SÉRIE A
Palmeiras 2 x 1 Internacional
Santo André 1 x 0 Coritiba
Sport 2 x 0 Vitória
Corinthians 3 x 3 Botafogo
Atlético Paranaense 1 x 0 São Paulo
Grêmio 4 x 1 Atlético Mineiro
Fluminense 0 x 0 Barueri
Goiás 2 x 1 Santos
Cruzeiro 4 x 2 Náutico
Avaí 3 x 0 Flamengo
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 21ª rodada do Brasileirão terminou com duas das maiores surpresas do campeonato no G4. Goiás e Avaí continuam atropelando seus adversários e a cada dia que passa se consolidam mais como fortes candidatos na briga pela preciosa vaga na Libertadores. Se ambos vão ter forças para combater o Palmeiras, na briga pelo título, acredito ser cedo para falar, mas que estão jogando uma bola redondinho, isso estão. Vamos aos comentários sobre os jogos que assisti desta importante rodada do Brasileiro.
Palmeiras 2 x 1 Internacional – Palestra Itália, São Paulo (SP)
Fluminense 0 x 0 Barueri – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Avaí 3 x 0 Flamengo – Ressacada, Florianópolis (SC)
MANDOU BEM!
- Com 11 minutos de jogo, no Palestra Itália, os mais de 20 mil torcedores palmeirenses devem ter ficado com a pulga atrás da orelha. O motivo? Cleiton Xavier, em minha opinião o melhor jogador do Brasileiro até o momento, sentiu o tornozelo e teve que ser substituído. O jogo poderia ter se tornado um pesadelo para o Palmeiras não fosse a noite de Diego Souza. Com uma autoridade de encher os olhos, Diego chamou a responsabilidade de decidir a partida e teve uma atuação daquelas para guardar o jornal do dia seguinte. Quando ele pegava a bola e arrancava, a defesa colorada ficava louca. Para se ter uma idéia do nível da atuação do craque alvi-verde, o volante adversário Guiñazu, acreditem, esteve completamente perdido na tentativa de marcá-lo. Diego fez de tudo. Sofreu pênalti, organizou a jogada do segundo gol, armou contra-ataques, deu dribles desconsertantes, empolgou a torcida. Enfim, foi o dono do jogo. Em partidas como esta que o técnico, o time e a torcida, descobrem com quem pode contar nas horas difíceis.
- Com o final do 1º turno, muitos na imprensa andaram dizendo que o Brasileirão está carente de revelações e apontaram o atacante do Barueri, Fernandinho, como a única estrela nascente. Acreditei ser um exagero esta constatação pois, apesar de não estarmos recheados de jovens promessas, tem muito garoto bom por aí. Para ilustrar minha opinião, usarei a partida entre Palmeiras e Internacional. O volante do Verdão, Souza, mostrou, não pela primeira vez, um futebol muito dinâmico. Além de cumprir suas tarefas defensivas com muita qualidade, ainda aparecia frequentemente ao ataque para tentar chutes longos. Tendo a honra de atuar ao lado do Pentacampeão Edmílson, acredito que Souza tem muito para crescer ainda. Pelo lado Colorado, o meia Giuliano, assim como toda a equipe, não realizou uma grande partida, porém o golaço que marcou mostra que categoria ele tem de sobra. Após deixar dois defensores palmeirenses completamente perdidos, Giuliano mandou uma bomba sem chances de defesa para Marcos. Um dos gols mais bonitos do Brasileiro. A galera que adora a expressão “nivelado por baixo”, para desmerecer o nosso futebol, pode ter um pouco mais de coerência e paciência com nossas promessas.
- Talvez pela boa fase da equipe catarinense, talvez pela má fase do Rubro-Negro Carioca, talvez por um pouco dos dois, o fato é que o Avaí conseguiu bater o Flamengo sem nem precisar se esforçar, somente na organização tática. Uma defesa segura, comandada pelo bom goleiro Eduardo Martini, um meio-campo que sabe armar e chegar na frente para concluir e um ataque bem veloz, com um Muriqui que evoluiu mais neste Brasileiro do que em todos os anos que passou no futebol do Rio de Janeiro. Com uma tranquilidade característica dos times tradicionais quando enfrentam equipes de menor porte, o Avaí roubou o lugar do Flamengo e cumpriu seu papel com louvor. O torcedor rubro-negro deve se sentir humilhado pois pareceu que o Avaí não queria gastar muita energia em um jogo fácil e, mesmo assim, atropelou o Fla. Com todos os merecimentos o Avaí termina a rodada no G4. Por fim, e fazendo justiça, parabéns ao Silas pelo espetacular trabalho.
MANDOU MAL!
- Sem dúvida alguma o fato de o Internacional ter perdido para o Palmeiras, em pleno Parque Antártica, pode ser criticado, afinal serão poucos os times que conseguirão algum resultado positivo na casa do Verdão. Porém, uma equipe que deseja conquistar o Brasileirão, como é o caso do Inter, não pode apresentar um futebol fraco como foi no sábado. Com exceção de algumas aparições do Andrezinho, principalemte nas bolas paradas, o Colorado mostrou um futebol sem nenhuma criatividade. Somente quando o Palmeiras já estava com 2 a 0 no placar e acreditava ter definido o jogo, que o Inter tentou tomar alguma iniciativa, tendo o restante da partida organizado pouquíssimas jogadas de qualidade. A saída de Nilmar e a ausência de D´Alessandro não podem ser usadas como desculpas para um futebol tão pouco incisivo como foi o mostrado pelo Internacional.
- O Fluminense está sofrendo muito com a ausência de qualidade técnica no seu setor de meio-campo. A defesa é ruim? Sim. O ataque não é dos melhores? Sim. Estes dois fatores porém, podem ser muito bem contornados. Luiz Alberto e Cássio, apesar dos imensos buracos que têm deixado na defesa tricolor, estão no nível de muita dupla de zaga do Brasileiro. O ataque com Roni, Kieza e Maicon, podendo atuar até os três juntos, consegue dar algum trabalho aos adversários com velocidade e jogadas pelos flancos. A dupla de volantes do Fluzão, entretanto, não consegue dar ao time o mínimo de qualidade para sair para o jogo. Fabinho, Diguinho, Welington Monteiro, Marquinhos, Maurício... Não importa qual dupla esteja atuando, o Fluminense não consegue ter uma transição defesa/ataque decente. O sacrificado por este motivo é o argentino Conca que, sem nenhum apoio, fica sobrecarreado na armação de jogadas. O lugar ideal para Conca atuar seria perto dos atacantes, porém para isto ocorrer os volantes precisariam ter qualidade. Daqui uns dois meses, Urrutia e Fábio Santos podem entrar em forma e ajudar o Flu. Pena que o time não tem todo este tempo para fugir da degola.
- Faltou ao Flamengo, Léo Moura, Juan, Kléberson, Toró, Petkovic e Emerson, só para citar os que eu considero importantes para a equipe. Porém, mesmo com os desfalques, a equipe rubro-negra não pode mostrar um futebol de tão baixo nível. Nem a defesa dos juniores daria tanta facilidade ao adversário como Muriqui encontrou ao dar o passe para o primeiro gol do Avaí. Faltou coerência ao Andrade em escalar o Éverton na ala-esquerda, mesmo com a equipe sem poder contar com Kléberson e Petkovic na organização. O Willians poderia ser um pouquinho mais inteligente e se controlar para fazer menos faltas. Zé Roberto insiste em contrariar o ditado “Jogar bola não se esquece, é igual andar de bicicleta”. Ou os jogadores colocam na cabeça que é para jogar cada partida como se fosse uma decisão, ou param com esta hipocrisia de afirmar que o Flamengo é um grupo e não apenas 11 jogadores.
JOGADA RÁPIDA!
- E o Grêmio continua com sua constante inconstância, após mais uma bela vitória em casa, como foi a goleada de 4 a 1 no Atlético Mineiro. Em 11 jogos no Olímpico, são 9 vitórias e 2 derrotas. Em 10 jogos como visitante foram 2 empates e 8 derrotas. Que loucura!
ENQUANTO ISSO NA INGLATERRA…
Arsenal 4 x 1 Portsmouth
- Após estrear na Premier League com nada mais nada menos que uma goleada por 6 a 1 sobre o Everton, o Arsenal decidiu fazer outra vítima. Com um tranquilidade de dar gosto, os Gunners deram uma chinelada de 4 a 1 no fraco time do Portsmouth. Deu pra ver de tudo um pouco na boa atuação do Arsenal, a começar pelo excelente Fábregas, que iniciou com maestria as jogadas que resultaram nos dois primeiros gols londrinos. Que facilidade para passar a pelota! No setor ofensivo, Eduardo e Arshavin realizaram uma partida muito boa, tendo participações em gols e mostrando bastante qualidade técnica. Já Van Persie, o outro atacante, parou no goleirão do Portsmouth, o veterano James. Van Persie tentou de tudo quanto foi modo, mais James estava decidido a não levar gols do holandês. Apesar de o Portsmouth praticamente não ter agredido o Arsenal, o gol saiu de uma bola fortuita alçada na área, gostaria de elogiar o volante brasileiro Denílson, que teve uma atuação bem segura e consistente. Por fim, as palavras para o dono do jogo: Diaby. O volante francês teve uma atuação daquelas pra nunca mais esquecer. Autor dos dois primeiros gols do Arsenal, chegando ao ataque com muita propriedade, Diaby ainda foi o escultor da obra-prima que foi a jogada mais linda da partida. Na intermediária adversária o volante incorporou Zinedine Zidane, deu uma caneta em uma marcador, girou sobre a pelota, tirando mais um da jogada, e mandou um chute pro gol. Para os que já estavam de pé, torcendo para a bola entrar, infelizmente James defendeu o tiro. Este gol seria a coroação de uma grande apresentação. Na próxima rodada tem Arsenal e Manchester e, pelo futebol que o time do Arséne Wenger vem apresentando, eu não seria louco de perder este duelo.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 19ª RODADA - SÉRIE B
SÉRIE B
Campinense 3 x 3 Portuguesa
Bahia 2 x 1 Atlético Goianiense
Figueirense 0 x 2 São Caetano
Juventude 4 x 1 Guarani
Vasco 4 x 0 Ipatinga
Ponte Preta 4 x 1 Duque de Caxias
Fortaleza 4 x 0 Paraná
América 1 x 5 Ceará
Vila Nova 0 x 0 Brasiliense
Bragantino 3 x 0 ABC
Olá amigos do FUTEBOLA!
O São Caetano conseguiu sua sexta vitória consecutiva na Segundona e já está batendo a porta do G4. E não foi uma vitória qualquer, mas sim um triunfo sobre o Figueirense, fora de casa. Excelente recuperação do Azulão. As atenções da rodada, porém, estavam voltadas para o Vasco e seu retorno ao Maracanã. Para a alegria dos cruzmaltinos, foi tudo perfeito. Vamos aos comentários sobre o jogo do Vascão.
