quarta-feira, 23 de junho de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS
*México 0 x 1 Uruguai – Grupo A
França 1 x 2 África do Sul – Grupo A
*Nigéria 2 x 2 Coréia do Sul – Grupo B
Grécia 0 x 2 Argentina – Grupo B
*jogos assistidos
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MANDOU BEM!
- Bastava um simples empate no duelo entre uruguaios e mexicanos para ambos se classificarem e o temor por um “jogo de cumpadres” era geral. Entretanto, pelo bem do futebol, as duas Seleções mostraram enorme honestidade e integridade e jogaram uma bela partida. Melhor para o Uruguai, que com uma equipe bem equilibrada conquistou a vitória e escapou de pegar a Argentina nas oitavas-de-final. Com 7 pontos conquistados, preciso admitir que a “Celeste Olímpica” me surpreendeu, mais ainda depois da ruim estréia contra a França onde nada produziu em termos ofensivos. O treinador Oscar Tabárez encontrou a formação ideal para sua equipe e montou um esquema bastante equilibrado, onde um tripé de excelentes volantes (Pérez, Álvaro Pereira e Arévalo) protege uma defesa que se não é um primor de segurança também não é um queijo suiço. Porém, foi o acerto na montagem do trio ofensivo que deu a classificação em primeiro lugar para o Uruguai. A escolha de Forlán para jogar de homem de ligação e da dupla Luís Suares/Cavani no ataque fez muito bem para o Uruguai, que apresentou tanto contra a África do Sul quanto diante do México um ótimo poder ofensivo. Neste duelo contra os mexicanos, o gol surgiu justamente após uma trama entre os três, quando Forlán abriu a jogada com perfeição para Cavani que colocou a pelota com carinho na cabeça de Suárez, que nem teve trabalho para balançar as redes. Linda jogada! A meu ver, Uruguai e México foram com sobras as melhores equipes do Grupo A e fizeram por merecer a classificação.
- Um duelo que a princípio não prometia muito acabou se tornando um grande jogo de futebol. Nigéria e Coréia do Sul jogaram uma empolgante e emocionante partida e deixaram os apreciadores do futebol bastante felizes. A alternância de domínio das ações ofensivas foi o principal fator que deteminou a grande qualidade da partida. Ora a Coréia do Sul levava perigo, ora a Nigéria chegava na cara do gol. Um jogo aberto, como pouco tem se visto no Mundial. Mesmo tendo sido assustada logo no início da partida, foi a Nigéria quem dominou a 1ª etapa. Com seus meias abertos (Obasi pela direita e Uche pela esquerda) voando baixo, as “Águias” abriram o placar aos 11 minutos – Uche completou cruzamento de Odiah – perdeu duas boas oportunidades com o Obasi e acertou o poste sul-coreano, novamente com Uche. Este resultado complicaria muito o 2º tempo da Coréia do Sul, que voltaria nervosa para o campo pois necessitava pelo menos do empate, já que a Grécia não vencia a Argentina. Porém, depois de passar um bom tempo sem ameaçar o goleiro nigeriano Enyeama, L. S. Yeung cobrou falta na área, a defesa africana falhou e J. S. Lee colocou no fundo do gol empatando o placar. O gol fez muito bem aos sul-coreanos, que voltaram com tudo para a 2ª etapa, com destaque principal para C. Y. Park, que além de marcar, de falta, o gol da virada, logo aos 3 minutinhos, ainda infernizou o sistema defensivo nigeriano. Como a Coréia vencia e a Grécia nada fazia diante dos argentinos, as vagas pareciam já estar decididas, principalmente depois que Yakubu perdeu uma chance inacreditável quase na linha do gol. Entretanto, o jogo não tardaria a voltar a esquentar. Aos 23 minutos, o mesmo Yakubu cobrou pênalti com tranquilidade e empatou o placar. Menos de 10 minutos depois, Demichelis abriu o placar para a Argentina diante da Grécia. Resumo: bastava a vitória para os nigerianos se classificarem. Com muita força de vontade e mostrando um futebol digno das boas equipes africanas, a Nigéria foi com tudo para cima da Coréia. Obafeme Martins e duas vezes Obinna, sendo uma delas na cara do goleiro J. S. Ryong, quase marcaram o que seria o gol da classificação, mas o jogão acabou mesmo empatado. Com o apito final, os sul-coreanos desabaram de cansaço e também de emoção. O merecido prêmio para quem evoluiu muito nos últimos anos, tanto taticamente quanto tecnicamente. Esta foi mais uma prova de que em Copa do Mundo, deve se esperar um jogão de bola a qualquer momento.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Com duas expulsões cada, o camaronês Rigobert Song e o gênio francês Zinedine Zidane são os únicos jogadores que já receberam dois cartões vermelhos na história das Copas do Mundo. Já a Seleção com mais expulsões é a Argentina, com 10 jogadores tendo ido mais cedo para o chuveiro.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS
Portugal 7 x 0 Coréia do Norte – Grupo G
Chile 1 x 0 Suiça – Grupo H
Espanha 2 x 0 Honduras – Grupo H
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MANDOU BEM!
- Isso mesmo amigos, eu não digitei errado. Aquela equipe bem organizada defensivamente e que deu um tabalhão ao Brasil, tomou uma chinelada de 7 x 0 de Portugal. E que atuação dos portugueses! Durante a primeira metade do 1º tempo, a Coréia do Norte acreditava que poderia jogar de igual para igual com Portugal, e até jogava. Porém, , aos 28 minutos, Raul Meireles abriu o placar para Portugal e a força norte-coreanana acabou. Os portugueses ainda tiveram duas oportunidades de aumentar a vantagem ainda na 1ª etapa, mas foi após o intervalo que o show aconteceu. Nos primeiros dez minutos, Portugal criou nada menos do que quatro oportunidades de sacudir o barbante, sufocando o sistema defensivo rival. Com Raul Meireles muito bem na partida e o lateral-esquerdo Fábio Coentrão voando baixo, Portugal marcou com Simão e Hugo Almeida, respectivamente aos 8 e 10 minutos. Mas ainda faltava um convidado na festa portuguesa. Cristiano Ronaldo, que nada havia feito em quase uma hora de partida, decidiu entrar na brincadeira. Entre 14 e 26 minutos, o gajo participou de cinco boas tramas ofensivas, sendo que, em uma delas, deixou o volante Tiago na cara do gol para colocar 4 x 0 no placar, e em outra carimbou o poste do goleiro Ri Myong. Depois de aproximadamente 10 minutinhos de paz para a retaguarda norte-coreana, Liédson entrou em campo recolocando fogo no jogo. Aos 35 aproveitou passe de Duda e deixou sua marca. Aos 42, roubou a bola do adversário e deixou-a com Cristiano Ronaldo, que enfim acabou com o seu jejum de gols com a camisa de Portugal (o craque não marcava pela Seleção desde fevereiro de 2009). Ainda sobrou tempo para Tiago se sagrar artilheiro do jogo ao receber novo passe de Duda e marcar o sétimo gol. Simplesmente Espetacular o show de bola português!
