domingo, 26 de fevereiro de 2012

CAMPEONATO CARIOCA 2012 - TAÇA GUANABARA - FINAL - VASCO X FLUMINENSE


Vasco 1 x 3 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Chega de jejum! Com uma apresentação poderosa, Fluminense bate o Vasco, coloca fim à marca de 12 jogos sem vitórias em clássicos (com a bola rolando) e vence a Taça Guanabara após 19 anos.

Com oito vitórias em oito jogos na Taça GB, o Vasco foi para a decisão com o mesmo onze que eliminara o Flamengo na semi final e organizado pelo Cristóvão Borges no 4-3-3 com: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Rodolfo e Thiago Feltri; Juninho Pernambucano, Nílton e Fellipe Bastos; William Barbio, Diego Souza e Alecsandro. Depois da dramática classificação na disputa por pênaltis contra o Botafogo, o Fluminense chegou para a final esquematizado no 4-3-1-2 com: Diego Cavalieri; Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Deco, Valencia e Diguinho; Thiago Neves; Wellington Nem e Fred.


Os primeiros 45 minutos da decisão foram de mais uma prova concreta de que, em futebol, estatística não entra em campo. Se perguntássemos para um gringo presente ao Engenhão qual o time estava com uma campanha 100% e qual sofreu horrores para se garantir na fase final ele não saberia responder, tamanha a igualdade entre Vasco e Fluminense. Igualdade esta vista no número de oportunidades criadas, mas não no placar. O Vasco levou muito perigo nas bolas aéreas, até pelo péssimo desempenho da defesa tricolor neste tipo de jogada, mas construiu sua principal chance em uma entregada do zagueiro Anderson que Diego Souza arrematou no poste. Já o Fluminense tinha no veloz Wellington Nem, o nome do 1º tempo, sua principal arma. E foi justamente de um pênalti do Fagner no impetuoso atacante tricolor que nasceu o primeiro gol, em precisa cobrança do Fred, aos 36. Menos de cinco minutos depois, foi a vez de Deco mostrar sua magia e com um perfeito chute longo se aproveitar de uma movimentação falha do Fernando Prass para colocar 2 x 0 no placar. Dois que só não virou três porque Thiago Neves não soube aproveitar erro grotesco do zagueiro Rodolfo.


O desenho da 2ª etapa pôde ser percebido em pouco tempo: Fluminense recuado a espera de um espaço para contra-atacar e o Vasco a martelar a retaguarda tricolor. Melhor para o Fluzão que, aos 10 minutos, puxou um perfeito contra-golpe que terminou em assistência do Thiago Neves para finalização de “quem sabe” do Fred. Aí bateu o desespero no lado cruzmaltino. Sem um pingo de exagero, verdade verdadeira, Dedé surtou e resolveu virar centroavante e o Vasco passou a alçar bolas na área de qualquer lugar do campo, sem o mínimo capricho. E foi assim que, aos 37, depois de o Fluminense deixar escapar alguns bons contra-ataques, o bumba-meu-boi do Vasco deu certo em cruzamento do Fagner e cabeçada do Eduardo Costa. Poucos giros do ponteiro dos segundos depois, Dedé cabeceou na trave a bola que colocaria fogo no fim da partida, mas Diego Cavalieri e a insegura defesa tricolor conseguiram manter a vantagem até o apito final.


Depois de uma fase de grupos de instabilidade, o Fluminense apresentou parte de sua força ao conquistar esta Taça Guanabara. E com o quarteto Deco, Wellington Nem, Thiago Neves e Fred a cada dia melhor, a alegria promete visitar mais vezes as Laranjeiras.


PARABÉNS, FLUMINENSE!!!



