sexta-feira, 5 de outubro de 2012
UMA IMAGEM
Encontro de lendas. Pelé e Bobby Moore trocam camisas após o Brasil e Inglaterra na Copa do Mundo de 1970, que terminou com a vitória tupiniquim por um a zero.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
SÓ ACREDITARIA VENDO. E VI.
Faltavam poucos minutos para o Superclássico das Américas, a
Copa Roca do século XXI, ter seu jogo de volta cancelado. O refletor central do
estádio Centenario, na cidade de Resistencia, insistia em não acender.
Enquadrado na televisão estava o diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, a
comentar sobre o atraso do duelo entre brasileiros e argentinos que já se alongava por mais de meia hora. Foi neste
exato momento que o ex-presidente do Corinthians se esqueceu de seguir a risca
o batido conselho de pensar duas vezes antes de falar, e, ao vivo e em cores,
filosofou: “Tudo que envolve política e futebol dá esses problemas”.
Sim, amigos, ao vivo. Para todo mundo ver e ouvir, Andrés Sanchez
criticou a mistura de política e futebol. O mesmo homem que conseguiu tirar do
papel um estádio para o seu Corinthians com incontáveis cifrões de investimento
público. O mesmo homem que hoje exerce um cargo relevante na CBF, local onde
politicagem é palavra de ordem. O mesmo homem que – segundo o sempre bem
informado jornalista Juca Kfouri – tem sua permanência na própria CBF bancada
pelo ex-Presidente da República Lula, motivo pelo qual ele, Andrés, fornece apoio
ao PT na campanha da prefeitura paulistana. Andrés Sanchez perdeu uma
gigantesca oportunidade de ficar calado.
Em tempo: Jorge Capitanich, Governador da província de Chaco, onde se
encontra Resistencia, é um fortíssimo aliado político da Presidenta Argentina,
Cristina Kirchner. Ainda em tempo: O Estádio Nacional de Brasília, antigo Mané
Garrincha, receberá sete jogos da Copa do Mundo de 2014. Mesmo número do Maracanã.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
E TOME ISSO, SOCIEDADE!
Uma
punhalada social. A ordem do árbitro Leandro Vuaden para a retirada
da faixa através da qual os torcedores do Náutico exalavam a
indignação contra a arbitragem nacional foi um golpe na sociedade
brasileira.
O
pênalti não marcado sobre o atacante do “Timbu” Kim, no apagar
das luzes do duelo contra o Fluminense, pela 26a rodada,
foi apenas mais um dentre os incontáveis erros do apito no
Brasileiro. Longe de ser o primeiro. A quilômetros de ser o último.
Ao invés de mandar o juiz para os lugares mais obscuros ou de
desonrar sua mãe, os alvirrubros decidiram protestar por escrito:
“Não irão nos derrubar no apito!”
Ofendido
e se sentindo na missão de defender sua classe, Vuaden ordenou a
retirada da faixa e os policiais obedeceram sem um “ai”, numa
ação que retardou, por cerca de 20 minutos, o início do confronto
entre Náutico e Atlético Goianiense.
A
questão não é perguntar quem o Leandro Vuaden pensa que é para
escurecer uma manifestação contra a arbitragem, pois ninguém teria
o direito de impedi-la. Nem a Presidente Dilma Roussef, nem o
Ministro Joaquim Barbosa, nem o Papa Bento XVI. Ninguém! O Estatuto
do Torcedor proíbe, corretamente, manifestações racistas e
xenófobas, porém não existe, neste país, sequer um parágrafo que
impeça um cidadão de declarar sua insatisfação com a incompetente
arbitragem.
É
o momento onde as autoridades nacionais deveriam vir a público para
esclarecer a ilegitimidade do poder que Leandro Vuaden acreditou –
talvez ainda acredite – possuir. Ou outros árbitros se sentirão
no mesmo direito de tomar decisões ditatoriais diante de futuras
manifestações contrárias a dirigentes, clubes, federações,
confederações, organizadores da Copa do Mundo ou das Olimpíadas...
