sábado, 10 de abril de 2010
TAÇA RIO - SEMI-FINAL PARTE 1
Botafogo 3 x 2 Fluminense – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Em uma partida muito movimentada e cheia de emoção, o Botafogo bateu o Fluminense e está a um passo do paraíso, pois só precisa de mais uma vitória para ser Campeão Carioca.
O jogão no Maraca já começou à 100 por hora. Uma cobrança de falta de Túlio Souza, o substituto do Lúcio Flávio e que, diga-se de passagem, só acertou esta jogada em toda a partida, chegou na cabeça de Loco Abreu. O resultado de bola na cabeça de Abreu todos conhecem... Gol do Fogão. Porém, o resultado de o Botafogo adquirir vantagem rapidamente também é bem previsível, pois invariavelmente a equipe recua excessivamente após abrir o marcador. Neste “Clássico Vovô” não foi diferente e o Flu logo teve oportunidade de igualar o placar em uma penalidade marcada pelo juiz Péricles Bassols, após a pelota tocar na mão de Leandro Guerreiro dentro da área. Opinião minha? Não foi penal. Na cobrança, Fred descartou a paradinha e se deu mal, mandando uma bomba no travessão. Assim como, também contra o Bota, na terceira rodada da fase de grupos, o Fred não sentiu o fato de ter perdido um incrível gol debaixo das traves, desta vez ele novamente não se abalou com uma grande chance jogada no lixo. Um Botafogo absurdamente rcuado, dava total liberdade para o volante tricolor Éverton participar da partida. Entretanto, se Éverton e Conca, que se não estava em excelente noite pelo menos tentava algumas jogadas, não tiveram êxito em fazr o Flu virar o jogo, Diguinho, o outro volante do Flu, chamou a responsabilidade. Aos 27 ele cruzou perfeita bola na cabeça de Fred que se aproveitou do escorregão do defensor Antônio Carlos e colocou no fundo das redes. Somente 5 minutinhos mais tarde, Diguinho deu lindo lançamento para Alan que cruzou rasteirinho para o artilheiro tricolor girar sobre Fábio Ferreira e novamente deixar sua marca. Diante do recuo alvi-negro que, acreditem, não acertou sequer um contra-ataque, a vitória parcial do Flu era óbvia.
Contrariando todos aqueles que o chamam de retranqueiro (não sou um deles, apenas acho que o “Papai” Joel sabe organizar um sistema defensivo), Joel Santana trocou Túlio Souza e Sandro Silva por Caio e Edno e o Bota mudou por completo. Tanto a postura tática quanto a atitude em campo mostradas pelo Fogão no retorno do intervalo foram, enfim, de um time grande. Resumo da ópera: o Botafogo começou a jogar bola. Apesar de o Flu ter assustado o goleiro Jefferson em duas oportunidades, com a dupla Fred/Alan, o Glorioso era mais ativo ofensivamente e, aos 15 minutos, Edno alçou a pelota na área e o zagueiro/volante Fahel completou para o fundo do gol. Devido à postura ofensiva que o Botafogo tomava, os volantes tricolores não podiam mais se mandar para o ataque e o Flu diminuiu muito sua produção. Com 26 minutos, o talismã Caio, que para variar corria bastante em campo, colocou o Fogão em vantagem. Após um córner cobrado, Caio matou o rebote no peito e acertou o cantinho do goleiro Rafael. Terceiro gol do Bota e terceiro originado em bolas alçadas na área. Vale ressaltar que se a arbitragem errou ao assinalar pênalti na bola que bateu na mão do Leandro Guerreiro, também se equivocou ao não assinalar impedimento do Herrera que fez o corta-luz em condição irregular, após o chute do Caio.
O Flu tentou Welington Silva, que apesar de entrado bem não foi suficiente. O Botafogo recuou novamente, mas desta vez com inteligência nos contra-golpes, como mostraram as jogadas em que o Caio sofreu falto do zagueiro Cássio, que acabou sendo expulso, e a clara oportunidade que Loco Abreu desperdiçou após passe de Herrera. Placar final: Fogão 3 x 2 Fluzão.
O Botafogo teve uma atuação digna de “O médico e o Monstro”, e os dois tempos merecem ser lembrados nos treinamentos. Os primeiros 45 minutos devem ser vistos e revistos pelo elenco alvi-negro para não tornar a se repetir. Já a 2ª etapa foi um exemplo de que, se quiser, o Fogão sabe colocar a bola no chão e jogar um bom futebol.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
UMA IMAGEM...