PELO BRASIL AFORA
- Menos de uma semana após o fim do carnaval o Corinthians vence uma partida com gol do Adriano, que atuou durante os 90 minutos. Sinceridade de amigo: eu não esperava.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

NOMES DOS ESTÁDIOS - MARACANÃ

Sob os ruídos de tratores e britadeiras de uma enfumaçada – no sentido literal e metafórico – reforma para receber a Copa do Mundo de 2014, o Maracanã, inaugurado em 1950, troca a contradição pela unanimidade quando o assunto é o seu nome: Estádio Jornalista Mário Filho. Listar as benfeitorias do irmão de Nelson Rodrigues para o futebol brasileiro exigiria tantas páginas quanto uma Enciclopédia Britânica, mas fica impossível não citar a contribuição de Mário Filho para a linguagem do jornalismo esportivo, que aproximou ainda mais os torcedores do mundo dos esportes. Quem nunca teve a oportunidade de ler uma crônica deste inigualável jornalista deveria o fazer, no mais tardar, hoje. Mas como o assunto desta seção é estádio de futebol, Mário Filho foi de uma importância imensurável durante o turbilhão político que envolveu o nascimento do Maracanã. Não fossem suas palavras e opiniões no Jornal dos Sports, do qual era dono, a construção e localização do “Maior do Mundo” seriam totalmente diferentes. Negativamente diferentes. Se existe, no Brasil, coerência na nomeação de um monumento, esta se chama Estádio Jornalista Mário Filho.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CAMPEONATO CARIOCA 2012 - TAÇA GUANABARA - SEMI FINAL - BOTAFOGO X FLUMINENSE

Botafogo 1 (3) x (4) 1 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Duas defesas do Diego Cavalieri na disputa por pênaltis, uma delas do Loco Abreu, fazem o Fluzão voltar a uma decisão de Taça Guanabara.

Para sua quinta participação seguida em uma semi final da Taça GB, o Botafogo não pôde contar com o Maicosuel e foi para o jogo organizado pelo Oswaldo de Oliveira no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Renato e Marcelo Mattos; Herrera, Andrezinho e Elkeson; Loco Abreu. Sem chegar à final da Taça GB desde 2004, o Fluminense apostou no 4-3-1-2 e Abel Braga mandou a campo o seguinte onze: Diego Cavalieri; Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Deco, Edinho e Diguinho; Thiago Neves; Wellington Nem e Fred.

Os primeiros 45 minutos do “Clássico Vovô” foram amarrados, equilibrados e de poucas oportunidades de gols. O Botafogo tentou explorar a sua já tradicional jogada aérea, mas Loco Abreu – sentia a contusão que o atormentou durante a semana? – não conseguiu sequer uma cabeçada. O melhor momento alvinegro na 1ª etapa? Um arremate longo e rasteiro do Andrezinho. Pelo lado tricolor, faltou mais do Deco, que esteve sempre próximo à linha central e pouco apareceu ofensivamente. O resultado desta pouca participação do luso-brasileiro foi uma sobrecarga no Thiago Neves, que deu bons passes, cobrou falta, apareceu para finalizar, mas, sozinho, não foi capaz levar o Flu às redes.

Nos primeiros 20 minutos da 2ª etapa, o equilíbrio deu lugar a uma baita pressão tricolor. Ainda sob o comando do Thiago Neves, o Flu criou três ótimas chances para sacudir o barbante, apesar de não ter conseguido tirar o zero do placar. Em ordem cronológica: chute de fora da área do Wellington Nem, cabeçada do Fred após rápida e esperta cobrança de córner do Thiago Neves e, por fim, mais uma finalização de cuca, esta do Thiago Neves e defendida de maneira espetacular pelo Jefferson. A situação alvinegra se apresentava mais negra que alva e o time, com Elkeson e Andrezinho desaparecidos, parecia não saber como atacar. Foi então que, aos 28 minutos, e pode-se dizer que de maneira surpreendente, Lucas lançou Herrera e o argentino deu perfeita assistência para Elkeson colocar o Fogo na frente do escore. A alegria botafoguense, porém, durou menos de cinco minutos, tempo necessário para Deco alçar a redonda na área e Leandro Euzébio, com enorme categoria, dominar e tocar na saída do Jefferson.

O empate em 1 x 1 perdurou até o apito final e a decisão da vaga para a final da Taça GB foi para a disputa de pênaltis. Assim como com a bola rolando, o Botafogo largou na frente após Jean arrematar nas mãos do Jefferson como se fosse uma criança, mas as defesas de Diego Cavalieri nas cobranças de Lucas e Loco Abreu transformaram o arqueiro tricolor no herói da noite e garantiram o Flu na finalíssima da Taça GB após oito anos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CAMPEONATO CARIOCA 2012 - TAÇA GUANABARA - SEMI FINAL - VASCO X FLAMENGO

Vasco 2 x 1 Flamengo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Quarta-feira de cinzas? Não para o Vasco! Com gols de Alecsandro e Diego Souza o Cruzmaltino virou para cima do Flamengo e se garantiu na decisão da Taça Guanabara.