E assim, o processo para transformar o torcedor brasileiro em boneco
de gesso dará um enorme passo.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
FUTEBOL É ARTE
É inegável que Holanda e Arte Abstrata possuem uma relação
íntima que não é encontrada em outros cantos do mundo. Não só por parte dos
artistas, como, por exemplo, Theo van Doesburg e Piet Mondrian, mas também por
parte dos apreciadores. Um exemplo claro como o sol: em 1995, um site
norte-americano realizou uma enquete envolvendo todos os
continentes para saber qual o tipo de arte mais apreciado do mundo. Na análise
mundial dos resultados a arte abstrata terminou na última colocação, enquanto,
por países, ela foi eleita a favorita dos holandeses. Esta obra escolhida pelo
FUTEBOLA chama-se Voetballers, de autoria do também holandês Thijs Rinsema (18
de junho de 1877 – 01 de março de 1947). Muito provavelmente Rinsema foi o
primeiro artista a mesclar tintas e futebol. E, convenhamos, ele
marcou um golaço!
domingo, 30 de setembro de 2012
CAMPEONATO BRASILEIRO 2012 - 27ª RODADA - FLAMENGO X FLUMINENSE
RESULTADOS
Vasco 3 x 1 Figueirense
Cruzeiro 0 x 0 Internacional
Portuguesa 1 x 1 Atlético Mineiro
Náutico 2 x 0 Atlético Goianiense
Palmeiras 3 x 0 Ponte Preta
Flamengo 0 x 1 Fluminense
Corinthians 3 x 0 Sport
Coritiba 1 x 1 São Paulo
Bahia 2 x 0 Botafogo
Grêmio 1 x 1 Santos
ARTILHARIA
13 Gols
Fred (Fluminense)
11 Gols
Bruno Mineiro (Portuguesa)
Luís Fabiano (São Paulo)
Vagner Love (Flamengo)
Flamengo 0 x 1 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Alta Voltagem! Fla-Flu faz jus aos seus cem anos de história
e a toda a expectativa criada e termina com um golaçoaçoaço do Fred que coloca
o Tricolor com seis pontos de vantagem na liderança do Brasileirão.
Em relação à marcante vitória sobre o Atlético Mineiro,
apenas o volante paraguaio Cáceres não estava presente no onze inicial do
Flamengo que foi organizado pelo Dorival Júnior no 4-3-1-2 com: Felipe;
Wellington Silva, Frauches, González e Ramón; Amaral, Íbson e Léo Moura; Cléber
Santana; Liedson e Vagner Love. Novamente com seu quarteto do terror em campo e
com a chance de ficar ainda mais líder do Brasileirão, o Fluminense foi montado
pelo Abel Braga no 4-3-3 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Digão e Carlinhos;
Edinho, Deco e Jean; Wellington Nem, Thiago Neves e Fred.
Talvez nenhum clube do campeonato tenha tantos jogadores com
o dom do protagonismo como o Fluminense. Além de Deco, Thiago Neves e Fred, craques
que tiram o sono dos adversários não é de hoje, Wellington Nem e Diego Cavalieri
vivem fase excepcional. Bastou cinco minutos de passes clarividentes do Deco,
um deles magistral concluído com um voleio de quem sabe muito do Fred, para o
Tricolor conseguir o gol que o Flamengo não foi capaz de marcar. E olha que o
Rubro-Negro mostrou consciência tática, bom toque de bola, um Cléber Santana
com passes desbravadores e dois quase-gols do Íbson. Uma rápida observação:
quem diria que, no fechar da última das janelas, já no desespero, o Flamengo
acharia em Cléber Santana um organizador de jogo de mão cheia?
O bom clássico da 1ª etapa se tornou pura empolgação após o
intervalo. Por meia hora, o Fluminense parecia desprezar a posse de bola, mas
quando a tinha era mais perigoso que o justiceiro Paul Kersey, do filme Desejo
de Matar. Duas cobranças de falta na trave do Thiago Neves e um contra-ataque
onde o raçudo Ramón, sozinho, parou Thiago Neves, Nem e Fred, poderiam ter dado
ao Flu um final de jogo mais tranquilo. Contudo, o Flamengo colocou a faca entre
os dentes e, já com Bottinelli, Nixon e Renato em campo, partiu ferozmente para
o ataque. Aí, amigos, foi uma avalanche em preto e vermelho. Cléber Santana
perdeu quase na linha fatal, o intransponível Cavalieri defendeu pênalti
sofrido pelo cada dia melhor Wellington Silva e pessimamente batido pelo
Bottinelli, e Love foi às redes em tento corretamente anulado por um impedimento
de centímetros. E ainda sobrou um tempinho para Ramón ser expulso.