O "Kaiser" Franz Beckenbauer na partida semi-final da Copa do Mundo de 1970 contra a Itália. A Itália venceu a partida, que é considerada quase por unanimidade como a maior da história das Copas, por 4 x 3 na prorrogação, porém nada neste duelo foi mais marcante do que Beckenbauer permanecendo em campo com a clavícula fraturada.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 1ª FASE
Flamengo 2 x 2 Universidad de Chile – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Bobeou demais! Após conseguir uma difícil virada no placar, aos 37 minutos da 2ª etapa, o Flamengo fez tudo que não podia e permitiu que a Universidad de Chile empatasse o duelo no Maraca.
Sei que existe uma grande máxima no futebol que diz “o jogo só termina quando o juiz apita”. Porém, um time maduro e tecnicamente qualificado, como acredito ser o Flamengo, não pode perder uma partida nos minutos finais, após tanto sacrifício para tomar a frente no placar. E nem estou falando sobre artifícios como são a cera e as faltas, já que a Libertadores não suspende jogadores por acúmulo de cartões amarelos e permite estas sujas artimanhas. Com a vitória parcial e aproximadamente 10 minutos para o fim do jogo, bastava ao Flamengo trocar passes e rodar a redonda. Uma equipe que conta com Léo Moura, Juan e Petkovic, só para citar três excelentes passadores, e que manteve mais de 60% de posse de bola durante todo o jogo, tinha a obrigação de não sofrer um gol nos acréscimos. Mesmo que a defesa do Flamengo seja um desastre.
Bom, vamos à história do jogo. Durante toda a 1ª etapa, o Flamengo teve o controle da posse de bola e nada soube fazer com ela. Contando com um Kléberson apagadíssimo, o que vem sendo uma constante em todo 2010, e Vinícius Pacheco completamente perdido em campo, o Rubro-Negro só alçava bolas na área, o que era inútil devido à ausência de Adriano como referência. Uma cabeçada e um chute de Love foram os únicos perigos que o Fla levou ao goleiro Conde durante esta etapa, apesar de todo o esforço do Michael, estreando como titular. Aos 43 minutos, o sistema defensivo do Fla resolveu falhar, o que, assim como as péssimas atuações do Kléberson também vem sendo constante. No único contra-ataque bem sucedido puxado pela “La U”, o cruzamento veio pela direita e por baixo e uma falha do Álvaro permitiu que o meia Montillo abrisse o placar.
Para a 2ª etapa, o Flamengo precisaria mudar e o Andrade sacou Kléberson para a entrada de Bruno Mezenga. Falar após o jogo é mais fácil, mas acredito que na ausência de Adriano o Mezenga deve ser o companheiro do Love, ao invés de um Vinícius Pacheco adiantado. O jovem Vinícius ainda não possui qualidade tática o suficiente para saber fazer a dupla função de meia e atacante, ora encostando no Love, ora recuando para buscar o jogo. Se a presença do Bruno Mezenga como referência rapidamente mudou o Flamengo, a entrada do Petkovic no lugar do Pacheco melhorou ainda mais o Rubro-Negro. Dominando inteiramente o setor de meio-campo e com a posse de bola quase que total, o Flamengo pressionava muito a equipe chilena e o gol ficava cada vez mais maduro. Em ordem cronológica: arremate do Mezenga que o goleiro Conde defendeu, Angelim cabeceia cruzamento do Michael perigosamente para fora, Léo Moura cruza com perfeição e Mezenga cabeceia no pé da trave, jogada de Willians que termina com Léo Moura chutando para nova defesa de Conde. E isso tudo em menos de 10 minutos. Então, aos 22 minutos, Vágner Love briga com o goleiro e a pelota sobra para Michael, o melhor jogador em campo, empatar a partida. Se em minha opinião o Andrade errou ao deixar o Mezenga de fora no início do jogo, deu um tiro certeiro em escalar o Michael, que foi um verdadeiro “Multi-Homem” estando em todos os lugares do campo. Com o empate, o Fla manteve o pé no acelerador e, aos 37, depois de ter perdido uma boa chance com o Vágner Love na pequena área, virou o placar. Um lançamento primoroso de Petkovic, daqueles que os saudosistas chegam a suspirar, encontrou Love que dominou errado, se recuperou, tocou para o Michael, como sempre presente nas jogadas de ataque, e a pelota, após desvio na zaga, sobrou para a bomba de Léo Moura estofar as redes.
