quinta-feira, 19 de julho de 2012

CAMPEONATO BRASILEIRO 2012 - 10ª RODADA - FLAMENGO X CORINTHIANS



Flamengo 0 x 3 Corinthians – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)


Corinthians faz valer sua estratégia campeã brasileira e continental, não dá chances ao Flamengo e coloca na bagagem de volta um imponente três a zero.

Com os retornos de Léo Moura, Bottinelli e Vagner Love, Joel Santana organizou o Flamengo, na busca por se aproximar do G4, no 4-3-1-2 com: Paulo Victor; Léo Moura, Marllon, Arthur Sanches e Magal; Íbson, Aírton e Renato; Bottinelli; Vagner Love e Hernane. Para chegar a sua segunda vitória seguida no Brasileirão e começar a engrenar no campeonato, Tite esquematizou o Corinthians no 4-2-3-1 com: Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Paulinho e Ralf; Romarinho, Douglas e Danilo; Emerson.

Foi a 1ª etapa de um time que sabia perfeitamente o que fazer com e sem a pelota – o Corinthians – contra um sem destaques técnicos e táticos – o Flamengo. Enquanto o Timão movimentava sem homens de frente com muita consciência e, principalmente em finalizações do Romarinho, criava problemas para o goleiro Paulo Victor, o Rubro-Negro tentava sem nenhum sucesso explorar os lados do campo. Este era o panorama da partida no Engenhão quando Bottinelli, aos 27 minutos, e Renato, aos 39, cometeram erros dignos da categoria fraldinha, e Douglas, em noite letal, colocou duas bolas nas redes. Além de não apresentar força ofensiva para furar a já conhecida solidez corintiana, o Fla ainda facilitou a vida do Campeão da Libertadores com equívocos monstruosos.

O Corinthians não precisou nem de 10 minutos após o intervalo para colocar mais uma pá de cal na cova flamenguista. A trama começou com toques sutis de Douglas e Romarinho e terminou com uma patada de Danilo. Três a zero Timão. A partir daí, a cada minuto que passava, o Flamengo demonstrava sua falta de criatividade e o Corinthians sua exemplar disposição para a marcação. Preso num labirinto, o Fla avançava de qualquer maneira. Vagner Love saía muito da área e nem chutar a gol conseguia, Íbson errava tudo que tentava, Adryan e Matheus se esforçavam sem muita inspiração. A situação do clube da Gávea era tão precária que o Alvinegro Paulista, mesmo com a estratégia de somente administrar a vantagem, poderia, aos 27 minutos, ter voltado ao barbante em pênalti sofrido e desperdiçado pelo Emerson.

A preocupação do torcedor rubro-negro após o apito final não é somente pelo placar, que apontava três a zero para os visitantes. A maior pulga atrás das orelhas flamenguistas é pelo sentimento de que, caso forçasse na última meia hora de confronto, o Corinthians poderia ter saído de campo com mais de um punhado de gols.

terça-feira, 17 de julho de 2012

BATENDO BAFO - BRASIL 1994

Há exatos 18 anos, Roberto Baggio cobrava um pênalti nas nuvens, o Brasil saía de uma fila longa de 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, Galvão Bueno se esgoelava com gritos de “É Teeeeeeeeeeeeeeeeetra!!! É Teeeeeeeeeeeeeeeeetra!!!”, Dunga erguia a taça e dizia cobras e lagartos para os seus críticos. Era o triunfo de uma Seleção até hoje criticada por muitos, mas que tem inegável e imensurável importância na história do futebol brasileiro. No álbum de figurinhas do Mundial de 1994, como em praticamente todos os outros, existem ausências sentidas. Neste caso, Aldair, Mazinho e Viola, que estiveram presentes na grande decisão, não estão retratados. 








segunda-feira, 16 de julho de 2012

FUTEBOL É ARTE


A gaúcha Suzane Wonghon, nascida em 1952, é artista plástica e arte-educadora há mais de 30 anos. Além do apreço pelo tema futebol, como mostra a obra acima, Suzane também faz de sua arte um instrumento para espalhar consciência ambiental.

