sexta-feira, 8 de março de 2013

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER

quinta-feira, 7 de março de 2013

FIGURINHA CARIMBADA - NONÔ
























Nome Claudionor Gonçalves da Silva

Data de nascimento 01 de janeiro 1899

Faleceu em 24 de julho de 1931

Posição atacante

Clubes
Flamengo (1921 até 1930)

Títulos
Campeonato Carioca – 1921, 1925, 1927 – Flamengo

Seleção Brasileira – 1 jogo


Mil novecentos e vinte e cinco. Este é o ano que deve ser digitado na máquina do tempo para quem quiser conhecer um pouco da história de Claudionor Gonçalves da Silva, o Nonô, maior artilheiro do Flamengo nos anos 20 e primeiro jogador a superar a marca de 100 gols com a camisa rubro-negra.

Falar apenas que Nonô foi artilheiro e Campeão Carioca neste ano de 1925 é menosprezar o que este grandalhão e mortífero atacante aprontou nos históricos gramados de Laranjeiras, General Severiano, Campos Salles e, principalmente, Rua Paysandu, então casa do Mengão. Foi lá, observado pelas centenárias palmeiras que rodeavam o campo, que Nonô deixou a piedade de lado e em duas partidas contra o SC Brasil foi às redes nada menos do que nove vezes – quatro nos 8 a 0 do 1º turno e cinco nos 6 a 0 do segundo.

Mas não foi só o “indefeso” SC Brasil que sofreu com as finalizações letais de Nonô no Cariocão de 1925. Os rubros do América, “Campeões de 13, 16 e 22”, como canta o seu belo hino, viram o atacante flamenguista marcar quatro vezes na goleada de 5 a 1 do 1º turno e outras duas na vitória por 4 a 0. Vitória esta última que deu ao Rubro-Negro o seu quinto título carioca. Nonô terminaria o ano com 30 gols assinalados em 21 jogos. Uma marca digna do lendário Arthur Friendenreich.

Este ano fulminante na carreira do craque não chegou de repente, sem avisar. Desde o início da década de 20, Nonô era, um ano sim o outro também, o artilheiro do clube na temporada. Seus gols já haviam ajudado o Fla a ser Campeão, ou melhor, Bicampeão do Rio em 1921, e lhe tornado, em 1923, o primeiro flamenguista artilheiro de um Carioca.

Em 15 de agosto de 1926, Nonô esteve em campo e, claro, deixou sua marca no 8 a 1 sobre o Botafogo, maior goleada conseguida pelo Fla no clássico contra o Alvinegro. No ano seguinte, ainda faria parte do elenco e contribuiria com dois gols em dois jogos para o título de 1927, mas sua brilhante saga com a camisa que pesa muitas libras já se aproximava do final, que chegaria em 1930, um ano antes de seu prematuro falecimento por tuberculose.

COPA LIBERTADORES 2013 - FASE DE GRUPOS - FLUMINENSE X HUACHIPATO









Fluminense 1 x 1 Huachipato (Chile) – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Fluminense perde uma dezena de chances de gols, não passa de um empate contra o Huachipato e deixa escapar grande oportunidade de encaminhar sua classificação para a fase mata-mata da Libertadores.

A vitória em casa se colocava com essencial para o Fluminense passar o próximo mês em situação confortável na Libertadores. Para isto, Abel Braga lançou mão do esquema 4-3-2-1 com: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean e Deco; Wellington Nem e Thiago Neves; Fred. Pelo lado do Huachipato, a surpreendente vitória sobre o Grêmio na estreia do torneio já ficara apagada pelas duas derrotas seguidas como mandante. Assim, na busca por se manter vivo no grupo 8, Jorge Pellicier organizou seu time no 3-4-2-1 com: Veloso; Labrín, Muñoz e Aceval; Nuñez, Reyes, Yedro e Crovetto; Martin Rodriguez e Falcone; Braian Rodríguez.

Por mais surreal que possa parecer a afirmação a seguir, mal o juiz apitara e o gol do Fluminense já estava maduro. Com Deco livre, Thiago Neves ligadíssimo, Fred inspirado e Jean a encontrar os espaços, o Fluminense atacou de tudo quanto é maneira na primeira meia hora do duelo. Pela esquerda, direita e meio. Pelo alto e por baixo. Em arremates de perto e de longe. Enquanto o Huachipato – com três zagueiros, dos laterais e dois volantes – provava que uma boa defesa exige muito mais do que aglomerar jogadores em seu campo, o goleiro Veloso fazia das tripas coração para manter o placar mudo. Porém, o próprio Veloso seria responsável por uma paçocada digna do seriado Chaves que acabaria por resultar em pênalti cometido sobre o Deco e convertido pelo Fred aos 30 minutos.

