terça-feira, 22 de setembro de 2009

E NO VELHO CONTINENTE...

Manchester United 4 x 3 Manchester City – 6ª rodada do Campeonato Inglês

Jogaçoaçoaço o clássico de Manchester. Do apito inicial ao final, a partida foi emocionante. Logo com três minutos de jogo, uma desatenção da antes tão segura defesa do City deixou Rooney dentro da área para mostrar toda sua qualidade de atacante e abrir o placar. Parecia que este gol deixaria o caminho aberto para uma atuação mais tranquila do United, porém pouco mais de 10 minutos depois, o vaiadíssimo Carlitos Tévez acreditou em uma jogada que poucos no mundo acreditariam, passou voando por Rio Ferdinand, roubou a pelota do goleiro e rolou para Barry empatar a partida. O gol fez bem para o City que, além de mandar uma bola na trave, novamente com Tévez, manteve o controle do jogo no restante da etapa e poderia ter saído com a vantagem no placar. Acredito que a ausência de Adebayor como referência, suspenso pela agressão em Van Persie na última rodada, foi determinante para a maior posse de bola da equipe azul não ter se transformado em chances mais claras de gol.

O 2º tempo começou com o primeiro, ou seja, com gol do United. Com esse tento vermelho, começou a brilhar a estrela do veterano Ryan Giggs, que foi quem realizou perfeito cruzamento para Fletcher colocar sua equipe em vantagem. A partir daí foi um verdadeiro show de Giggs. Tudo bem que Bellamy até conseguiu empatar a partida, com uma bomba no ângulo, mas o excessivo recuo do City, tentando segurar o empate e sentindo uma dificuldade imensa para conter o poderoso United, abriu as portas para o perfeito dia do jogador que mais vestiu a camisa dos “Diabos Vermelhos”. Mostrando toda sua qualidade nas bolas paradas e infernizando o sistema defensivo azul com seus ataques pela esquerda, Giggs esteve impossível e suas jogadas só não resultavam em redes balançadas pois o goleiro Given vem se mostrando um dos melhores do mundo. Acredito que logo depois que se aposentar, e espero que ele mude de idéia e permaneça jogando após o fim desta temporada, Giggs poderia gravar video-aulas de como realizar um cruzamento perfeito. É impressionante a qualidade das bolas alçadas na área pelo galês. Foi contando com esta arma e com a citada insegurança demostrada pela defesa do City que o United novamente ficou em vantagem no placar e, uma vez mais, com uma cabeçada de Fletcher.

O gol fazia justiça ao que o Manchester United havia mostrado no 2º tempo, com uma marcação adiantada, enorme vantagem na posse de bola e eficiência na criação de jogadas, porém o tão sóbrio e seguro zagueiro Ferdinand resolveu dar mais emoção a partida. Ao tentar sair jogando com uma cavadinha na bola, Ferdinand deu uma verdadeira paçocada, que resultou num veloz ataque de Bellamy e no gol de empate do City. Já não é de agora que Bellamy vem sendo importante para a equipe azul e acredito que quando voltar de contusão, Robinho deverá suar um bocado para recuperar sua vaga.

O tento de empate foi marcado aos 45 minutos e parecia ter dado números finais ao duelo. Porém, o emocionante jogo empolgou até o juiz que sem motivo algum deixava o tempo passar sem soprar o apito para terminar a partida. Foi quando aos 50 minutos, novamente a genialidade de Ryan Giggs apareceu. Quando na intermediária ofensiva ele recebeu uma bola que muitos, praticamente todos, jogariam na área de qualquer maneira, ele encontrou Michael Owen no meio de um exército azul. Um passe milimétrico, espetacular, perfeito, que Owen soube aproveitar para, agora sim, colocar números finais na sensacional partida. Com a vitória, o United continua mostrando que a saída de Cristiano Ronaldo pode sim ser superada. Já a derrota do City, apesar de entristecer jogadores, dirigentes e torcedores, serviu para provar que, mesmo com os seríssimos desfalques de Robinho e Adebayor, a equipe brigará no topo da tabela.

Real Madrid 5 x 0 Xerez – 3ª rodada do Campeonato Espanhol

O Real Madrid deu mais um passo no sentido de encontrar sua organização dentro de campo. Apesar da genialidade de Káka e Cristiano Ronaldo, não é de um dia para o outro que o Real se tornará um time na acepção da palavra e a partida contra o fraco Xerez mostrou isso.