Vasco 4 x 0 Ipatinga – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- Antes de tecer meus comentários da vitória vascaína sobre o Ipatinga, gostaria de parabenizar os torcedores cruzmaltinos. As primeiras congratulações são pelo aniversário do clube, afinal 111 anos de existência não é para qualquer um. Depois, pela festa realizada no Maracanã, com um público de 80 mil torcedores, o maior de todas as séries do Brasileirão até o momento. Acredito que todos torcedores vascaínos consideram São Januário como sua casa, porém devem estar muito felizes por esta grande tarde que só o Maracanã é capaz de proporcionar. Por último, o parabéns vai para a liderança obtida na Série B. Não é nada, não é nada, o caminho do retorno para a elite, por méritos da equipe, está cada vez menos tortuoso.
- Sobre a atuação do Vasco dentro das quatro-linhas, ela foi de uma autoridade esperada. Somente uma zebra daquelas faria o Vasco não conseguir um resultado positivo no Maraca. O que de mais importante eu destaco desta vitória vascaína é a apresentação de Alex Teixeira. O jovem meia-atacante cruzmaltino jogou, em minha opinião, sua melhor partida pelo clube. O mais incrível de sua atuação foram as aparições como um autêntico centroavante, como nos dois gols que marcou, o segundo deles e último da goleada, por sinal, um golaço. Alex também apareceu como assistente, o que deve ser sua pricipal característica, ao dar lindo passe para Carlos Alberto sacudir o filó. O Vasco teve outros pontos positivos como mais um bom jogo de Enrico, mais um gol do artilheiro Élton, mais uma partida que Carlos Alberto não leva amarelo, o lateral Ramón voltando a aparecer bem ofensivamente... Ótima apresentação vascaína e inesquecível atuação de Alex Teixeira.
Campinense 3 x 3 Portuguesa
Bahia 2 x 1 Atlético Goianiense
Figueirense 0 x 2 São Caetano
Juventude 4 x 1 Guarani
Vasco 4 x 0 Ipatinga
Ponte Preta 4 x 1 Duque de Caxias
Fortaleza 4 x 0 Paraná
América 1 x 5 Ceará
Vila Nova 0 x 0 Brasiliense
Bragantino 3 x 0 ABC
Olá amigos do FUTEBOLA!
O São Caetano conseguiu sua sexta vitória consecutiva na Segundona e já está batendo a porta do G4. E não foi uma vitória qualquer, mas sim um triunfo sobre o Figueirense, fora de casa. Excelente recuperação do Azulão. As atenções da rodada, porém, estavam voltadas para o Vasco e seu retorno ao Maracanã. Para a alegria dos cruzmaltinos, foi tudo perfeito. Vamos aos comentários sobre o jogo do Vascão.
Vasco 4 x 0 Ipatinga – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- Antes de tecer meus comentários da vitória vascaína sobre o Ipatinga, gostaria de parabenizar os torcedores cruzmaltinos. As primeiras congratulações são pelo aniversário do clube, afinal 111 anos de existência não é para qualquer um. Depois, pela festa realizada no Maracanã, com um público de 80 mil torcedores, o maior de todas as séries do Brasileirão até o momento. Acredito que todos torcedores vascaínos consideram São Januário como sua casa, porém devem estar muito felizes por esta grande tarde que só o Maracanã é capaz de proporcionar. Por último, o parabéns vai para a liderança obtida na Série B. Não é nada, não é nada, o caminho do retorno para a elite, por méritos da equipe, está cada vez menos tortuoso.
- Sobre a atuação do Vasco dentro das quatro-linhas, ela foi de uma autoridade esperada. Somente uma zebra daquelas faria o Vasco não conseguir um resultado positivo no Maraca. O que de mais importante eu destaco desta vitória vascaína é a apresentação de Alex Teixeira. O jovem meia-atacante cruzmaltino jogou, em minha opinião, sua melhor partida pelo clube. O mais incrível de sua atuação foram as aparições como um autêntico centroavante, como nos dois gols que marcou, o segundo deles e último da goleada, por sinal, um golaço. Alex também apareceu como assistente, o que deve ser sua pricipal característica, ao dar lindo passe para Carlos Alberto sacudir o filó. O Vasco teve outros pontos positivos como mais um bom jogo de Enrico, mais um gol do artilheiro Élton, mais uma partida que Carlos Alberto não leva amarelo, o lateral Ramón voltando a aparecer bem ofensivamente... Ótima apresentação vascaína e inesquecível atuação de Alex Teixeira.
domingo, 23 de agosto de 2009
PELA ESTRADA AFORA - TROFÉU RAMÓN DE CARRANZA 1974
No meado da década de 70, para ser mais exato em 1974, existiam várias maneiras de se medir a força do Palmeiras. Entretanto, duas eram as mais representativas: a equipe havia conquistado o Bi-campeonato Brasileiro em 1972 e 1973 e contou com nada menos do que 6 jogadores convocados para a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo, na Alemanha. Foi este poderoso Palmeiras que foi convidado para participar do Troféu Ramón de Carranza, na cidade de Cádiz, na Espanha.
Em 1955, o Cádiz Club de Fútbol passava por dificuldades finaceiras e resolveu aproveitar a construção do Estadio Ramón de Carranza para organizar um torneio, envolvendo grandes clubes espanhóis e mundiais, que lhe ajudaria financeiramente. Foi então que pela primeira vez foi disputado o Troféu Ramón de Carranza, que com o tempo ficou cada vez mais valorizado ganhando a alcunha de “Troféu dos Troféus”. Só para citar uma grande curiosidade deste torneio, foi nele que, em 1962, pela primeira vez na história uma partida foi decidida na disputa de pênaltis.
A edição de 1974 do Ramón de Carranza foi talvez a mais estrelada de todas. Além de contar com o Espanhol, que havia levado o troféu em 1973, e o Verdão, o Barcelona de Johan Cruyff e o Santos de Pelé estariam presentes na competição. O que também chamava a atenção desta edição era o duelo entre Catalunha, representada por Espanhol e Barcelona, e São Paulo, que contava com Santos e Palmeiras. Muita rivalidade e bom futebol eram o que os torcedores espanhóis podiam esperar nos duelos que viriam pela frente.
O Barcelona era uma equipe fortíssima, havia conquistado a Liga Espanhola na temporada 73/74, liderada por dois dos maiores personagens do futebol holandês em todos os tempos. O treinador azul-grená era Rinus Michels que, apesar de excelentes trabalhos com o Ajax e com o próprio Barcelona, entrou para a história do futebol ao conquistar o Vice-campeonato Mundial em 1974, com a Seleção Holandesa e seu refinado Futebol Total. Tanto na “Laranja Mecânica”, quanto no Barcelona Campeão Espanhol, Rinus comandou Johan Cruyff, um jogador que até hoje não sabemos se encantou mais pelo seu senso tático ou por sua qualidade técnica. Após conquistar tudo que podia com o Ajax, incluindo 3 Copas dos Campeões da Europa, Cruyff chegou ao Barcelona e, logo em sua temporada de estréia, deu ao clube Catalão a Liga Espanhola que não era conquistada desde 1960. Liderado por Rinus Michels fora de campo e por Johan Cruyff dentro das quatro-linhas, o Barcelona com seu futebol dinâmico era o favorito para conquistar esta edição do Troféu Ramón de Carranza e tudo que viria pela frente, na temporada que estava se iniciando.
O Santos, apesar de ter conquistado metade do Paulistão de 1973, já que o árbitro Armando Marques errou na contagem dos pênaltis que decidiriam o Campeão e o título acabou divido com a Portuguesa, já não era mais a mesma potência de anos antes. Perto da equipe Bi-campeã Mundial em 62/63, de Gilmar, Mauro Ramos, Zito, Coutinho e Pepe, ou da Tri-campeã Paulista em 67/68/69, de Rildo, Ramos Delgado, Clodoaldo, Toninho Guerreiro e Edu, este Santos de 1974 era bem mais frágil. Porém, Pelé, o “Rei do Futebol”, ainda vestia o manto branco e isso já era o suficiente para todos no mundo quererem assistir ao Santos.
O torneio seria disputado da seguinte maneira: Barcelona x Palmeiras e Espanhol x Santos seriam os duelos que iriam apontar quais equipes disputariam a decisão. Pois é amigos, logo de cara, na estréia do torneio, teríamos um Barcelona e Palmeiras. E só para constar, havia menos de um mês que a Holanda de Cruyff e Michaels eliminara o Brasil da Copa do Mundo de 1974.
O Palmeiras, conhecido na época como “Academia” por mostrar em campo um estilo essencialmente técnico, chegando em alguns momentos a atingir a perfeição na troca de passes, era sem dúvida alguma uma das maiores equipes da época. A começar pelo goleiro Leão, um dos grandes nomes da posição na história do futebol brasileiro, que se destacava por sua personalidade fora de campo e seus reflexos e agilidade debaixo das traves. Se a “Academia” ensinava como rodar a pelota de pé em pé, também não ficava atrás no quesito defensivo . O cracaço Luís Pereira, que além de defender com maestria sempre subia ao ataque para fazer seus golzinhos (marcou 35 em sua passagem pelo Verdão), contava com a companhia de Eurico, Alfredo e Zeca, que mostravam que um futebol ofensivamente bonito pode ser mesclado a um sistema defensivo que era uma muralha. Para se ter uma idéia, em 1972 a equipe sofreu apenas 44 gols em 80 jogos.
Toda esta antítese entre a solidez defensiva e a leveza com a bola nos pés que o Verdão mostrava em campo devia-se principalmente a sua dupla de meias, a engrenagem principal desta máquina. Talvez somente Pelé e Coutinho, que juntos infernizavam qualquer adversário do Santos dos anos 60, tenham formado uma dupla tão entrosada quanto Dudu e Ademir da Guia. Dudu era um marcador implacável que ajudava Ademir na organização ofensiva. Ademir era um maestro de categoria imensurável, que ajudava Dudu na tarefa de defender. Mais impressionante do que a sincronia desta dupla era a capacidade de Ademir da Guia de ditar o ritmo de uma partida. Com Ademir em campo, todos os outros atletas, sem perceberem, estavam sendo manipulados. O maestro palmeirense dava ao jogo o seu ritmo, a sua calma, a sua tranquilidade. Deste modo, era permitido ao Palmeiras mostrar toda sua capacidade técnica e primazia na troca de passes. Sobre a arte de Ademir da Guia de jogar bola, foi o poeta João Cabral de Melo Neto o autor das, em minha opinião, mais perfeitas palavras.
Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.
Ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o.
Ritmo morno, de andar na areia,
da água doente de alagados,
entorpecendo, e então atando
o mais irriquieto adversário.
O confronto entre o estilos clássico e elegante de Ademir da Guia e dinâmico e intenso de Cruyff, era, principalmente para os apreciadores táticos do futebol, um momento imperdível.
Este jogo foi uma das provas de que o Palmeiras realmente não se importava com o adversário. Não interessava quem estivesse do outro lado do campo, se o Palmeiras estivesse em um dia de boa atuação, o que era uma constante, o ritmo do jogo seria o que o Verdão quisesse. Algumas frases retiradas do diário espanhol “El Mundo Deportivo”, mostram perfeitamente o que foi a partida*.
