Milan 0 x 4 Internazionale – 2ª rodada do Campeonato Italiano
Show de bola! Simplesmente espetacular a atuação da Inter na goleada de 4 a 0 sobre o Milan. Parecendo enfrentar uma equipe amadora, a Inter só não foi absurdamente superior durante os primeiros 15 minutos de jogo. Além de uma eficiência impressionante, a equipe interista mostrou um futebol de rara beleza. Os gols dos brasileiros Tiago Motta e Maicon foram marcados após lindas trocas de passes, o pênalti sofrido por Eto´o em um rápido e mortal contra-ataque e o gol que fechou o caixão, em uma bomba de fora da área de Stankovic. Uma atuação completa. Até o holandês Sneijder, que chegou ao time na semana do jogo, parecia conhecer seus comapanheiros a uma longa data. Apesar de toda a equipe ter atuado em um alto nível, gostaria de destacar dois jogadores da Inter. No sistema defensivo, o zagueirão brasileiro Lúcio não perdeu uma jogada sequer. Foi uma verdadeira muralha. Pela sua habitual garra e espírito de liderança, acredito que em pouco tempo ele se tornará um grande ídolo da torcida interista. No ataque, me encheu os olhos a atuação do atacante Milito. Nos dois gols marcados após trocas de passes, que citei anteriormente, foi o argentino quem se encarregou de dar o toque final, deixando seus companheiros de frente pro crime. O pênalti convertido por ele foi apenas mais um ponto de sua excelente atuação. O que falar sobre a apresentação do Milan? Bom, deu pena.
Manchester 2 x 1 Arsenal – 4ª rodada do Campeonato Inglês
O Arsenal quase conseguiu a façanha de bater o Manchester em pleno Old Trafford. Um golaço do russo Arshavin colocou os Gunners na frente do placar e, como o Manchester sentia uma falta absurda de um jogador para organizar as jogadas, a vitória parecia próxima. Em duas falhas, porém, o Manchester conseguiu virar a partida. Primeiro o sistema defensivo deixou um buraco gigante por onde Rooney avançou e sofreu pênalti, convertido por ele mesmo. Cinco minutos depois, após cobrança de falta do sumido Ryan Giggs, um lance cômico. Parecendo personagem dos trapalhões, o volante francês Diaby, que vem tendo um bom início de temporada, subiu sozinho e, de cabeça, mandou a pelota contra o próprio patrimônio. Acredito que o treinador Alex Fergusson deveria pensar em uma nova maneira de armar sua equipe, pois o português Cristiano Ronaldo é um jogador insubstituível. O também português Nani e o equatoriano Valencia, que Fergusson acredita poderem fazer o mesmo papel de Ronaldo, não possuem qualidade técnica e maturidade para dificílima tarefa. No momento, Fergusson poderia dar uma passo atrás para, logo em seguida, dar dois adiante. Montar uma equipe com padrão tático simples, o lendário 4-4-2 inglês, poderia fazer o Manchester render mais e Rooney, disparado o jogador mais diferente do elenco, ficar menos ilhado no ataque.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 22ª RODADA - SÉRIE A
SÉRIE A
Barueri 2 x 2 Corinthians
Coritiba 2 x 0 Avaí
Flamengo 3 x 0 Santo André
Náutico 3 x 0 Atlético Paranaense
São Paulo 0 x 0 Palmeiras
Santos 2 x 0 Fluminense
Atlético Mineiro 1 x 1 Sport
Internacional 4 x 0 Goiás
Vitória 3 x 3 Cruzeiro
Botafogo 3 x 3 Grêmio
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 22ª rodada do Brasileirão foi, novamente, um pesadelo para o Fluminense. Com apenas 3 vitórias em todo o torneio, o Fluzão não poderia estar pior. Ainda dá para reagir, mas as esperanças já estão acabando. Na outra ponta da tabela, a de cima, o Avaí perdeu sua invencibilidade de 11 jogos, ao ser derrotado pelo Coritiba de Marcelinho Paraíba, e o Internacional deu um baile no Goiás. Com o empate no clássico São Paulo x Palmeiras, o Colorado continua firme e forte na briga pelo título. Vamos aos comentários dos jogos que assisti desta rodada do Brasileirão.
Flamengo 3 x 0 Santo André – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
São Paulo 0 x 0 Palmeiras – Morumbi, São Paulo (SP)
Internacional 4 x 0 Goiás – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
MANDOU BEM!
- Queimando a língua de muitos, inclusive a minha, o sérvio Petkovic continua batendo um bolão pelo Flamengo. Sua atuação na vitória sobre o Santo André foi excelente. Os três gols rubro-negros saíram de seus pés, sendo que o último deles após uma arrancada aos 45 minutos do 2º tempo e um chute na trave, que Zé Roberto pegou o rebote. Além dos lances que resultaram em gols, ele foi muito participativo nas trocas de passes no setor de meio-campo. De contratação contestada, Pet se tornou uma peça essencial para as boas apresentações do Flamengo. Gostaria de destacar também o bom retorno de Léo Moura, que fez a torcida perceber que mesmo sem estar no seu auge é disparado a melhor opção para o Flamengo atacar pela direita, e a estréia do zagueiro Álvaro. Recém-contratado junto ao Internacional, Álvaro já deu ao setor defensivo do Flamengo uma maior segurança do que os garotos Wellinton e Fabrício vinham dando. Quem sabe com sua presença, Angelim não volte a mostrar o excelente futebol que possui.
- Nesta 22ª rodada do Brasileirão, dois destacados jogadores de nosso futebol, após muito tempo, realizaram ótimas apresentações. Pelo Flamengo, Zé Roberto finalmente mostrou um grande futebol. Com muita velocidade, movimentação, verticalidade e até chutes longos, Zé fez crescer na torcida rubro-negra uma esperança quanto ao retorno de seu bom jogo. Será de uma ajuda imensa para o Fla, principalmente pela saída do Emerson, se o Zé Roberto jogar sempre neste nível. O outro jogador que resolveu mostrar que ainda sabe tudo de bola foi o ex-lateral da Seleção Brasileira, Kléber. De todas suas atuações com a camisa do Internacional que eu assisti, esta contra o Goiás foi sem dúvida alguma a melhor de todas. Com constantes aparições pelo meio do campo e lançamentos de precisão milimétrica, Kléber provou que ainda está na briga pela vaga na Copa do Mundo. O golaço de cobertura que marcou no fim da partida coroou sua sensacional atuação.
- O grande destaque do morno duelo entre São Paulo e Palmeiras, foi a atuação do atacante Dagoberto. Talvez querendo mostrar para o agora treinador do Verdão, Muricy Ramalho, seu antigo comandante, que tinha bola para ser melhor aproveitado no Tricolor, Dagoberto, principalmente no 1º tempo, voou em campo. Praticamente todas as jogadas do Sampa passaram por seus pés. E não foram jogadas comuns, mas belíssimas jogadas que deixaram o setor defensivo do Palmeiras de cabelo em pé. Infiltrações pelo meio, passes de calcanhar, passes de peito, chutes longos... O atacante tricolor fez de tudo um pouco. Talvez se seu ritmo não tivesse diminuído na 2ª etapa, o São Paulo conseguisse os três pontos.
