Atlético-GO 0 x 2 Botafogo
Palmeiras 2 x 0 Atlético-PR
Flamengo 1 x 0 Ceará
Atlético-MG 3 x 1 Guarani
São Paulo 2 x 2 Cruzeiro
Grêmio Prudente 1 x 2 Vasco
Avaí 3 x 2 Corinthians
Fluminense 3 x 0 Internacional
Vitória 4 x 2 Santos
Grêmio 2 x 0 Goiás
Olá amigos do FUTEBOLA!
Gêmio Prudente 1 x 2 Vasco – Prudentão, Presidente Prudente (SP)
Jogando no Prudentão o Vasco venceu o Prudene por 2 x 1 e conquistou o seu primeiro triunfo como visitante no Brasileão. Está foi a sétima partida de PC Gusmão no comando do Vascão sem derrotas e a equipe já se encontra a apenas um pontinho da zona de classificação para a Libertadores.
Olhando para a escalação inicial do Vasco confesso que não gostei da opção ofensiva escolhida pelo PC em escalar o trio Éder Luís, Felipe e Zé Roberto. O motivo? A ausência de um jogadore como referência dentro da área, para prender a atenção das defensores e finalizar as tramas ofensivas que fossem criadas. Entretanto, durante toda a 1ª etapa, o Vasco soube compensar bem a ausência deste centroavante com a movimentação de Zé Roberto e Éder Luís. Logo aos 4 minutos, o “Zé da Colina” apareceu dentro a área em jogada que Felipe chutou para fora. No minuto seguinte, Zé caiu pela direita e cruzou para Éder Luís, que fez belo corta-luz para o lateral-esquerdo Max arrematar por cima do gol. Pouco depois, aos 9 minutos, foi o lateral-direito Fagner quem alçou a redonda e Éder Luís mandou de bate-pronto para o fundo das redes. Durante 10 minutos o Vasco apresentou um futebol muito dinâmico e envolvente, com o tripé ofensivo e os laterais massacrando o sistema defensivo rival. Depois do gol marcado, e apesar de ter levado uma bola na trave em jogada do atacante Wesley pela meiúca da defesa, o Vasco continuou criando oportunidades de sacudir o filó e por pouco não ampliou a vantagem antes do intervalo. Vale ressaltar que Felipe e Zé Roberto se entenderam muito bem e produziram, na segunda metade desta 1ª etapa, nada menos do que três boas jogadas em dupla.
No intervalo, o treinador Márcio Barros sacou o volante Rodrigo Mancha e colocou o zagueiro Diego, formando um esquema com três defensores para tentar conter o bom poder ofensivo que o Vasco apresentava. Se não conseguiu seu objetivo por completo, já que em nenhum momento o sistema defensivo do Prudente anulou totalmente o ataque vascaíno, a equipe paulista melhorou, principalmente depois de conseguir o empate aos 13 minutos em uma bomba espetacular do João Vítor que Fernando Prass nem sonhou em defender. O gol fez crescer o ritmo do Prudente em campo, que melhorou mais ainda com a entrada do Gadelha no lugar do sumido camisa 10 Adriano Pimenta. Como citei anteriormente, o ataque do Vasco não foi anulado pelo sistema defensivo prudentino e a equipe assustou o goleiro Giovani em duas oportunidades, entre 20 e 30 minutos. Porém, neste período, foi o Prudente quem criou as melhores oportunidades de ficar em vantagem no marcador, com Carlos Eduardo, Wesley e Wanderley levando bastante perigo à meta defendida por Fernando Prass. Foi neste momento equilibrado da partida que o Vasco conseguiu marcar o tento que lhe deu a vitória, quando, aos 34 minutos, o lateral Max avançou pela esquerda e foi derrubado na área pelo volante Roberto. Nílton foi para a cobrança e bateu muito mal para defesa de Giovani, porém pegou o rebote e mandou pro fundo do gol. A assistência do primeiro gol vascaíno foi do Fagner e o pênalti que originou o segundo foi sofrido pelo Max. Esta excelente participação ofensiva dos laterais vascaínos está diretamente relacionada ao não menos exelente trabalho realizado pelo PC Gusmão e ao esforço do tripé de volantes formado por Nílton, Rafael Carioca e Rômulo em cobrir os espaços nos lados do campo. Voltando ao jogo, o Prudente ainda perdeu uma chance incrível de empatar o duelo aos 40 minutos, quando o atacante Rafael, que acabara de entrar em campo, deu belo passe para Wanderley desperdiçar debaixo da trave.
A cada rodada do Brasileirão que passa percebe-se mais que PC Gusmão trabalhou muito bem no período que teve durante a Copa do Mundo. A transformação sofrida pelo Vasco foi muito grande e uma equipe que parecia que iria brigar na parte debaixo da tabela começa a dar sinais de que pode sonhar com algo mais na competição.
TRÊS TOQUES!
- A 14ª rodada foi dos sonhos para o futebol carioca. No sábado o Botafogo, contando com o melhor ataque do Brasileirão, não teve problemas para bater o Atlético Goianiense, conquistar sua terceira vitória seguida e chegar ao G4. O Flamengo, que continuou mostrando gigante falta de qualidade ofensiva mesmo com as estréias de Renato Abreu e Leandro Amaral, suou muito mas venceu o Ceará com um gol de Petkovic em cobrança de pênalti. No domingo, além da vitória do Vasco, o Fluminense deu mais um show de bola. Apoiado na qualidade daquele que vem se mostrando o melhor trio ofensivo do país neste segundo semestre, o Fluzão engoliu o “time B” do Internacional. Conca, Emerson e Washington estão realmente impossíveis, fazendo o torcedor tricolor não sentir falta do contundido Fred. E ainda falta estrear o Deco!!!
- Acho muito legal quando outros esportistas interagem com o futebol. Mais legal ainda quando o outro esportista é um dos maiores da história no seu ramo, caso do fanático torcedor do Avaí Gustavo Kuerten, o Guga, que esteve presente na Ressacada na grande vitória de sua equipe sobre o Corinthians. Com o triunfo, o Avaí alcançou nada menos do que a terceira posição na tabela e o posto de carrasco do “Trio de Ferro” Paulista. O motivo? Neste 1º turno a equipe catarinense já venceu o Palmeiras, o São Paulo e o Corinthians.
- Depois de um longo período sem vitórias enfim Luxemburgo e Luís Felipe Scolari venceram no Brasileiro. Sem ganhar uma partida desde a 8ª rodada, o Atlético Mineiro, comandado pelo Luxa, bateu o Guarani por 3 x 1 com 2 gols de Diego Tardelli que novamente brigará para ser o goleador da competição. Já Felipão conquistou sua primeira vitória após seu retorno ao banco do Verdão com um 2 x 0 sobre Atlético Paranaense. Será que é o início de duas arrancadas?
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 - FINAL
Olá amigos do FUTEBOLA!
Chivas 1 x 2 Internacional – Estádio Omnilife, Guadalajara (MEX)
Jogando no novo Estádio Omnilife o Internacional conseguiu uma excelente vitória de virada sobre o Chivas e deu um grande passo para conquistar seu segundo caneco da Libertadores.
Desde o apito inicial a equipe brasileira mostrou muito mais qualidade ofensiva do que a mexicana. Seria um exagero dizer que o Inter pressionou o adversário desde o primeiro minuto, porém que o Colorado adotou uma postura mais ofensiva e dominou as ações de ataque, isso é a mais pura verdade. Controlando a posse de bola e diminuindo a velocidade e o ímpeto do Chivas, que não conseguiu acertar um contra-ataque durante toda a 1ª etapa, o Internacional assustou o goleiro Michel em duas oportunidades, com a trave salvando os mexicanos. Com menos de 10 minutos de partida, Kléber realizou bela ultrapassagem pela esquerda, recebeu a pelota e chutou cruzado para acertar o poste. Mais tarde, já aos 29 minutos, Alecsandro soltou uma bomba em cobrança de falta e também acertou a trave. Se o Internacional não criava oportunidades em demasia, pelo menos as que criava eram muito perigosas. Já o Chivas estava completamente fora de partida e não conseguia superar a maior qualidade do meio-campo e a segurança defensiva dos gaúchos. Os velozes e perigosos meias Arellano e Fabián pareciam nem estar em campo, tamanha a aceitação do ataque mexicano à marcação colorada. Entratanto, nos acréscimos do 1º tempo, quando tudo indicava que o jogo iria para o intervalo com o placar mudo, Fabián cruzou a redonda na cabeça de Bautista que, de fora da área, encobriu o pessimamente colocado goleiro Renan. Depois de uma gigantesca falha no segundo duelo semi-final contra o São Paulo, Renan mais uma vez bobeou e não está justificando o investimento do Internacional para repatriá-lo.