“...que el centro del campo fuera de dominio extranjero y alli se dacantarala bálanza a favor de un Palmeiras que demostró su condición de número uno del fúlbol brasileño.”
“...un Barcelona que corrió lo mínimo y no supo desmarcarse con la rapidez y facilidad que el planeamiento táctico contrario aconsejaba.”
“Fue tal la demonstración de superioridad de los brasileños, que en el primer tiempo los aficionados coroaron dos veces con olés y aplausos su juego reposado y trenzado.”
A movimentação característica que o Barcelona tinha como uma das suas principais armas foi engolida pelo toque de bola palmeirense. O ritmo pausado e técnico do Palmeiras foi como uma teia de aranha, deixando o Barça sem ação. Com gols de Leivinha e Ronaldo, o Verdão venceu por 2 a 0 e conquistou a vaga na final. A decisão poderia ter sido brasileira, porém o Santos não aguentou o veloz jogo do Espanhol, que contava com a excelente dupla ofensiva Marañon e Jose Maria, e foi derrotado, também por 2 a 0. O Santos por sinal, também sucumbiu diante do Barcelona na disputa pelo 3º lugar. Com uma excelente atuação de mais um holandês do Barça, o atacante Johan Neeskens, que marcou 2 gols, o time catalão venceu facilmente o Alvi-negro Praiano por 4 a 1.
Na partida final, novamente o Palmeiras precisaria impor seu estilo em campo pois, como citei anteriormente, a principal arma do Espanhol na busca pelo Bi do Ramón de Carranza era a rapidez ofensiva. Mantendo o maior tempo possível o controle da pelota, o Palmeiras neutralizou a velocidade do oponente e deixou o jogo correr morno. O placar mostrava 1 a 1 (Leivinha havia marcado o tento do Verdão) quando, aos 37 minutos 2ª etapa, Luís Pereira, em uma de suas inesquecíveis subidas aos ataque, marcou o gol do título. O zagueirão era mesmo demais. Mesmo o Palmeiras contando com a excelente dupla de ataque formada pelo matador César “Maluco”, segundo maior artilheiro da história do clube com 180 gols, e Leivinha, meia-atacante inteligentíssimo que sabia usar a cabeça para pensar e também para marcar gols, Luís Pereira sempre mostrava sua importância ofensiva.
Em uma época onde as notícias não corriam o mundo com a velocidade de hoje, o Palmeiras deixou muita gente boquiaberta. Quem esperava assistir Pelé e Cruyff dando espetáculo, se encantou com Ademir da Guia. Quem achava que goleiro bom era goleiro europeu, se assustou com a qualidade de Emerson Leão. Os espanhóis que não conheciam a fundo o futebol de Luís Pereira e de Leivinha ficaram tão extasiados que, no ano seguinte, ambos foram atuar no Atlético de Madrid, onde fizeram história conquistando a Liga Espanhola de 1977. Pois é amigos, como era boa a época em que ao invés de vendermos nossos craques, vendíamos nosso show.
Equipe-base: Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Ronaldo, Leivinha, Cesar e Toninho.
Também atuaram: Édson, Edu e Fedato
*El Mundo Deportivo – 01 de setembro de 1974
Em 1955, o Cádiz Club de Fútbol passava por dificuldades finaceiras e resolveu aproveitar a construção do Estadio Ramón de Carranza para organizar um torneio, envolvendo grandes clubes espanhóis e mundiais, que lhe ajudaria financeiramente. Foi então que pela primeira vez foi disputado o Troféu Ramón de Carranza, que com o tempo ficou cada vez mais valorizado ganhando a alcunha de “Troféu dos Troféus”. Só para citar uma grande curiosidade deste torneio, foi nele que, em 1962, pela primeira vez na história uma partida foi decidida na disputa de pênaltis.
A edição de 1974 do Ramón de Carranza foi talvez a mais estrelada de todas. Além de contar com o Espanhol, que havia levado o troféu em 1973, e o Verdão, o Barcelona de Johan Cruyff e o Santos de Pelé estariam presentes na competição. O que também chamava a atenção desta edição era o duelo entre Catalunha, representada por Espanhol e Barcelona, e São Paulo, que contava com Santos e Palmeiras. Muita rivalidade e bom futebol eram o que os torcedores espanhóis podiam esperar nos duelos que viriam pela frente.
O Barcelona era uma equipe fortíssima, havia conquistado a Liga Espanhola na temporada 73/74, liderada por dois dos maiores personagens do futebol holandês em todos os tempos. O treinador azul-grená era Rinus Michels que, apesar de excelentes trabalhos com o Ajax e com o próprio Barcelona, entrou para a história do futebol ao conquistar o Vice-campeonato Mundial em 1974, com a Seleção Holandesa e seu refinado Futebol Total. Tanto na “Laranja Mecânica”, quanto no Barcelona Campeão Espanhol, Rinus comandou Johan Cruyff, um jogador que até hoje não sabemos se encantou mais pelo seu senso tático ou por sua qualidade técnica. Após conquistar tudo que podia com o Ajax, incluindo 3 Copas dos Campeões da Europa, Cruyff chegou ao Barcelona e, logo em sua temporada de estréia, deu ao clube Catalão a Liga Espanhola que não era conquistada desde 1960. Liderado por Rinus Michels fora de campo e por Johan Cruyff dentro das quatro-linhas, o Barcelona com seu futebol dinâmico era o favorito para conquistar esta edição do Troféu Ramón de Carranza e tudo que viria pela frente, na temporada que estava se iniciando.
O Santos, apesar de ter conquistado metade do Paulistão de 1973, já que o árbitro Armando Marques errou na contagem dos pênaltis que decidiriam o Campeão e o título acabou divido com a Portuguesa, já não era mais a mesma potência de anos antes. Perto da equipe Bi-campeã Mundial em 62/63, de Gilmar, Mauro Ramos, Zito, Coutinho e Pepe, ou da Tri-campeã Paulista em 67/68/69, de Rildo, Ramos Delgado, Clodoaldo, Toninho Guerreiro e Edu, este Santos de 1974 era bem mais frágil. Porém, Pelé, o “Rei do Futebol”, ainda vestia o manto branco e isso já era o suficiente para todos no mundo quererem assistir ao Santos.
O torneio seria disputado da seguinte maneira: Barcelona x Palmeiras e Espanhol x Santos seriam os duelos que iriam apontar quais equipes disputariam a decisão. Pois é amigos, logo de cara, na estréia do torneio, teríamos um Barcelona e Palmeiras. E só para constar, havia menos de um mês que a Holanda de Cruyff e Michaels eliminara o Brasil da Copa do Mundo de 1974.
O Palmeiras, conhecido na época como “Academia” por mostrar em campo um estilo essencialmente técnico, chegando em alguns momentos a atingir a perfeição na troca de passes, era sem dúvida alguma uma das maiores equipes da época. A começar pelo goleiro Leão, um dos grandes nomes da posição na história do futebol brasileiro, que se destacava por sua personalidade fora de campo e seus reflexos e agilidade debaixo das traves. Se a “Academia” ensinava como rodar a pelota de pé em pé, também não ficava atrás no quesito defensivo . O cracaço Luís Pereira, que além de defender com maestria sempre subia ao ataque para fazer seus golzinhos (marcou 35 em sua passagem pelo Verdão), contava com a companhia de Eurico, Alfredo e Zeca, que mostravam que um futebol ofensivamente bonito pode ser mesclado a um sistema defensivo que era uma muralha. Para se ter uma idéia, em 1972 a equipe sofreu apenas 44 gols em 80 jogos.
Toda esta antítese entre a solidez defensiva e a leveza com a bola nos pés que o Verdão mostrava em campo devia-se principalmente a sua dupla de meias, a engrenagem principal desta máquina. Talvez somente Pelé e Coutinho, que juntos infernizavam qualquer adversário do Santos dos anos 60, tenham formado uma dupla tão entrosada quanto Dudu e Ademir da Guia. Dudu era um marcador implacável que ajudava Ademir na organização ofensiva. Ademir era um maestro de categoria imensurável, que ajudava Dudu na tarefa de defender. Mais impressionante do que a sincronia desta dupla era a capacidade de Ademir da Guia de ditar o ritmo de uma partida. Com Ademir em campo, todos os outros atletas, sem perceberem, estavam sendo manipulados. O maestro palmeirense dava ao jogo o seu ritmo, a sua calma, a sua tranquilidade. Deste modo, era permitido ao Palmeiras mostrar toda sua capacidade técnica e primazia na troca de passes. Sobre a arte de Ademir da Guia de jogar bola, foi o poeta João Cabral de Melo Neto o autor das, em minha opinião, mais perfeitas palavras.
Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.
Ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o.
Ritmo morno, de andar na areia,
da água doente de alagados,
entorpecendo, e então atando
o mais irriquieto adversário.
O confronto entre o estilos clássico e elegante de Ademir da Guia e dinâmico e intenso de Cruyff, era, principalmente para os apreciadores táticos do futebol, um momento imperdível.
Este jogo foi uma das provas de que o Palmeiras realmente não se importava com o adversário. Não interessava quem estivesse do outro lado do campo, se o Palmeiras estivesse em um dia de boa atuação, o que era uma constante, o ritmo do jogo seria o que o Verdão quisesse. Algumas frases retiradas do diário espanhol “El Mundo Deportivo”, mostram perfeitamente o que foi a partida*.
“...que el centro del campo fuera de dominio extranjero y alli se dacantarala bálanza a favor de un Palmeiras que demostró su condición de número uno del fúlbol brasileño.”
“...un Barcelona que corrió lo mínimo y no supo desmarcarse con la rapidez y facilidad que el planeamiento táctico contrario aconsejaba.”
“Fue tal la demonstración de superioridad de los brasileños, que en el primer tiempo los aficionados coroaron dos veces con olés y aplausos su juego reposado y trenzado.”
A movimentação característica que o Barcelona tinha como uma das suas principais armas foi engolida pelo toque de bola palmeirense. O ritmo pausado e técnico do Palmeiras foi como uma teia de aranha, deixando o Barça sem ação. Com gols de Leivinha e Ronaldo, o Verdão venceu por 2 a 0 e conquistou a vaga na final. A decisão poderia ter sido brasileira, porém o Santos não aguentou o veloz jogo do Espanhol, que contava com a excelente dupla ofensiva Marañon e Jose Maria, e foi derrotado, também por 2 a 0. O Santos por sinal, também sucumbiu diante do Barcelona na disputa pelo 3º lugar. Com uma excelente atuação de mais um holandês do Barça, o atacante Johan Neeskens, que marcou 2 gols, o time catalão venceu facilmente o Alvi-negro Praiano por 4 a 1.