- Como citei anteriormente, o Kléber teve uma excelente atuação na goleada do Internacional sobre o Goiás. Entretanto, o prêmio de melhor homem em campo deve ser dividido entra a dupla de pratas-da-casa colorada Giuliano/Marquinhos. Os dois jovens simplesmente destroçaram o sistema defensivo goiano, desde o apito inicial da partida. Para se ter uma idéia, com 5 minutos de jogo, Marquinhos já havia inaugurado o placar com um belo gol após assistência de Giuliano. E foi o jogo inteiro assim, com os dois mostrando grande velocidade e qualidade técnica. Queria dar um destaque ligeiramente maior para o Giuliano, que está começando a não sentir o peso de vestir a camisa 10 de um dos gigantes de nosso futebol, comandando as ações ofensivas da equipe com grande autoridade. Ah, como em quase todo jogo Guiñazu esteve impecável e onipresente. E o Maradona insiste em não convocá-lo. Abre o olho Dieguito!
MANDOU MAL!
- O clássico entre Palmeiras e São Paulo ficou devendo. Apesar de estar em campo as duas melhores defesas do Brasileiro, esperava assistir uma partida aberta, pois acredito que ambos já se deram conta de que empatar não é muito bom em um campeonato de pontos corridos. O que se viu em campo, porém, foi um Dagoberto tentando levar o São Paulo ao ataque, com sua conhecida qualidade técnica, e o restante dos jogadores sem nenhuma impetuosidade. Todos os jogadores de meio-de-campo que são responsáveis por organizar as jogadas ofensivas estiveram muito mal. Diego Souza e Cleiton Xavier, este último voltando de contusão, pelo Palmeiras, e os tricolores Jorge Wagner e Hernanes, não mostraram nenhum ímpeto para tentar levar suas equipes para frente. Por este motivo, o jogo ficou muito amarrado na meiúca e o zero a zero só castigou o Dagoberto. Por fim, a análise da atuação da dupla de ataque Obina/Ortigoza faz o torcedor do Verdão ter que agradecer, e muito, a contratação de Vagner Love.
- O duelo entre Internacional e Goiás marcava a volta de Fernandão ao Beira-Rio. Era um momento histórico, afinal Fernandão, agora atuando pelo Goiás, é sem dúvida alguma uma das maiores estrelas da vitoriosa história colorada. Porém, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro resolveu estragar o duelo quando, aos 13 minutos da 1ª etapa, expulsou Fernandão por uma falta onde nem cartão amarelo ele merecia receber. O Goiás já perdia por 1 a 0 e, a partir da expulsão, o caminho ficou aberto para o massacre vermelho.
JOGADA RÁPIDA!
Incrível! Dos 15 jogadores que possuem oito ou mais gols no Brasileirão, todos são atacantes. E isso porque Ronaldo e Fred estão contundidos faz tempo.
Barueri 2 x 2 Corinthians
Coritiba 2 x 0 Avaí
Flamengo 3 x 0 Santo André
Náutico 3 x 0 Atlético Paranaense
São Paulo 0 x 0 Palmeiras
Santos 2 x 0 Fluminense
Atlético Mineiro 1 x 1 Sport
Internacional 4 x 0 Goiás
Vitória 3 x 3 Cruzeiro
Botafogo 3 x 3 Grêmio
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 22ª rodada do Brasileirão foi, novamente, um pesadelo para o Fluminense. Com apenas 3 vitórias em todo o torneio, o Fluzão não poderia estar pior. Ainda dá para reagir, mas as esperanças já estão acabando. Na outra ponta da tabela, a de cima, o Avaí perdeu sua invencibilidade de 11 jogos, ao ser derrotado pelo Coritiba de Marcelinho Paraíba, e o Internacional deu um baile no Goiás. Com o empate no clássico São Paulo x Palmeiras, o Colorado continua firme e forte na briga pelo título. Vamos aos comentários dos jogos que assisti desta rodada do Brasileirão.
Flamengo 3 x 0 Santo André – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
São Paulo 0 x 0 Palmeiras – Morumbi, São Paulo (SP)
Internacional 4 x 0 Goiás – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
MANDOU BEM!
- Queimando a língua de muitos, inclusive a minha, o sérvio Petkovic continua batendo um bolão pelo Flamengo. Sua atuação na vitória sobre o Santo André foi excelente. Os três gols rubro-negros saíram de seus pés, sendo que o último deles após uma arrancada aos 45 minutos do 2º tempo e um chute na trave, que Zé Roberto pegou o rebote. Além dos lances que resultaram em gols, ele foi muito participativo nas trocas de passes no setor de meio-campo. De contratação contestada, Pet se tornou uma peça essencial para as boas apresentações do Flamengo. Gostaria de destacar também o bom retorno de Léo Moura, que fez a torcida perceber que mesmo sem estar no seu auge é disparado a melhor opção para o Flamengo atacar pela direita, e a estréia do zagueiro Álvaro. Recém-contratado junto ao Internacional, Álvaro já deu ao setor defensivo do Flamengo uma maior segurança do que os garotos Wellinton e Fabrício vinham dando. Quem sabe com sua presença, Angelim não volte a mostrar o excelente futebol que possui.
- Nesta 22ª rodada do Brasileirão, dois destacados jogadores de nosso futebol, após muito tempo, realizaram ótimas apresentações. Pelo Flamengo, Zé Roberto finalmente mostrou um grande futebol. Com muita velocidade, movimentação, verticalidade e até chutes longos, Zé fez crescer na torcida rubro-negra uma esperança quanto ao retorno de seu bom jogo. Será de uma ajuda imensa para o Fla, principalmente pela saída do Emerson, se o Zé Roberto jogar sempre neste nível. O outro jogador que resolveu mostrar que ainda sabe tudo de bola foi o ex-lateral da Seleção Brasileira, Kléber. De todas suas atuações com a camisa do Internacional que eu assisti, esta contra o Goiás foi sem dúvida alguma a melhor de todas. Com constantes aparições pelo meio do campo e lançamentos de precisão milimétrica, Kléber provou que ainda está na briga pela vaga na Copa do Mundo. O golaço de cobertura que marcou no fim da partida coroou sua sensacional atuação.
- O grande destaque do morno duelo entre São Paulo e Palmeiras, foi a atuação do atacante Dagoberto. Talvez querendo mostrar para o agora treinador do Verdão, Muricy Ramalho, seu antigo comandante, que tinha bola para ser melhor aproveitado no Tricolor, Dagoberto, principalmente no 1º tempo, voou em campo. Praticamente todas as jogadas do Sampa passaram por seus pés. E não foram jogadas comuns, mas belíssimas jogadas que deixaram o setor defensivo do Palmeiras de cabelo em pé. Infiltrações pelo meio, passes de calcanhar, passes de peito, chutes longos... O atacante tricolor fez de tudo um pouco. Talvez se seu ritmo não tivesse diminuído na 2ª etapa, o São Paulo conseguisse os três pontos.
- Como citei anteriormente, o Kléber teve uma excelente atuação na goleada do Internacional sobre o Goiás. Entretanto, o prêmio de melhor homem em campo deve ser dividido entra a dupla de pratas-da-casa colorada Giuliano/Marquinhos. Os dois jovens simplesmente destroçaram o sistema defensivo goiano, desde o apito inicial da partida. Para se ter uma idéia, com 5 minutos de jogo, Marquinhos já havia inaugurado o placar com um belo gol após assistência de Giuliano. E foi o jogo inteiro assim, com os dois mostrando grande velocidade e qualidade técnica. Queria dar um destaque ligeiramente maior para o Giuliano, que está começando a não sentir o peso de vestir a camisa 10 de um dos gigantes de nosso futebol, comandando as ações ofensivas da equipe com grande autoridade. Ah, como em quase todo jogo Guiñazu esteve impecável e onipresente. E o Maradona insiste em não convocá-lo. Abre o olho Dieguito!
