Uma obra que os amantes da história do futebol brasileiro vão ler com enorme entusiasmo. “Quando o Futebol Andava de Trem” leva o leitor a um passeio pelos clubes ferroviários Brasil afora, sejam eles grandes campeões estaduais, como a Desportiva Ferroviária e o Ferroviário Atlético Clube (CE), ou clubes amadores de influência restrita. Além de conhecer dados sobre a fundação e os momentos de maior brilho destes clubes, o autor Ernani Buchmann faz um breve relato sobre as estradas de ferro no país: as construções, os conflitos, o ápice, a decadência... Um fenômeno tão importante para a popularização do futebol no Brasil, como o nascimento e estabelecimento dos clubes ferroviários, não poderia ficar sem registro. Ainda bem que o maquinista Ernani Buchmann decidiu comandar esta viagem.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - QUANDO O FUTEBOL ANDAVA DE TREM
Uma obra que os amantes da história do futebol brasileiro vão ler com enorme entusiasmo. “Quando o Futebol Andava de Trem” leva o leitor a um passeio pelos clubes ferroviários Brasil afora, sejam eles grandes campeões estaduais, como a Desportiva Ferroviária e o Ferroviário Atlético Clube (CE), ou clubes amadores de influência restrita. Além de conhecer dados sobre a fundação e os momentos de maior brilho destes clubes, o autor Ernani Buchmann faz um breve relato sobre as estradas de ferro no país: as construções, os conflitos, o ápice, a decadência... Um fenômeno tão importante para a popularização do futebol no Brasil, como o nascimento e estabelecimento dos clubes ferroviários, não poderia ficar sem registro. Ainda bem que o maquinista Ernani Buchmann decidiu comandar esta viagem.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
LUZ, CÂMERA, GOL! - THE GAME OF THEIR LIVES / DUELO DE CAMPEÕES (2005)
No futebol o improvável é uma constante e os números insistem
em tropeçar na própria certeza. E aquele que talvez seja o maior símbolo do
inesperado nos gramados teve o Brasil como palco, mas não como protagonista. A
vitória dos semi-profissionais norte-americanos sobre os ingleses, “Pais do Futebol”,
na Copa do Mundo de 1950, entrou para a história não só do torneio, mas do
esporte como um todo (Antes da Copa, as apostas para o campeão mundial pagavam
3-1 para a Inglaterra e inacreditáveis 500-1 para o Estados Unidos). E é
justamente este gigante triunfo da Seleção Americana que o filme “The Game of
Their Lives” levou para as telas na forma de ficção.
Existem equívocos cronológicos como colocar o duelo
Inglaterra versus EUA como se fosse a estreia de ambos no Mundial, quando na
verdade eles se enfrentaram pela 2ª rodada, e ignorar as partidas norte-americanas
pelas Eliminatórias, contra México e Cuba, para dizer que os jogadores se
conheceram poucos dias antes do embarque para o Brasil. Contudo, eles podem
ficar a cargo da licença poética que toda boa história tem direito. E “The Game
of Their Lives” é sim uma boa história.
O maior mérito do filme, além do registro de um feito
esportivo sem igual, é tornar “mais vivo” nomes inesquecíveis do futebol
estadunidense, como o goleiro Frank Borghi (Gerard Butler), o capitão Walter
Bahr (Wes Bentley), o haitiano Joe Gaetjens (Jimmy Jean-Louis) e os atacantes
Gino Pariani (Louis Mandylor) e Frank Wallace (Jay Rodan). Do filme para a
pesquisa sobre os feitos destes jogadores históricos e como era o futebol nos
Estados Unidos nos anos 50 é um pulo que todo amante do futebol vai adorar dar.
“The Game of Their Lives” é daqueles filmes para se ter o DVD
na estante, pois sempre que o impossível se colocar à frente, seja no futebol
ou não, e uma história de triunfo contra todas as probabilidades for
necessária, ele será de grande valor.
The Game of Their Lives (2005)
Nome no Brasil: Duelo de Campeões
Direção: David Anspaugh
Roteiro: Geoffrey Douglas (livro), Angelo Pizzo
Elenco: Gerard Butler, Wes Bentley, Jay Rodan, Louis
Mandylor, Terry Kinney, Jimmy Jean-Louis, John Rhys-Davies e Patrick Stewart
domingo, 13 de janeiro de 2013
COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JÚNIOR 2013 - 3ª RODADA
Jogos da Segunda Fase (dias 15 e 16 de janeiro)
Vasco x Goiás
Botafogo x Fortaleza
Cruzeiro x Fluminense
A última rodada da fase de grupos da Copinha terminou em empate para todos os times cariocas. Bom para Vasco, Botafogo e Fluminense, que se garantiram no mata-mata. Péssimo para o Flamengo, que não passou de um 2 a 2 contra o América-SP e, assim como em 2012, arruma as bagagens mais cedo do que deveria para um clube que tem como slogan histórico “Craque o Flamengo faz em casa”.
