quinta-feira, 16 de julho de 2015

COPA DO BRASIL 2015 – TERCEIRA FASE – NÁUTICO X FLAMENGO


Náutico 0 x 2 Flamengo – Arena Pernambuco, Recife (PE)

Com gols do garoto Jorge e do matador Guerrero, Flamengo bate Náutico em Recife e avança para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Pela escalação inicial de um trio de volantes (Jonas-Cáceres-Canteros) e pela excessiva troca de passes horizontais foi possível perceber que o Flamengo, mesmo com a necessidade de balançar as redes, começou o embate querendo tirar a velocidade do jogo. Nem a entrada do avante Marcelo Cirino no lugar do contundido Jonas, aos 33, mudou a postura do Fla, que seguia cozinhando o Náutico em fogo baixo, fazendo a bola rolar daqui para lá, de lá para acolá, e, se possível, mas somente se possível, tentava uma jogada mais incisiva.

Em toda a primeira etapa, esta jogada mais incisiva rubro-negra apareceu em três oportunidades, duas com o Guerrero e uma com o Emerson Sheik. Bons lances, mas não o suficiente para superar a retaguarda pernambucana comandada pelo veterano Fabiano Eller, que, diga-se de passagem, jogou uma bola redondinha. Foi somente aos 5 minutos da segunda etapa, através de um avanço providencial e um arremate certeiro do lateral Jorge, que o Flamengo anotou o gol que precisava para se classificar. Isso, claro, se o Náutico não fosse às redes, pois o um a um levava o jogo às penalidades.

Sem alternativas a não ser atacar, o Timbu foi à frente. E mais, foi à frente como se não houvesse o amanhã. A partir do minuto 10, o treinador Lisca começou a empilhar novos atacantes em seu time e o Náutico, cheio de confiança e ímpeto, passou a criar chances de gols em profusão. Até o minuto 31 foram nada menos do que cinco oportunidades perigosas, mas a falta de pontaria e, principalmente, o goleiro César mantinham a vantagem flamenguista.

Foi neste cenário de pressão alvirrubra que, aos 33, Marcelo Cirino escapou em contra-golpe e rolou para Guerrero marcar o segundo tento flamenguista e fechar o caixão do Náutico, que não encontraria mais forças psicológicas para buscar uma necessária virada. Classificação garantida à parte, vale ressaltar que em pouco mais de uma semana o Flamengo já foi pego pela “Guerrerodependência”. Seria cômico se não fosse trágico...

Náutico: Julio Cesar; Guilherme (Josimar), Flávio, Fabiano Eller e Fillipe Soutto; Willian Magrão, João Ananias, Marino e Douglas; Rogerinho (Renato) e Stéfano Yuri (Bérgson). Técnico: Lisca.

Flamengo: César; Pará, Marcelo, Wallace e Jorge; Jonas (Marcelo Cirino), Cáceres (Márcio Araújo) e Canteros; Emerson Sheik, Everton (Arthur Maia) e Guerrero. Técnico: Cristóvão Borges.

domingo, 12 de julho de 2015

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015 – 13ª RODADA – ATLÉTICO PARANAENSE X FLUMINENSE


Atlético Paranaense 1 x 2 Fluminense – Arena da baixada, Curitiba (PR)

Fred volta a decidir, marca nos acréscimos e comanda vitória do Fluminense sobre o Atlético Paranaense na Arena da Baixada.

Empolgado pelo apoio da não menos empolgada torcida, o Atlético Paranaense se aproveitou do excesso de chutões e de buracos tricolores para dominar a primeira etapa em posse de bola, chances reais de gols e controle do meio-campo. O franzino Marcos Guilherme e o nada franzino Walter deram um baita trabalho a Diego Cavalieri. Foi somente após o intervalo que o Fluminense esboçou uma tomada de iniciativa. E o resultado não tardou a aparecer: aos 7, Fred encontrou o “em chamas” Gustavo Scarpa, que concluiu com precisão para fazer um a zero.

