segunda-feira, 23 de abril de 2012

PREMIER LEAGUE 2011/2012 - 35ª RODADA










RESULTADOS
Arsenal 0 - 0  Chelsea                   
Aston Villa 0 - 0  Sunderland            
Blackburn 2 - 0  Norwich                 
Bolton 1 - 1  Swansea City                    
Fulham  2 - 1  Wigan                     
Newcastle 3 - 0  Stoke City               
Queens Park Rangers  1 - 0  Tottenham             
Manchester United 4 - 4  Everton                   
Liverpool 0 - 1  West Bromwich               
Wolverhampton 0 - 2  Manchester City


ARTILHARIA
27 Gols – Robin van Persie (Arsenal)
26 Gols – Wayne Rooney (Manchester United)
22 Gols – Kun Agüero (Manchester City)


GIRO PELA “TERRA DA RAINHA”


Vai ser de arrepiar! A três rodadas do final – alguns times ainda entram em campo quatro vezes – a Premier League tem rebaixamento, vagas nas competições europeias e campeão indefinidos.

Depois do surpeendente – pelo placar e pelo fato de o duelo ter sido no Old Trafford – empate em quatro gols entre Manchester United e Everton, fica impossível não começarmos os comentários da 35ª rodada pela corrida atrás do caneco. Com o empate dos “Red Devils” e a vitória do  Manchester City sobre o já rebaixado Wolverhampton a diferença entre os rivais é de apenas três pontinhos. E, para a alegria dos amantes da pelota, na próxima rodada teremos City versus United em pleno Etihad Stadium, casa azul. Amigos, é necessário falar que é imperdível?

Já na briga pela classificação para a próxima Champions League, o Newcastle, que alcançou incríveis seis vitórias seguidas ao bater o Stoke City, foi o grande felizardo do fim de semana. Além do triunfo, os torcedores dos “Magpies” comemoraram o empate mudo entre Arsenal e Chelsea e a derrota do Tottenham para o Queens Park Rangers. Inacreditável que o Tottenham,que tinha o Bale na briga para ser o melhor jogador da competição e o técnico, Harry Redkanpp, favorito para assumir o English Team, tenha chegado à marca de uma única vitória nos últimos nove jogos.

Falemos agora da briga contra a degola. Do Bolton, penúltimo colocado com 30 pontos e 33 jogos, ao Aston Villa, 15º com 36 pontos em 34, passando por Queens Park Rangers, Wigan e Blackburn, a foice da Segundona assusta. Como resultados completamente inesperados viraram comuns nas últimas rodadas – vitórias do Wigan sobre Arsenal e Manchester United e do Queens Park Rangers para cima do Tottenham – fica impossível qualquer previsão sobre os futuros rebaixados. Fato que só torna o campeonato mais emocionante.

SAIU A SELEÇÃO DA PREMIER LEAGUE 2011/2012

Sem muitas surpresas, principalmente nos nomes de ataque, a Seleção da Premier League 2011/2012 foi definida e o holandês Robin van Persie escolhido o melhor jogador da competição. Até concordo que van Persie seja, até o momento, o grande nome do torneio, mas com três rodadas a serem disputadas Wayne Rooney ainda pode fazer algumas estripulias e terminar como merecedor deste prêmio.

Aqui vai a Seleção da Premier League.

Joe Hart (Man City); Kyle Walker (Tottenham), Vincent Kompany (Man City), Fabricio Coloccini (Newcastle), Leighton Baines (Everton); David Silva (Man City), Yaya Toure (Man City), Gareth Bale (Tottenham), Scott Parker (Tottenham); Robin van Persie (Arsenal), Wayne Rooney (Man Utd).

domingo, 22 de abril de 2012

CAMPEONATO CARIOCA 2012 - TAÇA RIO - SEMI FINAL - FLAMENGO X VASCO



Flamengo 2 x 3 Vasco – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)


Em uma aula de futebol do “Maestro” Felipe, Vasco vence clássico eletrizante, volta a eliminar o Flamengo e decide a Taça Rio contra o Botafogo.

