sexta-feira, 14 de maio de 2010

UMA IMAGEM...



O astro africano Roger Milla comemora mais um gol marcado na Copa do Mundo de 1990. Assim como a campanha de Camarões entrou para a história das Copas, suas comemorações também nunca serão esquecidas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 - QUARTAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Flamengo 2 x 3 Universidad de Chile – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Mais uma vez o Flamengo realizou uma péssima partida no Maracanã e agora precisará jogar uma bola que raramente jogou em 2010 para vencer o Universidad lá no Chile.

Os primeiros 25 minutos de jogo no Maracanã talvez tenham sidos os piores que o Flamengo jogou na Libertadores. Se levarmos em consideração que o Fla teve mais momentos ruins do que bons na competição, isto se torna ainda mais relevante. Com apenas 4 minutinhos de partida o volante Rômulo já havia “paçocado” na saída de bola e dado um contra-ataque de presenta para “La U”. Se o Montillo, após receber passe do Iturra, não completou o contra-golpe com qualidade, o escanteio que ele conquistou acabou resultando no primeiro gol chileno. Se o sistema defensivo do Flamengo bobeou no lance? Sim, assim como em todo o ano de 2010. Fernandez alçou a pelota na área, a zaga rubro-negra se complicou toda para tirar uma bola fácil e o zagueiro Victorino empurrou para o fundo das redes. Sem se espelhar na atitude da maioria das equipes brasileiras, que quando possuem o resultado positivo recuam demasiadamente, a Universidad permaneceu levando perigo ao goleiro Bruno. Aos 16 e 21 minutos, Oliveira, o homem referência da “La U”, perdeu duas excelentes oportunidades. Porém, aos 24, o Flamengo não escapou de levar o segundo tento quando Montillo cobrou falta na área e o defensor Olarra subiu junto com Bruno para marcar de cabeça. Os flamenguistas reclamaram falta do Olarra sobre o Bruno, mas, em minha opinião, o lance foi legal. O zagueiro chileno sobe apenas verticalmente, sem intenção de acertar o Bruno que, pelo contrário, subia na diagonal, em direção ao adversário.

Foram 25 minutos de show de bola de Montillo e cia enquanto o Flamengo, com exceção de uma cabeçada do Vágner Love, não andou em campo. Com o passar do tempo, o Flamengo começou a abafar a “La U” e cruzar bolas na área. Vale ressaltar que o Fla não realizava boas jogadas pelos flancos e as finalizava cruzando a pelota na área, mas sim alçava a redonda de qualquer maneira. E foi assim que o Mengão voltou pro jogo. Kléberson pegou um rebote, cruzou a bola na área e Adriano cabeceou fortemente para diminuir. Eram 38 minutos da 1ª etapa e o gol do “Imperador” fez os minutos antes do intervalo pegarem fogo. O Flamengo enfim conseguiu colocar a bola no chão, Kléberson apareceu em campo e Vágner Love e Adriano perderam duas chances inacreditáveis de empatar a partida. Entre estas duas chances perdidas, a Universidad mostrou que não estava morta e, após ótimo contra-ataque puxado por Montillo, Vargas também perdeu claríssima chance. Porém, logo depois, o meio-campo chileno Iturra cometeu falta infantil, recebeu o segundo cartão amarelo e foi mais cedo pro chuveiro. O 2º tempo prometia muita emoção.

O Flamengo voltou do intervalo com Petkovic no lugar de Maldonado, que diga-se de passagem sofreu para acompanhar o Montillo na 1ª etapa. A torcida do Flamengo, novamente lotando o Maraca, acreditava no empate e até na virada. Foi aí que, logo aos 2 minutos, o sistema defensivo voltou a falhar quando o lateral-esquerdo Rojas chegou à linha de fundo e cruzou a pelota para Fernandez receber livre sacudir o filó. Um verdadeiro banho de gelo no Flamengo. Ao contrário do que muitos afirmam, a equipe chilena é bastante qualificada, apesar de possuir um sistema defensivo frágil, principalmente nas bolas aéreas. Fernandez e Vargas aberto pelas pontas e o excelente Montillo fazem a equipe ter um ataque rápido e mortal. Voltando ao jogo, do terceiro gol chileno até o final da partida o que se viu foi a Universidad se defendendo com unhas e dentes e um Flamengo precipitando chutes e cruzando bolas na área de qualquer maneira. Em nenhum momento da 2ª etapa o Rubro-Negro colocou a bola no chão e tentou explorar a superioridade numérica, preferindo atacar de qualquer maneira. Aos 43 minutos, o lateral Juan, que assim como Vágner Love não havia acertado sequer uma jogada durante toda a partida, arrematou de longe e o goleiro Pinto falhou. Placar final: Organização 3 x 2 Bagunça.

