quinta-feira, 9 de junho de 2011

VASCO - CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL 2011

Coritiba 3 x 2 Vasco – Couto Pereira, Curitiba (PR)


Que jogo! Em duelo emocionante e só decidido no apito final, o Vasco, no critério dos gols fora de casa, conquistou a primeira Copa do Brasil de sua história. Com o título, o Gigante da Colina é o primeiro clube brasileiro a garantir vaga na Taça Libertadores de 2012.


O Coritiba jogava para repetir 1985, quando conquistou o Brasileirão, seu único caneco de relevância nacional. Sem poder contar com o avante Anderson Aquino, suspenso, o treinador Marcelo Oliveira adotou uma postura cautelosa e esquematizou a equipe no 4-3-2-1, com: Edson Bastos; Jonas, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Marcos Paulo, Willian e Léo Gago; Davi e Rafinha; Bill. Na busca pelo primeiro título na elite nacional desde a Copa João Havelange de 2000, o Vasco entrou em campo organizado pelo Ricardo Gomes no já costumeiro 4-3-1-2, com: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramón; Eduardo Costa, Rômulo e Felipe; Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro.


Se havia algo que o Vasco não podia fazer no início desta partida decisiva era se postar defensivamente e exagerar nos chutões para frente. Pois foi justamente o que ocorreu. Durante os primeiros 12 minutos, o Vasco apenas se defendeu, não conseguiu arquitetar sequer uma jogada e deixou o Coritiba ganhar o domínio territorial. Porém, se o máximo que o Coxa conseguiu neste período foi um bom arremate longo do Jonas, o Vasco precisou de apenas alguns segundos no ataque para abrir o placar, quando Diego Souza encontrou Eder Luis pela direita e o veloz ponta vascaíno deu perfeita assistência para Alecsandro sacudir o filó. O Coritiba acusou o golpe e o Vasco poderia ter se aproveitado para tomar as rédeas da partida, contudo, sem trabalhar a posse de bola, o Cruz-Maltino viu o rival recolocar fogo no jogo com dois gols surgidos de bolas alçadas na área pelo flanco esquerdo. Na primeira, aos 29 minutos, o lateral Jonas tocou de cabeça para a pequena área e Bill, entre Dedé e Anderson Martins, escorou para o fundo do gol. Depois, já aos 42, Davi aproveitou rebote de um arremate do Rafinha e, sem nenhuma marcação, finalizou com força para virar o escore.


O jogo voltou do intervalo com um Vasco mais acuado do que nunca e um Coritiba que só pensava em atacar. Foi então, neste panorama, que Eder Luis, o melhor homem em campo, chutou com efeito de fora da área e contou com a colaboração do goleiro Edson Bastos para empatar a decisão e silenciar os torcedores alviverdes. Com o placar igual e o Coritiba na necessidade de marcar dois gols o jogo deve ter esfriado, certo? Que nada! O treinador Marcelo Oliveira colocou Eltinho e Marcos Aurélio em campo e partiu para o tudo ou nada. Resultado: aos 21 minutos, o volante Willian mandou um tijolo de fora da área e marcou um Golaço, assim mesmo, com “G” maiúsculo. Com pouco mais de meia hora por jogar, a tensão era palpável no Couto Pereira. O nervosismo era tamanho que o Vasco não conseguia fazer nada além de chutar a pelota para onde o nariz apontava, enquanto o Coritiba só tinha condições psicológicas para cruzar bolas na área, de qualquer canto do gramado. A imagem que espelha a finalíssima é a de Felipe e Diego Souza, após serem substituídos, sentados, fora do banco de reservas, com as cabeças escondidas no capuz do casaco, sem forças para assistir ao final da partida. No fim das contas, o Coritiba não conseguiu transformar a pressão realizada na base do abafa no gol do título e o Vasco, que ainda teve duas oportunidades de gols em arrancadas do incansável Eder Luis, pôde, enfim, soltar o grito de “É Campeão!!!”.


Depois das três derrotas seguidas para times de menor investimento no início da Taça Guanabara, não havia quem apostasse um tostão no futuro do Vasco. Pois vejam como é o futebol: hoje, o Cruz-Maltino conta com um elenco de qualidade, jogadores do quilate de Fernando Prass, Dedé, Felipe, Diego Souza e Eder Luis, um treinador que caiu como uma luva em São Januário, Juninho Pernambucano de malas prontas para retornar e uma imensa torcida bem feliz.


