domingo, 2 de novembro de 2014

CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 – 32ª RODADA – CRUZEIRO X BOTAFOGO

Cruzeiro 2 x 1 Botafogo – Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Botafogo luta até final, mas não consegue reverter a vantagem que o Cruzeiro abriu em 15 minutos e segue na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Durante a etapa inicial, principalmente na primeira metade dela, o Cruzeiro fez transparecer toda sua superioridade técnica, física, psicológica e tática em relação ao Botafogo. Marcou por pressão, trabalhou a bola, se movimentou com fluidez, lançou e passou com precisão e não encontrou dificuldades para fazer dois a zero, gols de Marquinhos, aos 4 minutos, e Egídio, em certeira cobrança de falta, aos 15.

O Botafogo, abatido com a situação mais que ameaçadora em termos de tabela e com a desvantagem no placar, dominado taticamente e com erros técnicos tanto na tentativa de organizar tramas de ataque como na de proteger a própria meta, se mostrou uma presa fácil no primeiro tempo, mas, pelo menos, voltou do intervalo com mais iniciativa.

Com aquela mentalidade de perdido por dois, perdido por mil, o Alvinegro encheu o peito de ar e se lançou ao ataque, mas, verdade seja dita, foi o Cruzeiro quem, comandado pelas imprevisibilidades do Éverton Ribeiro e potência do Mayke, começou a criar chances de gols. Em 16 minutos, Marcelo Moreno teve três grandes oportunidades de ampliar o escore, mas, quando conseguiu acertar o alvo, o arqueiro Jefferson estava atento e bem posicionado para evitar.

A entrada de Jóbson, o desgaste físico de ambos os lados que abriu o meio-campo e uma certa acomodação do Cruzeiro fizeram com que o Botafogo começasse a se aproximar da área azul, mas como as tramas alvinegras não possuíam a mesma qualidade e solidez das cruzeirenses, Jefferson continuou aparecendo mais do que Fábio.

A dedicação botafoguense só viria a ser recompensada nos acréscimos, quando o zagueiro Léo empurrou a redonda contra o próprio patrimônio e deu números finais ao duelo. Números finais que mantêm o Cruzeiro firme e forte rumo ao Bi e o Botafogo ainda no purgatório.

Cruzeiro: Fábio; Mayke, Dedé, Léo e Egídio; Lucas Silva (Nilton) e Henrique; Éverton Ribeiro (Willian Farias), Júlio Baptista (Dagoberto) e Marquinhos; Marcelo Moreno. Técnico: Marcelo Oliveira.

Botafogo: Jefferson; Régis, Dankler, Rodrigo Souto e Júnior César; Andreazzi (Aírton), Bolatti (Ramírez), Gabriel e Murilo; Carlos Alberto e Rogério (Jóbson). Técnico: Vágner Mancini.

sábado, 1 de novembro de 2014

OUTUBRO, O MÊS DO GABRIEL


Era o primeiro dia do mês de outubro, e o Flamengo estava em Natal para enfrentar o América, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O jogo, como se esperava, foi encardido, e, no fim, o Fla conquistou uma importante vitória por um a zero, gol do meia Gabriel, que saíra do banco de reservas. Ali, naquele momento, ninguém podia imaginar, mas este tento marcaria o florescer de todo o talento do simpático baiano Gabriel, contratado junto ao Bahia, no início de 2013.

Mesmo sem ser titular, Gabriel mostrou, nas vitórias maiúsculas contra o Figueirense e Cruzeiro, quando inclusive deixou sua marca em um belíssimo gol, que alguma coisa estava mudando em seu futebol. Seria confiança? Posicionamento? Inspiração? Preparação? Diria que um pouco de cada, pois, no futebol, o psicológico, o tático, o técnico e o físico se influenciam e se somam.

Três dias depois do triunfo sobre o líder Cruzeiro, Gabriel voltaria a sair do banco para marcar diante do América de Natal, no jogo de volta da Copa do Brasil, e garantir o Flamengo nas semifinais do torneio. A partir daí, sua titularidade se tornou inquestionável. Agora, Gabriel precisava mostrar que, como diz o chavão, não era um “jogador de segundo tempo”.

Pois bem, se quando saía do banco o ensaboado baiano atormentava os adversários, a vaga no onze inicial o deixou ainda mais infernal. O primeiro espetáculo do titular Gabriel veio diante do Internacional, quando assinalou os dois gols da vitória. O segundo, e este um baita de um show, veio contra o Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil. No embate com o Galo, Gabriel só não fez gol, mas nem precisou, pois correu, marcou, passou, apanhou, se dedicou e driblou. Driblou muito! Driblou demais!

