sábado, 12 de junho de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS
Estados Unidos 1 x 1 Inglaterra – Grupo C
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MANDOU BEM!
- A Seleção dos Estados Unidos apresentou um bom futebol diante dos ingleses. Tudo bem que na 2ª etapa os americanos recuaram bastante para explorar o contra-golpe, o que só conseguiu uma vez com uma arrancada do Altidore pela esquerda, mas nos primeiros 45 minutos eles souberam o que fazer com a pelota nos pés. Quem se recorda da última Copa das Confederações, que os EUA foram vice-campeões, sabe que a principal arma americana é o contra-ataque. Porém, na 1ª etapa do duelo contra a Inglaterra, após sofrer um gol aos 3 minutos, eles souberam trabalhar bem a redonda. O lateral-direito Cherundolo aparecia no setor ofensivo constantemente, o meia Donovan, que acho um ótimo jogador, buscava o jogo, e toda a equipe se postou bem no campo inglês. O gol que surgiu após falha do goleiro Green em chute longo de Dempsey deu aos EUA um belo resultado e fez o torcedor americano acreditar mais em uma boa campanha.
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MANDOU MAL!
- A escalação inicial era extremamente ofensiva. Em campo, pelo "English Team", Gerrard e Lampard eram os meias mais defensivos, Lennon e Milner ficavam abertos pelas pontas e Heskey e Rooney comandavam o ataque. Logo aos 3 minutinhos de jogo Heskey fez a parede e Gerrard entrou com tudo para sacudir o filó. Ao meu lado meu amigo exclamou: “Pintou o Campeão!”. A empolgação era justificada. Porém, ao final dos 90 minutos veio a decepção. Gerrard nada mais fez em campo, Rooney não jogou um décimo do que sabe, Lampard participou de duas jogadas razoáveis e, para piorar ainda mais a vida do torcedor inglês, o goleiro Green engoliu um frangaço inacreditável. Uma vez mais o futebol prova que ninguém ganha jogo no papel. A Inglaterra deve passar com certa facilidade pela fase de grupos, afinal falta enfrentar Argélia e Eslovênia, mas precisará de muito mais bola para chegar entre os primeiros.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
Em 6 de maio de 2001, o togolês Souleymane Mamam, então com 13 anos e 310 dias, se tornou o jogador mais jovem a participar de uma partida eliminatória para o Mundial, no duelo entre Togo e Zâmbia. Em Copas do Mundo, porém, é o norte-irlândes Norman Whiteside, com 17 anos e 41 dias, o mais novo a entrar em campo. Isso ocorreu no confronto contra a Iugoslávia, que abriu a participação da Irlanda do Norte no Mundial da Espanha, em 1982.
COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS
Coréia do Sul 2 x 0 Grécia – Grupo B
Argentina 1 x 0 Nigéria – Grupo B
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MANDOU BEM!
- A estréia da Coréia do Sul no Mundial foi excelente e acima de todas as expectativas. Pelos amistosos pré-Copa (vitórias sobre Costa do Marfim, Equador e Japão, todas por 2 x 0) já dava pra perceber que a equipe sul-coreana sabe jogar futebol. Entretanto, para um primeiro jogo de Copa do Mundo, onde normalmente as pernas pesam mais e o nervosismo é grande, a Coréia do Sul jogou uma bola redondinha e de muita qualidade. Sistema defensivo seguro, troca de passes com qualidade e contra-ataques velozes fizeram parte do menu sul-coreano na tranquila vitória sobre a Grécia. O que mais me chamou a atenção foi a homogeneidade da equipe. Todos, repito, todos, os sul-coreanos realizaram uma bélissima partida, até mesmo o goleiro Jung-Sung Ryong, que apareceu bem quando sua Seleção já vencia por 2 x 0 e resolveu recuar. Destacando aqueles que em minha opinião foram os melhores homens em campo, vamos aos elogios à Lee Jung-Soo e Park Ji-Sung. O zagueiro Lee Jung-Soo, assim como seu parceiro Cho Yong-Hyung, tiveram uma atuação de enormes segurança e sobriedade, sendo que Lee merece maior destaque pelo fato de ter aberto o placar logo aos 7 minutos de jogo, deixando sua equipe ainda mais tranquila. Já Park Ji-Sung cumpriu de maneira perfeita a tarefa de ser o líder técnico da equipe. Constantemente utilizado por Alex Ferguson no seu clube, o Manchester United, Park sempre me agradou com seu estilo de jogo voltado para o coletivo, sendo muito importante para os “Red Devils”. Na Seleção Sul-Coreana ele assumiu o papel de protagonista com muita autoridade, sendo o principal articulador ofensivo e até marcando gols, como quando aproveitou a bobeada da defesa grega e colocou o 2 x 0 no placar. Um fato curioso: com o gol marcado, Park se coloca ao lado do ex-atacante Al Jaber, da Arábia Saudita, como os asiáticos que balançaram as redes em 3 Mundiais.