Apesar de em três duelos nesta edição da Libertadores o Flamengo ainda não ter vencido a Universidad, acredito que o placar pode ser revertido. Na partida de volta a equipe chilena atuará sem cinco jogadores, que formam a espinha da equipe e estarão servindo suas respectivas Seleções na preparação para a Copa do Mundo. Porém, o Flamengo terá que mostrar um futebol que ainda não mostrou em 2010.

TRÊS TOQUES

- Uma defesa intransponível, que atingiu a marca de não ter sofrido gols em 8 dos 9 jogos que disputou na Libertadores. Hernanes novamente jogando de volante e tendo uma atuação digna daquelas que o fez ser o melhor jogador do país. Fernandão estreando, participando dos dois gols da vitória e tendo uma atuação gigante. Resumo da ópera: pela Libertadores o São Paulo venceu o Cruzeiro por 2 x 0, em um lotado Mineirão, com uma atuação de encher os olhos. Se manter o nível vira favoritíssimo para conquistar o Brasileirão e a Libertadores.

- Ainda sobre São Paulo x Cruzeiro. Enquanto o lateral tricolor Junior César era substituído, uma câmera de tv mostrava Marlos chegando perto de Dagoberto. Tinha tudo pra ser uma imagem comum, entre dois companheiros conversando, não fosse a notícia que o Marlos levava consigo. O meia chegou ao lado de Dagoberto e disse: “Quarto gol do Grêmio”. Isso mesmo. Grêmio e Santos duelavam pela Copa do Brasil, partida sem nenhuma relação com o Sampa, e mesmo assim os tricolores acompanhavam o jogão. Sensacional!

- Para quem quer criticar: Assim como não passou pelo Atlético Mineiro no Mineirão, o Santos também perdeu para o Grêmio no Olímpico, na Copa do Brasil. Para quem quer elogiar: Esse time do Santos é demais até quando perde. Em um Mineirão lotado perdeu de 3 x 2 para o Galo e foi para a Vila Belmiro precisando de uma simples vitória. Agora, contra o Grêmio, perdeu de 4 x 3 em um entupido Olímpico e novamente precisa de uma simples vitória na Vila.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

FUTEBOLA CONVOCA A SELEÇÃO BRASILEIRA PARA A COPA DO MUNDO!

Olá amigos do FUTEBOLA!

Exercício de imaginação. Forças ocultas retiraram a dupla Dunga/Jorginho do comando da Seleção Brasileira e o FUTEBOLA foi chamado para, um mês antes da Copa do Mundo, convocar a equipe que irá até a África do Sul. Se tivesse mais tempo para treinar, a convocação seria completamente diferente, porém como estamos distantes apenas um mês do Mundial a base escolhida pelo Dunga será preservada, afinal, com exceção dos Jogos Olímpicos de Pequim, o cara cumpriu todos seus objetivos.

Gostaria muito de contar com a ajuda de todos os leitores. Critiquem, concordem, opinem... afinal esta é a graça do futebol. Vamos à convocação do FUTEBOLA.

