quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS
















Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.

Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA 2ª RODADA - MADUREIRA X FLAMENGO



Madureira 1 x 1 Flamengo – Conselheiro Galvão, Rio de Janeiro (RJ)

Flamengo larga na frente com lindo gol, sofre empate em cobrança de pênalti e por pouco não sai de Conselheiro Galvão derrotado pelo Madureira.

Depois de empatar na estreia contra o Resende, o Madureira contava com o trunfo de jogar no seu tradicional estádio para surpreender o Flamengo, e o treinador Alexandre Gama organizou o time no 4-4-2 com: Márcio; Diego Renan, Zé Carlos, Roberto Júnior e Gabriel; Gílson, Ramón, Rodrigo e Índio; Jean e Derley. Com duas alterações em relação ao onze inicial que venceu o Quissamã – Felipe Dias e González entraram nos lugares de Ramón, suspenso, e Frauches –, Dorival Júnior repetiu o 4-3-3 e escalou: Felipe; Léo Moura, Renato Santos, González e Felipe Dias; Cáceres, Rodolfo e Ibson; Rafinha, Nixon e Hernane.

Não é somente a belíssima trama entre Rodolfo e Ibson, que este completou para o fundo das redes, aos 39 minutos, que justifica a superioridade do Flamengo sobre o Madureira na 1ª etapa. O rubro-Negro apresentou, nos primeiros 45 minutos, movimentações ofensivas que merecem destaque. A melhor delas a participação na organização ofensiva dos volantes Ibson e Rodolfo, e o próprio gol serve de exemplo. A outra, o ímpeto do ponta-direita, que não se acanha em cair também pela esquerda, Rafinha. Muito acionado, Rafinha levou a retaguarda suburbana à loucura. Tivessem caprichado um pouco mais nos momentos decisivos, os flamenguistas poderiam ter construído um placar mais vantajoso antes do intervalo.

Contudo, não o fizeram, e o Madureira voltou quente como a tarde carioca para igualar em apenas sete minutinhos: Rodrigo cobrou firme e forte o pênalti que Felipe Dias cometera em Derley. Pouco depois, o mesmo Rodrigo puxou rápido contra-ataque e o mesmo Derley quase fez a alegria dos tricolores. O Flamengo ficava cada vez mais pálido com as alterações realizadas pelo Dorival Júnior - que já trocara Nixon por Adryan e ainda sacaria Felipe Dias e Rodolfo para as entradas de Renato e Luiz Antônio - e o Madureira se aproveitava para levar perigo, sempre com Derley, ao goleiro Felipe. A improdutividade rubro-negra era tamanha que suas melhores chances de gol na 2ª etapa ocorreram somente no finalzinho, quando o zagueiro tricolor Zé Carlos quase empurrou a pelota contra o próprio patrimônio por duas vezes.

O calorão que fez os jogadores parecerem pedaços de legumes a boiar em uma escaldante tigela de sopa não pode servir de desculpa para a péssima atuação do Flamengo na 2ª etapa. Diferente da altitude, um fator natural que favorece apenas os mandantes, o sol também castigou o Madureira, que, no entanto, fez um ótimo 2º tempo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MULTICAMPEÕES ESTADUAIS - REGIÃO NORTE

Dos sete clubes que alcançaram a façanha do heptacampeonato estadual no país, três vêm da Região Norte. São o Clube do Remo (Belém – PA), o Ferroviário Atlético Clube (Porto Velho – RO) e o Rio Branco Football Club (Rio Branco – AC).

Fundado em 1905 para a prática de esportes náuticos, o futebol chegou ao Clube do Remo em 1913, justamente quando começa a histórica sequência de sete canecos. Isso mesmo, logo em seu primeiro ano nos gramados, o Leão Azul já começou a mostrar o quanto era feroz e deixou para trás o União Sportiva, até então grande força no Pará. Somadas as campanhas vitoriosas entre 1913 e 1919, o Remo teve apenas uma derrota. O grande destaque azulino era o atacante Rubilar, autor de gols marcantes como os primeiros da história do clube e do clássico Re-Pa, contra o Paysandu.

Criado nos arredores de uma das maiores obras da engenharia do país, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o Ferroviário Atlético Clube já não possui mais o futebol como uma de suas atividades. Assim, períodos gloriosos como o vivido como o entre 1946 e 1952, quando estabeleceu o recorde rondoniano de sete títulos consecutivos, viraram apenas retratos na parede da sede social. Futuro diferente teve o Rio Branco Football Club, hepta entre 1935 e 1941 e que até os dias de hoje se destaca no futebol do Norte. Em 1997, por exemplo, se tornou o primeiro clube da região a disputar uma competição oficial internacional, no caso a Copa Conmebol.