- O Chile não realizou uma grande partida diante da Suiça. Os pontas Sánchez e Beausejour não foram tão produtivos quanto na estréia diante de Honduras, Fernández não teve a participação ofensiva que poderia, o ala-direita Isla foi peça rara no ataque e o centroavante Suazo pouco tocou na bola. Depois de escrever isso tudo, você deve estar se perguntando qual o motivo de eu colocar a atuação chilena aqui no “Mandou Bem!”. Te respondo: o Chile está aqui por conseguir vencer um adversário forte, como a Suiça provou ser ao derrotar a Espanha, e por não ter desistido em nenhum momento. Para fazer um paralelo, Gana enfrentou a Austrália tendo um homem a mais durante mais de um tempo, assim como o Chile teve diante da Suiça. Porém, enquanto Gana não passou de um empate contra a frágil Austrália, o Chile conseguiu importantíssimos três pontos. Também merece aplausos, muitos, na verdade, o argentino treinador do Chile Marcelo Bielsa. Ele realizou suas três alterações possíveis colocando em campo Valdívia, Paredes e González. E foi justamente este o trio que participou do gol da vitória, com Valdívia dando longo passe para o Paredes colocar a bola na cabeça de González e este balançar o filó.
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MANDOU MAL!
- Impressionante a mudança de postura da Coréia do Norte em um intervalo tão pequeno. Se diante do Brasil os norte-coreanos pareciam jogar a partida de suas vidas, contra Portugal eles não queriam nem estar em campo. Depois de um bom começo, quando até mantinham equilibrada a partida, os norte-coreanos sentiram, e muito, o primeiro gol sofrido. Aquela equipe organizada e cheia de força de vontade deu lugar à um time de churrasco. Sabem aquele futebolzinho depois de inúmeros pedaços de carne e mais latas de cerveja? Pois é, assim estava a Coréia do Norte. Se na Copa do Mundo de 1966 os norte-coreanos venceram a Itália e só foram eliminados por Portugal pois o lendário Eusébio estava em um dia perfeito, tendo marcado 4 gols após a Coréia do Norte abrir 3 x 0, desta vez eles levarão uma histórica goleada de volta para casa.
- Pode parecer um fato estranho eu ter colocado a Espanha entre quem “Mandou Bem!”, após ela ser derrotada pela Suiça, e colocar ela aqui, em “Mandou Mal!”, depois da vitória sobre Honduras. Porém, a meu ver, os defeitos técnicos e táticos que a Espanha apresentou contra Honduras puderam ser encobertos pelo ímpeto da busca pela vitória. E este ímpeto não esteve presente diante de Honduras. Um jogo contra uma equipe de baixo nível técnico e que possui um sistema defensivo longe de ser organizado deveria ser mais bem aproveitado pela “Fúria” – que não teve nada de furiosa. E mais, os gols desperdiçados diante da Suiça, que pareciam ser coisa rara, voltaram a aparecer. O próprio Villa, autor dos dois gols da vitória, desperdiçou outras duas boas oportunidades e um pênalti. Já Fernando Torres, claramente fora de forma, também não ficou atrás e jogou duas chances de sacudir o filó no lixo. Os gols que não marcou e o tratamento, em minha opinião inadequado, dado ao jogo podem complicar a vida dos espanhóis. A Espanha precisa vencer o Chile, que possui duas vitórias e ainda não levou gols, para garantir a classificação. E caso consiga a vitória, terá que fazer cálculo de saldo de gols para verificar se vai ser o líder. Admito que não esperava isto da Espanha.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- A Itália (1938), a Inglaterra (1966) e o Brasil (1994) são as Seleções que conquistaram a Copa do Mundo tendo marcado menos gols. Estas três Seleções conquistaram o caneco marcando apenas 11 gols na competição. Por outro lado, a Alemanha de 1954 é a Campeã com mais tentos marcados, com 25 gols.
COPA DO MUNDO 2010 - BRASIL X COSTA DO MARFIM
Brasil 3 x 1 Costa do Marfim – Grupo G
Em um jogo duro e viríl, que mais parecia uma partida de Copa Libertadores, o Brasil bateu a Costa do Marfim por 3 x 1 e garantiu a vaga nas oitavas-de-final da Copa do Mundo.
Apenas alguns segundinhos após o apito inicial, Kaká iniciou um contra-ataque que Robinho finalizou de longa distância levando perigo ao gol defendido pelo Barry. Em menos de um minuto, a Costa do Marfim mostrou que estaria muito mais aberta do que na estréia diante de Portugal, quando segurou Cristiano Ronaldo e cia com bastante eficiência. Durante a primeira metade da 1ª etapa, o jogo não engrenou, com o Brasil errando muitos passes e iniciativas de contra-golpes, principalmente com Kaká, e os marfinenses rondando a área brasileira sem muita produtividade. O jogo transcorreu assim até 25 minutos, quando Kaká e Robinho enfim apareceram bem em uma trama ofensiva que resultou no preciso arremate de Luís Fabiano para abrir o placar. O Brasil, apesar de, como todo o mundo já sabe, não jogar um futebol que prima pela ofensividade, possui armas fortes, como o contra-ataque, a bola parada e o Maicon pela direita. A meu ver, se o trio formado por Kaká, Robinho e Luís Fabiano começarem a produzir jogadas em conjunto, como ocorreu neste primeiro gol, a Seleção ficará bem mais forte.
