Olá, amigos do FUTEBOLA!
Nesta postagem, o blog tem a alegria de apresentar um ótimo bate-papo com o ex-atacante Palhinha, Campeão de nada menos do que 3 Copas Libertadores. Palhinha fala sobre toda a sua carreira – desde o início no América Mineiro até a conquista do histórico Campeonato Peruano de 2001, passando, é claro, por São Paulo e Cruzeiro. O craque também tenta explicar o porquê de não ter dado certo no Flamengo e, surpreendentemente, afirma saber e não poder contar o motivo de não ter ido a Copa do Mundo de 1994. Vamos ao bate-papo com esta grande figura do nosso futebol.
FUTEBOLA: Primeiro, gostaria que contasse um pouco como foi o seu início no futebol. De onde veio o apelido Palhinha? Quando percebeu que seria um jogador profissional? Qual foi a importância da passagem pelo América Mineiro? É verdade que foi o Telê Santana quem te levou para o São Paulo?
PALHINHA: Meu inicio no futebol foi em Carangola, nos torneios escolares, e o apelido veio através do treinador da escolinha do Venda Nova, time do bairro onde eu morava em Belo Horizonte. O Tiãozinho torce para o Corinthians e começou a colocar apelido em cada um do time com os nomes de alguns jogadores do Corinthians. Como era muito pequeno, magrelo e cabelo raspado, ganhei o apelido de Palhinha. O América foi o clube que me deu oportunidade de ser visto pelos outros clubes. Sou o que sou hoje graças ao America. Foi lá que o Telê me viu, começou a me acompanhar e depois pediu a minha contratação.
FUTEBOLA: Somente pelo São Paulo foram 2 Libertadores, 2 Mundiais, 2 Recopas, 1 Supercopa e 1 Paulistão em menos de 5 anos. Qual foi o segredo deste São Paulo do início dos anos 90, que está entre os maiores times da história do futebol?
PALHINHA: O São Paulo tinha comando desde o Presidente até o Telê. Não se tinha essa frescura que se tem hoje. Nós trabalhávamos muito e jogávamos mais que esses que estão hoje aí. E o mais importante é que respeitávamos uns aos outros e não importava quem seria a estrela. Na minha época no São Paulo era o Raí, e ele merecia ser pois trabalhava mais do que muitos. Hoje, eles se acham e não jogam nada e por isso o São Paulo vem perdendo o espaço que conquistou.
FUTEBOLA: Este esquadrão do São Paulo seria capaz de derrotar o Barcelona de hoje?
PALHINHA: Acho que daria um grande jogo e que teríamos chances sim de derrotar o Barcelona de hoje. O nosso time era bom demais.
FUTEBOLA: Lembro-me perfeitamente de sua figurinha no álbum da Copa do Mundo de 1994. Apesar das constantes convocações para a Seleção Brasileira e de grandes atuações, como aquela contra o Paraguai, quando, vestindo a camisa 10, você marcou dois golaços contra o Chilavert, o que faltou para você estar presente na Copa dos Estados Unidos?
PALHINHA: Pior que eu sei o motivo pelo qual não fui convocado para a Copa do Mundo e não posso te dizer. Porém, foram ótimos jogadores e ganharam a Copa.
FUTEBOLA: Vencer aquele Palmeiras de 1996 na decisão da Copa do Brasil e conquistar a Libertadores de 1997 após perder os três primeiros jogos pareciam tarefas impossíveis. O que representou para você estes dois triunfos – Copa do Brasil de 96 e Libertadores de 97 – com a camisa cruzeirense?
PALHINHA: Para mim representou tudo de bom, porque eu saí do São Paulo e falavam que eu era bom porque tinha grandes jogadores do meu lado. Só que se esqueceram que no Cruzeiro também tinha grandes jogadores e ali pude mostrar, junto com os outros, que éramos bons ou melhores que muitos que tinham em outros times. No Cruzeiro foram 4 títulos em quase 2 anos de clube.
FUTEBOLA: Em 1998 você chegou ao Flamengo para jogar ao lado de craques como Romário, Marcos Assunção, Zé Roberto e Rodrigo Fabri. Por que este Flamengo não engrenou? Faltou um Telê Santana para dar certo?
