segunda-feira, 30 de maio de 2011

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA

Este "Imigração e Futebol - O caso Palestra Itália" é um relevante documento histórico. O autor José Renato de Campos Araújo conta, com o detalhismo quantitativo de uma tese universitária, a relação entre a imigração de italianos para São Paulo e a fundação do Palestra Itália, o hoje conhecidíssimo Palmeiras. Boa leitura para os que curtem a história do Brasil, em geral, e do futebol, em particular.

Imigração e Futebol - O caso Palestra Itália
Autor: José Renato de Campos Araújo
Editora: Sumaré/FAPESP

domingo, 29 de maio de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 2ª RODADA








RESULTADOS
Botafogo 1 x 0 Santos
Internacional 0 x 1 Ceará
Avaí 1 x 3 Atlético Mineiro
São Paulo 1 x 0 Figueirense
Corinthians 2 x 1 Coritiba
Bahia 3 x 3 Flamengo
Atlético Parananese 0 x 1 Grêmio
Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras
Vasco 3 x 0 América Mineiro
Atlético Goianiense 0 x 1 Fluminense

ARTILHEIRO
3 GOLS
Bernardo (Vasco)
2 GOLS
Bottineli (Flamengo)
Jobson (Bahia)
Leonardo Silva (Atlético Mineiro)
Lucas (São Paulo)
Magno Alves (Atlético Mineiro)
Ronaldinho (Flamengo)

Atlético Goianiense 0 x 1 Fluminense – Serra Dourada, Goiânia (GO)

Longe de uma grande atuação, o Fluminense venceu o Atlético Goianiense pelo placar mínimo e conquistou os seus primeiros pontos no Brasileirão. O destaque tricolor foi Deco, que correu, marcou, deu bons passes e cobrou o córner que originou o gol da vitória.

Depois de bater o Coritiba em pleno Couto Pereira na estréia da competição, o Atlético Goianiense entrou em campo na expectativa de uma segunda vitória. Para isso, o treinador PC Gusmão, que ano passado teve um início de Brasileirão avassalador com o Ceará, organizou a equipe no 4-3-1-2, com: Márcio, Adriano, Gilson, Anderson e Thiago Feltri; Ramalho, Agenor e Pituca; Vitor Júnior; Felipe e Marcão. Pelo lado do Fluminense, no jogo que marcou a despedida do treinador interino Enderson Moreira, a mais de dois meses no cargo, a expectativa era de recuperar os pontos perdidos em casa no jogo contra o São Paulo. Escalado em um 4-2-2-2, o Flu veio para o jogo com: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Júlio Cezar; Edinho e Valencia; Conca e Deco; Rodriguinho e Fred.

Com certa autoridade, o Atlético iniciou o duelo com boas trocas de passes e total domínio da posse de bola, o que deixou o Fluminense um pouco perdido. No entanto, aos 12 minutos, em uma prova de que no futebol atual a bola parada é de suma importância, Deco bateu escanteio no primeiro pau, Valencia desviou e Leandro Euzébio livre, leve e solto só teve o trabalho de empurrar a redonda para o fundo das redes. À primeira vista, a vantagem no placar fez bem ao Flu, que poderia ter ampliado o escore em arremates do Conca e do Mariano, ambos aos 21 minutos. Porém, não foi o que ocorreu e a equipe goiana logo passou a dominar as ações ofensivas.

Durante a segunda metade do 1º tempo e até o minuto 30 da etapa final, o Fluminense se preocupou apenas em se defender. Com jogadores do quilate de Deco, Conca e Fred, o Tricolor poderia ter adotado uma estratégia diferente para aproveitar a vitória parcial. Já o Atlético, como não poderia deixar de ser, aproveitou o recuo excesivo do rival e partiu em busca do empate, esbarrando, porém, nas próprias limitações técnicas. As únicas tramas ofensivas de destaque foram iniciadas pelo Vitor Júnior, mas não chegaram a levar perigo real à meta defendida Ricardo Berna. O centroavante Marcão, para se ter uma idéia, só arriscou o primeiro chute nos acréscimos.

Nos últimos 15 minutos da partida, o Flu se fez um pouco mais presente no campo ofensivo e, com isso, encontrou mais facilidade para garantir os três pontos. O Fluminense como um todo e, particularmente, o argentino Conca, ainda estão muito longe do futebol apresentado na campanha vitoriosa de 2010. Contudo, esta vitória fora de casa tem bastante importância no sentido de acalmar um pouco os ânimos nas Laranjeiras e preparar um melhor o terreno para a chegada do Abel Braga.

TRÊS TOQUES!

- A última semana havia começado da pior maneira possível para o torcedor botafoguense, com uma péssima atuação e a consequente derrota para o Palmeiras. Porém, o vento trocou de lado durante a semana e, depois de anunciar a ótima contratação do volante Renato, o “Glorioso” venceu os reservas do Santos no sábado e conquistou seus primeiros pontos no Brasileirão.