Era para o Flamengo ter feito a partida terminar ali. Os 10 minutos seguintes, deveriam ter sido apenas de passes pra lá e pra cá. Mas não... O Flamengo recuou, deu bola e campo para a Universidad e, em mais uma bobeira da zaga, Montillo cruzou e Rodriguez fechou o jogo. Comentário rápido: este Montillo é muito bom de bola.
Com o empate, o Flamengo precisará vencer a Universidad Católica lá no Chile. Não será um jogo fácil, mas quem mandou cometer erros de equipes sub-15...
terça-feira, 6 de abril de 2010
E NO VELHO CONTINENTE...
Barcelona 4 x 1 Arsenal – 2º jogo da fase quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa
Avassaladora! Extraordinária! Monstruosa! Magnífica! Assim pode ser definida a atuação de Lionel Messi na goleada que o Barcelona aplicou no Arsenal, em um lotado Camp Nou, e que garantiu a classificação para enfrentar a Internazionale na semi-final.
Sabem aquela sensação de estar presenciando a história sendo escrita. Pois é... assim que me senti assistindo mais uma apresentação de gala de Lionel Messi. Desde o apito inicial, o argentino já estava mostrando que queria jogo, como comprova duas belas jogadas individuais que assustaram o goleiro Almúnia. Porém, a forte marcação do Arsenal no meio-campo rendeu frutos e um belo contra-ataque organizado por Walcott chegou aos pés de Bendtner e ao fundo do gol. Mesmo que a torcida catalã não tenha parado de cantar após a abertura do placar pelo rival, o Barça tinha tudo para sentir a desvantagem. Deveria sentir o gol sofrido, como sentiu quando o Arsenal diminui o placar no jogo de ida em Londres, o que resultou no empate em 2 x 2. Mas como eu disse, o Messi queria jogo e quando isso ocorre... Sozinho, sem nenhuma ajuda, como se existisse apenas ele vestindo azul-grená, Messi arrancou da ponta direita, chutou, pegou o próprio rebote, limpou a jogada e marcou um golaço. Fez isso tudo com uma velocidade impressionante, sendo marcado por diversos oponentes e parecia fazer a coisa mais simples do mundo. Se alguém possui um projeto para montar um dicionário visual de termos futebolísticos, este gol do Messi é o exemplo perfeito para “chamar a responsabilidade quando o jogo aperta”.
O mais incrível é que era apenas o começo. Parecia haver três “Messis” em campo, um na direita, um na esquerda e um no meio. Em qualquer jogada de ataque arquitetada pelo Barça, lá estava ele. E mais! As vezes ele mesmo iniciava a trama ofensiva, como quando encontrou Abidal na esquerda com um passe milimétrico e adentrou a área para finalizar a jogada e virar o placar. O Arsenal via escorrer pelas mãos o sonho da classificação e não tinha nem idéia do que fazer para impedir isto. Fechando com chave-de-ouro sua atuação na 1ª etapa, Messi recebeu grande passe de Keita e com um categórico toque de cobertura deixou Almúnia perdido e a bola no fundo da rede. Deixando um pouquinho o Messi de lado, se é que isso é possível após um 1º tempo destes, precisamos ressaltar a força do elenco do Barcelona. Sem contar com Piqué, Puyol, Iniesta (que entrou no fim) e Ibrahimovic, o Barça não perdeu em nenhum momento as rédeas da partida e em nada alterou seu estilo de jogar.
Depois do intervalo, o Arsenal não mostrou nenhuma força para assustar o Barcelona, não conseguiu controlar a posse de bola e ainda viu Messi marcar mais uma vez. Após receber passe de Xavi e fazer um carnaval na área londrina, Messi chutou a pelota entre as pernas de Almúnia e empatou com Rivaldo como maior artilheiro do Barcelona na história da Champions League, com 25 gols. E lembremos, o Messi só tem 22 anos...
