domingo, 27 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Alemanha 4 x 1 Inglaterra

Pela segunda vez na Copa do Mundo, a Alemanha mostrou um futebol que a credencia como uma das grandes favoritas para conquistar o caneco. Se na primeira boa atuação germânica a adversária era a fraca Austrália, desta vez quem tomou uma chinelada foi a grande rival Inglaterra.

Muitos treinadores dizem que uma equipe ideal deve primar pelo equilíbrio. Defesa, meio-campo e ataque devem possuir forças iguais. Apesar de, em minha opinião, a Alemanha ter no sistema ofensivo o seu maior poder – acreditem, esta equipe alemã é muito habilidosa – a retaguarda e a meiúca também estão se mostrando fortes. A linha de quatro defensores formada por Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng, da direita para a esquerda, fornece muita segurança para o goleiro Neuer. O lateral-direito Lahm, inclusive, sempre é boa opção ofensiva. Muito importante para o bom andamento, tanto defensivo quanto ofensivo, dos alemães é a dupla de volantes Khedira/Schweinsteiger. Sempre bem posicionados e evitando buracos à frente da defesa, ambos participam também de algumas tramas ofensivas. Na frente dos dois está, a meu ver, a maior força alemã: o tripé de meias formado por Muller, Ozil e Podolski. Impressionante como todos estão jogando muita bola nesta Copa do Mundo. Até mesmo o Muller, que não vinha acompanhando o ritmo dos seus dois companheiros, resolveu ter uma atuação genial. E justamente no duelo contra a Inglaterra. Na frente, como único atacante, porém nunca isolado devido à chegada dos meias, está Klose, agora empatado com Pelé com 12 gols em Copas do Mundo e apenas três tentos atrás de Ronaldo.

E foi com este esquema e estas armas que a Alemanha deu um baile na Inglaterra. Com 32 minutos do 1º tempo já vencia a partida por 2 x 0, gols de Klose e Podolski, uma dupla que se sente absurdamente a vontade com a camisa alemã. Primeiro Klose aproveitou um chutão pra frente do goleiro Neuer, ganhou o duelo físico com o zagueiro Upson e bateu com categoria marcando um belo gol. Depois, o mesmo Klose deu um excelente passe para Muller que deu um passe ainda mais excelente para Podolski levantar o véu da noiva. Até o momento a Inglaterra nada produzia de concreto em termos ofensivos e ainda encontrava enormes dificuldades para impedir a Alemanha de jogar. De repente, sem nenhum aviso prévio, o jogo entrou num ritmo alucinante e em 4 minutos, entre 34 e 38, os torcedores tiveram o coração testado. Milner fez boa jogada pela direita e cruzou para Lampard completar e Neuer realizar boa defesa; após iniciativa de Schweinsteiger Klose perdeu ótima oportunidade; Gerrard cruzou a redonda na área e o zagueiro Upson marcou de cabeça diminuindo a vantagem alemã; Lampard deu um toque de extrema categoria, encobriu o goleiro Neuer, a pelota ultrapassou a linha e o juiz não enxergou o golaço; Podolski arrancou em velocidade e quase marcou o terceiro tento da Alemanha. Ufa... isso tudo em 4 minutinhos.

O intervalo serviu para a Inglaterra confirmar e ver a ficha de que teve um gol mal anulado cair e parece que isto abateu seus jogadores. Sem o mesmo ímpeto que haviam apresentado quando diminuíram o placar e deveriam ter o igualado, os ingleses foram presas fáceis para o rápido e mortal contra-ataque alemão. Comandado por Muller, que já realizava ótima partida, a Alemanha precisou de apenas metade da 2ª etapa para matar o jogo e, em 25 minutos, construiu cinco excelentes tramas ofensivas, tendo o Muller participado de quatro delas. Os dois gols que fecharam o caixão do “English Team” saíram em dois contra-golpes organizados de maneira perfeita, daqueles que devem ser gravados e passados em video-aulas. No primeiro Schweinsteiger teve velocidade e paciência para arrancar e encontrar Muller que bateu com precisão. No segundo, novamente marcado pelo Muller, nesta altura já o melhor homem em campo, foi iniciado pelo Ozil, que também vem jogando uma barbaridade.

Com 4 x 1 no marcador, a Inglaterra nada mais tinha a fazer nos restantes 20 minutos de partida. É claro que se o juiz não tivesse se equivocado o jogo teria sido muito diferente, já que a Inglaterra não iria se abrir tanto na 2ª etapa e ficar exposta aos mortais contra-ataques. Porém, este fato não pode apagar mais uma excelente apresentação da Alemanha e muito menos o fracasso que é este time inglês treinado pelo Fabio Capello.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Apenas dois confrontos já se repetiram em finais de Copa do Mundo. Nos Mundiais de 1970 e 1994 o Brasil venceu a Itália, sendo que no último deles a conquista do caneco pelos brasileiros só ocorreu na disputa de penalidades. Já Alemanha e Argentina duelaram em 1986 e 1990. Na Copa do Mundo de 1986 Maradona comandou os argentinos à vitória, enquanto em 1990 um gol de pênalti marcado por Brehme deu o título à Alemanha.

COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul
Estados Unidos 1 x 2 Gana

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MANDOU BEM!

- Apesar de fatores psicológicos, físicos e táticos ganharem cada vez mais importância no futebol, ainda é a técnica individual que mais decide as partidas. Logo com 8 minutos de jogo, o agora meia Forlán caiu pela esquerda do ataque uruguaio, cruzou a redonda na área, o goleiro sul-coreano Jung Sung-Ryong papou mosca e Luís Suarez abriu o placar. Com a vantagem, os uruguaios permaneceram mais de uma hora apenas se defendendo, já que não conseguiam emplacar um único contra-ataque. Atuando com uma linha de quatro defensores e três volantes que marcam muito bem, apesar de não possuírem muita qualidade com a redonda nos pés, o Uruguai se defendia com unhas e dentes do veloz e entrosado ataque sul-coreano. Como eu havia escrito aqui mesmo, após a vitória sobre o México, a “Celeste Olímpica” apresenta “uma defesa que se não é um primor de segurança também não é um queijo suiço”. Totalmente pressionado pelo ataque sul-coreano, o Uruguai aguentou até bastante tempo, porém sofreu o gol de empate aos 23 minutos da 2ª etapa. Lembram que eu comecei citando a importância da qualidade individual na decisão de resultados? Pois é, foi ela que salvou os uruguaios. Enquanto os sul-coreanos martelaram durante mais de um tempo com várias e diferentes jogadas ofensivas, bastou Luís Suarez receber duas bolas, em menos de 10 minutos, para marcar um golaço e dar a classificação aos uruguaios. Durante os 90 minutos de jogo, o recuado Uruguai criou apenas quatro boas chances de sacudir o filó, todas elas finalizadas por Luís Suarez que, iluminado do jeito que está, colocou duas no fundo do gol. A meu ver, depois de toda a fase de grupos e dois jogos das oitavas, Luís Suarez se apresenta como melhor atacante do Mundial.

- Comandados por Park Ji-Sung e Lee Chung-Yong, dois meias que tratam a pelota muito bem, e com o atacante Park Chu-Yong infernizando a retaguarda uruguaia desde o início do jogo, quando acertou uma cobrança de falta na trave aos 4 minutos do 1º tempo, a Coréia do Sul apresentou um bom poder ofensivo e não desistiu de buscar o empate em nenhum momento. E este trio não foi a única arma ofensiva sul-coreana, já que o volante Ki Sung-Yong apareceu bem no campo de ataque e nas bolas parardas e o lateral Cha Du-Ri sempre deu opção pelo flanco direito. Como escrevi acima, a Coréia do Sul mostrou um bom repertório ofensivo para ser a primeira equipe do Mundial a marcar um gol no Uruguai. Vale lembrar também que, na fase de grupos, os sul-coreanos foram os únicos a balançar as redes diante da Argentina. E mais! Tanto o gol marcado contra a Argentina, quanto o contra o Uruguai foram feitos pelo excelente Lee Chung-Yong. O treinador Huh Jung-Moo está de parabéns por ter conseguido fazer sua equipe realizar algo que muitas Seleções de renome não conseguiram no torneio: atacar com organização e qualidade. Em quatro partidas disputadas, contra Grécia, Argentina, Nigéria e Uruguai, a Coréia do Sul sacudiu o filó em todas elas. Volta pra casa de cabeça em pé.

