domingo, 10 de julho de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 9ª RODADA







RESULTADOS
São Paulo 2 x 1 Cruzeiro
Vasco 2 x 0 Internacional
Atlético Paranaense 0 x 0 Avaí
Fluminense 0 x 1 Flamengo
Grêmio 2 x 0 Coritiba
Atlético Goianiense 0 x 1 Corinthians
Bahia 1 x 1 Botafogo
Palmeiras 3 x 0 Santos
Atlético Mineiro 2 x 0 América Mineiro
Figueirense 1 x 1 Ceará

ARTILHEIROS
6 Gols
Montillo (Cruzeiro)
5 Gols
Alessandro (América Mineiro)
Elkeson (Botafogo)
Oscar (Internacional)
Ronaldinho (Flamengo)

Fluminense 0 x 1 Flamengo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Em um Fla-Flu agitado e indefinido até o apito final, o invicto Flamengo, com gol do volante Willians, conquistou sua quarta vitória seguida no Brasileirão e se manteve na vice-liderança do torneio.

Na primeira partida após a saída do grande ídolo Conca, e ainda sem poder contar com Deco, Mariano e Fred, o Fluminense entrou em campo organizado pelo treinador Abel Braga no 4-2-2-2 com: Diego Cavalieri; Diogo, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Diguinho e Edinho; Souza e Marquinho; Ciro e Rafael Moura. Pelo lado do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo conseguiu repetir a escalação da vitória sobre o São Paulo e o Rubro Negro foi para o clássico esquematizado no 4-3-1-2 com: Felipe; Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Junior Cesar; Willians, Aírton e Renato; Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid.

O Fluminense iniciou o duelo ligado no 220 volts e, em menos de 15 minutos, criou nada menos do que três oportunidades de abrir o placar, todas elas com o veloz e perigoso Ciro, um tormento na vida do experiente Ronaldo Angelim. Após este período inicial de domínio tricolor, o Flamengo melhorou sua postura em campo, principalmente pela maior participação do Ronaldinho nas ações ofensivas. No entanto, foi o Fluminense que novamente esteve perto das redes quando, aos 24 minutos, Carlinhos alçou a pelota na área e Rafael Moura, com um leve desvio, carimbou a trave. Entre os minutos 30 e 40, o confronto se tornou equilibrado e pobre em oportunidades ofensivas, porém, nos últimos minutos, o Flamengo conseguiu pressionar o rival e, após bela jogada organizada por Ronaldinho, Júnior César e Thiago Neves, chegou ao gol em cabeçada do Willians. Menos faltoso do que o normal e responsável pelo gol da vitória rubro negra, Willians teve uma grande atuação e merece ser considerado o melhor jogador do clássico.

Após o intervalo, o Fluminense voltou mais produtivo ofensivamente e em duas perigosas cobranças de falta do Souza e uma cabeçada do Rafael Moura, que obrigou o goleiro Felipe a realizar sensacional defesa, quase chegou ao empate. Diante deste domínio tricolor das ações ofensivas, Luxemburgo, aos 17 minutos, sacou o improdutivo Deivid e colocou o impetuoso Negueba, na busca por aumentar o poder do Fla nos contra-golpes. O resultado da entrada do Negueba foi bastante positivo para o Fla, que além voltar a dar trabalho ao sistema defensivo adversário, escapou da pressão que sofria desde o início da etapa. Nos últimos 15 minutos do clássico, o Fluminense, com quatro atacantes em campo – Rafael Moura, Ciro, Rodriguinho e Matheus Carvalho – mas sem nenhum jogador capaz de organizar tramas ofensivas de qualidade, foi com tudo em busca do empate. Em ordem cronológica, o Flu conseguiu um arremate cruzado do Rodriguinho, após falha do pouco inspirado e muito violento Aírton, e uma cabeçada do Ciro, mas estas oportunidades não foram suficientes para mudar o escore.

Cada vez mais organizado dentro de campo, o Flamengo começa a apresentar o futebol esperado por aqueles que o consideram um dos favoritos ao caneco nacional, o que não significa que não precise de reforços. Falando em reforços, não acredito que o Fluminense conseguirá encontrar, dentro do atual elenco, um jogador capaz de liderar a equipe tecnicamente, papel realizado com maestria pelo argentino Conca no Brasileirão de 2010.