Se após a vitória do Barça sobre o Stuttgart por 4 x 0, escrevi que o Messi estava crescendo de produção e começando a me preocupar, como torcedor brasileiro, para a Copa do Mundo, agora já posso dizer que estou perdendo o sono.
domingo, 4 de abril de 2010
TAÇA RIO - 8ª RODADA
Olaria 1x2 Madureira
Fluminense 3x1 Macaé
Duque de Caxias 3x4 Vasco
Americano 2x0 Resende
Botafogo 2x2 Bangu
América 2x0 Volta Redonda
Tigres 1x3 Boavista
Friburguense 0x3 Flamengo
Olá amigos do FUTEBOLA!
A última rodada da fase de grupos da Taça Rio foi empolgante. O motivo? A disputa pela classificação para a próxima fase, que foi protagonizada por América e Vasco, e a briga para escapar da Segundona. O Vasco bateu o Duque de Caxias em um excelente jogo e conquistou a vaga para as semi-finais, onde enfrentará o Flamengo. No outro braço semi-final, Botafogo e Fluminense brigarão por uma vaga na decisão. Já no fundo da tabela, o Tigres foi rebaixado para a Série B e um triangular, disputado por Duque de Caxias, Resende e Friburguense, decidirá o outro degolado. Vamos aos comentários do jogo que classificou o Vasco.
Duque de Caxias 3 x 4 Vasco – Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
Para aqueles que achavam que a última rodada da Taça Rio seria chata e previsível, Vasco e Duque de Caxias fizeram um grande jogo e o “Gigante da Colina” só conquistou sua classificação na parte final do duelo.
No quentíssimo jogo de Volta Redonda, os gols não tardaram a sair. Com 21 minutos de bola rolando, o Vasco já havia levado um grande susto, quando o veterano Maurinho abriu o placar para o Caxias após falha feia de Fernando Prass, empatado a partida, em um golaçoaçoaço do bom lateral-direito Fágner, e virado o marcador em belo gol de Élton concluindo mais bela ainda jogada de Léo Gago. Para deixar o embate ainda mais aberto, o vascaíno Nílton e o caxiense Tinoco se engalfinharam na área e o juizão mandou os dois mais cedo para o chuveiro. O jogo então perdeu um pouco de energia e apenas duas chances criadas e desperdiçadas pelo Vasco, uma com Márcio Careca e outra com Philippe Coutinho, merecem destaque.
Se os últimos minutos do 1º tempo não foram de tirar o torcedor da cadeira, após o intervalo o jogo voltou pegando fogo. Logo aos 5 minutos, Márcio Careca e Élton fizeram linda jogada que terminou nos pés de Dodô e no fundo do gol. Parecia que com dois tentos de vantagem no marcador, o Vasco havia acabado com as esperanças do América, que mesmo vencendo o Volta Redonda necessitava de um tropeço do Cruzmaltino. Porém, o inesperado resolveu dar as caras... Primeiro, Júnior cobrou uma falta daquelas que nem dois goleiros debaixo do pau seriam capazes de impedir o gol. Logo depois, Marcelo “Mariola” arrancou em velocidade desde o meio-campo, driblou Fernando Prass com tranquilidade e empatou o jogo. Para aqueles que não lembram do Marcelo “Mariola”, ele é aquele atacante que está ao lado de Pelé e Puskas como os únicos jogadores que marcaram 4 gols contra o Flamengo em uma mesma partida. Marcelo conseguiu este feito em 2007, quando atuava pelo Madureira e foi, ao lado de Dodô, então no Botafogo, artilheiro do Carioca.
Voltando ao jogo, é impossível não criticar a postura adotada pela equipe vascaína após colocar 3 x 1 no placar. Diante de um Duque de Caxias que necessitava sair para o jogo, pois lutava contra o rebaixamento, bastava ao Vasco apenas rodar a pelota e explorar os contra-ataques. Porém, o que se viu foi um Vasco saindo para o jogo como sem nenhuma organização e parecendo precisar marcar mais gols. Resultado: levou o empate em um contra-golpe que não poderia ter sofrido de maneira alguma. Com o 3 x 3 no marcador e o América vencendo seu jogo, aí sim o Vasco precisaria partir com tudo para o ataque. E partiu. Em 5 minutos, entre os 23 e 28, o “Gigante da Colina” criou 4 oportunidades de sacudir as redes. Dodô, Élton, Márcio Careca e Gean desperdiçaram chances em sequência e o desespero começava a atingir os torcedores vascaínos. Mas aos 33 minutos, novamente a dupla Élton/Dodô entrou em ação. Um sensacinal passe de calcanhar de Élton encontrou Dodô na entrada da área e o “Artilheiro dos Gols Bonitos” deu a vitória e a classificação ao Vasco. Sobre a dupla, vale ressaltar mais uma ótima atuação do Élton, que assim como no meio da semana contra o Asa, pela Copa do Brasil, foi o principal responsável pela classificação vascaína, e o poder de decisão de Dodô, que apesar de ter desperdiçado duas boas chances de sacudir o filó, marcou duas vezes e foi importantíssimo novamente.