- Ao terminar de assistir Gana x Estados Unidos, jogo vencido por Gana apenas na prorrogação, tive a impressão de ter visto um duelo entre duas equipes que possuem larga história na Copa do Mundo, tamanho o equilíbrio, qualidade tática e atenção envolvidos na partidas. Impressionante como tanto ganeses quanto americanos sabiam seus papéis em campo e o que fazer com a pelota nos pés, tornando o jogo, apesar de não ter sido recheado de emoções, muito tenso. Aposto que você já escutou a frase “quando os africanos tiverem consciência tática, serão muito mais fortes”. Pois é, a Seleção Ganesa é a prova de que a qualidade técnica africana pode sim ser misturada à mentalidade tática dos europeus. O treinador sérvio Milovan Rajevac, comandante de Gana, vem realizando um excelente trabalho tático. Desde a Copa da África, quando foi vice-campeã, Gana apresenta sempre o mesmo padrão de jogo, fazendo com que cada jogador conheça sua própria função. Logo aos 5 minutinhos de partida, o volante Boateng, que tem mais liberdade ofensiva que seu parceiro Annan, o outro volante, se utilizou disso para aproveitar a bobeada do americano Clark, arrancar para o contra-golpe e abrir o placar. Este gol também foi fruto da forte marcação realizada pelos ganeses um pouco a frente da linha central, com os meias mais ofensivos Ayew, Asamoah e Inkoon, nesta ordem da esquerda para a direita, participando muito do sistema defensivo e complicando a vida dos americanos. Somente a partir da segunda metade da 1ª etapa que o Estados Unidos conseguiu marcar presença efetiva no campo de ataque, com os meias Dempsey e Donovan, em minha opinião o ponto mais forte da equipe, aparecendo para o jogo. Chances de gols surgiram para ambos os lados, com Asamoah levando perigo pelo lado de Gana e Bradley e Findley desperdiçando duas tramas iniciadas pelo Dempsey. Na volta do intervalo, com Dempsey mais adiantado e a entrada do Feilhaber no lugar do Findley, o Estados Unidos partiu com tudo para o ataque, criando boas jogadas desde o primeiro minuto. Gana até assustou o goleiro Howard com o centroavante Gyan, porém foram os americanos que marcaram com Donovan, aos 16 minutos, em cobrança de penalidade sofrida por Dempsey. Daí até o final do tempo regulamentar, o equilíbrio continuou reinando, mas com o Estados Unidos sendo um pouco mais efetivo nas ações ofensivas, como mostram as oportunidades perdidas por Bradley e Altidore, aos 30 e 35 minutos, respectivamente. Tamanho equilíbrio só poderia mesmo resultar em prorrogação. E foi logo aos três minutos do tempo extra que o jogador mais decisivo de Gana apareceu. Autor do gol na vitória sobre a Sérvia e no empate contra a Austrália, o atacante Gyan pode colocar mais um importantíssimo gol na sua lista. Mostrando toda sua força física, ao se chocar com o capitão americano Bocanegra e permanecer de pé, e poder de finalização, ao arrematar de maneira perfeita, Gyan sacudiu o barbante e colocou Gana na frente. Com todo respeito ao francês Rennes, clube de Gyan, mas um clube de maior força é o caminho natural para este excelente jogador. Como era de se esperar, o Estados Unidos, que buscou empates contra Inglaterra e Eslovênia e a vitória contra Argélia aos 46 minutos do 2º tempo, não desistiu do jogo. Se lançou à frente em busca do empate e, mesmo no limite de sua força física, pressionou Gana e teve chances de igualar o marcador com Bocanegra, Gomez e Dempsey. Porém, o apito final colocou Gana como a terceira Seleção Africana a atingir a fase quartas-de-final de um Mundial – as outras foram Camarões (1990) e Senegal (2002). A meu ver, o duelo entre ganeses e uruguaios será, também, muitíssimo equilibrado. Lá vem mais jogão por aí!

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MANDOU MAL!

- Tanto a Coréia do Sul, contra o Uruguai, como o Estados Unidos, diante de Gana, sofreram com falhas individuais que foram fatores relevantes para suas respectivas eliminações. O relógio marcava 8 minutos da 1ª etapa quando o uruguaio Forlán chegou a linha de fundo, pela esquerda, e deu um fraco cruzamento para a área. A pelota passou por toda a defesa sul-coreana, com a bobeada maior sendo do goleiro Jung Sung-Ryong, e chegou aos pés de Luís Suarez que estava livre, leve e solto para a brir o placar. Já no duelo entre Gana e Estados Unidos, a bobeira ocorreu ainda mais cedo. Aos 5 minutinhos de jogo, o volante americano Clark errou feio na saída de bola e Boateng aproveitou para colocar Gana na frente. Devido à estas falhas individuais, Coréia do Sul e Estados Unidos precisaram atuar em boa parte dos seus jogos com o peso de estarem atrás do placar, o que, convenhamos, faz as pernas dos jogadores pesarem bem mais.

- Não me agradou nem um pouco a postura adotada pelo Uruguai após abrir o placar diante da Coréia do Sul. Totalmente recuado, com o pensamento de apenas se defender, os uruguaios não incomodavam a Coréia do Sul e permitiam que o oponente se postasse integralmente no campo de ataque. Mesmo apresentando certa qualidade defensiva, o Uruguai chamou tanto a Coréia do Sul para o jogo que acabou sofrendo o empate. Como Luís Suarez está voando baixo na Copa do Mundo, a “Celeste Olímpica” conseguiu voltar ao jogo e conquistar a vitória. Porém, esta excessiva atitude defensiva pode complicar, e muito, a vida dos uruguaios nos próximos jogos.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Na Copa do Mundo de 1954, o atacante húngaro Sandor Kocsis marcou três gols na estréia diante da Coréia do Sul e quatro na partida seguinte, contra a Alemanha. No Mundial de 1970, o alemão Gerd Müller balançou as redes três vezes contra a Bulgária e o Peru, em partidas sucessivas. Sandor Kocsis e Gerd Müller, por estes feitos, são os únicos dois jogadores que conseguiram marcar três ou mais gols em duas partidas seguidas de Copa do Mundo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Chile 1 x 2 Espanha – Grupo H
Suiça 0 x 0 Honduras – Grupo H

*jogo assistido
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Depois de diversos jogos decisivos emocionantes nesta 3ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Espanha x Chile, um duelo que prometia muito, ficou devendo em emoções. Com a vitória por 2 x 1 a Espanha escapou de pegar o Brasil nas oitavas-de-final, missão que caberá ao Chile, e agora enfrentará o histórico rival Portugal.