Sem sequer um pontinho perdido na Taça Guanabara, o Vasco foi para a semi final escalado pelo Cristóvão Borges no 4-3-3 com: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Rodolfo e Thiago Feltri; Juninho Pernambucano, Nilton e Fellipe Bastos; William Barbio, Diego Souza e Alecsandro. Pelo lado do Flamengo, o multi-campeão carioca Joel Santana também optou por um trio ofensivo e organizou a equipe no 4-3-3 com: Felipe; Léo Moura, Gustavo, Welinton e Junior Cesar; Willians, Aírton e Renato; Deivid, Ronaldinho e Vagner Love.

Os torcedores ainda se ajeitavam nas poltronas de suas casas ou nas cadeiras do Engenhão quando Vagner Love acertou um tijolo de perna esquerda e abriu o placar para o Flamengo. Um gol tão cedo em um clássico semi final tinha tudo para dar ao Fla o domínio do jogo, mas não foi o que ocorreu. Sob o comando do almirante Juninho Pernambucano, a nau vascaína retomou o seu rumo e chegou ao empate no minuto 14, gol do artilheiro Alecsandro após falha do Felipe em chute longo do próprio Juninho. A vantagem fez bem ao Cruzmaltino, que seguiu melhor postado e arriscando chutes longos até que, a partir dos 30 minutos, o jogo virou uma verdadeira roleta russa com ambos os times construindo ótimas oportunidades de gols. Pelo Flamengo, Deivid obrigou Fernando Prass a realizar boa defesa e, em seguida, desperdiçou uma oportunidade a um palmo da linha fatal, enquanto o Vasco fez o Felipe a se redimir de seu erro com duas boas defesas – arremates do Diego Souza e do Juninho – e ainda teve uma cabeçada do Diego Souza que passou raspando o poste.

Depois de um final de 1º tempo mais agitado que filme de ação dos anos 80, os rivais voltaram mais lentos e para a etapa final e nada de bom foi produzido nos primeiros 15 minutos. Os técnicos resolveram mexer seus pauzinhos: Bottinelli substituiu Deivid no Fla e Juninho deu lugar a Felipe no Vasco. De cara, o Flamengo parecia ter se dado melhor, já que o argentino logo armou duas boas tramas com o Love, coisa que o sumido Ronaldinho e o abalado Deivid não conseguiam. No entanto, aos 31 minutos, foi o Cruzmaltino que, em um rápido ataque, deu números finais ao confronto: Kim cruzou milimetricamente, Fagner cabeceou na pequena área, Felipe defendeu no reflexo e Diego Souza, também de cuca, completou para o fundo do barbante. Com pouco mais de 15 minutos pela frente, o Flamengo partiu na base do abafa, mas não conseguiu nem dar trabalho ao Fernando Prass.

Estas últimas linhas serão dedicadas para a atuação do Dedé. E que atuação! Fosse no mano a mano contra o empolgado Love ou na cobertura a seus companheiros, o zagueiro vascaíno esteve perfeito e teve uma apresentação digna de ser gravada em um DVD sob o título de “Como ser um zagueiro”. E mais! Sem cometer sequer uma falta. Hoje, em uma imaginária pelada com os jogadores que atuam por aqui, após o tradicional par ou ímpar, o Dedé seria escolhido atrás apenas do Neymar.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

UMA IMAGEM



Capa do LP "Voa Canarinho", que embalou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

CAMPEONATO CARIOCA 2012 - TAÇA GUANABARA - 7ª RODADA - RESENDE X FLAMENGO





FASE SEMI FINAL

Vasco x Flamengo

Botafogo x Fluminense


RESULTADOS


Grupo A

Olaria 1 x 1 Bonsucesso

Macaé 0 x 3 Botafogo

Resende 1 x 3 Flamengo

Madureira 2 x 2 Nova Iguaçu

Grupo B

Duque de Caxias 3 x 1 Americano

Boavista 0 x 1 Vasco

Volta Redonda 2 x 2 Friburguense

Fluminense 3 x 0 Bangu


ARTILHARIA

7 Gols – Alecsandro (Vasco) e Rômulo (Friburguense)

6 Gols – Somália (Boavista)

5 Gols – Loco Abreu (Botafogo)


Resende 1 x 3 Flamengo – Estádio da Cidadania, Volta Redonda (RJ)


Gols de Ronaldinho, Love e Negueba e mais uma boa atuação de Léo Moura colocaram o Flamengo na semi final da Taça Guanabara.