O jogo voltou do intervalo com a mesma cara. Tudo bem que o Chivas conseguiu uma boa jogada pela direita e um perigoso arremate de longa distância, mas isso nem de longe é o suficiente para dizer que os mexicanos buscaram o ataque na 2ª etapa. Durante todo o 2º tempo o Chivas se entregou por completo a marcação e o Internacional voltou suas forças para buscar um resultado melhor. O momento que exemplifica o comportamento das equipes nesta etapa ocorreu aos 23 minutos, quando o treinador José Luis Real sacou o Arellano, que apesar de ter realizado uma partida abaixo do que é capaz era a principal alternativa para o Chivas sair para o jogo em velocidade, e colocou o volante Araújo. E esta equivocada atitude do técnico mexicano não tardaria a ser castigada, pois em um pequeno intervalo de 4 minutos o Internacional conseguiu virar a partida. Primeiro o lateral-esquerdo Kléber, que teve boa atuação, colocou a bola na cabeça do talismã Giuliano que, sozinho, não precisou se esforçar muito para sacudir o barbante. Depois de marcar o gol da classificação diante do Estudiantes e o gol da vitória diante do São Paulo no Morumbi, Giuliano escreveu mais uma importante linha na sua história pelo Internacional. Com o placar empatado o Colorado não diminui o ritmo e novamente em uma bola cruzada na área passou a frente no marcador. Desta vez, aos 31 minutos, foi o D’Alessandro, o líder técnico da equipe, quem colocou a gorducha na área para Índio dar perfeita assistência e Bolívar balançar as redes.
Com a excelente vantagem nas mãos, o Internacional fechou com chave de ouro sua belíssima atuação, trocando passes com bastante qualidade e fazendo o tempo passar. Tendo mostrado ser superior em todos os setores do campo, defesa, meiúca e ataque, o Inter não poderia mesmo voltar para casa com outro resultado se não a vitória. Agora, mesmo sem valer o critério de gols fora de casa, o Internacional tem tudo para levantar a taça no Beira-Rio, afinal necessita apenas do empate. Só não pode cair na bobeira de pensar que já é Campeão ou entrar em campo para empatar, né?
Chivas 1 x 2 Internacional – Estádio Omnilife, Guadalajara (MEX)
Jogando no novo Estádio Omnilife o Internacional conseguiu uma excelente vitória de virada sobre o Chivas e deu um grande passo para conquistar seu segundo caneco da Libertadores.
Desde o apito inicial a equipe brasileira mostrou muito mais qualidade ofensiva do que a mexicana. Seria um exagero dizer que o Inter pressionou o adversário desde o primeiro minuto, porém que o Colorado adotou uma postura mais ofensiva e dominou as ações de ataque, isso é a mais pura verdade. Controlando a posse de bola e diminuindo a velocidade e o ímpeto do Chivas, que não conseguiu acertar um contra-ataque durante toda a 1ª etapa, o Internacional assustou o goleiro Michel em duas oportunidades, com a trave salvando os mexicanos. Com menos de 10 minutos de partida, Kléber realizou bela ultrapassagem pela esquerda, recebeu a pelota e chutou cruzado para acertar o poste. Mais tarde, já aos 29 minutos, Alecsandro soltou uma bomba em cobrança de falta e também acertou a trave. Se o Internacional não criava oportunidades em demasia, pelo menos as que criava eram muito perigosas. Já o Chivas estava completamente fora de partida e não conseguia superar a maior qualidade do meio-campo e a segurança defensiva dos gaúchos. Os velozes e perigosos meias Arellano e Fabián pareciam nem estar em campo, tamanha a aceitação do ataque mexicano à marcação colorada. Entratanto, nos acréscimos do 1º tempo, quando tudo indicava que o jogo iria para o intervalo com o placar mudo, Fabián cruzou a redonda na cabeça de Bautista que, de fora da área, encobriu o pessimamente colocado goleiro Renan. Depois de uma gigantesca falha no segundo duelo semi-final contra o São Paulo, Renan mais uma vez bobeou e não está justificando o investimento do Internacional para repatriá-lo.
O jogo voltou do intervalo com a mesma cara. Tudo bem que o Chivas conseguiu uma boa jogada pela direita e um perigoso arremate de longa distância, mas isso nem de longe é o suficiente para dizer que os mexicanos buscaram o ataque na 2ª etapa. Durante todo o 2º tempo o Chivas se entregou por completo a marcação e o Internacional voltou suas forças para buscar um resultado melhor. O momento que exemplifica o comportamento das equipes nesta etapa ocorreu aos 23 minutos, quando o treinador José Luis Real sacou o Arellano, que apesar de ter realizado uma partida abaixo do que é capaz era a principal alternativa para o Chivas sair para o jogo em velocidade, e colocou o volante Araújo. E esta equivocada atitude do técnico mexicano não tardaria a ser castigada, pois em um pequeno intervalo de 4 minutos o Internacional conseguiu virar a partida. Primeiro o lateral-esquerdo Kléber, que teve boa atuação, colocou a bola na cabeça do talismã Giuliano que, sozinho, não precisou se esforçar muito para sacudir o barbante. Depois de marcar o gol da classificação diante do Estudiantes e o gol da vitória diante do São Paulo no Morumbi, Giuliano escreveu mais uma importante linha na sua história pelo Internacional. Com o placar empatado o Colorado não diminui o ritmo e novamente em uma bola cruzada na área passou a frente no marcador. Desta vez, aos 31 minutos, foi o D’Alessandro, o líder técnico da equipe, quem colocou a gorducha na área para Índio dar perfeita assistência e Bolívar balançar as redes.
Com a excelente vantagem nas mãos, o Internacional fechou com chave de ouro sua belíssima atuação, trocando passes com bastante qualidade e fazendo o tempo passar. Tendo mostrado ser superior em todos os setores do campo, defesa, meiúca e ataque, o Inter não poderia mesmo voltar para casa com outro resultado se não a vitória. Agora, mesmo sem valer o critério de gols fora de casa, o Internacional tem tudo para levantar a taça no Beira-Rio, afinal necessita apenas do empate. Só não pode cair na bobeira de pensar que já é Campeão ou entrar em campo para empatar, né?
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
AMISTOSO INTERNACIONAL - ESTADOS UNIDOS X BRASIL
Olá amigos do FUTEBOLA!
Estados Unidos 0 x 2 Brasil – New Meadowlands, New Jersey (EUA)
A estréia de Mano Menezes como treinador da Seleção Brasileira superou muito, mas muito, as minhas expectativas. Neste momento, estou diante do meu teclado com um largo sorriso no rosto, graças ao futebol encantador jogado por Neymar, Ganso e primorosa companhia.
Bastou apenas uma partida para a Seleção Brasileira apresentar um futebol absurdamente diferente do que vinha apresentando nos últimos anos, sob o comando do treinador Dunga. Se antes a principal arma “canarinho” eram contra-ataques e bolas paradas e as jogadas ofensivas se concentravam no lado direito, nesta nova equipe as armas são outras. Para se ter uma idéia, o Brasil criou nada menos do que 16 boas oportunidades de abrir o marcador e nenhuma destas surgiu de uma bola parada. Sob a batuta do trio santista Robinho, Ganso e Neymar, que formavam um tripé de meias atrás do atacante Pato e a frente de Ramires e Lucas, a Seleção mostrou precioso toque de bola, enorme talento para jogadas individuais e alternância entre ataques pela esquerda, pela direita e pela meiúca. Os partidários do futebol-arte já estão gritando que a Seleção mudou da água pro vinho.
