terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

GÊNIOS DAS PALAVRAS - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


FUTEBOL


Futebol se joga no estádio?

Futebol se joga na praia,

futebol se joga na rua,

futebol se joga na alma.

A bola é a mesma: forma sacra

para craques e pernas-de-pau.

Mesma a volúpia de chutar

na delirante copa-mundo

ou no árido espaço do morro.

São vôos de estátuas súbitas,

desenhos feéricos, bailados

de pés e troncos entrançados.

Instantes lúdicos: flutua

o jogador, gravado no ar

- afinal, o corpo triunfante

da triste lei da gravidade.


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

PREMIER LEAGUE 2011/2012 - 24ª RODADA


RESULTADOS

Arsenal 7 - 1 Blackburn

Norwich 2 - 0 Bolton

Queens Park Rangers 1 - 2 Wolverhampton

Stoke City 0 - 1 Sunderland

West Bromwich 1 - 2 Swansea City

Wigan 1 - 1 Everton

Manchester City 3 - 0 Fulham

Newcastle 2 - 1 Aston Villa

Chelsea 3 - 3 Manchester United

Liverpool 0 - 0 Tottenham

ARTILHARIA

22 Gols – Robin van Persie (Arsenal)

16 Gols – Demba Ba (Newcastle)

15 Gols – Kun Agüero (Manchester City) e Wayne Rooney (Manchester United)

GIRO PELA “TERRA DA RAINHA”

O quente empate em 3 x 3 entre Chelsea e Manchester United contrastou com o rigoroso frio que atinge a Europa e foi um colírio para os amantes do bom futebol. Apesar da incrível recuperação dos “Red Devils”, o Manchester City voltou a liderar a tabela de maneira isolada.

- O cronômetro do Stamford Bridge apontava 5 minutos da 2ª etapa e os torcedores azuis do Chelsea e do Manchester City só não tinham um sorriso maior do que a cara. Para descobrir o motivo dos dentes à mostra bastava olhar o placar. Lá estava bem grande e iluminado: Chelsea 3 x 0 Manchester United. Os gols dos “Blues” haviam sido assinalados por Evans, contra, após linda jogada do Sturridge, Mata e David Luiz, estes dois últimos nos primeiros minutos do 2º tempo. Parecia um placar sem volta. Parecia... Aos 7 minutos, Alex Fergusson decide colocar Chicharito Hernández em campo e o mexicano, ao lado do sempre incandescente Wayne Rooney, dão início a uma reação digna de roteiro de Hollywood. Com menos de 20 minutos, Rooney, duas vezes, ambas em cobranças de penalidades, já havia transformado a tranquila vitória azul em uma verdadeira batalha. Vendo a vaca londrina indo para o brejo, o Chelsea voltou a pisar no acelerador e a assustar o goleiro De Gea, mas não teve sucesso. Aos 38 minutos, Chicharito, de cabeça, igualou o escore de um jogo que seria pura emoção até os 49, com o Chelsea tentando, de qualquer maneira, recuperar o triunfo que terminaria de escorrer de suas mãos com o apito final. Jogaço com “J” maiúsculo.

- Já havia tocado no assunto há algumas semanas, mas, diante da sequência de três vitórias, sou obrigado a retomá-lo. Falo sobre o Sunderland do treinador norte irlandês Martim O’Neill, que assumiu um time entregue às moscas e, desde que estreou, na 15ª rodada, emplacou 7 vitórias, 1 empate e 2 derrotas em 10 jogos. E vale muito ressaltar que as derrotas ocorreram diante do Tottenham e do Chelsea, ambas fora de casa e pelo placar mínimo. Na próxima rodada, o Sunderland recebe o Arsenal no Stadium of Light. O goleador van Persie e companhia não encontrarão a mesma facilidade que o Blackburn ofereceu na goleada dos "Gunners" por 7 x 1.

- A falta de emoção do 1º tempo do duelo entre Liverpool e Tottenham, que fechou a 24ª rodada, foi tão grande que o lance mais apreciado foi a invasão do campo por um gato. Na etapa final, algumas chances de gols apareceram, mas estas não foram sólidas a ponto de tirar o zero do placar. Com o empate mudo, o Liverpool permanece invicto em seu estádio, uma invencibilidade, porém, que não é sinônimo de força, já que é composta por 8 empates e apenas 4 vitórias.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

CAMPEONATO CARIOCA 2012 - TAÇA GUANABARA - 4ª RODADA - BOTAFOGO X FLAMENGO


RESULTADOS

Grupo A

Resende 1 x 0 Bonsucesso

Nova Iguaçu 2 x 0 Macaé

Olaria 2 x 1 Madureira

Botafogo 0 x 0 Flamengo

Grupo B

Fluminense 1 x 1 Duque de Caxias

Vasco 2 x 0 Friburguense

Boavista 1 x 1 Volta Redonda

Americano 2 x 1 Bangu

ARTILHARIA

3 Gols – Alan (Olaria), Alecsandro (Vasco), Diego Souza (Vasco), Jhonnattann (Volta Redonda) e Somália (Boavista)

Botafogo 0 x 0 Flamengo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Chances de gols até foram criadas, mas em dia de bola apaixonada pelo travessão e os arqueiros Jefferson e Felipe impecáveis, Botafogo e Flamengo empataram sem gols.