Apesar do placar elástico, a equipe merengue só conseguiu ser efetiva nas jogadas ofensivas na parte final do jogo. É claro que o gol marcado com menos de um minuto, e diga-se de passagem um golaço de Cristiano Ronaldo, deu mais tranquilidade ao Real do que a equipe precisava, mas as tramas ofensivas da equipe não tem me agradado. O quarteto Kaká/Ronaldo/Benzema/Raúl, é de encher os olhos, porém não conseguiram trabalhar praticamente nenhuma jogada em conjunto. Novamente o português Ronaldo foi essencial para a vitória, com velocidade, movimentação e, claro, gols. Sua marca de 6 tentos em 4 partidas oficiais é para empolgar seus fãs. Sem querer comparar a qualidade técnica, acredito que o português está se saindo melhor do Kaká neste início de temporada pelo estilo de jogo. Apesar de estar voando e ser o destaque do Manchester nos últimos anos, os “Diabos Vermelhos” não rodavam ao redor dele, diferente de Kaká que está acostumado a ser o centro da equipe, como foi no Milan. O brasileiro precisará de um pouco mais de tempo para se adequar a esta nova realidade, onde é muito importante, mas não vai ser o organizador de todas as jogadas ofensivas.

O fato que mais me empolgou na vitória do Real foi o retorno do Van Nistelrooy aos gramados, com o agravante de ter sacudido o filó. Se a dupla titular, Raúl e Benzema, estiveram longe de realizar boa partida, Van Nistelrooy entrou dando passes de qualidade, assistência e balançando a rede. Uma volta esperançosa. Sou grande fã do atacante holandês e acredito que se conseguir recuperar sua forma física será de extrema importância para o Real Madrid, como ponto de referência para as jogadas ofensivas da equipe. Sua presença de área não deve nada aos melhores atacantes do mundo e, com a qualidade que ele terá para serví-lo, tem tudo para voltar a ser o grande centroavante que sempre foi.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 24ª RODADA - SÉRIE B

Ceará 2 x 0 Vila Nova
Paraná 1 x 1 Juventude
Guarani 3 x 2 Figueirense
Portuguesa 1 x 1 Ponte Preta
Ipatinga 2 x 0 Bragantino
São Caetano 0 x 1 Vasco
Duque de Caxias 4 x 3 Fortaleza
ABC 3 x 0 Bahia
Brasiliense 0 x 0 América
Atlético Goianiense 1 x 0 Campinense

Olá amigos do FUTEBOLA!

A 24ª rodada da Segundona foi excelente para as equipes que se encontram no G4. Vasco, Guarani, Atlético Goianiense e Ceará conseguiram vencer suas partidas. Melhor do que isso. Portuguesa, São Caetano, Figueirense e Ponte Preta, que estão logo abaixo do G4, não conseguiram vencer. Conforme o torneio caminha, os participantes da Série A em 2010 estão cada vez mais definidos. Vamos aos comentários do jogo entre Vasco e São Caetano.

São Caetano 0 x 1 Vasco – Anacleto Campanella,

MANDOU BEM!

- Dois importantes jogadores vascaínos apareceram muito bem na difícil vitória sobre o São Caetano. O lateral-esquerdo Ramón, além de estar sempre presente compondo o sistema defensivo, foi muito eficiente em suas subidas ao ataque. A falta de espaços em seu setor pode ser comprovada pelos ataques perigosos do São Caetano terem saído, praticamente todos, pelo lado direito da defesa vascaína, ou seja, seu lado estava fechadinho. Ofensivamente, foi um belo cruzamento seu que originou o gol da vitória, marcado pelo Élton, que também foi fundamental para o triunfo vascaíno. Este tento marcado pelo atacante foi o seu 12º na Segundona, o que o coloca como vice-artilheiro da competição. Mesmo sem ter realizado uma boa partida, o Élton, assim como o Vasco, conseguiram cumprir seus difíceis objetivos. No caso do centroavante balançar a rede e, no caso da equipe, obter uma importantíssima vitória.

MANDOU MAL!