PALHINHA: Um time não se faz só com bons jogadores. Se não tiver comando, disciplina, envolvimento... No Flamengo dessa época nao tinha nada disso. O Telê faz falta em qualquer time.
FUTEBOLA: Depois do Flamengo, você passou um período onde atuou por diversos times. O título da Copa Sul-Minas de 2000, até pelo fato de ser conquistado com o América Mineiro, clube que o lançou, foi o momento mais marcante deste período?
PALHINHA: O engraçado foi que quando passei por outros clubes, fui passando e sendo campeão (só não fui campeão no Flamengo, Botafogo de Ribeirão Preto, Chapecoense, Farroupilha e Comercial). Todos os títulos foram importantes pra mim. No América foi o mais importante porque acho que paguei a minha divida de gratidão que tenho pelo clube.
FUTEBOLA: Como foi a experiência no futebol peruano, quando, pelo Alianza Lima, você conquistou um histórico Campeonato Nacional? (Em 2001, o Alianza Lima de Palhinha venceu a decisão do Campeonato Peruano contra o Cienciano. Naquele ano, ambos os clubes comemoravam o centenário.)
PALHINHA: Nós, brasileiros, falamos que somos apaixonados pelo futebol, mas acho que temos que viver no Peru e ver como que eles são mais apaixonados do que nós. Lá no Peru foi tudo de bom, porque o clube contratou o Paulo Autuori, levou alguns grandes jogadores e fizemos um baita time. Vencer no ano do centenario marcou mais ainda a minha passagem por lá.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - DEMOCRACIA CORINTIANA: A UTOPIA EM JOGO
Neste livro escrito pelas mãos do cracaço Sócrates e de Roberto Gozzi, a história do Corinthians do início da década de 80, um dos maiores times do futebol brasileiro e que entrou para os anais como "Democracia Corintiana", é contada de maneira primorosa. Vale muito a pena ler e conhecer este grupo de jogadores diferenciandos, tanto dentro como fora das quatro-linhas.

Democracia Corintiana: A Utopia em Jogo
Autores: Sócrates e Roberto Gozzi
Editora: Boitempo
SUPERCLÁSSICO - ARGENTINA X BRASIL
Argentina 0 x 0 Brasil – Estádio Mário Kempes, Córdoba (ARG)
Em jogo com poucas jogadas ofensivas de qualidade, apesar de três bolas na trave e um lance magnífico do Leandro Damião, Brasil e Argentina empataram sem gols na primeira partida do Superclássico.
Sem contar com Riquelme e Verón, seus jogadores mais renomados, a Argentina entrou em campo com a oportunidade de provar que, apesar do abismo financeiro futebolístico existente, tem condições de enfrentar o futebol brasileiro. Para isso, o treinador Alejandro Sabella organizou sua equipe no 3-5-2 com: Orion; Cellay, Sebá e Desábato; Pillud, Canteros, Zapata, Papa e Fernández; Martínez e Boselli. No Brasil, Mano Menezes tinha a disposição o mesmo trio ofensivo da Seleção, digamos, “número 1”, que venceu Gana há pouco tempo, e esquematizou a equipe no 4-3-3 com: Jefferson; Danilo, Dedé, Réver e Kléber; Paulinho, Ralf e Renato; Neymar, Ronaldinho e Leandro Damião.
Os primeiros minutos do Superclássico foram mais agitados do que o esperado e com oportunidades de gols para ambos os lados. Pela Argentina, o centroavante Boselli mostrou ótimo posicionamento e infernizou a defesa brasileira, enquanto, no Brasil, Neymar realizou maravilhosa jogada e Leandro Damião, de canela, acertou a trave. Depois deste período inicial, a Argentina diminuiu o ímpeto ofensivo, principalmente pela saída, por contusão, do Boselli, mas, com qualidade nos passes e comadado pelo Martínez, que acertou um petardo na trave, foi superior até o intervalo. Já o Brasil... Réver e Kléber se mostravam em péssima noite, os volantes não marcavam com intensidade nem conseguiam fazer a pelota sair redonda da defesa, Ronaldinho e Neymar encontravam enormes dificuldades para produzir... Resumindo a atuação brasileira em uma única palavra: Péssima!