- O duelo entre o argentino Messi e o goleiro nigeriano Enyeama foi daqueles para constar em qualquer capítulo sobre a recém iniciada Copa do Mundo de 2010. Em uma partida bastante aberta, devido à postura ofensiva de ambas as equipes, a Argentina se valeu de sua maior qualidade técnica para criar as melhores tramas ofensivas. Foram 10 o número de oportunidades de gols criadas pelos hermanos, sendo que Lionel Messi participou de nada menos que 8 delas, uma atuação digna de quem quer escrever seu nome na história dos Mundiais. Durante os 90 minutos o duelo Messi x Enyeama ocorreu em quatro oportunidades, com o goleirão africano realizando uma defesa mais espetacular do que a outra. A Argentina teve uma boa estréia, principalmente no 1º tempo, quando abriu o placar com Heinze, logo aos 6 minutos, em falha da defesa nigeriana, depois de já ter criado duas oportunidades de sacudir o filó. Daí até o fim do jogo, o placar só não foi ampliado pelo triunfo de Enyeama, dono da melhor atuação da Copa até o momento, sobre Messi.
- Não sou dos maiores fãs de Maradona como treinador e não concordo nem um pouco com a armação de seu sistema defensivo, com a escolha de Gutiérrez na lateral-direita e Demichelis na zaga central. E concordo muito menos com o Higuaín, em minha opinião um jogador razoável, de titular e Diego Milito esquentando o banco. Porém, bato palmas para o Maradona na opção de armar a Argentina de maneira extremamente ofensiva. A formação inicial contando com Verón, Di María, Messi, Tévez e Higuaín assusta qualquer sistema defensivo.
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MANDOU MAL!
- Em 2004, a Grécia chocou o Planeta Bola ao conquistar a Eurocopa. Contando com um sistema defensivo de impressionante solidez, os gregos foram de uma eficiência única, tendo eliminado, com vitórias por 1 x 0, a França, a República Checa e Portugal, os donos da casa. Entretanto, quem esperava ver semelhante sistema defensivo na estréia do Mundial contra a Coréia do Sul se surpreendeu. Como sofreu o bom goleiro grego Tzorvas. Os laterais (Seitaridis e Torosidis) e a dupla de zaga (Vyntra e Papadopoulus) tiveram uma atuação abaixo de qualquer crítica. Completamente perdidos com a velocidade e troca de passes dos sul-coreanos, além de se complicarem diversas vezes nas saídas para o jogo, como no gol do Park Ji-Sung, a atuação do sistema defensivo grego só pode ser classificada como um desastre. E lá na frente, no ataque, a situação também não foi nada boa. O treinador Otoo Rehhagel iniciou com três atacantes e um meia-ofensivo. No decorrer da partida, trocou o ponta-direita, o ponta-esquerda e o meia-ofensivo (respectivamente Charisteas, Samaras e Karagounis por Kapetanos, Salpingidis e Patsa) e, de nenhuma maneira conseguiu municiar o centroavante Gekas, artilheiro das Eliminatórias Européias para o Mundial.