PARABÉNS, VASCÃO!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

DESPEDIDA DO RONALDO "FENÔMENO" - BRASIL X ROMÊNIA

Brasil 1 x 0 Romênia – Pacaembu, São Paulo (SP)


15 minutos. Este foi o tempo que Ronaldo permaneceu em campo e, apesar das oportunidades de gols desperdiçadas, contribuiu, com seu inadjetivável posicionamento e capacidade de empolgar a equipe, para o melhor período da Seleção Brasileira no amistoso diante da Romênia.


Cada brasileiro presente no Pacaembu ou em frente à televisão assistiu aos primeiros 30 minutos do amistoso contra a Romênia com o relógio na contagem regressiva. O Brasil apresentou, neste período inicial, um futebol mais solto e ofensivo do que aquele diante da Holanda, até pela maior fragilidade do rival, e comandado pelo trio Neymar, Jadson e Robinho conseguiu abrir o placar em gol do Fred. No entanto, todo o planeta bola queria ver Ronaldo em campo. E foi demais! Neymar e Robinho se empolgaram e tentaram de tudo quanto é maneira dar um gol de presente ao Ronaldo. E o Fenômeno teve três oportunidades, mas o goleiro Tatarusanu e a vontade excessiva de sacudir o barbante impediram o histórico gol. No intervalo, em discurso, Ronaldo agradeceu ao povo brasileiro pela companhia durante sua carreira e pediu desculpas por não ter conseguido marcar um gol nos 15 minutos que esteve em campo. Como se o MAIOR ARTILHEIRO DA HISTÓRIA DAS COPAS DO MUNDO precisasse pedir desculpas futebolísticas.


Com Nilmar no lugar do Fenômeno, o Brasil voltou para o 2º tempo. “Voltou?” – poderia perguntar ironicamente, já que os comandados de Mano Menezes retornaram com um futebol sonolento e a torcida não tardou a reclamar. Apesar de uma ou outra oportunidade de gol criada, a Seleção Brasileira passou toda a etapa final sem mostrar um pingo de qualidade. Podemos culpar o grande número de substituições, que colocou em campo um onze que nunca jogou e nunca mais vai jogar junto, mas o fato é que não é de agora que a Seleção do Mano Menezes está devendo.


No fim das contas, valeu pela festa e pela homenagem ao Ronaldo, pois como treino para a Copa América este duelo contra a Romênia passou longe de ser bem sucedido.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PAPO CABEÇA - ABERTURA DO FUTEBOL BRASILEIRO

Em termos econômicos, está cada vez mais claro o protagonismo brasileiro na América do Sul. E o futebol, como não poderia deixar de ser, está no raio de alcance desta evolução econômica. Cada vez mais os clubes nacionais buscam o mercado sul-americano para a reposição das peças perdidas para a Europa e o resultado pôde ser visto no último Brasilerão, quando os argentinos Montillo e Conca brigaram pelo posto de melhor jogador do torneio.

Agora, peço licença e convido os amigos a um exercício de imaginação. Vamos imaginar que um clube brasileiro, empolgado com o sucesso dos estrangeiros em nosso futebol, decida por contratar os 10 melhores “gringos” desta edição da Taça Libertadores – acreditem, em termos salariais isto seria totalmente plausível, pois há uma grande defasagem entre os salários pagos aqui e no resto do continente. O único obstáculo para que este nosso jogo de imaginação se torne real é a regra que permite cada clube convocar apenas três estrangeiros em cada partida. No entanto, amigos, esta regra pode estar com os dias contados.

Na última semana o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, declarou ser a favor do fim da limitação de jogadores estrangeiros sul-americanos nos clubes brasileiros e que acreditava que o Ricardo Teixeira, presidente da CBF, poderia ajudar na causa. Isso mesmo, caso o desejo de Noveletto se realize, nada impediria um clube brasileiro de entrar em campo com 11 argentinos. À primeira vista, sou contra esta possibilidade por dois motivos.

O primeiro deles se encontra no fato de que esta liberação favoreceria mais os times da região Sul do que os das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Por motivos culturais e climáticos, os jogadores sul-americanos tendem a preferir a região Sul ao restante do país. Esta afirmação ganha mais solidez quando lembramos que a proposta para o fim da limitação surgiu do presidente da FGF e que o Internacional conta com quatro estrangeiros em seu elenco (D’Alessandro, Guiñazu, Cavenaghi e Bolatti), mesmo tendo que deixar sempre um deles fora de cada jogo.

O segundo motivo pelo qual sou contra o fim da limitação está relacionado com o futuro das categorias de base em nossos clubes. Se hoje me dia, com as atuais condições de mercado, muitos clubes preferem ignorar os investimentos nas categorias de base e apostar em contratações, este panorama se ampliaria ainda mais sem o limite de estrangeiros.