O 2º tempo começou frio e, para a tristeza dos argentinos, o perigoso Martínez logo se contundiu e teve que ser substituído. Como a Alviceleste sentiu a saída daquele que era o melhor jogador em campo e nossa Seleção, mesmo com a entrada do Oscar no lugar do Renato, continuou com os mesmos equívocos e incapaz de construir uma jogada ofensiva, o duelo ficou a quilômetros das tradições de um Brasil e Argentina. A partir do minuto 30, a Seleção Brasileira conseguiu se postar mais ofensivamente e rondar a meta rival, com destaque para o brilhante lance do Leandro Damião, que deu uma lambreta no Papa e acertou o poste. A jogada só não valeu o ingresso porque os argentinos não pagariam para ver um momento genial de um brasileiro. Antes do apito final, Ronaldinho, em sua única aparição digna de nota, cobrou falta para bela defesa do arqueiro Orion.
Tudo bem que a falta de entrosamento da equipe, o nervosismo de alguns novatos e a pressão de enfrentar a Argentina fora de casa devem ser levados em conta na análise da atuação brasileira. No entanto, confesso que esperava bem mais da nossa “Seleção Doméstica”. Principalmente da dupla Ronaldinho / Neymar.
Em jogo com poucas jogadas ofensivas de qualidade, apesar de três bolas na trave e um lance magnífico do Leandro Damião, Brasil e Argentina empataram sem gols na primeira partida do Superclássico.
Sem contar com Riquelme e Verón, seus jogadores mais renomados, a Argentina entrou em campo com a oportunidade de provar que, apesar do abismo financeiro futebolístico existente, tem condições de enfrentar o futebol brasileiro. Para isso, o treinador Alejandro Sabella organizou sua equipe no 3-5-2 com: Orion; Cellay, Sebá e Desábato; Pillud, Canteros, Zapata, Papa e Fernández; Martínez e Boselli. No Brasil, Mano Menezes tinha a disposição o mesmo trio ofensivo da Seleção, digamos, “número 1”, que venceu Gana há pouco tempo, e esquematizou a equipe no 4-3-3 com: Jefferson; Danilo, Dedé, Réver e Kléber; Paulinho, Ralf e Renato; Neymar, Ronaldinho e Leandro Damião.
Os primeiros minutos do Superclássico foram mais agitados do que o esperado e com oportunidades de gols para ambos os lados. Pela Argentina, o centroavante Boselli mostrou ótimo posicionamento e infernizou a defesa brasileira, enquanto, no Brasil, Neymar realizou maravilhosa jogada e Leandro Damião, de canela, acertou a trave. Depois deste período inicial, a Argentina diminuiu o ímpeto ofensivo, principalmente pela saída, por contusão, do Boselli, mas, com qualidade nos passes e comadado pelo Martínez, que acertou um petardo na trave, foi superior até o intervalo. Já o Brasil... Réver e Kléber se mostravam em péssima noite, os volantes não marcavam com intensidade nem conseguiam fazer a pelota sair redonda da defesa, Ronaldinho e Neymar encontravam enormes dificuldades para produzir... Resumindo a atuação brasileira em uma única palavra: Péssima!
O 2º tempo começou frio e, para a tristeza dos argentinos, o perigoso Martínez logo se contundiu e teve que ser substituído. Como a Alviceleste sentiu a saída daquele que era o melhor jogador em campo e nossa Seleção, mesmo com a entrada do Oscar no lugar do Renato, continuou com os mesmos equívocos e incapaz de construir uma jogada ofensiva, o duelo ficou a quilômetros das tradições de um Brasil e Argentina. A partir do minuto 30, a Seleção Brasileira conseguiu se postar mais ofensivamente e rondar a meta rival, com destaque para o brilhante lance do Leandro Damião, que deu uma lambreta no Papa e acertou o poste. A jogada só não valeu o ingresso porque os argentinos não pagariam para ver um momento genial de um brasileiro. Antes do apito final, Ronaldinho, em sua única aparição digna de nota, cobrou falta para bela defesa do arqueiro Orion.