- Se não foram tão precários quanto o da Grécia, os sistemas defensivos de Nigéria e Argentina deixaram muito a desejar. Vou absolver aqui os nigerianos pois, como citei anteriormente, tentar parar a frente de ataque argentina não é tarefa das mais simples. E eles se esforçaram e não apelaram para a violência. Porém, não é possível colocar panos quentes na ruim atuação defensiva dos hermanos. A principal fraqueza da retaguarda argentina foi o lado direito, que contava com o improvisado Gutiérrez. Foi por ali que a Nigéria criou três boas jogadas e poderia ter complicado a estréia dos comandados de Don Diego. Acredito que para a fase de grupos, a Argentina não terá muitos problemas, porém contra adversários mais fortes, a situação ficará mais difícil.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- O alemão Lothar Matthaüs é o jogador com mais partidas disputadas na história da Copa do Mundo, com 25 atuações. Porém, o atleta que mais minutos esteve em campo é o italiano Paolo Maldini, com 2217 minutos.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS
África do Sul 1 x 1 México – Grupo A
França 0 x 0 Uruguai – Grupo A
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MANDOU BEM!
- Muito me agradou o setor de meio-campo da Seleção Sul-Africana no duelo contra o México que abriu a Copa do Mundo. Contando com dois volantes (Letsholonyane e Dikgacoi), e três meias (Tshabalala, Pienaar e Modise, da esquerda para a direita), Carlos Alberto Parreira conseguiu montar uma meiúca com bom poder defensivo e que tem qualidade para organizar rápidos contra-ataques. Na 1ª etapa, não foi bom o desempenho do setor africano, com muitos erros de passes e com os meias abertos mais preocupados em marcar do que em atacar. Porém, após o intervalo, Dikgacoi, que calibrou o pé e acertou ótimos passes, e Tshabalala, sempre presente na esquerda para aproveitar contra-ataques, foram os principais responsáveis pela evolução dos “Bafana Bafana”. Foram de seus pés que saiu o golaço que inaugurou o Mundial, quando um passe milimétrico de Dikcagoi encontrou Tshabalala na esquerda e este acertou um petardo no ângulo do pequeno goleiro Pérez. Os 15 minutos posteriores ao gol sul-africano foram os melhores momentos da equipe no jogo. Com uma marcação excelente, que anulava o craque mexicano Giovani dos Santos, passes precisos e muita velocidade, os comandados de Parreira tiveram duas chances de ampliar o marcador, ambas com o meia-direita Modise. No fim, já com o escore empatado, quase veio a vitória quando o centroavante Mphela se aproveitou de sua força e velocidade, venceu o zagueiro Rodríguez e acertou a trave, calando as vuvuzelas por alguns segundos.
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MANDOU MAL!
- No duelo entre África do Sul e México, ambos os sistemas defensivos se mostraram de baixa qualidade. Na 1ª etapa, os defensores sul-africanos sofreram com o trio ofensivo mexicano formado por Giovani, Vela e Franco, que por muito pouco não abriram o placar. Foram nada menos do que cinco oportunidades de balançar as redes criadas pelo México nos primeiros 45 minutos, com a defesa africana sem nem ter idéia do que fazer. Já na 2ª etapa a situação inverteu. Com Dikgacoi e Tshabalala ditando o ritmo dos donos da casa, Rafa Márquez e cia ficaram perdidos com a velocidade dos ataques sul-africanos. Entre os 10 e 25 minutos, ocorreram o gol marcado pelo Tshabalala e as duas claras chances desperdiçadas pelo Modise. Para finalizar as péssimas atuações dos sistemas defensivos ainda teve o gol mexicano, marcado aos 34 minutos da 2ª etapa. O cruzamento do meia Guardado passou por toda a defesa sul-africana até encontrar o zagueiro Rafa Márquez livre, leve e solto para sacudir o filó e empatar o duelo.