domingo, 15 de julho de 2012

CAMPEONATO BRASILEIRO 2012 - 9ª RODADA - BOTAFOGO X FLUMINENSE









RESULTADOS
Corinthians 2 x 1 Náutico
Figueirense 3 x 4 Atlético Mineiro
Ponte Preta 4 x 1 Coritiba
Botafogo 1 x 1 Fluminense
Internacional 0 x 0 Santos
Cruzeiro 1 x 3 Grêmio
Bahia 1 x 2 Flamengo
Vasco 1 x 0 Atlético Goianiense
Palmeiras 1 x 1 São Paulo
Sport 2 x 1 Portuguesa

ARTILHARIA
6 Gols
Roger (Ponte Preta)
5 Gols
Alecsandro (Vasco)
Araújo (Náutico)
Luís Fabiano (São Paulo)
Wellington Paulista (Cruzeiro)

Botafogo 1 x 1 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

“Clássico Vovô” termina empatado – gols de Fred e Andrezinho – e mantém Fogão e Fluzão na zona nobre da tabela.

Novamente com Elkeson como centroavante e o garoto Cidinho no onze inicial, o Botafogo foi para o confronto organizado pelo Oswaldo de Oliveira no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Renato e Lucas Zen; Vitor Júnior, Andrezinho e Cidinho; Elkeson. Com as relevantes ausências de Diego Cavalieri, Deco e Wellington Nem na equipe que escutou o apito inicial, Abel Braga esquematizou o Fluminense no 4-3-3 com: Ricardo Berna; Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Jean, Edinho e Wagner; Thiago Neves, Fred e Samuel.

O futebol apresentado por Fluminense e Botafogo na 1ª etapa não foi condizente com os últimos resultados vitoriosos obtidos pela dupla. Em nenhum momento o Alvinegro – que só deu trabalho ao Ricardo Berna em um arremate do Andrezinho após falha bisonha do zagueiro Anderson – fez valer sua estratégia de aproveitar a velocidade de Cidinho e Vitor Júnior. O Tricolor, por sua vez, teve nas bolas paradas e nos avanços do lateral esquerdo Carlinhos suas melhores armas, porém não conseguiu mais do que uma cabeçada do Fred que explodiu no travessão. E se faltou ímpeto ofensivo para Bota e Flu, o mesmo pode ser dito sobre a postura defensiva adotada por ambos, que ignoraram por completo a possibilidade de uma marcação mais adiantada e, constantemente, posicionaram onze homens em seus respectivos campos.

O 2º tempo ainda encorpava quando Fred – como gosta de balançar as redes botafoguenses! – mostrou seu faro de gol e, de cuca, abriu o placar depois de bola alçada por Thiago Neves. O relógio marcava 7 minutos e o Flu resolveu apostar na mesma postura que adotara no Fla-Flu do Centenário, ou seja, recuar por completo. Resultado: O Fogo cresceu no clássico e, aos 21, chegou ao empate em ótima jogada entre Elkeson e Márcio Azevedo que Andrezinho completou de cabeça. Para não deixar a vaca tricolor ir para o brejo, Abel Braga colocou Wellington Nem em camp. O garoto, com sua serelepice, logo começou a sofrer faltas e diminuir o domínio alvinegro. Nos equilibrados últimos 15 minutos, o Bota, Fellype Gabriel perdeu um gol nas barbas do Berna, e o Flu, com Fred e Thiago Neves, poderiam ter conquistado os três pontos, mas o um a um se manteve.

No clássico como um todo, tricolores e alvinegros pouco se assanharam na busca pela vitória. Assim, tanto para o clube de General Severiano quanto para o das Laranjeiras o empate final tem gosto de... empate.



CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO!

- Confiança é mais do que essencial para um time forte. E a do Atlético Mineiro está nas nuvens. A espetacular virada sobre o Figueirense, no Orlando Scarpelli, é só mais um reflexo do encantado momento vivido pelo “Galo”.

- Ainda em Minas, mas agora no lado azul, a queda de produção e resultados do antigo líder Cruzeiro surpreende. As vitórias como visitante sobre Botafogo e Vasco credenciavam a “Raposa” a uma campanha de mais sorrisos para o seu torcedor.

- O algoz cruzeirense neste fim de semana foi o Grêmio, que contou com os gols da poderosa dupla Kléber e Marcelo Moreno. Além deles, o bom plantel do Tricolor Gaúcho conta com nomes como Zé Roberto, Elano, Gilberto Silva, Fernando e Souza. Luxemburgo não tem do que reclamar.