Os multicampeões nortistas não param por aí. De longe o maior campeão do Amazonas (40 títulos), o Nacional Futebol Clube (Manaus – AM) também é o soberano estadual no quesito troféus em sequência, com seis entre 1976 e 1981, período no qual sempre disputou a 1ª Divisão do Brasileirão. Se o time considerado mais forte foi o de 1978, com o zagueiro Paulo Galvão e o atacante Careca, no de 1976 é possível ver nomes conhecidos como o goleiro Borrachinha e Alcir Portela.

Com o mesmo número de conquistas que o Nacional, seis, está o Esporte Clube Macapá (Macapá – AP), que chegou ao feito entre 1954 e 1959. Para a tristeza dos torcedores do clube cuja mascote é um simpático aviãozinho, o Macapá, maior vencedor amapaense, já não figura mais entre os protagonistas locais.

A seleta lista de maiores vencedores em sequência do Norte fica completa com o Baré Esporte Clube (Boa Vista – RR), que quando ainda se chamava Atlético Baré Clube levantou o Tetra em Roraima entre 1964 e 1967. Contudo, o maior orgulho do “Mais Querido”, como é conhecido o Baré, é ter visto o inigualável Garrincha a vestir sua camisa. No caçula dos Estaduais pelo país, o Campeonato de Tocantins, a maior hegemonia é a que o Tricampeão Gurupi Esporte Clube (Gurupi – TO) mantém nos dias atuais. Será que vem o Tetra em 2013?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

UMA IMAGEM



“Aí é que está o milagre:
— o povo ria antes da jogada,
da graça, da pirueta.
Ria adivinhando que Garrincha
ia fazer a sua grande ária,
como na ópera.”

Nelson Rodrigues


domingo, 20 de janeiro de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA - 1ª RODADA - BOTAFOGO X DUQUE DE CAXIAS














RESULTADOS
Olaria 0 x 0 Audax
Friburguense 2 x 1 Bangu
Flamengo 2 x 0 Quissamã
Resende 1 x 1 Madureira
Boavista 0 x 3 Vasco
Nova Iguaçu 0 x 2 Fluminense
Macaé 1 x 3 Volta Redonda
Botafogo 3 x 0 Duque de Caxias

ARTILHARIA
2 Gols
Hernane (Flamengo)
Léo Andrade (Volta Redonda)
Wagner (Fluminense)

Botafogo 3 x 0 Duque de Caxias – Engenhão, Rio de Janeiro

Letal nas bolas paradas, Fogão marca três gols em um intervalo de 10 minutos, bate o Duque de Caxias e chega a sua centésima vitória no Engenhão.

Ainda sem poder contar com 100% de sua força – as ausências foram Seedorf, Lucas, André Bahia e os garotos que estavam com a Seleção sub-20 –, o Botafogo foi a campo organizado pelo Oswaldo de Oliveira no já costumeiro 4-2-3-1 com: Jefferson; Gilberto, Bolívar, Antônio Carlos e Márcio Azevedo; Renato e Marcelo Mattos; Fellype Gabriel, Andrezinho e Lodeiro; Henrique. Depois de ficar a um pequeno passo de conseguir a vaga na Segundona do Brasileirão deste ano, o Duque de Caxias começou o Carioca escalado no 4-3-2-1 com: Fernando; Jefinho, Paulão, Sérgio Rafael e Pedro Júnior; Renan, André Gomes e Marcus Vinícus; Carlos Alberto e Thiago Souza; Charles Chad.

Os primeiros 20 minutos no Engenhão não anunciaram o quão fácil seria a vitória botafoguense. Não que o Duque de Caxias tenha pressionado neste período e dado enorme trabalho ao goleiro Jefferson, mas o Botafogo, lento e sem criatividade, encontrava dificuldades para tomar as rédeas da partida e errava tolamente na saída de bola – após uma paçocada do Bolívar, Charles Chad quase inaugurou o placar. Foi então que surgiu a bola parada para mudar o cenário do duelo. Entre os minutos 24 e 34, cobranças alvinegras resultaram em gols de Andrezinho, Bolívar e Antônio Carlos, este último após uma jogada ensaiada entre Lodeiro, Fellype Gabriel e Andrezinho digna de aplausos e do tapete que está o gramado do Engenhão.