Como foi possível perceber nas duas primeiras partidas que disputou no Mundial, o Chile é uma equipe de características ofensivas e que tem nos homens de frente sua principal força. Mesmo necessitando apenas do empate para avançar na competição, o Chile não se acanhou e partiu para cima da Espanha, levando perigo ao goleiro Casillas. Contando com o ponta-esquerda Beausejour inspirado e com muito ímpeto ofensivo, além do Sanchez, que atuando aberto pela direita vem sendo o destaque da equipe no Mundial, os chilenos dominaram a primeira metade do 1º tempo e não deixaram a Espanha se acostumar com a redonda nos pés ou com o campo de ataque. Porém as falhas individuais levaram o bom futebol chileno para o ralo. Primeiro o goleiro Bravo foi tentar tirar uma bola do Fernando Torres fora da área, lá na ponta-esquerda do ataque da Espanha, e a pelota sobrou para Villa empurrar com categoria pro fundo das redes. Treze minutos depois, a equipe do Chile, que já estava nervosa (havia levado 3 cartões amarelos nos 20 primeiros minutos, sendo que dois destes tiraram os zagueiros Ponce e Medel do duelo contra o Brasil), viu a vaca ir para o brejo. Após uma paçocada na saída de jogo chilena, a bola ficou com Iniesta que realizou bonita trama com Villa e ampliou a vantagem. Neste mesmo lance, o volante Estrada, que também já tinha amarelo, acertou o Fernando Torres e foi mais cedo para o chuveiro. Com esta metade final da 1ª etapa, o Chile foi para o intervalo agradecendo muito à Seleção de Honduras por não ter sofrido gols da Suiça.

O jogo voltou do intervalo e, logo no início do 2º tempo, Millar arrematou de fora da área e contou com um desvio para marcar o gol chileno. Com a vitória parcial da Espanha por 2 x 1, só uma vitória da Suiça por 2 gols de diferença tiraria o Chile da Copa e uma por 3 gols faria os suiços tirarem a liderança da Espanha. Como por lá, no duelo entre Suiça e Honduras, o placar permanecia mudo, Espanha e Chile resolveram terminar o jogo mais cedo. Isso mesmo, durante mais de 30 minutos do 2º tempo espanhóis e suiços apenas tocaram a bola para lá e para cá, até o apito final, já que a Suiça nada fez.

A Espanha se recuperou bem da derrota na estréia para a Suiça, apesar de ainda não ter justificado todo o cartaz que recebeu no período pré-Mundial. Já o chile, tem um bom potencial ofensivo, mas se não tomar cuidados com sua retaguarda, será presa fácil para o Brasil.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- A Seleção da Nova Zelândia deve estar muito feliz com o fato de ter terminado a 1ª fase da Copa do Mundo de 2010 de maneira invicta. Porém, com os três empates conseguidos, os neozelandeses empataram com Bolívia e El Salvador como as Seleções que mais disputaram partidas sem vencer no Mundial, com 6 jogos sem triunfar para cada uma.

COPA DO MUNDO 2010 - BRASIL X PORTUGAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Brasil 0 x 0 Portugal – Grupo G
Coréia do Norte 0 x 3 Costa do Marfim – Grupo G

*jogo assistido
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Já classificados para a 2ª fase, Holanda e Argentina venceram seus últimos jogos e mativeram a empolgação dos seus torcedores. Por outro lado, com uma atuação horrorosa diante de Portugal, o Brasil conseguiu deixar diversas pulgas atrás das orelhas dos seus torcedores.

Desde o apito inicial até o final, nem Brasil nem Portugal mostraram nada perto de um bom futebol. Sem Kaká e Robinho, o Brasil não conseguiu arquitetar sequer um contra-ataque durante todo o jogo, mesmo que, em alguns momentos, o sistema defensivo de Portugal apresentasse buracos. Já a ausência de Elano foi bastante sentida quando o Brasil tinha bolas paradas e escanteios à seu favor, já que Daniel Alves não acertou sequer um cruzamento. Como o Brasil possui apenas contra-golpes, bolas paradas e ataques com o Maicon pela direita de alternativas ofensivas, restaram apenas os avanços do lateral-direito, que resultaram apenas em uma boa cabeçada do Luís Fabiano. O mesmo Luís Fabiano que, minutos antes, havia dado bom passe para Nilmar que quase sacudiu o filó, obrigando o goleiro Eduardo a realizar bela defesa. Já pelo lado português, Cristiano Ronaldo estava totalmente improdutivo e fora de jogo, errando chutes e passes que não costuma, fazendo com que durante os primeiros 45 minutos Portugal não assustasse Júlio César nenhuma vez. Se o Brasil foi ruim e Portugal pior, o jogo teve uma marca ainda mais negativa do que estas péssimas apresentações. O brasileiro Felipe Melo e o luso-brasileiro Pepe, dois jogadores que não possuem um pinguinho de qualidade técnica, se espancaram durante toda a 1ª etapa. Pareciam verdadeiros golpes de judô ou kung-fu. Para se ter idéia de como Felipe Melo estava nervoso, Dunga não esperou nem o intervalo para o substituir por Josué.