Com um início de Taça Guanabara aquém do esperado por torcedores, jogadores e comissão técnica, o Botafogo foi para o jogo escalado pelo Oswaldo de Oliveira no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Renato e Marcelo Mattos; Maicosuel, Andrezinho e Elkeson; Loco Abreu. Quarto treinador a comandar o Flamengo neste ano de 2012, Jaime de Almeida mandou a campo a mesma equipe que conquistou, na última quarta-feira, a classificação para a fase de grupos da Libertadores. Assim, o Fla foi escalado no 4-3-1-2 com: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Junior Cesar; Luiz Antônio, Willians e Renato; Bottinelli; Ronaldinho e Deivid.

Falar do 1º tempo desta partida é falar da atuação de Andrezinho. Durante os primeiros 45 minutos, parecia que somente o habilidoso e incisivo camisa 10 alvinegro conhecia os segredos das tramas ofensivas de qualidade. Desde a primeira volta do relógio, quando acertou um petardo no travessão, até a última, com uma linda jogada pela esquerda, passando ainda por uma cobrança de falta que também beijou o poste, Andrezinho foi, de longe, o nome da 1ª etapa. O Flamengo? Menos criativo do que cantor sertanejo sem musa inspiradora, conseguiu apenas uma cabeçada com o Bottinelli que o Jefferson, com toda sua elasticidade felina, tirou do endereço certo.

Após o bate-papo do intervalo, o Flamengo voltou mais vivo e, logo aos 5 minutinhos, Renato fez o travessão sobre Jefferson tremer, com um tijolaço de fora da área. Como o Botafogo não se intimidou – perderia uma chance incrível com o Loco Abreu no minuto seguinte – o jogo ficou aberto. Até o minuto 30, Deivid, Bottinelli e Léo Moura, pelo Fla, e Loco Abreu, pelo Bota, poderiam ter sacudido o barbante, mas o rubro-negro Felipe e o alvinegro Jefferson foram seguros o suficiente para manter o zero no placar. O clássico tinha tudo para continuar imprevisível nos últimos 15 minutos, porém o cada dia mais irresponsável volante Willians, que já havia cometido um pênalti não marcado pela arbitragem, fez falta no Herrera, ironizou a marcação do árbitro e foi expulso. Daí até o apito final só deu Botafogo, mas tem dias que, ora por erros nas finalizações, ora por méritos da defesa rival, o gol não sai. Assim, conclusões de Fábio Ferreira, Márcio Azevedo – em ótima atuação –, Herrera e Loco Abreu não encontraram o caminho das redes.

Em termos de tabela, o placar mudo foi péssimo para rubro-negros e alvinegros, que chegaram, ambos, ao terceiro empate seguido no torneio e terminaram a rodada fora da zona de classificação para as semifinais.

JOGADA RÁPIDA!

- Nos comentários da 1ª rodada, quando todos os “grandes” haviam vencido seus jogos, com 12 gols marcados e apenas um sofrido, escrevi, aqui mesmo, que preferia esperar antes de decretar a classificação de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. Hoje, ao final da 4ª rodada, o 100% Vasco teria a companhia de Nova Iguaçu, Resende e Boavista na fase final da Taça Guanabara. Os que têm como hobby criticar o Cariocão não podem mais chamá-lo de previsível.

PELO BRASIL AFORA

- Diante do Santos, o Palmeiras, já no apagar das luzes, transformou uma derrota em vitória por 2 x 1 e jogou o “Peixe” para a 9ª colocação do Paulistão. No entanto, ao invés de elogiar o suado triunfo alviverde ou descer o sarrafo na campanha santista, usarei o espaço para destacar o centésimo gol do atual ídolo máximo do futebol brasileiro, Neymar, marca alcançada no dia em que soprou velinhas para comemorar seus 20 anos. Duas décadas de vida e uma centena de gols. Assustador.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - DADÁ MARAVILHA

Ler um livro sobre a vida do centroavante Dadá Maravilha é como conhecer as histórias do Curupira, do Saci Pererê, da Mula sem cabeça... Poucos jogadores são tão folclóricos como este centroavante de centenas de gols. É daqueles livros para ser lido e comentado com os amigos na mesa do bar.