GOLEIRO
Júlio César (Internazionale – ITA)
Hélton (Porto – POR)
Fábio (Cruzeiro)

LATERAL-DIREITO
Maicon (Internazionale – ITA)
Daniel Alves (Barcelona – ESP)

LATERAL-ESQUERDO
Roberto Carlos (Corinthians)
Marcelo (Real Madrid – ESP)

ZAGUEIRO
Lúcio (Internazionale – ITA)
Juan (Roma – ITA)
Luisão (Benfica – POR)
Thiago Silva (Milan – ITA)

MEIO-CAMPO
Gilberto Silva (Panathinaikos – GRE)
Josué (Wolfsburg – ALE)
Elano (Galatasaray – TUR)
Hernanes (São Paulo)
Ramires (Benfica – POR)
Kaká (Real Madrid – ESP)
Paulo Henrique Ganso (Santos)
Ronaldinho Gaúcho (Milan – ITA)

ATACANTE
Luís Fabiano (Sevilla – ESP)
Robinho (Santos)
Nilmar (Villareal – ESP)
Grafite (Wolfsburg – ALE)

E aqui vai a escalação dos 11 titulares que o FUTEBOLA colocaria em campo na estréia contra a Coréia do Norte.

1 – Júlio César
2 – Maicon
3 – Lúcio
4 – Juan
5 – Gilberto Silva
6 – Roberto Carlos
7 – Robinho
8 – Hernanes
9 – Luís Fabiano
10 – Kaká
11 – Ramires





domingo, 9 de maio de 2010

CAMPEONATO BRASILEIRO 2010 - 1ª RODADA

Botafogo 3 x 3 Santos
Atlético- GO 0 x 0 Grêmio
Palmeiras 1 x 0 Vitória
Flamengo 1 x 1 São Paulo
Atlético-MG 2 x 1 Vasco
Internacional 1 x 2 Cruzeiro
Corinthians 2 x 1 Atlético-PR
Ceará 1 x 0 Fluminense
Guarani 1 x 0 Goiás
Avaí 6 x 1 Grêmio Prudente

Olá amigos do FUTEBOLA!

Ceará 1 x 0 Fluminense – Castelão, Fortaleza (CE)

O Fluminense estreou no Brasileirão com uma atuação de baixíssimo nível e comprova, a cada jogo que passa, que o treinador Muricy Ramalho terá muito trabalho se quiser se manter na parte de cima da tabela.

O jogo no Castelão esteve longe de ser recheado de oportunidades de gols. O Fluminense, completamente cauteloso, contava com André Lima isolado no ataque e dependia muito de um nada inspirado Conca. Pela meiúca, Diguinho, Marquinhos e Willians em nada auxiliavam na criação de jogadas e, para piorar a situação do Flu, nem mesmo o ala-direito Mariano, melhor arma ofensiva da equipe em 2010, conseguia algo de produtivo. Pelo lado do Ceará, pelo menos havia velocidade. O ex-flamenguista Erick Flores e o veterano Geraldo tentavam levar o “Vovô” ao ataque, apesar de o primeiro prender a bola em demasia, e o atacante Misael não parava de se movimentar em nenhum momento. O gol cearense que decidiu a partida só poderia ter sido originado com bastante velocidade. Aos 32 minutos, após roubada de bola na meiúca, o volante Michel, que diga-se de passagem realizou excelente partida, encontrou Geraldo que foi derrubado na área pelo zagueiro tricolor Cássio. Por ser o último homem, o defensor foi expulso e tornou ainda mais complicada a situação do Flu. Geraldo cobrou a penalidade com paradinha e o Rafael defendeu, mas o bandeira acusou que o goleiro havia se adiantado e Geraldo ganhou mais uma chance. Na segunda tentativa o camisa 10 do Ceará abdicou da paradinha e sacudiu o filó.

O gol do Ceará ocorreu aos 37 minutos da 1ª etapa e, acreditem, até o final da partida somente uma chance de gol foi criada. Durante todo o 2º tempo o Ceará preferiu se dedicar a segurar o resultado ao invés de explorar a vantagem de um jogador a mais. Uma equipe que, como citei anteriormente, tem a velocidade como principal arma, poderia ter aproveitado os espaços que o adversário deixava com mais qualidade. Enquanto Ceará se contentava com a vitória parcial, o Fluminense não conseguia sequer um lance criativo. Sem tabelinhas, sem tramas pelos flancos, sem chutes longos, sem jogadas de bola parada... o Tricolor não conseguiu produzir nada de útil até o apito final. A única oportunidade que o Flu teve de empatar o jogo surgiu de uma cobrança de lateral que André Lima chutou cruzado para fora.