Sem alternativas, o Furacão se lançou ao ataque, acuou o Fluminense e chegou ao empate com Sidcley, aos 23, após cruzamento açucarado de Walter. Walter saiu contundido logo depois, mas o ritmo paranaense não diminuiu e o gol da virada parecia maduro por volta dos 30 minutos. Apenas parecia... De tanto buscar a vitória, o Atlético se abriu mais do que poderia e deixou espaços para uma rápida trama, já nos acréscimos, terminar com Fred, de peixinho, garantindo o triunfo tricolor.

Há pouco mais de um ano a Seleção sofria sua mais vergonhosa derrota. O pífio desempenho no dia dos sete gols germânicos e as decadentes atuações em todo Mundial fizeram de Fred o jogador mais detonado pelo fracasso canarinho. Naquele momento, seria desaconselhável apostar uma unha roída no seu ressurgimento. Porém, se alguém aproveitou a chinelada alemã para crescer, este alguém é o capitão tricolor. Desde então, neste último giro da Terra ao redor do Sol, Fred se sagrou artilheiro do Brasileiro de 2014, do Carioca de 2015 e tem jogado uma barbaridade neste primeiro terço de campeonato.

Comandante como jamais fora, afiado tecnicamente, seguro fisicamente e inteligente taticamente, Fred é, hoje, o mais confiante e decisivo centroavante brasileiro. Dunga, mais do que ninguém, sabe como é ser crucificado após uma Copa do Mundo e como é possível dar a volta por cima. Fred já faz por merecer a sua segunda chance.

Atlético Paranaense: Weverton; Eduardo, Vilches, Kadu e Natanael; Otávio e Jádson; Marcos Guilherme (Edigar Junio) (Sidcley), Ytalo e Nikão; Walter (Cléo). Técnico: Milton Mendes.

Fluminense: Diego Cavalieri; Wellington Silva (Renato), Gum, Antônio Carlos e Giovanni; Edson, Rafinha (Marlon), Gerson (Lucas Gomes) e Gustavo Scarpa; Marcos Junior e Fred. Técnico: Enderson Moreira.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015 – 12ª RODADA – INTERNACIONAL X FLAMENGO


Internacional 1 x 2 Flamengo – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)

Guerrero estreia com gol e linda assistência e Flamengo se afasta da zona da degola com vitória sobre o Internacional em Porto Alegre.

Aos 10 minutos, quando o jogo ainda pegava no tranco, Jorge foi ao fundo e cruzou para um impedido Canteros ajeitar e Guerrero anotar seu primeiro tento com a camisa rubro-negra. Como se torna a cada rodada mais comum os times brasileiros recuarem em demasia após largarem na frente, a vantagem deu toda a impressão de que o Flamengo iria se postar em seu campo e o Internacional iria sair em busca de uma pressão. Porém, não ocorreu nem um nem outro.

Os principais responsáveis pelo Flamengo não se limitar apenas a defender foram Sheik e, principalmente, Guerrero. Como os dois sabem segurar a bola e usar o corpo, os chutões para frente do goleiro César não batiam no ataque e voltavam, de forma que a retaguarda rubro-negra tinha tempo para respirar e para se posicionar.

Apesar dos méritos da dupla flamenguista, fica impossível não citar a apatia ofensiva colorada. O desempenho do poderoso trio formado por Valdívia, D’Alessandro e Lisandro López foi pífio. O Inter sequer conseguia alçar bolas na área adversária. E, cá entre nós, a visível falta de ímpeto, ritmo e concentração dos vermelhos pode muito bem ser creditada à péssima ideia do Diego Aguirre de alternar reservas e titulares ao longo do último mês, tendo em vista a Libertadores.

O melhor momento vivido pelo Flamengo em campo se deu por volta da metade do segundo tempo, período no qual anotou seu segundo gol: aos 20, Everton recebeu passe de ilusionista de Guerrero e caprichou no arremate. Empolgado, o Fla seguiu em cima e poderia até ter ampliado ainda mais a vantagem, caso o surpreendentemente participativo Cáceres tivesse caprichado um pouquinho mais na definição dos lances.