Ainda na busca por diminuir os efeitos da eliminação prematura na Libertadores, o Flamengo foi para o clássico organizado pelo Joel Santana no 4-3-3 com: Felipe; Léo Moura, González, Welinton e Junior Cesar; Kléberson, Muralha e Luiz Antônio; Deivid, Vagner Love e Ronaldinho. Para voltar a eliminar o rival, assim como fizera na Taça Guanabara, Cristóvão Borges esquematizou o Vasco no 4-3-3 com: Fernando Prass; Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Felipe, Rômulo e Fellipe Bastos; Eder Luís, Alecsandro e Diego Souza.

Kléberson recebeu a bola de Ronaldinho e com lindo passe deixou Vagner Love em ótimas condições para dominar a redonda no peito e abrir o placar para o Flamengo. Este, antes de o ponteiro dos minutos girar pela terceira vez, foi o primeiro lance de destaque de um clássico que foi pura adrenalina. O gol rubro-negro foi a senha para o Vasco começar a jogar uma barbaridade. Felipe Bastos, Felipe “Maestro”, Fagner, Eder Luís... as jogadas perigosas cruz-maltinas surgiam de tudo quanto era maneira. Até o minuto 20, foram nada menos do que oito claras oportunidades de gols. Uma delas, aos 13, terminou com Eder Luís empurrando para o fundo do barbante um rebote de chute longo do Felipe. A parada técnica permitiu ao Flamengo puxar um pouco de ar para sair do sufoco. Assim, o duelo se tornou mais equilibrado e o goleiro Fernando Prass começou a tomar sustos. Mas o Vasco era mais forte e, aos 40 minutos, Felipe acertou um chutaço de fora da área e fez sua torcida gritar ainda mais que “O Vasco é o time da virada”.

A 2ª etapa voltou com fogo alto. Com dois minutinhos, Felipe, o melhor homem em campo, convertia pênalti sofrido pelo Alecsandro e ampliava a vantagem vascaína. Vantagem esta que voltaria a ser de um gol depois que Kléberson, de longe o mais destacado jogador rubro-negro, encobriu Fernando Prass, aos 7 minutos. O gol animou o Fla. Ronaldinho, que chegou milésimos e milímetros atrasado após um chute cruzado do Léo Moura, e o dono do time, Kléberson, por pouco não igualaram o marcador. Aí vieram as substituições, que deixaram o Vasco mais sólido no meio-campo e o Flamengo, apesar de com mais jogadores ofensivos, completamente desgovernado, sem os seus três meio-campistas que iniciaram a partida – Kléberson, Muralha e Luiz Antônio. Não seria exagero nenhum dizer que nos últimos 15 minutos do clássico o Cruz-Maltino não teve dificuldades para segurar a vitória e, consequentemente, a vaga na final.

Agora, enquanto o Vasco se prepara para seguidos jogos decisivos, tanto na Libertadores quanto no Carioca, o Flamengo terá quase um mês de “férias” até a estreia no Brasileirão. Acaso? Não, amigos. É a diferença entre a qualidade do trabalho realizado em São Januário e na Gávea.


CURTINHAS PELO BRASIL


- Atual Campeão Brasileiro, campanha destacada na Libertadores e líder na 1ª fase do Paulistão, o Corinthians foi eliminado deste último pela Ponte Preta, gol do ex-vascaíno Rodrigo Pimpão. Esse futebol realmente é de enlouquecer.

– Grande vitória bugrina sobre o Palmeiras do Felipão – com direito a golaço olímpico do Fumagalli – e o Paulistão terá um Dérbi entre Guarani e Ponte Preta. O Brinco de Ouro vai tremer!

- O Atlético Mineiro não passou de um placar mudo contra o Tupi, enquanto o Cruzeiro saiu de uma desvantagem de três gols e foi derrotado por “apenas” 3 a 2 para o América, em jogos válidos pela primeira perna das semi finais do Mineiro. Na “Terra do Pão de Queijo”, uma decisão entre “Galo” e “Raposa” não é tão certa quanto o 1º turno dava a entender.

- Grêmio e Internacional decidirão a Taça Farroupilha, 2º turno do Gaúcho. Jogão à vista!

 - Jogos de ida nas semi finais do Baiano: Vitória da Conquista 1 x 0 Bahia e Feirense 1 x 0 Vitória. Será que assim como no ano passado não vamos ter Ba-Vi na decisão baiana?

sábado, 21 de abril de 2012

CAMPEONATO CARIOCA 2012 - TAÇA RIO - SEMI FINAL - BANGU X BOTAFOGO



Bangu 2 x 4 Botafogo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)


Em noite de Loco Abreu, autor de três gols, Botafogo vence agitado confronto com o Bangu e garante vaga na final da Taça Rio.