TRÊS TOQUES!

- No retorno de Juninho Pernambucano a São Januário, o Vasco conseguiu uma Vitória – assim mesmo, com V maiúsculo – diante do Internacional, que não perdia um jogo desde a 2ª rodada no torneio e se encontrava no G4. Por outro lado, o Botafogo novamente empatou em 1 x 1, desta vez contra o Bahia, e perdeu a oportunidade de terminar a rodada entre os quatro primeiros colocados. A ironia ficou por parte do autor do gol de empate dos baianos, o ex-botafoguense Fahel, jogador que, quando atuava pelo Fogão, era um dos principais alvos das vaias da torcida.

- Semi finalistas da Copa do Brasil, Avaí e Coritiba vivem péssimo momento neste início de Brasileirão. A situação do Avaí é até compreensível, já que o treinador Silas, o goleiro Renan e o meia Marquinhos, importantes nomes, deixaram o clube desde o fim da Copa do Brasil. Já o que ocorre com o Coritiba, que nesta 9ª rodada perdeu sua quinta partida, é mais difícil de se entender. O futebol apresentado pelo Coxa na Copa do Brasil o credenciava a uma melhor campanha.

- A rodada foi perfeita para o “Trio de Ferro”Paulista. No sábado, o São Paulo decretou o fim da invencibilidade do Cruzeiro de Joel Santana. Já no domingo, o Corinthians conquistou sua sétma vitória em oito jogos, desda vez diante do Atlético Goianiense, e o Palmeiras sapecou 3 x 0 em um Santos que, sem Neymar, Ganos e Elano, é um time apenas comum.

sábado, 9 de julho de 2011

COPA AMÉRICA 2011 - BRASIL 2 X 2 PARAGUAI

Brasil 2 x 2 Paraguai – Estádio Mario Alberto Kempes, Córdoba (ARG)

Novamente sem apresentar um futebol de qualidade, a Seleção Brasileira suou litros para somente empatar com o Paraguai, pela 2ª rodada do Grupo B da Copa América. Diferente do que muitos pensavam, o duelo contra o Equador, na próxima quarta-feira, será de vida ou morte para os comandados de Mano Menezes.

Na busca pela primeira vitória na Copa América e por uma atuação convincente, o treinador Mano Menezes decidiu barrar o já habituado com a “Amarelinha” Robinho e mandou a Seleção a campo organizada em um 4-2-2-2 com: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Ramires e Lucas Leiva; Jádson e Ganso; Neymar e Pato. Pelo lado do Paraguai, que não está na Copa América a passeio, o técnico Gerardo Martino escalou uma equipe bem organizada taticamente no 4-5-1 com: Villar; Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres; Vera, Riveros, Ortigoza, Santa Cruz e Estigarribia; Barrios.

Durante os primeiros 15 minutos do duelo, o Brasil conseguiu apresentar um futebol ainda pior do que aquele jogado diante da Venezuela. Tratando a redonda com desprezo, ignorando o jogo pelo meio-campo e abusando dos chutões para frente, o Brasil passou todo este período inicial mais perdido em campo do que cupim em metalúrgica. O Paraguai, que quase abriu o placar logo aos 2 minutos com Roque Santa Cruz, era o oposto, ou seja, uma equipe muito bem organizada taticamente onde todos os jogadores sabiam seus papéis. Aos 18 minutos, Ganso e Jádson conseguiram uma boa trama e a primeira boa jogada brasileira surgiu, mas, por preciosismo, Pato decidiu driblar o goleiro e perdeu a oportunidade.

Este lance, porém, não serviu para animar o Brasil, que permaneceu com um futebol cheio de equívocos, enquanto o Paraguai, apesar de ter diminuído o volume ofensivo, continuava tranquilo em campo. Quando o relógio alcançou o minuto 38, o volante Ramires teve um surto de força de vontade, brigou muito pela pelota e o meia Jádson – que estava a quilômetros de fazer uma boa partida – acertou um arremate longo e marcou o primeiro gol do Brasil na Copa América.

