Há exatos 18 anos, Roberto Baggio cobrava um pênalti nas
nuvens, o Brasil saía de uma fila longa de 24 anos sem conquistar uma Copa do
Mundo, Galvão Bueno se esgoelava com gritos de “É Teeeeeeeeeeeeeeeeetra!!! É Teeeeeeeeeeeeeeeeetra!!!”,
Dunga erguia a taça e dizia cobras e lagartos para os seus críticos. Era o
triunfo de uma Seleção até hoje criticada por muitos, mas que tem inegável e
imensurável importância na história do futebol brasileiro. No álbum de
figurinhas do Mundial de 1994, como em praticamente todos os outros, existem ausências
sentidas. Neste caso, Aldair, Mazinho e Viola, que estiveram presentes na
grande decisão, não estão retratados.
terça-feira, 17 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
FUTEBOL É ARTE
A gaúcha Suzane Wonghon, nascida em 1952, é artista plástica e arte-educadora
há mais de 30 anos. Além do apreço pelo tema futebol, como mostra a obra acima,
Suzane também faz de sua arte um instrumento para espalhar consciência
ambiental.
domingo, 15 de julho de 2012
CAMPEONATO BRASILEIRO 2012 - 9ª RODADA - BOTAFOGO X FLUMINENSE
RESULTADOS
Corinthians 2 x 1 Náutico
Figueirense 3 x 4 Atlético Mineiro
Ponte Preta 4 x 1 Coritiba
Botafogo 1 x 1 Fluminense
Internacional 0 x 0 Santos
Cruzeiro 1 x 3 Grêmio
Bahia 1 x 2 Flamengo
Vasco 1 x 0 Atlético Goianiense
Palmeiras 1 x 1 São Paulo
Sport 2 x 1 Portuguesa
ARTILHARIA
6 Gols
Roger (Ponte Preta)
5 Gols
Alecsandro (Vasco)
Araújo (Náutico)
Luís Fabiano (São Paulo)
Wellington Paulista (Cruzeiro)
Botafogo 1 x 1 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
“Clássico Vovô” termina empatado – gols de Fred e Andrezinho –
e mantém Fogão e Fluzão na zona nobre da tabela.
Novamente com Elkeson como centroavante e o garoto Cidinho no
onze inicial, o Botafogo foi para o confronto organizado pelo Oswaldo de
Oliveira no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e
Márcio Azevedo; Renato e Lucas Zen; Vitor Júnior, Andrezinho e Cidinho;
Elkeson. Com as relevantes ausências de Diego Cavalieri, Deco e Wellington Nem
na equipe que escutou o apito inicial, Abel Braga esquematizou o Fluminense no 4-3-3
com: Ricardo Berna; Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Jean, Edinho e Wagner;
Thiago Neves, Fred e Samuel.
O futebol apresentado por Fluminense e Botafogo na 1ª etapa
não foi condizente com os últimos resultados vitoriosos obtidos pela dupla. Em
nenhum momento o Alvinegro – que só deu trabalho ao Ricardo Berna em um
arremate do Andrezinho após falha bisonha do zagueiro Anderson – fez valer sua estratégia
de aproveitar a velocidade de Cidinho e Vitor Júnior. O Tricolor, por sua vez,
teve nas bolas paradas e nos avanços do lateral esquerdo Carlinhos suas
melhores armas, porém não conseguiu mais do que uma cabeçada do Fred que
explodiu no travessão. E se faltou ímpeto ofensivo para Bota e Flu, o mesmo
pode ser dito sobre a postura defensiva adotada por ambos, que ignoraram por
completo a possibilidade de uma marcação mais adiantada e, constantemente, posicionaram
onze homens em seus respectivos campos.
O 2º tempo ainda encorpava quando Fred – como gosta de
balançar as redes botafoguenses! – mostrou seu faro de gol e, de cuca, abriu o
placar depois de bola alçada por Thiago Neves. O relógio marcava 7 minutos e o
Flu resolveu apostar na mesma postura que adotara no Fla-Flu do Centenário, ou
seja, recuar por completo. Resultado: O Fogo cresceu no clássico e, aos 21,
chegou ao empate em ótima jogada entre Elkeson e Márcio Azevedo que Andrezinho
completou de cabeça. Para não deixar a vaca tricolor ir para o brejo, Abel
Braga colocou Wellington Nem em camp. O garoto, com sua serelepice, logo
começou a sofrer faltas e diminuir o domínio alvinegro. Nos equilibrados últimos
15 minutos, o Bota, Fellype Gabriel perdeu um gol nas barbas do Berna, e o Flu,
com Fred e Thiago Neves, poderiam ter conquistado os três pontos, mas o um a um
se manteve.
No clássico como um todo, tricolores e alvinegros pouco se
assanharam na busca pela vitória. Assim, tanto para o clube de General Severiano
quanto para o das Laranjeiras o empate final tem gosto de... empate.
CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO!
- Confiança é mais do que essencial para um time forte. E a
do Atlético Mineiro está nas nuvens. A espetacular virada sobre o Figueirense,
no Orlando Scarpelli, é só mais um reflexo do encantado momento vivido pelo “Galo”.
- Ainda em Minas, mas agora no lado azul, a queda de produção
e resultados do antigo líder Cruzeiro surpreende. As vitórias como visitante
sobre Botafogo e Vasco credenciavam a “Raposa” a uma campanha de mais sorrisos
para o seu torcedor.