Sem seu destaque na Taça Rio, o meia Almir, mas com um surpreende apoio de sua torcida, que contava até com uma furiosa bandinha, o Bangu foi para o jogo escalado pelo Cleimar Rocha no 4-3-1-2 com: William Alves; China, Rafael, Santiago e Renan Oliveira; Gabriel Galhardo; Oliveira e André Barreto; Thiago Galhardo; Fabinho e Sérgio Júnior. Pelo lado do Botafogo, o destaque era a volta de Loco Abreu ao comando do ataque. Assim, Oswaldo de Oliveira organizou sua equipe no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Renato e Marcelo Mattos; Elkeson, Andrezinho e Fellype Gabriel; Loco Abreu.

Um verdadeiro massacre do Botafogo. Assim foi a 1ª etapa do duelo, que, no entanto, terminou com uma vitória parcial alvinegra por apenas um golzinho. Nos primeiros 20 minutos, Loco Abreu deu uma aula de como jogar de pivô e Lucas foi ótima arma pela direita. Depois da parada técnica, o ataque do Fogão, comandado por um participativo Andrezinho, foi mais democrático, com contra-golpes pela meiúca, avanços pela esquerda, chutes longos... A redonda, porém, insistia em não sacudir o filó protegido pelo goleiro William Alves. Sorte alvirrubra? Não, amigos, falta de qualidade nas finalizações alvinegras. Mas a pressão era tamanha que, aos 39 minutos, em mais uma bola alçada na área, Fábio Ferreira desviou e Loco Abreu, livre, leve e solto, como nunca poderia estar, tirou o chamado zero do placar. Alguns podem dizer que o Bangu adotou uma postura retraída, acuada, até covarde, mas, na realidade, foi a força de ataque botafoguense que encurralou o time de Moça Bonita.

O 2º tempo mal começara e Loco Abreu já mostrava sua destacada qualidade com a cabeça: cruzamento do Andrezinho, sutil desvio de cuca do uruguaio e dois a zero Fogo. Logo depois, o lateral alvinegro Lucas falhou feio ao empurrar a bola contra o próprio patrimônio e dar ânimo para time e torcida banguenses. Ânimo que o dono da noite, Loco Abreu, tratou de extinguir em mais uma cabeçada fatal, esta após passe milimétrico do Maicosuel, em campo desde a 1ª etapa devido à contusão do Renato. O Bota tinha tudo para tirar a velocidade do jogo e não deixar o Bangu voltar a sonhar, mas outra bobeada de sua retaguarda, desta vez com o goleiro Jefferson, fez com que Sérgio Júnior, aos 25, recolocasse a diferença de um gol no escore. O jogo não dava tempo para respiros fundos. Thiago Galhardo foi expulso aos 30. Lucas sofreu pênalti aos 33. Loco Abreu o desperdiçou aos 35. Herói da noite, o uruguaio merece um puxão de orelhas pelas seguidas penalidades jogadas no lixo.  Com um homem a menos, o Bangu não teve poder para atacar e, com a defesa escancarada, ainda viu Maicosuel, em ótima noite, deixar sua marca.

Aí, como diria o grande locutor esportivo Januário de Oliveira, “acabou o milho, acabou a pipoca, fim de papo”. Fogão na final da Taça Rio. Sua quinta desde 2007.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

HORA DE GARIMPAR


Passados os quatro primeiros meses de 2012, os times de maior investimento do nosso futebol têm a oportunidade de encorpar um pouco mais os seus elencos. Os Estaduais por todos os cantos do Brasil caminham para seus momentos derradeiros e é chegada a hora de garimpar talentos pelos “clubes pequenos”.



Exemplos não faltam na rica história do nosso futebol para confirmar o quão importante é ficar de olho em quem se destaca nos Estaduais. Na década de 40, o Vasco foi ao Madureira buscar Isaías, Lelé e Jair, o famoso trio conhecido como “Os Três Patetas”. Contudo, não necessitamos voltar tanto no tempo para encontrar casos onde os “grandes” buscaram pé-de-obra qualificado nos “pequenos”. Se não, vejamos: os cabeludos Cortez, melhor lateral-esquerdo do último Brasileirão, pelo Botafogo, e atualmente no São Paulo, e William Barbio, impetuoso atacante vascaíno, só estão onde estão devido às belas apresentações com a camisa do Nova Iguaçu no Cariocão 2011.