MANDOU MAL!
- O clássico entre Palmeiras e São Paulo ficou devendo. Apesar de estar em campo as duas melhores defesas do Brasileiro, esperava assistir uma partida aberta, pois acredito que ambos já se deram conta de que empatar não é muito bom em um campeonato de pontos corridos. O que se viu em campo, porém, foi um Dagoberto tentando levar o São Paulo ao ataque, com sua conhecida qualidade técnica, e o restante dos jogadores sem nenhuma impetuosidade. Todos os jogadores de meio-de-campo que são responsáveis por organizar as jogadas ofensivas estiveram muito mal. Diego Souza e Cleiton Xavier, este último voltando de contusão, pelo Palmeiras, e os tricolores Jorge Wagner e Hernanes, não mostraram nenhum ímpeto para tentar levar suas equipes para frente. Por este motivo, o jogo ficou muito amarrado na meiúca e o zero a zero só castigou o Dagoberto. Por fim, a análise da atuação da dupla de ataque Obina/Ortigoza faz o torcedor do Verdão ter que agradecer, e muito, a contratação de Vagner Love.
- O duelo entre Internacional e Goiás marcava a volta de Fernandão ao Beira-Rio. Era um momento histórico, afinal Fernandão, agora atuando pelo Goiás, é sem dúvida alguma uma das maiores estrelas da vitoriosa história colorada. Porém, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro resolveu estragar o duelo quando, aos 13 minutos da 1ª etapa, expulsou Fernandão por uma falta onde nem cartão amarelo ele merecia receber. O Goiás já perdia por 1 a 0 e, a partir da expulsão, o caminho ficou aberto para o massacre vermelho.
JOGADA RÁPIDA!
Incrível! Dos 15 jogadores que possuem oito ou mais gols no Brasileirão, todos são atacantes. E isso porque Ronaldo e Fred estão contundidos faz tempo.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - SÉRIE A
Santos 3 x 3 Internacional*
Barueri 2 x 2 Corinthians
Botafogo 1 x 1 Cruzeiro*
*jogos adiados do 1º turno
Olá amigos do FUTEBOLA!
Neste meado de semana ocorreram dois duelos atrasados do Brasileirão e uma adiantado. E viva o asterisco na tabela. Vamos aos comentários do jogo entre Botafogo e Cruzeiro.
Botafogo 1 x 1 Cruzeiro – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- A atuação da dupla de meias do Botafogo no 1º tempo, no empate contra o Cruzeiro, foi excelente. Com muita movimentação e, principalmente, qualidade nos passes, Michael e Lúcio Flávio levaram a equipe para o ataque e foram os principais responsáveis pela vantagem obtida antes do intervalo. Se a capacidade técnica de Lúcio Flávio já é de conhecimento da torcida do Fogão, o jovem Michael começou a mostrar suas cartas. Com um precisão ímpar nos passes decisivos, Michael colocou todos seus companheiros ofensivos na cara do gol. Primeiro foi um lindo lançamento para André Lima que, sem companhia na área não deu prosseguimento na jogada. Logo depois, aproveitando um deslocamento perfeito de Lúcio Flávio, entre a zaga cruzeirense, Michael deu a assitência para o belo gol do Fogo. Por último, um ótimo lançamento para Victor Simões chutar para fora. Pena que o Botafogo recuou no 2º tempo, principalmente após a expulsão de Fahel. Se mantivesse a pressão e movimentação ofensiva, o Botafogo poderia conseguir os três pontos.
- Apesar de não ter realizado uma boa partida, mostrando apenas uma dose de sua velocidade e qualidade no drible, não poderia deixar de citar a estréia do equatoriano Guerrón como um ponto positivo da partida Botafogo x Cruzeiro. Um dos melhores jogadores que o futebol sul-americano produziu nos últimos tempos, Guerrón tem tudo para realizar uma dupla de muito sucesso com o “Gladiador” Kléber. Mesmo que acreditando ser por pouco tempo, o torcedor do Cruzeiro, e do futebol brasileiro em geral, terá a honra de assistir uma grande parceria. Estou torcendo muito para a dupla Guerrón/Kléber mostrar tudo que sabe pela Raposa.
MANDOU MAL!
- Pode parecer que o Botafogo só recuou na 2ª etapa pela infantil expulsão do volante Fahel. Porém, se analisarmos o final do 1º tempo, perceberemos que o Botafogo já estava mostrando a sua conhecida tendência de tentar apenas os contra-ataques quando consegue a vantagem no placar. Juro que não entendo. O Cruzeiro sofria horrores para acertar um passe, sua defesa não conseguia sair com bola, a leve marcação pressão exercida pelo Fogo dava resultado, Michael e Lúcio Flávio deitavam e rolavam ofensivamente e bastou um único golzinho marcado para o Botafogo mudar seu estilo. Acredito que mesmo se o Fahel não tivesse sido expulso, o Alvi-negro teria recuado excessivamente e deixaria o Cruzeiro crescer em campo.
- Péssimo o 1º tempo realizado pelo Cruzeiro, no Engenhão. Com exceção de uma ou duas boas jogadas de Guerrón pela direita e uma única aparição de Gilberto, o time mineiro nada fez. Perdido na defesa, sem criatividade e participação na meiúca e com um ataque que sentia uma falta absurda de Kléber e Wellington Paulista, o Cruzeiro merecia ir para o intervalo perdendo por mais de 1 a 0. Mesmo com desfalques e jogadores fora de forma, o Cruzeiro não pode realizar um 1º tempo com esta qualidade. Apesar de ter pressionado após o intervalo, acredito que a equipe não merecia a vitória pelo futebol ruim que mostrou nos primeiros 45 minutos.
Barueri 2 x 2 Corinthians
Botafogo 1 x 1 Cruzeiro*
*jogos adiados do 1º turno
Olá amigos do FUTEBOLA!
Neste meado de semana ocorreram dois duelos atrasados do Brasileirão e uma adiantado. E viva o asterisco na tabela. Vamos aos comentários do jogo entre Botafogo e Cruzeiro.
Botafogo 1 x 1 Cruzeiro – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- A atuação da dupla de meias do Botafogo no 1º tempo, no empate contra o Cruzeiro, foi excelente. Com muita movimentação e, principalmente, qualidade nos passes, Michael e Lúcio Flávio levaram a equipe para o ataque e foram os principais responsáveis pela vantagem obtida antes do intervalo. Se a capacidade técnica de Lúcio Flávio já é de conhecimento da torcida do Fogão, o jovem Michael começou a mostrar suas cartas. Com um precisão ímpar nos passes decisivos, Michael colocou todos seus companheiros ofensivos na cara do gol. Primeiro foi um lindo lançamento para André Lima que, sem companhia na área não deu prosseguimento na jogada. Logo depois, aproveitando um deslocamento perfeito de Lúcio Flávio, entre a zaga cruzeirense, Michael deu a assitência para o belo gol do Fogo. Por último, um ótimo lançamento para Victor Simões chutar para fora. Pena que o Botafogo recuou no 2º tempo, principalmente após a expulsão de Fahel. Se mantivesse a pressão e movimentação ofensiva, o Botafogo poderia conseguir os três pontos.
