quinta-feira, 13 de março de 2014

COPA LIBERTADORES 2014 - FASE DE GRUPOS - FLAMENGO X BOLÍVAR


Flamengo 2 x 2 Bolívar – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Everton marca duas vezes, defesa falha muito e Flamengo apenas empata com Bolívar no Maracanã.

“ÔÔÔ!!! Vai pra cima deles, Mengo!”. Este é um dos gritos característicos da torcida rubro-negra para embalar o time. Diante do Bolívar, sem poder se dar ao luxo de perder pontos no Maracanã, era isso que o Flamengo precisava ter feito desde o apito inicial. Era, mas não foi. Durante todo o primeiro tempo, o Flamengo mostrou um futebol lento, sem criatividade e que exceto por um chute fraco do Hernane e outro torto do Gabriel nada construiu. Responsáveis pela organização ofensiva, Everton, Gabriel e, principalmente, Elano, não conseguiram encontrar espaços dentro da encaixada retaguarda boliviana, esquematizada num 3-4-3 onde todos participavam da marcação. E mesmo sem a mínima intenção de se expor, o Bolívar ainda deu trabalho ao Felipe na etapa inicial, em chutes longos de Arce e Moya.

O ritmo moroso e previsível que só interessava aos visitantes mudou após o intervalo, o que não quer dizer que o Flamengo, enfim, tomou as rédeas da partida. Pelo contrário, quem largou na frente foi o Bolívar: aos 7, em falha de Wallace, Ferreira fez um a zero. Um preciso arremate de Everton, dois minutinhos depois, empatou o escore e não deixou o nervosismo rubro-negro aumentar ainda mais. A partir daí, com Paulinho cheio de ímpeto pela lateral-direita, o Fla viveu seu melhor momento e conseguiu a virada, novamente através de Everton. Com 25 minutos por jogar, era a hora de o Flamengo se impor, fosse fazendo a bola rolar e o adversário correr ou através de uma pressão no campo de ataque. Não fez nem um, nem outro. E pior, aos 27, João Paulo bobeou e Pedriel empatou.

Daí até o fim, o Rubro-Negro buscou o triunfo na base da bola rifada e do desespero. Como não foi bem sucedido, terá que buscar nos próximos dois jogos como visitante os pontos que deixou escapar como mandante. Não será nada fácil.

Flamengo: Felipe; Léo (Paulinho), Wallace, Samir e João Paulo; Cáceres (Carlos Eduardo), Elano (Alecsandro) e Muralha; Gabriel e Everton; Hernane. Técnico: Jayme de Almeida.

Bolívar: Quiñonez; Rodriguez, Cabrera e Gutierrez; Yecerotte (Moya), Damir Miranda (Cardoso); Flores e Capdevila; Arce, Callejón (Pedriel) e Ferreira. Técnico: Xavier Azkargota.

segunda-feira, 10 de março de 2014

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA

Na atual era dos assessores de imprensa, o futebol brasileiro sente falta dos jogadores que não têm papas na língua e falam o que querem. Serginho Chulapa não só falava o que queria como dava a impressão de fazer o que queria quando estava incendiado. Brigava com adversários, companheiros, juízes, bandeirinhas, jornalistas... Mas Serginho não era só uma bomba relógio sempre em contagem regressiva. Era também um goleador como poucos. Ninguém balançou mais as redes do que ele com a camisa do São Paulo e, pelo Santos, depois da Era Pelé, só foi ultrapassado por Neymar. As histórias explosivas e as explosões dos gols de Serginho Chulapa, o amigo poderá encontra em “O Artilheiro Indomável”, escrito por Wladimir Miranda.





















O Artilheiro Indomável – As incríveis histórias de Serginho Chulapa
Autor: Wladimir Miranda
Editora Publ!sher Brasil

domingo, 9 de março de 2014

CAMPEONATO CARIOCA 2014 – 13ª RODADA – BOTAFOGO X FLAMENGO


Botafogo 0 x 2 Flamengo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Flamengo bate Botafogo em clássico de poucas emoções, conquista a Taça Guanabara e, de quebra, ainda elimina o rival do Campeonato Carioca.

Para o Flamengo a vitória valia a Taça Guanabara e a vantagem do empate para a fase final. Para o Botafogo, a oportunidade de seguir vivo no torneio, mesmo que com ínfimas chances de classificação. Em campo, um Rubro-Negro que optou por poupar apenas os jogadores necessários e um Alvinegro, novamente, foi escalado com onze reservas. Neste cenário, o Flamengo nem precisou fazer muito esforço para confirmar seus objetivos, e não é exagero dizer que os únicos dois lances ofensivos do clássico dignos de nota foram os gols, marcados por Gabriel, aos 10 minutos do primeiro tempo, e por Léo, já no apagar das luzes.