Na partida final, novamente o Palmeiras precisaria impor seu estilo em campo pois, como citei anteriormente, a principal arma do Espanhol na busca pelo Bi do Ramón de Carranza era a rapidez ofensiva. Mantendo o maior tempo possível o controle da pelota, o Palmeiras neutralizou a velocidade do oponente e deixou o jogo correr morno. O placar mostrava 1 a 1 (Leivinha havia marcado o tento do Verdão) quando, aos 37 minutos 2ª etapa, Luís Pereira, em uma de suas inesquecíveis subidas aos ataque, marcou o gol do título. O zagueirão era mesmo demais. Mesmo o Palmeiras contando com a excelente dupla de ataque formada pelo matador César “Maluco”, segundo maior artilheiro da história do clube com 180 gols, e Leivinha, meia-atacante inteligentíssimo que sabia usar a cabeça para pensar e também para marcar gols, Luís Pereira sempre mostrava sua importância ofensiva.
Em uma época onde as notícias não corriam o mundo com a velocidade de hoje, o Palmeiras deixou muita gente boquiaberta. Quem esperava assistir Pelé e Cruyff dando espetáculo, se encantou com Ademir da Guia. Quem achava que goleiro bom era goleiro europeu, se assustou com a qualidade de Emerson Leão. Os espanhóis que não conheciam a fundo o futebol de Luís Pereira e de Leivinha ficaram tão extasiados que, no ano seguinte, ambos foram atuar no Atlético de Madrid, onde fizeram história conquistando a Liga Espanhola de 1977. Pois é amigos, como era boa a época em que ao invés de vendermos nossos craques, vendíamos nosso show.
Equipe-base: Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Ronaldo, Leivinha, Cesar e Toninho.
Também atuaram: Édson, Edu e Fedato
*El Mundo Deportivo – 01 de setembro de 1974
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 20ª RODADA - SÉRIE A
SÉRIE A
Santos 1 x 0 Grêmio
Vitória 2 x 1 Atlético Paranaense
Botafogo 1 x 2 Santo André
Barueri 2 x 1 Sport
São Paulo 1 x 0 Fluminense
Coritiba 1 x 0 Palmeiras
Internacional 1 x 2 Corinthians
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro
Náutico 2 x 0 Goiás
Atlético Mineiro 2 x 2 Avaí
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 1ª rodada do returno foi um verdadeiro pesadelo para a torcida carioca. Todos os três representantes do estado perderam suas partidas. E mais! Além de o Fluminense permanecer na zona da degola, o Botafogo voltou para a dita cuja. Diante de atuações tão péssimas, de onde os torcedores vão tirar esperança para sonhar com algo de positivo no restante do Brasileiro? Vamos aos comentários sobre os jogos que assisti desta rodada do Nacional.
São Paulo 1 x 0 Fluminense – Morumbi, São Paulo (SP)
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- O 1º tempo jogado pelo São Paulo no Morumbi, contra o Fluminense, foi de altíssimo nível. Novamente a renascida dupla Hernanes/Richarlyson foi essencial para a vitória do Tricolor Paulista. Nesta partida, porém, não foi como dupla de volantes que eles atuaram. Richarlyson substituiu Miranda como terceiro zagueiro e Hernanes jogou mais ofensivamente, caindo bastante pelo lado direito. Queda de rendimento? Que nada. Com sua movimentação e categoria, Hernanes esteve muito participativo e Richarlyson, por mais de uma vez, deu as caras no ataque. Foi após um ótimo passe de Hernanes que Richarlyson fez linda jogada, passando por dois defensores, e assinalou o gol da vitória do Sampa. Gostaria também de destacar a atuação defensiva de Richarlyson nesta partida. Mesmo diante de um Fluminense que nada conseguiu produzir ofensivamente, o volante/zagueiro são-paulino ganhou praticamente todas as jogadas que ocorreram em seu setor. Posso até estar exagerando um pouco, mas acredito que se continuarem neste ritmo ambos podem sonhar com a Copa do Mundo.
- O Cruzeiro não está bem na tabela, com certeza ainda está sentindo a derrota na finalíssima da Libertadores, vai ter um trabalhão para organizar o setor de meio-campo, após as saídas de Wagner e Ramires, porém é um time que sempre joga pro ataque. Durante a 1ª etapa, do jogo contra o Flamengo, o Cruzeiro, a rigor, conseguiu criar apenas uma boa jogada ofensiva, que surgiu após uma saída de bola medíocre do volante rubro-negro Lenon. O ex-lateral da Seleção Brasileira, Gilberto, vestia a camisa 10 e era o encarregado de ser o maestro da equipe, entretanto não teve muito sucesso. Já pela lateral-direita, volantes se revezavam na improvisação. Estes dois fatores fizeram o Cruzeiro ter um ruim desempenho no 1º tempo. Já após o intervalo, a equipe resolveu ser mais agressiva, os laterais (Jancarlos entrou na direita) começaram a aparecer, tanto que o esquerdo Diego Renan marcou o gol de empate, os volantes chegaram no ataque, como Fabrício no gol da virada, e o “Gladiador” Kléber continuou se matando na frente. O Cruzeiro é um caso estranho. É o pior ataque do Brasileirão, porém nunca desiste de atacar. Dando uma opinião pessoal, que até considero um pouco arriscada, pois já passamos do 1º turno, acredito que com a adaptação física de Gilberto e Guerrón, o Cruzeiro vai encostar no G4.
- Nos últimos jogos do Flamengo, a torcida só não tem motivos para reclamar do Emerson. O atacante rubro-negro tem jogado cada partida como se fosse sua última pelo Flamengo, até porque, com as constantes investidas do mundo árabe, cada partida parece mesmo ser sua última. Emerson possui muitas características positivas para um atacante, sendo a velocidade e bom poder de finalização apenas duas delas, porém o que mais impressiona é sua raça em campo. Reparem só no estado em que ele sai do gramado. Nesta partida contra o Cruzeiro, em particular, ao ser substituído, ele parecia estar voltando de um campo de batalha. Emerson tem me lembrado um boxeador dos anos 70 chamado Jerry Quarry. Não importava se ele vencia ou perdia a luta, mas sempre saía do ringue com o aspecto de ter lutado contra um tanque, tamanho era seu desgaste físico.
MANDOU MAL!
- O Fluminense não pode realizar uma partida no nível que mostrou no Morumbi. Tudo bem que o São Paulo tem um time que, no momento, é infinitamente superior técnica e taticamente, fato que pode ser exemplificado pela comparação dos setores de meio-campo. Enquanto o do Tricolor Paulista era dinâmico, buscava espaços e trocava passes, o do Carioca não conseguia passar do grande círculo. Acredito porém, que apesar da fase que está vivendo, o Fluminense não pode passar o 1º tempo inteiro sem conseguir organizar uma única jogada ofensiva. Este não é um papel digno de um time de Série A. Nem mesmo do 19º colocado. Após o intervalo, a equipe carioca ainda melhorou um pouco, mais pelo aspecto da força de vontade do que pela organização ou qualidade. A produção ofensiva do Flu foi tão mínima, que o lance de maior perigo para Rogério Ceni foi uma cabeçada que André Dias mandou contra o próprio patrimônio. Alguns podem dizer que não faltou raça, garra, gana, ao Fluminense. Já eu, acredito que isto é o mínimo que os jogadores tricolores podem oferecer neste momento tão crítico.
- O Flamengo precisa pensar um pouco como time pequeno. Com todo respeito ao trio Aírton/Lenon/Fierro, que começou atuando na meiúca contra o Cruzeiro, ele não tem capacidade alguma de organizar o Rubro-negro ofensivamente. O que então deveria fazer? O mesmo que o lateral-esquerdo Jorbson, ou seja, procurar o Adriano. Na situação em que se encontra, com um número absurdo de desfalques (neste jogo foram sete) a equipe tem que batalhar, batalhar, batalhar e entregar a bola para a dupla de ataque, que é o único setor onde se encontra alguma qualidade técnica. Não pode Adriano ficar a partida inteira correndo atrás de bicuda pra frente. Até uma equipe da 2ª divisão Inglesa conseguiria ultrapassar o meio-campo e cruzar bola na área, ou então entregar a pelota para o Emerson correr sozinho e, no mínimo, sofrer falta. Se vai ser produtivo ficar cruzando chuveirinho na área para o Adriano ou mandar o Emerson se virar sozinho com a bola? Bom, pior do que está não ficará.
- O goleiro rubro-negro Bruno está sofrendo gols em bolas que seriam defensáveis. Não são aqueles frangos monumentais, mas bolas que um goleiro comum defenderia. O estranho é que em uma mesma partida ele leva um gol defensável, como foi o do Fabrício, e salva uma bola dificílima, como no chute do Kléber na pequena área. A torcida, que tem todo o direito de cobrar daqueles de quem mais esperam, já começou a vaiar o goleiro Bruno. Posso estar enganado, mas em minha opinião, a esta altura do ano, o Bruno esperava estar em um clube europeu e no banco do Júlio César, na Seleção Brasileira. Alguém tem que avisar para ele que se não conseguiu seus objetivos, ele mesmo é o culpado.
JOGADA RÁPIDA!
- Fatos que tornam o futebol um esporte mágico: o Corinthians, que vinha de uma sequência de péssimos resultados, venceu, seguidamente, Atlético Mineiro e Internacional. Quem foram os beneficiados? Palmeiras e São Paulo, respectivamente líder e vice-líder do Brasileirão.
Santos 1 x 0 Grêmio
Vitória 2 x 1 Atlético Paranaense
Botafogo 1 x 2 Santo André
Barueri 2 x 1 Sport
São Paulo 1 x 0 Fluminense
Coritiba 1 x 0 Palmeiras
Internacional 1 x 2 Corinthians
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro
Náutico 2 x 0 Goiás
Atlético Mineiro 2 x 2 Avaí
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 1ª rodada do returno foi um verdadeiro pesadelo para a torcida carioca. Todos os três representantes do estado perderam suas partidas. E mais! Além de o Fluminense permanecer na zona da degola, o Botafogo voltou para a dita cuja. Diante de atuações tão péssimas, de onde os torcedores vão tirar esperança para sonhar com algo de positivo no restante do Brasileiro? Vamos aos comentários sobre os jogos que assisti desta rodada do Nacional.
São Paulo 1 x 0 Fluminense – Morumbi, São Paulo (SP)
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- O 1º tempo jogado pelo São Paulo no Morumbi, contra o Fluminense, foi de altíssimo nível. Novamente a renascida dupla Hernanes/Richarlyson foi essencial para a vitória do Tricolor Paulista. Nesta partida, porém, não foi como dupla de volantes que eles atuaram. Richarlyson substituiu Miranda como terceiro zagueiro e Hernanes jogou mais ofensivamente, caindo bastante pelo lado direito. Queda de rendimento? Que nada. Com sua movimentação e categoria, Hernanes esteve muito participativo e Richarlyson, por mais de uma vez, deu as caras no ataque. Foi após um ótimo passe de Hernanes que Richarlyson fez linda jogada, passando por dois defensores, e assinalou o gol da vitória do Sampa. Gostaria também de destacar a atuação defensiva de Richarlyson nesta partida. Mesmo diante de um Fluminense que nada conseguiu produzir ofensivamente, o volante/zagueiro são-paulino ganhou praticamente todas as jogadas que ocorreram em seu setor. Posso até estar exagerando um pouco, mas acredito que se continuarem neste ritmo ambos podem sonhar com a Copa do Mundo.