- Se existiam dúvidas sobre a qualidade do elenco vascaíno para o restante da temporada, elas perderam muito de sua força. Com duas convincentes vitórias (3 x 1 sobre o Ceará e 3 x 0 sobre o América Mineiro), o “Expressinho”, time comandado pelo artilheiro do torneio, Bernardo, e cujo único titular é o goleiro Fernando Prass, alcançou, simplesmente, a liderança do Brasileirão – ao lado do Atlético Mineiro.

- Em um duelo onde os renegados foram destaques, Flamengo e Bahia fizeram um animado confronto em Pituaçu. Pelo lado rubro negro, o sempre contestado Egídio teve aquela que foi, sem dúvidas, sua melhor atuação no ano. Além de uma atuação irretocável defensivamente, Egídio havia marcado o gol que dava a vitória parcial de 3 x 2 para o Flamengo. No entanto, aos 44 minutos do 2º tempo, o atacante Jobson, recentemente descartado por Atlético Mineiro e Botafogo, marcou seu segundo na partida e selou o empate.

NO CLICK DA GALERA


Rafael "Pagode" e Rubens felizes da vida em São Januário!

sábado, 28 de maio de 2011

UEFA CHAMPIONS LEAGUE 2011 - FINAL - BARCELONA X MANCHESTER UNITED

Barcelona 3 x 1 Manchester United – Wembley, Londres (ING)

Simplesmente espetacular! Com uma superioridade incomum para uma decisão de UEFA Champions League, o Barcelona deu um show de bola, massacrou o Manchester United no lendário estádio de Wembley e conquistou o seu quarto caneco da principal competição interclubes do “Velho Continente”.

Na busca pelo terceiro título europeu nos últimos cinco anos, Pep Guardiola, como era de se esperar, mandou o Barcelona a campo organizado no já costumeiro 4-3-3, com: Valdés, Daniel Alves, Mascherano, Piqué e Abidal; Xavi, Busquets e Iniesta; Villa, Messi e Pedro. Pelo lado do Manchester United, Alex Ferguson também decidiu manter o time que vinha atuando no torneio e os “Red Devils” iniciaram o duelo esquematizados no 4-4-2, com: van der Sar, Fábio, Ferdinand, Vidic e Evra; Valencia, Carrick, Giggs e Park; Rooney e Chicharito.

Nos primeiros minutos após o apito inicial, o Manchester United adiantou o posicionamento e com uma marcação pressão muito eficiente conseguiu impedir o Barcelona de trocar os passes que tanto gosta. No entanto, esta estratégia inglesa não tardou a ir por água abaixo. Comandado pelos passes certeiros do cerebral Xavi e pelas arrancadas do genial Messi, o Barcelona tomou as rédeas da partida e passou a criar uma oportunidade de gol atrás da outra, abrindo o placar aos 26 minutos em assistência precisa e preciosa do Xavi para para o Pedro.

Poucos minutos depois ter buscado a pelota no fundo da própria rede, para ser mais exato aos 33 minutos, o Manchester United conseguiu pela única vez na partida mostrar a força de seu sistema ofensivo quando Rooney arrancou pela direita, tabelou com o Carrick e com o Ryan Giggs e marcou um belíssimo gol. Este empate alcançado ainda no 1º tempo poderia ter dado mais confiança ofensiva para os ingleses, porém não foi o que ocorreu.

Do primeiro ao ultimo giro do relógio após o intervalo, o Barcelona foi superior ao rival. A muralha que foi a retaguarda inglesa durante toda a competição parecia uma muretinha feita com peças de lego diante do poder catalão. Em nenhum momento desta 2ª etapa, van der Sar, que fazia sua última partida como profissional, Vidic e Ferdinand pareceram a defesa que chegou até a decisão sem ter sofrido sequer um gol como visitante. Culpa do Messi, que com seu futebol de outro mundo fez o que quis em campo. Habilidade, velocidade, tranqulidade, precisão, poder de decisão… É tanta qualidade que fica até difícil acreditar que cabe tudo em menos de 1,70m.

Com Messi infernal, os gols catalães surgiram naturalmente. O primeiro foi do próprio argentino, que entre cinco adversarios estáticos e que pareciam com medo de dar o combate arrematou de fora da área e contou com o pulo atrasado do van der Sar para recolocar o Barça na liderança logo aos 8 minutos. Depois, Messi fez um salseiro incrível pela ponta direita e a redonda sobrou com David Villa, que com enorme categoria deu um chute perfeito de fora da área e aposentou de vez o goleiro van der Sar.