Tudo bem que a falta de entrosamento da equipe, o nervosismo de alguns novatos e a pressão de enfrentar a Argentina fora de casa devem ser levados em conta na análise da atuação brasileira. No entanto, confesso que esperava bem mais da nossa “Seleção Doméstica”. Principalmente da dupla Ronaldinho / Neymar.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
PREMIER LEAGUE 2011/2012 - 4ª RODADA

RESULTADOS
Arsenal 1 - 0 Swansea City
Everton 2 - 2 Aston Villa
Manchester City 3 - 0 Wigan
Stoke City 1 - 0 Liverpool
Sunderland 1 - 2 Chelsea
Wolverhampton 0 - 2 Tottenham
Bolton 0 - 5 Manchester United
Norwich 0 - 1 West Bromwich
Fulham 1 - 1 Blackburn
Queens Park Rangers - Newcastle – segunda-feira, 12 de setembro
ARTILHARIA
8 Gols – Wayne Rooney (Manchester United)
6 Gols – Edin Dzeko (Manchester City) e Kun Agüero (Manchester City)
GIRO PELA “TERRA DA RAINHA”
- Os rivais de Manchester continuam impossíveis! No sábado, tanto o City como o United voltaram a conquistar vitórias pomposas e ambos permanecem como os únicos 100% do torneio. No retorno de Tévez – após declarar querer sair da equipe e até dizer estar deprimido pelo pênalti perdido na semi final da Copa América diante do Uruguai – quem decidiu o jogo para os “Citizens” foi outro argentino: Kun Agüero. Autor de todos os gols da vitória contra o Wigan, Agüero prova que o termo “falta de adaptação” não existe em seu vocabulário, pois está no City há alguns dias e parece que sempre atuou no futebol inglês. O imparável David Silva, em jornada inspiradíssima, e o garçom Nasri, que chegou a sua quarta assistência em duas partidas, também merecem destaque no triunfo.
- Já o United entrou em campo para enfrentar o Bolton, fora de casa, e não encontrou um pingo de problema para sapecar 5 x 0 em mais um show de Wayne Rooney. Os três gols marcados – os outros dois foram do mexicano Hernández, de volta entre os titulares após contusão na cabeça – colocam Rooney ao lado de Les Ferdinand, Ian Wright e Didier Drogba como os únicos a conseguirem dois hat-tricks em partidas seguidas da Premier League. E mais: com exceção do rival City, todas as outras equipes possuem menos gols marcados do que o “Shrek”. Mais ainda: Com 18 gols nos quatro jogos, os “Red Devils”, alcançam a melhor marca de um clube desde que a Premier League foi criada, em 1992.
- A 4ª rodada do Inglês também viu o surpreendente e ainda invicto Stoke City conseguir grande vitória diante do Liverpool e alcançar o 4º lugar na tabela, além das primeiras vitórias do Tottenham e do Arsenal na competição. Depois das derrotas para o City e o United, os “Spurs” venceram o até então invicto Wolverhampton com gol do estreante Adebayor, que já havia sacudido o barbante em sua estréia na Premier League pelo Arsenal e pelo Manchester City. Enquanto isso, os “Gunners”, com as novidades Arteta, Metersacker e Benayoun em campo e o brasileiro André Santos no banco de reservas, bateram o Swansea, que ainda não chegou às redes no torneio.
Arsenal 1 - 0 Swansea City
Everton 2 - 2 Aston Villa
Manchester City 3 - 0 Wigan
Stoke City 1 - 0 Liverpool
Sunderland 1 - 2 Chelsea
Wolverhampton 0 - 2 Tottenham
Bolton 0 - 5 Manchester United
Norwich 0 - 1 West Bromwich
Fulham 1 - 1 Blackburn
Queens Park Rangers - Newcastle – segunda-feira, 12 de setembro
ARTILHARIA
8 Gols – Wayne Rooney (Manchester United)
6 Gols – Edin Dzeko (Manchester City) e Kun Agüero (Manchester City)
GIRO PELA “TERRA DA RAINHA”
- Os rivais de Manchester continuam impossíveis! No sábado, tanto o City como o United voltaram a conquistar vitórias pomposas e ambos permanecem como os únicos 100% do torneio. No retorno de Tévez – após declarar querer sair da equipe e até dizer estar deprimido pelo pênalti perdido na semi final da Copa América diante do Uruguai – quem decidiu o jogo para os “Citizens” foi outro argentino: Kun Agüero. Autor de todos os gols da vitória contra o Wigan, Agüero prova que o termo “falta de adaptação” não existe em seu vocabulário, pois está no City há alguns dias e parece que sempre atuou no futebol inglês. O imparável David Silva, em jornada inspiradíssima, e o garçom Nasri, que chegou a sua quarta assistência em duas partidas, também merecem destaque no triunfo.