Apesar de o Estados Unidos ter criado a primeira boa oportunidade de abrir o placar, logo aos dois minutinhos em uma penetração do Donovan pelo meio, a Seleção Brasileira aos poucos ganhou o controle das ações ofensivas do jogo. Aos 28 minutos, quando já dominávamos os norte-americanos por completo e já havíamos perdido duas excelentes oportunidades, uma com o Pato e outra com o André Santos, o mesmo André Santos chegou a linha de fundo e cruzou a pelota na cabeça do estreante e iluminado Neymar que marcou seu primeiro gol com a camisa amarelinha. Adotando uma postura digna de muitos aplausos, a Seleção ignorou o fato de estar em vantagem no placar, permaneceu bem postada no campo de ataque e não parou de criar chances de gols. Entretanto, as tramas ofensivas brasileiras ganharam um toque de qualidade maior após o 1 x 0. O motivo? Paulo Henrique Ganso, que não realizou boa primeira metade do 1º tempo, se ligou na partida e passou a reger o ataque brasileiro. E é impressionante a capacidade deste nosso novo camisa dez. Em apenas 10 minutinhos mostrando o que sabe, Ganso participou de três ótimas jogadas. Primeiro aproveitou uma precisa e preciosa roubada de bola do volante Lucas, que diga-se de passagem também esteve em grande noite, e puxou um contra-ataque que Robinho finalizou levando perigo ao goleiro Howard. Depois foi a vez de Ganso achar Neymar que fez a galera gritar “Uhhhh”. Por fim, aos 46 minutos, Ganso deixou a redonda com o já titular absoluto da Seleção Ramires e o mais novo reforço do Chelsea deu passe magistral para Pato driblar o goleiro e ampliar a vantagem brazuca.
Após o intervalo o jogo não mudou de cara e durante toda a 2ª etapa o Brasil esteve mais próximo de fazer o terceiro do que o Estados Unidos de diminuir o placar. A dupla de zaga formada por Tiago Silva e David Luiz e o goleiro Victor apenas assistiram a partida, tamanha a superioridade brasileira. Mantendo a alternância de jogadas, ora pela direita, ora pela esquerda, e ainda aproveitando o aparecimento de algumas oportunidades de acertar um contra-ataque, pois o Estados Unidos começava a deixar mais espaços defensivos, o Brasil só não chegou ao terceiro gol pois não caprichou como devia nas finalizações. Nestes 45 minutos do 2º tempo, a Seleção criou incríveis 10 claras chances de sacudir o filó, com Robinho acertando o pé da trave, Ganso mandando um balaço também no poste e o meia Carlos Eduardo perdendo um gol sozinho na pequena área. Vale ressaltar a naturalidade com a qual o Brasil chegava ao gol norte-americano, com gigante qualidade na troca de passes, lindos dribles (como o lateral-direito Spector sofreu, principalmente diante do Neymar) e muita objetividade.
Pensei que demoraria mais um tempo para fazer esta afirmação, porém precisei de apenas 90 minutos para acreditar e dizer: Começou uma nova Era na Seleção Brasileira!
Estados Unidos 0 x 2 Brasil – New Meadowlands, New Jersey (EUA)
A estréia de Mano Menezes como treinador da Seleção Brasileira superou muito, mas muito, as minhas expectativas. Neste momento, estou diante do meu teclado com um largo sorriso no rosto, graças ao futebol encantador jogado por Neymar, Ganso e primorosa companhia.
Bastou apenas uma partida para a Seleção Brasileira apresentar um futebol absurdamente diferente do que vinha apresentando nos últimos anos, sob o comando do treinador Dunga. Se antes a principal arma “canarinho” eram contra-ataques e bolas paradas e as jogadas ofensivas se concentravam no lado direito, nesta nova equipe as armas são outras. Para se ter uma idéia, o Brasil criou nada menos do que 16 boas oportunidades de abrir o marcador e nenhuma destas surgiu de uma bola parada. Sob a batuta do trio santista Robinho, Ganso e Neymar, que formavam um tripé de meias atrás do atacante Pato e a frente de Ramires e Lucas, a Seleção mostrou precioso toque de bola, enorme talento para jogadas individuais e alternância entre ataques pela esquerda, pela direita e pela meiúca. Os partidários do futebol-arte já estão gritando que a Seleção mudou da água pro vinho.
Apesar de o Estados Unidos ter criado a primeira boa oportunidade de abrir o placar, logo aos dois minutinhos em uma penetração do Donovan pelo meio, a Seleção Brasileira aos poucos ganhou o controle das ações ofensivas do jogo. Aos 28 minutos, quando já dominávamos os norte-americanos por completo e já havíamos perdido duas excelentes oportunidades, uma com o Pato e outra com o André Santos, o mesmo André Santos chegou a linha de fundo e cruzou a pelota na cabeça do estreante e iluminado Neymar que marcou seu primeiro gol com a camisa amarelinha. Adotando uma postura digna de muitos aplausos, a Seleção ignorou o fato de estar em vantagem no placar, permaneceu bem postada no campo de ataque e não parou de criar chances de gols. Entretanto, as tramas ofensivas brasileiras ganharam um toque de qualidade maior após o 1 x 0. O motivo? Paulo Henrique Ganso, que não realizou boa primeira metade do 1º tempo, se ligou na partida e passou a reger o ataque brasileiro. E é impressionante a capacidade deste nosso novo camisa dez. Em apenas 10 minutinhos mostrando o que sabe, Ganso participou de três ótimas jogadas. Primeiro aproveitou uma precisa e preciosa roubada de bola do volante Lucas, que diga-se de passagem também esteve em grande noite, e puxou um contra-ataque que Robinho finalizou levando perigo ao goleiro Howard. Depois foi a vez de Ganso achar Neymar que fez a galera gritar “Uhhhh”. Por fim, aos 46 minutos, Ganso deixou a redonda com o já titular absoluto da Seleção Ramires e o mais novo reforço do Chelsea deu passe magistral para Pato driblar o goleiro e ampliar a vantagem brazuca.
Após o intervalo o jogo não mudou de cara e durante toda a 2ª etapa o Brasil esteve mais próximo de fazer o terceiro do que o Estados Unidos de diminuir o placar. A dupla de zaga formada por Tiago Silva e David Luiz e o goleiro Victor apenas assistiram a partida, tamanha a superioridade brasileira. Mantendo a alternância de jogadas, ora pela direita, ora pela esquerda, e ainda aproveitando o aparecimento de algumas oportunidades de acertar um contra-ataque, pois o Estados Unidos começava a deixar mais espaços defensivos, o Brasil só não chegou ao terceiro gol pois não caprichou como devia nas finalizações. Nestes 45 minutos do 2º tempo, a Seleção criou incríveis 10 claras chances de sacudir o filó, com Robinho acertando o pé da trave, Ganso mandando um balaço também no poste e o meia Carlos Eduardo perdendo um gol sozinho na pequena área. Vale ressaltar a naturalidade com a qual o Brasil chegava ao gol norte-americano, com gigante qualidade na troca de passes, lindos dribles (como o lateral-direito Spector sofreu, principalmente diante do Neymar) e muita objetividade.
Pensei que demoraria mais um tempo para fazer esta afirmação, porém precisei de apenas 90 minutos para acreditar e dizer: Começou uma nova Era na Seleção Brasileira!
domingo, 8 de agosto de 2010
CAMPEONATO BRASILEIRO 2010 - 13ª RODADA
Botafogo 3 x 0 Atlético-MG
Guarani 4 x 1 Avaí
Corinthians 1 x 0 Flamengo
Goiás 1 x 1 Palmeiras
Ceará 0 x 0 Atlético-GO
Grêmio 1 x 2 Fluminense
Vasco 1 x 0 Vitória
Cruzeiro 0 x 0 Grêmio Prudente
Atlético-PR 1 x 1 São Paulo
Santos x Internacional (adiada)
Olá amigos do FUTEBOLA!
Vasco 1 x 0 Vitória – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Jogando em casa o Vasco mostrou muita raça para superar a expulsão do capitão Carlos Alberto no final da 1ª etapa, bater o Vitória, Vice-Campeão da Copa do Brasil, e se distanciar da zona de rebaixamento.
Contando com um trio ofensivo muito técnico, formado por Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto, além do posicionamento avançado dos dois laterais, Fágner e Max, o Vasco mostrou um bom posicionamento ofensivo na primeira metade do 1º tempo e conseguiu abrir o placar do jogo. Aos 7 minutos Carlos Alberto já havia acertado uma bomba no travessão em cobrança de falta, mas foi aos 23, em uma trama que contou com a participação de Felipe e Rafael Carioca, que o lateral-esquerdo Max chutou cruzado para a meiúca da área baiana e Zé Roberto inaugurou o marcador. Este foi o primeiro gol do “Zé da Colina” com a camisa cruzmaltina. A excelente participação do Max neste lance do gol tem o dedo do treinador PC Gusmão, que novamente escalou a equipe com três volantes justamente para dar liberdade aos laterais, tornando as tramas pelos flancos uma boa arma ofensiva vascaína. O tripé de volantes formado por Nílton, Rafael Carioca e Rômulo realizou boa partida principalmente na 2ª etapa, quando o Vasco teve um homem a menos e apenas se defendeu.