Numa análise geral, que pode perfeitamente ser realizada pois a partida foi fria, sem alternâncias e previsível, o Flamengo trocou passes e saiu para o jogo de forma mais redonda – méritos para os volantes Márcio Araújo e Muralha –, se movimentou mais com os meias Everton e Gabriel, conseguiu acionar o Hernane e apresentou um sistema defensivo mais sólido (Jayme parece ter encontrado o núcleo de sua defesa com os zagueiros Wallace e Samir e o volante Cáceres). Esta superioridade rubro-negra foi mais evidente na etapa inicial, pois depois que o desgovernado volante botafoguense Airton foi expulso, aos 21 minutos do segundo tempo, o Fla pisou ainda mais forte no freio.

O Botafogo... bem, o Botafogo apresentou em campo um resumo da estratégia que sua comissão técnica adotou para o Campeonato. Foi um time sonolento, desinteressado e desentrosado. Diferente taticamente do costumeiro 4-5-1, se postou com duas linhas de quatro e dois atacantes. Em poucas palavras, duas linhas de quatro que se mostraram frágeis na marcação e incapazes de fazer a bola chegar em condições minimamente aceitáveis para os atacantes Henrique e Zeballos.

Agora, é hora de o Flamengo pensar a melhor estratégia (física, tática, técnica e psicológica) para conciliar a fase final do Carioca e a Libertadores. E também é hora de o Botafogo rever um planejamento que rendeu quatro vitórias em 13 jogos num torneio onde sete times não disputam sequer a Série D do Brasileiro.

Botafogo: Helton Leite; Lucas, Dankler, André Bahia e Junior Cesar; Bolatti, Airton, Renato (Fabiano) e Daniel (Gegê); Zeballos e Henrique (Higuinho). Técnico: Eduardo Hungaro.

Flamengo: Felipe; Léo Moura (Léo), Wallace, Samir e João Paulo; Cáceres (Feijão), Márcio Araújo e Muralha; Gabriel (Paulinho) e Everton; Hernane. Técnico: Jayme de Almeida.



sábado, 8 de março de 2014

PREGUIÇA E SALTO ALTO


A estratégia do Botafogo para o Carioca não merece críticas somente pela campanha ridícula de apenas quatro vitórias em 12 jogos num torneio onde sete clubes não disputam sequer a Série D do Brasileiro. As críticas mais efusivas devem ser direcionadas para a preguiça e o salto alto da comissão técnica alvinegra.

Em oito dos 12 jogos que realizou no Carioca até o momento, Eduardo Hungaro e seus auxiliares optaram por escalar uma equipe com 11 jogadores reservas. Esta fácil e frágil opção está banhada em uma preguiça enorme de se realizar uma planilha técnica e tática para o rodízio dos jogadores tidos como titulares.

Com um planejamento em mãos, Eduardo Hungaro saberia a hora certa de poupar os jogadores certos. Teria constantemente cerca de oito ou nove titulares em campo, deixando-os sempre ativos, mais entrosados e sem causar excessos. E mais, os jogadores reservas, ao invés de atuarem em um onze que só voltará a ser utilizado em treinos coletivos, se familiarizariam com os titulares e se tornariam opções táticas mais eficientes para o andamento de outras partidas.

Já sobre o salto alto, a imagem que a estratégia botafoguense passou foi a de que bastaria apenas reunir seus onze reservas que a vaga para a semifinal estava garantida antes mesmo de o campeonato começar. A realidade, porém, se mostrou bem diferente. A três rodadas do fim da fase inicial, o Botafogo só se classificará por um milagre.

Ninguém em sã consciência é capaz de negar que o Carioca é um torneio completamente inchado, que a pré-temporada do futebol brasileiro é muito curta e que a Libertadores merece um algum tipo de privilégio. Porém, a escolha do Botafogo por abandonar o torneio, independente dos resultados, não foi a mais adequada. Pelo menos, que sirva de exemplo. 

quinta-feira, 6 de março de 2014

ELÓIGICO E SUAS LÓGICAS














Elóigico é um fanático torcedor do São Sebastião Futebol Clube que sempre coloca a paixão à frente da razão – como quase todos os torcedores, né? E quem fica perdida com tanto fanatismo de Elóigico é sua filha, Edinha, que mora junto com seu pai em uma simples casinha que vive futebol 24 horas por dia.


Desenho de Paulo Sales e roteiro de Diano Massarani.

quarta-feira, 5 de março de 2014

AMISTOSO INTERNACIONAL - ÁFRICA DO SUL X BRASIL

África do Sul 0 x 5 Brasil – Soccer City, Joanesburgo (África do Sul)

No mesmo dia de dois duelos entre finalistas mundiais – França x Holanda e Espanha x Itália – o Brasil enfrentou uma África do Sul que sequer foi capaz de avançar à fase final das Eliminatórias Africanas para a próxima Copa do Mundo. O segundo dos três gols de Neymar, antes do primeiro minuto da etapa final (Oscar e Fernandinho também foram às redes), foi a última pá de terra que sepultou um jogo que em momento algum teve vitalidade.