- Já o United entrou em campo para enfrentar o Bolton, fora de casa, e não encontrou um pingo de problema para sapecar 5 x 0 em mais um show de Wayne Rooney. Os três gols marcados – os outros dois foram do mexicano Hernández, de volta entre os titulares após contusão na cabeça – colocam Rooney ao lado de Les Ferdinand, Ian Wright e Didier Drogba como os únicos a conseguirem dois hat-tricks em partidas seguidas da Premier League. E mais: com exceção do rival City, todas as outras equipes possuem menos gols marcados do que o “Shrek”. Mais ainda: Com 18 gols nos quatro jogos, os “Red Devils”, alcançam a melhor marca de um clube desde que a Premier League foi criada, em 1992.
- A 4ª rodada do Inglês também viu o surpreendente e ainda invicto Stoke City conseguir grande vitória diante do Liverpool e alcançar o 4º lugar na tabela, além das primeiras vitórias do Tottenham e do Arsenal na competição. Depois das derrotas para o City e o United, os “Spurs” venceram o até então invicto Wolverhampton com gol do estreante Adebayor, que já havia sacudido o barbante em sua estréia na Premier League pelo Arsenal e pelo Manchester City. Enquanto isso, os “Gunners”, com as novidades Arteta, Metersacker e Benayoun em campo e o brasileiro André Santos no banco de reservas, bateram o Swansea, que ainda não chegou às redes no torneio.
domingo, 11 de setembro de 2011
CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 23ª RODADA - FLUMINENSE X CORINTHIANS

RESULTADOS
Santos 1 x 0 Cruzeiro
América Mineiro 2 x 2 Avaí
Palmeiras 0 x 3 Internacional
Fluminense 1 x 0 Corinthians
Ceará 1 x 1 Atlético Goianiense
Coritiba 5 x 0 Botafogo
Figueirense 1 x 1 Vasco
Flamengo 1 x 2 Atlético Paranaense
Grêmio 1 x 0 São Paulo
Atlético Mineiro 2 x 0 Bahia
ARTILHARIA
16 Gols – Borges (Santos)
13 Gols – Leandro Damião (Internacional)
12 Gols – Ronaldinho (Flamengo) e Montillo (Cruzeiro)
Fluminense 1 x 0 Corinthians – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Com apoio da torcida, que compareceu em bom número ao Engenhão, o atual Campeão Brasileiro, Fluminense, venceu o atual líder, Corinthians, e terminou a rodada no G5.
Na busca pela quarta vitória seguida e da manutenção da boa fase, Abel Braga praticamente repetiu a escalação da vitória diante do Cruzeiro – trocou apenas Rodrigo por Edinho – e o Fluminense foi para o jogo no 4-2-2-2 com: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo e Edinho; Lanzini e Marquinho; Ciro e Fred. Pelo outro lado, o Corinthians tentava sua segunda vitória seguida contra um rival carioca – bateu o Flamengo, na última quinta – e o Tite organizou a equipe no 4-2-3-1 com: Júlio César; Wélder, Chicão, Leandro Castán e Ramón; Paulinho e Ralf; Willian, Alex e Jorge Henrique; Liédson.