Sem um pingo de forças para buscar o resultado, restou ao Manchester esperar o fim do jogo e torcer para o Barça tirar o pé do acelerador, o que para felicidade inglesa foi o que ocorreu. Não importa qual análise for feita neste duelo – física, pscicológica, tática ou técnica – a equipe azul-grená foi assustadoramente superior ao adversário. Prefiro esperar mais para afirmar que este Barcelona é o maior time de todos os tempos, como alguns – muitos – andam dizendo. No entanto, é inegável que está entre os maiores de todos.

¡CONGRATULACIONES, BARCELONA!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

UMA IMAGEM...




A "Enciclopédia do Futebol", Nilton Santos, então técnico do Botafogo, persegue furiosamente o Armando Marques, insatisfeito com a atuação do árbitro em um duelo contra o Atlético Mineiro. Foto de José Santos que venceu o Prêmio Esso de 1972.

COPA DO BRASIL 2011 - SEMI FINAL

Avaí 0 x 2 Vasco – Ressacada, Florianópolis (SC)

Tá na final! Com um 1º tempo de encher os olhos e um 2º de grande maturidade, o Vasco bateu o Avaí em plena Ressacada e vai disputar o caneco da Copa do Brasil contra o Coritiba.

Para o duelo que poderia colocar o Avaí como o terceiro clube de Santa Catarina a disputar uma decisão de Copa do Brasil – os outros foram o Campeão Criciúma, em 1991, e o vice Figueirense, em 2007 – o treinador Silas mandou a campo uma equipe organizada no 3-1-4-2, com: Renan; Gustavo Bastos, Cássio e Revson; Marcinho Guerreiro; Romano, Acleisson, Marquinhos e Julinho; Marquinhos Gabriel e Willian. Já o Vasco, que buscava sua segunda final de Copa do Brasil, adentrou o gramado esquematizado no já costumeiro 4-3-1-2, com: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramón; Eduardo Costa, Rômulo e Felipe; Diego Souza; Eder Luís e Alecsandro

O Vasco não tinha opção e precisava partir em busca de gols. No entanto, nem o mais otimista cruz-maltino esperava que o time jogasse um 1º tempo de tamanha qualidade. E muito da espetacular atuação vascaína nos primeiros 45 minutos se deve ao gol alcançado logo no início da partida. O relógio marcava apenas 3 minutinhos quando Felipe alçou a pelota na área e o zagueiro avaiano Revson desviou contra o próprio patrimônio. A vitória parcial, que garantia a classificação para a finalíssima, deu ao Vasco a tranquilidade necessária para jogar uma bola redondinha.

Logo após abrir o placar, o Vasco não tirou o pé do acelerador e permaneceu dando trabalho ao ótimo goleiro Renan. A mais poderosa arma vascaína durante os primeiros 15 minutos do duelo foi o Eder Luís, que infernizou o sistema defensivo rival e quase marcou um lindo gol após tabelinha com o Eduardo Costa. Depois deste início explosivo do “Gigante da Colina”, o Avaí até tentou se recuperar na partida e conseguiu criar uma boa oportunidade de empatar o placar com o ala-esquerda Julinho. Porém, o Vasco voltou a engatar a quinta marcha e as chances de gols passaram a surgir com uma naturalidade impressionante. Pela direita com o lateral Allan e com o incansável Eder Luís – que encontrou o Alecsandro livre, leve e solto na área para arrematar por cima do gol – pela esquerda com o Ramón e em chutes longos do Felipe e do Eder Luís, o Vasco era um verdadeiro “Trem-Bala” e as belas tramas logo resultaram no segundo gol. E, amigos, foi um golaço! Alecsandro arrancou por entre a esburacada defesa avaiana e deu um lindo e milimétrico passe para Diego Souza, com enorme categoria, tocar por cima do goleiro Renan. Nem mesmo um bom chute do Julinho na trave acordou o Avaí, e o Vasco ainda poderia ter ampliado o escore em arremates do Allan e do Ramón.

Para a 2ª etapa, o Cruz-maltino tinha uma enorme vantagem, já que o Avaí precisaria virar a partida se quisesse a classificação. Sendo assim, com o regulamento debaixo do braço, o Vasco diminuiu um pouco do ímpeto de antes do intervalo, até porque seria fisicamente impossível mantê-lo, e, mesmo em um ritmo mais lento, ainda conseguiu acertar a trave por duas vezes em menos de 15 minutos, uma em chute do Ramón e falha do Renan e outra após linda jogada do Diego Souza. Ainda está difícil descobrir quem se deu melhor com a chegada de Diego Souza ao Vasco, se o clube ou o jogador. Como a afinidade entre eles foi rápida! Do minuto 15 até o apito final, o confronto apresentou um Vasco com maturidade para controlar a partida e um Avaí tentando, na base do desespero e sem sucesso, arquitetar alguma jogada ofensiva de qualidade. Vale ressaltar aqui o ótimo desempenho do sistema defensivo vascaíno, principalmente o zagueiro Dedé e o volante Eduardo Costa, que facilitou – e muito! – o trabalho do goleiro Fernando Prass. Já nos minutos finais, o Diego Souza ainda resolveu coroar sua grande atuação aplicando um chapéu maravilhoso no Marcinho Guerreiro em um lance que terminou com a arbitragem anulando, por impedimento, o que seria o terceiro gol vascaíno.