- O Cruzeiro não está bem na tabela, com certeza ainda está sentindo a derrota na finalíssima da Libertadores, vai ter um trabalhão para organizar o setor de meio-campo, após as saídas de Wagner e Ramires, porém é um time que sempre joga pro ataque. Durante a 1ª etapa, do jogo contra o Flamengo, o Cruzeiro, a rigor, conseguiu criar apenas uma boa jogada ofensiva, que surgiu após uma saída de bola medíocre do volante rubro-negro Lenon. O ex-lateral da Seleção Brasileira, Gilberto, vestia a camisa 10 e era o encarregado de ser o maestro da equipe, entretanto não teve muito sucesso. Já pela lateral-direita, volantes se revezavam na improvisação. Estes dois fatores fizeram o Cruzeiro ter um ruim desempenho no 1º tempo. Já após o intervalo, a equipe resolveu ser mais agressiva, os laterais (Jancarlos entrou na direita) começaram a aparecer, tanto que o esquerdo Diego Renan marcou o gol de empate, os volantes chegaram no ataque, como Fabrício no gol da virada, e o “Gladiador” Kléber continuou se matando na frente. O Cruzeiro é um caso estranho. É o pior ataque do Brasileirão, porém nunca desiste de atacar. Dando uma opinião pessoal, que até considero um pouco arriscada, pois já passamos do 1º turno, acredito que com a adaptação física de Gilberto e Guerrón, o Cruzeiro vai encostar no G4.
- Nos últimos jogos do Flamengo, a torcida só não tem motivos para reclamar do Emerson. O atacante rubro-negro tem jogado cada partida como se fosse sua última pelo Flamengo, até porque, com as constantes investidas do mundo árabe, cada partida parece mesmo ser sua última. Emerson possui muitas características positivas para um atacante, sendo a velocidade e bom poder de finalização apenas duas delas, porém o que mais impressiona é sua raça em campo. Reparem só no estado em que ele sai do gramado. Nesta partida contra o Cruzeiro, em particular, ao ser substituído, ele parecia estar voltando de um campo de batalha. Emerson tem me lembrado um boxeador dos anos 70 chamado Jerry Quarry. Não importava se ele vencia ou perdia a luta, mas sempre saía do ringue com o aspecto de ter lutado contra um tanque, tamanho era seu desgaste físico.
MANDOU MAL!
- O Fluminense não pode realizar uma partida no nível que mostrou no Morumbi. Tudo bem que o São Paulo tem um time que, no momento, é infinitamente superior técnica e taticamente, fato que pode ser exemplificado pela comparação dos setores de meio-campo. Enquanto o do Tricolor Paulista era dinâmico, buscava espaços e trocava passes, o do Carioca não conseguia passar do grande círculo. Acredito porém, que apesar da fase que está vivendo, o Fluminense não pode passar o 1º tempo inteiro sem conseguir organizar uma única jogada ofensiva. Este não é um papel digno de um time de Série A. Nem mesmo do 19º colocado. Após o intervalo, a equipe carioca ainda melhorou um pouco, mais pelo aspecto da força de vontade do que pela organização ou qualidade. A produção ofensiva do Flu foi tão mínima, que o lance de maior perigo para Rogério Ceni foi uma cabeçada que André Dias mandou contra o próprio patrimônio. Alguns podem dizer que não faltou raça, garra, gana, ao Fluminense. Já eu, acredito que isto é o mínimo que os jogadores tricolores podem oferecer neste momento tão crítico.
- O Flamengo precisa pensar um pouco como time pequeno. Com todo respeito ao trio Aírton/Lenon/Fierro, que começou atuando na meiúca contra o Cruzeiro, ele não tem capacidade alguma de organizar o Rubro-negro ofensivamente. O que então deveria fazer? O mesmo que o lateral-esquerdo Jorbson, ou seja, procurar o Adriano. Na situação em que se encontra, com um número absurdo de desfalques (neste jogo foram sete) a equipe tem que batalhar, batalhar, batalhar e entregar a bola para a dupla de ataque, que é o único setor onde se encontra alguma qualidade técnica. Não pode Adriano ficar a partida inteira correndo atrás de bicuda pra frente. Até uma equipe da 2ª divisão Inglesa conseguiria ultrapassar o meio-campo e cruzar bola na área, ou então entregar a pelota para o Emerson correr sozinho e, no mínimo, sofrer falta. Se vai ser produtivo ficar cruzando chuveirinho na área para o Adriano ou mandar o Emerson se virar sozinho com a bola? Bom, pior do que está não ficará.
- O goleiro rubro-negro Bruno está sofrendo gols em bolas que seriam defensáveis. Não são aqueles frangos monumentais, mas bolas que um goleiro comum defenderia. O estranho é que em uma mesma partida ele leva um gol defensável, como foi o do Fabrício, e salva uma bola dificílima, como no chute do Kléber na pequena área. A torcida, que tem todo o direito de cobrar daqueles de quem mais esperam, já começou a vaiar o goleiro Bruno. Posso estar enganado, mas em minha opinião, a esta altura do ano, o Bruno esperava estar em um clube europeu e no banco do Júlio César, na Seleção Brasileira. Alguém tem que avisar para ele que se não conseguiu seus objetivos, ele mesmo é o culpado.
JOGADA RÁPIDA!
- Fatos que tornam o futebol um esporte mágico: o Corinthians, que vinha de uma sequência de péssimos resultados, venceu, seguidamente, Atlético Mineiro e Internacional. Quem foram os beneficiados? Palmeiras e São Paulo, respectivamente líder e vice-líder do Brasileirão.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 19ª RODADA - SÉRIE A
SÉRIE A
Avaí 2 x 1 Náutico
Santo André 0 x 2 Internacional
Palmeiras 1 x 1 Botafogo
Corinthianas 2 x 0 Atlético Mineiro
Sport 1 x 2 São Paulo
Grêmio 4 x 1 Flamengo
Fluminense 1 x 3 Coritiba
Goiás 3 x 2 Vitória
Cruzeiro 0 x 0 Santos
Atlético Paranaense 3 x 0 Barueri
Olá amigo do FUTEBOLA!
Chegamos ao fim do 1º turno do Brasileirão sem saber quem foi o Campeão da primeira metade do torneio, já que a tabela está cheia de asteriscos mostrando jogos atrasados. O Internacional ainda conta com 2 jogos para tirar os 4 pontos de vantagem do Palmeiras e levar o simbólico título. Por falar em Palmeiras, o Verdão chegou ao terceiro empate seguido e já começa a se assustar com a galera que vem de baixo. Como surpresa que já não é mais surpresa, o Avaí conseguiu mais uma vitória e se mantém pertinho do G4, enquanto equipes antes consideradas favoritas às vagas na Libertadores, como Flamengo e Cruzeiro, estão mostrando uma grande inconstância. Vamos aos comentários dos jogos que consegui assistir desta 19ª rodada do Brasileirão.
Palmeiras 1 x 1 Botafogo – Parque Antártica, São Paulo (SP)
Grêmio 4 x 1 Flamengo – Olímpico, Porto Alegre (RS)
MANDOU BEM!
- Até quando não joga bem o Cleiton Xavier tem se destacado. Na partida entre Palmeiras e Botafogo, dentre todos os jogadores em campo que possuíam a capacidade de criar boas jogadas ofensivas, como por exemplo Lúcio Flávio, Jônatas e Diego Souza, foi Cleiton o único a mostrar um bom trabalho. Tudo bem que suas melhores aparições foram nas bolas paradas, que por sinal ele vem cobrando com uma qualidade impressionante, mas os poucos bons ataques que o Verdão conseguiu organizar com a pelota rolando passaram por seus pés. Além de deixar Diego Souza e Armero livres para marcar, Cleiton também iniciou contra-ataques e apareceu na área para tentar assistências. Sem dúvida alguma, o atual time do Palmeiras é movido pelo futebol do Cleiton Xavier.
- Bem diferente do que eu imaginava, o Botafogo encarou o líder Palmeiras, em pleno Parque Antártica, de igual para igual. Pelo menos até a segunda metade do 2º tempo, quando a equipe recuou para segurar a pressão verde. Durante a maior parte do jogo, porém, o Fogão incomodou bastante o goleiro Marcos, ora com André Lima, autor de um gol digno de bom centroavante, ora em bolas paradas com Lúcio Flávio. É muito difícil saber se o Botafogo também teria uma atuação dessas, sem medo de enfrentar o 1º colocado do Brasileirão, fora de casa, se o Ney Franco ainda estivesse no comando, porém algo me diz que aí tem o dedo do Estevam Soares.
- A atuação do goleiro gremista Victor, no duelo contra o Flamengo, foi algo sensacional. Não importava quem aparecia em sua frente, livre, leve e solto, que o destino final da jogada era sempre o mesmo: defesaça de Victor. Em uma partida onde a defesa gaúcha esteve irreconhecível, tamanha quantidade de espaços que deu para o Flamengo trabalhar, podem ser atribuídos ao goleiro os três pontos obtidos. O que mais chamou a atenção na apresentação de Victor foi que, além de fechar o gol, o goleiro praticamente não deu rebotes. Em chutes de Adriano e Emerson, de dentro da área, ele conseguiu encaixar a pelota com imensa categoria. Se Victor sonha em ir para a Copa do Mundo de 2010, esta apresentação foi um grande passo para a realização deste sonho.
MANDOU MAL!
- O Palmeiras realmente necessita de um finalizador. Este fato ficou mais claro diante de uma ruim atuação do Diego Souza. O meia palmeirense, que vem sendo constantemente improvisado no ataque, está realizando um Brasileirão espetacular, porém uma equipe considerada favorita ao título precisa de um centroavante que resolva. Obina, que desta vez não esteve em campo, e Ortigoza, podem até realizar algumas boas partidas, entratanto não terão a constância necessária para serem titulares absolutos e intocáveis. Acredito também que o recém-contratado Robert, que esteve nulo em campo, contra o Fogão, também está incluído neste grupo. Os dirigentes do Palmeiras e da Traffic encheram a boca para dizer que o Verdão não vai perder nenhum jogador na janela de transferências para a Europa, pois o que importa este ano é a conquista do Brasileiro. Será mesmo que o Keirrisson não tinha nenhuma importância para a equipe?
- Na partida entre Flamengo e Grêmio, ficou difícil de saber qual dos dois sistemas defensivos esteve mais falho e apresentou o maior número de buracos. Qualquer ataque minimamente organizado resultava em um jogador cara a cara com o goleiro, tamanha a fragilidade dos setores defensivos. O Grêmio ter sofrido apenas um gol no jogo se deve exclusivamente à atuação heróica do seu goleiro Victor, sorte que o Flamengo não teve, já que Bruno esteve um tanto inseguro. Pelo lado carioca, a coisa ainda esteve pior pelas penalidades infântis cometidos por David e Aírton, que culminaram com os gols do Jonas.