Durante a 1ª etapa, o Fluminense ignorou o fato de enfrentar o líder do torneio e foi senhor do jogo. Com Fred mais participativo do que nos últimos jogos – últimos meses, eu diria – e Ciro usando e abusando de sua velocidade, as chances de gols apareceram em profusão desde o início do confronto. Foi neste panorama de domínio tricolor que, aos 22 minutos, depois de Ciro desperdiçar duas ótimas oportunidades e de Júlio César realizar linda defesa em arremate do Fred, o próprio Fred abriu o placar em falta que desviou na barreira. O Timão não era nem sombra da organizada equipe do início do Brasileirão e se mostrava incapaz de arquitetar uma trama ofensiva de qualidade ou de marcar o ataque do Flu, que ainda teve chances de ampliar com Fred e Mariano, já no fim da etapa.
No 2º tempo, a cada minuto que passava ficava mais clara a intenção tricolor de defender o resultado. O jogo, então, se transformou num duelo entre um Fluminense que se defendia com unhas e dentes e muita disposição e um Corinthians sem um pingo de criatividade ofensiva. Tanto que a única oportunidade criada pelo “Timão” para empatar o placar ocorreu somente aos 47 minutos, em cabeçada do zagueiro Paulo André por cima da meta. Apesar de a estratégia de se retrair por completo ter dado resultado nesta partida, creio que o Fluminense tem time e elenco para segurar um resultado sem a necessidade de abdicar inteiramente das ações ofensivas. Saídas em velocidade com Martinuccio, Mariano e Carlinhos, ou troca de passes com Marquinho, Lanzini e Souza, por exemplo, são tramas que precisam estar no cardápio tricolor.
Para deixar o torcedor do Flu ainda mais feliz, a 23ª rodada contou com resultados excelentes para as pretensões da equipe, como as derrotas de Flamengo, Botafogo, Palmeiras e São Paulo, além do empate do Vasco. Em outras palavras, dos sete primeiros colocados no início da rodada, só o Flu venceu.
TRÊS TOQUES!
- Volta e meia aparece um resultado mais do que surpreendente no Brasileirão. Nesta 23ª rodada, a vítima foi o Botafogo, impiedosamente goleado pelo Coritiba por 5 x 0. Agora, cabe ao Fogão não deixar que está derrota cause um terremoto na boa campanha que a equipe realiza, como ocorreu, por exemplo, com o Flamengo, após levar 4 x 1 do Atlético Goianiense.
- Hoje, Leandro Damião não é somente o melhor centroavante do futebol brasileiro, mas sim um dos melhores jogadores do nosso país. O atacante colorado vem comendo a bola e é um equívoco de mão cheia classificá-lo apenas como um finalizador. E mais: no ritmo do Damigol, o Internacional consegue bons resultados – como esta maiúscula vitória de 3 x 0 contra o Palmeiras, no Pacaembu – e já está na beira da zona de classificação para a Libertadores.
- Em noite inspiradíssima de Guerrón, que não devia jogar tanto desde a Libertadores de 2008, quando atuava pela LDU – o Atlético Paranaense bateu o Flamengo, em Macaé. Lembram daquela atuação do Ronaldinho contra a Inglaterra, na Copa do Mundo de 2002? Pois é, Guerrón, assim como o Gaúcho naquele dia, fez linda jogada individual antes de dar assistência para seu companheiro sacudir o filó, marcou um golaço e, depois, foi expulso. Com um homem a mais, o Flamengo começou a alçar bola na área atleticana de tudo quanto é maneira, mas não conseguiu chegar ao empate. Foi a oitava partida seguida que o Fla sai de campo sem vitória, marca que tira a equipe do G5 e a coloca com pior classificada dentre as cariocas.
Santos 1 x 0 Cruzeiro
América Mineiro 2 x 2 Avaí
Palmeiras 0 x 3 Internacional
Fluminense 1 x 0 Corinthians
Ceará 1 x 1 Atlético Goianiense
Coritiba 5 x 0 Botafogo
Figueirense 1 x 1 Vasco
Flamengo 1 x 2 Atlético Paranaense
Grêmio 1 x 0 São Paulo
Atlético Mineiro 2 x 0 Bahia
ARTILHARIA
16 Gols – Borges (Santos)
13 Gols – Leandro Damião (Internacional)
12 Gols – Ronaldinho (Flamengo) e Montillo (Cruzeiro)
Fluminense 1 x 0 Corinthians – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Com apoio da torcida, que compareceu em bom número ao Engenhão, o atual Campeão Brasileiro, Fluminense, venceu o atual líder, Corinthians, e terminou a rodada no G5.