O Fluminense de Muricy Ramalho chegou a sua terceira derrota consecutiva. Sei que a ausência do contundido Fred é muito prejudicial à equipe e que reforços devem chegar após a Copa do Mundo. Porém, ficar apenas esperando a volta do artilheiro e a chegada de um salvador podem comprometer muito a campanha do Flu.

TRÊS TOQUES!

- Nos dez jogos que abriram o Brasileirão ocorreu apenas um empate. Dos nove jogos com vitoriosos, oito terminaram com a diferença de apenas um golzinho. A exceção? O Avaí que impiedosamente sapecou 6 x 1 no Grêmio Prudente e deixa no ar a sensação de que, assim como em 2009, realizará uma boa campanha no Brasileirão.

- A rodada inaugural não foi nada agradável para os cariocas. Os mandantes Flamengo e Botafogo não passaram de empates e os visitantes Fluminense e Vasco foram derrotados. O saldo de nenhuma vitória no fim de semana fará o Rio amanhecer mais chateado.

- Sou suspeito para falar do atacante cruzeirense Kléber, pois sou um grande fã de seu futebol. Porém, começa torneio, acaba torneio e o “Gladiador” continua sacudindo o barbante. Na vitória sobre o Internacional, em pleno Beira-Rio, ele marcou duas vezes.Gostaria muito de vê-lo atuar com a camisa da Seleção Brasileira algum dia. Imaginem a garra que ele mostraria em campo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Corinthians 2 x 1 Flamengo – Pacaembu, São Paulo (SP)

Em um dos grandes jogos da história do setentão Pacaembu, o Flamengo sofreu uma doce derrota para o Corinthians e se classificou para a fase quartas-de-final da Libertadores.
Podemos dizer sem exagerar nem um pouco que o Flamengo não entrou em campo para os primeiros 45 minutos da partida. Mais recuado impossível, a equipe carioca não conseguia trocar três passes, acertar um contra-ataque e nem mesmo impedir o Corinthians de se postar completamente no campo ofensivo. Levar perigo ao goleiro Felipe então, só no fim da primeira etapa e mesmo assim muito pouco. Já o Timão, com espírito de jogo decisivo e totalmente ligado, realizou um 1º tempo no mínimo excelente. Desde a Copa do Brasil que conquistou no ano passado que o Corinthians não jogava tanta bola. E tenho a certeza que o motivo desta semelhança com as boas atuações da Copa do Brasil está diretamente relacionado com a escalação do trio Dentinho/Ronaldo/Jorge Henrique. Juro que não consigo entender o fato do treinador Mano Menezes abandonar a tão bem sucedida formação com três atacantes para poder escalar mais um volante, desde o início do ano.

Apoiado pela torcida e buscando a vitória desde o apito inicial, o Coringão jogava um futebol dinâmico, atacava pelos dois flancos, chutava de longe e infernizava a vida do sistema defensivo flamenguista. Só na 1ª etapa foram nada menos do que oito chances de sacudir o barbante, sendo que duas destas realmente o sacudiram. Uma boa finalização após passe de Danilo e um arremate de longa distância, em apenas 20 minutos, mostravam um Ronaldo 100% diferente do da partida do Maracanã. Jorge Henrique e Dentinho ignoravam o fato de serem pontas opostos e criavam jogadas em dupla. Por duas vezes, uma aos 5 minutos e outra aos 20, eles realizaram boa trama e quase abriram o marcador. Sem precisar se preocupar em levar bola nas costas, já que o Flamengo se mostrava completamente incapaz de chegar ao campo de ataque, Roberto Carlos se postava ofensivamente e assustou Bruno em duas portunidades. Resumo da ópera: o Timão era só pressão. O Flamengo conseguiu se segurar até a segunda parte do 1º tempo. Aos 27 minutos Danilo alçou a pelota, o zagueiro rubro-negro David desviou contra o próprio patrimônio e inaugurou o placar. Aos 39, um perfeito cruzamento do ótimo e raçudo Dentinho encontrou Ronaldo sozinho na área. Se o fato de deixar qualquer atacante livre para cabecear já seria motivo de crítica para a defesa rubro-negra, o que dizer sobre esta após deixar Ronaldo livre? Com o gol do “Fênomeno” o Corinthians foi para o intervalo com 2 x 0, resultado que o classificava.

