quinta-feira, 21 de julho de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 10ª RODADA







RESULTADOS
Vasco 2 x 1 Atlético Paranaense
Coritiba 3 x 1 Fluminense
Atlético Goianiense 0 x 1 Avaí
Santos 2 x 1 Atlético Mineiro
Internacional 0 x 3 São Paulo
Ceará 4 x 0 América Mineiro
Cruzeiro 2 x 1 Bahia
Palmeiras 0 x 0 Flamengo
Botafogo 0 x 2 Corinthians
Figueirense 0 x 0 Grêmio

ARTILHARIA
6 Gols
Montillo (Cruzeiro)
5 Gols
Alessandro (América Mineiro)
Elkeson (Botafogo)
Liedson (Corinthians)
Oscar (Internacional)
Ronaldinho (Flamengo)

Palmeiras 0 x 0 Flamengo – Pacaembu, São Paulo (SP)

Em duelo que prometia, Palmeiras e Flamengo deveram muito ofensivamente e não saíram do zero em um Pacaembu lotado.

Com 100% de aproveitamento como mandante no Brasileirão, o Palmeiras entrou em campo organizado pelo Felipão no 4-2-2-2 com: Marcos; Cicinho, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo e Marcos Assunção; Patrick e Luan; Maikon Leite e Kléber. Pelo lado do invicto Flamengo, Vanderlei Luxemburgo repetiu a escalação dos últimos dois jogos e o Rubro Negro foi para o jogo no 4-3-1-2 com: Felipe; Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Júnior César; Willians, Aírton e Renato; Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid.

Os primeiros 15 minutos do jogo foram, apesar de um pequeno domínio territorial e da posse de bola por parte do Flamengo, paupérrimos em tramas ofensivas de qualidade. Somente aos 18 minutos, em bela jogada individual do Thiago Neves, que o duelo viu uma oportunidade de gol. Depois deste melhor início rubro negro, o Palmeiras conseguiu apresentar suas armas mais poderosas e deu bastante trabalho ao goleiro Felipe. Quais as armas alviverdes? As bolas paradas, principalmente com o Marcos Assunção, mas também com o potente Thiago Heleno, e o diálogo entre os perigosos Kléber e Maikon Leite. Porém, apesar desta evolução palmeirense, os últimos 10 minutos da etapa voltaram a ser equilibrados e o placar permaneceu mudo.

Comandado por um Ronaldinho mais participativo e com uma marcação mais forte, o Fla voltou bem do intervalo e viveu seus melhores minutos no confronto. Contudo, esta boa presença flamenguista durou pouco e o jogo não tardou a se tornar apático. Até o relógio alcançar 34 minutos, marca na qual Ronaldinho cobrou falta perigosa para boa defesa do Marcos, ambos os times não tinham idéia do que fazer para criar uma trama de ataque qualificada. Um espelho do deserto ofensivo foi a péssima produção de todos os laterais em campo, principalmente dos flamenguistas, já que Léo Moura e Júnior César são jogadores de reconhecida qualidade para atacar. Aos 40, Marcos Assunção, novamente com a pelota parada, levou perigo à meta flamenguista, mas o lance mais comentado do duelo ocorreu logo depois, quando o atacante Kléber, em atitude suja e injustificável, jogou o fair-play no lixo e se aproveitou de uma bola que deveria ser devolvida ao Flamengo para arrancar e chutar cruzado.

Com jogadores da qualidade de Léo Moura, Thiago Neves, Ronaldinho, Maikon Leite e Kléber em campo, confesso que esperava uma partida de melhor qualidade técnica do que a apresentada. No fim, o empate manteve palestrinos e rubro negros no G4 do Brasileirão.