Após o intervalo, a Seleção Brasileira conseguiu a façanha de voltar ainda pior. Os avanços do Maicon rarearam, até porque Cristiano Ronaldo caiu duas vezes seguidas pelo seu lado e o deixou mais atento à marcação, e o Brasil parecia não ter a menor idéia do que fazer para atacar. Daniel Alves realizou uma das suas piores atuações que eu já assisti, enquanto Júlio Baptista desesperava o torcedor a cada toque na redonda, tamanha a falta de produtividade ofensiva que apresentou, errando todas, repito, todas, as jogadas que tentou. Durante praticamente todo o 2º tempo Portugal se manteve bem postado ofensivamente, apesar de não ter tido a capacidade de criar chances concretas de balançar as redes. A meu ver, a opção de centralizar o Cristiano Ronaldo torna Portugal menos perigoso do que quando o “gajo” atua pelos cantos do campo e Liédson ou Hugo Almeida são escalados como homem de referência.

Enquanto Daniel Alves e Júlio Baptista brigavam com a bola e Luís Fabiano e Nilmar sequer encostavam na redonda, o treinador Dunga saltitava e dava xiliques na área técnica. Fica a pergunta: por que então ele só foi colocar o Ramires e o Grafite aos 37 e 40 minutos, respectivamente? Apenas Júlio César, Maicon e Lúcio – não é coincidência o fato de serem jogadores de defesa, já que defendemos melhor que atacamos – merecem escapar das críticas por esta péssima atuação brasileira. Nem mesmo Juan, que merecia ser expulso por parar um contra-ataque português com a mão, e Luís Fabiano, irreconhecível tamanha a falta de raça e participação, estiveram bem.

Sei que qualquer equipe sentiria a ausência de seus três principais armadores, que no caso do Brasil são Elano, Robinho e Kaká, porém é duro constatar que nossos reservas não inspiram a mínima confiança. Podemos sim ganhar a Copa do Mundo, mas não será, de maneira alguma, uma vitória do grupo. Se ganharmos, será a vitória de meia dúzia de jogadores que têm algo além de força física e que carregaram alguns esforçados nas costas.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- O lendário goleiro inglês Peter Shilton e Fabian Barthez, Campeão do Mundo com a França em 1998, são os goleiros que mais partidas disputaram sem sofrer gols em Mundiais, com 10 jogos cada. Já o italiano Walter Zenga passou 517 minutos seguidos sem sofrer gols na Copa do Mundo de 1990, o recorde quando o assunto é minutos consecutivos sem buscar a bola no fundo do gol.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

*Dinamarca 1 x 3 Japão – Grupo E
Camarões 1 x 2 Holanda – Grupo E

*jogo assistido
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Com todos os méritos possíveis e mais uma excelente atuação o Japão garantiu uma histórica classificação para a 2ª fase da Copa do Mundo. A vitória de 3 x 1 sobre a Dinamarca mostrou, assim como a classificação da Coréia do Sul, como o futebol asiático esta evoluindo.

Como na outra partida do grupo E se enfrentavam o eliminado Camarões e a classificada Holanda, todas as tensões do grupo estavam concentradas em Japão x Dinamarca. Precisando apenas do empate para garantir sua vaga, os japoneses poderiam, como ocorre com diversas equipes nesta situação, apenas se defender. Porém, assim como nos confrontos anteriores, contra camaroneses e holandeses, o Japão mostrou sim uma postura mais defensiva, mas em nenhum momento abdicou do ataque, como provou as boas oportunidades que tiveram Matsui e Hasebe, ambas aos 12 minutos da 1ª etapa. A Dinamarca, que precisava da vitória de qualquer maneira, não conseguia produzir nada de muito concreto diante do mais que organizado sistema defensivo japonês. Como sua melhor arma ofensiva, as tramas pela direita com Rommedahl, estava completamente anulada, os dinamarqueses assustaram apenas em duas oportunidades durante todo o 1º tempo, ambas com o irreconhecível Tomasson, que não é nem sombra do bom atacante que já foi. Resumo: no duelo entre Rommedahl, melhor jogador da Dinamarca nas duas partidas anteriores sempre caindo pela direita, e a defesa japonesa, a vitória foi dos “Samurais”. E como citei anteriormente, o Japão não desistiu de atacar em nenhum momento e o resultado desta postura foi os dois gols marcados em 30 minutos. Com duas cobranças de falta impecáveis, primeiro com Honda e depois com Endo, o Japão conseguiu deixar muito bem encaminhada a sua classificação antes mesmo do intervalo.

