quinta-feira, 10 de abril de 2014

COPA LIBERTADORES 2014 – FASE DE GRUPOS – SAN LORENZO X BOTAFOGO


San Lorenzo 3 x 0 Botafogo – Estádio Nuevo Gasometro, Buenos Aires (Argentina)

Botafogo não oferece dificuldades ao San Lorenzo, perde por 3 a 0 e dá adeus à Libertadores.

A vantagem do empate fez um mal enorme ao Botafogo. Desde o apito inicial ficou estampado na postura alvinegra o desejo de apenas aguentar a pressão, apenas se defender. O Bota não jogou com o regulamento debaixo do braço, jogou com o regulamento agarrado ao coração. Se segurou nele com tamanha intensidade que, quando se viu em desvantagem, não teve nem ideia do que fazer para reverter a situação.

Fora duas finalizações do Wallyson, uma em cada etapa, somente o San Lorenzo atacou. E como atacou! O time do Papa Francisco se manteve com a pelota nos pés e ao redor da área defendida pelo Jefferson até fazer um a zero com Villalba, aos 28 da etapa inicial, e, na sequência, se aproveitando de um Botafogo sem GPS, acelerou o ritmo e esteve bem perto de ampliar o placar.

A superioridade argentina na etapa inicial não foi nada perto do que viria após o intervalo. Logo aos 8, Piatti, que teve liberdade para fazer o que bem entendesse do primeiro ao último trilar do apito, arrematou de fora da área com precisão: dois a zero San Lorenzo.

Este placar classificaria o time de Almagro caso o Independiente del Valle não vencesse o Unión Española no outro duelo do grupo. Porém, como lá no Chile os gols não paravam de sair, o San Lorenzo não pôde se dar ao luxo de pisar no freio e seguiu encurralando um Bota ainda mais aberto pelas substituições.

Quando o Independiente del Valle fez 5 a 4 no Chile, resultado que obrigava uma vitória por três tentos do San Lorenzo, a fragilidade botafoguense ficou ainda mais evidente. Os anfitriões voltaram a criar oportunidades com inacreditável facilidade até Piatti – de longe o melhor homem em campo, não só pelas bolas na rede – marcar com invejável categoria aquele que seria o gol da classificação argentina, aos 44.  

Em números, o Botafogo – fora o Unión Española, já classificado – foi quem iniciou a rodada com a maior das vantagens, o que torna ainda mais inaceitável a apatia apresentada em Buenos Aires. Enquanto San Lorenzo e Independiente del Valle lutaram com todas as forças em busca da classificação, o Alvinegro se comportou como um mero figurante. E pagou caro por isso.

San Lorenzo: Torrico; Buffarini, Valdés, Gentiletti e Más (Navarro); Mercier, Ortigoza e Piatti; Villalba (Cavallaro), Correa (Elizari) e Matos. Técnico: Edgardo Bauza.


Botafogo: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Airton (Bolatti) e Gabriel (Henrique); Lodeiro, Jorge Wagner e Wallyson (Fabiano); Ferreyra. Técnico: Eduardo Hungaro. 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

FAVORITOS! OU FAVORITOS?


Pelo retrospecto recente de três títulos consecutivos (Santos, Corinthians e Atlético Mineiro), pelo maior potencial econômico e, consequentemente, pelos melhores elencos no papel (seja lá qual for a importância disso), os brasileiros entraram na Libertadores com pompas de favoritos. A ausência do Boca Juniors – o único para quem os torcedores tupiniquins aceitam ser derrotados sem gritar “Que zebra!” – pretendia deixar o caminho para o principal título continental ainda menos pedregoso. Mas é quando a bola rola que a história se desenrola...

Favoritismo, amigos, não é sinônimo de vida fácil. Poderia me fazer valer de qualquer um dos grupos para ilustrar tal afirmação, mas ficarei com o do Flamengo. O título da Copa do Brasil após superar quatro dos seis melhores classificados do último Campeonato Brasileiro e uma chave com León, Bolívar e Emelec, clubes que nunca foram finalistas na história da Libertadores, levaram a uma ideia de que o Rubro-Negro teria vida tranquila na primeira fase. Esta ideia, diga-se de passagem, ignorou o fato de estes três clubes terem levantado um caneco nacional no ano passado.