O apito final parece ter tirado um peso enorme das costas dos vascaínos, que comemoraram com enorme alegria a classificação para a decisão. E, convenhamos, depois do show de bola que deram na Ressacada eles tinham mesmo que comemorar. Alguns vão dizer que o Vasco ainda não venceu nada, que está apenas na decisão. E eu respondo: estar na decisão é um fato para ser comemorado. Na hora certa, o Ricardo Gomes, que pegou um Vasco com o psicológico em frangalhos e vem fazendo um trabalho notável, saberá devolver ao time a concentração necessária para enfrentar o Coritiba na final.

terça-feira, 24 de maio de 2011

PAPO CABEÇA - QUE VENÇA O ESPORTE!

“No esporte não ha, não pode haver questão de nacionalidade”
O Estado de São Paulo, 16/10/1920

“Quando numa sociedade sportiva, os socios que a ella pertencem se acham revestidos dos seus uniformes, desapparece qualquer distincção de casta”
O Estado de São Paulo, 15/05/1916




Houve um tempo onde no planeta bola existia todo o tipo de segregação. Tomando o Brasil como exemplo, nas primeiras décadas do futebol aqui jogado existiram clubes que nada mais eram do que colônias inglesas, como o São Paulo Athletic Club, do Charles Miller, que era conhecido como British Club ou Clube dos Ingleses, e o Rio Cricket and Athletic Association, do Rio de Janeiro, que da fundação à extinção nunca contou com um brasileiro sequer em seu plantel.

A segregação racial também não ficava de fora, pelo contrário, talvez fosse a mais presente de todas, como espelha a convocação da Seleção Brasileira que disputou o Sul-Americano de 1925. Para o torneio sediado em Buenos Aires, nosso escrete foi intencionalmente convocado para não contar com negros. O onze brasileiro era formado por um mulato e dez brancos. O mulato era Arthur Friedenreich, de olhos verdes e que demorava horas arrumando o cabelo para parecer mais branco.

Além do país de origem e da cor, outro tipo de segregação encontrada aqui no Brasil era a social. O futebol brasileiro era de tamanha forma elitizado, que em meados da década de 10 a Associação Metropolitana de Sports Athleticos (AMSA), entidade que organizava o futebol no Rio de Janeiro, proibiu a participação de operários nos clubes a ela afiliados, em mais uma tentativa de impedir a democratização do esporte.

Apesar de em estádios pelo mundo afora ainda vermos atos racistas com certa frequência, me parecia que a segregação no futebol por parte das instituições que regem o esporte já houvesse sido sepultada. No entanto, eis que em uma recente reunião da Federação Francesa de Futebol (FFF) surge a proposta de limitar a 30% a presença de jovens descendentes de árabes e africanos nas academias de futebol sob o comando da entidade. Até o momento não consegui descobrir o que é mais chocante: a proposta em si ou o fato de ela ter surgido na França, país que conquistou a Copa do Mundo de 1998 com uma equipe que, apesar das críticas da extrema-direita, entrou para a história como exemplo de multirracialidade.

Creio que ainda esteja viva na cabeça da maioria dos amigos aquela Seleção Francesa que venceu o Brasil na final do Mundial de 1998 com Thuran, Desally e Viera, nascidos, respectivamente, em Guadalupe, Gana e Senegal, além de ninguém menos do que Zinedine Zidane, descendente de argelinos e considerado por muitos o maior futebolista francês de todos os tempos.

Com mais de um século de história, o futebol sempre esteve em contato com ideais políticos e econômicos. No entanto, sempre que a essência do futebol se vê ofuscada por estes ideais citados ele sai derrotado. O maior benefício que o esporte, em geral, e o futebol, em particular, pode trazer para a sociedade é a propagação do conceito de igualdade. No campo, todos os jogadores estão sujeitos às mesmas regras. Nas arquibancadas, os torcedores esquecem suas diferenças, sejam elas quais forem, e, uníssono, cantam por um mesmo objetivo.

Apesar de saber que o preconceito continuará presente, de uma forma ou de outra, no esporte bretão, acredito que esta proposta esdrúxula surgida na França não conseguirá vencer o futebol. Porém, é preciso mais do que somente chutar esta idéia para escanteio. É preciso dar um cartão vermelho para cada um que esteve naquela sala de reunião e defendeu tamanha falta de respeito ao esporte.