Mesmo com mais espaço para atacar do que teve diante da Coréia do Norte, o Brasil passou o restante do 1º tempo apenas levando o jogo em banho maria. Em alguns momentos a Costa do Marfim até parecia que iria se empolgar e se estabelecer no campo de ataque, mas os africanos não conseguiram pressionar o Brasil. Após a conversa no intervalo, o Brasil voltou mais disposto a decidir a partida, criando 3 boas oportunidades de gols em 17 minutos e colocando 3 x 0 no placar. Primeiro, Luís Fabiano escreveu seu nome na história ao marcar o gol irregular mais bonito de todos os Mundiais. O Fabuloso iniciou a jogada com um toque de mão, em minha opinião involuntário, e abriu uma chapelaria na África do Sul. Zokora e Kolo Touré levaram, cada um, um lindo chapéu de presente. A Jabulani, ainda no alto, pedia para ser dominada quando Luís Fabiano, de maneira indiscutivelmente voluntária, abriu o braço, a dominou, e colocou-a no fundo da rede. Golaçoaçoaçoaçoaço! Entretanto, irregular.
Aos 16 minutos, Maicon, Robinho e Kaká realizaram boa jogada e o Brasil quase marca o terceiro gol. Mas este não tardaria a sair. No minutos seguinte, Kaká, novamente ele participando ofensivamente, fez linda jogada pela esquerda e encontrou Elano livre, leve e solto para sacudir o filó. Se o Kaká iniciou a partida cometendo erros que não costuma, o andamento do jogo só o fez melhorar. E o Elano, se não teve uma atuação como a da estréia, quando foi o nome do jogo, pelo menos deixou sua marca. Com 3 x 0 no placar, o Brasil relaxou por completo e parou de jogar, claramente se poupando. Já a Costa do Marfim adotou uma postura totalmente inversa. Cometendo numerosas faltas, algumas delas muito duras, começou a colocar fogo no jogo. Aos 33 minutos, os marfinenses conseguíram diminuir a vantagem brazuca com um gol de Drogba, porém o ápice da tensão na partida ocorreu na equivocada expulsão de Kaká, em um lance onde nem falta cometeu. Pensando pelo lado positivo, como Kaká já tinha cartão amarelo foi até bom que ele recebesse logo o segundo e não corresse o risco de ser suspenso em uma partida de mata-mata.
O apito final trouxe a sensação de um Brasil que parece que vai crescer cada vez mais na competição. Um jogo que se desenhava bastante difícil antes do início, acabou se tornando fácil, por totais méritos e qualidades de nossa Seleção.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Na Copa do Mundo de 1982, a Hungria sapecou 10 x 1 em El Salvador naquela que foi a maior goleada da história dos Mundiais. Nesta partida, outros dois recordes foram estabelecidos. O húngaro Lazslo Kiss se tornou o único reserva que marcou três gols em uma mesma partida e ocorreu a sequência de três gols mais rápida em um Mundial.
domingo, 20 de junho de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS
Camarões 1 x 2 Dinamarca – Grupo E
Eslováquia 0 x 2 Paraguai – Grupo F
Itália 1 x 1 Nova Zelândia – Grupo F
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MANDOU BEM!
- Na partida de estréia da Dinamarca no Mundial, a derrota contra a Holanda, o melhor jogador da equipe havia sido o meia-direita Rommedahl. Não que ele tivesse jogado um bolão, mas se destacou em relação aos demais. No duelo contra Camarões, novamente Rommedahl se sobressaiu sobre seus companheiros. Jogando melhor do que na estréia, ele foi o responsável direto pela vitória dinamarquesa em uma partida equilibradíssima, ao dar a assistência para Bendtner sacudir o filó e ele mesmo deixar sua marca com um belo gol. É possível afirmar que se não fosse por Rommedahl a Dinamarca estaria em uma condição muito difícil em seu grupo, quando agora depende apenas de suas forças diante do Japão. Também vale elogiar a atuação do atacante Bendtner, que participou da criação das principais tramas ofensivas. A Dinamarca tem muito o que melhorar defensivamente e no setor de meio-campo, mas se o adversário bobear, como Camarões bobeou, a dupla Rommedahl/Bendtner pode dar trabalho. Se o Japão sonha com a classificação para a próxima fase, é bom descobrir um jeito de parar essa boa dupla.
- Camarões não fez uma partida excelente diante da Dinamarca, mas se compararmos esta atuação com a da estréia, contra o Japão, a evolução foi enorme. Se naquela ocasião Camarões havia criado 3 oportunidades de gols, neste duelo contra a Dinamarca criou 10. Logo no início do jogo, aos 9 minutos, Eto’o estava no lugar de onde nunca deveria ter saído, como comandante de ataque e não na ponta-direita, e aproveitou a falha do dinamarquês C. Poulsen para abrir o marcador. Três minutinhos depois, Emana quase ampliou a vantagem. Porém, os “Leões Indomáveis” diminuíram o ritmo, deixaram a Dinamarca empatar e só voltaram a assustar o goleiro Sorensen aos 42 minutos, quando Eto’o carimbou a trave após nova paçocada da defesa dinamarquesa. Na 2ª etapa, Camarões voltou com muito mais ímpeto ofensivo do que o rival, tanto antes quanto depois de Rommedahl virar a partida. Porém, de nada adiantou a pressão e as oportunidades criadas na base do abafa, pois o gol de empate não surgiu. A eliminação de Camarões diante da Dinamarca me deixou com a sensação de que a equipe poderia render mais, que possui jogadores para fazer um papel melhor do que fez.