Pois bem, com duas vitórias em cinco jogos, o Flamengo chega à última rodada sem a vaga no mata-mata garantida e, mais importante ainda, sem demonstrar ter um time superior aos seus adversários. Atlético Paranaense, Botafogo e Cruzeiro (até tu, Brutus!) vivem situação semelhante. É verdade que todos dependem de suas próprias forças, mas, hoje, com uma rodada por jogar, apenas Grêmio e Atlético Mineiro já estão classificados, um cenário bem menos pomposo do que se esperava no início do torneio.


O futebol brasileiro ainda pode ter todos seus seis clubes classificados para as oitavas de final da Libertadores, mas a possibilidade (real) de contar com apenas dois representantes no mata-mata serve para pensarmos primeiro em quão sólido era o favoritismo dos nossos clubes pré-torneio, e, segundo, em como é vazio este status de favorito no futebol. 

domingo, 6 de abril de 2014

CAMPEONATO CARIOCA 2014 - FINAL - VASCO X FLAMENGO



Vasco 1 x 1 Flamengo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Tudo igual! Vasco sai na frente com zagueiro Rodrigo, Flamengo empata em petardo de Paulinho e Clássico dos Milhões termina sem vencedor. Rubro-Negro joga por novo empate para ser Campeão Carioca.

Foi um clássico mais brigado que bem jogado, mais xingado que refinado, mais tenso que emocionante, mais transpirado que inspirado. Foi, também, um confronto com duas etapas completamente distintas. A primeira dominada pelos de São Januário. A segunda, pelos da Gávea.

Superior ao Flamengo em termos de distribuição tática, solidez defensiva e disposição física, o Vasco abriu o placar aos 11 minutos, em cabeçada certeira do zagueiro Rodrigo, e teve as rédeas da partida em suas mãos durante todo o primeiro tempo.

Atrás, os zagueiros Rodrigo e Luan e o volante Guiñazu tomavam conta dos flamenguistas. À frente, Everton Costa, sempre que acionado, passava sem tomar conhecimento pelo improvisado Frauches e era perigo constante. Uma ótima infiltração de Edmilson, aos 23, foi a melhor chance criada pelos vascaínos para transformar a superioridade em uma vantagem ainda maior, mas Felipe se esticou e salvou o Flamengo.

Mas o que salvou mesmo o Fla foi o excesso de vontade de Everton Costa. Já amarelado, o atacante voltou para o segundo tempo distribuindo faltas e mãozadas na bola e acabou expulso, aos 10 minutos. Foi a senha para a mudança total no cenário do confronto.

Antes, o Flamengo era de uma infertilidade só. Léo aparecia mais na defesa do que no ataque, Alecsandro saia da área a todo momento, Márcio Araújo não passava do meio-campo e Paulinho e Luiz Antônio não davam opções nos flancos. Com um jogador a mais e a velocidade de Gabriel e Everton veio o sinal de vida. E que sinal: aos 15, Paulinho mandou um foguete de fora da área e igualou tudo.

A substituição de Léo por Negueba apontava para uma pressão rubro-negra nos últimos 30 minutos do clássico. Ledo engano. É verdade que o Fla manteve a bola nos seus pés e se fez mais presente no campo de ataque, mas nenhuma chance concreta de virar o escore foi criada. O Vasco, preocupado apenas em se defender, ainda arriscou dois chutes longos com Fellipe Bastos, mas o um a um não saiu do placar. Domingo que vem tem mais!

Vasco: Martín Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Pedro Ken, Guiñazu e Douglas (Bernardo); Everton Costa, Reginaldo (Fellipe Bastos) e Edmilson (Thalles). Técnico: Adilson Batista.

Flamengo: Felipe; Léo (Negueba), Wallace, Samir e Frauches (Everton); Amaral, Márcio Araújo, Luiz Antônio e Paulinho; Lucas Mugni (Gabriel); Alecsandro. Técnico: Jayme de Almeida.

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA

Desde a mais simples e lamacenta pelada de pés descalços à mais badalada final de Copa do Mundo, o futebol é de uma riqueza criativa sem fim. As mais diversas tramas, personagens, cenários, épocas e sensações podem se misturar na criação de um conto futebolístico. E é justamente o que podemos encontrar no livro Contos Brasileiros de Futebol, organizado por Cyro Mattos e que reúne mais de uma dezena de obras.

Contos Brasileiros de Futebol
Organizado por Cyro Mattos
Editora LGE


quinta-feira, 3 de abril de 2014

FUTEBOL É ARTE

















O homem José Sabóia é baiano, nascido na cidade de Almadina, em 1949. O artista José Sabóia, porém, só viria a florescer no Rio de Janeiro, pois suas primeiras pinturas apenas ganharam vida em 1967, um ano após ele começar a viver na companhia dos braços abertos do Cristo Redentor. Suas obras possuem um forte caráter popular, com temas como colheita, música e... futebol. Digo futebol, mas poderia dizer Flamengo, pois o clube rubro-negro é um dos “alvos” prediletos da criatividade de Sabóia, como podemos ver na obra selecionada pela galeria “Futebol é Arte”.