Dadá Maravilha

Autor: Lúcio Flávio Machado

Editora Del Rey

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PREMIER LEAGUE 2011/2012 - 23ª RODADA



RESULTADOS

Swansea City 1 - 1 Chelsea

Tottenham 3 - 1 Wigan

Wolverhampton 0 - 3 Liverpool

Everton 1 - 0 Manchester City

Manchester United 2 - 0 Stoke City

Aston Villa 2 - 2 Queens Park Rangers

Blackburn 0 - 2 Newcastle

Bolton 0 - 0 Arsenal

Fulham 1 - 1 West Bromwich

Sunderland 3 - 0 Norwich

ARTILHARIA

19 Gols – Robin van Persie (Arsenal)

15 Gols – Demba Ba (Newcastle)

14 Gols – Kun Agüero (Manchester City)

13 Gols – Wayne Rooney (Manchester United)

GIRO PELA “TERRA DA RAINHA”

Iguais em pontos. Assim se encontram os rivais de Manchester na ponta da tabela da Premier League, após uma 23ª rodada de tranquila vitória do United sobre o Stoke e de derrapada do City, na “Terra dos Beatles”, diante do Everton.

- Em um verdadeiro ataque x defesa, o United não precisou forçar muito para vencer o Stoke City por 2 x 0, gols de pênalti da dupla de ataque formada por Chicharito e Berbatov, já que Rooney não esteve em campo. O que mais valeu na apresentação dos “Red Devils”, além de umas belas trocas de passes na 2ª etapa, foram as atuações de dois garotos: o goleiro inglês Amos, de 22 anos, que mostrou segurança nas raras vezes em que foi exigido, e o meia-ofensivo francês Pogba, com 18 anos de muita malemolência e qualidade nos passes. Fica a expectativa para saber se Sir Alex Fergusson pretende utilizá-los mais vezes e com mais intensidade nesta temporada.

- Ao lado do United, o grande vencedor da rodada foi o Tottenham. Vejam só: além de passar sem dificuldades pelo lanterna Wigan, com dois gols do candidatíssimo ao posto de melhor da Premier league 2011/2012 Gareth Bale, os “Spurs” se aproximaram do líder Manchester City e se afastaram ainda mais do rival londrino Chelsea, que não conseguiu mais do que um empate em 1 x 1 diante do Swansea. Empate que ainda foi comemorado pelos “Blues”, já que ele só foi alcançado quando o apito final já batia na porta e o time contava com um jogador a menos.

- E quem voltou a fraquejar foi o Arsenal, que não saiu de um empate mudo com o 17º colocado Bolton. Em termos de tabela o resultado se mostra catastrófico, pois fez os “Gunners” serem ultrapassados por Liverpool e Newcastle. A briga pela 4ª colocação e a consequente classificação para a Champions League pretende ser dura e decidida somente nos últimos capítulos, ficando com a vaga aquele que bobear menos dentre Chelsea, Liverpool, Newcastle e Arsenal. O problema é saber, dentre tantos times instáveis, qual que vai pisar em menos buracos.

CAMPEONATO CARIOCA 2012 - TAÇA GUANABARA - 3ª RODADA - FLUMINENSE X BOAVISTA

Fluminense 1 x 2 Boavista – Estádio da Cidadania, Volta Redonda (RJ)

Em uma noite para guardar na história do clube, o Boavista alcançou uma espetacular virada no fim do jogo sobre os titulares do Fluminense e chegou à 2ª colocação do grupo B. O folclórico centroavante Somália, com dois gols, foi o herói do triunfo.

O treinador Abel Braga mandou a campo o provável onze tricolor que estreará na Libertadores e organizou o Fluminense no 4-2-2-2 com: Diego Cavalieri; Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Edinho e Diguinho; Deco e Wagner; Rafael Sóbis e Fred. O invicto Boavista, que pisou no gramado com quatro pontos conquistados, foi para a partida escalado no 4-3-1-2 com: Thiago; Sheslon, Fábio Braz, Bruno Costa e Paulo Rodrigues; Leandro Ferreira, Júlio Cèsar e Tony; Fabiano Gadelha; André Luís e Somália.

Os primeiros 45 minutos do confronto não chegaram a ser um famoso ataque x defesa, mas foi possível perceber que, enquanto o Fluminense mantinha a pelota em seus pés, o Boavista marcava forte em seu campo a espera de uma oportunidade para contra-atacar. Apesar de algumas arrancadas do Gadelha e do André Luís, o Clube de Bacaxá não conseguiu ter sucesso nos contra-golpes e nada foi exigido do Diego Cavalieri. Já no Tricolor das Laranejeiras, o centroavante Fred foi duas vezes acionado para finalizações, os laterais Bruno e Carlinhos foram constantes no campo de ataque e Deco, principalmente após o minuto 25, se encarregou de criar as melhores oportunidades da equipe. Cobrou córner para perigosa cabeçada de Rafael Sóbis, sacudiu o véu da noiva após bobeada da zaga adversária, aos 36 minutos, e, por pouco, não marcou um maravilhoso gol de peito.