- O algoz cruzeirense neste fim de semana foi o Grêmio, que
contou com os gols da poderosa dupla Kléber e Marcelo Moreno. Além deles, o bom
plantel do Tricolor Gaúcho conta com nomes como Zé Roberto, Elano, Gilberto
Silva, Fernando e Souza. Luxemburgo não tem do que reclamar.
- Pelo caos político que a Gávea vive, não é de hoje, e pela
falta de criatividade e competência da diretoria rubro-negra em montar um
elenco de qualidade, é válido destacar que o Flamengo realiza, até o momento,
uma campanha com menos derrotas do que Botafogo, São Paulo e Grêmio.
- Com uma preguiça enorme, o Vasco conseguiu um golzinho no 1º
tempo, levou duas bolas na trave, viu Fernando Prass realizar milagres e
conquistou três pontos que, se são importantes, poderiam chegar com mais
tranquilidade.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS
Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.
Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani
quinta-feira, 12 de julho de 2012
COPA DO BRASIL 2012 - FINAL - PALMEIRAS CAMPEÃO
Coritiba 1 x 1 Palmeiras – Couto Pereira, Curitiba (PR)
Depois de 12 anos sem um título nacional de elite, Palmeiras
segura a pressão do Couto Pereira e conquista a Copa do Brasil.
Para reviver 1985, quando conquistou o Brasileirão, e voltar
a fazer história, o Coritiba foi para o decisivo confronto montado pelo Marcelo
Oliveira no 4-2-2-2 com: Vanderlei; Jonas, Pereira, Demerson e Lucas Mendes;
Sérgio Manoel e William; Rafinha e Everto Ribeiro; Roberto e Everton Costa. Com
a chance de conquistar seu décimo título nacional dentre os de maior relevância
(escutou o apito inicial com 4 Brasileiros, 1 Copa do Brasil, 2 Taças Brasil e
2 “Robertões”) o Palmeiras foi esquematizado pelo Luiz Felipe Scolari no
4-3-1-2 com: Bruno; Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Juninho; João Vitor,
Henrique e Marcos Assunção; Daniel Carvalho; Mazinho e Betinho.
Embalado pelo “Inferno Verde” organizado pela sua torcida, o
Coritiba começou o duelo cheio de gás para pressionar o Palmeiras. Porém, seu
quarteto ofensivo não se entendia, não funcionava em conjunto. Quando, entre o
minuto 10 e o 20, uma jogada do Mazinho pela esquerda foi perigosamente
finalizada pelo Juninho e o Betinho quase empurrou para o fundo do gol uma bola
alçada pelo Marcos Assunção, o “Coxa” percebeu o que o rival estava vivo e não
iria somente se defender. O único grande erro palmeirense na etapa inicial foi
cometido pelo Thiago Heleno, aos 28, e quase resultou em bola na rede do
Rafinha, mas, de maneira geral, o “Verdão” soube se postar de maneira tão segura
que seu goleiro, Bruno, não realizou sequer uma defesa a se destacar. E mais, além
da segurança, ainda incomodou bastante quando avançou pela esquerda ou com a
pelota parada.
O Coritiba voltou do intervalo com o intuito de encurralar o
rival. E conseguiu. Fincou os pés no campo de ataque, impediu o Palmeiras de
sair para o jogo e, aos 16 minutos, Aírton cobrou com perfeição uma falta
sofrida pelo Lincoln (ambos entraram para o 2º tempo) e inaugurou o placar. O
Couto Pereira quase voou. O Coritiba tinha tudo para aproveitar o momento, mas
o seu torcedor ainda estava com a boca aberta a gritar goooooool e Marcos
Assunção, o melhor cobrador de faltas do país, aproveitou mais uma bola parada,
cruzou a pelota na área e Betinho a desviou para o fundo do filó. Era o gol do
título! Marcos Assunção ainda acertaria o poste – novamente com a gorducha
paradinha – o Coritiba ameaçaria com Anderson Aquino e Rafinha e o zagueiro
Pereira seria expulso, mas o final do filme já estava definido.
Um final maravilhosamente feliz para a torcida que canta e
vibra do Alviverde Imponente, para o leão Marcos Assunção e seus companheiros e
para Felipão, o rei do mata-mata, que levantou seu quarto troféu de Copa do
Brasil.
PARABÉNS, PALMEIRAS!
quarta-feira, 11 de julho de 2012
UMA IMAGEM
Em um dos momentos de maior criatividade e genialidade que o futebol já presenciou, Pelé passa pelo goleiro uruguaio Mazurkiewcz sem tocar na bola. O final da história, todos conhecemos...
segunda-feira, 9 de julho de 2012
GÊNIOS DAS PALAVRAS - EDUARDO GALEANO
O GOL
O gol é o orgasmo do futebol. E, como o orgasmo, o gol é cada
vez menos frequente na vida moderna.
Há meio século, era raro que uma partida terminasse sem gols:
0 a 0, duas bocas abertas, dois bocejos. Agora, os onze jogadores passam toda a
partida pendurados na trave, dedicados a evitar os gols e sem tempo para fazer
nenhum.
O entusiasmo que se desencadeia cada vez que a bola sacode a
rede pode parecer mistério ou loucura, mas é preciso levar em conta que o
milagre é raro. O gol, mesmo que seja um golzinho, é sempre goooooooooooooool
na garganta dos locutores de rádio, um dó de peito capaz de deixar Caruso mudo
para sempre, e a multidão delira e o estádio se esquece de que é de cimento, se
solta da terra e vai para o espaço.
Eduardo Galeano
Crônica retirada do livro “Futebol ao sol e à sombra”, da
L&PM Editores.
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