Muitos dirão que a vitória tricolor foi injusta. Não foi. Não
vence injustamente quem tem um Cavalieri que está salvando tudo que marcos
Carneiro de Mendonça, Batatais, Castilho, Félix e Paulo Victor salvaram em
tempos passados, um leonino Gum que dá a vida em campo em cada minuto de cada
partida, um Fred que nas últimas 33 vezes que entrou em campo pelo Brasileiro marcou
32 gols, um Deco que atuou em apenas 11 partidas no torneio, mas está invicto
com nove vitórias.
CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO
- De acordo com a lógica que não existe no futebol, a partir
de qual rodada mesmo que o Juninho Pernambucano começaria a sentir o peso da
idade?
- A falta que Marcos Assunção estava fazendo ao então moribundo
Palmeiras era das maiores que um jogador pode fazer em um esporte onde onze entram
em campo. A cada fim de semana a esperança se torna mais verde.
- O lotado e pulsante Estádio Olímpico assistia a vitória do
Grêmio por um a zero quando Neymar, a fonte de criatividade santista, recebeu o
cartão vermelho, aos sete da 2ª etapa. Nem o mais branco dos santistas
imaginava um cenário no qual, aos 49 minutos, Bernardo estaria cobrando uma
falta no travessão para quase virar um placar que Bruno Rodrigo empatara
minutos antes.
sábado, 29 de setembro de 2012
ANÁLISE TÁTICA - PREMIER LEAGUE 2012/2013 - 6ª RODADA - ARSENAL
Parecia que o Arsenal teria uma vida mais tranquila nos
duelos contra o Chelsea após o carrasco Drogba deixar os “Blues” rumo ao
futebol chinês. Só parecia. No Emirates Stadium, os “Gunners” sofreram dois
gols originados na bola parada do Juan Mata – Fernando Torres desviou o
primeiro e a redonda entrou direto no segundo – e, na 6ª rodada, foram
derrotados pela primeira vez na Premier League 2012/2013.
O primeiro ponto que deve ser destacado na estrutura do time
do norte de Londres é que Arsène Wenger priorizou, durante cada segundo dos mais
90 minutos, o esquema tático em relação aos jogadores. Em outras palavras, o
treinador francês montou o seu 4-2-3-1 e nele encaixou os seus comandados, ao
invés de pensar em uma formação que pudesse melhor extrair o potencial de cada
um.
Vejamos: Gervinho, habituado com o jogo pelos flancos, era único
atacante centralizado; Podolski esteve aberto pela esquerda, longe da zona de
finalização; Cazorla não visitou em nenhum momento os lados do campo, região
por onde muito fez em sua época no Campeonato Espanhol; o nada veloz e arisco
Ramsey começou de meia aberto pela direita – ainda na 1ª etapa ele iria para
sua posição original, de volante, com a saída do contundido Diaby e a entrada
de Chamberlain na direita.
Apesar do belo gol de Gervinho, que, naquele momento, aos 41
minutos do 1º tempo, empatava o jogo em um a um, o Arsenal não mostrou solidez
nem consistência ofensiva durante o clássico. O ponto máximo da importância
dada por Arsène Wenger ao 4-2-3-1 veio aos 21 minutos da etapa final, quando o
Chelsea já voltara a liderar o placar. Podolski e Ramsey deram vez a Giroud e Walcott.
Giroud se tornou o homem de referência, Chamberlain – acreditem! – virou volante
ao lado do Arteta, e o esquema foi mantido.
Um que queira defender o Arsenal pode se valer do fato de o
time ter sofrido dois gols em cobranças de falta e que, principalmente após o
intervalo, os “Gunners” até conseguiram levar perigo ao goleiro Cech, inicialmente
em tramas do Podolski e, no final, com finalizações do Giroud. Contudo, esteve
muito visível que o inalterável e imutável 4-2-3-1 não proporcionou aos homens
de frente, aos responsáveis pela alegria da galera, as melhores condições de
jogo.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
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