No fundo, no fundo, não levo fé que esta proposta seja aceita. Nicolás Leoz, paraguaio e presidente da Conmebol, e Julio Grondona, presidente da AFA (Asociación del Fútbol Argentino), não permitiriam a aprovação de uma lei que enfraqueceria absurdamente o futebol do restante da América do Sul perante o brasileiro. E como o Ricardo Teixeira possui ambições no planeta bola, acredito que ele não estaria disposto a comprar esta briga com Leoz e Grondona.

domingo, 5 de junho de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 3ª RODADA





RESULTADOS
Palmeira 1 x 0 Atlético Paranaense
Fluminense 2 x 1 Cruzeiro
Ceará 2 x 2 Botafogo
Figueirense 2 x 0 Atlético Goianiense
Flamengo 1 x 1 Corinthians
Grêmio 2 x 0 Bahia
Coritiba 5 x 1 Vasco
Santos 3 x 1 Avaí
América Mineiro 2 x 4 Internacional
Atlético Mineiro x São Paulo – quarta-feira, 9 de junho

ARTILHEIROS – 3 GOLS
Anderson Aquino (Coritiba)
Bernardo (Vasco)

Flamengo 1 x 1 Corinthians – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

No jogo que marcou a despedida do ídolo Petkovic dos gramados, Flamengo e Corinthians empataram em 1 x1, no Engenhão. Durante os 45 minutos que esteve em campo, Pet mostrou a categoria de sempre e que vai deixar saudades.

Sem poder contar com seu melhor jogador na temporada, já que Thiago Neves está à disposição da Seleção Brasileira, o Flamengo entrou em campo com Petkovic no onze titular. Impossível não registrar a festa da torcida rubro negra na entrada de Petkovic, com um lindíssimo mosáico em homenagem ao sérvio. Taticamente, Luxemburgo decidiu por escalar o Fla no 4-2-3-1, com: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Egídio; Willians e Renato; Bottinelli, Petkovic e Ronaldinho; Wanderley. Pelo lado do Corinthians, que não queria saber de festa e só pensava em se manter na parte de cima da tabela, Tite também organizou a equipe no 4-2-3-1, com: Julio Cesar; Weldinho, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho e Ralf; Willian, Danilo e Jorge Henrique; Liédson.

O apito inicial apresentou um Corinthians mais ligado na partida e com menos de 10 minutos o “Timão” já havia tido três chances de abrir o placar, com Willian, Liédson e Jorge Henrique. O Flamengo até apresentava qualidade na troca de passes, principalmente com Ronaldinho e Petkovic, mas a maior impetuosidade corintiana deu resultado aos 19 minutos, quando o estreante lateral-direito Weldinho deixou o Egídio perdido e cruzou para Willian abrir o placar. A vantagem fez a equipe paulista adotar a estratégia de recuar para explorar os contra-golpes, mas esta não foi bem sucedida e o Flamengo ganhou o domínio territorial do jogo. Depois de quase empatar em excelente passe do Petkovic para o Wanderley, o Flamengo o fez, aos 39 minutos, em cobrança de falta que, apesar dos pedidos da torcida de “Pet! Pet! Pet!” foi cobrada com enorme precisão pelo Renato.

O intervalo foi de mais festa para o Petkovic, já que o sérvio não voltaria para a etapa final - o garoto Negueba entrou em seu lugar. Logo que o 2º tempo começou ambos os times chegaram perto do gol em cabeçadas do Renato e do Liédson que surgiram de cobranças de escanteio. Depois destes lances, contudo, o duelo diminuiu de ritmo, com o Flamengo sentindo falta da qualidade nos passes que o Pet deu no 1º tempo e o Corinthians preocupado apenas em segurar o empate. Entre os minutos 10 e 30 foram raras as tramas ofensivas bem arquitetadas por ambos os lados e vale destacar as péssimas atuações ofensivas do Léo Moura, que deve ter sentido a falta de ritmo, e do Jorge Henrique, importantes armas de suas equipes. Nos últimos 15 minutos o destaque maior ficou por conta de um chute longo do Ronaldinho que explodiu na trave e da estréia de um totalmente fora de forma Emerson “Sheik” pelo Corinthians. No fim, aos 42 minutos, o zagueiro Leandro Castán teve a última oportunidade de gol da partida, mas o placar terminou mesmo empatado.