Júlio César fez uma boa defesa, mas ainda estamos longes de saber se a passagem pelo futebol norte-americano vai o atrapalhar no Mundial. Thiago Silva foi soberano e parecia ser capaz de anular, sozinho, o fragilíssimo ataque sul-africano. Desde a Copa das Confederações que David Luiz não mostra ser superior a Dante, como muito se propaga por aí.

Rafinha entrou para ser um lateral com funções defensivas e as cumpriu, permitindo que Marcelo e, depois, o improvisado Daniel Alves tivessem liberdade para subir pela esquerda. Daniel Alves a aproveitou. Marcelo, não. Paulinho participou de um gol do Neymar e só. Saiu para a entrada de Luiz Gustavo, substituição que deixou Fernandinho mais solto para dar bons passes e fazer um belo gol.

Oscar abriu a porteira com um gol de muita categoria em assistência brilhante de Hulk, mas, mesmo no marasmo de um jogo que se mostrou definido desde sempre, eles poderiam ter sido mais intensos. Como intenso foi Neymar, que brincou demais, jogou demais e fez gol demais. Ramires e Willian entraram no intervalo e ambos foram engolidos pela lentidão de um jogo já vencido.

Lá na frente, Fred levou a pior no duelo contra o zagueiro Ntheme, mas foi inteligente ao escapar da zona do agrião e dar ótimo passe para Neymar fazer o terceiro gol brasileiro. Uma assistência também foi a melhor participação de Jô, que, de cabeça, encontrou Neymar – sempre ele! – para fechar a goleada. Nossos centroavantes, porém, ficaram devendo em gols. Na verdade, sequer obrigaram o goleiro Williams a realizar uma defesa.


Se não a comissão técnica não queria correr o risco de enfrentar uma das favoritas à Copa do Mundo, que pelo menos optasse por um adversário capaz de testar o Brasil e não por um amistoso que acrescentou pouco mais do que um coletivo.

sábado, 1 de março de 2014

CAMPEONATO CARIOCA 2014 – 11ª RODADA – FLAMENGO X NOVA IGUAÇU



Flamengo 2 x 1 Nova Iguaçu – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Tímido e sem empolgar, Flamengo faz o suficiente para vencer o Nova Iguaçu e garantir sua vaga na fase semifinal do Carioca com antecipação.

Preto no branco, o Flamengo foi para o intervalo com a vantagem de um a zero, gol contra do Jorge Fellipe, aos 17 minutos, momento no qual o Nova Iguaçu ameaçava colocar as manguinhas de fora e dava trabalho com Zambi, Dieguinho e Erick Foca. Apesar de terminar à frente, porém, o Rubro-Negro realizou péssimos 45 minutos em termos ofensivos.

Taticamente, a entrada de Gabriel na meia-direita recuou Elano para formar um tripé de volantes com Cáceres e Muralha, enquanto Everton fazia a meia-esquerda e Hernane, como sempre, era a referência. Em números, um 4-3-3, porém estes nada dizem sozinhos. A estrutura tática depende da dinâmica dos jogadores, e foi aí que o Flamengo pecou.

Elano e Muralha se postaram sempre próximos à linha central, Léo Moura e André Santos pareciam ter que pagar pedágio para ultrapassar o meio-campo, e até Everton, autor da jogada do gol, apareceu mais por cometer faltas próximas à área defensiva. Assim, os ataques rubro-negros foram apenas rascunhos, com poucas alternativas e incapazes de acionar o Hernane.

Com postura diferente, o Flamengo foi mais incisivo nos nove primeiros minutos da etapa final do que em toda a inicial. Chegou com Everton, André Santos e, depois de quase levar o empate através de Dieguinho, ampliou na primeira vez que o Brocador foi acionado (no lance, Cáceres estava impedido). Estes nove minutos, porém, se mostrariam uma exceção.

Bastou ampliar o escore para, pouco a pouco, o Flamengo, tomado pela sensação de dever cumprido (que nada traz de positivo), começou a relaxar e esperar o tempo passar. Pisou mais no freio do que poderia, permitiu um gol do Nova Iguaçu – Erick Foca, aos 21, em jogada aérea – e passou os dez minutos finais do embate sendo pressionado e fazendo das tripas coração para rebater bolas alçadas sobre sua área.

No final das contas, o Flamengo garantiu os três pontos e a classificação antecipada para a semifinal. Mas com um futebolzinho...

Flamengo: Felipe; Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Cáceres, Elano (Márcio Araújo) e Muralha; Gabriel, Everton (Negueba) e Hernane (Alecsandro). Técnico: Jayme de Almeida.

Nova Iguaçu: Jefferson; Peter, Rodrigo Almeida, Jorge Fellipe e Amarildo; Paulo Henrique (Carlos Henrique) e Rodrigo César; Geovani (Uallace), Dieguinho (Vinícius) e Zambi; Erick Foca. Técnico: Edson Souza.