Vasco e Botafogo classificaram-se na liderança de seus respectivos grupos. O Cruz-Maltino após o um a um contra o Comercial-SP, pelo grupo K, e o Glorioso depois de empatar, pelo mesmo placar, com o Taubaté-SP, pelo grupo O. Na fase 16 avos de final, o Vasco encara o Goiás, enquanto o Fogo pega o Fortaleza. Se ainda não é a hora de a cobra fumar um charuto cubano, pelo menos é a de um cigarro de palha, pois os adversários dos alvinegros cariocas já possuem um nome bem mais forte no cenário nacional do que os encontrados na fase inicial.
Já o Fluminense terá pela frente um casca grossa: o Cruzeiro. Depois de terminar o grupo S empatado em pontos com o Velo Clube-SP – adversário no 2 a 2 pela 3ª rodada –, o Tricolor ficou com a vice-liderança devido ao menor saldo de gols e, com sete pontos, se classificou pelo índice técnico entre os segundo colocados.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
OLHO TÁTICO - PSG - LIGUE 1 2012/2013 - 20ª RODADA - ESTREIA DE LUCAS
Na boa estreia de Lucas, PSG joga um tempo inteiro com um
homem a menos – Thiago Motta foi expulso –, perde o capitão Thiago Silva lesionado,
desperdiça um punhado de oportunidades de gols e não passa de um empate mudo
com o Ajaccio. Com o tropeço em pleno Parc des Princes, a Ligue 1 pode terminar
a 20ª rodada com Lyon ou Olympique de Marseille como novo líder.
Adepto de carteirinha do 4-3-1-2, Carlo Ancelotti seguiu a
máxima de que o treinador deve montar o esquema tático em função dos jogadores,
e não o contrário, como muitos fazem, e organizou o Paris Saint Germain no
4-2-3-1, com o estreante Lucas posicionado exatamente no mesmo lugar onde, com
a camisa são-paulina, ele encantou os brasileiros: no flanco direito do campo.
Não como um ponta à moda antiga, daqueles que não desgrudam da linha lateral,
mas um ponta que também tem funções defensivas e liberdade para infiltrar pela
meiúca quando achar necessário.
E foi assim que Lucas conseguiu se sobressair diante de quase
todos os seus companheiros na desencaixada atuação parisiense. Ibrahimovic´, um
tanto quanto desleixado, parecia em Saturno ou Plutão, enquanto Lavezzi teve um
ou dois lampejos e Pastore nem isso. Sem um padrão de movimentação e de passes
que facilitasse a missão de superar um time cuja mentalidade era apenas a de
não sofrer gols e que tinha um sistema defensivo que contava com cinco
defensores e três volantes, o PSG teve na individualidade do Lucas e nos
avanços do vigoroso volante Matuidi suas melhores opções. E isto tanto na etapa
inicial, quanto na final, quando já estava sem Thiago Motta, expulso nos
acréscimos do 1º tempo por um carrinho criminoso.
Resultado péssimo à parte, Lucas pode ficar satisfeito com
sua estreia. Chamou mais a responsabilidade de armar as jogadas do que todos os
seus companheiros de ataque e teve sucesso em algumas delas, como a que colocou
a redonda na cabeça do zagueiro Alex, que obrigou o goleiro mexicano Ochoa a uma
defesa milagrosa. Sem dúvidas o tempo será seu melhor amigo. Assim como do PSG,
que ainda tem muito – muito! – para evoluir em termos táticos.
MULTICAMPEÕES ESTADUAIS - REGIÃO CENTRO-OESTE
Por ordem de relevância em termos de competições nacionais, as hegemonias na região central do país começarão a ser contadas por Goiás, onde o Goiânia Esporte Clube e o mais vitorioso da região, o Goiás Esporte Clube, dividem o posto de maior multicampeão.
Assim como a história do futebol goiano pode ser dividida em antes e depois do Serra Dourada, o tradicional estádio também é a linha que separa os recordistas de canecos levantados em sequência no estado. Entre 1950 e 1954, o Goiânia, comandado pelo goleador Foca – único tri-artilheiro seguido do Goianão (51/52/53) –, viveu sua melhor época com o Pentacampeonato Estadual. Entretanto, desde a inauguração do Serra Dourada, em 1975, o “Galo Carijó” nunca mais cantou forte.
Por outro lado, é justamente a partir de meados dos anos 70 que o Goiás começa a se tornar o papão de títulos nesta região próspera em grandes músicos sertanejos, com o ápice do seu domínio sendo exercido no fim da década de 90.
O time que iniciou o histórico Penta Goiano entre 1996 e 2000 era recheado de figurinhas conhecidas Brasil afora, como o zagueirão Sílvio Criciúma, os meias Lúcio “Bala”, Evandro “Chaveirinho” e o artilheiro Dill. Vale ainda destacar que neste ano de 1996 o Goiás realizou sua segunda melhor campanha em Brasileiros – a melhor viria em 2005 –, chegando até a fase semi final. Alguns felizes anos para o torcedor esmeraldino depois, o Goiás fechou o Penta em 2000 com um timaço que tinha, além de Dill, presente em todos os títulos, os futuramente Campeões Mundiais de Clubes Josué, Danilo e Fernandão.