O pé no freio após o intervalo não impediu o Flu de continuar a criar – e perder – oportunidades de gols, mas deixou os chilenos colocarem as manguinhas de fora e fez com que o Diego Cavalieri começasse a aparecer na televisão, fato raro na etapa inicial. Já organizado com quatro zagueiros e três volantes, após a entrada do lateral Contreras no intervalo, o Huachipato mostrou leve evolução, que, contudo, foi suficiente para Nuñez pegar rebote de linda jogada do Arrue dentro da área e igualar o marcador. Tricolores no gramado, na arquibancada, em poltronas e cadeiras de bares sentiram o peso da dezena chances desperdiçadas. O relógio apontava 25 minutos, e Carlinhos e Thiago Neves, ambos em boa jornada, tentaram correr atrás dos gols perdidos pelo time, principalmente no 1º tempo. Todavia, nem o Veloso voltaria a bobear, nem as reder chilenas a balançar.

O resultado tanto poderia ter sido melhor para o Flu, pelos diversos gols que não marcou, como poderia ter sido pior, caso Cavalieri não defendesse milagrosamente o arremate do Braian Rodríguez, já no fechar das cortinas. No fim, o que fica é a velha máxima de que a justiça no futebol é a justiça dos gols. 

terça-feira, 5 de março de 2013

OLHO TÁTICO - MANCHESTER UNITED X REAL MADRID - COPA DOS CAMPEÕES DA EUROPA - OITAVAS DE FINAL


Manchester United 1 x 2 Real Madrid – Old Trafford, Manchester (Inglaterra)

A coluna “Olho Tático” sobre o tenso embate entre Manchester United e Real Madrid bem poderia se chamar “Olho Psicológico”. A vitória e a consequente classificação dos “Merengues”, em pleno Old Trafford, representou, sem tirar nem pôr, a importância da estrutura psicológica para o funcionamento de um sistema tático. Na verdade, o ideal seria observar por um outro referente e analisar o quanto a ausência de concentração pode botar água abaixo a solidez de um esquema.

Com a vantagem do empate mudo para poder se classificar, o Manchester United entrou em campo com duas linhas de quatro homens, Welbeck à frente e van Persie ainda mais à frente. Em números, seria o 4-4-1-1. Rooney estava barrado e Welbeck, seu substituto, tinha como uma de suas missões não deixar o volante Xabi Alonso com liberdade. A etapa inicial e os 10 primeiros minutos da final se foram sem que o Real Madrid conseguisse encaixar seu jogo. Foram 55 minutos onde os espanhóis não só ficaram encaixotados no bem distribuído “mar vermelho” com viram Sérgio Ramos empurrar a redonda contra a própria meta e fazer Manchester um a zero.

Em outras palavras, tudo caminhava da maneira desejada por Ferguson. Porém, aos 10 minutos do 2º tempo, Nani esticou a perna mais do que deveria e acertou Arbeloa. Para uns uma baita de uma voadora. Para outros, apenas um choque de jogo. O árbitro fazia parte do primeiro grupo e deixou os “Red Devils” com 10 homens em campo. É claro, lógico e evidente que a perda de um homem causa um dano enorme a qualquer esquema bem montado. Em questão de segundos o Manchester se encontrava taticamente em frangalhos.

No entanto, o que fez os ingleses levarem a virada em menos de 15 minutos após a expulsão não foi somente a ausência do Nani. Os fatores responsáveis pela queda vermelha foram a desconcentração, o nervosismo causado pelo “o que vamos fazer?”, sentir exageradamente o “agora ferrou!”.

As quatro estruturas que norteiam não só uma grande atuação como também um grande time – técnica, física, tática e psicológica, cada qual de semelhante relevância – não funcionam isoladamente. Não existe solidez tática sem a técnica para exercer uma boa marcação, sem o físico para aguentar o ritmo intenso ou sem o psicológico para não perder o foco diante de uma mudança de cenário. E foi justamente neste último que o Real Madrid encontrou a oportunidade que necessitava para avançar na Champions League. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - MARACANÃ, ADEUS - ONZE HISTÓRIAS DE FUTEBOL


O termo “Futebol Total” traz à mente o esquema tático adotado por alguns dos maiores esquadrões da história e que tem como símbolo máximo a Seleção Holandesa de 1974, a famosa “Laranja Mecânica”. Porém, dizer que o futebol é total pode ter um sentido bem mais amplo. O futebol é total pois, além de ser uma forma de se expressar, se relaciona com toda e qualquer forma de se expressar. Música, poesia, crônica, cinema, teatro, escultura, pintura, contos... Contos como os 11 escritos por Edilberto Coutinho no magnífico “Maracanã, Adeus”. Aqui, nesta obra, Edilberto Coutinho nos lembra a cada página os mais diversos papéis que o futebol pode exercer numa sociedade, as metáforas que ele representa, a relevância em sentidos estrito e amplo... O prêmio Casa de Las Américas, conquistado em 1979, é apenas um dos motivos para “Maracanã, Adeus” ser considerado uma leitura obrigatória.

