O gol de vantagem poderia ter dado ao Brasil a tranquilidade necessária para, enfim, começar a apresentar um futebol de qualidade. No entanto, esta tranquilidade se deu origem a uma atuação desleixada e desatenciosa. Resultado: com menos da metade da 2ª etapa o Paraguai já havia virado o escore, com gols de Santa Cruz e de Haedo Valdez, ambos pela direita da defesa brasileira, lado por onde Daniel Alves realizou sua pior apresentação que me lembro de ter visto. Vale ressaltar aqui a atuação gigante do Roque Santa Cruz, responsável não só pelo primeiro gol paraguaio e pelo passe para o segundo, mas também por uma ajuda defensiva digna dos mais valorosos aplausos. Centroavante de origem, Santa Cruz atuou aberto pelo flanco direito e auxiliou – muito! – o sistema defensivo, além de ganhar diversas bolas aéreas alçadas sobre a área paraguaia.

Na tentativa de propiciar um pingo de força ofensiva para o Brasil, que via a dupla Neymar/Pato apresentar um futebol irreconhecível e um Ganso pouca coisa melhor, Mano Menezes colocou o são-paulino Lucas em campo, substituição que em nada alterou o panorama da partida. Somente com a entrada de Fred, jogador mais preocupado em marcar gols do que em realizar tabelinhas vistosas ou dribles infrutíferos, que o Brasil conseguiu uma trama efetiva, quando, aos 44 minutos, o centroavante do Fluminense aproveitou passe de Ganso e sacudiu o filó.

Após o apito final, me deu a sensação de que falta um tempo enorme para este grupo de jogadores, de reconhecida capacidade técnica, se transformar em uma equipe forte. Falta estrutura física para ganhar divididas e transformar o lance isolado do Ramires, que deu origem ao gol do Jádson, em algo corriqueiro, falta estrutura tática para a Seleção não parecer um rebanho de ovelhas sem pastor e conseguir organizar boas tramas ofensivas com mais freqüência, e, por fim, falta a estrutura psicológica necessária para vestir aquela que talvez seja a camisa mais pesada do futebol mundial.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

BATENDO BAFO - BRASIL 1970

Olá amigos do FUTEBOLA!

Diversão certa durante a infância, colecionar figurinhas sempre foi uma das sensações mais legais da garotada. As figurinhas de futebol, então, nem se fala. O prazer de abrir um pacotinho e tirar o seu grande ídolo era – e para muitos “velhinhos” ainda é – indescritível. E o orgulho de conseguir completar o álbum e sair com ele debaixo do braço mostrando para Deus e o mundo? Demais! Trocar as repetidas com os amigos, bater bafo, colar as favoritas no armário e ver a mãe reclamar que está estragando o móvel...

É pensando nestes sentimentos positivos que o FUTEBOLA, com imensa felicidade, apresentará, a partir de hoje, o “Batendo Bafo”. Espero que todos gostem. E não se esqueçam de que vocês são de casa e podem pedir qualquer time que queiram ver. Se estiver ao meu alcance, estará também ao seu.

Um grande abraço e divirtam-se com o primeiro grande esquadrão do “Batendo Bafo”, nada mais, nada menos, que a Seleção Brasileira Tricampeã do Mundo.

















CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 8ª RODADA







RESULTADOS
Internacional 1 x 0 Atlético Paranaense
Cruzeiro 2 x 0 Grêmio
Avaí 2 x 2 Bahia
Corinthians 2 x 1 Vasco
Ceará 3 x 0 Atlético Mineiro
Flamengo 1 x 0 São Paulo
QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO
Botafogo x Atlético Goianiense
Coritiba x Figueirense
América Mineiro x Palmeiras
QUARTA-FEIRA, 24 DE AGOSTO
Santos x Fluminense

ARTILHARIA
6 gols
Montillo (Cruzeiro)
5 gols
Oscar (Internacional)
Ronaldinho (Flamengo)

Corinthians 2 x 1 Vasco – Pacaembu, São Paulo (SP)

Nem mesmo um gol do ídolo Juninho Pernambucano logo no início da partida foi capaz de fazer o Vasco segurar o cada vez mais embalado Corinthians no Pacaembu. E, diferente da goleada sobre o rival São Paulo, quando Liedson deu um show e balançou as redes por três vezes, quem comandou a vitória corintiana foi a dupla de volantes Ralf/Paulinho.