Do Distrito Federal vem o caçula dos multicampeões estaduais. Fundado em 2000, o Brasiliense teve uma ascensão meteórica no futebol nacional, com um vice na Copa do Brasil e um vitoriosa Série C logo em 2002. E o que estava bom para o “Jacaré” ficaria ainda melhor em 2004, ano que marcou o primeiro título estadual e a incrível, para um clube tão jovem, chegada à Série A do Brasileirão. De 2004 até 2009, sob a batuta de Iranildo “Chuchu”, jogador que mais gols e partidas fez com a camisa amarela, e participações pontuais do zagueiro Durval (2004) e do centroavante Fábio Junior (2009), só deu Brasiliense no Campeonato Candango.
Apesar de o Brasiliense ser, à primeira vista, o único com seis títulos consecutivos na Região Centro-Oeste, o bom senso permite o torcedor do Operário Futebol Clube, da cidade de Campo Grande (MS), se considerar um Hexa. É que, na realidade, o Operário foi duas vezes Tri em sequência, uma quando o Estado do Mato Grosso ainda não havia sido dividido (1976/1977/1978) e outra já no Campeonato Sul-Mato-Grossense (1979/1980/1981). Neste “segundo Tri”, que, além de completar o Hexa é único no Mato Grosso do Sul, o destaque alvinegro foi o meia Arturzinho, um cigano de passagens marcantes em vários clubes pelo país. Entretanto, o time operariano escreveu mais fortemente sua história é o de 1977, o do Bi Estadual, quando dois lendários goleiros, Castilho, como técnico, e Manga, debaixo do travessão, ainda levaram o “Galo” ao 3º lugar no Brasileirão.
Entre 1979 e 1982, o Mixto Esporte Clube, de Cuiabá, repetiria no Mato Grosso o mesmo Tetra que conseguira antes da divisão (1951-1954), se tornando, assim, um recordista mato-grossense duplo. Em outras palavras, o único Tetra pré e pós separação. Inesquecíveis craques mato-grossenses como os atacantes Bife, maior artilheiro do estádio José Fregalli, o “Verdão”, e Tostão II foram essenciais no início dos anos 80, um período onde o Mixto fazia algumas peripécias na Série A do Brasileirão.
Marcadores:
Multicampeões Estaduais
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
UMA IMAGEM
Gérson “Canhotinha de Ouro” e Rei Pelé recebem orientações do treinador da Seleção Brasileira, João “Sem Medo” Saldanha.
COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JÚNIOR 2013 - ITAÚNA-MG X FLUMINENSE
Grupo S – Itaúna-MG 0 x 2 Fluminense
Contra o Itaúna-MG, em sua segunda partida pelo grupo S na Copinha 2013, o Fluminense ficou no meio do caminho entre a burocracia e o bom futebol. Se por um lado o Flu não conseguiu impor sua superioridade técnica para dominar o confronto de forma ampla e irrestrita – os mineiros Warley e Juninho tiveram liberdade para jogar e o primeiro chegou a acertar um petardo no travessão quando o placar ainda estava zerado –, por outro fez o suficiente para sacudir o barbante duas vezes, em ótimas finalizações do veloz Biro Biro.
Apesar dos dois gols do Biro Biro, o garoto que merece o carimbo “Fique de Olho” mais fortemente é o lateral-direito Pablo. Veloz, hábil e incisivo, Pablo parecia uma Ferrari diante de calhambeques itaunenses, e foi – de longe! – a melhor opção ofensiva tricolor. Não à toa foi de seu pé direito que nasceu o gol inaugural. Agora, cá entre nós, amigos: o que o Fluzão tem para produzir tão bons laterais em suas categorias de base? Pelo visto, Pablo tem tudo para seguir a linhagem de Marcelo e companhia.
Com duas vitórias em dois jogos, o Fluminense ainda não tem sua classificação para a fase mata-mata garantida e se não quiser depender de outros resultados para avançar como um dos sete melhores vices, precisará vencer o também 100% Velo Clube, que tem a vantagem do empate devido ao melhor saldo de gols – 7 a 4.
GIRO PELA COPINHA!
Também sem pontos perdidos até o momento, Vasco e Botafogo chegam à última rodada em situação melhor que a do Fluminense, pois precisam apenas do empate para terminar na liderança de seus respectivos grupos. Pelo K, o Cruz-Maltino enfrenta o Comercial-SP, enquanto o Fogão encara o Taubaté-SP pelo O. Situação um pouco mais complicada vive o Flamengo no grupo E. Após golear o Santos-AP por 7 a 0, com dois gols de Duglas Baggio, o Rubro-Negro chega a rodada decisiva com a necessidade de vencer o líder e 100% América-SP para não repetir 2012 e ser eliminado ainda na fase inicial do torneio.
Assinar:
Postagens (Atom)