- Apesar de não ter realizado uma boa partida, mostrando apenas uma dose de sua velocidade e qualidade no drible, não poderia deixar de citar a estréia do equatoriano Guerrón como um ponto positivo da partida Botafogo x Cruzeiro. Um dos melhores jogadores que o futebol sul-americano produziu nos últimos tempos, Guerrón tem tudo para realizar uma dupla de muito sucesso com o “Gladiador” Kléber. Mesmo que acreditando ser por pouco tempo, o torcedor do Cruzeiro, e do futebol brasileiro em geral, terá a honra de assistir uma grande parceria. Estou torcendo muito para a dupla Guerrón/Kléber mostrar tudo que sabe pela Raposa.
MANDOU MAL!
- Pode parecer que o Botafogo só recuou na 2ª etapa pela infantil expulsão do volante Fahel. Porém, se analisarmos o final do 1º tempo, perceberemos que o Botafogo já estava mostrando a sua conhecida tendência de tentar apenas os contra-ataques quando consegue a vantagem no placar. Juro que não entendo. O Cruzeiro sofria horrores para acertar um passe, sua defesa não conseguia sair com bola, a leve marcação pressão exercida pelo Fogo dava resultado, Michael e Lúcio Flávio deitavam e rolavam ofensivamente e bastou um único golzinho marcado para o Botafogo mudar seu estilo. Acredito que mesmo se o Fahel não tivesse sido expulso, o Alvi-negro teria recuado excessivamente e deixaria o Cruzeiro crescer em campo.
- Péssimo o 1º tempo realizado pelo Cruzeiro, no Engenhão. Com exceção de uma ou duas boas jogadas de Guerrón pela direita e uma única aparição de Gilberto, o time mineiro nada fez. Perdido na defesa, sem criatividade e participação na meiúca e com um ataque que sentia uma falta absurda de Kléber e Wellington Paulista, o Cruzeiro merecia ir para o intervalo perdendo por mais de 1 a 0. Mesmo com desfalques e jogadores fora de forma, o Cruzeiro não pode realizar um 1º tempo com esta qualidade. Apesar de ter pressionado após o intervalo, acredito que a equipe não merecia a vitória pelo futebol ruim que mostrou nos primeiros 45 minutos.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 21ª RODADA - SÉRIE A
SÉRIE A
Palmeiras 2 x 1 Internacional
Santo André 1 x 0 Coritiba
Sport 2 x 0 Vitória
Corinthians 3 x 3 Botafogo
Atlético Paranaense 1 x 0 São Paulo
Grêmio 4 x 1 Atlético Mineiro
Fluminense 0 x 0 Barueri
Goiás 2 x 1 Santos
Cruzeiro 4 x 2 Náutico
Avaí 3 x 0 Flamengo
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 21ª rodada do Brasileirão terminou com duas das maiores surpresas do campeonato no G4. Goiás e Avaí continuam atropelando seus adversários e a cada dia que passa se consolidam mais como fortes candidatos na briga pela preciosa vaga na Libertadores. Se ambos vão ter forças para combater o Palmeiras, na briga pelo título, acredito ser cedo para falar, mas que estão jogando uma bola redondinho, isso estão. Vamos aos comentários sobre os jogos que assisti desta importante rodada do Brasileiro.
Palmeiras 2 x 1 Internacional – Palestra Itália, São Paulo (SP)
Fluminense 0 x 0 Barueri – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Avaí 3 x 0 Flamengo – Ressacada, Florianópolis (SC)
MANDOU BEM!
- Com 11 minutos de jogo, no Palestra Itália, os mais de 20 mil torcedores palmeirenses devem ter ficado com a pulga atrás da orelha. O motivo? Cleiton Xavier, em minha opinião o melhor jogador do Brasileiro até o momento, sentiu o tornozelo e teve que ser substituído. O jogo poderia ter se tornado um pesadelo para o Palmeiras não fosse a noite de Diego Souza. Com uma autoridade de encher os olhos, Diego chamou a responsabilidade de decidir a partida e teve uma atuação daquelas para guardar o jornal do dia seguinte. Quando ele pegava a bola e arrancava, a defesa colorada ficava louca. Para se ter uma idéia do nível da atuação do craque alvi-verde, o volante adversário Guiñazu, acreditem, esteve completamente perdido na tentativa de marcá-lo. Diego fez de tudo. Sofreu pênalti, organizou a jogada do segundo gol, armou contra-ataques, deu dribles desconsertantes, empolgou a torcida. Enfim, foi o dono do jogo. Em partidas como esta que o técnico, o time e a torcida, descobrem com quem pode contar nas horas difíceis.
- Com o final do 1º turno, muitos na imprensa andaram dizendo que o Brasileirão está carente de revelações e apontaram o atacante do Barueri, Fernandinho, como a única estrela nascente. Acreditei ser um exagero esta constatação pois, apesar de não estarmos recheados de jovens promessas, tem muito garoto bom por aí. Para ilustrar minha opinião, usarei a partida entre Palmeiras e Internacional. O volante do Verdão, Souza, mostrou, não pela primeira vez, um futebol muito dinâmico. Além de cumprir suas tarefas defensivas com muita qualidade, ainda aparecia frequentemente ao ataque para tentar chutes longos. Tendo a honra de atuar ao lado do Pentacampeão Edmílson, acredito que Souza tem muito para crescer ainda. Pelo lado Colorado, o meia Giuliano, assim como toda a equipe, não realizou uma grande partida, porém o golaço que marcou mostra que categoria ele tem de sobra. Após deixar dois defensores palmeirenses completamente perdidos, Giuliano mandou uma bomba sem chances de defesa para Marcos. Um dos gols mais bonitos do Brasileiro. A galera que adora a expressão “nivelado por baixo”, para desmerecer o nosso futebol, pode ter um pouco mais de coerência e paciência com nossas promessas.
- Talvez pela boa fase da equipe catarinense, talvez pela má fase do Rubro-Negro Carioca, talvez por um pouco dos dois, o fato é que o Avaí conseguiu bater o Flamengo sem nem precisar se esforçar, somente na organização tática. Uma defesa segura, comandada pelo bom goleiro Eduardo Martini, um meio-campo que sabe armar e chegar na frente para concluir e um ataque bem veloz, com um Muriqui que evoluiu mais neste Brasileiro do que em todos os anos que passou no futebol do Rio de Janeiro. Com uma tranquilidade característica dos times tradicionais quando enfrentam equipes de menor porte, o Avaí roubou o lugar do Flamengo e cumpriu seu papel com louvor. O torcedor rubro-negro deve se sentir humilhado pois pareceu que o Avaí não queria gastar muita energia em um jogo fácil e, mesmo assim, atropelou o Fla. Com todos os merecimentos o Avaí termina a rodada no G4. Por fim, e fazendo justiça, parabéns ao Silas pelo espetacular trabalho.
MANDOU MAL!
- Sem dúvida alguma o fato de o Internacional ter perdido para o Palmeiras, em pleno Parque Antártica, pode ser criticado, afinal serão poucos os times que conseguirão algum resultado positivo na casa do Verdão. Porém, uma equipe que deseja conquistar o Brasileirão, como é o caso do Inter, não pode apresentar um futebol fraco como foi no sábado. Com exceção de algumas aparições do Andrezinho, principalemte nas bolas paradas, o Colorado mostrou um futebol sem nenhuma criatividade. Somente quando o Palmeiras já estava com 2 a 0 no placar e acreditava ter definido o jogo, que o Inter tentou tomar alguma iniciativa, tendo o restante da partida organizado pouquíssimas jogadas de qualidade. A saída de Nilmar e a ausência de D´Alessandro não podem ser usadas como desculpas para um futebol tão pouco incisivo como foi o mostrado pelo Internacional.