Algoz do Flamengo na decisão da Taça Guanabara de 2010, o Resende entrou em campo com a missão de voltar a ser a pedra no caminho rubro-negro e organizado pelo treinador Paulo Campos no 4-2-2-2 com: Mauro; Wellington, Facundo, Felipe Machado e Kim; Léo Silva e Yuri; Valdeir e Marcel; Marcelo Régis e Elias. Com a obrigação da vitória para garantir a vaga na semi final sem a necessidade de torcer contra o Botafogo, o Flamengo foi para o jogo esquematizado no 4-3-3 com: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Junior Cesar; Luiz Antônio, Aírton e Willians; Ronaldinho, Deivid e Vagner Love.

O ponteiro de minutos do relógio mal girara pela primeira vez e o Resende já havia acertado a trave em cabeçada do Marcel. No entanto, apesar deste lance, a emoção não foi a tônica da 1ª etapa, que viu um Flamengo com a posse de bola sem saber como utilizá-la e um Resende recuado a espera de uma chance para contra-atacar. Devendo muito em termos coletivos – levou perigo apenas em duas jogadas individuais, uma do Ronaldinho e outra do Léo Moura – o Flamengo nada fez que justificasse uma possível vantagem no placar. Assim, melhor para o Resende, que, se não teve sucesso nos contra-golpes, foi para o intervalo com o empate que o classificava.

A etapa final começou da mesma maneira que a inicial, ou seja, com um caos aéreo digno dos piores aeroportos brasileiros na defesa do Flamengo. Se com um minuto o goleiro Felipe conseguiu salvar uma cabeçada do Yuri, aos dois ele nada pôde fazer para evitar que Marcelo Régis colocasse a redonda no fundo do barbante. Vale ressaltar que o grande destaque do Resende nestas jogadas aéreas não foram os seus finalizadores, mas sim o calibradíssimo meia Valdeir, autor de todos os cruzamentos. O sábado de carnaval flamenguista começava a ganhar contornos de quarta-feira de cinzas quando, enfim, os principais nomes do atual Campeão Carioca resolveram aparecer. Num piscar de olhos, entre 13 e 17 minutos, Ronaldinho, pelo alto, e Vagner Love, por baixo, balançaram as redes e colocaram o Mengão na zona de classificação. O Resende sentiu a virada e perdeu força, mas quase chegou ao empate em espetacular jogada individual do Elias, aos 32. A consolidação da vitória rubro-negra veio aos 37 em uma rápida arrancada e boa finalização do Negueba. Léo Moura, que cruzou para o gol do Love e lançou para o do Negueba, merece aplausos. Mais uma vez.

Na busca pelo Bi da Taça Guanabara, o Flamengo terá o 100% Vasco pela frente. Um clássico para crítico nenhum dos Estaduais colocar defeito.


JOGADA RÁPIDA!


E a classificação do Fluminense foi suada. Não pelo próprio jogo, uma fácil vitória sobre o Bangu, mas porque um compreensivelmente relaxado Vasco só colocou a pá de terra no sonho do Boavista (gol do atacante Kim) no final do jogo. Assim, os quatro “grandes” seguem na briga pelo 1º turno. Impossível indicar um favorito.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

DEZ! NOTA DEZ!

O Carnaval se aproxima e é impossível ficar indiferente a tamanha euforia popular. Que o digam os boleiros, que perdem o pouco foco que possuem nesta época do ano e se esbaldam em desfiles, blocos, bailes, camarotes, abadás... Cada canto deste imenso Brasil possui suas festas carnavalescas características, e, no Rio de Janeiro, o mundialmente conhecido desfile das escolas de samba é ansiosamente aguardado pelos foliões. A década de 20 marca o nascimento das primeiras escolas de samba, mas foi somente a partir dos anos 60 que estas e os desfiles começaram a se transformar no “Maior Show da Terra”.

