domingo, 7 de abril de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA RIO - 5ª RODADA - BOTAFOGO X OLARIA














RESULTADOS
Nova Iguaçu 1 x 0 Volta Redonda
Quissamã 0 x 1 Madureira
Botafogo 3 x 0 Olaria
Vasco 2 x 1 Friburguense
Flamengo 1 x 1 Duque de Caxias
Resende 0 x 2 Fluminense
Audax Rio 1 x 0 Macaé
Bangu 1 x 1 Boavista

ARTILHARIA
9 Gols – Hernane (Flamengo)
8 Gols – Charles Chad (Duque de Caxias)
7 Gols – Bernardo (Vasco)

Botafogo 3 x 0 Olaria – Estádio da Cidadania, Volta Redonda (RJ)

Em tarde inspirada de Lodeiro e show de Vitinho, Botafogo não encontra resistência para vencer o Olaria por 3 a 0 e assumir a liderança do grupo A, mesmo com um jogo a menos.

O Botafogo escutou o apito inicial como único 100% na Taça Rio. Para manter a campanha impecável, Oswaldo de Oliveira, que não pôde contar com Jefferson, Dória e Seedorf, montou o time no 4-2-3-1 com: Renan; Lucas, Bolívar, André Bahia e Julio Cesar; Marcelo Mattos e Gabriel; Rafael Marques, Fellype Gabriel e Lodeiro; Bruno Mendes. Com apenas uma vitória em todo o Carioca e vindo de uma sonora goleada por 5 a 0 sofrida na última rodada diante do Friburguense, o Olaria foi a campo escalado pelo Luiz Antônio no 4-1-4-1 com: Gustavo; Lucas, Thiago Campos, Rafael e Erick Brandão; Assis; Lenine, Mehmet Aurélio, Victor Lemos e Valdir; Erick.

Se antes do apito inicial o Olaria se visse diante da proposta “e aí, que tal cancelar o jogo e cada time fica com um ponto?”, não pensaria duas vezes antes de responder positivamente. Desde os primeiros minutos em Volta Redonda, o Botafogo encontrou um adversário totalmente recuado e sem um pingo de ideia de como criar uma jogada ofensiva. Assim, não precisou se esforçar muito para, comandado pelo uruguaio Lodeiro, um jogador que mescla raça, técnica e dinamismo tático, criar ótimas chances para movimentar o placar antes do intervalo, o que só não conseguiu porque o goleiro Gustavo realizou dificílimas defesas.

Melhor em campo em todos os aspectos, o Botafogo precisaria, na etapa final, transformar sua superioridade em gols e evitar que a peleja ganhasse em dramaticidade. E para a alegria alvinegra, Lodeiro, o dono do jogo, recebeu um presentão do zagueiro Thiago Campos e, com apenas 2 minutinhos, abriu o escore. O Azulão da Bariri, mesmo diante de um péssimo resultado e da permanência na lanterna da classificação geral, não mudou em nada sua postura, o que deixou a vida do Fogão ainda mais tranquila. O jogo seguiria em banho não fosse a entrada de Vitinho, aos 28 minutos. Cheio de gás e com arrancadas encapetadas, o garoto detonou a retaguarda olariense, assinou dois golaços e fechou o caixão azul.

Para os que achavam que o Bota tiraria o pé do acelerador após vencer a Taça Guanabara, o que se vê é uma equipe que, rodada após rodada, se mostra mais sólida, entrosada e consciente.

CURTINHAS PELO CARIOCÃO!

- Quando um jogador está em má fase, ele deve buscar o simples dentro de campo. Nada de toque de calcanhar, drible assanhado, chute mirabolante. Fazer o feijão com arroz até a “zica” sair. Já quando um time inteiro está em péssima fase, caso do Flamengo, quem tem que fazer o simples é o treinador. Jorginho, porém, inventa uma nova a cada semana. Ora é time sem homem de área com Hernane no banco, ora Elias na lateral-direita, ora Alex Silva, Ibson e Léo Moura não estão relacionados, ora os mesmos são titulares... Jorginho bem poderia trocar seu relógio de pulso por uma bússola.