Digito esta postagem já sabedor das notícias de que o Flamengo acertou com o lateral-direito Wellington, de bom Carioca pelo Resende, e que o Vasco caminha para fechar com o atacante Pipico, este um “reincidente” em realizar bons campeonatos, já que repetiu neste ano, com o uniforme do Macaé, o mesmo futebol de 2011, quando atuava pelo Bangu.



Apesar destas movimentações rubro-negra e cruz-maltina, os clubes brasileiros estão longe de serem experts na arte de buscar talentos. A essa altura, as mesas dos dirigentes de clubes que se preparam para as Séries A e B deveriam estar repletas de relatórios dos seus respectivos olheiros. Olheiros estes conhecedores das necessidades e condições financeiras dos seus clubes e que, pelo Brasil afora, buscariam nomes que melhor encaixassem nestes. Porém, infelizmente, os dirigentes brasileiros preferem, por comodidade e outros motivos mais obscuros, receber dvds montados por empresários do que organizar uma equipe de olheiros.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

UMA IMAGEM



Garrincha recebe um carinho de seu pai

quarta-feira, 18 de abril de 2012

COPA DO BRASIL 2012 - 2ª FASE - BOTAFOGO X GUARANI


Botafogo 0 x 0 Guarani – Engenhão, Rio de Janeiro


Botafogo joga com o regulamento debaixo do braço, segura o placar mudo no Engenhão e se classifica para a fase oitavas de final da Copa do Brasil.

Com uma baita vantagem pela vitória no Brinco de Ouro da Princesa (2 x 1), o Botafogo foi para o jogo organizado pelo Oswaldo de Oliveira no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas Zen, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Renato e Marcelo Mattos; Elkeson, Andrezinho e Fellype Gabriel; Herrera. Pelo lado verde, o treinador Vadão decidiu escalar o Guarani, quarto colocado na fase de classificação do Campeonato Paulista, no 4-3-1-2 com: Juliano; Oziel, Domingos, Neto e Bruno Recife; Fábio Bahia, William Favoni e Danilo Sacramento; Fumagalli; Fabinho e Bruno Mendes.

Trinta minutos de quase nada. Assim pode ser resumida a primeira meia hora do duelo entre botafoguenses e bugrinos. O Botafogo não tinha um pingo de inspiração e só alçava bolas na área, ou melhor, nas cabeças dos zagueiros Domingos e Neto. Já o Guarani, não mostrava nem de longe o futebol de quem necessitava de, no mínimo, dois gols. Para o amigo ter uma ideia de quanto o Bugre não incomodava, o Botafogo só foi cometer a primeira falta após o minuto 30. E foi só após o mesmo minuto 30 que o confronto ficou mais agitado. O Guarani chegou duas vezes com o lateral-direito Oziel – um perigoso cruzamento rasteiro e uma bola aérea que se chocou com a trave – enquanto o Bota, aos 44 minutos, acertou o poste com o Fellype Gabriel, de cabeça, em lance onde o Herrera não soube aproveitar o rebote. Vamos e venhamos, amigos: se era para apenas cruzar bolas na área durante toda a 1ª etapa, o Loco Abreu não deveria estar no banco alvinegro.

Veio o 2º tempo e nada de bom futebol. As poucas jogadas ofensivas eram paupérrimas em criatividade e muito mal elaboradas. Assim, os minutos passavam como gotas de sonífero, e muitos que viam a partida pela TV devem ter cochilado – ou até mesmo dormido – no aconchego do sofá. Vadão mexeu no seu time e nada mudou. Aos 31, Oswaldo de Oliveira sacou o Andrezinho e colocou o Maicosuel, que, em poucos minutos, pelo menos arriscou um chute longo e uma jogada individual. Mas nada tirava o regulamento debaixo do braço botafoguense. A ponto de, aos 41 minutos, Elkeson ser sacado para a entrada do zagueiro Brinner, o que fez os torcedores alvinegros gritarem o famoso “Burro! Burro! Burro!”. Diante de tamanho deserto ofensivo, o placar final só poderia ser o mesmo do inicial, com um zero bem redondo para cada lado.