- 90 minutos de total falta de criatividade. Assim pode ser definido o duelo entre França e Uruguai que deixou o Grupo A completamente embolado, com todas as Seleções empatadas com 1 pontinho. Pelo lado francês, apesar da diversidade de jogadores ofensivos, já que Ribéry, Gorgouff, Anelka, Govou, Henry, Malouda e Gignac estiveram em campo, e do início excelente, quando Ribéry fez ótima jogada pela esquerda e Govou perdeu o gol na pequena área, a falta de criatividade ofensiva foi enorme. Tabelinhas, ultrapassagens dos laterais, dribles, jogadas de pivô... Nada disso foi visto no repertório dos “Le Bleus”, que teve como único ponto ofensivo positivo algumas avançadas do volante Diaby. Já o Uruguai foi ainda mais assustador. Com exceção de uma bela jogada individual do Forlán, aos 15 minutos da 1ª etapa, a “Celeste Olímpica” não produziu nada, repito, nada, ofensivamente. Contando com apenas um meia ofensivo, o González, que esteve apagadíssimo, a dupla Forlán e Luís Suárez ficou completamente isolada. Diante de tanta falta de criatividade na meiúca uruguaia, acredito que o Loco Abreu merece jogar mais do que apenas 15 minutos, como ocorreu nesta partida. Pelo menos o Uruguai teria as bolas aéreas como arma ofensiva e não dependeria somente de um brilho do Forlán, que apesar de muito bom jogador não tem condições de carregar a equipe nas costas.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- O Brasil, único país a participar de todas as edições da Copa do Mundo, está no topo no quesito redes balançadas, com 201 gols marcados na história dos Mundiais. Em uma única edição da Copa quem possui o maior número de gols assinalados é a Seleção Húngara de 1954, com nada menos que 27 tentos em 5 partidas.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
PODEM PEGAR AS VUVUZELAS! VAI COMEÇAR A COPA DO MUNDO!
Olá amigos do FUTEBOLA!
Que me desculpem os Jogos Olímpicos, Grandes Prêmios do automobilismo, jogos das estrelas de esportes norte-americanos, Grande Slams de tênis e eventos de semelhante alcance, mas vai começar o MAIOR EVENTO ESPORTIVO DO PLANETA, A COPA DO MUNDO!
Diversas vezes já ouvi frases do tipo: “Se Zizinho, Puskas, Cruijff e Zico não venceram uma Copa do Mundo, azar da Copa” ou “O fato de não ter conquistado a Copa do Mundo, não altera em nada a importância da Seleção Húngara de 1954, da Holandesa de 1974 e da Brasileira de 1982”. Amigos, eu discordo em gênero, número e grau de afirmações com este sentido. Nunca existiu e nunca existirá no futebol um jogador ou uma equipe maior do que a Copa do Mundo, nem mesmo Pelé, aquele extraterrestre que conquistou três canecos mundiais.
Quando em 8 de maio de 1902 o holandês Carl Anton Wilhelm Hirschmann apresentou um estatuto à Football Association, entidade que comandava o futebol na Inglaterra e a mais antiga existente, buscando a criação de uma associação para dirigir o futebol mundial, ele não tinha idéia do grande feito que estava realizando. Hoje, mais de um século após a sua criação, datada oficialmente em 21 de maio de 1904, a FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) já conta com mais membros do que a ONU (Organização das Nações Unidas) e do que o COI (Comitê Olímpico Internacional), o que mostra a força adquirida pelo futebol.
Logo após o nascimento da FIFA, o seu primeiro presidente, Robert Guerin, buscou a criação de um torneio envolvendo as principais seleções do futebol mundial, porém a falta de interesse dos países foi determinante para o esquecimento do projeto. Anos mais tarde, quem impediu o surgimento do torneio foi a I Guerra Mundial, que atingiu a Europa com toda a força. Somente sob a presidência de Jules Rimet que, em 1930, a primeira Copa do Mundo foi realizada. Desde então, acompanhando o crescimento da FIFA, a Copa do Mundo se tornou o evento esportivo mais acompanhado em todo o mundo.
Hoje, nas vésperas de sua 19ª edição, a Copa do Mundo já possui muita história para contar. Ela já foi arduamente desejada por líderes políticos, já fez mais de centenas de milhares de torcedores se calarem durante minutos que mais pareciam anos, diante de uma dolorida derrota, já presenciou homens jogando partidas de futebol com o orgulho de estarem defendendo a própria pátria, já viu príncipe entrar em campo para pedir a anulação de um gol contra seu país, já uniu inimigos políticos em uma mesma histórica fotografia...