Continuo com a opinião de que com Carlos Alberto em campo o Vasco tem totais chances de conquistar o título, porém, sem seu capitão, precisará jogar um futebol melhor para bater o Flamengo. Já o Duque de Caxias, precisa apenas repetir a vontade mostrada neste duelo para se salvar da Segundona.
JOGADA RÁPIDA!
Apesar de ter vencido o Ituano por 2 x 0, o Corinthians não depende apenas de suas forças para se classificar no Paulistão. Para um elenco que vem apresentando Tcheco, Iarley e Jorge Henrique como reservas, não vale a desculpa de dar prioridade à Copa Libertadores.
sábado, 3 de abril de 2010
PELA ESTRADA AFORA - COUPE MOHAMMED V 1968
quinta-feira, 1 de abril de 2010
COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 1ª FASE
Com uma atuação de altíssimo nível, o Cruzeiro sapecou 3 x 0 no Vélez e assumiu a ponta do grupo 7 da Libertadores. Agora, a equipe mineira só depende de suas forças, leia-se vencer o Colo-Colo no Chile, para garantir a vaga na próxima fase.
Contrariando minhas expectativas, o Vélez entrou em campo somente para se defender. Acompanhei os dois duelos entre Vélez e Colo-Colo (empate em 1 x 1 no Chile e vitória do Vélez por 2 x 1 na Argentina) e acredito que a equipe argentina possui jogadores de qualidade o suficiente para não apenas se retrancar diante da equipe cruzeirense. O trio ofensivo argentino, formado pelo meia Morález e pela dupla de ataque López e Santiago Silva, poderia muito bem dar trabalho ao setor defensivo adversário, porém eles nem sequer foram vistos em campo. Já o Cruzeiro, fez o seu papel e dominou o jogo do primeiro ao último minuto. Com exceção do meia Gilberto, que mais uma vez não fez uma boa partida e nada produziu ofensivamente, toda a equipe azul esteve em uma grande noite, principalmente a dupla de ataque.
Os que acompanham o futebol brasileiro com o mínimo de regularidade sabem que o “Gladiador” Kléber é um dos melhores atacantes do país. Jogador que nunca desiste de uma jogada e que tem um imenso poder de finalização, Kléber é um perigo constante para qualquer sistema defensivo. Nesta partida contra o Vélez, ele deixou sua marca em duas oportunidades e alcançou 6 gols na competição. Já seu parceiro de ataque não recebe os mesmos holofotes que ele, apesar de estar jogando um bolão. Autor das duas assistências que resultaram nos gols de Kléber, Thiago Ribeiro ainda abriu o placar para o Cruzeiro, fato que deixou a equipe bem mais tranquila. Com uma movimentação impressionante, parecendo estar presente nos dois lados do campo, Thiago Ribeiro vem se tornando um jogador infernal. No Brasileirão do ano passado, durante o período em que o próprio Kléber esteve contundido, era Thiago quem decidia os jogos para a equipe, sendo um dos principais responsáveis, talvez o principal, por a equipe estar disputando esta edição da Libertadores. Vale ressaltar também que nas quatro partidas disputadas no Mineirão nesta Taça Libertadores, o Cruzeiro marcou nada menos do que 16 gols, ou seja, uma média de 4 gols por jogo. Surreal! Em se tratando de dupla de ataque, lembremos que o Santos atua com um trio de atacantes, acredito que Kléber/Thiago Ribeiro fique atrás apenas de Adriano/Vagner Love.
Agora, como citei anteriormente, resta ao Cruzeiro não bobear contra o Colo-Colo lá em Santiago. Que esta medíocre atuação do Vélez sirva de lição para o Cruzeiro saber o que não deve fazer fora de casa.
JOGADA RÁPIDA!
Quem não assistiu Arsenal 2 x 2 Barcelona, pelas quartas-de-final da Champions League, aconselho procurar o vt urgentemente. Isso sim é futebol!