A situação do Flamengo se tornava dificílima. Não pelo placar adverso, pois um gol classificaria o Fla pelo critério dos gols fora de casa, mas sim pela postura mostrada na 1ª etapa. O treinador Rogério Lourenço teria os 15 minutos do intervalo para corrigir inúmeros erros rubro-negros. O Flamengo deveria voltar para campo com mais atitude, menos nervosísmo, mais toque de bola, menos insegurança defensiva... E amigos, acreditem, tudo isso ocorreu. Se na súmula do jogo a única alteração realizada no intervalo foi a entrada de Kléberson no lugar de Vinícius Pacheco, dentro de campo o Flamengo parece ter mudado os 11 jogadores. Ou melhor, o Flamengo enfim entrou em campo. Vale ressaltar que não quero dizer que o Corinthians conquistou a vantagem de dois gols na 1ª etapa somente pela péssima atuação do Fla. O Timão jogou muito, mas a horrível atuação do adversário ajudou.

Com apenas 4 minutos do 2º tempo Kléberson justificou sua entrada em campo ao dar bela assistência para Vágner Love, que mostrou o motivo de ser o melhor jogador do Fla em 2010 e balançou as redes. Em 4 minutinhos a vantagem do Corinthians ia por água abaixo. Automaticamente uma pergunta ecoava na cabeça dos torcedores rubro-negros: “Será que o time cairá na asneira de recuar novamente e apenas se defender?”. O jogo mostrou que não, que o Fla não repetiria os mesmos equívocos do 1º tempo. Com o sistema defensivo apresentando uma qualidade incomum no ano de 2010, com destaque para o volante Rômulo que vem se mostrando uma acertadíssima escolha do Rogério Lourenço, e sem abdicar do ataque em nenhum momento, o Flamengo teve, até o apito final, uma grande atuação. Para sustentar os argumentos da ótima postura do Mengão na 2ª etapa vale dizer que entre 20 e 40 minutos o Rubro-Negro teve quatro oportunidades de gols, a melhor delas após uma milimétrica assitência de Léo Moura que Love tocou com muita categoria para fora, e o Corinthians nenhuma. Isso mesmo, mesmo necessitando de mais um tento o Coringão não conseguia furar o agora eficiente bloqueio do Fla e ainda sofria com as investidas de Kléberson, Léo Moura e cia.

Os minutos finais do grande duelo foram ainda mais dramáticos. Aos 43 minutos Kléberson não aproveitou mirabolante jogada do “Imperador” pela ponta esquerda que poderia ter fechado o caixão paulista. Apesar de ter passado longe de uma boa atuação, Adriano mostrou, principalmente após o intervalo, que é essencial para o Fla. Para tornar a partida ainda mais sensacional o Corinthians conseguiu uma falta para o expert Chicão cobrar aos 46 minutos. O estádio inteiro parou. Era impossível saber qual das duas maiores torcidas do Brasil estava mais nervosa. Chicão foi para a cobrança. O arremate veio perfeito. O goleiro Bruno voou com mais perfeição ainda. O Flamengo estava salvo.

Após terminar a fase de grupos no 14º lugar geral, conquistando a vaga na fase de mata-mata com muito sufoco, o Rubro-Negro enfim provou ser um dos favoritos para conquistar o caneco da Libertadores. Porém, concordo totalmente com o “Imperador” Adriano quando ele disse, depois do apito final, que o Flamengo ainda tem muito pra melhorar.

JOGADA RÁPIDA!

Com uma excelente vitória de 3 x 1 sobre o Atlético Mineiro e a classificação para as semi-finais da Copa do Brasil o Santos continua imparável. O confronto contra o Grêmio, que eliminou o Fluminense com facilidade e também vem tendo um excelente 2010, será de altíssimo nível.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

UMA IMAGEM...


O gênio Alfredo di Stéfano e os cinco canecos da Copa dos Campeões da Europa que ele conquistou com o Real Madrid. Quem o viu jogar diz que ele supera Maradona e é o melhor jogador argentino de todos os tempos.

domingo, 2 de maio de 2010

CAMPEONATO PAULISTA - FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Santos 2 x 3 Santo André – Pacaembu, São Paulo (SP)

Simplesmente sensacional! Em uma final emocionante do primeiro ao último minuto, sem nenhum exagero, o Santos se sagrou Campeão Paulista de 2010. A partir de hoje, qualquer livro sobre a história do futebol paulista deverá ter um capítulo para destacar este jogo, um dos melhores que já assisti.

A entrada do time do Santos em campo foi acompanhada de uma euforia gigantesca nas arquibancadas. O torcedor santista tinha todos os motivos do mundo para aplaudir efusivamente sua equipe, que iniciava a partida com a vantagem de perder por um gol e uma mão no caneco. Porém, mostrando o motivo de o futebol ser tão apaixonate, o Santo André abriu o placar com trinta segundos de jogo. Isso mesmo, antes do primeiro minutinho de partida O Santo André sacudiu o filó após Branquinho dar um passe magistral para Cicinho, que encontrou o centroavante Nunes livre, leve e solto. Um gol no início do jogo era tudo que a equipe do ABC precisava, mas eles não contavam com o fato dos “Meninos da Vila” não acusarem nem um pouquinho o golpe sofrido. Aos 8 minutos, Marquinhos deu ótimo passe para Robinho que de forma encantadora tocou de letra para Neymar. O que fez a jóia rara santista? Foi abrindo caminho com imensa categoria até encontrar espaço para marcar um golaço.

“Pronto! Tudo está tranqulizado agora que empatamos”, pensou o torcedor do Peixe. Doce ilusão... Em pequeno intervalo, entre os 15 e 20 minutos, o Santo André mandou uma bola na trave, em arremate do meia Branquinho, teve um gol de cabeça do Rodriguinho pessimamente anulado pela bandeira e empatou o jogo com o volante Alê, também de cuca, após cobrança de córner. Era impossível tirar os olhos da tela da tv, tamanha a intensidade da partida. Intensidade esta que invadiu o gramado e causou uma confusão geral, culminando com a expulsão de um jogador de cada lado: Nunes pelo Santo André e Léo pelo Santos. Vale ressaltar aqui o motivo inicial de toda a confusão. Tudo começou após os jogadores do Santo André reclamarem que o santista Neymar estava simulando muito, se atirando no chão a todo momento. Apesar de eu discordar da maneira agressiva como ocorreram as reclamações, é impossível negar que Neymar passou o jogo inteiro se jogando no chão. Acredito que ele ganhou alguns pontos negativos com o treinador canarinho Dunga por esta atitude, pois se fizesse isso em um jogo de Copa do Mundo... Voltando ao jogo, mais espaços surgiram após as expulsões e quem melhor soube aproveitá-los foram os santistas. Em uma trama mágica, lúdica, de outro mundo, Robinho tocou para Ganso que de maneira magnífica deixou Neymar na cara do gol para empatar a partida. Sabem aqueles gols que dá vontade de assistir o replay inúmeras vezes? Esse foi um deles.

Tudo isso descrito até o momento ocorreu em 32 minutos de jogo. Amigos, acreditem, o 1º tempo ainda teria muitas emoções. Logo após o Santos empatar a partida, o sempre sóbrio meia alvi-negro Marquinhos perdeu a cabeça e deu uma entrada criminosa e desnecessária no meio-campo e também foi mais cedo pro chuveiro. Resultado desta infantilidade? O Santo André se postou ofensivamente, retomou a vantagem no marcador e quase ampliou-a. Aos 43 minutos, Branquinho, Bruno César e Carlinhos organizaram um contra-ataque perfeito e Branquinho marcou o terceiro gol de sua equipe. Foi uma trama daquelas dignas de video-aula, algo do tipo “Como organizar um contra-ataque”. A dupla de meias do Santo André Branquinho e Bruno César jogaram uma barbaridade nesta 1ª etapa, principalmente o primeiro. Otimamente posicionado no meio-campo, com muita qualidade nos passes e constantemente apoiando o ataque, Branquinho foi, em minha opinião, o nome do 1º tempo. Sua participação nas jogadas que resultaram o primeiro e o terceiro gol mostraram que ele entende do assunto. E teve mais! Aos 46 minutos, em jogada realizada por Carlinhos e Rodriguinho, o Santo André quase assinala seu quarto tento.