- Ultimamente, não é nenhuma novidade uma atuação ruim do sistema defensivo flamenguista, porém a equipe vinha conseguindo alguns bons resultados escorada na sua dupla de ataque. Já no jogo contra o Grêmio, Adriano e Emerson estiveram irreconhecíveis. Sendo bonzinho, colocarei duas chances claras desperdiçadas na conta de cada um deles, sendo que as que foram perdidas quando o placar mostrava 1 a 1 foram determinantes para a derrota do Flamengo. Nem mesmo a ótima atuação do ala-esquerdo Éverton foi suficiente para inspirar a dupla do Mengão, que mostrou que se não estiver afinada, o Flamengo terá problemas.
JOGADA RÁPIDA!
- A situação do Fluminense está complicadíssima no Brasileirão. Dizem os matemáticos, que para não ser rebaixado para a Segundona, o Fluzão precisará realizar, no returno, uma campanha semelhante à do São Paulo no 1º turno. O restante do ano vai ser de muito trabalho para o Tricolor Carioca.
ENQUANTO ISSO NA INGLATERRA…
Blackburn 0 x 2 Manchester City
- No primeiro lance ofensivo do Manchester City na partida, Robinho aplicou um lindo lençol no seu marcador pela ponta-esquerda. Logo depois, com menos de 3 minutos de partida, o atacante Adebayour recebeu uma bola no grande círculo, lançou Wright Phillips na direita que, com um drible desconcertante deixou o defensor adversário no chão e devolveu para Adebayour estofar as redes. O jogo mal havia começado e o Manchester City parecia que iria atropelar o Blackburn. Doce ilusão. Adebayour ainda realizou um 1º tempo razoável, o seu parceiro de ataque Bellamy não mostrou em momento algum que o treinador Mark Hughes tem motivos para deixar Carlos Tévez no banco e Robinho nada fez na partida além de dois chutes longos. Mesmo tendo realizado uma 1ª etapa fraquíssima, o Manchester contou com a qualidade de seu goleiro Given e com os erros de finalização da dupla de ataque do Blackburn, formada por Benny McCarthy e Jason Roberts, para sair com a vitória parcial. Na parte final do 2º tempo, Wright Phillips voltou a aparecer bem e o Manchester conseguiu ampliar o placar e conquistar 3 importantíssimos pontos. Sobre os destaques do City, apesar da atuação apenas comum da equipe, fico com o excelente goleiro Given, o meia Barry, que se esforçou demais para atacar e defender ao mesmo tempo, e Wright Phillips, que deu as duas assistências que decidiram a partida.
Avaí 2 x 1 Náutico
Santo André 0 x 2 Internacional
Palmeiras 1 x 1 Botafogo
Corinthianas 2 x 0 Atlético Mineiro
Sport 1 x 2 São Paulo
Grêmio 4 x 1 Flamengo
Fluminense 1 x 3 Coritiba
Goiás 3 x 2 Vitória
Cruzeiro 0 x 0 Santos
Atlético Paranaense 3 x 0 Barueri
Olá amigo do FUTEBOLA!
Chegamos ao fim do 1º turno do Brasileirão sem saber quem foi o Campeão da primeira metade do torneio, já que a tabela está cheia de asteriscos mostrando jogos atrasados. O Internacional ainda conta com 2 jogos para tirar os 4 pontos de vantagem do Palmeiras e levar o simbólico título. Por falar em Palmeiras, o Verdão chegou ao terceiro empate seguido e já começa a se assustar com a galera que vem de baixo. Como surpresa que já não é mais surpresa, o Avaí conseguiu mais uma vitória e se mantém pertinho do G4, enquanto equipes antes consideradas favoritas às vagas na Libertadores, como Flamengo e Cruzeiro, estão mostrando uma grande inconstância. Vamos aos comentários dos jogos que consegui assistir desta 19ª rodada do Brasileirão.
Palmeiras 1 x 1 Botafogo – Parque Antártica, São Paulo (SP)
Grêmio 4 x 1 Flamengo – Olímpico, Porto Alegre (RS)
MANDOU BEM!
- Até quando não joga bem o Cleiton Xavier tem se destacado. Na partida entre Palmeiras e Botafogo, dentre todos os jogadores em campo que possuíam a capacidade de criar boas jogadas ofensivas, como por exemplo Lúcio Flávio, Jônatas e Diego Souza, foi Cleiton o único a mostrar um bom trabalho. Tudo bem que suas melhores aparições foram nas bolas paradas, que por sinal ele vem cobrando com uma qualidade impressionante, mas os poucos bons ataques que o Verdão conseguiu organizar com a pelota rolando passaram por seus pés. Além de deixar Diego Souza e Armero livres para marcar, Cleiton também iniciou contra-ataques e apareceu na área para tentar assistências. Sem dúvida alguma, o atual time do Palmeiras é movido pelo futebol do Cleiton Xavier.
- Bem diferente do que eu imaginava, o Botafogo encarou o líder Palmeiras, em pleno Parque Antártica, de igual para igual. Pelo menos até a segunda metade do 2º tempo, quando a equipe recuou para segurar a pressão verde. Durante a maior parte do jogo, porém, o Fogão incomodou bastante o goleiro Marcos, ora com André Lima, autor de um gol digno de bom centroavante, ora em bolas paradas com Lúcio Flávio. É muito difícil saber se o Botafogo também teria uma atuação dessas, sem medo de enfrentar o 1º colocado do Brasileirão, fora de casa, se o Ney Franco ainda estivesse no comando, porém algo me diz que aí tem o dedo do Estevam Soares.
- A atuação do goleiro gremista Victor, no duelo contra o Flamengo, foi algo sensacional. Não importava quem aparecia em sua frente, livre, leve e solto, que o destino final da jogada era sempre o mesmo: defesaça de Victor. Em uma partida onde a defesa gaúcha esteve irreconhecível, tamanha quantidade de espaços que deu para o Flamengo trabalhar, podem ser atribuídos ao goleiro os três pontos obtidos. O que mais chamou a atenção na apresentação de Victor foi que, além de fechar o gol, o goleiro praticamente não deu rebotes. Em chutes de Adriano e Emerson, de dentro da área, ele conseguiu encaixar a pelota com imensa categoria. Se Victor sonha em ir para a Copa do Mundo de 2010, esta apresentação foi um grande passo para a realização deste sonho.
MANDOU MAL!
- O Palmeiras realmente necessita de um finalizador. Este fato ficou mais claro diante de uma ruim atuação do Diego Souza. O meia palmeirense, que vem sendo constantemente improvisado no ataque, está realizando um Brasileirão espetacular, porém uma equipe considerada favorita ao título precisa de um centroavante que resolva. Obina, que desta vez não esteve em campo, e Ortigoza, podem até realizar algumas boas partidas, entratanto não terão a constância necessária para serem titulares absolutos e intocáveis. Acredito também que o recém-contratado Robert, que esteve nulo em campo, contra o Fogão, também está incluído neste grupo. Os dirigentes do Palmeiras e da Traffic encheram a boca para dizer que o Verdão não vai perder nenhum jogador na janela de transferências para a Europa, pois o que importa este ano é a conquista do Brasileiro. Será mesmo que o Keirrisson não tinha nenhuma importância para a equipe?
- Na partida entre Flamengo e Grêmio, ficou difícil de saber qual dos dois sistemas defensivos esteve mais falho e apresentou o maior número de buracos. Qualquer ataque minimamente organizado resultava em um jogador cara a cara com o goleiro, tamanha a fragilidade dos setores defensivos. O Grêmio ter sofrido apenas um gol no jogo se deve exclusivamente à atuação heróica do seu goleiro Victor, sorte que o Flamengo não teve, já que Bruno esteve um tanto inseguro. Pelo lado carioca, a coisa ainda esteve pior pelas penalidades infântis cometidos por David e Aírton, que culminaram com os gols do Jonas.
- Ultimamente, não é nenhuma novidade uma atuação ruim do sistema defensivo flamenguista, porém a equipe vinha conseguindo alguns bons resultados escorada na sua dupla de ataque. Já no jogo contra o Grêmio, Adriano e Emerson estiveram irreconhecíveis. Sendo bonzinho, colocarei duas chances claras desperdiçadas na conta de cada um deles, sendo que as que foram perdidas quando o placar mostrava 1 a 1 foram determinantes para a derrota do Flamengo. Nem mesmo a ótima atuação do ala-esquerdo Éverton foi suficiente para inspirar a dupla do Mengão, que mostrou que se não estiver afinada, o Flamengo terá problemas.
JOGADA RÁPIDA!
- A situação do Fluminense está complicadíssima no Brasileirão. Dizem os matemáticos, que para não ser rebaixado para a Segundona, o Fluzão precisará realizar, no returno, uma campanha semelhante à do São Paulo no 1º turno. O restante do ano vai ser de muito trabalho para o Tricolor Carioca.
ENQUANTO ISSO NA INGLATERRA…
Blackburn 0 x 2 Manchester City
- No primeiro lance ofensivo do Manchester City na partida, Robinho aplicou um lindo lençol no seu marcador pela ponta-esquerda. Logo depois, com menos de 3 minutos de partida, o atacante Adebayour recebeu uma bola no grande círculo, lançou Wright Phillips na direita que, com um drible desconcertante deixou o defensor adversário no chão e devolveu para Adebayour estofar as redes. O jogo mal havia começado e o Manchester City parecia que iria atropelar o Blackburn. Doce ilusão. Adebayour ainda realizou um 1º tempo razoável, o seu parceiro de ataque Bellamy não mostrou em momento algum que o treinador Mark Hughes tem motivos para deixar Carlos Tévez no banco e Robinho nada fez na partida além de dois chutes longos. Mesmo tendo realizado uma 1ª etapa fraquíssima, o Manchester contou com a qualidade de seu goleiro Given e com os erros de finalização da dupla de ataque do Blackburn, formada por Benny McCarthy e Jason Roberts, para sair com a vitória parcial. Na parte final do 2º tempo, Wright Phillips voltou a aparecer bem e o Manchester conseguiu ampliar o placar e conquistar 3 importantíssimos pontos. Sobre os destaques do City, apesar da atuação apenas comum da equipe, fico com o excelente goleiro Given, o meia Barry, que se esforçou demais para atacar e defender ao mesmo tempo, e Wright Phillips, que deu as duas assistências que decidiram a partida.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 17ª RODADA - SÉRIE B / COPA SUL-AMERICANA / AMISTOSO INTERNACIONAL
Olá amigos do FUTEBOLA!
Por uma daquelas mágicas que só o futebol brasileiro proporciona, foi possível assistir, neste meado de semana, partidas da Série A do Brasileirão, da Segundona, da Copa Sul-Americana e da Seleção Brasileira. É tanto jogo diferente que dá até para pirar. Nas próximas linhas, estarei comentando os jogos que consegui assistir, espero que não esteja tão confuso quanto nosso calendário.
SÉRIE B
Guarani 2 x 1 Ceará
Juventude 1 x 2 São Caetano
Atlético Goianiense 2 x 2 Ipatinga
Bragantino 1 x 0 Figueirense
Bahia 2 x 2 Ponte Preta
América 2 x 2 Vasco
Fortaleza 2 x 2 Vila Nova
Duque de Caxias 2 x 1 Portuguesa
Campinense 2 x 2 Paraná
Brasiliense 1 x 1 ABC
América 2 x 2 Vasco - Machadão, Natal (RN)
MANDOU BEM!
