domingo, 8 de fevereiro de 2015

CAMPEONATO CARIOCA 2015 – 3ª RODADA – FLUMINENSE X BANGU


Fluminense 2 x 1 Bangu – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Em dia de golaços, Fluminense supera Bangu, alcança sua terceira vitória seguida e assume a liderança isolada do Carioca.

Saída estratégica pela direita! Assim o famoso desenho animado Leão da Montanha explicaria o primeiro tempo do Fluminense no Maracanã. Ora com o meia Lucas Gomes, ora com o lateral Wellington Silva, o Flu encontrou no flanco direito o caminho para furar a defesa banguense. Por ali Fred foi acionado em três oportunidades e, em uma delas, aos 22, com uma finalização de primeira digna de quem sabe muito, abriu o escore.

Nestes primeiros 45 minutos, o Bangu não conseguiu dar muita profundidade às suas tramas, mesmo contando com uma atuação inspiradíssima do Almir. O camisa 10 alvirrubro, deu chapéu, lençol, drible curto, sofreu faltas, recuou para iniciar o jogo pelo chão e lançar... Em resumo, mandou prender e soltar sem ser incomodado pela marcação tricolor.

Na busca por dar alternativas ao ataque alvirrubro e opções ao Almir, o treinador Mário Marques apostou em Marcos Vinícius e Bruno Luis para o segundo tempo. O Bangu, cheio de confiança, teria chegado ao empate logo aos três minutos, em cobrança de falta de Almir e cabeçada de Luiz Felipe, não fosse o equivoco da arbitragem ao anular o tento por impedimento.

Se pode ser elogiável a postura banguense de encarar o Fluminense de peito aberto, vale ressaltar que o Alvirrubro não mostrou nem forças para pressionar, nem organização para evitar os contra-golpes. Assim, primeiro com Marlone, depois com Fred, o Flu teve duas grandes chances de ampliar a vantagem e colocar fim na confiança do time de Moça Bonita. Não o fez e pagou caro por isso: aos 30, Almir, o nome do jogo, cobrou falta com perfeição e empatou.

Com 15 minutos por jogar, foi a vez de o Bangu recuar e o Fluminense avançar. Aos 38, uma defesa magnífica do goleiro Márcio em cabeçada do sempre atento Fred deixou a impressão de que o empate persistiria até o apito final. Impressão errada, pois, dois minutos depois, uma finalização suave e impecável do garoto Robert decretou o suado triunfo tricolor.

Fluminense: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Henrique, Victor Oliveira (Guilherme Mattis) e Giovanni; Edson e Jean; Lucas Gomes (Robert), Vinícius (Walter) e Marlone; Fred. Técnico: Cristóvão Borges.

Bangu: Márcio; Iago, Sérgio Raphael, Luiz Felipe e Guilherme; Ives e Magno; Paulinho (Marcos Vinícius), Almir e Wendel (Bruno Luis); Matheus Pimenta (Anderson Pena). Técnico: Mário Marques.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O CENTROAVANTE (???) RENATO AUGUSTO


Aqueles que acompanham a bola que rola em gramados tupiniquins sabem que os nossos times não primam pela originalidade tática. São raros os jogos dos quais podemos extrair refinados debates sobre estratégias, posicionamento, tipos de marcação, e por aí vai. Mas nesta última quarta-feira, para o prazer dos que apreciam as pranchetas, o Corinthians apresentou uma alternativa tática digna dos melhores debates.

O duelo contra o colombiano Once Caldas pela Pré-Libertadores iniciou como um sonho para o Corinthians, com um baita gol do Emerson Sheik antes mesmo do ponteiro dos minutos completar o primeiro giro. Aos 26 da etapa inicial, porém, o centroavante Guerrero perdeu a cabeça, soltou o braço no rosto de um rival e foi expulso. Pensa daqui, pensa dali, Tite preferiu aproveitar Renato Augusto como centroavante, ao invés de deslocar Sheik para a função, algo que muitos acreditariam ser a opção mais lógica.

Organizado com uma linha de quatro defensores, outra de quatro meias e com Renato Augusto avançado, o Timão sofreu um bocado até o zagueiro Felipe marcar, de cabeça, aos nove do segundo tempo. A expulsão do lateral colombiano Murillo, aos 26, igualou o número de jogadores de ambos os lados e deu início não só ao show corintiano como a este nosso bate-bapo.

Com dez contra dez, o Corinthians foi para cima e começou a acionar o seu então centroavante, Renato Augusto, que incorporou o estilo futebol de salão e desempenhou a função de pivô com uma maestria surpreendente. Com inteligência de uma meia dinâmico e a força de um centroavante que precisa aguentar o contato dos zagueiros, Renato Augusto tomou conta dos arredores da área colombiana e distribuiu assistências para Fágner e Elias marcarem dois gols estupendos.