Após o intervalo, se o torcedor santista estava apreensivo com o fato de ter que iniciar a 2ª etapa com um homem a menos, ficou muito mais. Aos 5 minutos, Bruno César, com um milimétrico passe, deixou Rodriguinho na cara do gol, mas o atacante, após driblar o goleiro Felipe, chutou fraco e Arouca salvou quase na linha. Foi um susto e tanto para o Santos, que logo percebeu que ficar recuado até o fim do jogo seria tolice. Mesmo com 9 jogadores em campo, Robinho e cia foram ao ataque e quase empataram a partida em duas oportunidades. Primeiro Neymar fez boa jogada pela esquerda e Robinho levou perigo ao goleiro Júlio César. Depois, já aos 20 minutos, Ganso tabelou com André, que havia entrada no lugar de Robinho, e por pouco não sacudiu o barbante. O Santo André não estava aproveitando a vantagem de ter um jogador a mais, porém o volante santista Roberto Brum, que substituira Neymar, resolveu colaborar, cometeu falta duríssima e recebeu cartão vermelho. Foi aí que ocorreu uma cena inesquecível. Já transformado em melhor jogador da decisão por sua capacidade imensurável de segurar a bola no campo ofensivo e impedir que o Santo André pressionasse, Paulo Henrique Ganso descobriu que seria substituído pelo zagueiro Bruno, acabando com a única arma que o Santos tinha para não ficar apenas na defesa. A postura do jovem meia foi sensacional. Ganso olhou para o treinador Dorival Junior e se negou a sair de campo. Percebendo a expressão de Ganso, claramente se via que não era um ato de insubordinação, mas sim uma atitude coerente que o treinador logo acatou. E lá continuou Ganso como um exército de um homem só. A estratégia do Santos podia se chamar “se vira Ganso”. Até escanteio para ninguém ele cobrou, buscando ganhar mais tempo. Com dois homens de vantagem e diante de um adversário com 8 jogadores em campo, o Santo André conseguiu mandar uma bola na trave, que fez todos os espectadores, presentes no Pacaembu ou sentados na poltrona, prenderem a respiração. E graças a Paulo Henrique Ganso, foi a única chance andreense.

Em um dos jogos mais lendários da história do futebol brasileiro, o “Fla-Flu da Lagoa”, que decidiu o Campeonato Carioca de 1941, o placar apontava 2 x 2, resultado que dava o título ao Fluminense. O genial jornalista Mário Filho contou assim uma das armas utilizadas pelo Flu para segurar o resultado: “E então Romeu Pelliciari, o careca que jogava de gorro na cabeça, foi para o vai-mas-não-vai. Pegava a bola, fingia que ia, não ia, acabava indo e não a largava, prendendo-a, caminhando, correndo com ela, dando voltas, alongando caminhos, avançando, recuando, tomando pela direita, descambando pela esquerda. Não o preocupava outra coisa senão gastar o tempo e, realmente, a bola nos pés de Romeu fazia o tempo andar. E ele não precisava correr. O importante era ter a bola nos pés, dominada, dócil, escondê-la, prendê-la”. Pedindo licença ao lendário Mário Filho, estas palavras são perfeitas para descrever o que fez Paulo Henrique Ganso nos minutos finais da decisão.

Para os que sempre criticavam o Santos com a frase “eles ainda não ganharam nada”, o que é uma incoerência, pois o Paulista era o primeiro torneio disputado pela equipe, aí está o primeiro caneco dos “Meninos da Vila”.

PARABÉNS, SANTOS!!!