Abatido, o Internacional se lançou ao ataque nos últimos dez minutos apenas como forma de se convencer de que não estava entregue. Sem nada produzir com a bola rolando, conseguiu, em cobrança de córner, aos 47, diminuir com Ernando. Porém, já era tarde, e o Flamengo volta de Porto Alegre com ainda mais esperança no futebol do Guerrero.

Internacional: Muriel; William, Alan Costa, Ernando e Geferson; Wellington e Rodrigo Dourado (Nico Freitas); D’Alessandro (Vitinho), Alisson Farias (Rafael Moura) e Valdívia; Lisandro López. Técnico: Diego Aguirre.

Flamengo: César; Ayrton, Marcelo, Wallace e Jorge; Cáceres (Márcio Araújo) e Jonas; Emerson Sheik, Canteros e Everton; Guerrero. Técnico: Cristóvão Borges.

domingo, 5 de julho de 2015

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015 – 11ª RODADA – SÃO PAULO X FLUMINENSE


São Paulo 0 x 0 Fluminense – Morumbi, São Paulo (SP)

Fluminense não acerta sequer um chute a gol, mas segura o São Paulo no Morumbi e se mantém no G4 do Brasileiro.

Durante os 90 minutos e mais acréscimos, o único time que buscou os três pontos no Morumbi foi o São Paulo. Não que os anfitriões tenham massacrado os visitantes do apito inicial ao final, longe disso, mas tiveram iniciativa, posse de bola e domínio territorial. Sem exageros, pode-se dizer que o cenário do duelo alternou entre momentos onde o São Paulo pressionou muito e outros onde pressionou pouco.

O primeiro bom momento paulista se deu logo no início, quando o São Paulo passou os primeiros 15 minutos alçando bolas na área carioca e só não inaugurou o placar porque Diego Cavalieri fez ótima defesa em cabeçada de Pato. Depois, o Sampa trocou a intensidade pela bola de pé em pé e seguiu mais perigoso, tanto que Ganso e Michel Bastos desferiram arremates que passaram rente à meta.

Como Pato e Michel Bastos diminuíram de volume no início do segundo tempo, e Ganso e Luis Fabiano seguiram apagados, o São Paulo retornou mais molenga do intervalo. Foi somente quando Osorio começou a realizar substituições que o Tricolor Paulista voltou a ser incisivo. Rodrigo Caio, Centurión e Wesley entraram ligados e entre os minutos 23 e 34 o São Paulo construiu quatro boas chances de balançar as redes. Na melhor delas, aos 32, Rodrigo Caio, de cabeça, carimbou o travessão.

Mesmo sem brilhar tecnicamente ou esbanjar movimentações táticas, o São Paulo criou e desperdiçou um punhado de chances de triunfar. E o Fluminense? Bem, o Fluminense conseguiu um contra-golpe que terminou com pedidos de pênalti sobre o Gerson. E só... Os motivos de tamanha improdutividade podem ser depositados em duas contas: a falta de fome para avançar ao ataque e o desencaixe entre os três homens de frente.

Marcos Junior arrancou em velocidade apenas uma vez, Gerson não distribui nenhum bom passe vertical e Fred, coitado, não recebeu uma mísera bola em condições de arrematar. De bom para o Flu apenas a permanência na zona nobre da tabela.

São Paulo: Rogério Ceni; Thiago Mendes, Rafael Tolói, Edson Silva (Rodrigo Caio) e Reinaldo; Lucão e Hudson (Wesley); Michel Bastos (Centurión), Ganso e Alexandre Pato; Luis Fabiano. Técnico: Juan Carlos Osorio.


Fluminense: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Gum, Antônio Carlos e Giovanni (Gustavo Scarpa); Pierre, Jean e Edson; Gerson (Lucas Gomes) e Marcos Junior (Higor Leite); Fred. Técnico: Enderson Moreira.

sábado, 4 de julho de 2015

CHI-CHI-CHI ! LE-LE-LE! VIVA CHILE!