Nas oitavas de final, o “Glorioso” vai encarar um Vitória que vem de uma classificação histórica. O Rubro-Negro Baiano perdia para o ABC (RN) por dois a zero e necessitava da virada para se classificar, feito alcançado com três gols do artilheiro Neto Baiano, os dois últimos nos minutos derradeiros da partida.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

FIGURINHA CARIMBADA - PITA



Nome Edivaldo Oliveira Chaves

Data de nascimento 04 de agosto de 1958

Posição meio-campo


Clubes

Santos (1977 a 1984)

São Paulo (1985 a 1988)

Racing Strasbourg – FRA (1988 a 1989)

Guarani (1989 a 1990)

Fujita – JAP (1991 a 1992)

Nagoya Grampus – JAP (1993)

Internacional de Limeira – SP ( 1994)


Títulos

Campeonato Paulista – 1978 – Santos

Campeonato Paulista –1985 e 1987 – São Paulo

Campeonato Brasileiro – 1986 – São Paulo


Destaques


- O ano era 1978. O futuro galã dos cinemas Tom Cruise ainda nem sonhava em interpretar Ethan Hunt nos cinemas e uma missão impossível se apresentava na bela cidade de Santos: encontrar um único torcedor santista que não sentisse saudades do Pelé. Desde que o Rei arrumara suas malas para se aventurar em campos estadunidenses que o Alvinegro Praiano não fazia bom papel no Campeonato Paulista. E quando no fim de agost, o Paulistão teve início, um time santista repleto de garotos não prometia a volta do futebol da “Era de Ouro”. Porém, jogo vai, jogo vem, e, com um futebol jovial, arisco e cheio de impetuosidade, os meninos da Vila se tornaram os... “Meninos da Vila”. Pita, nosso “Figurinha Carimbada”, distribuía passes que mais eram notas de música clássica, enquanto, mais à frente, Nílton Batata, Juary e João Paulo formavam um trio de ataque puro Rock´n Roll e que deixava qualquer defesa de cabelo em pé. E foi assim, com muita jovialidade e um Pita – de apenas 20 anos! – envergando a lendária camisa 10 santista como ela merecia, que o “Peixe” superou o São Paulo na decisão e levantou o caneco do Paulistão de 1978.


- Depois de mais alguns anos jogando uma bola redondinha pelo Santos, como espelha os dois prêmios Bola de Prata que conquistou em 1982 e 1983, Pita trocou a Vila Belmiro pelo Morumbi e foi desfilar sua categoria com a camisa do São Paulo. Não mais em início de carreira, o meia levaria, também, a experiência adquirida no período em que formou um magnífico tripé de meio-campo com Clodoaldo e Aílton Lira no Alvinegro Praiano. E por uma daquelas que só o destino sabe aprontar, Pita, antigo craque dos “Meninos da Vila”, iria fazer parte do esquadrão conhecido como “Menudos do Morumbi”. Recheado de promessas como Müller, Silas e Sidney, o time são-paulino recebeu este apelido em alusão a uma famosa banda porto-riquenha de muito sucesso na época. Com esta garotada, a precisão e preciosidade de Pita nos passes e os gols de Careca, o Tricolor Paulista viveria um triênio glorioso, com os títulos Paulistas de 1985 e 1987 e o Brasileiro de 1986, quando colocou nada menos do que seis jogadores, entre eles, claro, Pita, na Seleção do torneio.


- Já trintão, Pita foi mostrar sua arte em gramados europeus. Porém, assim como ocorreu com muitos cracaços brasileiros – Renato Gaúcho, Edmundo e Marcelinho Carioca, são só três exemplos – o período vivido no “Velho Continente” não foi dos melhores para Pita, que disputou a temporada 1988/1989 pelo Racing Strasbourg, da França. O ex-santista e tricolor até balançou as redes algumas vezes, mas o quilate de suas apresentações já não era o mesmo e o Racing acabou rebaixado para a 2ª Divisão Francesa. Antes de pendurar as chuteiras, Pita ainda defenderia o Guarani, bateria uma bolinha no incipiente futebol japonês e, por fim, teria o uniforme da Internacional de Limeira como o último de sua brilhante carreira.