- Apesar da tensão envolvida no duelo entre São Caetano e Vasco, já que o Azulão briga por uma vaga no G4 e o Vascão para se manter líder, o número de faltas e jogadas duras encontradas na partida foi enorme. Foi raro de se ver um desarme bem feito, pois praticamente todas as jogadas ofensivas que estavam nascendo, ou finalizando, eram encerradas com uma pancada dos defensores. Acredito que as duas equipes possuem qualidade suficiente para mostrar um futebol mais técnico e menos agressivo, muito diferente do visto no Anacleto Campanella.

E NO VELHO CONTINENTE...

Zurich 2 x 5 Real Madrid – 1ª rodada Liga dos Campeões da Europa, Grupo C

O Real começou a Liga dos Campeões com o pé direito. Contando com as principais armas do português Cristiano Ronaldo e uma ajudinha do goleiro adversário Leoni, a equipe espanhola só não teve a partida sob domínio por um pequeno período do 2º tempo. Antes do intervalo, o Real mostrava uma atuação segura e com muito controle da posse de bola. Se utilizando da qualidade nos passes de seus jogadores, principalmente do volante Xabi Alonso, a equipe merengue não rifava bolas e construía seus ataques com muita tranquilidade. Foi assim, e contando com a genialidade de Cristiano Ronaldo, que o placar de 3 a 0 foi alcançado na 1ª etapa. Primeiro o português cobrou falta, sofrida por ele mesmo, forte e no meio do gol, que o goleiro rival aceitou. Logo depois, ele acertou lindo passe de cabeça para Higuaín achar Raúl na área e ampliar. Nos acréscimos da etapa, o mesmo Higuaín marcou o terceiro gol espanhol. Na metade do 2º tempo, porém, o Real relaxou muito e parou de controlar a posse de bola e o meio-campo e com isso, o Zurich conseguiu achar dois gols e colocar um fogo na partida. Foi então que novamente o talento de Cristiano Ronaldo nas bolas paradas e a falta de qualidade do goleiro Leoni apareceram para garantir a vitória do Real. Nos minutos finais da partida, o brasileiro Kaká, que diga-se de passagem esteve longe de realizar um bom jogo, deu lindo passe para Guti encobrir o goleiro em um golaço e dar números finais ao confronto. A vitória do Real Madrid era uma obrigação e, por alguns minutos, principalmente na 1ª etapa, deu para ver muita qualidade e segurança em um time que promete muito.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 24ª RODADA - SÉRIE A

São Paulo 2 x 0 Avaí
Flamengo 3 x 0 Sport
Santos 1 x 0 Santo André
Internacional 2 x 3 Cruzeiro
Vitória 3 x 2 Palmeiras
Atlético Mineiro 2 x 1 Atlético Paranaense
Barueri 3 x 1 Goiás
Náutico 0 x 2 Grêmio
Botafogo 0 x 0 Fluminense

Olá amigos do FUTEBOLA!

A 24ª rodada do Brasileirão foi perfeita para o torcedor do São Paulo. Palmeiras e Internacional, seus principais adversários na briga pela taça, perderam seus jogos e, com a ótima vitória sobre o Avaí, o Sampa está somente um pontinho atrás do líder Palmeiras. Quem também tem motivo para comemorar é o Atlético Mineiro, afinal com a vitória sobre o Atlético Paranaense, com um golaço do Diego Tardelli, o Galo voltou pra briga na parte de cima da tabela. Vamos aos comentários sobre os jogos que eu assisti desta rodada do Brasileiro.

Flamengo 3 x 0 Sport – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Internacional 2 x 3 Cruzeiro – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Botafogo 0 x 0 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

MANDOU BEM!

- A equipe do Sport não é nem sombra daquela que jogava uma bola redondinha na fase de grupos da Copa Libertadores. Some a está queda de força mais 6 desfalques, incluindo o atacante Ciro, em minha opinião o melhor jogador da equipe. Bola rolando, acrescente um gol sofrido logo aos 2 minutose a expulsão do zagueiro Durval ainda no 1º tempo. Pronto. Ressalvas feitas posso afirmar com todas as letras que o Flamengo soube perfeitamente explorar a fraqueza do oponente e realizou um partidaço. Variando jogadas ofensivas como raramente se viu neste Brasileirão, o Fla bombardeou o Sport por tudo quanto é lado. Léo Moura apareceu bem pela direita, mesmo que eu ainda acredite que ele está chegando pouco a linha de fundo, e Éverton contribuiu muito pelo outro lado. Com boa movimentação, Zé Roberto também foi muito produtivo, inclusive tendo balançado a rede em um belo chute. Para melhorar a vida do Flamengo, era noite do “Imperador”. Adriano esteve como nos seus melhores dias, com chutes precisos, cabeçadas certeiras e jogadas de rara beleza. Uma atuação para justificar sua convocação recente para a Seleção de Brasileira.