Após o gol do Zé Roberto, o Vitória assustou o goleiro Fernando Prass em duas oportunidades, uma com o centroavante Schwenk e outra com o meia Elkson, enquanto o Vasco chegou à meta do goleiro Lee em um arremate longo do Rafael Carioca. Parecia que este panorama equilibrado se manteria até o final do jogo, porém, aos 46 minutos, Carlos Alberto reclamou de uma falta sofrida, foi advertido com o cartão amarelo, bateu palmas para ironizar a atitude do árbitro e recebeu o cartão vermelho. Em minha opinião a atitude do árbitro foi incoerente. Minutos antes de expulsar o capitão vascaíno, o atacante do Vitória Soares cuspira abelhas africanas em cima do bandeira e o também atacante baiano Schwenk já havia reclamado bastante e, em ambos os casos, o juiz nada fez.
No intervalo o treinador do Vitória Ricardo Silva sacou o volante Bida e o meia Elkson colocando os meias ofensivos Henrique e Renato, buscando aumentar o poder de penetração da sua equipe. Como era de se esperar, o “Leão” se postou integralmente no campo de ataque e o Vasco apenas se defendeu durante praticamente toda a etapa. Entretanto, como citei anteriormente, o tripé de volantes vascaíno, assim como a linha de quatro defensores, impediu o Vitória de criar uma única trama ofensiva bem sucedida. Isso mesmo, durante os 45 minutos do 2º tempo o Rubronegro Baiano não levou perigo nenhuma vez ao gol defendido pelo goleirão Fernando Prass. Gostaria de elogiar aqui principalmente o lateral-direito Fágner, que novamente se mostrou um jogador de bastante valor ofensivo, e o volante Nílton, um verdadeiro touro na proteção da defesa vascaína. Na metade final da etapa, após as entradas de Éder Luís e Fumagali, o Vasco ainda teve oportunidades de ampliar o o placar em dois contra-ataques, mas não os completou da maneira adequada e o jogo terminou mesmo em 1 x 0.
Assim como o Botafogo, o Vasco vem aproveitando muito bem os seus novos reforços e não pára de subir na tabela de classificação. Hoje, o Vasco está mais próximo da zona de classificação para a Libertadores, três pontos, do que da zona de rebaixamento, quatro pontos. Com diretoria, comissão técnica e jogadores mostrando qualidade e empenho, o resultado não poderia ser diferente.
TRÊS TOQUES
- Com muita gente boa de bola e um excelente treinador o Fogão começa a fazer bonito no Brasileirão. Contando com Jobson, Herrera e o “Mago” Maicosuel em grande noite, o “Glorioso” engoliu o Atlético Mineiro no Engenhão com um excelente público de quase 25 mil pagantes e está a apenas dois pontinhos do Internacional, o quarto colocado com um jogo a menos. E a meu ver a tendência é o Fogão melhor ainda mais.
- Fluminense e Corinthians continuam firmes e fortes na campanha rumo a título do Brasileirão. O Tricolor conseguiu uma excelente vitória diante do Grêmio no Olímpico, com mais um gol do “Sheik” Emerson, que balançou as redes em todos os seus jogos pelo Flu. Já o “Timão” bateu o fraquíssimo time do Flamengo no Pacaembu e segue em segundo, um ponto atrás do Fluzão. A superioridade destas duas equipes em relação as demais está perfeitamente mostrada na tabela de classificação. Enquanto Flu e “Timão” possuem, respectivamente, 29 e 28 pontos, o Ceará, terceiro colocado, possui “apenas” 21. É muita diferença para um campeonato que prometia ser mais equilibrado.
- Retrospecto de Felipão na sua volta ao Palmeiras: 5 jogos, 4 empates e 1 derrota. Isso mesmo, com Scolari no banco o Verdão ainda não venceu no Brasileirão. Com jogadores como Vítor, Pierre, Lincoln, Kléber “Gladiador” e Ewethon, Felipão deveria estar fazendo um trabalho melhor ao invés de reclamar que não recebe reforços.
ENQUANTO ISSO NO VELHO CONTINENTE...
- No jogo que abriu a temporada do futebol na “terra da rainha”, o Manchester United bateu o Chelsea por 2 x 1 e conquistou a Community Shield. Me chamou muito a atenção neste duelo o péssimo futebol apresentado por todos os jogadores que estiveram presentes na Copa do Mundo vestindo a camisa da Seleção Inglesa. Pelo Chelsea, Ashley Cole foi uma verdadeira avenida, tomando uma baile do meia-direita Valencia, John Terry também não realizou boa partida, apesar de não ter sido o desastre que foi Cole e Frank Lampard, parecia nem estar em campo, tamanha a apatia ofensiva. Enquanto isso, pelos “Diabos Vermelhos”, Wayner Rooney, durante os 45 minutos em que atuou, esteve muito, mas muito, abaixo do que é capaz. Neste primeiro contato com o futebol inglês da temporada 2010-2011, não fiquei satisfeito com o futebol que vi. Esta parece ser a temporada perfeita para Liverpool, Arsenal, Tottenham ou Machester City conquistare o caneco e acabar com a sequência de títulos de Chelsea e Manchester United, que se alternam como Campeões desde 2004-2005.
Guarani 4 x 1 Avaí
Corinthians 1 x 0 Flamengo
Goiás 1 x 1 Palmeiras
Ceará 0 x 0 Atlético-GO
Grêmio 1 x 2 Fluminense
Vasco 1 x 0 Vitória
Cruzeiro 0 x 0 Grêmio Prudente
Atlético-PR 1 x 1 São Paulo
Santos x Internacional (adiada)
Olá amigos do FUTEBOLA!
Vasco 1 x 0 Vitória – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Jogando em casa o Vasco mostrou muita raça para superar a expulsão do capitão Carlos Alberto no final da 1ª etapa, bater o Vitória, Vice-Campeão da Copa do Brasil, e se distanciar da zona de rebaixamento.
Contando com um trio ofensivo muito técnico, formado por Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto, além do posicionamento avançado dos dois laterais, Fágner e Max, o Vasco mostrou um bom posicionamento ofensivo na primeira metade do 1º tempo e conseguiu abrir o placar do jogo. Aos 7 minutos Carlos Alberto já havia acertado uma bomba no travessão em cobrança de falta, mas foi aos 23, em uma trama que contou com a participação de Felipe e Rafael Carioca, que o lateral-esquerdo Max chutou cruzado para a meiúca da área baiana e Zé Roberto inaugurou o marcador. Este foi o primeiro gol do “Zé da Colina” com a camisa cruzmaltina. A excelente participação do Max neste lance do gol tem o dedo do treinador PC Gusmão, que novamente escalou a equipe com três volantes justamente para dar liberdade aos laterais, tornando as tramas pelos flancos uma boa arma ofensiva vascaína. O tripé de volantes formado por Nílton, Rafael Carioca e Rômulo realizou boa partida principalmente na 2ª etapa, quando o Vasco teve um homem a menos e apenas se defendeu.
Após o gol do Zé Roberto, o Vitória assustou o goleiro Fernando Prass em duas oportunidades, uma com o centroavante Schwenk e outra com o meia Elkson, enquanto o Vasco chegou à meta do goleiro Lee em um arremate longo do Rafael Carioca. Parecia que este panorama equilibrado se manteria até o final do jogo, porém, aos 46 minutos, Carlos Alberto reclamou de uma falta sofrida, foi advertido com o cartão amarelo, bateu palmas para ironizar a atitude do árbitro e recebeu o cartão vermelho. Em minha opinião a atitude do árbitro foi incoerente. Minutos antes de expulsar o capitão vascaíno, o atacante do Vitória Soares cuspira abelhas africanas em cima do bandeira e o também atacante baiano Schwenk já havia reclamado bastante e, em ambos os casos, o juiz nada fez.