Terá sido apenas sido apenas uma noite inspirada do Renato Augusto ou o Tite acabou de descobrir uma alternativa tática brilhante para quando o Corinthians tiver a necessidade de colocar a bola no chão para furar a defesa adversária? A resposta, ao futuro pertence.

CAMPEONATO CARIOCA 2015 – 2ª RODADA – VOLTA REDONDA X BOTAFOGO


Volta Redonda 2 x 2 Botafogo – Estádio da Cidadania

Botafogo fica na frente do placar por duas vezes, mas permite o empate do Volta Redonda nos acréscimos, menos de um minuto após ter um gol legítimo mal anulado pela arbitragem.

O agitado confronto apresentou uma primeira etapa na qual sempre que o Botafogo agia, o Volta Redonda reagia. Logo aos três minutinhos, Rodrigo Pimpão arrematou com precisão da entrada da área para abrir o escore. Ação alvinegra, reação aurinegra: aos oito, o botafoguense Gegê arriscou um drible na saída de bola, perdeu a redonda e Higor Leite rolou para Henrique superar Jefferson e igualar.

O empate fez bem ao Volta Redonda, que encaixou a marcação no meio-campo (impedindo que o Bota desse profundidade a sua paciente troca de passes) e apresentou um saliente jogo pelas pontas. Quando a etapa inicial se encaminhava para o fim, o Bota, num piscar de olhos, perdeu, com William Arão e Renan Fonseca, duas oportunidades de ir para o intervalo com a vantagem. E como toda ação botafoguense vinha com uma reação do Voltaço, Higor Leite e Luan obrigaram Jefferson a realizar duas defesas dignas de um goleiro da Seleção.

O momento mais dominante do Botafogo se deu nos primeiros 20 minutos da segunda etapa. Primeiro pelo belo gol de Diego Jardel, aos três, concluindo contra-ataque mortal puxado por William Arão e Pimpão. Depois porque, desta vez, o Bota não somente impediu qualquer resposta rápida dos mandantes como seguiu levando perigo à meta aurinegra. Carleto se soltava pela esquerda, Diego Jardel se movimentava com inteligência, William Arão arredondava os passes...

O pecado do Bota foi o de não ampliar a vantagem e deixar o Voltaço vivo. E mais vivo ficou após as entradas de Magnum e Tuquinha, e, principalmente, quando o explosivo Niltinho começou a ganhar todos os lances pela direita. No entanto, mesmo recuado e inseguro, o Bota faria, aos 47, com Fernandes, o gol que fecharia o caixão do Volta Redonda. Fecharia, não fosse o equívoco da arbitragem, que se tornou ainda maior pois, no lance seguinte, Magnum deixou tudo igual em cabeçada certeira.

Volta Redonda: Douglas; Henrique, Luan, Reniê e Pedro Rosa; Diego Paulista (Magnum), Bruno Barra e Higor Leite; Niltinho, Hugo (Tuquinha) e Tiago Amaral (Alan Carius). Técnico: Marcelo Cabo.

Botafogo: Jefferson; Gilberto, Roger Carvalho, Renan Fonseca e Carleto; Marcelo Mattos, Willian Arão, Gegê (Fernandes) e Diego Jardel (Sassá); Rodrigo Pimpão (Tomás) e Bill. Técnico: Renê Simões.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

CAMPEONATO CARIOCA 2015 – 1ª RODADA – CABOFRIENSE X VASCO


Cabofriense 0 x 2 Vasco – Moacyrzão, Macaé (RJ)

Com gols de Bernardo e Marcinho no segundo tempo, Vasco bate Cabofriense e termina a primeira rodada na liderança do Carioca.

Apesar de ter criado a maior parte de seus melhores lances, inclusive os dois gols, apenas no segundo tempo, foi na etapa inicial que o Vasco melhor se postou em campo. Nos primeiros 15 minutos, mesmo diante de um sol caprichado, o Cruz-Maltino adiantou seus meias e laterais e encurralou a Cabofriense em seu próprio campo. Depois, à medida que a intensidade da marcação por pressão diminuiu, a troca de passes ganhou em qualidade, com destaque para os volantes Serginho e Lucas, os responsáveis por realizar as transições defesa-ataque com a redonda no gramado.

O primeiro tempo vascaíno mereceria aplausos mais efusivos se o time tivesse conseguido transformar o domínio de bola e de território em jogadas mais profundas (somente o lateral-esquerdo Christiano era incisivo), mas estas jogadas viriam apenas após o intervalo. Logo aos 7 minutos da segunda etapa, Montoya, que não vinha inspirado, encontrou Bernardo dentro da área para fazer um a zero. A partir daí, por motivos táticos, físicos e psicológicos, o Vasco perdeu potência, trocou a bola de pé em pé por chutões para frente e a Cabofriense – com as entradas do meia Kaká e do atacante Gilcimar – partiu em busca do empate.