Sei que seria muito pedir à CBF, uma entidade incapaz de não deixar as rodadas dos torneios nacionais coincidirem com os jogos da Seleção, que realizasse medidas que para promover e exaltar mais o nosso futebol. Uma destas medidas que sem dúvidas teria apelo popular seria a escolha do melhor jogador que atua no país a cada mês. Caso existisse esta premiação, a de outubro seria enviada hoje mesmo para o endereço de Gabriel.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

COPA DO BRASIL 2014 – SEMIFINAL – FLAMENGO X ATLÉTICO MINEIRO


 


Flamengo 2 x 0 Atlético Mineiro – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Com gols de Cáceres e Chicão e uma jogada antológica de Gabriel, Mengão bate Atlético Mineiro por 2 a 0 e consegue grande vantagem na luta por uma vaga na decisão da Copa do Brasil.

Se a primeira etapa não foi tão intensa como prometia após a defesaça do arqueiro atleticano Victor em arremate do Eduardo da Silva com apenas um minutinho, ela esteve longe de ser fria. Principalmente pelas ações tomadas pelos rubro-negros. Reconhecidamente dono de um perigoso contra-ataque, o Flamengo, na maior parte do primeiro tempo, precisou rodar a bola na busca por brechas na defesa atleticana. Defesa esta que não esteve muito bem, pois o Fla ainda fez Victor realizar mais duas difíceis defesas (chegada de Everton e desvio contra do zagueiro Jemerson).

Diferente de Victor, Paulo Victor levou uma vida relativamente fácil na etapa inicial, mas esta começou a ficar ameaçada após o intervalo, pois o Galo voltou cheio de iniciativa. O novo cenário do confronto, com o Atlético rodando a bola em busca de espaços e o Flamengo querendo espaços sem ter a bola, ficou mais definido com a entrada de Nixon no Fla, aos 13, e ainda mais quando, três minutos depois, Gabriel aproveitou rebote de uma bola na trave de João Paulo e cruzou para Cáceres fazer um a zero.

Nos 10 minutos seguintes o jogo não andou, com um total de duas contusões e cinco substituições. De todas estas trocas de jogadores e de posicionamentos uma se mostraria determinante: o meia Gabriel ganhou toda liberdade do mundo para comandar os contra-golpes rubro-negros. Foi assim que, aos 31, ele iniciou em seu próprio campo uma arrancada mágica que nem Marcos Rocha, nem Edcarlos, nem Josué foi capaz de parar. Ou melhor: Josué a parou, mas com um pênalti que Chicão converteu para fazer o segundo do Mengo.

Daí até o final, o Atlético, sem um pingo de criatividade, começou a alçar bolas na área de tudo quando era canto. Em uma delas, Marion, primeiro, e Dátolo, depois, obrigaram Paulo Victor a duas defesas enormes, que garantiram a não enorme, mas ótima, vantagem flamenguista para a volta.

Flamengo: Paulo Victor; Léo Moura, Chicão, Samir e João Paulo; Cáceres e Canteros (Amaral); Márcio Araújo, Gabriel e Eveton (Luiz Antônio); Eduardo da Silva (Nixon). Técnico: Vanderlei Luxmburgo.

Atlético Mineiro: Victor; Marcos Rocha, Edcarlos, Jemerson e Douglas Santos; Josué e Pierre (Luan); Carlos (Marion), Dátolo e Maicosuel; Diego Tardelli. Técnico: Levir Culpi.

domingo, 26 de outubro de 2014

CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 – 31ª RODADA – FLUMINENSE X ATLÉTICO PARANAENSE


 

Fluminense 2 x 1 Atlético Paranaense – Maracanã, Rio de Janeiro

Fred marca no fechar das cortinas, Fluzão bate o Atlético Paranaense e volta com tudo à briga pela vaga na próxima Libertadores.

Por ser o mandante, o time com maiores pretensões no jogo e no campeonato e pelo estilo de posse de bola, o Fluminense não poderia ter deixado a etapa inicial ser tão aberta quanto foi. Sem dúvidas o Tricolor necessitava ir à frente, mas mais importante do que atacar a qualquer custo, precisava se impor e controlar o ritmo do embate, algo que não conseguiu, vide os espaços que o Atlético não só para contra-atacar, mas também para atacar.

A dinâmica aberta da partida e as tenebrosas falhas nas bolas aéreas proporcionadas pelas defesas atleticana e tricolor poderiam ter transformado o primeiro tempo num festival de bolas nas redes. Poderia, mas os arqueiros Diego Cavalieri e Weverton estavam em jornada excepcional, realizaram defesas dificílimas e belíssimas e foram os grandes responsáveis pelo intervalo chegar com o placar ainda inalterado.

