sexta-feira, 15 de março de 2013

FIGURINHA CARIMBADA - VICTOR ETCHEGARAY
























Victor François Etchegaray

Nascido em 7 de abril de 1878

Faleceu em 13 de julho de 1915

Clubes:
Fluminense (1902-1909)

Títulos:
Campeonato Carioca – 1906, 1907, 1908 e 1909 – Fluminense

Chamar um player do início do século XX de elegante, numa época onde o britanismo imperava no ainda nascente futebol brasileiro, pode até parecer redundante. No caso de Victor Etchegaray, porém, a elegância não era demonstrada somente fora de campo, com seu portentoso bigode. Dentro das quatro linhas, este que foi o primeiro grande back a defender o Fluminense, era de um futebol refinadíssimo.

Na verdade, a história de Victor Etchegaray no futebol é anterior a do próprio Fluminense, clube do qual foi um dos fundadores, em 1902. Em 1º de agosto de 1901, no Rio Cricket and Athletic, na cidade de Niterói (RJ), Oscar Cox conseguiu reunir, pela primeira vez, companheiros para realizar uma partida do esporte que ele tivera contato durante seus estudos na Suíça, o então desconhecido futebol. Um destes companheiros era Victor Etchegaray, que teve seu pai e sua irmã como dois dos 15 espectadores a presenciarem este momento histórico.

Oscar Cox e Victor Etchegaray seriam companheiros outras tantas vezes com o uniforme branco e cinza – e não tricolor – do Fluminense. Na primeira partida da história do clube, no dia 19 de outubro de 1902, contra o Rio Football Club, Victor Etchegaray teve a honra de ser o capitão na estrondosa vitória por 8 a 0.

Nos primeiros anos desta hoje mais que centenária história, Victor Etchegaray foi grandioso. Em 8 de setembro de 1903, o Fluminense fez contra o São Paulo Athletic, Campeão Paulista e que contava com ninguém menos do que Charles Miller em seu ataque, o último de três amistosos interestaduais na “Terra da Garoa”. Após empatar com o Internacional e vencer o Paulistano, o Flu, tendo em Victor Etchegaray sua figura de maior destaque, não tomou conhecimento do poderio adversário e venceu por 3 a 0.

Esta foi a força que fez o Fluminense dominar o Campeonato Carioca em seus primeiros anos e, entre 1906 e 1909, conquistar um Tetra até hoje nunca superado. Victor Etchegaray, é claro, foi um dos pilares e esteve presente em todas as conquistas, desta vez com a companhia de seu irmão Emile, um goleador nato.

quinta-feira, 14 de março de 2013

UMA IMAGEM























No atletismo és um braço... O herói olímpico Adhemar Ferreira da Silva honra o hino vascaíno.

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA RIO - 1ª RODADA - FLAMENGO X RESENDE


Flamengo 2 x 3 Resende – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Flamengo abre 2 a 0 com 30 minutos, relaxa excessivamente, entra no clima do “já ganhou” e leva virada que ficará para sempre na história do Resende.

Para iniciar a Taça Rio com o pé direito, Dorival Júnior realizou modificações no time que terminara a fase de grupos da Taça Guanabara com a melhor campanha e o Flamengo foi para o jogo no 4-3-3 com: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, González e João Paulo; Cáceres, Elias e Ibson; Rafinha, Rodolfo e Hernane. Depois de cinco empates e apenas uma vitória no 1º turno, o Resende começou a Taça Rio organizado pelo técnico Eduardo no 4-3-2-1 com: Mauro; Filipe Souza, Dudu, Admilton e Tiago Silva; Denílson, Léo Silva e Hiroshi; Léo e Marcel; Elias.

Em meia hora de confronto num Engenhão mais vazio que Congresso Nacional em véspera de feriado, o Flamengo repetia o roteiro de grande parte da Taça Guanabara. Os garotos da frente, Rafinha e Rodolfo, se movimentavam e confundiam a retaguarda resendense, João Paulo e Léo Moura davam opções, Hernane deixava sua marca, Elias chegava à frente para reforçar o ataque, tanto que acertou dois lindos chutes de fora da área – o segundo foi parar no fundo das redes... Tudo caminhava na mais perfeita paz para o Rubro-Negro, até ele confundir um jogo de Carioca com aquelas peladas onde alguém grita “Quem fizer dois gols ganha!” e pensar que a partida tivesse chegado ao seu fim com apenas 30 minutos.