No intervalo o treinador do Vitória Ricardo Silva sacou o volante Bida e o meia Elkson colocando os meias ofensivos Henrique e Renato, buscando aumentar o poder de penetração da sua equipe. Como era de se esperar, o “Leão” se postou integralmente no campo de ataque e o Vasco apenas se defendeu durante praticamente toda a etapa. Entretanto, como citei anteriormente, o tripé de volantes vascaíno, assim como a linha de quatro defensores, impediu o Vitória de criar uma única trama ofensiva bem sucedida. Isso mesmo, durante os 45 minutos do 2º tempo o Rubronegro Baiano não levou perigo nenhuma vez ao gol defendido pelo goleirão Fernando Prass. Gostaria de elogiar aqui principalmente o lateral-direito Fágner, que novamente se mostrou um jogador de bastante valor ofensivo, e o volante Nílton, um verdadeiro touro na proteção da defesa vascaína. Na metade final da etapa, após as entradas de Éder Luís e Fumagali, o Vasco ainda teve oportunidades de ampliar o o placar em dois contra-ataques, mas não os completou da maneira adequada e o jogo terminou mesmo em 1 x 0.
Assim como o Botafogo, o Vasco vem aproveitando muito bem os seus novos reforços e não pára de subir na tabela de classificação. Hoje, o Vasco está mais próximo da zona de classificação para a Libertadores, três pontos, do que da zona de rebaixamento, quatro pontos. Com diretoria, comissão técnica e jogadores mostrando qualidade e empenho, o resultado não poderia ser diferente.
TRÊS TOQUES
- Com muita gente boa de bola e um excelente treinador o Fogão começa a fazer bonito no Brasileirão. Contando com Jobson, Herrera e o “Mago” Maicosuel em grande noite, o “Glorioso” engoliu o Atlético Mineiro no Engenhão com um excelente público de quase 25 mil pagantes e está a apenas dois pontinhos do Internacional, o quarto colocado com um jogo a menos. E a meu ver a tendência é o Fogão melhor ainda mais.
- Fluminense e Corinthians continuam firmes e fortes na campanha rumo a título do Brasileirão. O Tricolor conseguiu uma excelente vitória diante do Grêmio no Olímpico, com mais um gol do “Sheik” Emerson, que balançou as redes em todos os seus jogos pelo Flu. Já o “Timão” bateu o fraquíssimo time do Flamengo no Pacaembu e segue em segundo, um ponto atrás do Fluzão. A superioridade destas duas equipes em relação as demais está perfeitamente mostrada na tabela de classificação. Enquanto Flu e “Timão” possuem, respectivamente, 29 e 28 pontos, o Ceará, terceiro colocado, possui “apenas” 21. É muita diferença para um campeonato que prometia ser mais equilibrado.
- Retrospecto de Felipão na sua volta ao Palmeiras: 5 jogos, 4 empates e 1 derrota. Isso mesmo, com Scolari no banco o Verdão ainda não venceu no Brasileirão. Com jogadores como Vítor, Pierre, Lincoln, Kléber “Gladiador” e Ewethon, Felipão deveria estar fazendo um trabalho melhor ao invés de reclamar que não recebe reforços.
ENQUANTO ISSO NO VELHO CONTINENTE...
- No jogo que abriu a temporada do futebol na “terra da rainha”, o Manchester United bateu o Chelsea por 2 x 1 e conquistou a Community Shield. Me chamou muito a atenção neste duelo o péssimo futebol apresentado por todos os jogadores que estiveram presentes na Copa do Mundo vestindo a camisa da Seleção Inglesa. Pelo Chelsea, Ashley Cole foi uma verdadeira avenida, tomando uma baile do meia-direita Valencia, John Terry também não realizou boa partida, apesar de não ter sido o desastre que foi Cole e Frank Lampard, parecia nem estar em campo, tamanha a apatia ofensiva. Enquanto isso, pelos “Diabos Vermelhos”, Wayner Rooney, durante os 45 minutos em que atuou, esteve muito, mas muito, abaixo do que é capaz. Neste primeiro contato com o futebol inglês da temporada 2010-2011, não fiquei satisfeito com o futebol que vi. Esta parece ser a temporada perfeita para Liverpool, Arsenal, Tottenham ou Machester City conquistare o caneco e acabar com a sequência de títulos de Chelsea e Manchester United, que se alternam como Campeões desde 2004-2005.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
FIGURINHA CARIMBADA - ROBERTO CAVALO

Nome: Roberto Fernando Schneiger
Data de nascimento: 13 de abril de 1963
Posição: meio-campo
Clubes:
Atlético Paranaense (1985 até 1988)
Criciúma (1989 até 1992)
Vitória (1993 e 1994)
Botafogo (1994 e 1995)
Sport (1995 até 1997)
Avaí (1997)
Títulos:
Campeão Paranaense – 1985 e 1988 – Atlético Paranaense
Campeão Catarinense – 1989, 1990 e 1991 – Criciúma
Campeão da Copa do Brasil – 1991 – Criciúma
Campeão Catarinense – 1997 – Avaí
Destaques:
- Depois de se profissionalizar e ter atuado por
aproximadamente quatro anos no Atlético Paranaense, o meia Roberto Cavalo
chegou ao Criciúma em 1989 para, com seus potentes chutes, que lhe renderam o
apelido, entrar para a história do futebol catarinense. Logo no ano de sua
chegada, Roberto já colocou a faixa de Campeão Estadual no peito, feito que
iria se repetir em 1990 e 1991. E foi também em 1991, ano do Tri Estadual do
Tigre, que o futebol de Santa Catarina alcançou seu ápice em termos nacionais.
O motivo? Comandado pelo treinador Luiz Felipe Scolari, o Criciúma realizou uma
memorável campanha e se sagrou Campeão da Copa do Brasil de maneira invicta.
Durante a caminhada, o Tigre passou por difíceis adversários como Atlético
Mineiro e Goiás antes de chegar à decisão do torneio, contra o também invicto
Grêmio, e conquistar o caneco após dois empates (0 x 0 no Heriberto Hulse e 1 x
1 no Olímpico). Aqui vai a equipe Campeã da Copa do Brasil de 1991: Alexandre,
Sarandi, Vilmar, Altair e Itá; Roberto Cavalo, Gélson e Grizzo (Vanderlei); Zé
Roberto, Soares e Jairo Lenzi. Técnico: Luiz Felipe Scolari. E a gloriosa
passagem de Roberto pelo Tricolor Catarinense não parou na Copa do Brasil. No
ano seguinte, o Tigre disputou a Taça Libertadores e terminou na excelente
quinta colocação. Com Roberto Cavalo e o ponta-esquerda Jairo Lenzi jogando o
fino da bola, o Criciúma terminou a primeira fase, a fase de grupos, em 1º
lugar, superando o São Paulo e os bolivianos San José e Bolívar. Nas
oitavas-de-final viriam duas vitórias contra o Sporting Cristal (PER) e a
classificação para um novo confronto contra o São Paulo. Desta vez, porém,
pelas quartas-de-final, o Tigre não conseguiu vencer o Sampa de Telê Santana,
Zetti, Cafu, Raí, Palhinha e companhia, que caminhava firme e forte para a
conquista da América e do Mundo.
- Como que para provar que craque que é craque joga em
qualquer canto, Roberto Cavalo saiu do Sul para o Nordeste e pendurou sua foto
na galeria de ídolos do Vitória. Ao lado de jogadores que viriam a se consagrar
Campeões da Copa do Mundo de 2002, casos do goleiro Dida e do volante Vampeta,
além de nomes como Paulo Isidoro e o atacante “capoeirista” Alex Alves, Roberto
Cavalo fez parte da histórica equipe que se tornou Vice-Campeã Brasileira de
1993. Após uma excelente campanha, onde conseguiu nove vitórias e quatro
empates nos seus 16 jogos da primeira fase, quando enfrentou equipes, digamos,
de menor porte (algo semelhante ao módulo amarelo da Copa União de 1987 e da
Copa João Havelange de 2000), o Vitória alcançou a vaga para a fase final do Brasileirão.