Até os 30 minutos, a Cabofriense não havia encontrado espaços para criar nem o Vasco encaixado os passes para contra-atacar. No entanto, nos 15 minutos finais, o jogo truncado se abriu e as chances de gols reapareceram. A melhor oportunidade de empate do time de Cabo Frio veio aos 35, em uma cabeçada do centroavante Fabrício Carvalho que passou raspando o poste. Pelo lado do Vasco, que neste período já encontrava enormes buracos na retaguarda rival, John Cley, Yago e Jean Patrick desperdiçaram ótimas oportunidades de fechar o jogo, mas Marcinho não bobeou, fez dois a zero em um belo contra-golpe, e decretou o triunfo cruz-maltino.

Cabofriense: Luis Cetín; Amaral (Têti), Mário Luis, Victor Silva e Leandro; Lenon e Éverton (Gilcimar); Jones (Kaká), Hiroshi e Arthur Faria; Fabrício Carvalho.

Vasco: Martín Silva; Madson (Jean Patrick), Luan, Rodrigo e Christiano; Serginho e Lucas; Montoya (Yago), Marcinho e Bernardo (Jhon Cley); Rafael Silva. Técnico: Doriva.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A TAL DA INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA


No Brasileirão de 2013, ninguém jogou mais do que Éverton Ribeiro. Ano passado, no Bi do Cruzeiro, foi a vez de Ricardo Goulart ocupar o posto de principal jogador do mais importante torneio do país. No biênio 2013/2014 como um todo, pode-se afirmar sem medo que Diego Tardelli esteve, no mínimo, entre os três melhores que atuaram por aqui. Ribeiro, Goulart e Tardelli. Todos na melhor fase da carreira. Todos conquistando espaço na Seleção Brasileira. Todos decidiram ir jogar em ligas sem importância para o futebol de alto nível.

Ricardo Goulart e Diego Tardelli foram para clubes da China. Éverton Ribeiro, para os Emirados Árabes. Poderíamos pensar estas transferências dos pontos de vista de Cruzeiro e Atlético Mineiro ou dos empresários dos jogadores, porém, a pergunta mais intrigante que se coloca é: O que faz um jogador que vive o melhor momento de sua carreira se transferir para um país sem expressão no futebol mundial?

Pois bem, a resposta que primeiramente vem à cabeça passa pela chamada “independência financeira”. Diz-se aqui e acolá que a carreira de jogador de futebol é curta e que ele precisa fazer o seu pé de meia com rapidez. Concordo desde que o jogador receba, aqui no Brasil, um salário minguado, o que não era, de modo algum, o caso de Ribeiro, Goulart e Tardelli. Com tudo o que recebiam nos clubes mineiros, os três recém-exportados poderiam garantir a aposentadoria (e o futuro de muitos descendentes) em pouquíssimos anos, sem a menor necessidade de sumir do mapa do futebol.

Não se deve comparar jamais a ida de Pelé para os Estados Unidos, nos anos 70, e a de Zico para o Japão, na década de 90, com as transferências de Ribeiro, Goulart e Tardelli. Pelé e Zico já estavam consagrados e eternizados. A ex-dupla cruzeirense, e até Tardelli, aos 29 anos, não somente têm um longo caminho pela frente como ainda possuem potencial para evoluir em termos técnicos, físicos, táticos e psicológicos. Porém, infelizmente, decidiram trocar toda a evolução possível por uma independência financeira que eles já vinham alcançando.

domingo, 25 de janeiro de 2015

TORNEIO DE MANAUS 2015 – SÃO PAULO X FLAMENGO


São Paulo 0 x 1 Flamengo – Arena Amazônia, Manaus (AM)

Com gol do zagueiro Samir na reta final do confronto, Flamengo vence São Paulo e conquista o Torneio de Manaus.

O ritmo “devagar quase parando” de Flamengo e São Paulo na Arena Amazônia tornou o embate decisivo do Torneio de Manaus pouco empolgante. E esta mesma lentidão trouxe algo que caracterizou todo o duelo: como nem Fla, nem Sampa, apertava ou adiantava a marcação, as transições defesa-ataque foram em grande parte realizadas com passes curtos, e não através de chutões ou bolas rifadas. Maicon e Ganso, pelos paulistas, e Canteros e Léo Moura, pelos cariocas, foram os que melhores aproveitaram a falta de pegada na meiúca para iniciarem o jogo com bola de pé em pé.