- Pelo caos político que a Gávea vive, não é de hoje, e pela falta de criatividade e competência da diretoria rubro-negra em montar um elenco de qualidade, é válido destacar que o Flamengo realiza, até o momento, uma campanha com menos derrotas do que Botafogo, São Paulo e Grêmio.

- Com uma preguiça enorme, o Vasco conseguiu um golzinho no 1º tempo, levou duas bolas na trave, viu Fernando Prass realizar milagres e conquistou três pontos que, se são importantes, poderiam chegar com mais tranquilidade.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS














Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.


Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani

quinta-feira, 12 de julho de 2012

COPA DO BRASIL 2012 - FINAL - PALMEIRAS CAMPEÃO



Coritiba 1 x 1 Palmeiras – Couto Pereira, Curitiba (PR)


Depois de 12 anos sem um título nacional de elite, Palmeiras segura a pressão do Couto Pereira e conquista a Copa do Brasil.

Para reviver 1985, quando conquistou o Brasileirão, e voltar a fazer história, o Coritiba foi para o decisivo confronto montado pelo Marcelo Oliveira no 4-2-2-2 com: Vanderlei; Jonas, Pereira, Demerson e Lucas Mendes; Sérgio Manoel e William; Rafinha e Everto Ribeiro; Roberto e Everton Costa. Com a chance de conquistar seu décimo título nacional dentre os de maior relevância (escutou o apito inicial com 4 Brasileiros, 1 Copa do Brasil, 2 Taças Brasil e 2 “Robertões”) o Palmeiras foi esquematizado pelo Luiz Felipe Scolari no 4-3-1-2 com: Bruno; Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Juninho; João Vitor, Henrique e Marcos Assunção; Daniel Carvalho; Mazinho e Betinho.

Embalado pelo “Inferno Verde” organizado pela sua torcida, o Coritiba começou o duelo cheio de gás para pressionar o Palmeiras. Porém, seu quarteto ofensivo não se entendia, não funcionava em conjunto. Quando, entre o minuto 10 e o 20, uma jogada do Mazinho pela esquerda foi perigosamente finalizada pelo Juninho e o Betinho quase empurrou para o fundo do gol uma bola alçada pelo Marcos Assunção, o “Coxa” percebeu o que o rival estava vivo e não iria somente se defender. O único grande erro palmeirense na etapa inicial foi cometido pelo Thiago Heleno, aos 28, e quase resultou em bola na rede do Rafinha, mas, de maneira geral, o “Verdão” soube se postar de maneira tão segura que seu goleiro, Bruno, não realizou sequer uma defesa a se destacar. E mais, além da segurança, ainda incomodou bastante quando avançou pela esquerda ou com a pelota parada.

O Coritiba voltou do intervalo com o intuito de encurralar o rival. E conseguiu. Fincou os pés no campo de ataque, impediu o Palmeiras de sair para o jogo e, aos 16 minutos, Aírton cobrou com perfeição uma falta sofrida pelo Lincoln (ambos entraram para o 2º tempo) e inaugurou o placar. O Couto Pereira quase voou. O Coritiba tinha tudo para aproveitar o momento, mas o seu torcedor ainda estava com a boca aberta a gritar goooooool e Marcos Assunção, o melhor cobrador de faltas do país, aproveitou mais uma bola parada, cruzou a pelota na área e Betinho a desviou para o fundo do filó. Era o gol do título! Marcos Assunção ainda acertaria o poste – novamente com a gorducha paradinha – o Coritiba ameaçaria com Anderson Aquino e Rafinha e o zagueiro Pereira seria expulso, mas o final do filme já estava definido.

Um final maravilhosamente feliz para a torcida que canta e vibra do Alviverde Imponente, para o leão Marcos Assunção e seus companheiros e para Felipão, o rei do mata-mata, que levantou seu quarto troféu de Copa do Brasil.

PARABÉNS, PALMEIRAS!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

UMA IMAGEM
















Em um dos momentos de maior criatividade e genialidade que o futebol já presenciou, Pelé passa pelo goleiro uruguaio Mazurkiewcz sem tocar na bola. O final da história, todos conhecemos...