- Saiu!!! Depois de 83 jogos, o dedicado e incisivo Rhayner enfim voltou a sacudir o barbante. Se por um lado Rhayner não tem a obrigação de ser o homem-gol tricolor – como disse Abel Braga, Fred e até o próprio – ele, como atacante que o é, também não pode ficar mais de dois anos sem balançar as redes. Falando em homem-gol, a ausência de Fred no decisivo duelo contra o Grêmio pela Libertadores seria a pior notícia que os tricolores poderiam receber.

- Em um torneio que conta com nove clubes que não fazem parte nem da Terceirona do Brasileirão, Flamengo e Vasco conseguiram a “façanha” de serem eliminados de um turno com duas rodadas de antecedência. 

sábado, 6 de abril de 2013

AMISTOSO INTERNACIONAL - BOLÍVIA X BRASIL


Bolívia 0 x 4 Brasil – Estadio Tahuichi Aguilera de Santa Cruz, Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)

No “Jogo da Paz e Amizade”, Brasil passa fácil pela Bolívia e conquista sua primeira vitória após o retorno de Felipão.

Antes mesmo das análises táticas e técnicas que envolveram o amistoso, vale destacar a volta da Seleção Brasileira como protagonista de um jogo cuja importância social supera a esportiva, o que não ocorria desde o ano de 2004, quando visitou o Haiti. Desta feita, a missão principal da “Embaixada de Chuteiras” era demonstrar um sentimento de amizade para com os bolivianos, sentimento este que foi ferido após o assassinato do garoto Kevin Espada por um sinalizador disparado pela torcida do Corinthians num duelo deste contra o São José, em Oruro, há pouco mais de um mês.

O futebol tem uma capacidade enorme de integrar e aproximar, e talvez nenhum símbolo seja tão adorado no Planeta Bola como a Seleção Brasileira. Apesar dos problemas em relação à distribuição da renda (família Espada, jogadores bolivianos Campeões da Copa América de 1963, Federação Boliviana de Futebol), é bom ver que o futebol brasileiro continua querido e capaz de promover alegria aos nossos vizinhos. Vamos ao jogo!

Com apenas quatro titulares que fizeram parte do onze inicial que empatou com a Argentina, pelas Eliminatórias, há menos de duas semanas, a Bolívia foi para o amistoso montada pelo Xavier Azkargorta no 4-2-3-1 com: Galarza; Diego Bejarano, Zenteno, Eguino e Marvin Bejarano; Melean e Veizaga; Arce, Rojas e Campos; Marcelo Moreno. Formada somente por nomes que atuam no “futebol tupiniquim”, o Brasil foi organizado pelo Luiz Felipe Scolari no 4-2-3-1 com: Jefferson; Jean, Dedé, Réver e André Santos; Ralf e Paulinho; Jádson, Ronaldinho e Neymar; Leandro Damião.

Santa Cruz de la Sierra encontra-se a 400 metros acima do nível do mar, o que significa que o Brasil não precisou se preocupar com a temida altitude. Assim, desde o início, os “canarinhos” partiram com tudo para cima da esburacada retaguarda verde e, com apenas três minutos, uma envolvente jogada iniciada por Ronaldinho, desenvolvida por Jádson e Jean, e finalizada por Leandro Damião, inaugurou o placar.  Minuto após minuto a Seleção criava oportunidades para ampliar o escore, que iria para o intervalo apontando 3 a 0: Neymar foi duas vezes às redes.

O Brasil voltou do intervalo com nove jogadores a sonhar com uma cama confortável e Ralf e Osvaldo na busca por garantir um lugar em futuras convocações. A Bolívia até tentou se aproveitar da sonolência brasileira, mas as limitações técnicas e as substituições a granel não a permitiram. Nos acréscimos, Paulinho, Pato e Osvaldo tramaram ótimo lance que Leandro concluiu para dar números finais ao amistoso.

No resumo da ópera, Ronaldinho e Neymar construíram a vitória mesmo sem muito se esforçarem, enquanto Ralf, Leandro Damião e Osvaldo – pela dedicação e bom futebol – souberam aproveitar a oportunidade.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS















Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.

Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani

quinta-feira, 4 de abril de 2013

QUASE DESCONHECIDOS


Homem mais rápido do mundo, maior ícone olímpico da atualidade e dono de um carisma sem igual, o jamaicano Usain Bolt esteve no Rio de Janeiro para competir pela primeira vez no Brasil. Como todos esperavam, venceu a prova de 150 metros, apesar de não ter conseguido bater a melhor marca na distância, que também lhe pertence. Entre passinhos de funk e volta olímpica, Bolt recebeu da galera uma bandeira do Flamengo e desfilou com esta pela pista. Por alguns instantes se estabeleceu uma intimidade entre o atleta deste início de século e o time de maior torcida do “País do Futebol”.

Poderia ser uma demonstração da grandeza do Rubro-Negro, mas as palavras do astro, alguns minutos depois, mostraram a dura realidade: Bolt não conhecia o Flamengo. E não é culpa do velocista, que é fã de futebol, diz ter o sonho de disputar uma partida pelo Manchester United e até possui alguma intimidade com a redonda. A culpa é pura e exclusiva do Flamengo. Ou melhor, de todos os clubes brasileiros, pois qualquer que fosse a bandeira sacudida por Bolt, seu desconhecimento seria o mesmo.

Aqui na América – de norte a sul – existe uma infinidade de apaixonados por futebol. E mais ainda pelo futebol brasileiro, um legado deixado por Pelé, Garrincha e brilhante companhia. Na Bolívia, por exemplo, Ronaldinho Gaúcho já foi homenageado duas vezes: recebeu a Medalha do Mérito Esportivo das mãos do Presidente Boliviano, Evo Morales, e foi presenteado pelo Governador do Departamento de La Paz, César Cocarico, com três peças de roupa típicas dos povos indígenas aimarás. No México, então, existe até a Plaza Brasil, uma praça em homenagem à Seleção Campeã Mundial de 1970, que encantou toda uma geração de mexicanos.

Diante de tão grande idolatria para com o futebol brasileiro, o que falta para os grandes clubes tupiniquins iniciarem suas “Grandes Navegações” pela América? A primeira resposta plausível seria dinheiro, ou a falta dele. No entanto, com os salários surreais pagos atualmente por aqui e com o poder internacional das marcas que fornecem material esportivo para os clubes, a questão financeira parece não ser a grande responsável. Até porque um projeto de internacionalização pela América, que disponibilizaria não só produtos, mas a história do clube para países como a Jamaica, de Usain Bolt, não deve ter um custo tão astronômico assim.

O que os clubes precisam é de criatividade para fazer suas respectivas histórias serem conhecidas. Talvez um museu móvel, uma embaixada com ex-craques, um cinema itinerante... Não é apenas questão de marketing, de vender produtos, mas de se postar como gigantes que o são.

O que falta aos cabeças do futebol brasileiro, na realidade, é a visão para entender que ações simples podem fazer com que na próxima vez que um símbolo do esporte visitar o Brasil e receber uma bandeira ele diga: “Claro que conheço este clube!”

quarta-feira, 3 de abril de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 – TAÇA RIO – 4ª RODADA – VASCO X BOTAFOGO



Vasco 0 x 3 Botafogo – Estádio da Cidadania, Volta Redonda (RJ)

Assim como na decisão da Taça Guanabara, Fogão bate o Vasco e – apesar de os matemáticos ainda não confirmarem – decreta o fim do Carioca para o Cruz-Maltino.

Para o Vasco, o clássico era de vida ou morte. Era vencer e ganhar uma sobrevida na Taça Rio ou dar adeus ao Cariocão. Para isso, Paulo Autuori organizou o time no 4-3-1-2 com: Alessandro; Nei, Dedé, Renato Silva e Yotún. Sandro Silva, Fellipe Bastos e Wendel; Carlos Alberto; Eder Luis e Tenório. Sem Seedorf, envolvido em polêmica expulsão no confronto diante do Madureira, Oswaldo de Oliveira escalou o Botafogo com dois atacantes e montado no 4-4-2 com: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Gabriel, Marcelo Mattos, Fellype Gabriel e Lodeiro; Rafael Marques e Bruno Mendes.