- O Fluminense está sofrendo muito com a ausência de qualidade técnica no seu setor de meio-campo. A defesa é ruim? Sim. O ataque não é dos melhores? Sim. Estes dois fatores porém, podem ser muito bem contornados. Luiz Alberto e Cássio, apesar dos imensos buracos que têm deixado na defesa tricolor, estão no nível de muita dupla de zaga do Brasileiro. O ataque com Roni, Kieza e Maicon, podendo atuar até os três juntos, consegue dar algum trabalho aos adversários com velocidade e jogadas pelos flancos. A dupla de volantes do Fluzão, entretanto, não consegue dar ao time o mínimo de qualidade para sair para o jogo. Fabinho, Diguinho, Welington Monteiro, Marquinhos, Maurício... Não importa qual dupla esteja atuando, o Fluminense não consegue ter uma transição defesa/ataque decente. O sacrificado por este motivo é o argentino Conca que, sem nenhum apoio, fica sobrecarreado na armação de jogadas. O lugar ideal para Conca atuar seria perto dos atacantes, porém para isto ocorrer os volantes precisariam ter qualidade. Daqui uns dois meses, Urrutia e Fábio Santos podem entrar em forma e ajudar o Flu. Pena que o time não tem todo este tempo para fugir da degola.
- Faltou ao Flamengo, Léo Moura, Juan, Kléberson, Toró, Petkovic e Emerson, só para citar os que eu considero importantes para a equipe. Porém, mesmo com os desfalques, a equipe rubro-negra não pode mostrar um futebol de tão baixo nível. Nem a defesa dos juniores daria tanta facilidade ao adversário como Muriqui encontrou ao dar o passe para o primeiro gol do Avaí. Faltou coerência ao Andrade em escalar o Éverton na ala-esquerda, mesmo com a equipe sem poder contar com Kléberson e Petkovic na organização. O Willians poderia ser um pouquinho mais inteligente e se controlar para fazer menos faltas. Zé Roberto insiste em contrariar o ditado “Jogar bola não se esquece, é igual andar de bicicleta”. Ou os jogadores colocam na cabeça que é para jogar cada partida como se fosse uma decisão, ou param com esta hipocrisia de afirmar que o Flamengo é um grupo e não apenas 11 jogadores.
JOGADA RÁPIDA!
- E o Grêmio continua com sua constante inconstância, após mais uma bela vitória em casa, como foi a goleada de 4 a 1 no Atlético Mineiro. Em 11 jogos no Olímpico, são 9 vitórias e 2 derrotas. Em 10 jogos como visitante foram 2 empates e 8 derrotas. Que loucura!
ENQUANTO ISSO NA INGLATERRA…
Arsenal 4 x 1 Portsmouth
- Após estrear na Premier League com nada mais nada menos que uma goleada por 6 a 1 sobre o Everton, o Arsenal decidiu fazer outra vítima. Com um tranquilidade de dar gosto, os Gunners deram uma chinelada de 4 a 1 no fraco time do Portsmouth. Deu pra ver de tudo um pouco na boa atuação do Arsenal, a começar pelo excelente Fábregas, que iniciou com maestria as jogadas que resultaram nos dois primeiros gols londrinos. Que facilidade para passar a pelota! No setor ofensivo, Eduardo e Arshavin realizaram uma partida muito boa, tendo participações em gols e mostrando bastante qualidade técnica. Já Van Persie, o outro atacante, parou no goleirão do Portsmouth, o veterano James. Van Persie tentou de tudo quanto foi modo, mais James estava decidido a não levar gols do holandês. Apesar de o Portsmouth praticamente não ter agredido o Arsenal, o gol saiu de uma bola fortuita alçada na área, gostaria de elogiar o volante brasileiro Denílson, que teve uma atuação bem segura e consistente. Por fim, as palavras para o dono do jogo: Diaby. O volante francês teve uma atuação daquelas pra nunca mais esquecer. Autor dos dois primeiros gols do Arsenal, chegando ao ataque com muita propriedade, Diaby ainda foi o escultor da obra-prima que foi a jogada mais linda da partida. Na intermediária adversária o volante incorporou Zinedine Zidane, deu uma caneta em uma marcador, girou sobre a pelota, tirando mais um da jogada, e mandou um chute pro gol. Para os que já estavam de pé, torcendo para a bola entrar, infelizmente James defendeu o tiro. Este gol seria a coroação de uma grande apresentação. Na próxima rodada tem Arsenal e Manchester e, pelo futebol que o time do Arséne Wenger vem apresentando, eu não seria louco de perder este duelo.
Palmeiras 2 x 1 Internacional
Santo André 1 x 0 Coritiba
Sport 2 x 0 Vitória
Corinthians 3 x 3 Botafogo
Atlético Paranaense 1 x 0 São Paulo
Grêmio 4 x 1 Atlético Mineiro
Fluminense 0 x 0 Barueri
Goiás 2 x 1 Santos
Cruzeiro 4 x 2 Náutico
Avaí 3 x 0 Flamengo
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 21ª rodada do Brasileirão terminou com duas das maiores surpresas do campeonato no G4. Goiás e Avaí continuam atropelando seus adversários e a cada dia que passa se consolidam mais como fortes candidatos na briga pela preciosa vaga na Libertadores. Se ambos vão ter forças para combater o Palmeiras, na briga pelo título, acredito ser cedo para falar, mas que estão jogando uma bola redondinho, isso estão. Vamos aos comentários sobre os jogos que assisti desta importante rodada do Brasileiro.
Palmeiras 2 x 1 Internacional – Palestra Itália, São Paulo (SP)
Fluminense 0 x 0 Barueri – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Avaí 3 x 0 Flamengo – Ressacada, Florianópolis (SC)
MANDOU BEM!
- Com 11 minutos de jogo, no Palestra Itália, os mais de 20 mil torcedores palmeirenses devem ter ficado com a pulga atrás da orelha. O motivo? Cleiton Xavier, em minha opinião o melhor jogador do Brasileiro até o momento, sentiu o tornozelo e teve que ser substituído. O jogo poderia ter se tornado um pesadelo para o Palmeiras não fosse a noite de Diego Souza. Com uma autoridade de encher os olhos, Diego chamou a responsabilidade de decidir a partida e teve uma atuação daquelas para guardar o jornal do dia seguinte. Quando ele pegava a bola e arrancava, a defesa colorada ficava louca. Para se ter uma idéia do nível da atuação do craque alvi-verde, o volante adversário Guiñazu, acreditem, esteve completamente perdido na tentativa de marcá-lo. Diego fez de tudo. Sofreu pênalti, organizou a jogada do segundo gol, armou contra-ataques, deu dribles desconsertantes, empolgou a torcida. Enfim, foi o dono do jogo. Em partidas como esta que o técnico, o time e a torcida, descobrem com quem pode contar nas horas difíceis.