terça-feira, 19 de julho de 2011

RADINHO NO OUVIDO - FLUMINENSE CAMPEÃO DO ROBERTO GOMES PEDROSA DE 1970

1970 - Fluminense 1 x 1 Atlético Mineiro, Maracanã


Narração: Waldir Amaral


Não existe um pingo de exagero na afirmação de que o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970 foi um dos campeonatos com o maior número de craques que o mundo já viu. Só para ficar no quarteto ofensivo Tricampeão Mundial com a Seleção Brasileira, tinha Tostão (Cruzeiro), Jairzinho (Botafogo), Rivelino (Corinthians), e, claro, o Rei Pelé (Santos). E quem conquistou esta competição do mais alto nível foi o Fluminense, que terminou o quadrangular decisivo invicto, com vitórias sobre o Cruzeiro e o Palmeiras de Ademir da Guia, além de um empate, na última rodada, contra o Atlético Mineiro. Escutem o gol tricolor, marcado pelo atacante Mickey, no empate em 1 x 1 diante do Galo, jogo que deu o título do Robertão ao Fluminese. A voz é do lendário Waldir Amaral.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

BATENDO BAFO - BOTAFOGO - CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1995





O "Batendo Bafo" de hoje é uma homenagem a minha namorada Thaís, torcedora do Fogão e que faz aniversário nesta terça-feira. Parabéns!!!

domingo, 17 de julho de 2011

COPA AMÉRICA 2011 - BRASIL 0 (0) X (2) 0 PARAGUAI

Brasil 0 (0) x (2) 0 Paraguai – Estádio Ciudad de La Plata, La Plata (ARG)

O Brasil perdeu um caminhão de gols com a bola rolando, foi de uma incompetência extrema na disputa por pênaltis e, assim como a grande rival Argentina, deu Adeus à Copa América antes do que imaginava.

Para o primeiro jogo decisivo da Era Mano Menezes, a Seleção Brasileira repetiu a escalação da vitória sobre o Equador, em jogo pela última rodada da fase de grupos. Assim, o Brasil entrou em campo organizado no 4-3-3 com: Júlio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Ramires, Lucas Leiva e Ganso; Neymar, Robinho e Pato. Pelo lado do Paraguai, o treinador Gerardo Martino adotou um esquema cauteloso, com duas sólidas linhas de quatro, e a equipe foi para o jogo em um 4-4-2 com: Villar; Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres; Vera, Cáceres, Riveros e Estigarribia; Valdéz e Barrios.

Não existe um pingo de exagero na análise de que o Brasil realizou, diante do Paraguai, seu melhor 1º tempo em toda a Copa América. Sem permitir ao adversário a mesma liberdade cedida no duelo entre ambos na fase de grupos, a Seleção Brasileira realizou uma 1ª etapa de bastante segurança defensiva e o goleiro Júlio César foi um privilegiado espectador. Ofensivamente, o destaque ficou por conta do Robinho, que, flutuando entre o meio-campo e o ataque, foi quem mais tentou levar o Brasil à frente. As principais chances criadas pela equipe surgiram após o minuto 25 e, em ordem cronológica, foram as seguintes: bela trama entre Ganso e Robinho que terminou com finalização para fora de Neymar; André Santos cobra falta com perfeição e Lúcio, de carrinho, acerta o goleiro Villar; Ramires avança e dá bela assistência para André Santos finalizar sobre o gol.

Na 2ª etapa, o Paraguai conseguiu, entre os minutos 10 e 15, se manter mais presente no campo ofensivo. Fora isso, o duelo foi um verdadeiro massacre brasileiro e a Seleção criou nada menos do que sete boas oportunidades de balançar as redes, que, no entanto, só serviram para o goleiro Villar rechear seu DVD pessoal de grandes defesas. Durante o 2º tempo inteiro o Brasil desperdiçou chances de gols de tudo quanto é maneira e praticamente todos os homens de frente tiveram a sua oportunidade. Neymar e Pato, que não estavam em boa jornada, perderam gols incríveis, Robinho, melhor homem em campo ao lado do goleiro Villar, também teve sua chance, Ganso acertou o pé da trave após tabela com o Lúcio e, por fim, Fred cabeceou para o meia Barreto salvar em cima da linha. Apesar de ter realizado uma boa partida, tanto defensiva quanto ofensivamente, a Seleção Brasileira não pode jogar no lixo tamanha quantidade de chances de sacudir o barbante.