Líder do Brasileirão e ainda invicto, o Corinthians entrou em campo sem o capitão Chicão e organizado pelo técnico Tite no já costumeiro 4-2-3-1 com: Júlio César; Welder, Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho e Ralf; Willian, Danilo e Jorge Henrique; Liedson. Pelo Vasco, a expectativa era a maior possível, já que o duelo marcaria a reestréia de Juninho Pernambucano pelo clube. Ainda sem saber a formação ideal da equipe com o “Reizinho da Colina”, o treinador Ricardo Gomes decidiu por manter o 4-3-1-2 e o Vasco entrou em campo com: Fernando Prass; Fágner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Juninho, Rômulo e Felipe; Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro.

Nem nos seus melhores sonhos o torcedor vascaíno imaginava um ínicio de jogo como o do Pacaembu. O juiz mal havia apitado pela primeira vez e o placar já apontava 1 x 0 para o Cruzmaltino, gol de falta assinado por ninguém menos do que Juninho Pernambucano. Alegria pura e genuína na torcida vascaína. No entanto, esta não duraria muito tempo. O motivo? O Vasco resolveu dar uma aula de como não se deve segurar uma vantagem. Pouco a pouco os cariocas recuaram e deram campo ao Corinthians, que com avanços pela esquerda e chutes longos começou a transformar o domínio territorial em oportunidades de gols, primeiro em arremate do Ralf e depois em uma cabeçada do Willian que Fernando Prass espalmou para escanteio de maneira espetacular. Na cobrança deste mesmo escanteio, aos 21 minutos, a redonda sobrou para o volante Ralf acertar uma bela finalização e empatar o escore. A virada corintiana viria aos 41 minutos, logo depois de o Vasco conseguir, em um avanço do Fagner, construir sua única boa jogada com a bola rolando em toda a etapa. O gol do Timão foi marcado pelo Paulinho, que não encontrou problemas para adentrar a área rival.

Impossível não destacar a atuação da dupla de volantes corintiana, que além de sólida na marcação foi responsável pelos dois gols da equipe. Não é de hoje que Ralf e Paulinho estão batendo uma bola redondinha. Ainda na 1ª etapa, o Vasco consegueria, novamente através da monstruosa qualidade do Juninho nas bolas paradas, chegar perto do empate, mas o goleiro Júlio César o evitou. Após o intervalo, do qual ambas as equipes voltaram com o mesmo onze inicial, o Vasco conseguiu melhorar ofensivamente em relação aos primeiros 45 minutos, o que, convenhamos, não era uma missão difícil. No entanto, a melhora não foi suficiente para as jogadas com a bola rolando surgirem, e a melhor chance de gol ocorreu em uma cobrança de falta do Juninho, aos 14 minutos, que o Alecsandro desviou rente à trave. O razoável crecimento vascaíno deu lugar a 10 minutos de um futebol equilibrado e sem criatividade, até que, aos 25, Tite decidiu trocar o Danilo pelo Alex. A evolução corintiana foi instântanea, e a equipe paulista, além de levar perigo ao Fernando Prass em chute do próprio Alex e em uma avançada do Welder, ganhou mais corpo ofensivo. No fim, Bernardo, que havia entrado no lugar do mais que apagado Diego Souza, acertou a trave – novamente em cobrança de falta! – mas a realidade é que o Corinthians não encontrou muitas dificuldades para segurar a vantagem na 2ª etapa.

Como toda moeda, a reestréia de Juninho pelo Vasco teve dois lados. O positivo está na força que o Vasco ganha nas bolas paradas, uma arma cada vez mais decisiva no futebol. Contudo, o time deu sinais de enfraquecimento defensivo, como mostrou o gol assinalado pelo Paulinho.

TRÊS TOQUES!