Ninguém jogou mais bola nesta Copa América do que os grandes campeões chilenos. Se não foram imensamente superiores aos rivais, os donos da casa tiveram o mérito de saber lidar de forma madura com a pressão de ser um anfitrião na busca por um título inédito. Basta ver que em jogo algum o Chile abdicou de seu estilo de jogo, um estilo que, cá entre nós, não é coisa para qualquer time. Marcação pressão, transição pelo chão, deslocamentos imprevisíveis, infiltrações insistentes pelo meio, passes incisivos, dribles curtos...

Além do mais, todos os chilenos jogaram o que poderiam ou até mesmo um pouco mais. Bravo foi pura segurança. Isla não só fez o gol salvador contra o Uruguai como foi presença ofensiva marcante. O leão Medel conseguiu a façanha de jogar mais contra a Argentina do que havia jogado na Copa do Mundo contra a Espanha. Aránguiz, como de costume, mostrou primoroso senso de domínio da meia-cancha. O paradoxal Vidal esbanjou solidez e fluidez. Valdívia foi o homem dos passes verticais – e que passes! Sánchez chamou sempre o jogo e não se escondeu jamais. Vargas é peça rara: joga muito mais pela seleção do que por qualquer clube que tenha defendido.

Hoje, seja em termos psicológicos, físicos, táticos e até técnicos, o Brasil se encontra em um patamar abaixo dos chilenos. Se as próximas Eliminatórias tivessem o formato que teve até 1994, quando todos os jogos ocorriam em um intervalo curto, de no máximo dois meses, a situação brasileira seria delicadíssima. No entanto, a vida verde e amarela fica um pouco mais facilitada pelo fato de seleções como Peru (a grande surpresa da Copa América em termos de resultado e futebol), Paraguai e Venezuela dificilmente conseguirem manter o pique com as Eliminatórias realizadas em mais de dois anos.

Por fim, a Argentina, Ou melhor, Lionel Messi. É inegável que Messi é monstruoso, genial, supremo e tudo o mais. Seria leviano contestar o seu lugar entre os gigantes da história. Porém, enquanto seguir com a rotina de falta de protagonismo nos jogos decisivos com a camisa argentina, jamais poderá ocupar o trono de “o” melhor de todos os tempos.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015 – 10ª RODADA – SPORT X INTERNACIONAL


Sport 3 x 0 Internacional – Ilha do Retiro, Recife (PE)

Confiante e inspirado, Sport atropela Internacional na Ilha do Retiro e segue como líder invicto do Brasileirão.

Apesar de o Internacional quase ter largado na frente do placar antes mesmo do primeiro minuto, com Rafael Moura, o Sport não tardaria a mostrar que o treinador colorado Diego Aguirre havia cometido um equívoco imperdoável ao mandar a campo um time repleto de reservas. Cheio de confiança, inspiração e protagonismo, o Rubro-Negro Pernambucano teve uma atuação tão luxuosa que pôde até se dar o direito de alguns luxos.

Primeiro, o Sport se deu ao luxo de permitir que seus avantes pudessem se concentrar nas ações ofensivas. Como o Inter se mostrava cada vez mais inofensivo e Rodrigo Mancha e Rithely, os volantes pernambucanos, tomavam conta da meiúca, os homens de frente leoninos usufruíram de grande liberdade para trucidar a perdida retaguarda vermelha. Em toda a etapa inicial, o Sport construiu nada menos do que sete oportunidades de gols, tendo concluído três delas com perfeição.

Ligado e letal como em seu início de carreira no Santos, o centroavante André deixou sua marca aos 8, em cobrança de pênalti, e aos 35. Marlone, que jogou uma bola que não jogava há quase dois anos, anotou o segundo tento pernambucano aos 30, em um belo arremate de primeira. Régis honrou o número 10 às costas participando dos dois gols de André, com um pênalti sofrido e um passe açucarado. Pela ponta direita, Maikon Leite infernizou os vermelhos com arrancadas e dribles em alta velocidade.