O empate ao final do 2º tempo levou o confronto para uma prorrogação paupérrima em boas tramas ofensivas. Enquanto nos primeiros 15 minutos o único momento digno de nota foi um sururu entre os jogadores que resultou nas expulsões do volante brasileiro Lucas Leiva e do zagueiro paraguaio Alcaraz, na etapa extra final o Brasil conseguiu apresentar um futebol um pouco melhor, principalmente quando o jovem são-paulino Lucas tinha sucesso em suas jogadas. Porém, levantar o véu da noiva, que é bom, nada. A permanência do empate levou a decisão da vaga para a disputa por pênaltis. E aí, meus amigos, o Brasil foi um verdadeiro show de horrores. Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred – TODOS! – bateram suas cobranças da pior maneira possível e as desperdiçaram. Pelo Paraguai, Riveros chutou para fora, mas Estigarribia e Rivera souberam se postar diante das péssimas condições da marca da cal e com categoria garantiram o Paraguai na semi final.

Muitos vão dizer que o Brasil, devido ao enorme domínio das ações ofensivas, merecia ter conquistado a vitória. Discordo em gênero, número e grau. Sou da opinião de que a justiça no futebol é a justiça dos gols. O Brasil se propôs a atacar e decidir o jogo no tempo normal, missão que não conseguiu. Por outro lado, o Paraguai foi bem sucedido no seu planejamento de se defender e garantir a vaga no limite, em um contra-ataque, uma bola parada ou nos pênaltis. Resultado: o Paraguai segue na Copa América e o Brasil pega o vôo de volta.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - UMA HISTÓRIA DO FUTEBOL

Esta excelente obra sobre a história do futebol poderia ser também chamada de “bloco de informação”. Apesar da ênfase no futebol britânico, o autor Bill Murray fala do nascimento e evolução do esporte em todos os cantos do planeta, desde seu início, ainda no século XIX, até, aproximadamente, a Copa do Mundo de 1994. Como nasceu o futebol nos Estados Unidos, como era na União Soviética, as grandes tragédias ocorridas nos estádios, os problemas causados pelos hooligans... É muita informação reunida em um livro só para quem é fã de futebol deixar de ler.



Uma história do Futebol
Autor: Bill Murray
Editora: Hedra

COPA AMÉRICA 2011 - BRASIL 4 X 2 EQUADOR








Brasil 4 x 2 Equador – Estádio Mario Alberto Kempes, Córdoba (ARG)


Bastaram 30 minutos de bom futebol para a Seleção Brasileira vencer o Equador por 4 x 2 e, com gols de Pato e Neymar, se garantir na próxima fase da Copa América. O Equador, ao lado da Bolívia e das Seleções de jovens da Costa Rica e do México, está eliminado do torneio.

Com a necessidade do empate, mas a obrigação de apresentar um bom futebol, algo que ainda não conseguiu nesta Copa América, Mano Menezes escalou a terceira equipe diferente no terceiro jogo da competição. Assim, o Brasil entrou para o duelo organizado no 4-3-3 com: Júlio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Ramires, Lucas Leiva e Ganso; Robinho, Pato e Neymar. Pelo lado do Equador, que precisava vencer para se classificar para a próxima fase, o treinador Reinaldo Rueda esquematizou a equipe no 4-4-2 com: Elizaga; Reasco, Araújo, Erazo e Ayovi; Arroyo, Minda, Noboa e Martínez; Méndez e Caicedo.

Sem coré coré e indo direto ao ponto, os primeiros 25 minutos do duelo entre Brasil e Equador foram de total falta de futebol. As equipes pareciam dois pugilistas que apenas trocam jabs durante os primeiros rounds da luta. Enquanto o Equador esbarrava em suas próprias limitações técnicas e falta de criatividade, o Brasil tentava o jogo pela direita. Foi neste panorama que, aos 27 minutos, depois de muito insistir com o lateral-direito Maicon, o Brasil abriu o placar em um ataque pela... esquerda. André Santos cruzou com perfeição para Alexandre Pato tomar a frente dos zagueiros e, de cabeça, sacudir o filó. Apesar de ter criado grande oportunidade de ampliar a vantagem, em jogada do Maicon e arremate na trave do Robinho, o Brasil levou o empate, aos 36 minutos, em chute longo do perigoso atacante Caicedo e Frangaço – assim mesmo, com F maiúsculo – do Júlio César.