- A vitória do Flamengo sobre o São Paulo é daquelas para ser sempre utilizada como exemplo da linha tênue que separa o céu e o inferno no futebol. Apesar de invicto na competição, o Flamengo alcançou, na 5ª rodada, a marca de quatro empates consecutivos, o que só fez aumentar o volume das críticas à equipe, principalmente sobre o Ronaldinho e o treinador Luxemburgo. Pois bem, Ronaldinho evoluiu visivelmente, começou a mostrar parte do futebol que possui e o Flamengo chegou a sua terceira vitória consecutiva e à vice-liderança. Por outro lado, o São Paulo, que havia atingido a inédita marca de 5 vitórias nos primeiros 5 jogos do Brasileirão por pontos corridos, chegou, com esta derrota para o Flamengo, ao seu terceiro revés seguido, fato que nunca havia ocorrido com o clube na história dos pontos corridos.

- Tidos por muitos – inclusive por este que vos fala – como favoritos ao caneco nacional, Internacional e Cruzeiro começaram o Brasileirão mais pra lá do que pra cá. No entanto, parece que finalmente colorados e azulados resolveram mostrar o potencial que possuem. Com a vitória de 1 x 0 sobre o Atlético Parananese, o Inter alcançou a sexta partida seguida sem derrota e, de lambuja, já está no G4. Vamos ver como o Colorado irá reagir à saída do meia-atacante Oscar, convocado para o Mundial sub-20, pois o garoto está voando baixo. No Cruzeiro de Joel Santana, quem está com a bola toda é o argentino Montillo, que, assim como o recém-exportado Conca, só Deus sabe o por quê de não estar na Seleção Argentina. Falando em Argentina, o empate em 0 x 0 diante da Colombia, pela 2ª rodada da Copa América, irá aumentar – e muito! – o volume das críticas locais sobre Messi e companhia.

- Se existe um treinador com a corda no pescoço atualmente este é Dorival Júnior. Depois de excelentes trabalhos no Vasco e no Santos, só para citar os mais recentes, Dorival ainda não conseguiu armar um Atlético Mineiro digno das tradições do clube. Não que exista a certeza de que um novo técnico o conseguirá, mas se os resultados não aparecerem logo, será Dorival quem pagará o pato.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

UMA IMAGEM...




Em 1977, o Grêmio venceu o Internacional por 1 x 0 na final do Gauchão e colocou fim na sequência de oito títulos do rival. O autor do gol foi André Catimba, que ao saltar para comemorar sentiu uma contusão e originou a inesquecível imagem acima, capturada pelo fotógrafo Olívio Lamas. Sobre as consequências da comemoração desastrosa, André Catimba declarou: "Caí de cara no chão. Tive um deslocamento no punho, bati o queixo e o testículo inchou muito. Passei dois meses sem poder fazer sexo".

domingo, 3 de julho de 2011

COPA AMÉRICA 2011 - BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

Brasil 0 x 0 Venezuela – Estádio Único, La Plata (ARG)

Em uma jornada nada inspirada do quarteto Ganso, Robinho, Neymar e Pato, a Seleção Brasileira estreou com um empate mudo diante da Venezuela e, assim como os argentinos na última sexta-feira, decepcionou seus torcedores.

No primeiro desafio rumo ao inédito Tricampeonato brasileiro da Copa América, o treinador Mano Menezes decidiu escalar uma equipe com os nomes ofensivos mais badalados do futebol nacional. Assim, a Seleção Brasileira entrou em campo no 4-3-3, com: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Ganso; Robinho, Pato e Neymar. Pelo lado da Venezuela, que sonhava repetir o desempenho da Bolívia diante da Argentina e segurar a força de um adversário favorito, o treinador César Farías organizou a equipe no 4-4-2, com: Veja; Rosales, Perozo, Vizcarrondo e Cichero; González, Rincón, Lucena e Arango; Fedor e Rondón.