Ainda na etapa inicial, o ligado atacante resendense Elias levaria perigo à meta flamenguista em duas oportunidades. Porém, foi após o intervalo e com as alterações realizadas pelo Eduardo – Léo e Denílson saíram para as entradas de Robert e Kim – que o “Gigante do Vale” transformou a partida em um belo capítulo de sua história. Robert, Kim e o inteligente Marcel formaram um tripé de meias que tomou conta do jogo. Os três e mais o Elias começaram a jogar uma barbaridade e, em 23 minutos, o placar saíra do dois a zero para o dois a três, gols de Robert, Elias e Dudu. Depois de permanecer um tempão em vantagem no placar e não ter conseguido encaixar sequer um bom contra-golpe, o Flamengo foi tentar salvar sua pele alçando bolas na área de tudo quanto é maneira.

Cruzou daqui, cruzou de lá e nada. A virada do Resende estava concretizada e o Flamengo, após mais de 10 dias sem entrar em campo, pagou o preço por decidir descansar no meio de uma partida que valia três pontos.

segunda-feira, 11 de março de 2013

FUTEBOL É ARTE


















Um dos mais influentes homens do século XX, Pablo Picasso mudou a história da arte como raros conseguiram. Não só por ser a pedra fundamental do Cubismo ou pela autoria de obras como Guernica (1937), mas também pelo desenvolvimento que proporcionou aos mais diversos tipos de arte. Com o Cubismo, causou mudanças também na forma de se fazer literatura, música e arquitetura. Espanhol de berço – nasceu a 25 de outubro de 1881, em Málaga – viveu boa parte de sua vida em Paris, e experimentou os mais diversos tipos de expressões artísticas: pinturas, gravuras, esculturas, cerâmicas... Em 1961, Picasso transformou o futebol em uma de suas obras na litografia intitulada Football, a escolhida da seção Futebol é Arte de hoje.

domingo, 10 de março de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA - FINAL - VASCO X BOTAFOGO


Vasco 0 x 1 Botafogo – Engenhão, Rio de janeiro (RJ)

Fogão Campeão da Taça Guanabara! Gol de Lucas dá caneco ao Glorioso e aumenta jejum de títulos do Vasco no tradicional torneio.

Para fazer valer a vantagem do empate e conquistar a Taça Guanabara, feito que não alcança desde 2003, o Vasco foi para a decisão com o mesmo onze que vencera o Fluminense na semifinal e organizado pelo treinador Gaúcho no 4-3-2-1 com: Alessandro; Nei, Dedé, Renato Silva e Thiago Feltri; Abuda, Pedro Ken e Wendel; Eder Luis e Bernardo; Carlos Alberto. Assim como no duelo contra o Flamengo, uma semana antes, o Botafogo escutaria o apito inicial com a necessidade da vitória. Para conquistá-la, Osvaldo de Oliveira manteve o 4-2-3-1 de costume e lançou o time com: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos e Gabriel; Fellype Gabriel; Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques.

Num duelo decisivo, entre dois gigantes, a oportunidade de ser Campeão com dois dos três resultados possíveis é uma vantagem e tanto. E a vantagem vascaína de poder empatar poderia ter se tornado ainda maior quando, logo aos 9 minutos, Carlos Alberto perdeu um gol dentro da pequena área. Seria a única boa oportunidade de gol cruz-maltina durante um bom tempo. Excessivamente recuado, com um aglomerado de jogadores em sua intermediária defensiva e rezando a cartilha do “bola pro mato que o jogo é de campeonato”, o Vasco deu os domínios territorial e da posse de bola para o Botafogo, que, por sua vez, não teve profundidade para fazer mais do que uma bola parada do Lodeiro e um chute por cima do Fellype Gabriel em toda a 1ª etapa.