- A atuação do sérvio Petkovic precisa ser analisada a parte. Em um futebol onde cada dia mais o aspecto financeiro se torna essencial para o esforço e comprometimento do jogador, assistir Pet jogar é uma bênção. Com 37 anos e dinheiro de sobra, ele chegou ao Flamengo como parte de uma engenharia financeira para eliminar uma dívida entre clube e jogador. O ex-treinador rubro-negro, Cuca, chegou a ter atritos com a diretoria por ter que “aguentar” Petkovic no elenco. Porém, com toda a humildade do mundo, Pet soube esperar sua hora. Ao invés de ficar encostado pelos cantos, treinando de maneira relaxada e entrando no fim das partidas, Pet resolveu que essa não era uma atitude digna de um jogador de sua classe. Não é por aumento de salário, ida para a Europa ou prestígio pessoal que ele está se esforçando, mas sim por amar jogar futebol. Essa partida contra o Sport vai ficar guardada em minha memória por muito tempo (tomara que para sempre). Mesmo com a partida fácil, pelos motivos que citei acima, Pet não parava de correr, de se entregar e, principalmente, de mostrar sua qualidade. A retardada no tempo da jogada, que resultou no segundo gol do Fla, quando esperou Zé Roberto sair do impedimento, é coisa de gênio. E teve mais. Muito mais! Pet apareceu pela direita, pela esquerda, bola parada alçada na área, bola parada cobrada direta, fechou o meio campo auxiliando na marcação, puxou contra-ataques... Como é bom saber que apesar da tática e do preparo físico, o craque ainda é quem manda no futebol.


- Por falar em veterano que andou jogando muita bola, o ex-lateral da Seleção e atual camisa 10 do Cruzeiro, Gilberto, foi o nome do duelo contra o Internacional, em pleno Beira-Rio. Mostrando a sua grande qualidade nos passes e atuando como um autêntico maestro, Gilberto foi o comandante da vitória cruzeirense. Converteu um pênalti com tranquilidade, apareceu na área para completar de cabeça o cruzamento do Soares e marcar mais um gol, tentou uma bicicleta sensacional e deu lindas assistências. Mesmo que o Internacional tenha criado inúmeras oportunidades de empatar, e até vencer, a partida, o Cruzeiro teve uma ótima atuação como visitante e mereceu o resultado. Dois cruzeirenses cumpriram muito bem o papel de coadjuvantes do Gilberto: o atacante Thiago Ribeiro e o lateral-esquerdo Diego Renan. Thiago mostrou muita impetuosidade, dando trabalho ao sistema defensivo colorado em quase toda bola que recebia. Já o lateral Diego Renan é mais um daqueles que entrará na lista de revelações do Brasileirão. Com ótima presença ofensiva e sem deixar espaços atrás, ele vem se mostrando um lateral com cara de lateral, o que é difícil de se encontrar nestes tempos de alas.


- A dupla de armadores do Internacional, D´Alessandro e Taison, realizou uma excelente partida no Beira-Rio. Tentando levar o Colorado ao ataque por todos os momentos, ambos mostraram muita qualidade técnica e velocidade, dando um trabalho infernal ao sistema defensivo do Cruzeiro. Se as finalizações não foram boas o suficiente para darem ao Inter a vitória, a culpa passa longe dos dois, afinal o trabalho de colocar os companheiros em condições de balançar as redes eles realizaram com bastante eficiência.

MANDOU MAL!