Uma rápida pausa no jogo para mostrar como funciona o organizado esquema japonês. Logo a frente do goleiro Kawashima se encontra uma linha de 4 defensores (Nagatomo, Marco Túlio Tanaka, Nakazawa e Komano, da esquerda para a direita) onde os laterais raramente avançam e a sólida dupla de zaga possui qualidade nas bolas aéreas, principalmente o brazuca Marco Túlio. Responsável por nunca deixar a linha de 4 defensores no mano a mano com o ataque adversário e também por iniciar com qualidade os ataques japoneses temos uma nova linha de 5 meias. No centro desta linha, Abe é o homem mais próximo dos zagueiros e que menos aparece no campo de ataque. Hasebe pela direita e Endo pela esquerda auxiliam no congestionamento da meiúca e são os principais nomes da saída de bola japonesa. Como opções para as jogadas pelo lado do campo o Japão possui a dupla Matsui/Okubo. Sempre pela direita, Matsui é, a meu ver, a principal fonte de produção ofensiva do Japão, tendo sido o melhor homem em campo na vitória sobre Camarões e feito um belo jogo diante da Dinamarca. Lá na frente, como único atacante, porém recebendo sempre a companhia de quem vem de trás, Honda se destaca pela movimentação e boa capacidade de finalização. Neste duelo diante da Dinamarca ele foi, sem dúvidas, o nome do jogo, por ter marcado um golaço e dado o passe para o terceiro após uma linda entortada no seu marcador.

A Dinamarca voltou para a 2ª etapa buscando a missão quase impossível, marcar os três gols. Esbarrando na própria falta de qualidade técnica, na pouca produtividade do Rommedahl e, claro, na boa retaguarda japonesa, o máximo conseguido foi um gol do Tomasson em rebote do próprio pênalti perdido. Já o Japão do 2º tempo foi quase o mesmo. Exceto um pedaço, entre 10 e 30 minutos, quando diminiui o ímpeto ofensivo, mais por cansaço que por mentalidade, permaneceu atacando a totalmente esburacada defesa dinamarquesa. E foi assim que aos 39 minutos Honda fez genial jogada e Okasaki completou pro fundo das redes fechando o placar.

Com a maioria dos jogadores atuando no próprio país e um técnico local, o Japão consegue mostrar neste Mundial o que muita Seleção Européia não teve capacidade: um futebol organizado e eficiente. Os “Samurais Azuis” ganharam mais um fã.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- São seis as Seleções que conseguiram conquistar o título Mundial atuando em casa. Uruguai (1930), Itália (1934), Inglaterra (1966), Alemanha Ocidental (1974), Argentina (1978) e França (1998). Como lembrança triste para o torcedor brasileiro surge a Copa do Mundo de 1950, que o Brasil foi sede e deixou escapar o caneco no último jogo, diante do Uruguai, no conhecido "Maracanazo".

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Eslováquia 3 x 2 Itália – Grupo F
Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia – Grupo F

*jogo assistido
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Histórico! Sensacional! Que jogo de futebol! A Eslováquia eliminou a Itália da Copa do Mundo após vencer a melhor partida do Mundial, até o momento, por 3 x 2, e se classificou para a fase oitavas-de-final em seu primeiro Mundial disputado.

Não foi de paraquedas que a Eslováquia pintou na Copa do Mundo de 2010. Durante as Eliminatórias Européias, ela venceu, em partidas fora de casa, a República Checa, a Irlanda do Norte e a Polônia, mostrando que poderia sim fazer um bom papel no Mundial. O que se imaginava, porém, é que a sua briga pela vaga para a 2ª fase do grupo F seria com o Paraguai e não com a Itália, como ocorreu. Neste duelo pela 3ª rodada da fase de grupos, a Itália necessitava apenas de um empate – desde que a Nova Zelândia não vencesse o Paraguai – enquanto para os eslovacos só a vitória interessava. E não é que a Eslováquia ignorou a tradição e a força da “Azzurra” e partiu em busca da vaga. Muito bem organizada com uma linha de quatro defensores (Zabavnik, Durica, Skrtel e Pekarik, da esquerda para a direita) e com uma dupla de volantes que encheu os olhos, formada por Strba e Kucka, a Eslováquia não teve nenhum problema para anular as ações ofensivas da Itália durante os primeiros 45 minutos. E ainda fez mais, atacando com qualidade. Strba e Kucka foram dois volantes que mais pareceram policiais seguindo de maneira perfeita o lema de“proteger e servir”, estando impecáveis defensivamente e marcando presença constante no ataque. Quando o italiano De Rossi cometeu um erro gigantesco na saída de bola, foi Kucka quem aproveitou a redonda e encontrou o atacante Vittek que marcou um belo gol para abrir o placar. Contrariando totalmente as minhas expectativas, a Eslováquia não recuou e ainda assustou o goleiro Marchetti em dois longos chutes dados por... Strba e Kucka. Vale ainda ressaltar aqui a impressionante raça do Strba que com um enorme corte no joelho, causado pelas travas da chuteira do Gattuso, permaneceu e campo.