- Muito boa a atuação do Paraguai diante da Eslováquia. Bem postada defensivamente com uma linha de quatro defensores (Morel, Alcaraz, Da Silva e Bonet, da esquerda para a direita) e com um trio de atacantes (Valdez, Roque Santa Cruz e Barrios) que infernizou a retaguarda eslovaca, o Paraguai mostrou um futebol infinitamente superior ao da estréia diante da Itália. A meu ver, o principal ponto positivo desta bela atuação paraguaia foi o tripé de meio-campo formado por Cáceres, Riveros e Vera. Protegendo e produzindo, estes três comandaram a vitória que deixou o Paraguai com um pé na próxima fase. Um dos principais integrantes da histórica LDU que conquistou a Libertadores no Maracanã sobre o Fluminense, o meia Enrique Vera vem se mostrando um dos melhores jogadores do Mundial até o momento. Neste duelo contra a Eslováquia, ele foi, a meu ver, o melhor jogadores em campo, estando muito bem defensivamente e sendo constante presença no ataque. Aos 27 minutos da 1ª etapa, foi ele quem apareceu pela meiúca da defesa eslovaca para receber o passe de Barrios e abrir o placar. Após o intervalo, o Paraguai manteve o jogo controlado até a entrada do Torres, aos 26 minutos. Torres entrou em campo dando mais força ofensiva ao Paraguai e participou de três tramas ofensivas, sendo que na última delas, aos 40 minutos, cobrou a falta que resultou no gol de Riveros.
- Sensacional a Nova Zelândia contra a Itália. Esqueçamos o fato de os neozelandeses terem chegado apenas 3 vezes ao campo ofensivo, de os italianos terem criado 10 oportunidades de gols e contarem com um dos sistemas ofensivos mais fracos de sua gloriosa história e de Buffon, um dos melhores goleiros do planeta, não ter jogado por estar contundido. Nada disso influência a grandeza do feito da Nova Zelândia, um país cujo Campeonato Nacional é semi-profissional, ter empatado com a Tetracampeã Mundial Itália. Logo aos 7 minutinhos da 1ª etapa, o atacante Smeltz, que já havia se destacado no empate diante da Eslováquia, empurrou para o fundo das redes uma falta cobrada pelo Elliott. Quem começou a ver o jogo mais tarde e se deparou com o placar apontando Nova Zelândia 1 x 0 Itália deve ter pensado que havia algum erro de transmissão. Como era de se esperar, a Nova Zelândia recuou completamente para segurar o histórico resultado. Os dois alas (Bertos e Lockhead) se juntaram à linha de três zagueiros (Smith, Nelsen e Reid) formando uma muralha de 5 homens a frente do goleirão Paston. Mais adiante, os volantes (Elliott e Vicelich) e os jogadores mais avançados (Smeltz, Fallon e Killen) se entregavam de corpo e alma na marcação. Contando com a monstruosa falta de qualidade dos italianos, os neozelandeses tinham sucesso em sua missão defensiva até que o jovem Smith resolveu cometer pênalti em De Rossi que Iaquinta colocou nas redes, aos 28 minutos da 1ª etapa. O empate ainda era um sonho para a Nova Zelândia e a postura adotada pela equipe não mudou. Os italianos, sem um pingo de criatividade, não tinha a menor idéia de como furar a marcação adversária e passaram a adotar os chutes longos e as bolas alçadas na área como armas. O resultado? A consagração do goleiro Paston que não teve sequer uma falha e foi importantíssimo para a manutenção do placar. No fim do jogo, aos 37 minutos, o atacante Wood ainda conseguiu dar um lindo drible no tão badalado Cannavaro e chutou rente a trave. A vitória seria a maior zebra da história das Copas, mas o empate também não ficou muito atrás. Inesquecível!
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MANDOU MAL!
- Patética a atuação do sistema defensivo dinamarquês diante de Camarões. Além de não mostrar nenhuma solidez e segurança, os constantes erros na saída de bola quase comprometeram a vitória da equipe. Logo aos 6 minutos, o volante C. Poulsen entregou a redonda de bandeja para o camaronês Enoh, que só teve o trabalho de rolar para Eto’o abrir o marcador. No final da 1ª etapa, quando Bendtner já havia empatado a partida, uma nova saída errada deixou a bola nos pés de do meia Emana e Eto’o quase colocou Camarões na frente, acertando a trave. E não podemos nos esquecer que na partida de estréia, diante da Holanda, o primeiro gol sofrido pela Dinamarca foi marcado após o lateral S. Poulsen cabecear a pelota nas costas do próprio companheiro Agger. Se possui uma certa qualidade ofensiva, principamente com a dupla Rommedahl/Bendtner, o sistema defensivo dinamarquês é muito, mas muito, frágil. Se enfrentar um adversário que atue com a marcação adiantada, a Dinamarca terá sérios problemas.
- “Não temos uma estrela como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi ou Wayne Rooney. E é verdade que não podemos jogar como brasileiros, espanhóis ou portugueses. No entanto, ninguém defende como nós” – disse o capitão Fabio Cannavaro antes da Itália estrear no Mundial. Amigos, os dois jogos da Itália até o momento, mostraram que existem muitas equipes com um sistema defensivo mais sólido que o dos italianos e que o poder ofensivo da “Azzurra” é muito pior do que eles imaginavam. O próprio Cannavaro é o espelho do patético futebol que a Itália vem apresentando. Na partida de estréia contra o Paraguai, era Cannavaro que marcava o zagueiro paraguaio Alcaraz quando este cabeceou para o fundo do gol. Já neste duelo contra a Nova Zelândia, foi o mesmo Cannavaro quem falhou antes de Smeltz balançar as redes e tomou o drible de Wood no lance que quase resultou na vitória neozelandesa. O líder e ex-melhor jogador do mundo (para a FIFA) já está longe de ser o mesmo. Se Cannavaro exemplifica perfeitamente a defesa italiana, fica difícil encontrar só um representante para o horripilante sistema ofensivo. Gilardino e Iaquinta, só para ficar nos dois que o treinador Marcelo Lippi insiste em escalar como titulares, não possuem a mínima qualidade para vestirem a importante camisa azul. São jogadores de baixíssimo nível técnico e quase nenhum faro de gol. A cada partida da Itália na Copa do Mundo fica mais fácil de entender o motivo de a Internazionale ter conquistado a Copa dos Campeões da Europa sem sequer um nativo no time titular.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Entre a Copa do Mundo de 1962 e a de 1994, a Bulgária ficou 17 partidas sem conquistar sequer uma única vitória em Mundiais. A Bélgica, somando as edições da Copa de 1998 e de 2002, empatou 5 partidas consecutivas. Já o recorde de maior sequência de vitórias pertence ao Brasil, que conquistou, seguidamente, 11 triunfos, sendo 7 na Copa do Mundo de 2002 e 4 na de 2006.
sábado, 19 de junho de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS
Olá amigos do FUTEBOLA!