Com três a zero no escore e um Duque de Caxias sem poder e qualidade para uma histórica reação, o Botafogo fez da etapa final um spa. Poderia ter transformado o placar contundente numa goleada impiedosa, como mostraram duas belíssimas jogadas individuais do garoto Gilberto, o lateral-direito. Contudo, seria incoerente exigir que o Fogo pisasse fundo no acelerador com a vitória já garantida. Ainda mais por ser o primeiro jogo da temporada. De pontos negativos no passeio alvinegro, a contusão do Renato, que foi substituído ainda no 1º tempo, e a falta de encaixe do atacante isolado Henrique, que não conseguiu trocar figurinhas com o talentoso trio formado por Fellype Gabriel, Lodeiro e Andrezinho.

Ficou claro como a luz do sol que o Botafogo, diferente, por exemplo, de Flamengo e Vasco, não começa o ano do zero. A base montada em 2012 é o maior reforço alvinegro para esta temporada que acaba de se iniciar.

CURTINHAS PELO CARIOCÃO!

- O primeiro passo para uma vitória fácil diante de um dos chamados “pequenos” é balançar a rede cedo. Foi o que o Flamengo conseguiu diante do estreante no Carioca Quissamã, num triunfo que tem como maior benefício a elevação de moral do centroavante Hernane, autor dos dois gols do jogo e que durante um bom tempo terá a missão de honrar a camisa 9 rubro-negra.   

- Para os torcedores do Vasco que estavam pessimistas, a boa atuação de Carlos Alberto, Pedro Ken, Bernardo e companhia contra Boavista traz alívio e a certeza de que o pesadelo de um início de Cariocão como o de 2011, quando fez apenas um mísero pontinho em cinco rodadas, não se repetirá.

- O Fluminense precisou de mais de uma hora de um péssimo futebol diante do Nova Iguaçu para Abel Braga desfazer o confuso esquema improvisado que havia adotado e colocar um lateral-esquerdo (Ronan) e um pensador (Wagner) no time. Resultado: duas ótimas jogadas pelos flancos – uma de Wellington Silva e outra do próprio Ronan – e gols de cabeça do Wagner.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS















Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.

Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JÚNIOR 2013 - 16 AVOS DE FINAL - VASCO X GOIÁS


Vasco 1 x 5 Goiás – Estádio Dr. Francisco de Palma Travassos, Ribeirão Preto

O Vasco entrou em campo como a última oportunidade do Rio de Janeiro de avançar para a fase oitavas de final da Copinha, pois Fluminense e Botafogo já haviam ficado pelo caminho. E nem sequer por um minuto o Cruz-Maltino deu a impressão de que conseguiria superar o Goiás e seguir no torneio. Goiás que, por sinal, teve uma atuação grandiosa, com homens de frente que souberam aproveitar o frágil – e põe frágil nisso – sistema defensivo vascaíno. O centroavante Paulo e os meias Erik e Liniker deram um show de bola e, sem muito esforço, construíram a goleada. Difícil escolher um só nome esmeraldino, mas Paulo, com dois bonitos gols e uma não menos bela assistência para o Erik, merece aplausos efusivos. Rodrigo e Arthur completaram o placar para o Goiás. Já pelo lado do Vasco, só ressalvas negativas. A retaguarda permitiu arremates de tudo quanto era distância, além de ter mais buracos que as mais degradadas rodovias brasileiras, enquanto que, ofensivamente, Índio, Marquinhos – que nada produziu e ainda reclamou com o treinador Sorato ao ser substituído – e companhia não foram capazes nem de testar a solidez dos zagueiros goianos. E Daniel foi pior ainda, ao perder a cabeça e quase arrancar a do Liniker com uma cotovelada. O gol no fim do jogo, assinalado pelo zagueiro Thadeu Paraguai, não alivia em nada a medíocre apresentação vascaína.

GIRO PELA COPINHA!

Com dois pênaltis perdidos pelo atacante Biro Biro – que não pode se abalar com os erros a ponto de sair dos trilhos –, o atual vice-campeão, Fluminense, foi eliminado pelo Cruzeiro na disputa por penalidades após o empate em um a um no tempo normal. O Botafogo, por sua vez, também sofreu com as penalidades máximas, origem dos dois tentos do Fortaleza no triunfo tricolor por 2 a 0.