O Flu voltou para a segunda etapa com Carlinhos no lugar do pouco participativo Chiquinho na lateral-esquerda, e a intenção de Cristóvão Borges de aumentar o poderio tricolor pelo setor deu resultado relâmpago. Aos dois minutos, Carlinhos cruzou milimetricamente e Wágner foi certeiro para, de cabeça, enfim superar Weverton. Com a vantagem no escore e os perigosos ataques do Furacão na memória, o Fluminense decidiu adotar uma postura mais conservadora, mas acabou por chamar demais o adversário para o seu próprio campo.

De início, os paranaenses assustaram um pouco, até que o confronto chegou ao seguinte cenário: o Atlético, montado para explorar ataques em velocidade, encontrava dificuldades para encontrar brechas, enquanto o Fluminense, mais pesado e sem avantes rápidos, não encaixava contra-golpes nem valorizava a posse de bola.

Assim o jogo parecia caminhar para o final, porém as defesas ainda tinham mais falhas aéreas guardadas, falhas estas que resultaram no gol de empate atleticano através do zagueiro Cléberson, de cabeça, aos 45, e no arremate redentor do Fred, já nos acréscimos, para recolocar o Tricolor na briga dos cachorros grandes.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 – 30ª RODADA – FLAMENGO X INTERNACIONAL



 Flamengo 2 x 0 Internacional – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Gabriel volta a barbarizar, Paulo Victor vence duelo particular contra Nilmar e Flamengo bate o Internacional para praticamente escapar da degola.

O primeiro tempo no Maraca foi mais moroso do que aqueles amistosos com cara de amistosos, algo até certo ponto inaceitável para um Flamengo que entrou em campo ainda assombrado pelo perigo do rebaixamento e um Internacional que, em caso de derrota, corria grandes riscos de sair da zona de classificação para a Libertadores (o que acabaria por se confirmar). Fora um lindo lance vermelho finalizado por Nilmar e defendido milagrosamente por Paulo Victor (o primeiro de três duelos que o goleiro levou a melhor sobre o atacante) e uma ótima aparição de Gabriel (a primeira de quatro em toda a partida), a etapa inicial foi mais brigada no meio-campo do que bem jogada, ou seja, rendeu mais frutos amargos do que doces.

Apesar de o Flamengo quase ter inaugurado o placar no início do segundo tempo, depois de refinada trama de Gabriel e Léo Moura e arremate de Eduardo da Silva, foi Vanderlei Luxemburgo quem decidiu tentar mudar a cara do jogo. Enquanto Abel Braga apenas observava o seu Internacional sofrer absurdamente pela ausência da criatividade do contundido D’Alessandro, Luxemburgo, em pouco mais de 10 minutos, lançou mão de Luiz Antônio, Nixon e Elton, mudanças que se mostraram decisivas quando, aos 24, Elton fez o pivô na transição, Nixon arrancou e, num passe esteticamente maravilhoso, encontrou Gabriel, que fez um a zero.

Foi somente aí que Abel decidiu descruzar os braços para tentar colocar fim à infertilidade colorada, mandando a campo, quase que de uma vez, Rafael Moura, Wellington Paulista e Valdívia. Repleto de avantes e todo esburacado atrás, o Inter alçava bolas na área na base do bumba-meu-boi e levava seguidos contra-golpes. Numa destas bolas levantadas, Paulo Victor voltou a evitar gol de Nilmar. Num destes contra-golpes rubro-negros, Gabriel, aos 45, fechou o triunfo flamenguista, pois, depois de seu segundo gol, só houve tempo para mais uma defesa brilhante de Paulo Victor em chute de Nilmar.

Flamengo: Paulo Victor; Léo Moura, Chicão, Samir e João Paulo; Cáceres, Márcio Araújo (Luiz Antônio), Canteros, Gabriel e Everton (Elton); Eduardo da Silva (Nixon). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Internacional: Alisson; Wellington Silva, Ernando, Alan Rocha e Fabrício; Willians e Aránguiz; Jorge Henrique (Wellington Paulista), Alex (Rafael Moura) e Alan Patrick; Nilmar. Técnico: Abel Braga.


 

O SACRIFÍCIO DE TARDELLI E A INCOMPETÊNCIA DA CBF


 
Entre os dias 11 e 21 de outubro, Diego Tardelli realizou uma das melhores apresentações de sua carreira, quando marcou os dois gols da vitória brasileira sobre a Argentina, na China; participou da goleada verde-e-amarela contra o Japão, em Cingapura; viajou mais de 24h para chegar ao Mineirão e ajudar seu Atlético Mineiro a eliminar o Corinthians da Copa do Brasil de forma histórica; e ainda atuou em duas rodadas do Brasileirão. Cinco partidas e meio planeta viajado em 10 dias e algumas horas. Incrível! Desumano!
 