- O duelo entre Vasco e América foi um dos poucos ocorridos na Série B onde o clube carioca foi constantemente incomodado. O time de Natal merece elogios por, mesmo com uma qualidade técnica inferior ao Vasco, não ter desistido de atacar, nem quando estava em vantagem no placar. Não que o América tenha pressionado o Vasco e controlado o jogo, porém mostrou eficiência nos ataques organizados, principalmente os finalizados pelo atacante Lúcio, que deu muito trabalho ao desorganizado sistema defensivo vascaíno. Para se ter uma idéia da vontade do América de vencer, a última chance de gol criada na partida foi um belo chute do Fábio Neves, que o goleiro Fernando Prass teve que realizar uma boa defesa.
MANDOU MAL!
- Como citei anteriormente, o sistema defensivo do Vasco esteve muito desorganizado durante os 90 minutos da partida em Natal. Desde o goleiro Fernando Prass, que mostrou uma insegurança que não lhe é comum, passando pela dupla de zaga e pelos volantes, o Vasco sofreu muito para conter os avanços do América. Porém, justiça seja feita, toda a equipe vascaína esteve perdida em campo. Alex Teixeira e Souza se revezavam, consciente ou inconscientemente, na lateral-direita. Enrico nem de longe mostrou a participação que teve no duelo contra o Campinense. Buscando o empate, Dorival colocou em campo uma formação que provavelmente nunca havia treinado, com Élton, Aloísio e Adriano no ataque. Apesar de ter conseguido empatar a partida em um lance de bola parada, esta foi uma atuação que os jogadores devem esquecer. Melhor pensando, é uma atuação que eles devem lembrar muito bem, para não repetir.
COPA SUL-AMERICANA
Fluminense 0 x 0 Flamengo - Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- É de encher os olhos a fibra do atacante rubro-negro Emerson. Sem levar em conta a importância do jogo, o “Sheik” transforma cada partida em uma final de Copa do Mundo. Neste duelo contra o Fluminense, onde muitos jogadores foram poupados, Emerson disputava cada bola como um leão. Existem muitos jogadores que tentam compensar a falta de habilidade com a pelota correndo durante os 90 minutos, porém claramente o Emerson não está incluído neste grupo. Cada dia mais em casa no Flamengo, o atacante tem tentado jogadas individuais com frequência e, para a alegria dos torcedores, está obtendo sucesso. O elástico que ele aplicou no tricolor Maurício, na ponta esquerda da área, foi sensacional e muito produtivo, já que o Denis Marques quase completou a jogada para o fundo da rede. Com toda a raça que vem mostrando e uma ótima qualidade ofensiva, não é de se espantar que a torcida do Flamengo tenha um grande carinho pelo jogador, mesmo ainda sendo uma relação recente.
MANDOU MAL!
- Em minha opinião, o treinador do Flu, Renato Gaúcho, esteve equivocado desde antes do início da partida. Além de poupar todos os titulares, colocando em campo uma equipe completamente desentrosada, ele ainda concedeu a seguinte entrevista, no dia anterior à partida: “Sinceramente, preferia estar disputando somente o Brasileiro. Nada contra a Sul-Americana, mas ela veio em uma situação difícil, não posso me arriscar a perder jogadores importantes.”. Errou em tudo o Renato. Perdeu a oportunidade de dar maior solidez e consistência tática à equipe que considera titular, chamou uma competição que poderia salvar o ano tricolor, já que o Flu não deve conseguir nada no Brasileiro, de irrelevante, disse que os jogadores que são suplentes não são importantes e, por final, escalou uma equipe com quatro volantes (Fabinho, Maurício, Fábio Santos e Diguinho) e apenas um atacante. Totalmente perdido em campo, principalmente no 1º tempo, o Fluminense escapou por pouco da derrota e fica a pergunta que sempre faço quando um time resolve poupar todos seus titulares: de que adiantou para o crescimento do Flu, como equipe, esta partida contra o Flamengo?
AMISTOSO INTERNACIONAL
Estônia 0 x 1 Brasil - A. Le Coq, Tallinn (EST)
- Em uma partida pra lá de sem graça, a Seleção Brasileira venceu a Estônia por 1 a 0. Foi um claro amistoso caça-níquel e quem pagou o pato foi o Flamengo e o Atlético Mineiro. Com a contusão de Kléberson, o Rubro-negro carioca pode perder um jogador importante para a sequência do Campeonato Brasileiro e o Galo Mineiro poderá ter problemas com a janela de transferência, após uma boa atuação de Diego Tardelli. Amigos, quero deixar bem claro que não estou criticando o Dunga pela convocação dos jogadores que atuam aqui. A contusão do Kléberson foi uma fatalidade que poderia ocorrer com qualquer um e a apresentação de Diego Tardelli só veio a justificar a excelente temporada do atacante. Por sinal, as entradas de Nilmar e Tardelli foram os únicos atrativos deste violento amistoso. Claramente mais em forma e com mais vontade que seus companheiros, os atacantes se movimentaram, buscaram jogadas individuais e em conjunto, chutaram ao gol e mostraram para o treinador Dunga que estão sim na briga por uma vaga na Copa do Mundo. Falando em vaga na Copa do Mundo, a lateral-esquerda continua clamando pelo substituto de Roberto Carlos, pois André Santos, em mais uma oportunidade, mostrou um futebol pra lá de burocrático, fazendo com que o Brasil concentrasse todas suas jogadas pelo lado direito. No fim, a vitória serviu para aumentar a sequência invicta da Seleção, que chegou a 17 jogos, e pela atuação de dupla Nilmar/Tardelli.
JOGADA RÁPIDA!
No importantíssimo duelo entre Palmeiras e Atlético Mineiro, pelo Brasileirão, o pênalti defendido pelo Marcos pode fazer uma diferença absurda no fim da competição. É impressionante como o goleirão sempre aparece quando o Palmeiras mais precisa.
Por uma daquelas mágicas que só o futebol brasileiro proporciona, foi possível assistir, neste meado de semana, partidas da Série A do Brasileirão, da Segundona, da Copa Sul-Americana e da Seleção Brasileira. É tanto jogo diferente que dá até para pirar. Nas próximas linhas, estarei comentando os jogos que consegui assistir, espero que não esteja tão confuso quanto nosso calendário.
SÉRIE B
Guarani 2 x 1 Ceará
Juventude 1 x 2 São Caetano
Atlético Goianiense 2 x 2 Ipatinga
Bragantino 1 x 0 Figueirense
Bahia 2 x 2 Ponte Preta
América 2 x 2 Vasco
Fortaleza 2 x 2 Vila Nova
Duque de Caxias 2 x 1 Portuguesa
Campinense 2 x 2 Paraná
Brasiliense 1 x 1 ABC
América 2 x 2 Vasco - Machadão, Natal (RN)
MANDOU BEM!
- O duelo entre Vasco e América foi um dos poucos ocorridos na Série B onde o clube carioca foi constantemente incomodado. O time de Natal merece elogios por, mesmo com uma qualidade técnica inferior ao Vasco, não ter desistido de atacar, nem quando estava em vantagem no placar. Não que o América tenha pressionado o Vasco e controlado o jogo, porém mostrou eficiência nos ataques organizados, principalmente os finalizados pelo atacante Lúcio, que deu muito trabalho ao desorganizado sistema defensivo vascaíno. Para se ter uma idéia da vontade do América de vencer, a última chance de gol criada na partida foi um belo chute do Fábio Neves, que o goleiro Fernando Prass teve que realizar uma boa defesa.
MANDOU MAL!
- Como citei anteriormente, o sistema defensivo do Vasco esteve muito desorganizado durante os 90 minutos da partida em Natal. Desde o goleiro Fernando Prass, que mostrou uma insegurança que não lhe é comum, passando pela dupla de zaga e pelos volantes, o Vasco sofreu muito para conter os avanços do América. Porém, justiça seja feita, toda a equipe vascaína esteve perdida em campo. Alex Teixeira e Souza se revezavam, consciente ou inconscientemente, na lateral-direita. Enrico nem de longe mostrou a participação que teve no duelo contra o Campinense. Buscando o empate, Dorival colocou em campo uma formação que provavelmente nunca havia treinado, com Élton, Aloísio e Adriano no ataque. Apesar de ter conseguido empatar a partida em um lance de bola parada, esta foi uma atuação que os jogadores devem esquecer. Melhor pensando, é uma atuação que eles devem lembrar muito bem, para não repetir.
COPA SUL-AMERICANA
Fluminense 0 x 0 Flamengo - Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- É de encher os olhos a fibra do atacante rubro-negro Emerson. Sem levar em conta a importância do jogo, o “Sheik” transforma cada partida em uma final de Copa do Mundo. Neste duelo contra o Fluminense, onde muitos jogadores foram poupados, Emerson disputava cada bola como um leão. Existem muitos jogadores que tentam compensar a falta de habilidade com a pelota correndo durante os 90 minutos, porém claramente o Emerson não está incluído neste grupo. Cada dia mais em casa no Flamengo, o atacante tem tentado jogadas individuais com frequência e, para a alegria dos torcedores, está obtendo sucesso. O elástico que ele aplicou no tricolor Maurício, na ponta esquerda da área, foi sensacional e muito produtivo, já que o Denis Marques quase completou a jogada para o fundo da rede. Com toda a raça que vem mostrando e uma ótima qualidade ofensiva, não é de se espantar que a torcida do Flamengo tenha um grande carinho pelo jogador, mesmo ainda sendo uma relação recente.
MANDOU MAL!
- Em minha opinião, o treinador do Flu, Renato Gaúcho, esteve equivocado desde antes do início da partida. Além de poupar todos os titulares, colocando em campo uma equipe completamente desentrosada, ele ainda concedeu a seguinte entrevista, no dia anterior à partida: “Sinceramente, preferia estar disputando somente o Brasileiro. Nada contra a Sul-Americana, mas ela veio em uma situação difícil, não posso me arriscar a perder jogadores importantes.”. Errou em tudo o Renato. Perdeu a oportunidade de dar maior solidez e consistência tática à equipe que considera titular, chamou uma competição que poderia salvar o ano tricolor, já que o Flu não deve conseguir nada no Brasileiro, de irrelevante, disse que os jogadores que são suplentes não são importantes e, por final, escalou uma equipe com quatro volantes (Fabinho, Maurício, Fábio Santos e Diguinho) e apenas um atacante. Totalmente perdido em campo, principalmente no 1º tempo, o Fluminense escapou por pouco da derrota e fica a pergunta que sempre faço quando um time resolve poupar todos seus titulares: de que adiantou para o crescimento do Flu, como equipe, esta partida contra o Flamengo?