- O sistema defensivo do Internacional vem mostrando uma insegurança com qual eu não estava acostumado. Talvez seja a ausência do Índio, que considero um dos melhores do país na posição, ou também pode ser o fato de não ter mais um zagueiro na sobra, afinal a equipe está atuando no 4-4-2. Seriam os dois fatores? Acredito que sim. Junte ainda um Guiñazu que, diferente do normal, está jogando com mais vontade do que inteligência, se mostrando um jogador bastante estabanado. Reparem no pênalti que cometeu no atacante cruzeirense Thiago Ribeiro e vejam se não foi desnecessário. Apesar de o sistema ofensivo colorado possuir um grande potencial, é bom o Tite ajustar a retaguarda da equipe se seu objetivo for levantar o caneco.


- O fato de Fluminense e Botafogo terem empatado em 0 a 0, um resultado péssimo, horripilante, tenebroso, para as duas equipes, fez qualquer atuação boa, que tenha ocorrido na partida, ser completamente esquecida. Pelo lado do Fogão, o retorno do goleiro Jefferson deveria ser comemorado, como mostrou a defesa por ele realizada aos 35 do 2º tempo, em chute de Kieza. Os bons passes do alvi-negro Jônatas e uns espasmos de categoria do estreante tricolor Equi González também poderiam fazer os torcedores de ambos os times terem algo mais para falar de futebol. Porém, o fato é que a situação assustadora só permite o assunto Segundona, tanto quando se fala de Botafogo como, principalmente, quando se fala de Fluminense. Se como os jogadores de ambos os lados ressaltam, não está havendo falta de vontade, a ausência de qualidade técnica é visível. O fato de Santo André, Náutico, Atlético Paranaense e Sport terem perdido suas partidas, faz com que tricolores e botafoguenses não tenham tido o pior fim de semana do ano. Mas, sem dúvida, está entre os piores.

JOGADA RÁPIDA!

- Se parece que Palmeiras, São Paulo e Internacional já estão garantidos entre os 4 primeiros colocados do Brasileirão, a briga pela quarta vaga será uma loucura. Atlético Mineiro, Goiás, Grêmio, Barueri, Santos, Avaí e Flamengo, estão separados por apenas 6 pontos. E ainda tem o Cruzeiro crescendo no Campeonato.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

E NO VELHO CONTINENTE...

Manchester City 4 x 2 Arsenal – 5ª rodada do Campeonato Inglês

O duelo entre Manchester City e Arsenal contava com grande expectativa dos fãs do futebol devido ao embate entre o atacante Adebayor, agora vestindo a camisa azul de Manchester, contra seu ex-clube. O primeiro tempo da partida, porém, não empolgou nem mesmo o mais eufórico dos torcedores. Além do gol marcado pelo City, apenas mais alguns bons ataques azuis pelo lado direito do campo. De destaque mesmo, nesta etapa, somente a atuação do lateral-direito do Manchester Micah Richards.

Com o início da 2ª etapa, tudo mudou. Um jogo que se mostrava sonolento tornou-se um jogaço de bola. O Arsenal voltou pressionando em busca do empate e a entrada de Rosicky, após longos 19 meses sem atuar pelos Gunners, melhorou bastante a equipe. Vale ressaltar aqui minha insatisfação com a escalação inicial do Arsène Wenger. Uma equipe que pode ser incisiva, rápida e dinâmica, como é o Arsenal, não tem a necessidade de iniciar a partida com Song, Denílson e Diaby, ou seja, três volantes. O Fábregas, que por sinal também é um volante, mas que vem atuando como meia ofensivo, fica completamente sobrecarregado na armação das jogadas. Bom, retornando ao jogo, o Arsenal conseguiu o empate em um golaço do atacante Van Persie, que recebeu na entrada da área, girou e bateu de direita, no cantinho do até então intransponível Given. 1 a 1 no placar.

O gol de empate, marcado aos 17 minutos, foi bastante merecido, já que o Manchester apenas se defendia e não conseguia encaixar um único contra-ataque. Porém, bastou a iminência da derrota para a equipe se acertar e em pouco mais de 10 minutos definir a partida em contra-ataques fulminantes. Primeiro, Richards (que partidaça ele fez!) colocou a bola nos pés de Bellamy para balançar as redes. Entre este gol e o terceiro, é impossível não comentar a jogada que Adebayor realizou pela ponta-esquerda. Como se estivesse incorporado Garrincha, o africano foi entortando todo mundo que parava em sua frente, fazendo fila, até invadir a área e deixar Wright-Phillips na cara do gol. Se desta vez Phillips não aproveitou, poucos minutos depois foi ele quem colocou a pelota na cabeça de Adebayor, retribuindo a assistência, para o Manchester colocar 3 a 1 no placar. Após balançar as redes, Adebayor deixou o espírito de Garrincha de lado e, parecendo Usain Bolt, deu um pique até o outro lado do campo. O motivo? O prazer de comemorar de frente para a torcida do Arsenal, que o vaiava a cada vez que pegava na bola. Pode não ser politicamente correto, mas admito que achei sensacional.