Aos 29 anos, Tardelli tem jogado como nunca. Tecnicamente, é imprevisível e dono de arremates letais. Fisicamente, se entrega sempre e tem energia para fazer tudo o que foi falado no primeiro parágrafo. Psicologicamente, apesar da expulsão contra o Bahia nesta terça-feira, amadureceu demais em relação ao garoto lançado pelo São Paulo em 2005 e que depois passou um tempo não muito frutífero na Europa. Taticamente, se movimenta pelos dois flancos, recua para iniciar as tramas ofensivas, puxa contra-ataques, faz o papel de centroavante, faz o papel de “falso” centroavante, entra em diagonal, parte verticalmente como uma flecha...
 
Tardelli sabe que nunca esteve tão próximo de se tornar um jogador de confiança da Seleção Brasileira e que nunca foi tão idolatrado por uma torcida como atualmente é pela atleticana. Sua entrega heroica com as camisas amarela e alvinegra é totalmente compreensível. O que é inaceitável é que um dos melhores jogadores do nosso país tenha a necessidade de tamanho sacrifício porque a CBF não possui competência sequer para organizar um calendário.
 
Nesta quinta-feira, Dunga convocará a Seleção para os últimos amistosos do ano. Não se sabe ainda se serão chamados os jogadores que atuam por aqui, pois, caso sejam, estes poderão desfalcar seus clubes em até três rodadas do Brasileiro e na primeira partida final da Copa do Brasil. Assim, chegamos na seguinte situação: ou os clubes saem perdendo, se seus atletas forem convocados, ou a Seleção sai perdendo, se não forem. De qualquer forma, porém, o torcedor e o próprio jogador perdem. E a CBF? Ela só quer saber se o volume do seu bolso aumentará.
 
 

domingo, 19 de outubro de 2014

CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 – 29ª RODADA – INTERNACIONAL X CORINTHIANS



 Internacional 1 x 2 Corinthians – Estádio Beira-Rio, Porto Alegre (RS)


Corinthians vence Inter no Beira-Rio e termina a rodada a apenas um ponto da zona de classificação para a Libertadores.

Podemos dizer que tanto o Corinthians como o Internacional não cumpriram com excelência suas estratégias no Sul, mas os paulistas foram mais eficientes e, por isso, voltarão para casa com três pontos pra lá de importantes na bagagem.

O primeiro gol conseguido logo aos três minutos, através do atacante Guerrero, o artilheiro dos jogos importantes, fez com que o Corinthians adotasse a estratégia de recuar por completo para bloquear as ações ofensivas vermelhas e, se possível, tentar acionar o mesmo Guerrero através de bolas longas. Esta postura se manteria inalterada por todo o confronto, até porque, no finalizinho da etapa inicial, aos 53 (o primeiro tempo contou com 13 minutos de acréscimos devido a atendimentos ao goleiro Cássio) o zagueiro Gil ampliou a vantagem corintiana.

“Mas por que o Corinthians não cumpriu com excelência seu plano de jogo se conseguiu uma vitória tão maiúscula?”, o amigo poderia perguntar. Pois bem, apesar da postura completamente recuada (o volante Elias e o lateral Fágner, por exemplo, sequer ultrapassaram a linha do meio de campo), o Timão permitiu que os gaúchos pressionassem bastante e criassem chances de gols suficientes para reverter o resultado.

Porém, enquanto o Corinthians esbanjou eficiência ao marcar dois gols e acertar uma bola na trave (com Fábio Santos) em apenas três chegadas incisivas ao ataque, o Inter viveu uma jornada péssima no quesito finalizações e foi incapaz de transformar o grande volume ofensivo em três pontos. Aránguiz acertou a trave, Fábricio perdeu chance incrível de cabeça, Alex tentou de fora da área e o atacante Nilmar, autor do gol, aos 27 do segundo tempo, após cena de comédia pastelão de Gil e Cássio, não esteve com a pontaria afiada.

Como a justiça no futebol é a justiça dos gols, o Corinthians chegou ao retrospecto magnífico de seis vitórias e dois empates contra os quatro primeiros colocados na tabela (Cruzeiro, São Paulo, Internacional e Atlético Mineiro).

Internacional: Alisson; Wellington Silva (Wellington Paulista), Ernando, Paulão e Fabrício; Willians (Jorge Henrique) e Aránguiz; D’Alessandro, Alex e Allan Patrik (Valdívia); Nilmar. Técnico: Abel Braga.

Corinthians: Cássio; Fágner, Gil, Anderson Martins e Fábio Santos; Bruno Henrique (Guilherme Andrade) e Elias; Petros, Renato Augusto (Danilo) e Jadson (Lodeiro); Guerrero. Técnico: Mano Menezes.