Agora, após passar pela América, Europa e Ásia, ela chega na África. Se alguém ainda possui opinião contrária a realização do Mundial no Continente Africano, peço que pense em como está o coração de Nelson Mandela que, após passar por tudo que passou em sua vida, verá seu país receber um evento de tamanha importância. Depois de todas as tristezas, e não foram poucas, que Mandela e seu povo viveram, eles agora estarão diante de um mês de uma alegria inigualável. Os maiores personagens do maior esporte do mundo estarão em sua Terra Natal. Ele e eles merecem.
Durante o próximo mês, não vamos deixar que somente a Seleção seja a Pátria de chuteiras. Sejamos nós, a Seleção de sapatos. Esqueçamos os gostos pessoais por este ou aquele jogador e as divergências com as opiniões do treinador. É Copa do Mundo! É a Seleção Canarinho que estará em campo! Torçamos por ela!
Para declarar aberta a Copa do Mundo no FUTEBOLA, aqui vai um lembrete para nossa Seleção: “Copa do Mundo se ganha com fé, mas também com medo de perdê-la. Copa do Mundo, ganha quem ama o futebol. Copa do Mundo, ganha quem tem mais intimidade com a bola. E NÓS SOMOS AMIGOS DE INFÂNCIA DE TODAS AS BOLAS DO MUNDO.” – Nílton Santos, a “Enciclopédia do Futebol”, após o Brasil conquistar o Bi-mundial em 1962.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
CAMPEONATO BRASILEIRO - 7ª RODADA
Avaí 0 x 3 Fluminense
Flamengo 1 x 2 Goiás
Vitória 1 x 0 Atlético-PR
São Paulo 3 x 1 Grêmio
Santos 4 x 0 Vasco
Botafogo 2 x 2 Corinthians
Atlético-MG 0 x 1 Ceará
Internacional 1 x 1 Palmeiras
Guarani 1 x 0 Grêmio Prudente
Atlético-GO 2 x 1 Cruzeiro
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Olá amigos do FUTEBOLA!
Santos 4 x 0 Vasco – Vila Belmiro, Santos (SP)
Mesmo atuando sem Robinho (na Seleção Brasileira), Neymar (suspenso)e Arouca (machucado), o Santos triturou o Vasco e conseguiu o objetivo de passar a parada do Mundial no G4.
Em minha opinião, mais até do que a organização tática de uma equipe, é a consciência do time que define a postura apresentada em campo. Um time com três atacantes não será sinônimo de poder ofensivo se seus componentes possuírem uma consciência defensiva. Um exemplo perfeito é a recém-campeã européia Internazionale. Sneijder, Pandev, Milito e Eto’o formavam o quarteto ofensivo da equipe italiana, que se preocupava principalmente em defender e transformava seus avantes em marcadores. Estou falando de consciência pois considero este o principal problema do time do Vasco. No clássico contra o Botafogo, na 5ª rodada, no Engenhão, percebia-se que o Vasco estava satisfeito com o empate em 1 x 1. Porém, a mentalidade de time pequeno que este atual time do Vasco apresenta nunca foi tão evidente como neste duelo contra o Santos. É sabido, pelos que acompanham futebol, que o sistema defensivo do Santos está longe de ser seguro e, logo nos primeiros minutos do jogo, Philippe Coutinho quase abriu o placar para o Vasco. O Cruzmaltino poderia fazer um jogo aberto contra o Peixe, para explorar a fragilidade defensiva do adversário, porém não foi o que ocorreu. Com aproximadamente 20 minutos da 1ª etapa, o goleiro Fernando Prass já fazia cera, mostrando que o empate alegrava o Vasco. Isso em uma partida onde o Santos não estava nem um pouco bem. Com Ganso e Marquinhos bem marcados e Wesley sumido do setor ofensivo, o centroavante André nem aparecia em campo. Entretanto, com 3 minutos de bom futebol, o Santos abriu o placar. Primeiro Mádson encontrou André que carimbou a trave. Depois, André e Léo quase marcaram em um mesmo lance. Foi aí que ocorreu aquele que para mim foi o lance símbolo do atual Vasco. Fernando Prass tinha a bola em suas mãos e nenhuma jogada de contra-ataque pronta para realizar, mostrando a postura da equipe. Acreditando estar sozinho em sua área, o goleiro jogou a pelota no chão para ganhar mais tempo, pois a redonda só pode ficar 6 segundos em sua mão. Porém, o santista Léo lhe fazia companhia, roubou a bola e sofreu pênalti, que André converteu e inaugurou o marcador. Falha individual do Fernando? Óbvio. Porém, também foi um gol sofrido por total falta de atitude ofensiva da equipe, que não é nem capaz de se posicionar para um contra-ataque puxado pelo goleiro, e pela mentalidade de que o empate era satisfatório.