- Com o final do 1º turno, muitos na imprensa andaram dizendo que o Brasileirão está carente de revelações e apontaram o atacante do Barueri, Fernandinho, como a única estrela nascente. Acreditei ser um exagero esta constatação pois, apesar de não estarmos recheados de jovens promessas, tem muito garoto bom por aí. Para ilustrar minha opinião, usarei a partida entre Palmeiras e Internacional. O volante do Verdão, Souza, mostrou, não pela primeira vez, um futebol muito dinâmico. Além de cumprir suas tarefas defensivas com muita qualidade, ainda aparecia frequentemente ao ataque para tentar chutes longos. Tendo a honra de atuar ao lado do Pentacampeão Edmílson, acredito que Souza tem muito para crescer ainda. Pelo lado Colorado, o meia Giuliano, assim como toda a equipe, não realizou uma grande partida, porém o golaço que marcou mostra que categoria ele tem de sobra. Após deixar dois defensores palmeirenses completamente perdidos, Giuliano mandou uma bomba sem chances de defesa para Marcos. Um dos gols mais bonitos do Brasileiro. A galera que adora a expressão “nivelado por baixo”, para desmerecer o nosso futebol, pode ter um pouco mais de coerência e paciência com nossas promessas.
- Talvez pela boa fase da equipe catarinense, talvez pela má fase do Rubro-Negro Carioca, talvez por um pouco dos dois, o fato é que o Avaí conseguiu bater o Flamengo sem nem precisar se esforçar, somente na organização tática. Uma defesa segura, comandada pelo bom goleiro Eduardo Martini, um meio-campo que sabe armar e chegar na frente para concluir e um ataque bem veloz, com um Muriqui que evoluiu mais neste Brasileiro do que em todos os anos que passou no futebol do Rio de Janeiro. Com uma tranquilidade característica dos times tradicionais quando enfrentam equipes de menor porte, o Avaí roubou o lugar do Flamengo e cumpriu seu papel com louvor. O torcedor rubro-negro deve se sentir humilhado pois pareceu que o Avaí não queria gastar muita energia em um jogo fácil e, mesmo assim, atropelou o Fla. Com todos os merecimentos o Avaí termina a rodada no G4. Por fim, e fazendo justiça, parabéns ao Silas pelo espetacular trabalho.
MANDOU MAL!
- Sem dúvida alguma o fato de o Internacional ter perdido para o Palmeiras, em pleno Parque Antártica, pode ser criticado, afinal serão poucos os times que conseguirão algum resultado positivo na casa do Verdão. Porém, uma equipe que deseja conquistar o Brasileirão, como é o caso do Inter, não pode apresentar um futebol fraco como foi no sábado. Com exceção de algumas aparições do Andrezinho, principalemte nas bolas paradas, o Colorado mostrou um futebol sem nenhuma criatividade. Somente quando o Palmeiras já estava com 2 a 0 no placar e acreditava ter definido o jogo, que o Inter tentou tomar alguma iniciativa, tendo o restante da partida organizado pouquíssimas jogadas de qualidade. A saída de Nilmar e a ausência de D´Alessandro não podem ser usadas como desculpas para um futebol tão pouco incisivo como foi o mostrado pelo Internacional.
- O Fluminense está sofrendo muito com a ausência de qualidade técnica no seu setor de meio-campo. A defesa é ruim? Sim. O ataque não é dos melhores? Sim. Estes dois fatores porém, podem ser muito bem contornados. Luiz Alberto e Cássio, apesar dos imensos buracos que têm deixado na defesa tricolor, estão no nível de muita dupla de zaga do Brasileiro. O ataque com Roni, Kieza e Maicon, podendo atuar até os três juntos, consegue dar algum trabalho aos adversários com velocidade e jogadas pelos flancos. A dupla de volantes do Fluzão, entretanto, não consegue dar ao time o mínimo de qualidade para sair para o jogo. Fabinho, Diguinho, Welington Monteiro, Marquinhos, Maurício... Não importa qual dupla esteja atuando, o Fluminense não consegue ter uma transição defesa/ataque decente. O sacrificado por este motivo é o argentino Conca que, sem nenhum apoio, fica sobrecarreado na armação de jogadas. O lugar ideal para Conca atuar seria perto dos atacantes, porém para isto ocorrer os volantes precisariam ter qualidade. Daqui uns dois meses, Urrutia e Fábio Santos podem entrar em forma e ajudar o Flu. Pena que o time não tem todo este tempo para fugir da degola.
- Faltou ao Flamengo, Léo Moura, Juan, Kléberson, Toró, Petkovic e Emerson, só para citar os que eu considero importantes para a equipe. Porém, mesmo com os desfalques, a equipe rubro-negra não pode mostrar um futebol de tão baixo nível. Nem a defesa dos juniores daria tanta facilidade ao adversário como Muriqui encontrou ao dar o passe para o primeiro gol do Avaí. Faltou coerência ao Andrade em escalar o Éverton na ala-esquerda, mesmo com a equipe sem poder contar com Kléberson e Petkovic na organização. O Willians poderia ser um pouquinho mais inteligente e se controlar para fazer menos faltas. Zé Roberto insiste em contrariar o ditado “Jogar bola não se esquece, é igual andar de bicicleta”. Ou os jogadores colocam na cabeça que é para jogar cada partida como se fosse uma decisão, ou param com esta hipocrisia de afirmar que o Flamengo é um grupo e não apenas 11 jogadores.
JOGADA RÁPIDA!
- E o Grêmio continua com sua constante inconstância, após mais uma bela vitória em casa, como foi a goleada de 4 a 1 no Atlético Mineiro. Em 11 jogos no Olímpico, são 9 vitórias e 2 derrotas. Em 10 jogos como visitante foram 2 empates e 8 derrotas. Que loucura!
ENQUANTO ISSO NA INGLATERRA…
Arsenal 4 x 1 Portsmouth
- Após estrear na Premier League com nada mais nada menos que uma goleada por 6 a 1 sobre o Everton, o Arsenal decidiu fazer outra vítima. Com um tranquilidade de dar gosto, os Gunners deram uma chinelada de 4 a 1 no fraco time do Portsmouth. Deu pra ver de tudo um pouco na boa atuação do Arsenal, a começar pelo excelente Fábregas, que iniciou com maestria as jogadas que resultaram nos dois primeiros gols londrinos. Que facilidade para passar a pelota! No setor ofensivo, Eduardo e Arshavin realizaram uma partida muito boa, tendo participações em gols e mostrando bastante qualidade técnica. Já Van Persie, o outro atacante, parou no goleirão do Portsmouth, o veterano James. Van Persie tentou de tudo quanto foi modo, mais James estava decidido a não levar gols do holandês. Apesar de o Portsmouth praticamente não ter agredido o Arsenal, o gol saiu de uma bola fortuita alçada na área, gostaria de elogiar o volante brasileiro Denílson, que teve uma atuação bem segura e consistente. Por fim, as palavras para o dono do jogo: Diaby. O volante francês teve uma atuação daquelas pra nunca mais esquecer. Autor dos dois primeiros gols do Arsenal, chegando ao ataque com muita propriedade, Diaby ainda foi o escultor da obra-prima que foi a jogada mais linda da partida. Na intermediária adversária o volante incorporou Zinedine Zidane, deu uma caneta em uma marcador, girou sobre a pelota, tirando mais um da jogada, e mandou um chute pro gol. Para os que já estavam de pé, torcendo para a bola entrar, infelizmente James defendeu o tiro. Este gol seria a coroação de uma grande apresentação. Na próxima rodada tem Arsenal e Manchester e, pelo futebol que o time do Arséne Wenger vem apresentando, eu não seria louco de perder este duelo.