Depois do primeiro tempo avassalador, chegou a vez de o Sport se dar ao luxo de deixar o Internacional tomar a iniciativa do jogo. Claramente desentrosado taticamente, fraco fisicamente e limitado tecnicamente, o Inter passou toda a etapa final sem descobrir como superar a segurança dos zagueiros Matheus Ferraz e Durval. E para fechar com chave de latão de lixo a atuação colorada, o lateral Léo foi expulso nos acréscimos.

Neste momento, mais do que fazer exercícios de futurologia e tentar descobrir quanto tempo vai durar a maravilhosa fase do invicto Sport, o que vale é observar e analisar os méritos, que não são poucos, do líder isolado.

Sport: Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rodrigo Mancha e Rithely, Maikon Leite (Neto Moura), Régis (Samuel) e Marlone (Danilo); André. Técnico: Eduardo Baptista.

Muriel; Léo, Alan Costa, Nilton e Geferson; Wellington (Rodrigo Dourado), Nico Freitas, Jorge Henrique e Valdívia (Vitinho); Nilmar (Alisson Farias) e Rafael Moura. Técnico: Diego Aguirre.

domingo, 28 de junho de 2015

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015 – 9ª RODADA – VASCO X FLAMENGO


Vasco 1 x 0 Flamengo – Arena Pantanal, Cuiabá (MT)

Com gol de Riascos, Vasco vence Flamengo em clássico de nível técnico tenebroso, mas, assim como o rival, permanece na zona da degola.

Atuações precárias, resultados pífios, elencos de nível técnico paupérrimo, times perdidos taticamente... Tudo que Vasco e Flamengo apresentaram desde o início do Campeonato Brasileiro se fez presente no horroroso clássico realizado na Arena Pantanal. Porém, amigos, convenhamos que esperar que cruz-maltinos e rubro-negros esbanjassem categoria e dinamismo seria, no mínimo, inocência.

Sem sequer um pingo de rigor, a única jogada refinada de todo o clássico foi tramada pelo Vasco, aos 15 minutos da etapa inicial, quando Madson passou como um carro de Formula 1 pelo encalhado Anderson Pico e cruzou forte para Riascos, de peixão, fazer aquele que seria o único tento do confronto.

A vantagem no placar, fez com que o Vasco passasse a desprezar a posse de bola e a deixasse com o Flamengo. O problema foi que como os rubro-negros também possuem certa aversão à redonda, o jogo se tornou um circo dos horrores, com alternância de bicos para onde o nariz apontava e erros de passes proibidos até em escolinhas de futebol não gratuitas.

O cenário era o seguinte: o Vasco não queria a bola de maneira alguma, e o Flamengo, forçado a tê-la em seus pés, não tinha a mínima ideia do que fazer com ela. A cada alteração de Cristóvão Borges, o Rubro-Negro ganhava algumas doses pequenas de intensidade ofensiva, mas nada que fosse o suficiente para superar as minimamente sólidas duas linhas de quatro vascaínas e as ótimas atuações pelo alto dos zagueiros Anderson Salles e Rodrigo, este último o melhor jogador em campo.

Para não dizer que o Flamengo não criou nada em sua pressão ínfima, Alan Patrick, aos 34 do segundo tempo, após cobrança de escanteio, obrigou Charles a realizar sua única defesa em todo o jogo. Pelo passado recente, pelo momento atual e pelas expectativas futuras, Vasco e Flamengo só podem mesmo pensar na conquista dos três pontos. Assim, melhor para o Cruz-Maltino, que pelo menos ganhou um canudo para respirar debaixo d’água...

Vasco: Charles; Madson, Anderson Salles, Rodrigo e Christiano; Guiñazu, Serginho, Jhon Cley (Rafael Silva) e Julio Cesar; Riascos (Thalles) e Gilberto (Lucas). Técnico: Celso Roth.

Flamengo: César; Luiz Antônio, Wallace, Samir e Anderson Pico (Alan Patrick); Jonas, Márcio Araújo e Canteros; Everton (Paulinho), Emerson Sheik e Eduardo da Silva (Marcelo Cirino). Técnico: Cristóvão Borges.