Após o intervalo, o que se viu foi um massacre. O Santos criou sete claríssimas oportunidades de sacudir o barbante, convertendo três delas, com Maranhão, novamente André e Mádson. Enquanto isso, o Vasco foi incapaz de realizar sequer uma trama ofensiva com sucesso. Buscando melhorar o rendimento ofensivo da equipe cruzmaltina, o treinador Celso Roth ainda substituiu P. Coutinho e Jeferson, os dois únicos capazes de acertar um passe preciso. Entraram Magno e Fumagalli, que ainda conseguiu ser expulso. Quando o placar apontava 3 x 0, Roth deu ordens para Léo Gago entrar em campo e evitar que o time de sofresse mais gols, mas antes mesmo da entrada do volante Mádson fechou o caixão. Na belíssima 2ª etapa realizada pelo Santos, gostaria de destacar o André, que vem se mostrando um centroavante com muitos atributos, e o baixinho Mádson, que deixou a defesa do Vasco perdida.
O Roberto Dinamite precisa urgentemente contratar reforços e colocar na cabeça de Celso Roth e dos jogadores que o Vasco é maior do que uma equipe que, em campeonato de pontos corridos, faz cera com um 0 x 0 no 1º tempo.
TRÊS TOQUES
- Como tem jogado bola o Fluzão do Muricy Ramalho. Os laterais Mariano e Carlinhos estão voando, Conca voltou a mostrar um futebol diferenciado e Fred prova que quem sabe fazer gols não esquece. Contra o Avaí, lá na Ressacada, foi um show de bola. Muita organização tática, segurança defensiva e poder ofensivo. E por mais estranho que pareça, acredito que a parada de um mês será benéfica para o Tricolor, pois o trabalho do Muricy evoluirá e reforços chegarão com tempo para treinar.
- Jogando no Engenhão, o Fogão vencia o líder Corinthians por 2 x 1 e permitiu o empate nos acréscimos. Nada mais propício do que repetir a frase que escrevi aqui mesmo, na rodada passada quando o Botafogo abriu 2 x 0 e permitiu a virada do Atlético Paranaense: “em campeonatos de pontos corridos, pontos perdidos não voltam mais”.
- Fazendo um paralelo com a Fórmula 1, acredito que estas sete primeiras rodadas do Brasileirão foram como um treino para definir o grid de largada. No Grande Prêmio Brasileirão 2010, que ocorrerá após a Copa do Mundo na África, o Corinthians larga na pole, mas terá que correr muito para superar seus rivais, sendo, na minha opinião, Fluminense e São Paulo os principais adversários do Timão. Porém, é fato dizer que nada ainda está vencido e muito menos perdido.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
CAMPEONATO BRASILEIRO 2010 - 6ª RODADA
Atlético-PR 3 x 2 Botafogo
Fluminense 2 x 1 Vitória
Grêmio Prudente 1 x 0 Atlético-GO
Ceará 2 x 0 Avaí
Palmeiras 0 x 1 Flamengo
Goiás 2 x 1 São Paulo
Olá amigos do FUTEBOLA!
Palmeiras 0 x 1 Flamengo – Pacaembu, São Paulo (SP)
Flamengo e Palmeiras realizaram um duelo muito equilibrado no Pacaembu e o Rubro-Negro da Gávea conseguiu conquistar importantíssimos três pontos quase no apagar das luzes. Zico ainda nem começou a colocar a mão na massa e já trouxe sorte pro Mengão.