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 19ª RODADA - SÉRIE B
SÉRIE B
Campinense 3 x 3 Portuguesa
Bahia 2 x 1 Atlético Goianiense
Figueirense 0 x 2 São Caetano
Juventude 4 x 1 Guarani
Vasco 4 x 0 Ipatinga
Ponte Preta 4 x 1 Duque de Caxias
Fortaleza 4 x 0 Paraná
América 1 x 5 Ceará
Vila Nova 0 x 0 Brasiliense
Bragantino 3 x 0 ABC
Olá amigos do FUTEBOLA!
O São Caetano conseguiu sua sexta vitória consecutiva na Segundona e já está batendo a porta do G4. E não foi uma vitória qualquer, mas sim um triunfo sobre o Figueirense, fora de casa. Excelente recuperação do Azulão. As atenções da rodada, porém, estavam voltadas para o Vasco e seu retorno ao Maracanã. Para a alegria dos cruzmaltinos, foi tudo perfeito. Vamos aos comentários sobre o jogo do Vascão.
Vasco 4 x 0 Ipatinga – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- Antes de tecer meus comentários da vitória vascaína sobre o Ipatinga, gostaria de parabenizar os torcedores cruzmaltinos. As primeiras congratulações são pelo aniversário do clube, afinal 111 anos de existência não é para qualquer um. Depois, pela festa realizada no Maracanã, com um público de 80 mil torcedores, o maior de todas as séries do Brasileirão até o momento. Acredito que todos torcedores vascaínos consideram São Januário como sua casa, porém devem estar muito felizes por esta grande tarde que só o Maracanã é capaz de proporcionar. Por último, o parabéns vai para a liderança obtida na Série B. Não é nada, não é nada, o caminho do retorno para a elite, por méritos da equipe, está cada vez menos tortuoso.
- Sobre a atuação do Vasco dentro das quatro-linhas, ela foi de uma autoridade esperada. Somente uma zebra daquelas faria o Vasco não conseguir um resultado positivo no Maraca. O que de mais importante eu destaco desta vitória vascaína é a apresentação de Alex Teixeira. O jovem meia-atacante cruzmaltino jogou, em minha opinião, sua melhor partida pelo clube. O mais incrível de sua atuação foram as aparições como um autêntico centroavante, como nos dois gols que marcou, o segundo deles e último da goleada, por sinal, um golaço. Alex também apareceu como assistente, o que deve ser sua pricipal característica, ao dar lindo passe para Carlos Alberto sacudir o filó. O Vasco teve outros pontos positivos como mais um bom jogo de Enrico, mais um gol do artilheiro Élton, mais uma partida que Carlos Alberto não leva amarelo, o lateral Ramón voltando a aparecer bem ofensivamente... Ótima apresentação vascaína e inesquecível atuação de Alex Teixeira.
Campinense 3 x 3 Portuguesa
Bahia 2 x 1 Atlético Goianiense
Figueirense 0 x 2 São Caetano
Juventude 4 x 1 Guarani
Vasco 4 x 0 Ipatinga
Ponte Preta 4 x 1 Duque de Caxias
Fortaleza 4 x 0 Paraná
América 1 x 5 Ceará
Vila Nova 0 x 0 Brasiliense
Bragantino 3 x 0 ABC
Olá amigos do FUTEBOLA!
O São Caetano conseguiu sua sexta vitória consecutiva na Segundona e já está batendo a porta do G4. E não foi uma vitória qualquer, mas sim um triunfo sobre o Figueirense, fora de casa. Excelente recuperação do Azulão. As atenções da rodada, porém, estavam voltadas para o Vasco e seu retorno ao Maracanã. Para a alegria dos cruzmaltinos, foi tudo perfeito. Vamos aos comentários sobre o jogo do Vascão.
Vasco 4 x 0 Ipatinga – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- Antes de tecer meus comentários da vitória vascaína sobre o Ipatinga, gostaria de parabenizar os torcedores cruzmaltinos. As primeiras congratulações são pelo aniversário do clube, afinal 111 anos de existência não é para qualquer um. Depois, pela festa realizada no Maracanã, com um público de 80 mil torcedores, o maior de todas as séries do Brasileirão até o momento. Acredito que todos torcedores vascaínos consideram São Januário como sua casa, porém devem estar muito felizes por esta grande tarde que só o Maracanã é capaz de proporcionar. Por último, o parabéns vai para a liderança obtida na Série B. Não é nada, não é nada, o caminho do retorno para a elite, por méritos da equipe, está cada vez menos tortuoso.
- Sobre a atuação do Vasco dentro das quatro-linhas, ela foi de uma autoridade esperada. Somente uma zebra daquelas faria o Vasco não conseguir um resultado positivo no Maraca. O que de mais importante eu destaco desta vitória vascaína é a apresentação de Alex Teixeira. O jovem meia-atacante cruzmaltino jogou, em minha opinião, sua melhor partida pelo clube. O mais incrível de sua atuação foram as aparições como um autêntico centroavante, como nos dois gols que marcou, o segundo deles e último da goleada, por sinal, um golaço. Alex também apareceu como assistente, o que deve ser sua pricipal característica, ao dar lindo passe para Carlos Alberto sacudir o filó. O Vasco teve outros pontos positivos como mais um bom jogo de Enrico, mais um gol do artilheiro Élton, mais uma partida que Carlos Alberto não leva amarelo, o lateral Ramón voltando a aparecer bem ofensivamente... Ótima apresentação vascaína e inesquecível atuação de Alex Teixeira.
domingo, 23 de agosto de 2009
PELA ESTRADA AFORA - TROFÉU RAMÓN DE CARRANZA 1974
No meado da década de 70, para ser mais exato em 1974, existiam várias maneiras de se medir a força do Palmeiras. Entretanto, duas eram as mais representativas: a equipe havia conquistado o Bi-campeonato Brasileiro em 1972 e 1973 e contou com nada menos do que 6 jogadores convocados para a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo, na Alemanha. Foi este poderoso Palmeiras que foi convidado para participar do Troféu Ramón de Carranza, na cidade de Cádiz, na Espanha.
Em 1955, o Cádiz Club de Fútbol passava por dificuldades finaceiras e resolveu aproveitar a construção do Estadio Ramón de Carranza para organizar um torneio, envolvendo grandes clubes espanhóis e mundiais, que lhe ajudaria financeiramente. Foi então que pela primeira vez foi disputado o Troféu Ramón de Carranza, que com o tempo ficou cada vez mais valorizado ganhando a alcunha de “Troféu dos Troféus”. Só para citar uma grande curiosidade deste torneio, foi nele que, em 1962, pela primeira vez na história uma partida foi decidida na disputa de pênaltis.
A edição de 1974 do Ramón de Carranza foi talvez a mais estrelada de todas. Além de contar com o Espanhol, que havia levado o troféu em 1973, e o Verdão, o Barcelona de Johan Cruyff e o Santos de Pelé estariam presentes na competição. O que também chamava a atenção desta edição era o duelo entre Catalunha, representada por Espanhol e Barcelona, e São Paulo, que contava com Santos e Palmeiras. Muita rivalidade e bom futebol eram o que os torcedores espanhóis podiam esperar nos duelos que viriam pela frente.