Holanda 1 x 0 Japão – Grupo E
Gana 1 x 1 Austrália – Grupo D
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MANDOU BEM!
- Apesar da derrota para a Holanda, muito me agradou a Seleção Japonesa em sua segunda partida neste Mundial. Durante os primeiros 45 minutos do jogo, o Japão apresentou um sistema defensivo impecável, conseguindo anular todas as armas ofensivas holandesas. Sneijder não teve espaço para dar assistências ou arrematar de longe, Kuyt não pôde explorer sua velocidade pelas pontas, van Persie não teve nenhuma liberdade para jogadas individuais ou tabelas curtas pelo meio da defesa… ou seja, a Holanda ficou encaixotadinha no sistema defensivo japonês. Quem possui grande importância para a dinânima, tanto defensiva quanto ofensiva, do time japonês é a segunda linha de 4 homens, de um esquema 4-1-4-1. Nesta linha, Hasebe e Endo, que são muito bons tecnicamente, jogam centralizados, enquanto Matsui e Okubo atuam aberto pelos lados e são boas opções ofensivas. Na 2ª etapa, após a Holanda conseguir abrir o placar em uma falha do goleiro Kawashima em chute de Sneijder, o Japão precisou sair para o jogo. Acreditem amigos, o Japão foi ao ataque e dominou as ações ofensivas até o apito final. Para se ter uma idéia de como o Japão foi em busca do empate, o treinador Takeshi Okada realizou três substituições e todas elas foram ofensivas. A baixa qualidade técnica dos japoneses foi predominante para que o empate não saísse, mas, a meu ver, a determinação e o fato de terem colocado a Holanda com uma postura defensiva, são dignos de aplausos. Vale ressaltar aqui a grande atuação do zagueiro brasileiro naturalizado Marco Túlio Tanaka, que foi excelente na retaguarda, tirando diversas bolas alçadas na area, e, aos 45 minutos, deu linda assistência, também de cabeça, para o Okasaki perder aquele que seria o gol do empate japonês. O apito final e a decepção estampada nos rostos dos japoneses comprovam como a equipe teve uma mentalidade vencedora, dando muito trabalho à forte Holanda.
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MANDOU MAL!
- A Holanda esteve longe de mostrar o futebol que dela se espera diante do Japão. Sem poder contar com seu principal jogador, o Robben, a Holanda teve um trabalhão para conseguir penetrar no sistema defensivo japonês. Tentou durante toda a 1ª etapa e não conseguiu encontrar alternativas ofensivas, estando longe de assustar o goleiro Kawashima. Em minha opinião, van der Vaart, que é meia e está improvisado de ponta-esquerda, não deveria ser titular. Sua presença enfraquece, e muito, as jogadas pelos lados do campo, pois ele busca sempre cair pela meiúca. A melhor opção seria a entrada do Elia, que conhece a posição. No início do 2º tempo, um gol do Sneijder, após um bate-rebate na área, poderia ter deixado a Holanda mais solta para controlar o jogo e trabalhar a redonda com mais tranquilidade, porém o que ocorreu foi que a equipe recuou muito e deu campo para o Japão. Tentou jogar no contra-ataque e demorou mais de 30 minutos para encaixar um certo. E quando encaixou, despediçou duas claríssimas oportunidades, aos 39 e 42 minutos, ambos com o Afellayna cara do goleiro. Se contra o Japão o castigo pela postura e pela ineficácia nos contra-golpes quase veio aos 45 minutos, na citada chance desperdiçada pelo Okasaki, uma Seleção mais forte não perdoaria uma atuação tão frágil da Holanda.
- O cronômetro marcava 11 minutos da 1ª etapa quando o goleiro ganês Kingson soltou a pelota após falta cobrada por Bresciano e Holman abriu o placar para a Austrália. Treze minutos depois, aos 24, Kewell meteu o braço na bola para evitar o gol de empate de Gana, cometeu pênalti, foi expulso e Gyan igualou o marcador, tornando inútil a ação de Kewell. A partir daí, era o momento de Gana mostrar que tem força. Com o placar empatado e um homem a mais, as “Estrelas Negras” tinham tudo para conquistar a vitória e deixar a classificação muito bem encaminhada. Porém, apesar das oportunidades de gols criadas e da boa movimentação ofensiva, Gana não conseguiu o valioso tento. O ótimo centroavante Gyan não estava em um bom dia, o que foi determinante para Gana não sacudir o barbante. Do tripé de meias que jogam atrás do Gyan, formado por Ayew, Asamoah e Tagoe, apenas o primeiro teve uma atuação produtiva. Ayew, filho do eterno ídolo ganês Abedi Pelé, se movimentou bastante e deu trabalho ao sistema defensivo australiano, enquanto Asamoah e Togoe não participavam da criação de jogadas ofensivas. Durante a metade final do 1º tempo e a inicial do 2º, Gana só teve preocupações ofensivas e mesmo assim não conseguiu balançar as redes. E ainda poderiam ter saído de campo derrotados, pois depois dos 20 minutos da 2ª etapa, com a boa entrada de Chipperfield na Austrália, os ganeses sofreram ataques e tiveram problemas defensivos. Se a atuação da Seleção de Gana não foi péssima, eles perderam uma grande oportunidade de provar que podem estar entre os melhores.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- A Seleção da Escócia é a que mais participou de edições da Copa do Mundo sem nunca ter passado para a segunda fase, com 8 aparições. Na Copa do Mundo de 1974, conseguiu o feito de ser eliminada da fase de grupos de maneira invicta, após vencer o Zaire e empatar com Brasil e Iugoslávia.
COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS
Eslovênia 2 x 2 Estados Unidos – Grupo C
Inglaterra 0 x 0 Argélia – Grupo C
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MANDOU BEM!