Esta fase final seria da seguinte maneira: foram formados dois grupos de quatro
equipes cada onde ocorreriam confrontos de ida e volta, com os primeiros
colocados se garantindo na grande final. E mesmo diante de fortíssimos
adversários, o Leão continuou a dar um show de bola. Logo na primeira partida
desta fase final, Roberto Cavalo marcou o único gol da vitória sobre o Flamengo
de Renato Gaúcho e Marcelinho Carioca. No jogo seguinte, novo triunfo, desta
vez por 2 x 1 sobre o Corinthians de Rivaldo e Viola. Depois destas duas
vitórias, o Rubro-Negro Baiano empatou seus quatro jogos seguintes, dois contra
o Santos e novamente contra Corinthians e Flamengo. Destes quatro empates,
Roberto Cavalo balançou as redes em três, tendo marcado um antológico gol de
falta contra o Corinthians em
um Morumbi com mais de 65 mil torcedores. Na decisão, o
Vitória não resistiu a um dos maiores esquadrões da história do futebol
brasileiro, o Palmeiras do treinador Vanderlei Luxemburgo, que era uma
verdadeira Seleção Brasileira e contava com Antônio Carlos, Cléber, Roberto
Carlos, César Sampaio, Mazinho, Zinho, Edílson, Edmundo e Evair.
- Depois das memoráveis passagens pelo Criciúma e pelo
Vitória, Roberto Cavalo jogaria ainda pelo Botafogo, onde disputou a final da
Recopa Sul-Americana ao lado de Wagner, Wilson Gottardo e Túlio Maravilha -
perdeu para o São Paulo por 3 x 1, em duelo realizado no Japão - e também foi
Vice-Campeão Pernambucano com o Sport, em 1995. Fechando a carreira com chave
de ouro, Roberto, para a tristeza dos torcedores criciumenses, conquistou o
Campeonato Catarinense de 1997 com o Avaí.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
COPA DO BRASIL 2010 - FINAL
Olá amigos do FUTEBOLA!
Vitória 2 x 1 Santos – Barradão, Salvador (BA)
Mesmo longe de apresentar metade do seu futebol o Santos saiu do Barradão com o título da Copa do Brasil e conquistou seu segundo caneco em 2010, afinal já havia levantado o Paulistão.
Depois de vencer a partida de ida, na Vila Belmiro por 2 x 0, o Santos entrou em campo com o regulamento debaixo do braço. Melhor dizendo, o Santos entrou abraçado ao regulamento, tamanha a falta de ousadia mostrada pela equipe. Isso mesmo, parece mentira, mas o Santos não teve um pingo de ousadia durante os 90 minutos de jogo. O Vitória, por sua vez, mesmo sem ter saído para o jogo com muita convicção, fato exemplificado pela formação com um tripé de volantes (Bida, Neto Coruja e Elkson, da esquerda para a direita) durante quase toda a partida, foi muito mais incisivo ofensivamente do que o Santos. Você pode estar pensando: “claro que o Vitória saiu mais para o jogo, afinal precisava vencer”. É um pensamento totalmente coerente, porém ver o Santos recuado e atacando menos do que o rival foi algo raro esse ano.
Na 1ª etapa, o Vitória conseguiu levar perigo ao goleiro Rafael em quatro oportunidades, sendo o atacante Schwenk o jogador que mais incomodou o sistema defensivo santista. Na melhor das chances criadas Schwenk chegou a sacudir o filó, de cabeça, mas estava impedido. Já o Santos tinha atacado apenas duas vezes pela direita, uma com Robinho e outra com o Pará, quando, aos 44 minutos, com o intervalo batendo a porta, Neymar, que nada havia feito em todo o 1º tempo, colocou a redonda na cabeça de Edu Dracena que abriu o placar. A vantagem de 1 x 0 conseguida nos minutos finais da 1ª etapa foi um presentaço ao irreconhecível Santos, que agora poderia perder por até 2 gols de diferença.
O Vitória voltou do vestiário mais agressivo, apesar de com os mesmos jogadores, enquanto o Santos voltou com o mesmo futebol sem inspiração. Troca de passes comandada pelo Ganso, dribles do Robinho e do Neymar, jogadas com o André segurando a bola de costas para sofrer faltas... o que mais o Santos tinha eram armas para segurar o placar e garantir o título que estava quase garantido, porém os “Meninos da Vila” preferiram apenas se defender. Um dos jogadores que mais me encantam neste “Peixe-2010” é o volante Wesley, que ataca e defende com a mesma excelente qualidade e que trabalha durante os 90 minutos. Neste duelo, o fato de Wesley praticamente não ter passado do meio-campo espelha a fraca atuação ofensiva do Santos. Wesley passou todo o jogo no lado esquerdo do setor defensivo, auxiliando o jovem lateral-esquerdo Alex Sandro, que esteve muito bem defensivamente.
Como havia dito antes, o Vitória voltou mais forte para a 2ª etapa e em 20 minutos levou perigo com o atacante Júnior, o volante Bida, em linda jogada individual, e com o veterano Ramón, além de conseguir o empate com um gol do zagueiro Wallace. O treinador Dorival Junior desistiu do centroavante André, completamente sumido em campo, e colocou o meia Marquinhos, melhorando a troca de passes na meiúca santista. A entrada do Marquinhos deu a entender que o Santos conseguiria controlar o jogo, principalmente depois de ele ter deixado Ganso na cara do gol com um passe magistral e ter realizado boa jogada individual. Porém, pouco depois destes lances, que diga-se de passagem foi praticamente tudo que o Santos fez na 2ª etapa, o Vitória voltou a atacar. Aos 25 minutos o meia Renato, que havia entrado no lugar do Ramón, mandou uma cabeçada na trave e, aos 32, após sensacional passe do Elkson o atacante Júnior esbanjou categoria e colocou a pelota no fundo do gol.
Nos pouco mais de 15 minutos restantes, o Rubronegro Baiano se manteve postado no ataque mas não conseguiu ampliar o marcador, apesar de todo o esforço. Com o final do jogo, o Santos levantou pela primeira vez o caneco da Copa do Brasil. E se não mostrou um bom futebol nesta partida, isso não apaga nem um pouco da histórica campanha santista, que venceu jogos por 10 x 0 e 8 x 1, que eliminou os na época badalados Atlético Mineiro e Grêmio, que marcou 38 gols na competição e bateu o recorde de gols marcados em uma só edição do torneio. Sem dúvida alguma este Santos de Neymar, Robinho e Ganso entrou para a história do nosso futebol.
PARABÉNS, “MENINOS DA VILA”!!!
Vitória 2 x 1 Santos – Barradão, Salvador (BA)
Mesmo longe de apresentar metade do seu futebol o Santos saiu do Barradão com o título da Copa do Brasil e conquistou seu segundo caneco em 2010, afinal já havia levantado o Paulistão.
Depois de vencer a partida de ida, na Vila Belmiro por 2 x 0, o Santos entrou em campo com o regulamento debaixo do braço. Melhor dizendo, o Santos entrou abraçado ao regulamento, tamanha a falta de ousadia mostrada pela equipe. Isso mesmo, parece mentira, mas o Santos não teve um pingo de ousadia durante os 90 minutos de jogo. O Vitória, por sua vez, mesmo sem ter saído para o jogo com muita convicção, fato exemplificado pela formação com um tripé de volantes (Bida, Neto Coruja e Elkson, da esquerda para a direita) durante quase toda a partida, foi muito mais incisivo ofensivamente do que o Santos. Você pode estar pensando: “claro que o Vitória saiu mais para o jogo, afinal precisava vencer”. É um pensamento totalmente coerente, porém ver o Santos recuado e atacando menos do que o rival foi algo raro esse ano.
Na 1ª etapa, o Vitória conseguiu levar perigo ao goleiro Rafael em quatro oportunidades, sendo o atacante Schwenk o jogador que mais incomodou o sistema defensivo santista. Na melhor das chances criadas Schwenk chegou a sacudir o filó, de cabeça, mas estava impedido. Já o Santos tinha atacado apenas duas vezes pela direita, uma com Robinho e outra com o Pará, quando, aos 44 minutos, com o intervalo batendo a porta, Neymar, que nada havia feito em todo o 1º tempo, colocou a redonda na cabeça de Edu Dracena que abriu o placar. A vantagem de 1 x 0 conseguida nos minutos finais da 1ª etapa foi um presentaço ao irreconhecível Santos, que agora poderia perder por até 2 gols de diferença.