Com a vitória praticamente garantida, ainda deu tempo de Bellamy organizar um contra-ataque sozinho, roubando a bola no campo de defesa e entregando nos pés de Wright-Phillips que marcou belo gol, e Rosick diminuir para o Arsenal. O placar final de 4 a 2 mostrou que o City, mesmo sem Tévez e Robinho, tem uma equipe muito forte, e o Arsenal, que na última rodada já havia perdido para o outro Manchester, o United, vai ter que mostrar um futebol mais competitivo para terminar entre os primeiros colocados.

domingo, 13 de setembro de 2009

FIGURINHA CARIMBADA - JAIR



Nome: Jair Gonçalves Prates

Data de nascimento: 11 de julho de 1953

Posição: meia-direita e atacante

Clubes:

Internacional (1974 a 1981 e 1984)
Cruzeiro (1981)
Peñarol – URU (1982 a 1984)
Juventus – SP (1984)
Barcelona – EQU (1985 a 1986)
Huracán – URU (1986 e 1991 a 1992)
ABC (1986 a 1987) 
Vitória (1988)
Juventude (1988 a 1989)
Lajeadense – RS (1990)

Seleção Brasileira – 1 jogo e nenhum gol marcado

Títulos:

Campeonato Gaúcho – 1974, 1975, 1976, 1978 – Internacional
Campeonato Brasileiro – 1975, 1976 e 1979 – Internacional
Campeonato Uruguaio – 1982 – Peñarol
Taça Libertadores – 1982 – Peñarol
Copa Intercontinental – 1982 – Peñarol
Campeonato Equatoriano – 1986 – Barcelona

Destaques:

- Na gloriosa década de 70 para o Internacional, despontaria um dos grandes jogadores que o que o futebol brasileiro já produziu: Jair Prates. Já no primeiro título brasileiro conquistado pelo Inter, em 1975, Jair, mesmo sempre a entrar no decorrer das partidas, já mostrava seu excelente futebol. Para se ter uma idéia, no histórico duelo contra a "Máquina Tricolor" de Rivelino e Paulo Cézar Caju, logo que entrou, Jair deu lindo passe para Carpeggiani decretar a vitória colorada por 2 a 0. Em pleno Maracanã! Na campanha do Bicampeonato, em 1976, as participações de Jair passaram a ser constantes e ele atuou em 22 dos 23 jogos. Foi em 1976, por sinal, que o craque ganhou o apelido que lhe marcaria para o resto da vida. Após um vitória do Inter sobre o Grêmio, no Estádio Olímpico, Dadá Maravilha, o lendário centroavante que parava no ar, descreveu assim o gol da vitória: “O Príncipe Jajá deu um passe perfeito para o Rei Dadá, que não desperdiçou e mandou para as redes”. A partir daí, Jair ficou conhecido no mundo do futebol por Príncipe Jajá.

- Apesar das já citadas ótimas apresentações com a camisa vermelha do Internacional em meados dos anos 70, quando conquistou dois Campeonatos Brasileiros e três Gaúchos (74/75/76), foi só no final da década que o Príncipe ganhou status de uma das estrelas da companhia. Formando um dos maiores setores de meio-campo da história do futebol nacional ao lado de Mário Sérgio, Batista e Falcão, Jair ajudou o Internacional a levantar o Brasileirão de 1979 de forma invicta. Vale ressaltar que até os dias atuais nenhuma equipe conseguiu repetir o feito de vencer o Brasileiro sem ser derrotada. Na vitoriosa campanha, Jair assinalou 9 gols e foi o artilheiro da equipe colorada, e, inclusive, sacudiu o filó na decisão contra o Vasco.

