intervalo, o Vasco não soube definir a partida no 2º tempo, com o atacante Adriano perdendo nada menos que 4 claras chances de gols. O centroavante pode até jogar a culpa na falta de sorte, mas analisando friamente, Adriano não pode perder os gols que perdeu, na cara do goleiro. A situação do jogador fica ainda mais complicada se lembrarmos que minutos antes do Bahia virar a partida contra o Vasco, na 13ª rodada, Adriano havia perdido um gol após driblar o goleiro. Abre o olho Adriano!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
GRANDES SELEÇÕES DA COPA DO MUNDO - ÁUSTRIA 1934
ÁUSTRIA - 4ª COLOCADA NA COPA DO MUNDO DE 1974
ELENCO
Goleiros: Platzer, Raftl, Franzl
Defensores: Cisar, Sesta, Janda, Schmaus
Meio - Campistas: Smistik, Urbanek, Wagner, Hofmann
Atacantes: Zischek, Bican, Sindelar, Viertl, Horvath, Hassmann, Braun, Kaburek, Schall, Stroh, Walzhofer
Técnico: Hugo Meisl
CAMPANHA
Áustria 3 x 2 França
Áustria 2 x 1 Hungria
Áustria 0 x 1 Itália
Áustria 2 x 3 Alemanha
ELENCO
Goleiros: Platzer, Raftl, Franzl
Defensores: Cisar, Sesta, Janda, Schmaus
Meio - Campistas: Smistik, Urbanek, Wagner, Hofmann
Atacantes: Zischek, Bican, Sindelar, Viertl, Horvath, Hassmann, Braun, Kaburek, Schall, Stroh, Walzhofer
Técnico: Hugo Meisl
CAMPANHA
Áustria 3 x 2 França
Áustria 2 x 1 Hungria
Áustria 0 x 1 Itália
Áustria 2 x 3 Alemanha
A Copa do Mundo de 1934, realizada na Itália, não contou com duas das principais Seleções da época. O Uruguai, ressentido com a ausência de algumas equipes européias no Mundial realizado por lá, em 1930, se negou a participar desta edição da Copa. Vale lembrar que o Uruguai além de ter sido Campeão do Mundo, em 1930, também havia conquistado os títulos olímpicos em 1924 e 1928. Outra potência que esteve ausente na Itália foi a Inglaterra, que ainda preferia viver isolada do restante do planeta bola. Porém, o torneio teve a honra de contar com o que foi um dos principais representantes do futebol-arte em todos os tempos: a Áustria do treinador Hugo Meisl.
Hugo Meisl foi o comandante e idealizador desta que era a sensação européia no início dos anos 30. Praticando um jogo de toques curtos, refinados e rápidos, a Áustria envolvia seus oponentes, com um futebol inovador e diferente. A beleza apresentada pela equipe em campo, que lhe rendeu o apelido de “Wunderteam” (Time Maravilhoso), está relacionada a alguns conceitos de Hugo Meisl. O treinador exigia que sua equipe não desse os famosos chutões para frente, buscando a rápida ligação com o ataque, mas sim que a bola percorresse de pé em pé até o campo ofensivo. Entretanto, a maior contibuição dada pelo treinador foi que com ele surgiu o embrião do Futebol Total. Reparem em suas palavras e se assustem com tamanho conhecimento de futebol ainda na década de 30: “Os onze jogadores devem estar em permanente movimento para impedir o adversário de adivinhar as suas intenções. Mesmo um médio, se tiver oportunidade, deve avançar no terreno e surgir, de surpresa, na área adversária, mas, nesse mesmo instante, um seu colega deve imediatamente ocupar o seu posto em campo subitamente vazio pelo seu adiantamento no ataque.”*.
Se Meisl era quem organizava a equipe fora de campo, dentro das quatro linhas, quem liderava o Wunderteam era Matthias Sindelar, considerado por muitos como o atacante mais completo pré-2ª Guerra Mundial. Sindelar possuía uma qualidade técnica imensurável, grande facilidade para balançar as redes e devido ao seu porte físico franzino e a leveza com que flutuava em campo recebeu o apelido de “Homem de Papel”, apelido este que o marcaria para sempre. Além do futebol vistoso que mostrava dentro das quatro-linhas, o envolvimento com a política tornou Sindelar um personagem ainda mais lendário. No meado de década de 30, a Áustria foi anexada ao território alemão e com a equipe de futebol não foi diferente. A Seleção Alemã esperava contar com os grandes jogadores austríacos, porém Sindelar, judeu e muito contrário à ideologia de Hitler, se negou constantemente a vestir outra camisa que não a da Áustria. E teve mais! Em uma partida amistosa para celebrar a unificação dos países, a Áustria venceu a Alemanha por 2 a 0 e, após marcar seu gol, Sindelar comemorou com muito entusiasmo, na frente da tribuna onde se encontravam oficiais nazistas. Pouco tempo depois, Sindelar, o “Mozart do Futebol”, foi encontrado morto, ao lado de sua namorada, asfixiado por monóxido de carbono. Acidente? As autoridades disseram que sim.
Voltando ao Mundial de 1934, a Áustria chegava para a competição com um retrospecto impressionante. Apenas números não podem traduzir o encanto que o “Wunderteam” gerava na Europa, mas eles são incríveis. Reparem em alguns triunfos obtidos pela Seleção Austríaca, antes da Copa do Mundo: Suécia (4 x 1), Escócia (5 x 0), Alemanha (6 x 0), Suiça (8 x 1), Hungria (8 a 2), Bélgica (6 a 1), França (4 a 0) e Bulgária (6 a 1). Simplesmente inacreditável.
Iniciada a competição, a Áustria eliminaria a França e a Hungria e conquistaria o direito de enfrentar os donos da casa, a Itália, na fase semi-final. Existem muitos boatos, envolvendo esta partida, de que o ditador italiano Mussolini havia “conversado” com o árbitro antes da partida e este beneficiado a Itália. O fato, porém, é que Sindelar não conseguiu escapar da dura marcação de Luis Monti e o “Time Maravilhoso” não teve forças para bater o futuro Campeão do Mundo. Foi uma derrota que impediu uma brilhante Seleção conquistar o mundo, mas em nenhum momento diminuiu sua importância para o planeta bola.
*http://www.planetadofutebol.com/article.php?id=918
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