O clássico em Volta Redonda foi o espelho fiel da sequência que Botafogo (quatro vitórias seguidas) e Vasco (há quatro partidas sem sequer balançar as redes) ostentavam antes do apito inicial. O “Glorioso” é um time organizado, onde todos os jogadores sabem exatamente o que devem fazer em campo, e se encontra tecnicamente alguns níveis acima do rival da noite. O Cruz-Maltino, por sua vez, ainda tem muito a evoluir taticamente sob o comando de Autuori, e nem mesmo seus nomes de maior qualidade – Dedé, Carlos Alberto, Eder Luis – vivem uma fase sequer razoável.

Durante o 1º tempo, o gramado encharcado não permitiu a bola rolar com velocidade e, consequentemente, encurtou o campo e deixou o jogo feio e cheio de “ões”. Chutões, esbarrões, encontrões, escorregões... Jogadas trabalhadas? Nenhuma. Nem pelo meio, nem pela direita, nem pela esquerda. Nem por parte do Vasco, nem por parte do Botafogo, que foi um pouquinho mais perigoso.

O campo em melhores condições na etapa final permitiu um futebol mais refinado. Só que apenas pelo lado do Fogão. Com Rafael Marques aberto pela esquerda, Lodeiro na direita e Fellype Gabriel centralizado, mas com toda a liberdade que ele tem aproveitado cada dia melhor, o Bota flutuou e dominou. O momento crucial da peleja foi o primeiro gol botafoguense, aos 7 minutos, através do participativo e “cheio de moral” Rafael Marques. A partir daí, o Vasco se perdeu por completo e deixou ainda mais em evidência as suas limitações.

O goleiro Alessandro, que o diga. Primeiro, entregou uma bola fácil para o dinâmico Lodeiro, aos 12, ampliar o escore. Cinco minutinhos depois, o arqueiro meteu a mão na bola fora da área e recebeu o cartão vermelho. O que estava ruim para o Vasco ficaria ainda pior aos 27, quando Fellype Gabriel, em mais uma ótima jornada, não só fechou o caixão cruz-maltino como colocou ponto final no Carioca para o clube da Colina, mesmo que os números ainda digam o contrário. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - MORE THAN JUST A GAME


Quando prisioneiros políticos do nefasto regime sul-africano do Apartheid, que viviam uma rotina de agressões, humilhações, condições precárias de vida e carga horária de trabalho desumana, decidem adotar um sistema de greve de fome para poderem ter o direito de jogar futebol, a força que este esporte possui se torna ainda mais clara. E esta é a história contada por “More Than Just a Game”, que, página após página, explica a importância do futebol para a comunidade da prisão de Robben Island. E não era apenas um bate-bola informal que os prisioneiros realizavam, mas um futebol organizado, com uma associação responsável (MFA – Makana Football Association), comitês e um punhado de clubes. Em pouco tempo, os clubes ganhariam seus torcedores, as rivalidades clubísticas nasceriam e o futebol se tornaria o assunto de todo o momento na ilha. “More Than Just a Game” é uma obra que fragiliza ao máximo a opinião reducionista de alguns de que o futebol é única e exclusivamente o “ópio do povo”.





















More Than Just a Game – Football v Apartheid / The most important football story ever told
Autores: Chuck Korr e Marvin Close
Editora: Collins

segunda-feira, 1 de abril de 2013

FUTEBOL É ARTE


Inos Corradin é daqueles artistas que possuem um traço tão próprio que é até difícil não reconhecer uma de suas obras. Nascido em Piemonti, na Itália, no ano de 1929, Corradin cresceu e começou a mostrar seus dotes artísticos ainda na "Velha Bota". Com 21 anos, chegou ao Brasil e estabeleceu-se com sua família em Jundiaí. Logo viriam as associações com os artistas locais, as exposições de pinturas - sua primeira mostra individual ocorreu na Bahia, na Galeria Oxumaré, em 1953 -, os trabalhos como cenógrafo de teatros de balés, decorações de navios... Hoje, com mais de 50 anos de carreira, Corradin é um nome reconhecido não só no Brasil e na Itália, mas no mundo da arte como um todo. A pintura "Jogador de Futebol", selecionada pela seção "Futebol é Arte", é resultado dos traços característicos de Corradin e da influência do futebol na cultura brasileira.