Olhando para a escalação das equipes antes do apito inicial, tínhamos que apenas 2 dos 22 jogadores em campo eram atacantes: Ewerthon pelo Palmeiras e Vagner Love pelo Flamengo. Com o rolar da redonda, esse isolamento dos homens de frente ficou mais do que evidente. Enquanto Love brigava sozinho contra a defesa alvi-verde e contra o gramado, já que escorregava a todo momento, Ewerthon, sozinho, não era o suficiente para explorar os enormes buracos que o sistema defensivo do Flamengo apresentava. Na parada que ocorrerá durante a Copa do Mundo, o Rogério Lourenço terá bastante trabalho para organizar o Fla taticamente, sendo que o posicionamento defensivo deve ser prioridade. Impressionante como a defesa do Flamengo foi um verdadeiro queijo suiço nesta partida. Edinho, com um passe sensacional, deixou Cleiton Xavier na cara de Bruno, Márcio Araújo, com um passe mais do que sensacional, encontrou Ewethon livre, leve e solto, o lateral-esquerdo Eduardo achou Márcio Araújo que novamente levou perigo ao Fla. Três tramas palmeirense criadas com o consentimento da frágil defesa flamenguista e nenhuma delas sacudiu o véu da noiva. Realmente falta um matador pro Verdão.
Após o intervalo, o Flamengo voltou melhor, dificultou o toque de bola palmeirense, acertou seus próprios passes e começou a criar chances de abrir o placar. Na primeira metade desta etapa final, o Mengão mandou no jogo e não foi assustado sequer uma vez. Já o goleirão Marcos trabalhou em chute de Petkovic, se assustou com finalização de Love após jogada de Vinícius Pacheco e rebateu uma bomba de Welinton. Bem postado ofensivamente, o Flamengo conseguia oportunidades, diferente do que ocorria com um absurdamente apático Palmeiras. E a equipe paulista ficou ainda menos criativa e produtiva com as saídas de Lincoln e Cleiton Xavier, para as entradas dos pratas-da-casa Patrick e Vinícius. Conseguiu assustar duas vezes, aos 30 e 32 minutos, com uma boa jogada do Márcio Araújo e uma falha horrenda do zagueiro Álvaro que Ewerthon quase aproveitou. Queria ressaltar aqui a boa atuação do meia Márcio Araújo, que se movimentou bastante e participou das melhores jogadas – tudo bem que foram poucas – organizadas pelo Verdão. Ainda não consigo entender a queda de rendimento do lateral-direito Vítor, ex-Goiás, que não está participando das tramas ofensivas palmeirenses. Em minha opinião, ele poderia realizar excelentes tabelas com o Márcio Araújo pelo lado direito e se tornar uma importante arma de ataque. Voltando ao jogo, o apito final se aproximava e parecia que o placar iria mesmo ficar mudo. Porém, aos 42 minutos, Vagner Love, que havia sido vaiado pelos alvi-verdes durante toda a partida, recebeu a pelota, limpou um, limpou outro e, diante de três defensores, arrematou no cantinho de Marcos para queimar o filme e dar a vitória ao Flamengo.
Sei que o Flamengo deve estar se movimentando nos bastidores para contratar alguns jogadores e estruturar a equipe para o pós-Copa do Mundo. Porém, em minha opinião, um bom ano na Gávea passa pela permanência de Love. Em menos de 6 meses o cara já parece um veterano rubro-negro, tamanha sua importância para a equipe.
TRÊS TOQUES
- Posso estar sendo repetitivo, mas fica impossível não elogiar o Ceará. No Castelão eles são imbatíveis, impenetráveis, intransponíveis... Em casa, foram 4 jogos, 4 vitórias e nenhum, repito, nenhum gol solfrido. Da mesma maneira que alguns clubes comemoram a paralisação devido à Copa do Mundo, o “Vozão” não tem nenhum motivo para soltar foguetes no Mundial.