Aqueles que acreditavam que o Flamengo não deveria homenagear o Pet em um “jogo de três pontos” viram um Fla melhor postado ofensivamente quando o sérvio esteve em campo. São muitos os jogadores que já vestiram a camisa 10 do Flamengo, mas poucos possuem a honra de poder dizer que é um legítimo “Camisa 10 da Gávea”. Apesar da recente história com o 43 as costas, Petkovic é um destes.

TRÊS TOQUES!

- No sábado, enquanto o centroavante Fred teve uma discretíssima atuação no empate mudo entre Brasil e Holanda, o seu substituto no Fluminense, Rafael Moura, fez os dois gols da vitória tricolor sobre o Cruzeiro. Mesmo sem ainda poder contar com o treinador Abel Braga, o Flu emplacou sua segunda vitória seguida. Parece que o Abelão vai encontrar um clima mais ameno do que esperava nas Laranjeiras.

- O “Expressinho” vascaíno saiu dos trilhos e foi goleado por 5 x 1 pelos reservas do Coritiba. Ricardo Gomes terá que trabalhar o psicológico do elenco para não deixar que este resultado influencie o ambiente para o jogo mais importante para o Vasco nos últimos anos: a decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, contra o mesmo “Coxa”.

- “Não temos hoje um grupo em condições de ser campeão brasileiro”. Amigos, eu não concordo nem em gênero, nem em número e nem em grau com esta frase dita pelo Falcão, treinador do Internacional. Falcão tem sim material para montar um time com condições de brigar pelo caneco. Neste domingo, mesmo sem poder contar com o lateral-esquerdo Kléber, o volante argentino Bolatti e o centroavante Leandro Damião, o Internacional goleou o América Mineiro com: Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Juan; Tinga e Guiñazu; Oscar e D’Alessandro; Cavenaghi e Zé Roberto. É ou não é um onze poderoso?

sábado, 4 de junho de 2011

AMISTOSO INTERNACIONAL - BRASIL X HOLANDA

Brasil 0 x 0 Holanda – Serra Dourada, Goiânia (GO)

Em mais uma fraca atuação diante de um rival de ponta do planeta bola, o Brasil empatou sem gols contra a Holanda e saiu de campo sob os gritos de “Timinho! Timinho! Timinho!”

Depois das derrotas para a Argentina e França, o Brasil esperava conseguir a primeira vitória sobre um dos tops do futebol mundial. Para isso, Mano Menezes organizou a equipe em um 4-3-3, com: Júlio César; Daniel Alves, Lúio, Thiago Silva e André Santos; Elano, Lucas Leiva e Ramires; Robinho, Fred e Neymar. Pela Holanda, que não sofre uma derrota desde a final da Copa do Mundo contra a Espanha, derrota esta que, por sinal, é a única do treinador Bert van Marwijk no comando da equipe, iniciou a partida esquematizada no 4-2-3-1 com: Krul; van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Pieters; de Jong e Strootman; Robben, Afellay e Kuyt; van Persie. Quatro dentre os brasileiros e seis dentre os holandeses estiveram presente no duelo válido pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010 que terminou com a “Laranja Mecânica” nos eliminando.

Depois de 10 minutos de jogo amarrado, o Brasil adiantou a equipe e ganhou o domínio do campo ofensivo. Entre os minutos 10 e 20 da 1ª etapa, o Brasil criou raízes no campo de ataque e a Holanda recuou todos seus jogadores para ajudar na marcação. No entanto, apesar do domínio territorial, o único lance brasileiro realmente perigoso não foi válido, pois o Robinho estava em posição irregular. Após este período, a Holanda cresceu no jogo e com velocidade e qualidade nos passes só não chegou às redes pois o Júlio César defendeu dois arremates do Afellay, o melhor homem em campo neste 1º tempo. Vale ressaltar, até para exemplificar o fraco desempenho ofensivo do Brasil nesta 1ª etapa, que o centroavante Fred não conseguiu finalizar sequer uma vez ao gol adversário.

O intervalo deve ter sido quente no vestiário brasileiro, pois a equipe voltou, apesar da mesma escalação inicial, com uma postura muito mais séria e em alta velocidade. Com Robinho pela esquerda, Neymar com mais liberdade para se movimentar e Elano projetado pelo flanco direito, a Seleção Brasileira criou, em menos de 15 minutos, nada menos do que cinco boas chances de abrir o placar. destaque para o Neymar, que obrigou o goleiro Krul a realizar duas difíceis defesas. Porém, a partir do minuto 18 o jogo praticamente não andou mais. O motivo? Os treinadores começaram a mexer a granel – foram cinco substituições de cada lado – e o jogo perdeu toda a intensidade. O Brasil ainda conseguiria mais uma boa finalização com o Neymar e um chute longo do Sandro, mas não foi o suficiente para conquistar a vitória. E vale dizer que se a Holanda forçasse um pouco poderia ter complicado a vida do Brasil, já que o Ramires, que depois de uma temporada péssima pelo Chelsea não merecia estar de titular da Seleção, foi expulso aos 33 minutos.