O Vitória voltou do vestiário mais agressivo, apesar de com os mesmos jogadores, enquanto o Santos voltou com o mesmo futebol sem inspiração. Troca de passes comandada pelo Ganso, dribles do Robinho e do Neymar, jogadas com o André segurando a bola de costas para sofrer faltas... o que mais o Santos tinha eram armas para segurar o placar e garantir o título que estava quase garantido, porém os “Meninos da Vila” preferiram apenas se defender. Um dos jogadores que mais me encantam neste “Peixe-2010” é o volante Wesley, que ataca e defende com a mesma excelente qualidade e que trabalha durante os 90 minutos. Neste duelo, o fato de Wesley praticamente não ter passado do meio-campo espelha a fraca atuação ofensiva do Santos. Wesley passou todo o jogo no lado esquerdo do setor defensivo, auxiliando o jovem lateral-esquerdo Alex Sandro, que esteve muito bem defensivamente.
Como havia dito antes, o Vitória voltou mais forte para a 2ª etapa e em 20 minutos levou perigo com o atacante Júnior, o volante Bida, em linda jogada individual, e com o veterano Ramón, além de conseguir o empate com um gol do zagueiro Wallace. O treinador Dorival Junior desistiu do centroavante André, completamente sumido em campo, e colocou o meia Marquinhos, melhorando a troca de passes na meiúca santista. A entrada do Marquinhos deu a entender que o Santos conseguiria controlar o jogo, principalmente depois de ele ter deixado Ganso na cara do gol com um passe magistral e ter realizado boa jogada individual. Porém, pouco depois destes lances, que diga-se de passagem foi praticamente tudo que o Santos fez na 2ª etapa, o Vitória voltou a atacar. Aos 25 minutos o meia Renato, que havia entrado no lugar do Ramón, mandou uma cabeçada na trave e, aos 32, após sensacional passe do Elkson o atacante Júnior esbanjou categoria e colocou a pelota no fundo do gol.
Nos pouco mais de 15 minutos restantes, o Rubronegro Baiano se manteve postado no ataque mas não conseguiu ampliar o marcador, apesar de todo o esforço. Com o final do jogo, o Santos levantou pela primeira vez o caneco da Copa do Brasil. E se não mostrou um bom futebol nesta partida, isso não apaga nem um pouco da histórica campanha santista, que venceu jogos por 10 x 0 e 8 x 1, que eliminou os na época badalados Atlético Mineiro e Grêmio, que marcou 38 gols na competição e bateu o recorde de gols marcados em uma só edição do torneio. Sem dúvida alguma este Santos de Neymar, Robinho e Ganso entrou para a história do nosso futebol.
PARABÉNS, “MENINOS DA VILA”!!!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
CAMPEONATO BRASILEIRO 2010 - 12ª RODADA
Fluminense 3 x 1 Atlético-PR
Atlético-GO 1 x 1 Guarani
São Paulo 2 x 1 Ceará
Palmeiras 1 x 1 Corinthians
Vitória 1 x 3 Botafogo
Avaí 4 x 1 Goiás
Internacional 0 x 0 Grêmio
Atlético-MG 0 x 1 Cruzeiro
Grêmio Prudente 1 x 2 Santos
Flamengo 0 x 0 Vasco
Olá amigos do FUTEBOLA!
Flamengo 0 x 0 Vasco – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Com o Maraca recebendo um excelente público de mais 60 mil torcedores, Flamengo e Vasco realizaram um clássico morno em que todas as emoções ficaram guardadas para os últimos minutos. O empate final foi ruim para os dois, já que o Fla se afastou do G4 e o Vasco se manteve perto da zona de rebaixamento.
Olhando a escalação das equipes o torcedor vascaíno tinha mais motivos para acreditar na vitória, afinal este clássico marcaria a reestréia de Felipe e a estréia de Zé Roberto com a camisa cruzmaltina. Já o torcedor rubro-negro sentiu uma baita de uma saudade do “Império do Amor”, dupla formada por Adriano e Vágner Love, ao chegar no final da escalação de sua equipe e ver que o ataque contaria com o colombiano Borja e Val Baiano. E apesar de a primeira boa oportunidade de abrir o marcador ter sido criada pelo Fla, com Juan dando bela assistência para Kléberson arrematar por cima da meta, a superioridade técnica dos homens de frente vascaínos deu o ritmo do jogo na 1ª etapa. Não que o Vasco tenha engolido o Flamengo, longe disso, mas o goleiro rubro-negro Marcelo Lomba teve que mostrar trabalho em um arremate do Zé Roberto e outro do Felipe. Estes lances espelham a situação do Vasco em campo. Com jogadores de grande qualidade técnica, porém completamente desentrosados, as melhores tramas ofensivas vascaínas foram individuais e não coletivas. E quem foi o mais prejudicado por esta falta de entrosamento foi o centroavante Nunes, completamente ausente das jogadas de ataque e tendo recebido apenas um cruzamento, do outro estreante vascaíno, o lateral-direito Irrazábal. Fazendo o papel de auxiliar do treinador PC Gusmão, eu acredito que a melhor formação para a equipe cruzmaltina seria trocar um dos volantes por um parceiro de ataque para o Nunes. Sendo mais específico, trocaria o volante Rômulo pelo atacante Jonathan, enquanto Carlos Alberto não estiver apto a iniciar as partidas, recuaria Felipe e Zé Roberto e organizaria o Vasco em um clássico 4-2-2-2.
Vale citar aqui uma excelente opção do treinador PC Gusmão para diminuir a força ofensiva do Flamengo. PC adiantou seus laterais Irrazábal e Carlinhos colocando-os constantemente no campo defensivo do Flamengo e, com isso, prendeu Léo Moura e Juan, que ficaram preocupados em não deixar o Vasco atacar por suas costas. Após o intervalo, o Flamengo até voltou um pouco melhor do que o Vasco, tendo assustado o goleiro Fernando Prass com o Kléberson e o Val Baiano em aproximadamente 10 minutos. Entretanto, logo o Vasco conseguiu encaixar a marcação novamente e controlar as ações ofensivas do Fla. Além dos méritos defensivos vascaínos, mais uma fraca apresentação do Kléberson, uma apagada noite do Petkovic e a previsível e pífia atuação da dupla Borja/Val Baiano foram responsáveis pelo ruim jogo do Flamengo.
Com Felipe e Zé Roberto longe da forma física ideal e mais cansados em campo, o Vasco perdeu poder ofensivo e o jogo esfriou bastante. As alterações realizadas pelos treinadores, com Vinícius Pacheco entrando no Fla e Carlos Alberto e Éder Luís no Vasco, só foram ter efeito depois dos 30 minutos, com ambas as equipes criando as melhores oportunidades de gols da partida. A boa estréia de Éder Luís poderia ter dado a vitória ao Vasco, pois o atacante entrou voando e participou de quatro tramas ofensivas que levaram bastante perigo ao goleiro Marcelo Lomba. Entretanto, a chance, ou melhor, as chances mais claras de balançar as redes foram rubro-negras. Aos 41 minutos, Juan encontrou Vinícius Pacheco na área adversária e o avante flamenguista arrematou para bela defesa de Fernando Prass. No rebote, Borja dominou a pelota, driblou o zagueiro Fernando e chutou para outra e mais sensacional defesa de Prass. Para testar o coração de todos os torcedores, presentes no Maraca ou não, o rebote da segunda defesa caiu na cabeça do lateral rubro-negro Juan que, quase na linha do gol, cabeceou para, acreditem, nova defesa de Prass. Três finalizações de dentro da área vascaína e todas defendidas pelo goleirão Fernando Prass. E não contente em ter se tornado o melhor jogador em campo em apenas 1 minuto, Fernando Prass ainda voaria para salvar uma magistral cobrança de falta de Petkovic aos 48 minutos da 2ª etapa. Bom, se o jogo não foi espetacular, os últimos 15 minutos valeram o ingresso e a mensalidade do pay-per-view.
As atuações de Felipe e Zé Roberto no 1º tempo, o retorno, mesmo que discreto, do Carlos Alberto e os últimos 15 minutos do Éder Luís são para deixar o torcedor vascaíno bastante animado. Por outro lado, a atuação da dupla de ataque Borja/Val Baiano, a sensação de que este ataque deverá aparecer mais vezes e a terceira partida seguida sem vitória são para deixar o torcedor rubro-negro, que espera a classificação para a Libertadores, com a pulga atrás da orelha.