- Assim como na estréia diante da Inglaterra, o Estados Unidos mostrou poder de recuperação e conseguiu buscar o empate após sair atrás no placar. Depois de um 1º tempo muito ruim, onde só conseguiu assustar o goleiro esloveno Handanovic aos 35 minutos e ainda saiu perdendo por 2 x 0, o Estados Unidos voltou do intervalo voando baixo. Comandado por seu principal jogador, o meia-atacante Landon Donovan, os americanos diminuíram o placar logo aos 3 minutos, em um belíssimo gol do próprio Donovan, que entrou na área pela direita e mandou uma bomba. Mesmo sem grande qualidade ofensiva, o EUA se postou totalmente no campo de ataque e pressionou a Eslovênia em busca do empate, que foi iniciado novamente por Donovan. Com um lançamento longo, Donovan encontrou Altidore que em uma linda assistência de cabeça deixou Bradley, o volante filho do treinador, livre para marcar. Se não é um primor ofensivo e não possui jogadores de grande qualidade técnica, o Estados Unidos é uma equipe bem arrumada e que não desiste por nada. E é justamente essa força de vontade que é a principal arma da equipe diante da Argélia, na última rodada, em jogo que vai valer a classificação.
- Muito boa a atuação da Argélia diante da horripilante Inglaterra. Mesmo com todo o péssimo futebol que o “English Team” vem apresentando, e é realmente muito ruim, surpreende o fato de a Argélia ter se postado melhor em campo durante os 90 minutos. Isso mesmo, do apito inicial ao final foram os argelinos que apresentaram um futebol de melhor qualidade. Com um esquema tático bem incomum, o 3-4-3, a Argélia conseguiu anular a produção ofensiva inglesa, tornando Gerrard e Lampard jogadores quase nulos em campo. Os três zagueiros – Boughera, Halliche e Yahia, com o primeiro sendo um dos melhores jogadores em campo – estiveram bastante seguros. Muito importante para a segurança do sistema defensivo foi a proteção dos volantes Yebda e Lacen e dos alas Kadir e Belhadj. Vale elogiar aqui o preparo físico do ala-esquerdo Belhadj, que não parou de correr sequer um minutinho. Ofensivamente, a Argélia me agradou por pelo menos tentar atacar, mantendo-se boa parte do jogo no campo inglês e tendo maior posse de bola. Porém, sem um meia organizador e um homem de referência na área, ficou muito difícil a produção de jogadadas que assustasse o goleiro inglês James. Quem mais mostrou intimidade com a redonda, assim como na partida de estréia contra a Eslovênia, foi o ponta-esquerda Ziani, que deu muito trabalho para Glen Johnson, lateral-direito da Inglaterra. Com certeza o fato de ter sido superior à Inglaterra animou os argelinos, que só dependem de suas forças para se classificar para a próxima fase. Como citei acima, Argélia e Estados Unidos vai ser uma verdadeira decisão, com ambos os lados colocando o coração na ponta da chuteira.
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MANDOU MAL!
- A Eslovênia caiu na velha bobagem de recuar por completo depois de conseguir uma boa vantagem e acabou saindo de campo com um gostinho de derrota, apesar do placar de 2 x 2, diante do Estados Unidos. Na 1ª etapa, a Eslovênia mostrou grande eficiência ao conseguir concluir com precisão as únicas duas oportunidades de gols que criou. Aos 13 minutos, o bom e técnico meia Birsa acertou um belo arremate e abriu o placar. Sem serem incomodados pelo adversário, os eslovenos levavam o jogo em banho maria até conseguirem ampliar a vantagem com Ljubjankic, aos 41. Poderiam ter voltado do intervalo trocando passes e esfriando o jogo, porém preferiram apenas se defender e abdicar do ataque por completo. Resultado: o Estados Unidos se postou ofensivamente, empatou o jogo e poderia até ter virado o placar. Se vencesse, os eslovenos seriam os primeiros do Mundial a garantirem a classificação para a próxima fase. Entretanto, preferiram o excessivo recuo e agora terão um difícil jogo contra a Inglaterra.
- Estou com sérias dúvidas sobre qual é a maior decepção da Copa até o momento: França ou Inglaterra? Não consigo compreender como uma equipe que conta com Terry, Gerrard, Lampard e Rooney pode apresentar um futebol tão ridículo. E compreendo menos ainda um treinador como Fábio Capello, que recebe aproximadamente um milhão e meio de reais por mês e já está de contrato assinado com a Seleção Inglesa até o fim da Euro 2012, não consegue organizar jogadores de tamanha qualidade técnica. Durante os 90 minutos do jogo contra a Argélia, a Inglaterra não produziu sequer uma única jogada. Gerrard e Lampard parecem não saber o que devem fazer em campo. O bom lateral-esquerdo Ashley Cole é peça rara no campo de ataque. Wayne Rooney não tem um parceiro de ataque e está em péssima fase técnica. O time não consegue tramar jogadas pelos lados do campo ou então prepararem o terreno para que os meias consigam chutar de longe. E por aí vai... No último jogo do grupo, contra a Eslovênia, a Inglaterra terá que jogar muito, mas muito mais do que jogou até o momento, se quiser se classificar. Não que a Eslovênia seja um forte adversário, é que o futebol inglês ainda não entrou em campo nesta Copa do Mundo.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- As Índias Orientais Holandesas (atual Indonésia), disputaram apenas uma partida de Copa do Mundo, em 1938, quando perderam de 6 x 0 para a Hungria, sendo o país que menos jogos realizou em Mundiais. Por outro lado, Brasil e Alemanha tinham, até o início deste Mundial na África, 93 partidas disputadas cada um, estando empatados como países que mais estiveram em campo.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS
Argentina 4 x 1 Coréia do Sul – Grupo B
Grécia 2 x 1 Nigéria – Grupo B
França 0 x 2 México – Grupo A
Alemanha 0 x 1 Sérvia – Grupo D
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MANDOU BEM!