COPA LIBERTADORES 2014 - FASE DE GRUPOS - EMELEC X FLAMENGO


Emelec 1 x 2 Flamengo – Estádio George Capwell, Guayaquil (Equador)

Flamengo supera Emelec com gol no apagar das luzes e depende de uma vitória simples na última rodada para avançar na Libertadores.

Pelo retrospecto recente como visitante na Libertadores (cinco derrotas e um empate nos últimos seis jogos antes do apito inicial) e pelos revezes nesta edição do torneio, seria presunçoso para o Flamengo pensar em uma vitória por dois ou mais gols diante do Emelec, vitória esta que o permitiria jogar pelo empate contra o León, na última rodada, para se classificar.

Porém, bastou a bola rolar para o Rubro-Negro ver que não tinha nada a temer. Ainda mais depois que o zagueiro equatoriano Nasuti meteu a mão na bola dentro da área aos 7 minutos e Alecsandro, com tranquilidade de sobra, inaugurou o placar. O relógio andava e nada de pressão do Emelec. E esse foi o grande mérito da boa etapa inicial do Fla: não permitir que o anfitrião se inflamasse.

Disse boa etapa inicial do Fla, mas poderia ter sido ótima. Faltou trabalhar com mais qualidade o punhado de oportunidades que teve para contra-atacar. A retaguarda equatoriana se mostrava mais esburacada que queijo suíço e deu ao Rubro-Negro todo o espaço necessário para matar o jogo. Não matou, e o Emelec cresceu.

Cresceu exatamente após Paulinho desperdiçar mais um contragolpe, cara a cara com o goleiro Dreer, no início do segundo tempo. Depois de quase uma hora sem entrar em sintonia com sua agitada torcida, o Emelec se empolgou, começou a dar trabalho pelos lados do campo e chegou ao empate aos 19, através do centroavante Stracqualursi, que converteu com força o pênalti cometido por Welinton em Caicedo.

Tudo apontava para uma pressão equatoriana. Que nada. Apesar da determinação e de passar mais tempo no campo de ataque, o Emelec seguiu a tropeçar nas próprias limitações técnicas e com enormes dificuldades para produzir tramas ofensivas. E não foi só isso. Seguiu também deixando brechas na defesa para o Flamengo explorar.

Assim, nos acréscimos, Negueba descobriu um ótimo lançamento e Paulinho, sem firulas, sacramentou o triunfo rubro-negro. Pelo que se viu nos 90 minutos, não seria exagero dizer que o Flamengo teve tudo para sair de campo com uma vitória por mais de dois gols.

Emelec: Dreer; Narváez, Guagua, Nasuti e Bagüi; Eddy Corozo (Caicedo), Quiñonez, Mena e Giménez (Charcopa); Mondaini (Bolaños) e Stracqualursi. Técnico: Gustavo Quinteros.


Flamengo: Felipe; Welinton (Chicão), Wallace, Samir e João Paulo; Muralha (Recife) e Amaral; Gabriel, Everton (Negueba) e Paulinho; Alecsandro. Técnico: Jayme de Almeida.

terça-feira, 1 de abril de 2014

NOMES DOS ESTÁDIOS - CANINDÉ


O Canindé é a casa da Portuguesa desde o ano de 1956, quando o clube luso adquiriu o terreno que havia pertencido ao São Paulo e construiu, provisoriamente, alambrados e uma arquibanca de madeira, o que, somado à proximidade ao Rio Tietê, deu ao estádio o apelido de Ilha da Madeira. O estádio ganhou o nome de Independência e seu primeiro anel de arquibancada de concreto (que lhe conferiu capacidade para 10 mil torcedores) em 1972. Um dos maiores responsáveis por dar mais vida (e cimento) a este estádio foi o Doutor Oswaldo Teixeira Duarte – que exerceu o cargo máximo de presidente do clube entre 1970 e 1980 e é considerado um dos mais importantes dirigentes da história rubro-verde. Por isso, em 1984, quando o Canindé já contava com uma capacidade de 28.500 espectadores sentados, o Conselho Deliberativo da Portuguesa decidiu por dar ao simpático estádio o nome de Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte.