segunda-feira, 8 de outubro de 2012

BATENDO BAFO - COLÔMBIA 1994



A empolgação com Valderrama, Rincón, Asprilla, Leonel Alvarez e “El Tren” Valencia era tamanha que o Rei do Futebol, Pelé, elevou a Seleção Colombiana ao posto de favorita à Copa do Mundo de 1994. Além de contar com sua maior geração de craques, a Colômbia chegava aos Estados Unidos ostentando uma chinelada de cinco a zero na Argentina, em pleno Monumental de Nuñez. Contudo, Francisco Maturana e seus comandados não aguentaram o peso de um Mundial e foram eliminados logo na fase de grupos do torneio. No time colombiano, vale destacar a ausência do goleiro Higuita, envolto com os mais cabeludos problemas pessoais, enquanto no álbum de figurinhas, a ausência fica por conta do zagueiro Escobar, que seria assassinado pouco depois do fim da Copa, onde marcou um gol contra.  

domingo, 7 de outubro de 2012

OLHO TÁTICO - ITALIA SERIE A 2012/2013 - 7ª RODADA - MILAN
















Milan atua quase todo o 2º tempo com um homem a mais, cria uma dezena de oportunidades de gols, mas não consegue reverter o tento marcado pelo zagueiro Samuel com menos de três minutos e perde o clássico para a Internazionale. Foi a quarta derrota da Squadra Rossoneri, que, após sete rodadas e apenas sete pontos conquistados, ocupa a 11ª colocação na tabela.

Os nomes escolhidos pelo treinador Massimiliano Allegri na composição do seu 4-2-3-1 indicava uma equipe que apostaria na velocidade para superar os três zagueiros (Juan, Samuele Ranocchia) rivais. Afinal, El Shaarawy, Boateng, Emanuelson e Bojan estão longe de serem jogadores que primam pelo jogo cadenciado e de valorização da redonda. Para a sustentação desta estratégia, que engrenaria por volta da segunda metade do 1º tempo, quando o placar do San Siro já apontava um a zero para a Internazionale, um nome se mostrou essencial: Montolivo. Enquanto na Seleção Italiana Vice-Campeã Europeia Montolivo se postava à frente dos volantes, no Milan ele é um dos volantes, posição que o permite precisos lançamentos para os seus rápidos companheiros e, principalmente, a chegada para os arremates longos. Durante todo o “Derby della Madonnina”, foram nada menos do que quatro tiros certeiros do Montolivo, com um deles a morrer no fundo das redes e anulado pela arbitragem.

A expulsão do Nagatomo (2 minutos da 2ª etapa) e as entradas de Robinho no lugar do lateral De Sciglio (19 minutos da 2ª etapa) e de Pazzini no do até então improdutivo El Shaarawy (25 minutos da 2ª etapa) transformaram o Milan de um carro turismo em um fórmula 1. Pazzini se tornou o homem de referência, enquanto Robinho foi ocupar a meia-esquerda e fazer companhia a Emanuelson, que se posicionava na lateral-esquerda, no ainda 4-2-3-1 rossoneri (Bojan, no centro, e Boateng, aberto na direita, fechavam o tripé de meio-campo ao lado do brasileiro). A Internazionale teve que fazer das tripas coração para segurar os tijolos que o Montolivo soltava de fora da área e os incisivos avanços pelo flanco esquerdo do Milan. Emanuelson e Robinho infernizaram o sistema defensivo rival – tanto que o brasileiro foi derrubado na área em pênalti não marcado – e o gol de empate não surgiu por bobagem.

Faltam nomes com o dom do protagonismo no Milan, não restam dúvidas. Contudo, e apesar da derrota, o clássico mostrou que Massimiliano Allegri pode montar uma equipe capaz de partir para o ataque e encurralar grande parte dos adversários na Serie A Italiana. Até porque muitos destes adversários entrarão em campo com uma postura recuada diante do Heptacampeão Europeu.

sábado, 6 de outubro de 2012

CAMPEONATO BRASILEIRO 2012 - 28ª RODADA - FLUMINENSE X BOTAFOGO


Fluminense 1 x 0 Botafogo – Engenhão, Rio de Janeiro

Diego Cavalieri e Fred voltam a mostrar porque são, atualmente, os melhores do país em suas posições e Fluzão passa pelo Botafogo num jogo de tensão palpável. Numa rodada onde todos os postulantes ao título venceram, os três pontos tricolores ganham ainda mais importância.

Para o segundo clássico em menos de uma semana, Abel Braga decidiu por repetir o onze que vencera o Fla-Flu no último domingo e organizou o Fluminense no 4-3-3 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean e Deco; Wellington Nem, Thiago Neves e Fred. Numa proposta tática surpreendente e que precisa de mais tempo e treino para ganhar corpo, Oswaldo de Oliveira posicionou Seedorf como homem mais adiantado e montou o Botafogo no 4-2-3-1 com: Jefferson; Lucas, Fábio Ferreira, Dória e Márcio Azevedo; Jadson e Gabriel; Elkeson, Andrezinho e Fellype Gabriel; Seedorf.

Se o ditado diz que os jogadores deveriam disputar a bola como se fosse um prato de comida, os botafoguenses passaram o 1º tempo a brigar pela redonda como se esta fosse um rodízio de carnes e massas. Firmeza e pressão foram as palavras de ordem no Fogão, com Seedorf de comadante na marcação no campo de ataque. Além de mais enérgico do que o Fluminense, o Bota também foi mais perigoso em termos ofensivos. Sempre pelo lado direito, ora com Lucas, ora com Elkeson, os alvinegros criaram chances que, se não foram suficientes para levantar o véu da noiva, transformaram Cavalieri no melhor homem da etapa inicial. Pelo outro lado, Jefferson foi um espectador dentro das quatro linhas, tamanha a falta de encaixe do ataque das Laranjeiras.

O cenário pós-intervalo não se mostrava muito animador para a torcida tricolor, com o Flu todo concentrado em afastar o Botafogo de seu campo. Porém, quem acompanha o Fluminense no Brasileirão sabe que, pelo quilate de seus nomes, a equipe não precisa de muito tempo para decidir um confronto, por mais difícil que este seja. Assim, no intervalo entre os minutos 25 e 35, o “Clube tantas vezes Campeão” obrigou Jefferson a uma defesa de puro reflexo, em cabeçada do Digão, abriu o placar em um nobre gol do impossível Fred, após tabelinha com Nem, e por pouco não ampliou a vantagem em duas jogadas do Marcos Junior. Nos minutos derradeiros, o Fogo continuou na busca pelo tento, que insistiu – e insistiria até o apito final – em não nascer, enquanto, nas arquibancadas, os gritos tricolores de “Guerreiros!” se misturavam aos de “Seremos Campeões!”.

Para espelhar a importância de arqueiros e artilheiros, Dadá Maravilha dizia que “um time de futebol tinha nove posições e duas profissões: o goleiro e o centroavante”. Folclore à parte, o que Cavalieri e Fred fazem, rodada após rodada, é assustador. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

UMA IMAGEM



















Encontro de lendas. Pelé e Bobby Moore trocam camisas após o Brasil e Inglaterra na Copa do Mundo de 1970, que terminou com a vitória tupiniquim por um a zero.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

SÓ ACREDITARIA VENDO. E VI.


Faltavam poucos minutos para o Superclássico das Américas, a Copa Roca do século XXI, ter seu jogo de volta cancelado. O refletor central do estádio Centenario, na cidade de Resistencia, insistia em não acender. Enquadrado na televisão estava o diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, a comentar sobre o atraso do duelo entre brasileiros e argentinos que já se alongava por mais de meia hora. Foi neste exato momento que o ex-presidente do Corinthians se esqueceu de seguir a risca o batido conselho de pensar duas vezes antes de falar, e, ao vivo e em cores, filosofou: “Tudo que envolve política e futebol dá esses problemas”.

Sim, amigos, ao vivo. Para todo mundo ver e ouvir, Andrés Sanchez criticou a mistura de política e futebol. O mesmo homem que conseguiu tirar do papel um estádio para o seu Corinthians com incontáveis cifrões de investimento público. O mesmo homem que hoje exerce um cargo relevante na CBF, local onde politicagem é palavra de ordem. O mesmo homem que – segundo o sempre bem informado jornalista Juca Kfouri – tem sua permanência na própria CBF bancada pelo ex-Presidente da República Lula, motivo pelo qual ele, Andrés, fornece apoio ao PT na campanha da prefeitura paulistana. Andrés Sanchez perdeu uma gigantesca oportunidade de ficar calado.

Em tempo: Jorge Capitanich, Governador da província de Chaco, onde se encontra Resistencia, é um fortíssimo aliado político da Presidenta Argentina, Cristina Kirchner. Ainda em tempo: O Estádio Nacional de Brasília, antigo Mané Garrincha, receberá sete jogos da Copa do Mundo de 2014. Mesmo número do Maracanã. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

E TOME ISSO, SOCIEDADE!


Uma punhalada social. A ordem do árbitro Leandro Vuaden para a retirada da faixa através da qual os torcedores do Náutico exalavam a indignação contra a arbitragem nacional foi um golpe na sociedade brasileira.

O pênalti não marcado sobre o atacante do “Timbu” Kim, no apagar das luzes do duelo contra o Fluminense, pela 26a rodada, foi apenas mais um dentre os incontáveis erros do apito no Brasileiro. Longe de ser o primeiro. A quilômetros de ser o último. Ao invés de mandar o juiz para os lugares mais obscuros ou de desonrar sua mãe, os alvirrubros decidiram protestar por escrito: “Não irão nos derrubar no apito!”

Ofendido e se sentindo na missão de defender sua classe, Vuaden ordenou a retirada da faixa e os policiais obedeceram sem um “ai”, numa ação que retardou, por cerca de 20 minutos, o início do confronto entre Náutico e Atlético Goianiense.

A questão não é perguntar quem o Leandro Vuaden pensa que é para escurecer uma manifestação contra a arbitragem, pois ninguém teria o direito de impedi-la. Nem a Presidente Dilma Roussef, nem o Ministro Joaquim Barbosa, nem o Papa Bento XVI. Ninguém! O Estatuto do Torcedor proíbe, corretamente, manifestações racistas e xenófobas, porém não existe, neste país, sequer um parágrafo que impeça um cidadão de declarar sua insatisfação com a incompetente arbitragem.

É o momento onde as autoridades nacionais deveriam vir a público para esclarecer a ilegitimidade do poder que Leandro Vuaden acreditou – talvez ainda acredite – possuir. Ou outros árbitros se sentirão no mesmo direito de tomar decisões ditatoriais diante de futuras manifestações contrárias a dirigentes, clubes, federações, confederações, organizadores da Copa do Mundo ou das Olimpíadas... E assim, o processo para transformar o torcedor brasileiro em boneco de gesso dará um enorme passo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

FUTEBOL É ARTE



É inegável que Holanda e Arte Abstrata possuem uma relação íntima que não é encontrada em outros cantos do mundo. Não só por parte dos artistas, como, por exemplo, Theo van Doesburg e Piet Mondrian, mas também por parte dos apreciadores. Um exemplo claro como o sol: em 1995, um site norte-americano realizou uma enquete envolvendo todos os continentes para saber qual o tipo de arte mais apreciado do mundo. Na análise mundial dos resultados a arte abstrata terminou na última colocação, enquanto, por países, ela foi eleita a favorita dos holandeses. Esta obra escolhida pelo FUTEBOLA chama-se Voetballers, de autoria do também holandês Thijs Rinsema (18 de junho de 1877 – 01 de março de 1947). Muito provavelmente Rinsema foi o primeiro artista a mesclar tintas e futebol. E, convenhamos, ele marcou um golaço!