Com o assanhado Vitinho no lugar do volante Marcelo Mattos, o Bota voltou do intervalo um pouco mais vivo, enquanto o Vasco continuava a rasgar o manual que ensina a jogar pelo empate. Seria falso dizer que o gol botafoguense amadurecia a cada minuto, pois, apesar da melhora, Seedorf e companhia não conseguiam gastar as luvas do goleiro Alessandro. Tanto que eram os amantes da cruz-de-malta que mais faziam barulho nas arquibancadas do Engenhão. Mas aí, o castelo vascaíno caiu aos 34 minutos com o gol do Lucas, após bela trama de Seedorf e Julio Cesar pela esquerda e inteligente assistência do Bolívar. O Vasco teria pouco mais de 10 minutos para fazer aquilo que ignorara durante mais de uma hora: atacar.

No desespero, conseguiu duas bombas em cobranças de falta do Fellipe Bastos. Na primeira, Jefferson bateu roupa e Renato Silva completou em gol corretamente anulado por impedimento. Na segunda, já aos 50 minutos, o felino Jefferson voou no cantinho para garantir o caneco em General Severiano e a alegria da galera botafoguense.

PARABÉNS, FOGÃO!!!

sexta-feira, 8 de março de 2013

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER

quinta-feira, 7 de março de 2013

FIGURINHA CARIMBADA - NONÔ
























Nome Claudionor Gonçalves da Silva

Data de nascimento 01 de janeiro 1899

Faleceu em 24 de julho de 1931

Posição atacante

Clubes
Flamengo (1921 até 1930)

Títulos
Campeonato Carioca – 1921, 1925, 1927 – Flamengo

Seleção Brasileira – 1 jogo


Mil novecentos e vinte e cinco. Este é o ano que deve ser digitado na máquina do tempo para quem quiser conhecer um pouco da história de Claudionor Gonçalves da Silva, o Nonô, maior artilheiro do Flamengo nos anos 20 e primeiro jogador a superar a marca de 100 gols com a camisa rubro-negra.

Falar apenas que Nonô foi artilheiro e Campeão Carioca neste ano de 1925 é menosprezar o que este grandalhão e mortífero atacante aprontou nos históricos gramados de Laranjeiras, General Severiano, Campos Salles e, principalmente, Rua Paysandu, então casa do Mengão. Foi lá, observado pelas centenárias palmeiras que rodeavam o campo, que Nonô deixou a piedade de lado e em duas partidas contra o SC Brasil foi às redes nada menos do que nove vezes – quatro nos 8 a 0 do 1º turno e cinco nos 6 a 0 do segundo.

Mas não foi só o “indefeso” SC Brasil que sofreu com as finalizações letais de Nonô no Cariocão de 1925. Os rubros do América, “Campeões de 13, 16 e 22”, como canta o seu belo hino, viram o atacante flamenguista marcar quatro vezes na goleada de 5 a 1 do 1º turno e outras duas na vitória por 4 a 0. Vitória esta última que deu ao Rubro-Negro o seu quinto título carioca. Nonô terminaria o ano com 30 gols assinalados em 21 jogos. Uma marca digna do lendário Arthur Friendenreich.

Este ano fulminante na carreira do craque não chegou de repente, sem avisar. Desde o início da década de 20, Nonô era, um ano sim o outro também, o artilheiro do clube na temporada. Seus gols já haviam ajudado o Fla a ser Campeão, ou melhor, Bicampeão do Rio em 1921, e lhe tornado, em 1923, o primeiro flamenguista artilheiro de um Carioca.

Em 15 de agosto de 1926, Nonô esteve em campo e, claro, deixou sua marca no 8 a 1 sobre o Botafogo, maior goleada conseguida pelo Fla no clássico contra o Alvinegro. No ano seguinte, ainda faria parte do elenco e contribuiria com dois gols em dois jogos para o título de 1927, mas sua brilhante saga com a camisa que pesa muitas libras já se aproximava do final, que chegaria em 1930, um ano antes de seu prematuro falecimento por tuberculose.