- Em 1982, pelo tradicional clube uruguaio Peñarol, o Príncipe Jajá atingiu o auge de sua carreira. Além da conquista do Campeonato Uruguaio, uma campanha excelente na Taça Libertadores levou o clube de Montevidéu ao seu quarto título continental. No torneio sul-americano, o Peñarol teve seis duelos contra equipes brasileiras - a enfrentou Grêmio, São Paulo e Flamengo, por duas vezes cada: foram nada menos do que cinco vitórias. O triunfo sobre o Cobreloa (CHI) na decisão deu ao clube o direito de enfrentar o Aston Villa pela Copa Intercontinental. Sem se importar com a famosa força do futebol inglês na época, pela sexta vez seguida uma equipe da “Terra da Rainha” conquistava a Liga dos Campeões da Europa, Jair acabou com o jogo e o Peñarol venceu por 2 a 0. O gol marcado e o belíssimo futebol mostrado, rendeu ao Príncipe Jajá o prêmio de melhor homem em campo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ELIMINATÓRIAS SUL-AMERICANAS PARA A COPA DO MUNDO DE 2010

Brasil 4 x 2 Chile - Pituaçu, Salvador (BA)

Existem fregueses e fregueses. Atualmente, o Chile é, disparado, o principal freguês da Seleção Brasileira. Não tem como não se assustar com os dados das últimas cinco partidas. Fosse um jogo só, de 450 minutos, o Brasil teria vencido por 20 a 3. O mais impressionante fica por conta do bom momento vivido pela Seleção Chilena, do treinador Marcelo Bielsa, que está a um passo de garantir lugar na Copa de 2010.

Nesta última goleada em particular, o Brasil fez o melhor que pôde, se levarmos em consideração a ausência de 5 titulares absolutos. Não é pequena a falta que faz um quinteto formado por Lúcio, Juan, Kaká, Robinho e Luís Fabiano. E além da qualidade técnica que sofre um baque com estas ausências, o entrosamento de time que entra em campo também sofre um duro golpe. Por este motivo que, apesar das horrorosas atuações do Felipe Melo – onde ele esqueceu a cabeça dele? – e do André Santos, que esteve completamente perdido defensivamente e nada produziu ofensivamente, o Brasil realizou uma boa partida.

A cada dia que passa respeito mais as decisões do técnico Dunga. O fato de ele começar a partida com Daniel Alves no meio e, mais tarde, colocá-lo na lateral-esquerdo no lugar do desnorteado André Santos, mostrou-se uma escolha acertadíssima. O Daniel Alves realizou uma excelente partida em termos ofensivos, tendo participado diretamente dos dois primeiros gols brasileiros e de tantas outras boas jogadas, porém, após o empate chileno, a Seleção, já com o Felipe Melo tendo sido expulso, necessitava de sustentação no meio-de-campo. Esta solidez na meiúca, que convenhamos não é a especialidade do dinâmico Daniel Alves, foi conseguida com as entradas de Elano e Sandro. Méritos do Dunga. O Brasil que tinha perdido o controle do setor, e também da partida, recuperou as rédeas do jogo e com a excelente participação de Elano, conseguiu garantir a vitória.

E chegou a hora de falar sobre o dono da noite. A atuação de Nilmar, nesta nova goleada sobre o Chile, sem dúvida alguma é notícia para rodar o mundo com a mesma velocidade com que o craque consegue raciocinar. Nilmar mostrou o que é ser um atacante completo. No primeiro gol brasileiro, esteve presente toda sua inteligência para pressentir que Adriano não alcançaria a pelota cruzada por Daniel Alves. Já o segundo tento, marcado por Júlio Baptista, surgiu após a raça de Nilmar roubar a bola no campo ofensivo. Quando o jogo já estava empatado, foi a qualidade técnica do melhor homem em campo que, em uma cabeçada perfeita, colocou novamente o Brasil na frente. Para finalizar, o posicionamento e oportunismo que deve estar presente em todo bom centroavante foi mostrado por Nilmar ao marcar o gol que fechou o caixão chileno.

Se tudo ocorrer normalmente durante esta temporada européia, e tomara que ocorra, Nilmar foi mais um a carimbar seu passaporte para a Copa de 2010. Ah! Me corrigindo a tempo. Lembram quando eu disse que cinco titulares absolutos desfalcaram o Brasil nesta partida? Pois me retifico mandando um recado. Abre o olho Robinho!