- Não sou um grade fã do atacante argentino Higuaín. Nos comentários sobre a vitória dos “hermanos” contra a Nigéria, critiquei-o e disse que preferia o Diego Milito como titular. Bem, não mudei de opinião, mas é impossível não aplaudir a gigante atuação de Higuaín contra a Coréia do Sul. O Messi novamente jogou um bolão e Aguero entrou voando e provou que é ótima opção para por fogo no jogo, porém os três gols marcados pelo Higuaín fazem com que ele receba os holofotes desta vitória. Vale ressaltar que, apesar do placar elástico, o jogo não foi fácil para a Argentina. O gol marcado pelo Lee Chung-Young, aos 45 minutos da 1ª etapa, que diminuiu a vantagem da Argentina (Park Chu-Young, contra, e Higuaín havia colocado 2 x 0 no placar), complicou bastante a vida dos comandados de Maradona. Entre os 10 e 30 minutos do 2º tempo, a Coréia do Sul controlou a posse de bola e, se não criava muitas chances de gols, mostrava que poderia sim empatar. Foi aí que o trio Messi/Aguero/Higuaín entrou em ação. Em duas jogadas realizadas por Messi e Aguero, Higuaín realizou seu papel de centroavante com perfeição e colocou 4 x 1 no placar, decretando a vitória argentina.
- Na vitória sobre a Nigéria, merece destaque o ímpeto e a produtividade ofensiva dos gregos. Um amigo meu não se cansa de repetir diante de uma expulsão que “são poucos times os que sabem jogar com um homem a mais”. Pois bem, a Grécia soube. A Nigéria havia inaugurado o placar em uma cobrança de falta do Uche, aos 15 minutos de jogo e parecia que a Grécia iria ter mais uma péssima atuação na Copa. Porém, aos 33 minutos da 1ª etapa, o meia nigeriano Kaita perdeu a cabeça e foi expulso com o jogo parado, após “agredir” – as aspas são pois não considerei uma agressão – um adversário. Rapidamente a Grécia se postou toda no campo de ataque, substituiu um defensor por um atacante (Sókratis por Samaras) e não tardou a empatar o duelo. Comandado pelo bom meia Karagounis, que inciou duas jogadas que quase resultaram em gols, aos 39 e 40 minutos, a Grécia foi conseguir o empate ainda na 1ª etapa, aos 44, com o ponta-direita Salpingidis, depois de bela troca de passes. Ou seja, a Grécia jogou em um intervalo de 5 minutos, mais do que já havia jogado em toda a Copa. E após o intervalo a produção ofensiva seria ainda maior. Diante de uma encolhida Nigéria, que até poderia ter chegado ao segundo gol em contra-golpes – Obasi e Yakubu perderam gols incríveis em um mesmo lance – a Grécia criou nada menos do que 8 boas oportunidades de balançar as redes, um número bastante considerável. Os ataques pela direita e os chutes de longa distãncia foram as principais armas do repertório greco. O principal obstáculo à virada era o goleiro nigeriano Enyeama, que começava a mostrar, outra vez, as defesas impressionantes que havia realizado no primeiro jogo contra a Argentina, quando conseguiu parar Lionel Messi. Porém, após um chute longo do volante Tziolis, Enyeama soltou a redonda nos pés de Torosidis que colocou a Grécia na frente. Depois de realizar inúmeras defesas dificílimas, e passar mais de 150 minutos, contando também o duelo contra a Argentina, sem falhar uma única vez, Enyama papou mosca e provou como a vida de goleiro é dura. Após a virada, a Grécia ainda poderia ter ampliado a vantagem, tendo pressionado até o apito final, mas não coseguiu. O sonho da classificação está vivo para os grecos, basta eles realizarem o melhor jogo de suas vidas diante da Argentina, na última rodada.
- Excelente e de altíssimo nível a atuação do México na vitória sobre a patética Seleção Francesa. Todos, repito, todos, os setores da equipe mexicana estiveram em um grande dia e foram igualmente importantes. Diferente da partida de estréia, contra a África do Sul, quando atuou com três zagueiros, o México veio ao campo com um clássico 4-3-3. A linha de quatro de defensores esteve muito segura, com destaque para o lateral-esquerdo Salcido, que além de cumprir seu papel defensivo participou de nada menos do que 4 das 5 oportunidades de gols criadas pela sua equipe na 1ª etapa. Já o trio ofensivo, formado por Giovani, Franco e Vela, este último dando lugar ao Barrera ainda no 1º tempo, dava opção de jogo e fazia com que o México não se postasse apenas defensivamente, mas mostrasse para o rival que também queria atacar. Após o intervalo, com a entrada do ofensivo e bom jogador Javier Hernández no lugar do Juárez, de características mais defensivas, o setor de ataque mexicano se comportou ainda melhor. Entretanto, apesar de boas apresentações da defesa e do ataque, foi o setor de meio-campo o principal responsável pela grande atuação mexicana. Inicialmente formado por Torrado, Rafael Márquez e Juárez (da esquerda para a direita), o tripé de meio-campo do México anulou a França e ainda participou de ações ofensivas, ou seja, protegeu e produziu. Em minha opinião, Rafael Márquez, que já havia marcado o importante gol de empate na estréia contra os donos da casa, foi o dono do jogo contra os franceses. Impecável como líder defensivo, ele ainda estava com o pé calibrado para os passes, como ocorreu na linda bola que ele deu para Hernández driblar o goleiro e abrir o placar, aos 18 minutos da 2ª etapa. E ainda teve mais um grande ponto positivo na bela apresentação mexicana. Após sacudir o filó, o México poderia ter adotado uma postura mais recuada, explorando apenas os contra-golpes. Porém, não foi isso que ocorreu. Jogando da mesma maneira, o México continuou melhor que a França e chegou ao segundo gol com Blanco cobrando pênalti sofrido pelo Barrera. Gostei muito da bola redondinha que o México jogou, assim como também me agradou demais a atuação do Uruguai na sapecada de 3 x 0 sobre a África do Sul, ontem. Só espero que estas duas equipes não sujem suas participações realizando um jogo de cumpadres na última rodada, já que o empate classifica ambos.