AMISTOSO INTERNACIONAL
Estônia 0 x 1 Brasil - A. Le Coq, Tallinn (EST)
- Em uma partida pra lá de sem graça, a Seleção Brasileira venceu a Estônia por 1 a 0. Foi um claro amistoso caça-níquel e quem pagou o pato foi o Flamengo e o Atlético Mineiro. Com a contusão de Kléberson, o Rubro-negro carioca pode perder um jogador importante para a sequência do Campeonato Brasileiro e o Galo Mineiro poderá ter problemas com a janela de transferência, após uma boa atuação de Diego Tardelli. Amigos, quero deixar bem claro que não estou criticando o Dunga pela convocação dos jogadores que atuam aqui. A contusão do Kléberson foi uma fatalidade que poderia ocorrer com qualquer um e a apresentação de Diego Tardelli só veio a justificar a excelente temporada do atacante. Por sinal, as entradas de Nilmar e Tardelli foram os únicos atrativos deste violento amistoso. Claramente mais em forma e com mais vontade que seus companheiros, os atacantes se movimentaram, buscaram jogadas individuais e em conjunto, chutaram ao gol e mostraram para o treinador Dunga que estão sim na briga por uma vaga na Copa do Mundo. Falando em vaga na Copa do Mundo, a lateral-esquerda continua clamando pelo substituto de Roberto Carlos, pois André Santos, em mais uma oportunidade, mostrou um futebol pra lá de burocrático, fazendo com que o Brasil concentrasse todas suas jogadas pelo lado direito. No fim, a vitória serviu para aumentar a sequência invicta da Seleção, que chegou a 17 jogos, e pela atuação de dupla Nilmar/Tardelli.
JOGADA RÁPIDA!
No importantíssimo duelo entre Palmeiras e Atlético Mineiro, pelo Brasileirão, o pênalti defendido pelo Marcos pode fazer uma diferença absurda no fim da competição. É impressionante como o goleirão sempre aparece quando o Palmeiras mais precisa.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 18ª RODADA - SÉRIE A
Santos 2 x 2 Avaí
Náutico 2 x 1 Santo André
Botafogo 0 x 1 Atlético Paranaense
Flamengo 1 x 0 Corinthians
Vitória 2 x 2 Fluminense
Coritiba 1 x 3 Cruzeiro
São Paulo 3 x 1 Goiás
Barueri 1 x 0 Grêmio
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 18ª rodada do Brasileirão marcou a chegada do São Paulo ao G4 e do “Imperador” Adriano ao topo da artilharia. Se tricolores paulistas e rubro-negros cariocas estão sorridentes, após o bom fim de semana, não se pode dizer o mesmo de botafoguenses e corintianos. O Botafogo, em casa, perdeu para o Atlético Paranaense e esfriou o que parecia ser uma ótima reação. E o Corinthians? Bom, o Timão continua se escorando em desculpas para justificar a queda de rendimento no Brasileiro. Vamos aos comentários dos jogos que assisti desta penúltima rodada do 1º turno do Campeonato Brasileiro.
Flamengo 1 x 0 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
São Paulo 3 x 1 Goiás – Morumbi, São Paulo (SP)
MANDOU BEM!
- Depois de uma 1ª etapa não muito convincente, no duelo contra o Corinthians, o Flamengo voltou com tudo após o intervalo e engoliu a equipe paulista. Muito criticado por mim recentemente, devido à ruins apresentações, Kléberson, desta vez, jogou um bolão. Como segundo volante, sua posição original, o meia da Seleção Brasileira acertou lançamentos belíssimos e organizou o Flamengo muito bem, já que Petkovic estava completamente apagado diante da marcação de Jucilei. No lance do gol rubro-negro, a bola passou por duas vezes pelos pés de Kléberson. Primeiro ele deu um espetacular lançamento para Léo Moura e, na sequência da jogada, chutou de fora da área a bola que Adriano pegou o rebote para marcar. Por falar em Adriano, com o gol marcado o “Imperador” alcançou a artilharia isolada do Brasileirão. Por este feito e por sua habitual garra, vou poupá-lo das críticas pelo grande número de gols perdidos.
- Simplesmente sensacional a atuação do tripé de meio-campo do São Paulo no duelo contra o Goiás. Eu diria que qualquer equipe do mundo teria problemas para marcar os meias tricolores no jogo de domingo. Hernanes, Richarlyson e Jorge Wagner mostraram uma movimentação e um entrosamento de encher os olhos de qualquer apreciador do “Futebol Total”, onde os jogadores não guardam posições. Todos os três apareceram pela direita, pelo meio e pela esquerda e, invariavelmente, organizando jogadas perigosas. Apesar de Hernanes der dado duas assistências e Jorge Wagner ter colaborado com uma assistência e um gol marcado, quem mais me agradou do trio foi o Richarlyson. O jogador mostrou, depois de um bom tempo, aquele futebol dinâmico que o fez ser eleito um dos dois melhores volantes do Brasileirão de 2007 (prêmio Bola de Prata da Revista Placar). Além da constante aparição no ataque, mandou uma bola na trave e teve um chute tirado pelo zagueiro em cima da linha, Richarlyson foi um monstro na marcação, roubando várias bolas. A torcida tricolor tem todo o direito de cantar “ÔÔÔÔ... O Campeão voltou...”, pois agora que entrou no G4, vai ser difícil segurar o Sampa.
MANDOU MAL!
- Já está mais do que na hora de o Corinthians parar de chorar pelo leite derramado. São três as desculpas prontas para a queda de rendimento do Timão: A janela de transferência, que levou Cristian, André Santos e Douglas, os problemas com contusões, especialmente com o Ronaldo, e o fato de já estar classificado para a Libertadores 2010. Os jogadores reservas estão no elenco para serem utilizados quando necessários e o treinador recebe seus salários para poder organizar a equipe e superar os eventuais problemas. O Corinthians, porém, parece já entrar em campo pensando nas explicações para a derrota. Uma equipe que conta com Felipe, Chicão, William, Edu, Elias e Dentinho, só para citar alguns jogadores que iniciaram o jogo contra o Flamengo, tem obrigação de mostrar um futebol muito, mas muito melhor do que o visto no Maracanã. Um time com o alto custo, e uma exigente torcida, como é o Corinthians, não pode se dar ao luxo de encerrar suas atividades no meio do ano, só por ter vencido a Copa do Brasil e conquistado uma vaga na Copa Libertadores.
JOGADA RÁPIDA!
- O retrospecto do Grêmio atuando fora de casa é pavoroso. Longe do Olímpico, o Tricolor Gaúcho disputou 9 partidas, sendo derrotado em 7 jogos e empatando os outros dois. Resumindo: Como a última partida do turno é em casa, o Grêmio passou metade do Campeonato sem vencer um jogo fora de seus domínios.
Náutico 2 x 1 Santo André
Botafogo 0 x 1 Atlético Paranaense
Flamengo 1 x 0 Corinthians
Vitória 2 x 2 Fluminense
Coritiba 1 x 3 Cruzeiro
São Paulo 3 x 1 Goiás
Barueri 1 x 0 Grêmio
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 18ª rodada do Brasileirão marcou a chegada do São Paulo ao G4 e do “Imperador” Adriano ao topo da artilharia. Se tricolores paulistas e rubro-negros cariocas estão sorridentes, após o bom fim de semana, não se pode dizer o mesmo de botafoguenses e corintianos. O Botafogo, em casa, perdeu para o Atlético Paranaense e esfriou o que parecia ser uma ótima reação. E o Corinthians? Bom, o Timão continua se escorando em desculpas para justificar a queda de rendimento no Brasileiro. Vamos aos comentários dos jogos que assisti desta penúltima rodada do 1º turno do Campeonato Brasileiro.
Flamengo 1 x 0 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
São Paulo 3 x 1 Goiás – Morumbi, São Paulo (SP)
MANDOU BEM!
- Depois de uma 1ª etapa não muito convincente, no duelo contra o Corinthians, o Flamengo voltou com tudo após o intervalo e engoliu a equipe paulista. Muito criticado por mim recentemente, devido à ruins apresentações, Kléberson, desta vez, jogou um bolão. Como segundo volante, sua posição original, o meia da Seleção Brasileira acertou lançamentos belíssimos e organizou o Flamengo muito bem, já que Petkovic estava completamente apagado diante da marcação de Jucilei. No lance do gol rubro-negro, a bola passou por duas vezes pelos pés de Kléberson. Primeiro ele deu um espetacular lançamento para Léo Moura e, na sequência da jogada, chutou de fora da área a bola que Adriano pegou o rebote para marcar. Por falar em Adriano, com o gol marcado o “Imperador” alcançou a artilharia isolada do Brasileirão. Por este feito e por sua habitual garra, vou poupá-lo das críticas pelo grande número de gols perdidos.
- Simplesmente sensacional a atuação do tripé de meio-campo do São Paulo no duelo contra o Goiás. Eu diria que qualquer equipe do mundo teria problemas para marcar os meias tricolores no jogo de domingo. Hernanes, Richarlyson e Jorge Wagner mostraram uma movimentação e um entrosamento de encher os olhos de qualquer apreciador do “Futebol Total”, onde os jogadores não guardam posições. Todos os três apareceram pela direita, pelo meio e pela esquerda e, invariavelmente, organizando jogadas perigosas. Apesar de Hernanes der dado duas assistências e Jorge Wagner ter colaborado com uma assistência e um gol marcado, quem mais me agradou do trio foi o Richarlyson. O jogador mostrou, depois de um bom tempo, aquele futebol dinâmico que o fez ser eleito um dos dois melhores volantes do Brasileirão de 2007 (prêmio Bola de Prata da Revista Placar). Além da constante aparição no ataque, mandou uma bola na trave e teve um chute tirado pelo zagueiro em cima da linha, Richarlyson foi um monstro na marcação, roubando várias bolas. A torcida tricolor tem todo o direito de cantar “ÔÔÔÔ... O Campeão voltou...”, pois agora que entrou no G4, vai ser difícil segurar o Sampa.
MANDOU MAL!
- Já está mais do que na hora de o Corinthians parar de chorar pelo leite derramado. São três as desculpas prontas para a queda de rendimento do Timão: A janela de transferência, que levou Cristian, André Santos e Douglas, os problemas com contusões, especialmente com o Ronaldo, e o fato de já estar classificado para a Libertadores 2010. Os jogadores reservas estão no elenco para serem utilizados quando necessários e o treinador recebe seus salários para poder organizar a equipe e superar os eventuais problemas. O Corinthians, porém, parece já entrar em campo pensando nas explicações para a derrota. Uma equipe que conta com Felipe, Chicão, William, Edu, Elias e Dentinho, só para citar alguns jogadores que iniciaram o jogo contra o Flamengo, tem obrigação de mostrar um futebol muito, mas muito melhor do que o visto no Maracanã. Um time com o alto custo, e uma exigente torcida, como é o Corinthians, não pode se dar ao luxo de encerrar suas atividades no meio do ano, só por ter vencido a Copa do Brasil e conquistado uma vaga na Copa Libertadores.
JOGADA RÁPIDA!
- O retrospecto do Grêmio atuando fora de casa é pavoroso. Longe do Olímpico, o Tricolor Gaúcho disputou 9 partidas, sendo derrotado em 7 jogos e empatando os outros dois. Resumindo: Como a última partida do turno é em casa, o Grêmio passou metade do Campeonato sem vencer um jogo fora de seus domínios.
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