Não existe um pingo de exagero na análise de que durante os primeiros 45 minutos a Venezuela não organizou sequer uma trama ofensiva e o confronto se resumiu a um ataque x defesa, com a Seleção Brasileira na busca por alternativas para furar as duas linhas de quatro venezuelanas. Muito concentrado pelo meio, exagerando passes longos e forçando tabelas com mais toques do que o necessário, o Brasil apresentou, no 1º tempo, um futebol bem abaixo do esperado pelos torcedores e, acredito, por Mano Menezes e pelos próprios jogadores. Mesmo assim, devido ao abismo técnico existente entre as equipes, o Brasil criou oportunidades de balançar as redes, as principais em uma finalização do Pato que explodiu no travessão e em um contra-ataque que terminou com um arremate fraco de Robinho que o bom zagueiro Vizcarrondo salvou de ombro.

Aqueles muitos que aproveitaram o intervalo para criticar os primeiros 45 minutos brasileiros não imaginavam que a situação iria se tornar ainda pior. Durante todo o 2º tempo, repito, todo o 2º tempo, o Brasil não conseguiu arquitetar uma única jogada ofensiva digna de nota e o goleiro venezuelano Vega passou toda a etapa sem a necessidade de mostrar suas qualidades. Mano Menezes ainda colocou Fred, Lucas e Elano em campo, na tentativa dar algum poder de fogo à equipe, mas não obteve sucesso. E mais. Se na etapa inicial a Venezuela só atuou defensivamente, nos primeiros 30 minutos do 2º tempo a Seleção “Vino Tinto” deu algum trabalho ao Brasil através dos avanços do Arango pela esquerda.

Não restam dúvidas de que Robinho, Neymar, Ganso e Pato, são nomes da mais elevada qualidade técnica. No entanto, o futebol não se resume somente à estrutura técnica de uma equipe. Faltaram ao Brasil força física e organização tática para pressionar o adversário mais intensamente e superar um sistema defensivo que está longe de ser um dos mais sólidos do mundo. Para vencer o Paraguai, próximo rival, a Seleção terá de apresentar um futebol muito mais completo do que tentar tabelas vistosas e inférteis.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

PAPO CABEÇA - A COPA AMÉRICA É MAIS IMPORTANTE DO QUE PARECE

Hoje será dado o pontapé inicial da Copa América 2011, o primeiro grande desafio de Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira. Espero e torço para que o torneio seja o início de mais uma fase vitoriosa da nossa Seleção. Porém, em caso de derrota, poderemos nos ver diante de uma mudança de comportamento poucas vezes vista no futebol brasileiro.

Desde o início de seu trabalho no Escrete Nacional, Mano Menezes promete, além da renovação, uma equipe ofensiva. Nesta Copa América, que está por iniciar, esta ofensividade pode ser vista na presença do quarteto formado por Ganso, Neymar, Pato e Robinho. Atualmente, não existem possibilidades, dentro do futebol brasileiro, de se formar um quarteto com mais cara de futebol-arte do que este, ou seja, aquilo que os torcedores chamam de “futebol brasileiro” estará integralmente presente na Copa América.

Em oito partidas no banco da Seleção Brasileira, até o momento, Mano Menezes ainda não conquistou nenhum resultado maiúsculo – perdeu para Argentina e França e empatou com a Holanda, sem conseguir marcar sequer um golzinho nestes três jogos. Caso não conquiste a Copa América, Mano Menezes e o prometido futebol ofensivo chegarão a 11 meses de trabalho sem um único resultado satisfatório. Um terreno fértil para surgirem as primeiras comparações com a Era Dunga.

Apesar de apresentar um futebol diametralmente oposto ao que ficou caracterizado como “futebol brasileiro”, e por isso recebeu muitas críticas, a Era Dunga conquistou a Copa América, a Copa das Confederações, possui um retrospecto invejável contra a Argentina(3 vitórias, 1 empate, 9 gols-pró e 1 contra) e nunca perdeu em 11 jogos contra Seleções Campeãs do Mundo (8 vitórias e 3 empates).

É aí que poderemos ver um comportamento raro por parte dos torcedores, e até da mídia, brasileiros. Será que com as comparações que irão surgir entre a Era Dunga e a Era Mano Menezes, caso o Brasil não conquiste a Copa América na Argentina, os resultados do Dunga serão mais apreciados do que o quarteto ofensivo do Mano Menezes? Será que o futebol-resultado vai ganhar espaço sobre o futebol-arte?