- E o Fluminense não pára de crescer. Com o triunfo sobre o Vitória, o terceiro seguido no Brasileirão, o Tricolor das Laranjeiras deixa uma belíssima pergunta na cabeça do torcedor: “Como vai ficar a equipe com os prováveis reforços e mais de um mês de treinamentos?”. A resposta parece que será muito positiva.
- Depois de empatar com o Vasco, no Engenhão, em uma partida que não fez muita força para tentar vencer, o Botafogo abriu 2 x 0 no Atlético Paranaense e levou a virada. Pode ser chover no molhado afirmar isso, mas em campeonatos de pontos corridos, pontos perdidos não voltam mais...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
AMISTOSO - ZIMBÁBUE X BRASIL
Olá amigos do FUTEBOLA!
Zimbábue 0 x 3 Brasil – Estádio Nacional, Harare (ZIM)
Naquele que está sendo considerado por muitos como o maior evento esportivo da história do Zimbábue, o Brasil sapecou 3 x 0 na Seleção anfitriã em sua primeira partida em solo africano.
Com exceção de umas poucas entradas duras, mas sempre na bola, do time zimbabuano e de Felipe Melo, que se estressa até com a própria sombra, o duelo teve, como era esperado, cara de amistoso. E os primeiros 30 minutos não foram nada legais para os comandados do Dunga. O trio ofensivo africano, formado pelo rápido Musona, o talentoso Antipas e o perigoso Benjani deu muito trabalho para os defensores brasileiros. Para se ter uma idéia, com 8 minutinhos de partida, o lateral-esquerdo Michel Bastos já havia cometido três faltas no setor defensivo, tamanha a impetuosidade zimbabuana. As principais oportunidades de gols criadas pelos mandantes foram com Karuru, após boa trama entre Musona e Benjani, e uma cabeçada do Musona, que Gomes realizou excelente defesa. Gomes? Sim, pois Júlio César saiu após uma pancada na região lombar. Durante este período, o Brasil apenas errou passes, mostrou falta de criatividade e arriscou um chute longo com Robinho. Porém, quem está acostumado a assistir a Seleção do Dunga sabe que a qualquer momento vai surgir uma bola parada, uma jogada com o Maicon pela direita ou um contra-ataque. E surgiu. Primeiro Michel Bastos cobrou uma falta com uma potência absurda, a redonda atingiu 139 Km/h, e inaugurou o placar. Três minutinhos depois, aos 43, Maicon acertou lindo lançamento para Robinho que com muita categoria sacudiu o filó. Torcedores e jornalistas zimbabuanos estavam chamando nossa Seleção de “Samba Boys”. Bom, se de “Garotos do Samba” nosso Onze não tem nada, ele continua mostrando uma eficiência enorme.
Após o intervalo ocorreram diversas alterações em ambas as equipes. Zimbábue perdeu a toada e as entradas de Daniel Alves e Júlio Baptista foram ótimas. Logo aos 10 minutos, Daniel Alves procurou Júlio Baptista, recebeu a devolução de calcanhar e deixou Elano livre, leve e solto para balançar o barbante. Linda jogada! Uns segundinhos de futebol brasileiro para os zimbabuanos guardarem para sempre. Após o terceiro tento, vale ressaltar apenas mais dois ótimos passes de Júlio Baptista – e não é que ele substituiu bem o Kaká – e os xiliques de Felipe Melo, que se não se cuidar vai receber um show de cartões na Copa do Mundo. Fim de jogo e de festa no Estádio Nacional. O Brasil conquistou sua 17ª vitória em 17 jogos no continente africano. Que continuemos assim!
Agora o sofrido povo zimbabuano, que trocou 5 refeições por um ingresso para assistir nossa Seleção, volta à dura realidade. A Seleção Brasileira poderia fazer isso mais vezes. Poderia sempre levar a felicidade para povos que precisam, ao invés de arrumar amistosos na Inglaterra para encher a poupança. Totalmente desnecessário a CBF cobrar mais de 3 milhões de reais para levar alegria para pessoas que sofrem tanto. Esse não era para ser o papel da Seleção Canarinho. E o pior é que esse dinheiro todo não terá futuro, melhor dizendo, terá um futuro escuro.