Após o intervalo, a Itália voltou apresentando um futebol melhor. Também, convenhamos, seria impossível piorar. Em toda a 1ª etapa, a única oportunidade de balançar as redes que os italianos tiveram ocorreu somente aos 40 minutos e foi o eslovaco Skrtel quem cabeceou contra a própria pátria. Queria aproveitar enquanto comento a fragilidade ofensiva italiana para dizer que não tenho a menor idéia do motivo de Gilardino e Ianquinta estarem na Copa enquanto Luca Toni está de férias. O gigante centroavante italiano é muito, mas muito, melhor do que ambos. Na primeira metade do 2º tempo, a Itália conseguiu se postar melhor ofensivamente e a Eslováquia, apesar de não ter adotado uma postura de apenas se defender, diminuiu o ritmo ofensivo. O resultado foi a criação de três oportunidades de gols pelos italianos, sendo que na melhor delas, aos 21 minutos, Quagliarella chutou de dentro da área e o zagueiro Skrtel salvou em cima da linha. Para o torcedor eslovaco só uma coisa poderia ser melhor do que esta bola salvada pelo Skrtel. E esta coisa ocorreu logo depois. Provando que a Eslováquia não havia abdicado do ataque, o meia Hamsik pegou o rebote do córner que ele mesmo havia cobrado e colocou a redonda nos pés do artilheiro Vittek, que só teve o trabalho de dar um leve toque para sacudir o barbante. Parecia o fim dos italianos, mas não era. Aos 36, Quagliarella provou que foi um enorme equívoco do treinador Marcelo Lippi tê-lo deixado a maior parte do tempo entre os reservas e realizou linda jogada que terminou com Di Natale empurrando pro fundo do gol. Três minutinhos depois, o mesmo Quagliarella empataria a partida, porém o fato de estar poucos centímetros impedido salvou a Eslováquia. O jogo pegava fogo e agora já parecia que a Itália conseguiria se impor na base da sua história e conquistar o empate que lhe dava a classificação. Mas os torcedores da “Azzurra” não contavam com a estrela do Kopunek, que acabara de entra na partida para aproveitar o buraco na defesa italiana e colocar 3 x 1 no placar aos 44 minutos. Fim de jogo? Nunca quando a Itália está em campo. Aos 46 minutos, Quagliarella, que precisou de apenas um tempo para se tornar o melhor italiano na Copa, marcou um golaço ao encobrir o goleiro Mucha e recolocar a Itália no jogo. A tão tranquila Eslováquia estava desesperada e fazia cera para tentar esfriar o jogo quando, nos segundos finais, Simone Pepe furou um cruzamento quase na pequena área e acabou com a esperança na “Terra do Calcio”.

Não foram jogadores que estiveram no gramado, mas sim guerreiros. Dos dois lados, todos colocaram o coração em campo buscando a classificação que acabou ficando com o melhor time, sem dúvida alguma a Eslováquia. Os italianos fracassaram e voltarão mais cedo para casa. Entretanto, não se deve comparar o vexame da Itália com o da França. Os italianos, apesar de fracos tecnicamente, deixaram muito suor e vontade dentro de campo.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- Enquanto a Suiça foi eliminada da Copa do Mundo de 2006 sem sofrer sequer um golzinho em 4 jogos, o goleiro Hong Duk-Yung, da Coréia do Sul, buscou a bola nas redes nada menos do que 16 vezes em apenas 2 jogos, no Mundial de 1954. Estas são, respectivamente, as Seleção que menos e mais sofreram gols em uma única edição da Copa do Mundo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

COPA DO MUNDO 2010 - FASE DE GRUPOS

Olá amigos do FUTEBOLA!

*Eslovênia 0 x 1 Inglaterra – Grupo C
Estados Unidos 1 x 0 Argélia – Grupo C
*Gana 0 x 1 Alemanha – Grupo D
Austrália 2 x 1 Sérvia – Grupo D

*jogos assistidos
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MANDOU BEM!