Na busca pela quarta vitória seguida e da manutenção da boa fase, Abel Braga praticamente repetiu a escalação da vitória diante do Cruzeiro – trocou apenas Rodrigo por Edinho – e o Fluminense foi para o jogo no 4-2-2-2 com: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo e Edinho; Lanzini e Marquinho; Ciro e Fred. Pelo outro lado, o Corinthians tentava sua segunda vitória seguida contra um rival carioca – bateu o Flamengo, na última quinta – e o Tite organizou a equipe no 4-2-3-1 com: Júlio César; Wélder, Chicão, Leandro Castán e Ramón; Paulinho e Ralf; Willian, Alex e Jorge Henrique; Liédson.
Durante a 1ª etapa, o Fluminense ignorou o fato de enfrentar o líder do torneio e foi senhor do jogo. Com Fred mais participativo do que nos últimos jogos – últimos meses, eu diria – e Ciro usando e abusando de sua velocidade, as chances de gols apareceram em profusão desde o início do confronto. Foi neste panorama de domínio tricolor que, aos 22 minutos, depois de Ciro desperdiçar duas ótimas oportunidades e de Júlio César realizar linda defesa em arremate do Fred, o próprio Fred abriu o placar em falta que desviou na barreira. O Timão não era nem sombra da organizada equipe do início do Brasileirão e se mostrava incapaz de arquitetar uma trama ofensiva de qualidade ou de marcar o ataque do Flu, que ainda teve chances de ampliar com Fred e Mariano, já no fim da etapa.
No 2º tempo, a cada minuto que passava ficava mais clara a intenção tricolor de defender o resultado. O jogo, então, se transformou num duelo entre um Fluminense que se defendia com unhas e dentes e muita disposição e um Corinthians sem um pingo de criatividade ofensiva. Tanto que a única oportunidade criada pelo “Timão” para empatar o placar ocorreu somente aos 47 minutos, em cabeçada do zagueiro Paulo André por cima da meta. Apesar de a estratégia de se retrair por completo ter dado resultado nesta partida, creio que o Fluminense tem time e elenco para segurar um resultado sem a necessidade de abdicar inteiramente das ações ofensivas. Saídas em velocidade com Martinuccio, Mariano e Carlinhos, ou troca de passes com Marquinho, Lanzini e Souza, por exemplo, são tramas que precisam estar no cardápio tricolor.
Para deixar o torcedor do Flu ainda mais feliz, a 23ª rodada contou com resultados excelentes para as pretensões da equipe, como as derrotas de Flamengo, Botafogo, Palmeiras e São Paulo, além do empate do Vasco. Em outras palavras, dos sete primeiros colocados no início da rodada, só o Flu venceu.
TRÊS TOQUES!
- Volta e meia aparece um resultado mais do que surpreendente no Brasileirão. Nesta 23ª rodada, a vítima foi o Botafogo, impiedosamente goleado pelo Coritiba por 5 x 0. Agora, cabe ao Fogão não deixar que está derrota cause um terremoto na boa campanha que a equipe realiza, como ocorreu, por exemplo, com o Flamengo, após levar 4 x 1 do Atlético Goianiense.
- Hoje, Leandro Damião não é somente o melhor centroavante do futebol brasileiro, mas sim um dos melhores jogadores do nosso país. O atacante colorado vem comendo a bola e é um equívoco de mão cheia classificá-lo apenas como um finalizador. E mais: no ritmo do Damigol, o Internacional consegue bons resultados – como esta maiúscula vitória de 3 x 0 contra o Palmeiras, no Pacaembu – e já está na beira da zona de classificação para a Libertadores.