- Depois de uma estréia muito ruim diante de Gana, a Sérvia surpreendeu, jogou muito e bateu a favoritíssima Alemanha por 1 x 0. Se antes de começar o Mundial este era um resultado normal, após as respectivas estréias, com a Alemanha triturando a Austrália e a Sérvia perdendo pra Gana, ninguém esperava por este placar. Porém, o que mais me causou surpresa foi a boa atuação da Seleção Sérvia. Com um esquema diferente do primeiro jogo, trocou o 4-4-2 pelo tão badalado 4-5-1, a Sérvia ganhou muito em jogadas pelos lados do campo, principalmente pela direita onde o hábil e veloz Krasic que deixou o lateral-esquerdo Badstuber sem saber onde estava. Quem também ganhou com a mudança de esquema foi o gigante Zigic, centroavante de 2,02m que participou muito bem do jogo aéreo. Foi utilizando estas duas armas que os sérvios anotaram o gol da vitória. Após boa jogada de Krasic pela direita, Zigic escorou de cabeça a redonda e Jovanovic sacudiu o véu da noiva. Belíssima jogada que não ocorreu sequer uma vez no jogo diante de Gana. Defensivamente, a Sérvia conseguiu encaixotar a Alemanha, que só chegou perto do gol, de fato, aos 45 minutos da 1ª etapa com uma bomba do volante Khedira no travessão. O bom 1º tempo defensivo não se repetiu durante os primeiros 15 minutos da 2ª etapa, quando a Alemanha criou 4 oportunidades claras de empatar, inclusive com um pênalti perdido pelo Podolski após Vidic estupidamente colocar a mão na bola dentro da área. Vale lembrar que na derrota contra Gana, o gol surgiu após o Kuzmanovic também colocar a mão na redonda. Porém, com exceção destes bons 15 minutos alemães, a retaguarda sérvia conseguiu anular aquele que se mostrava como um dos maiores potenciais ofensivos do Mundial. E além de voltar a realizar uma boa marcação sobre o adversário, após Podolski ter desperdiçado o pênalti, a Sérvia ainda carimbou a trave em duas oportunidades, com Jovanovic e Zigic de cabeça. Vale dizer que em ambas as assistências foram dadas pelo infernal Krasic, o melhor homem em campo. Se repetir essa boa atuação diante da frágil Austrália, a Sérvia tem tudo para avançar de fase.
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MANDOU MAL!
- Diferente da belíssima apresentação que teve contra a Grécia, a Coréia do Sul não conseguiu mostrar nenhum ponto a ser destacado contra a Argentina. Quando se postou para defender, o fez pessimamente, cometeu diversas faltas e levou dois gols originados de bola parada. Conseguiu empatar no finzinho do 1º tempo após um paçocada do zagueiro Demichelis, em minha opinião um jogador muito fraco. Após o intervalo, diferentemente da 1ª etapa, a Coréia do Sul decidiu manter a posse da bola e não apenas se defender. Durante aproximadamente 30 minutos, se aproveitando da diminuição de ritmo da Argentina, poderia ter se postado bem ofensivamente e conseguido assustar o goleiro Romero, porém também falhou nesta missão. Resumo da ópera: quando quis se defender não conseguiu e quando precisou atacar também não. Resta agora aos sul-coreanos repetir a atuação contra os grecos e bater a Nigéria.
- A Nigéria tinha tudo para chegar na última rodada brigando em condições iguais com a Coréia do Sul pela classificação para a 2ª fase. Vencia a Grécia por 1 x 0 e não permitia que o oponente levasse nenhum perigo ao goleiro Enyeama. Com 30 minutos da 1ª etapa, o jogo parecia totalmente controlado pelos nigerianos, que se não faziam uma partida excelente, venciam e não levavam sustos. Porém, aos 33 minutos, o meia Kaita colocou tudo a perder, após uma expulsão infantil e tola. Com um homem a menos no gramado, a Nigéria virou presa fácil para os grecos que permaneceram no campo de ataque até o apito final. Com bons valores de ataque, como Obasi, Obafeme Martins, Odenwingie, Obinna e Yakubu, a Nigéria já havia dado algum trabalho para a Argentina e poderia sim realizar o sonho de passar de fase. Porém, uma expulsão estúpida colocou tudo a perder para as “Águias ”.
- A França conseguiu algo que parecia impossível: teve contra o México uma atuação ainda pior do que a da estréia, contra o Uruguai. Todos os setores da equipe francesa estiveram péssimos em campo, porém o ofensivo foi disparado o principal ponto negativo. Não consigo compreender como uma equipe que tem Evra como lateral-esquerdo, Malouda como meia aberto pela esquerda e Ribéry, muito acostumado a cair por este lado do campo, não consegue produzir sequer uma boa trama ofensiva por ali. Foram 90 minutos sem Evra, Malouda e Ribéry conversando entre si. Se pela esquerda nada surgiu, pela direita com Sagna e Govou, que diga-se de passagem não tem bola nem para estar entre os 23 franceses, a situação foi ainda pior. Em 2002, os “Le Bleus” foram eliminados da 1ª fase do Mundial sem anotarem sequer um golzinho. Algo me diz que esta história está para se repetir.
- Com exceção dos primeiros 15 minutos da 2ª etapa, a Alemanha não conseguiu produzir um bom futebol diante da Sérvia e decepcionou os que esperavam um novo show. Podolski esteve participativo, porém errou tudo que tentou, inclusive o pênalti que bateu pessimamente. Ozil não foi nem sombra do jogador que ditou o ritmo da equipe na estréia diante da Austrália. Klose foi diretamente responsável pela derrota ao receber dois justos cartões amarelos e ser expulso. Schweinsteiger só bateu e nada produziu ofensivamente. O lado esquerdo da defesa, com o fraco Badstuber, foi facilmente envolvido pelo sistema ofensivo sérvio. O miolo de zaga permitiu que o gigante Zigic conseguisse dar uma assistência e acertasse a trave, ambos os lances de cabeça, nas únicas bolas que recebeu bem pelo alto. O lateral-direito Lahm não mostrou o seu característico ímpeto ofensivo e não incomodou em nada a retaguarda sérvia. Resumindo: a Alemanha teve uma atuação muito abaixo do que podia e terá que suar muito para conseguir bater Gana, na próxima rodada, e se classificar.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Em 1994, a Rússia chinelou 6 x 1 em Camarões, em um duelo onde foram estabelecidas duas importantes marcas. O russo Salenko, tendo balançado a rede em 5 oportunidades, se tornou o jogador com mais gols marcados em uma única partida. Pelo lado de Camarões, Roger Milla, ao marcar o gol de honra, se tornou o atleta mais velho a sacudir o filó em um Mundial, com 42 anos e 39 dias.