A etapa final teve uma grande diferença em relação à inicial: o Boavista decidiu atacar. Assim, desde o início do 2º tempo, as chances de gols passaram a ser criadas por ambos os lados, não só pelo lado tricolor. Se pelo Flu a qualidade de passe do Deco e os avanços do lateral-direito Bruno seguiram como responsáveis pelas melhores tramas ofensivas da equipe, pelo Verdão de Bacaxá o lateral Paulo Rodrigues e o veloz Romarinho formavam uma ótima dupla pelo lado esquerdo. E foi justamente com os dois que, já aos 37 minutos, quando o Fluminense deveria estar valorizando a posse de bola para segurar o resultado, o Boavista conseguiu o empate em uma cabeçada do sempre perigoso centroavante Somália. O mesmo Somália que aproveitou excelente arrancada do zagueiro Bruno Costa, recebeu a bola dentro da área, sofreu falta do Diguinho e converteu o pênalti que deu a vitória para sua equipe. Vitória que só foi concretizada porque o salvador goleiro Thiago realizou uma espetacular defesa em cobrança de falta do Souza, aos 48 minutos.

Para aqueles que acreditavam que os grandes passeariam na Taça Guanabara, os empates de Flamengo e Botafogo, na última rodada, e esta derrota do Flu para o organizado e bom time time do Boavista dizem o contrário.

COPA LIBERTADORES 2012 - 1ª FASE - FLAMENGO X REAL POTOSÍ

Flamengo 2 x 0 Real Potosí (BOL) – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Cheio de vontade e com lances ofensivos de alto nível, principalmente no 1º tempo, o Flamengo venceu o Real Potosí e se garantiu na fase de grupos da Libertadores.

O Flamengo adentrou o gramado do Engenhão para o jogo que determinaria boa parte de seu ano com o treinador Luxemburgo a quilômetros de estar em uma situação confortável e organizado no 4-3-1-2 com: Felipe; Léo Moura, Welington, David Braz e Junior César; Luiz Antônio, Willians e Renato; Bottinelli; Ronaldinho e Deivid. Sem a altitude como 12º jogador e com o claro intuito de aproveitar a vantagem do empate, o Real Potosí foi para o duelo esquematizado pelo Victor Zwenger no 4-5-1 com: Lapczyk; Jiménez, Alarcón, Centurión e Rivero; Yecerotte, Ortiz, Sejas, Ovando e Michelena; Brittes.

Se fossemos dar um nome, um título, para a atuação do Flamengo na 1ª etapa este seria “Há muito tempo não se via”. Há muito tempo não se via um Léo Moura tão incisivo e veloz, um Renato com o pé esquerdo tão calibrado, um Bottinelli tão participativo e com lances decisivos e um Ronaldinho tão malabarista e vivo no jogo. Chutes de curta e longa distâncias, fortes e colocados, rasteiros e pelo alto... Durante os primeiros 45 minutos, o Flamengo criou tudo quanto é tipo de jogada ofensiva – foram nada menos do que 10 oportunidades de balançar as redes. No entanto, a pelota só resolveu cumprimentar o barbante aos 40 minutos, quando Ronaldinho cobrou falta e Léo Moura, de moicano, completou pro fundo do gol.

Seria improvável, ainda mais no início da temporada e na noite quente que se apresentava, o Flamengo manter a mesma potência ofensiva após o intervalo. Por isso, e pela falta de gente e poder do ataque do Potosí, os 15 minutos iniciais do 2º tempo transcorreram em banho maria. Até que o Mengo resolveu mostrar que ainda tinha bala na agulha e voltou levar perigo ao goleiro Lapczyk e as entradas de Pool e Tudor, no Potosí, deixaram os bolivianos mais assanhados. Susto mesmo o torcedor rubro-negro só levou as 32 minutos, em cabeçada do centroavante Brittes, mas o Fla soube segurar a vitória. Segurar e ampliar, já que, nos acréscimos, Ronaldinho recebeu passe do Léo Moura, deixou o marcador Jiménez mais perdido do que cupim em metalúrgica, colocou a redonda para dormir e só não pulou nos braços da galera porque existia uma mureta os separando.

Com a classificação, o Fla caiu em um grupo com Emelec (ECU), Lanús (ARG) e Olimpia (PAR), grupo este que não pode ser chamado nem de grupo da morte nem de grupo baba. Pode ser chamado, sim, de um grupo onde o Flamengo tem todas as condições – e diria até a obrigação, pelo investimento que realiza – de se classificar.