- Em noite inspiradíssima de Guerrón, que não devia jogar tanto desde a Libertadores de 2008, quando atuava pela LDU – o Atlético Paranaense bateu o Flamengo, em Macaé. Lembram daquela atuação do Ronaldinho contra a Inglaterra, na Copa do Mundo de 2002? Pois é, Guerrón, assim como o Gaúcho naquele dia, fez linda jogada individual antes de dar assistência para seu companheiro sacudir o filó, marcou um golaço e, depois, foi expulso. Com um homem a mais, o Flamengo começou a alçar bola na área atleticana de tudo quanto é maneira, mas não conseguiu chegar ao empate. Foi a oitava partida seguida que o Fla sai de campo sem vitória, marca que tira a equipe do G5 e a coloca com pior classificada dentre as cariocas.
sábado, 10 de setembro de 2011
PAPO CABEÇA - FUTEBOL E VALE TUDO (UFC)
Nesta semana que chega ao seu final, Anderson Silva, o melhor lutador de Vale Tudo da atualidade – e, para muitos, o maior de todos os tempos – foi apresentado como novo atleta do Corinthians. Pessoalmente, vejo uma relação de mutualismo muito interessante entre o futebol e o Vale Tudo, onde o primeiro pode se aproveitar do carisma e crescimento do segundo, que, por sua vez, pode ganhar muito com a imensurável popularidade do “Esporte Bretão”.
Tive a oportunidade de estar presente no UFC Rio, há duas semanas atrás, e pude ver nas arquibancadas as mais diversas bandeiras e camisas de clubes de futebol, além de lutadores fazendo símbolos de torcidas organizadas, como o flamenguista e Campeão do Peso-Pena, José Aldo, ao aparecer no telão, e o botafoguense Edson Barboza, em seu discurso após a vitória. Mais visível, porém, foi o fato dos lutadores Paulo Thiago, Rodrigo Minotauro e o próprio Anderson Silva entrarem no octógono com camisas do Cruzeiro, Internacional e Corinthians, respectivamente.
Apesar da visibilidade que tanto clube como lutador ganham quando este veste o uniforme durante um evento, creio que a associação entre eles pode ser muito mais próxima. A criação de academias, equipes com especialistas – treinadores, preparadores físicos, nutricionistas e outros – departamento médico, custeio de viagens... estes são gastos que um clube tem condições de arcar e os recuperaria em forma de prestígio e também financeiramente, já que o Vale Tudo envolve cifras cada vez maiores.
Há mais de 50 anos, em uma época onde o marketing esportivo ainda nem havia calçado as luvas, o São Paulo colheu bons frutos por ter Éder Jofre, o maior lutador de boxe de nossa história, como atleta. Hoje, acredito que o Corinthians conseguirá ainda mais com o Anderson Silva, tanto na forma de prestígio – com a criação de academias, em projetos sociais e em visibilidade – como na de recursos financeiros, através, principalmente, da venda de produtos.
Tive a oportunidade de estar presente no UFC Rio, há duas semanas atrás, e pude ver nas arquibancadas as mais diversas bandeiras e camisas de clubes de futebol, além de lutadores fazendo símbolos de torcidas organizadas, como o flamenguista e Campeão do Peso-Pena, José Aldo, ao aparecer no telão, e o botafoguense Edson Barboza, em seu discurso após a vitória. Mais visível, porém, foi o fato dos lutadores Paulo Thiago, Rodrigo Minotauro e o próprio Anderson Silva entrarem no octógono com camisas do Cruzeiro, Internacional e Corinthians, respectivamente.
Apesar da visibilidade que tanto clube como lutador ganham quando este veste o uniforme durante um evento, creio que a associação entre eles pode ser muito mais próxima. A criação de academias, equipes com especialistas – treinadores, preparadores físicos, nutricionistas e outros – departamento médico, custeio de viagens... estes são gastos que um clube tem condições de arcar e os recuperaria em forma de prestígio e também financeiramente, já que o Vale Tudo envolve cifras cada vez maiores.
Há mais de 50 anos, em uma época onde o marketing esportivo ainda nem havia calçado as luvas, o São Paulo colheu bons frutos por ter Éder Jofre, o maior lutador de boxe de nossa história, como atleta. Hoje, acredito que o Corinthians conseguirá ainda mais com o Anderson Silva, tanto na forma de prestígio – com a criação de academias, em projetos sociais e em visibilidade – como na de recursos financeiros, através, principalmente, da venda de produtos.
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