Logo aos 4 minutos da 2ª etapa, a dupla Ganso/Neymar, até então mais sumida que dinheiro no bolso em fim de mês, apareceu e em boa assistência do primeiro e melhor finalização do segundo o Brasil retomou a frente. No entanto, o nada inspirado Júlio César falhou em outro chute do Caicedo e, aos 11 minutos, o placar voltou à igualdade. Seja com a camisa da Internzionale ou com da Seleção, o fato é que desde a Copa do Mundo que Júlio César não demonstra a segurança que o fez ser considerado por muitos o melhor goleiro do mundo. O 2 x 2 poderia ter animado o Equador a partir em busca da classificação, mas, de maneira surpreendente, o Brasil enfim conseguiu apresentar algo próximo de um bom futebol. Nos últimos 30 minutos do confronto, Ganso se fez mais presente, Neymar mostrou um pingo do oceano que sabe, Maicon, muito mais sólido e sério do que o ex-titular Daniel Alves, seguiu como boa arma ofensiva e Pato cumpriu seu papel de referência. Resultado: Pato, aos 15, e Neymar, aos 26, balançaram as redes e o Brasil fechou o caixão equatoriano. Nos últimos minutos, Fred entrou cheio de gás e por pouco o escore não foi ampliado.

Assim como o triunfo da Argentina sobre a Costa Rica sub-22 não transformou a Alviceleste da água para o vinho, esta vitória do Brasil não pode encobrir os muitos erros ainda existentes, sejam eles individuais, como os de Júlio César, ou coletivos, como a surpreendente fragilidade defensiva.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

COPA AMÉRICA 2011 - ARGENTINA 3 X 0 COSTA RICA




Argentina 3 x 0 Costa Rica – Estádio Mario Alberto Kempes, Córdoba (ARG)

Pela primeira vez na Copa América, Lionel Messi e a Argentina apresentaram um bom futebol e os donos da casa garantiram a vaga na próxima fase do torneio.

Este Argentina x Costa Rica sub-22 foi um daqueles jogos que, antes mesmo do apito inicial, estão taticamente desenhados. Diante de sua torcida e com a necessidade da vitória para se classificar para a próxima fase sem depender de outros resultados, a Argentina partiu com tudo para cima da Costa Rica, que, até por precisar apenas do empate para garantir sua vaga, adotou uma postura defensiva. Durante os primeiros 45 minutos, os argentinos não encontraram dificuldades para superar a barreira adversária formada por cinco defensores e três volantes e criaram oportunidades de gols de tudo quanto é maneira. Além de uma cabeçada na trave do zagueiro Burdisso e de um bom arremate longo do Aguero, o destaque – no caso negativo – ficou com o Higuaín, que, em noite de nenhuma inspiração, perdeu nada menos do que cinco boas chances de balançar as redes. No fim da etapa, já nos acréscimos, Agüero aproveitou rebote do goleiro Moreira e levou a paz para os já desesperados torcedores argentinos.

Após o intervalo, a Argentina precisou de menos de 20 minutos para fechar o caixão adversário. Com Lionel Messi mais participativo do que na 1ª etapa, o nervosismo, que nos primeiros 45 minutos estava com os argentinos pela falta de gols, passou para os jovens costa-riquenhos, que não tinham nem idéia do que fazer para segurar o melhor do mundo. Com um gol do Agüero e outro do Di Maria, ambos em assistências do Messi, a Argentina chegou aos 3 x 0 antes da metade da etapa. Três que seriam quatro se o Higuaín, também em passe do Messi, não perdesse mais um gol na cara do goleiro. Com a vitória e a classificação garantidas, a Argentina diminuiu o volume ofensivo e mesmo assim quase ampliou o placar em cabeçada do Messi, que o goleiro Moreira defendeu sensacionalmente, e em arremate cruzado do Lavezzi que explodiu na trave. Antes do apito, os garotos da Costa Rica estiveram perto do gol de honra em cabeçada do Cubero e bola parada do Campbell, mas o placar terminou mesmo 3 x 0 para a Alviceleste.

Não é uma vitória sobre a Costa Rica sub-22 que transformará a Argentina, uma equipe ainda muito frágil no quesito tático, da água para o vinho. No entanto, se o Messi repetir esta atuação diante da fraca Costa Rica e o Agüero continuar iluminado, a Argentina já se torna um osso duro de roer.