De modo geral, apesar de uma partida equilibrada, pode-se afirmar que o Flamengo foi superior ao São Paulo no quesito criação ofensiva. Nos primeiros 20 minutos, o organizador Arthur Maia obrigou Rogério Ceni a realizar duas boas defesas, uma em cobrança de falta e outra após costurar toda a zaga tricolor. Após o intervalo, já perto do minuto 30, Luiz Antônio, que entrara havia pouco tempo, arriscou um perigoso chute longo e, logo depois, cruzou de maneira perfeita para o zagueiro Samir, à la centroavante matador, completar e fazer o gol do triunfo.

Até então, o São Paulo havia construído apenas uma jogada digna de nota: no fim do primeiro tempo, Luís Fabiano fizera ótimo pivô e deixara Thiago Mendes cara a cara com Paulo Victor, mas o meia paulista não aproveitou. Com 15 minutos para o final e a desvantagem no placar, era possível esperar um último gás dos tricolores, mas, verdade seja dita, o Fla esteve mais perto de ampliar o escore (Canteros manchou sua ótima atuação com duas finalizações péssimas) do que o Sampa de empatar (Pato arriscou forte arremate nos acréscimos).  

Se não dizem nada de definitivo sobre como serão os próximos meses rubro-negros, as atuações vitoriosas no Torneio de Manaus pelo menos mostram que o ano de 2015 já começou para o Flamengo.  

Flamengo: Paulo Victor; Léo Moura (Pará), Wallace, Samir e Anderson Pico (Thallyson); Cáceres (Márcio Araújo) e Canteros, Nixon (Alecsandro), Arthur Maia e Everton (Luiz Antônio); Marcelo. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

São Paulo: Rogério Ceni; Bruno (Hudson), Lucão, Edson Silva e Reinaldo (Carlinhos); Souza (Denílson) e Maicon; Thiago Mendes, Ganso (Pato) e Michel Bastos (Cafú); Luís Fabiano (Alan Kardec). Técnico: Muricy Ramalho.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

TORNEIO DE MANAUS 2015 – FLAMENGO X VASCO


Flamengo 1 x 0 Vasco – Arena da Amazônia, Manaus (AM)

No primeiro Clássico dos Milhões de 2014, Flamengo bate Vasco com gol de Everton e sai na frente no Torneio de Manaus.

Alguns fundamentalistas adoram bradar que todo Flamengo versus Vasco deve ser encarado como uma decisão. Pois se o confronto em Manaus esteve longe de ter a cara de uma final de campeonato, também não foi um daqueles amistosos sem sal e sem atrativos.

Na etapa inicial, o Flamengo teve mais a bola e maior presença no campo de ataque, porém não conseguiu transformar o domínio de posse e terreno em chances de gols. Por quê? Principalmente por dois motivos. O primeiro é a enorme dificuldade que o time apresenta, desde o ano passado, para criar diante de um adversário atrás da linha da bola. O segundo, a falta de entrosamento de Nixon e Marcelo, uma dupla de potentes avantes que tem tudo para dar certo em um futuro próximo.

Assim, o Vasco, comandado pela boa atuação do zagueiro Rodrigo, não só não encontrou muitos problemas para se defender das investidas rubro-negras como foi mais perigoso no ataque e exigiu difíceis defesas do goleiro flamenguistas Paulo Victor. Destaque positivo para o participativo meia Bernardo e negativo para o atacante Rafael Silva, que não procurou jogo e nem foi encontrado.

O clássico voltou um pouco mais quente do intervalo e, aos 7 minutos, Everton aproveitou uma paçocada do volante Sandro Silva para colocar o Flamengo em vantagem. Em um ataque veloz, logo depois, o Fla quase ampliou o escore e deu a impressão de que faria o rival sofrer com contra-golpes velozes. No entanto, foi só uma impressão, pois Martín Silva pouco trabalhou até o apito final.

A necessidade de colocar a redonda na rede obrigou o Vasco a se fazer mais presente no campo de ataque, e com as entradas de Yago e Marquinhos do Sul pelos flancos e a aproximação de Montoya e Marcinho no meio, o time viveu um bom momento por volta dos 30 minutos, com duas chances reais de empatar. Porém, este bom momento nem durou muito nem foi suficiente para impedir que o Flamengo conquistasse o primeiro triunfo do ano.

Flamengo: Paulo Victor; Léo Moura (Pará), Wallace, Samir e Anderson Pico; Cáceres (Márcio Araújo), Canteros, Everton (Luiz Antônio) e Arthur Maia (Mugni); Nixon (Alecsandro) e Marcelo (Bressan). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Vasco: Martín Silva; Jean Patrick (Nei), Luan, Rodrigo e Crhistiano (Henrique); Sandro Silva (Julio dos Santos) e Guiñazu (Lucas); Montoya, Marcinho e Bernardo (Marquinhos do Sul); Rafael Silva (Yago). Técnico: Doriva.