TRÊS TOQUES…
- Como estava assistindo ao clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, não consegui ver a reestréia do Maicosuel pelo Fogão. Entretanto, e apesar da que deve ter sido mais uma grande atuação do Jóbson, é impossível não associar o retorno do Maicosuel aos gramados com o reencontro do Botafogo com as vitórias. A última vitória do “Glorioso” havia ocorrido na 3ª rodada, mas a volta do “Mago” promete ser o início de um novo campeonato os comandados do Joel Santana.
- Falando em reestréias, Washington voltou com tudo para o Fluminense. Aproveitando a brecha deixada pela contusão do titular absoluto Fred, o “Coração Valente” já retornou ao Fluzão jogando e fazendo gols. Inspiradíssimo, Washington soube aproveitar toda a genialidade do argentino Conca, balançou as redes duas vezes e ainda deu uma bela assistência para Emerson deixar sua marca. Foi essencial para o Tricolor voltar a comandar a tabela do Brasileirão.
- Corinthians, Internacional e Ceará, os componentes do G4 junto com o Fluzão, não venceram nesta 12ª rodada. Enquanto o Timão empatou com o Palmeiras em um clássico sem muitas emoções e o Colorado empatou com o também rival Grêmio, o Ceará seguiu sua derrocada após a saída do treinador PC Gusmão e perdeu para o São Paulo. Quem gostou destes resultados foi o Cruzeiro e o Avaí, que venceram e estão coladinhos na zona de classificação para a Libertadores.
Atlético-GO 1 x 1 Guarani
São Paulo 2 x 1 Ceará
Palmeiras 1 x 1 Corinthians
Vitória 1 x 3 Botafogo
Avaí 4 x 1 Goiás
Internacional 0 x 0 Grêmio
Atlético-MG 0 x 1 Cruzeiro
Grêmio Prudente 1 x 2 Santos
Flamengo 0 x 0 Vasco
Olá amigos do FUTEBOLA!
Flamengo 0 x 0 Vasco – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Com o Maraca recebendo um excelente público de mais 60 mil torcedores, Flamengo e Vasco realizaram um clássico morno em que todas as emoções ficaram guardadas para os últimos minutos. O empate final foi ruim para os dois, já que o Fla se afastou do G4 e o Vasco se manteve perto da zona de rebaixamento.
Olhando a escalação das equipes o torcedor vascaíno tinha mais motivos para acreditar na vitória, afinal este clássico marcaria a reestréia de Felipe e a estréia de Zé Roberto com a camisa cruzmaltina. Já o torcedor rubro-negro sentiu uma baita de uma saudade do “Império do Amor”, dupla formada por Adriano e Vágner Love, ao chegar no final da escalação de sua equipe e ver que o ataque contaria com o colombiano Borja e Val Baiano. E apesar de a primeira boa oportunidade de abrir o marcador ter sido criada pelo Fla, com Juan dando bela assistência para Kléberson arrematar por cima da meta, a superioridade técnica dos homens de frente vascaínos deu o ritmo do jogo na 1ª etapa. Não que o Vasco tenha engolido o Flamengo, longe disso, mas o goleiro rubro-negro Marcelo Lomba teve que mostrar trabalho em um arremate do Zé Roberto e outro do Felipe. Estes lances espelham a situação do Vasco em campo. Com jogadores de grande qualidade técnica, porém completamente desentrosados, as melhores tramas ofensivas vascaínas foram individuais e não coletivas. E quem foi o mais prejudicado por esta falta de entrosamento foi o centroavante Nunes, completamente ausente das jogadas de ataque e tendo recebido apenas um cruzamento, do outro estreante vascaíno, o lateral-direito Irrazábal. Fazendo o papel de auxiliar do treinador PC Gusmão, eu acredito que a melhor formação para a equipe cruzmaltina seria trocar um dos volantes por um parceiro de ataque para o Nunes. Sendo mais específico, trocaria o volante Rômulo pelo atacante Jonathan, enquanto Carlos Alberto não estiver apto a iniciar as partidas, recuaria Felipe e Zé Roberto e organizaria o Vasco em um clássico 4-2-2-2.
Vale citar aqui uma excelente opção do treinador PC Gusmão para diminuir a força ofensiva do Flamengo. PC adiantou seus laterais Irrazábal e Carlinhos colocando-os constantemente no campo defensivo do Flamengo e, com isso, prendeu Léo Moura e Juan, que ficaram preocupados em não deixar o Vasco atacar por suas costas. Após o intervalo, o Flamengo até voltou um pouco melhor do que o Vasco, tendo assustado o goleiro Fernando Prass com o Kléberson e o Val Baiano em aproximadamente 10 minutos. Entretanto, logo o Vasco conseguiu encaixar a marcação novamente e controlar as ações ofensivas do Fla. Além dos méritos defensivos vascaínos, mais uma fraca apresentação do Kléberson, uma apagada noite do Petkovic e a previsível e pífia atuação da dupla Borja/Val Baiano foram responsáveis pelo ruim jogo do Flamengo.
Com Felipe e Zé Roberto longe da forma física ideal e mais cansados em campo, o Vasco perdeu poder ofensivo e o jogo esfriou bastante. As alterações realizadas pelos treinadores, com Vinícius Pacheco entrando no Fla e Carlos Alberto e Éder Luís no Vasco, só foram ter efeito depois dos 30 minutos, com ambas as equipes criando as melhores oportunidades de gols da partida. A boa estréia de Éder Luís poderia ter dado a vitória ao Vasco, pois o atacante entrou voando e participou de quatro tramas ofensivas que levaram bastante perigo ao goleiro Marcelo Lomba. Entretanto, a chance, ou melhor, as chances mais claras de balançar as redes foram rubro-negras. Aos 41 minutos, Juan encontrou Vinícius Pacheco na área adversária e o avante flamenguista arrematou para bela defesa de Fernando Prass. No rebote, Borja dominou a pelota, driblou o zagueiro Fernando e chutou para outra e mais sensacional defesa de Prass. Para testar o coração de todos os torcedores, presentes no Maraca ou não, o rebote da segunda defesa caiu na cabeça do lateral rubro-negro Juan que, quase na linha do gol, cabeceou para, acreditem, nova defesa de Prass. Três finalizações de dentro da área vascaína e todas defendidas pelo goleirão Fernando Prass. E não contente em ter se tornado o melhor jogador em campo em apenas 1 minuto, Fernando Prass ainda voaria para salvar uma magistral cobrança de falta de Petkovic aos 48 minutos da 2ª etapa. Bom, se o jogo não foi espetacular, os últimos 15 minutos valeram o ingresso e a mensalidade do pay-per-view.
As atuações de Felipe e Zé Roberto no 1º tempo, o retorno, mesmo que discreto, do Carlos Alberto e os últimos 15 minutos do Éder Luís são para deixar o torcedor vascaíno bastante animado. Por outro lado, a atuação da dupla de ataque Borja/Val Baiano, a sensação de que este ataque deverá aparecer mais vezes e a terceira partida seguida sem vitória são para deixar o torcedor rubro-negro, que espera a classificação para a Libertadores, com a pulga atrás da orelha.
TRÊS TOQUES…
- Como estava assistindo ao clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, não consegui ver a reestréia do Maicosuel pelo Fogão. Entretanto, e apesar da que deve ter sido mais uma grande atuação do Jóbson, é impossível não associar o retorno do Maicosuel aos gramados com o reencontro do Botafogo com as vitórias. A última vitória do “Glorioso” havia ocorrido na 3ª rodada, mas a volta do “Mago” promete ser o início de um novo campeonato os comandados do Joel Santana.
- Falando em reestréias, Washington voltou com tudo para o Fluminense. Aproveitando a brecha deixada pela contusão do titular absoluto Fred, o “Coração Valente” já retornou ao Fluzão jogando e fazendo gols. Inspiradíssimo, Washington soube aproveitar toda a genialidade do argentino Conca, balançou as redes duas vezes e ainda deu uma bela assistência para Emerson deixar sua marca. Foi essencial para o Tricolor voltar a comandar a tabela do Brasileirão.
- Corinthians, Internacional e Ceará, os componentes do G4 junto com o Fluzão, não venceram nesta 12ª rodada. Enquanto o Timão empatou com o Palmeiras em um clássico sem muitas emoções e o Colorado empatou com o também rival Grêmio, o Ceará seguiu sua derrocada após a saída do treinador PC Gusmão e perdeu para o São Paulo. Quem gostou destes resultados foi o Cruzeiro e o Avaí, que venceram e estão coladinhos na zona de classificação para a Libertadores.
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