- Durante uma hora a Inglaterra jogou o futebol que dela se esperava nesta Copa do Mundo de 2010. Anulando completamente as frágeis e escassas tentativas de ataques eslovenas, os ingleses dominaram todo o 1º tempo e os primeiros 15 minutos após o intervalo. Com Milner voando pela direita, Gerrard aparecendo pro jogo, Rooney mostrando sua movimentação característica e Defoe provando que merece ser titular do “English Team”, os ingleses enfim entraram em campo no Mundial. O gol saiu ainda na 1ª etapa e surgiu de uma das boas descidas de Milner pela direita, que Defoe completou pro fundo das redes com muito oportunismo. Controlando o jogo sem abdicar do ataque, a Inglaterra ainda teve chances de ampliar o placar no 1º tempo, com Lampard, Defoe e Gerrard. Na volta do intervalo, Rooney e cia pareciam querer decidir a partida logo e criaram três boas oportunidades de sacudir o barbante, sendo que na melhor delas o goleiro Handanovic salvou uma potente cabeçada do zagueirão Terry. Nos últimos 30 minutos de jogo, a Inglaterra diminuiu muito o ritmo e parou de assustar os eslovenos, mostrando o mesmo futebol fraco das partidas anteriores. Muito ajudou para a queda da Inglaterra no jogo a substituição realizada pelo Fabio Capello, que trocou Rooney por Joe Cole. A saída do Rooney acabou com toda a força ofensiva inglesa, que por pouco não viu a classificação ir pelo ralo. Entretanto, apesar do péssimo final de jogo, deu para perceber, pelo menos por 60 minutos, que os ingleses têm potencial para chegar mais longe no Mundial. Mesmo que o próximo adversário seja a Alemanha.

- Diferente da postura da Eslovênia diante da Inglaterra, quando passou boa parte do jogo somente tentando se defender, Gana enfrentou a Alemanha de igual para igual. Como os alemães precisavam da vitória – pois a qualquer momento a Sérvia poderia marcar um gol contra a Austrália e tirar a Alemanha da zona de classificação – o jogo se tornou bem interessante e com diversas oportunidades de gols. Enquanto a Alemanha se concentrava no seu lado direito, Gana era comandada pelo excelente Ayew, o filho do grande ídolo ganês Abedi Pelé. Para exemplificar estas armas ofensivas, as três melhores tramas ofensivas de Gana na 1ª etapa contaram com a presença de Ayew e a Alemanha construiu 11 ataques pela direita, sendo que dois deles assustaram o goleiro Kingson. Após o intervalo, ambas as equipes não diminuíram o ritmo. A Alemanha abriu o placar com um golaço do meia Ozil, um dos melhores valores do Mundial até o momento, enquanto Gana, novamente pelos pés de Ayew, levava perigo ao arqueiro Neuer. Um fato foi muito relevante para Gana não conseguir sacudir o filó foi que o sempre eficiente atacante Gyan não esteve bem na partida. Os gols marcados pela Austrália, que abriu 2 x 0 diante da Sérvia, serviram para diminuir um pouco o ímpeto de Alemanha e Gana, porém é possível dizer, sem medo de errar, que ambos buscaram a classificação a todo instante e são realmente as melhores equipes do grupo. Exceto um milagre da Costa do Marfim, Gana será a única representante do continente africano na 2ª fase e, a meu ver, fará um belíssimo duelo contra o Estados Unidos. Já sobre Alemanha x Inglaterra, será demais ver um duelo entre estas duas forças sabendo que quem perder pega o avião de volta para casa.

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MANDOU MAL!

- Se a Eslovênia passasse todo o jogo apenas segurando a Inglaterra, já que o empate lhe classificaria, não seria um equívoco, já que a fragilidade da equipe é compatível com uma postura mais retraída diante de um adversário mais qualificado. O problema é que mesmo sofrendo um gol aos 21 minutos da 1ª etapa, a Eslovênia só resolveu jogar bola nos minutos finais. Como EUA e Argélia empatavam no outro jogo, resultado que classificava a Eslovênia mesmo com a derrota, os eslovenos não buscaram o empate que garantiria a classificação e preferiram deixar o tempo correr. O castigo veio depois do apito final da derrota diante da Inglaterra, quando o EUA, ainda em campo contra a Argélia, conseguiu marcar com o ótimo Landon Donovan o gol que o classificou. A Eslovênia, após estrear vencendo a Argélia, poderia conseguir o feito de passar de fase. Porém, abriu 2 x 0 contra o Estados Unidos e permitiu o empate, além de passar um tempo e meio do duelo contra a Inglaterra apenas se defendendo, mesmo estando perdendo por 1 x 0. Pagou com a classificação o fato de não saber segurar uma vitória e nem buscar um empate.

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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...

- O treinador com mais vitórias na história da Copa do Mundo é o alemão Helmut Schön, que comandou a Alemanha em todos os Mundiais de 1966 até 1978, com 25 vitórias. Já o único técnico que conquistou dois títulos é o italiano Vittorio Pozzo, Bicampeão com a própria Itália em 1934 e 1938. Quando o assunto é número de vitórias consecutivas, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, possui 11 triunfos seguidos, sendo 7 com o Brasil (2002) e 4 com Portugal (2006).