Maracanã, Adeus – Onze Histórias de Futebol
Autor: Edilberto Coutinho
Editora: Civilização Brasileira 

domingo, 3 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA - SEMIFINAL - FLAMENGO X BOTAFOGO


Flamengo 0 x 2 Botafogo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Fogão ignora campanha invicta do Flamengo e com gols no primeiro e último minutos do clássico conquista vaga na decisão da Taça Guanabara.

Dono da melhor campanha da fase de grupos da Taça Guanabara, com 22 pontos conquistados em 24 possíveis, o Flamengo foi a campo organizado pelo Dorival Júnior no 4-3-3 com: Felipe; Léo Moura, Wallace, González e João Paulo; Cáceres, Elias e Ibson; Rafinha, Carlos Eduardo e Hernane. Pelo lado alvinegro, ao qual só interessava a vitória, Oswaldo de Oliveira manteve o já rotineiro 4-2-3-1 e escalou o Botafogo com: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos e Fellype Gabriel; Andrezinho, Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques.

Há cerca de duas semanas, desde que confirmou a melhor campanha da fase de grupos, o Flamengo se prepara para entrar na semifinal com a vantagem do empate. Na cabeça de cada jogador rubro-negro pipocavam as estratégias de saber se defender sem recuar excessivamente, explorar a velocidade dos contra-ataques, aproveitar os espaços que o adversário poderia deixar em caso de desespero. Mas no futebol tudo muda muito rápido. Algumas vezes, basta apenas um lance para desestruturar dias de treino e horas de preleção. E foi justamente o que ocorreu quando o lateral alvinegro Julio Cesar avançou pela esquerda, passou por González e Wallace, e abriu o placar para o Fogão. O ponteiro dos minutos nem completara a primeira volta e o Flamengo já se via diante de um cenário completamente novo. Deveria sair para atacar, buscar opções, criar sem espaços.

Durante toda a etapa inicial não conseguiu, e o Botafogo, mesmo cauteloso como pobre ao investir na bolsa de valores, não teve problemas para segurar uma vantagem que veio mais cedo do que esperava. Dorival sabia que o Flamengo precisava mudar, e voltou com Renato e Rodolfo nos lugares de Elias e Carlos Eduardo. Pouco a pouco, o Fla ganhou terreno, avançou o time e, nas bolas alçadas por João Paulo, começou a transformar Jefferson no melhor homem em campo. Também vieram chutes de longe, como o do Gabriel, e de perto, como o do Ibson, mas Jefferson estava intransponível. O Botafogo, acuado, exagerava nas bolas rifadas e, perigosamente, deixava o jogo ser jogado somente em seu campo. Com 10 minutos por disputar, Oswaldo lançou mão do garoto Vitinho, substituição que mudou por completo o panorama do clássico.

Antes a ignorar a palavra “ataque”, o Bota começou a escapar em velocidade e descobrir chances de gols em profusão. Criou – e desperdiçou – uma, duas, três, quatro, cinco, seis “bolas do jogo”, até que, nos acréscimos, Vitinho, sem goleiro, já que Felipe tentara um gol salvador, fechou o caixão rubro-negro. Mais um jogão no Campeonato Carioca. Mais um Alvinegro na decisão. Agora é “Gigante da Colina” contra “Glorioso”. Que venha mais emoção!

FELIZ ANIVERSÁRIO, ZICO





















Ser Flamengo é uma religião.



É comungar, ter fé, literalmente abraçar o próximo,
“se sentir um vencedor a cada gol”.


É louvar aquele que é a representação humana
de todos os ideais rubro-negros.

Aquele que abriu mares com passes clarividentes,

atravessou montanhas com dribles incandescentes,

transformou o simples em estupendo, o nada em ouro.


Multiplicou torcedores, fez uma nação se tornar onipresente,

é querido, idolatrado, amado até pelos que não viram seus milagres.


É comemorar o Natal no dia 3 de março.

Feliz Aniversário, Zico.