Ao longo de tantos anos de escolas na avenida, não foram poucos os sambas-enredo que cantaram o futebol em suas letras, fossem direta ou indiretamente. Quando digo indiretamente, digo das homenagens realizadas a ilustres brasileiros que volta e meia são – ou eram, no caso dos que já partiram – vistos ao lado do futebol. Lamartine Babo, autor dos hinos dos cariocas América, Bangu, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, foi homenageado pela São Carlos, em 1973. Falando em hinos, Lupicínio Rodrigues, criador do belo hino do Grêmio, foi enredo da Unidos do Jacarezinho, em 1987.

Sérgio Cabral, o pai, e Chico Anysio, vascaínos daqueles que possuem o coração em forma de cruz de malta e conhecedores de futebol, viraram samba, no ano de 1997, da Em cima da hora e da Arranco, respectivamente. Chico Buarque, um apaixonado pela bola, como mostram sua canção “O Futebol” e seu famoso time de pelada, o Politheama, foi cantado pela tradicionalíssima Mangueira, em 1998. Para fechar o bloco dos ilustres cujas participações só valorizam o futebol, Nelson Rodrigues, o dramaturgo e cronista esportivo inigualável, protagonizou nada menos do que três sambas-enredo diferentes, cantados pela Tupy de Brás Pina (1982), Império da Tijuca (1994) e Unidos da Tijuca (2001), além de ainda ser o enredo da Viradouro neste 2012.

Falemos agora dos clubes, ou melhor, do centenário dos clubes cariocas. Em 1995, a Estácio de Sá, com o samba de título “Uma vez Flamengo...” homenageou os 100 anos do Rubro-Negro da Gávea, enquanto, três anos depois, em 1998, o primeiro século de vida do Vasco foi o enredo escolhido pela Unidos da Tijuca sob o nome de “De Gama a Vasco, a epopéia da Tijuca”. Um fato curioso envolve estes dois sambas-enredo. Apesar de a Estácio de Sá, em 1995, ter ficado a apenas 3,5 pontos do título, e de a Unidos da Tijuca ter sido rebaixada no carnaval de 1998, os versos “Vamos vibrar meu povão (é gol, é gol) / A rede vai balançar, vai balançar / Sou Vasco da Gama, meu bem / Campeão de terra e mar” são sempre cantados pelos vascaínos, enquanto o refrão “Cobra coral / Papagaio vintém / Vesti rubro-negro / Não tem pra ninguém” é ignorado pelos flamenguistas. No entanto, estranho mesmo foi o fato de a Rocinha ter homenageado o centenário do Fluminense em 2003, sendo que o Tricolor das Laranjeiras completara seu centésimo aniversário um ano antes.

Menos do que deveriam, os grandes craques também inspiram as escolas. Se não, vejamos. Só para ficar nas escolas mais tradicionais temos: “Negra origem, negro Pelé, negra Bené” – Caprichosos de Pilares (1998); “O glorioso Nilton Santos... Sua bola, sua vida, nossa Vila” – Vila Isabel (2002); “O Brasil é penta, o R é 9 - O fenômeno iluminado” – Tradição (2003). Não se sabe a veracidade, mas dizem que a Vila Isabel, que estava no Grupo de Acesso em 2002, só não retornou para o Grupo Especial com o enredo que homenageava Nilton Santos porque um julgador se enganou ao dar uma de suas notas.

Por último, mas longe de ser menos importante, temos “O mundo é uma bola”, que embalou o desfile da Beija-Flor no ano de 1986. Muitos conhecedores de sambas-enredo afirmam que o futebol nunca foi tão bem representado na avenida como neste desfile, que teve Joãozinho Trinta como carnavalesco e Neguinho da Beija-Flor como intérprete. No entanto, um dilúvio bíblico, quase igual ao que Noé enfrentou com sua arca, estava no caminho da Escola de Nilópolis, que acabou na 2ª colocação do Carnaval de 1986.

É isso, meus amigos. O FUTEBOLA deseja um perfeito carnaval para todos, com muita responsabilidade, folia e, claro, futebol.