É mais do que sabido que não se deve comparar amistosos com jogos de campeonato. No entanto, para vencer uma Copa América sediada Argentina, a Seleção Brasileira precisará apresentar um futebol muito melhor do que este jogado contra os nossos algozes do último Mundial.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

UMA IMAGEM...


Existe gesto mais marcante na história do futebol?
foto: Domício Pinheiro

COPA DO BRASIL - FINAL - VASCO X CORITIBA

Vasco 1 x 0 Coritiba – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)

O Gigante da Colina venceu a primeira batalha. Em uma partida bastante equilibrada e com cara de decisão, o Vasco fez valer o mando de campo sobre o Coritiba e, com a vitória pelo placar mínimo, garantiu a vantagem de poder empatar o jogo de volta, no Couto Pereira.

Depois de mais de uma década, desde a Copa João Havelange de 2000, para ser mais exato, o Vasco não disputava uma decisão em São Januário. Para esta partida marcante, o treinador Ricardo Gomes, que não contou com os contundidos Ramón e Eder Luis, organizou o Vasco em um 4-3-2-1, com: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Eduardo Costa, Rômulo e Felipe; Diego Souza e Bernardo; Alecsandro. No Coritiba, primeiro time paranaense a chegar a uma final de Copa do Brasil, o treinador Marcelo Oliveira também decidiu por escalar uma equipe com três volantes – com o camisa 10 Davi fazendo o papel de volante pela esquerda. Sendo assim, o Coxa foi para o duelo esquematizado no 4-3-2-1, com: Edson Bastos, Jonas, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; William, Léo Gago e Davi; Rafinha e Anderson Aquino; Bill.

Os primeiros 45 minutos mostraram um confronto muito concentrado no meio-campo e com ambas as equipes apresentando dificuldade em criar jogadas ofensivas com profundidade suficiente para se transformar oportunidades de gols. O Vasco até se postou de maneira mais ofensiva que o “Coxa”, que preferiu apostar na estratégia de esperar o erro do rival e aproveitar a velocidade de seus homens ofensivos. Até os 20 minutos deste 1º tempo, o Vasco concentrou seus ataques pelo meio e conseguiu uma única boa jogada, quando o Felipe encontrou o Diego Souza que chutou para a defesa do Edson Bastos. Depois deste período, os ataques cruz-maltinos passaram a ocorrer pelos flancos, mas estes também se mostraram inférteis. Pelo Coritiba, destaque para o sólido sistema defensivo e para um chute longo do Bill que obrigou o Fernando Prass a realizar boa defesa.

Após o intervalo, tanto o Vasco quanto o Coritiba retornaram para o jogo com o mesmo onze inicial e, com apenas 5 minutinhos, o centroavante Alecsandro fez o “caldeirão” São Januário tremer. O gol surgiu de um cruzamento do lateral-direito Allan, que, diga-se de passagem, foi um jogador bastante acionado na 1ª etapa. Com a vantagem no placar, o Vasco ameaçou um recuo excessivo e, aos 16 minutos, permitiu ao Bill um perigoso arremate de dentro da área. No entanto, o Coritiba não apresentou poder suficiente para sufocar o Vasco, que por sua vez abdicava do ataque, e somente nos minutos finais as oportunidades de gols voltaram a surgir. Primeiro, Bernardo, que não conseguiu dar à equipe as alternativas ofensivas fornecidas pelo Eder Luis, cobrou falta que passou perto do travessão. Depois, nos últimos 5 minutos, foi a vez de o Coritiba viver seu melhor momento na partida. Momento este que só não foi convertido no gol de empate pois o zagueiro Demerson desperdiçou claríssima chance de sacudir o barbante, após ótima jogada do Rafinha, já nos acréscimos.

É claro, lógico e evidente que não está nada decidido na Copa do Brasil. Contudo, o próximo duelo, que será disputado no Couto Pereira, tem tudo para repetir o equilíbrio de São Januário e ser ainda mais nervoso. Com isso, a vantagem vascaína de poder empatar para levantar o caneco se torna ainda mais relevante.