O Barcelona era uma equipe fortíssima, havia conquistado a Liga Espanhola na temporada 73/74, liderada por dois dos maiores personagens do futebol holandês em todos os tempos. O treinador azul-grená era Rinus Michels que, apesar de excelentes trabalhos com o Ajax e com o próprio Barcelona, entrou para a história do futebol ao conquistar o Vice-campeonato Mundial em 1974, com a Seleção Holandesa e seu refinado Futebol Total. Tanto na “Laranja Mecânica”, quanto no Barcelona Campeão Espanhol, Rinus comandou Johan Cruyff, um jogador que até hoje não sabemos se encantou mais pelo seu senso tático ou por sua qualidade técnica. Após conquistar tudo que podia com o Ajax, incluindo 3 Copas dos Campeões da Europa, Cruyff chegou ao Barcelona e, logo em sua temporada de estréia, deu ao clube Catalão a Liga Espanhola que não era conquistada desde 1960. Liderado por Rinus Michels fora de campo e por Johan Cruyff dentro das quatro-linhas, o Barcelona com seu futebol dinâmico era o favorito para conquistar esta edição do Troféu Ramón de Carranza e tudo que viria pela frente, na temporada que estava se iniciando.
O Santos, apesar de ter conquistado metade do Paulistão de 1973, já que o árbitro Armando Marques errou na contagem dos pênaltis que decidiriam o Campeão e o título acabou divido com a Portuguesa, já não era mais a mesma potência de anos antes. Perto da equipe Bi-campeã Mundial em 62/63, de Gilmar, Mauro Ramos, Zito, Coutinho e Pepe, ou da Tri-campeã Paulista em 67/68/69, de Rildo, Ramos Delgado, Clodoaldo, Toninho Guerreiro e Edu, este Santos de 1974 era bem mais frágil. Porém, Pelé, o “Rei do Futebol”, ainda vestia o manto branco e isso já era o suficiente para todos no mundo quererem assistir ao Santos.
O torneio seria disputado da seguinte maneira: Barcelona x Palmeiras e Espanhol x Santos seriam os duelos que iriam apontar quais equipes disputariam a decisão. Pois é amigos, logo de cara, na estréia do torneio, teríamos um Barcelona e Palmeiras. E só para constar, havia menos de um mês que a Holanda de Cruyff e Michaels eliminara o Brasil da Copa do Mundo de 1974.
O Palmeiras, conhecido na época como “Academia” por mostrar em campo um estilo essencialmente técnico, chegando em alguns momentos a atingir a perfeição na troca de passes, era sem dúvida alguma uma das maiores equipes da época. A começar pelo goleiro Leão, um dos grandes nomes da posição na história do futebol brasileiro, que se destacava por sua personalidade fora de campo e seus reflexos e agilidade debaixo das traves. Se a “Academia” ensinava como rodar a pelota de pé em pé, também não ficava atrás no quesito defensivo . O cracaço Luís Pereira, que além de defender com maestria sempre subia ao ataque para fazer seus golzinhos (marcou 35 em sua passagem pelo Verdão), contava com a companhia de Eurico, Alfredo e Zeca, que mostravam que um futebol ofensivamente bonito pode ser mesclado a um sistema defensivo que era uma muralha. Para se ter uma idéia, em 1972 a equipe sofreu apenas 44 gols em 80 jogos.
Toda esta antítese entre a solidez defensiva e a leveza com a bola nos pés que o Verdão mostrava em campo devia-se principalmente a sua dupla de meias, a engrenagem principal desta máquina. Talvez somente Pelé e Coutinho, que juntos infernizavam qualquer adversário do Santos dos anos 60, tenham formado uma dupla tão entrosada quanto Dudu e Ademir da Guia. Dudu era um marcador implacável que ajudava Ademir na organização ofensiva. Ademir era um maestro de categoria imensurável, que ajudava Dudu na tarefa de defender. Mais impressionante do que a sincronia desta dupla era a capacidade de Ademir da Guia de ditar o ritmo de uma partida. Com Ademir em campo, todos os outros atletas, sem perceberem, estavam sendo manipulados. O maestro palmeirense dava ao jogo o seu ritmo, a sua calma, a sua tranquilidade. Deste modo, era permitido ao Palmeiras mostrar toda sua capacidade técnica e primazia na troca de passes. Sobre a arte de Ademir da Guia de jogar bola, foi o poeta João Cabral de Melo Neto o autor das, em minha opinião, mais perfeitas palavras.
Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.
Ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o.
Ritmo morno, de andar na areia,
da água doente de alagados,
entorpecendo, e então atando
o mais irriquieto adversário.
O confronto entre o estilos clássico e elegante de Ademir da Guia e dinâmico e intenso de Cruyff, era, principalmente para os apreciadores táticos do futebol, um momento imperdível.
Este jogo foi uma das provas de que o Palmeiras realmente não se importava com o adversário. Não interessava quem estivesse do outro lado do campo, se o Palmeiras estivesse em um dia de boa atuação, o que era uma constante, o ritmo do jogo seria o que o Verdão quisesse. Algumas frases retiradas do diário espanhol “El Mundo Deportivo”, mostram perfeitamente o que foi a partida*.
“...que el centro del campo fuera de dominio extranjero y alli se dacantarala bálanza a favor de un Palmeiras que demostró su condición de número uno del fúlbol brasileño.”
“...un Barcelona que corrió lo mínimo y no supo desmarcarse con la rapidez y facilidad que el planeamiento táctico contrario aconsejaba.”
“Fue tal la demonstración de superioridad de los brasileños, que en el primer tiempo los aficionados coroaron dos veces con olés y aplausos su juego reposado y trenzado.”
A movimentação característica que o Barcelona tinha como uma das suas principais armas foi engolida pelo toque de bola palmeirense. O ritmo pausado e técnico do Palmeiras foi como uma teia de aranha, deixando o Barça sem ação. Com gols de Leivinha e Ronaldo, o Verdão venceu por 2 a 0 e conquistou a vaga na final. A decisão poderia ter sido brasileira, porém o Santos não aguentou o veloz jogo do Espanhol, que contava com a excelente dupla ofensiva Marañon e Jose Maria, e foi derrotado, também por 2 a 0. O Santos por sinal, também sucumbiu diante do Barcelona na disputa pelo 3º lugar. Com uma excelente atuação de mais um holandês do Barça, o atacante Johan Neeskens, que marcou 2 gols, o time catalão venceu facilmente o Alvi-negro Praiano por 4 a 1.
Na partida final, novamente o Palmeiras precisaria impor seu estilo em campo pois, como citei anteriormente, a principal arma do Espanhol na busca pelo Bi do Ramón de Carranza era a rapidez ofensiva. Mantendo o maior tempo possível o controle da pelota, o Palmeiras neutralizou a velocidade do oponente e deixou o jogo correr morno. O placar mostrava 1 a 1 (Leivinha havia marcado o tento do Verdão) quando, aos 37 minutos 2ª etapa, Luís Pereira, em uma de suas inesquecíveis subidas aos ataque, marcou o gol do título. O zagueirão era mesmo demais. Mesmo o Palmeiras contando com a excelente dupla de ataque formada pelo matador César “Maluco”, segundo maior artilheiro da história do clube com 180 gols, e Leivinha, meia-atacante inteligentíssimo que sabia usar a cabeça para pensar e também para marcar gols, Luís Pereira sempre mostrava sua importância ofensiva.
Em uma época onde as notícias não corriam o mundo com a velocidade de hoje, o Palmeiras deixou muita gente boquiaberta. Quem esperava assistir Pelé e Cruyff dando espetáculo, se encantou com Ademir da Guia. Quem achava que goleiro bom era goleiro europeu, se assustou com a qualidade de Emerson Leão. Os espanhóis que não conheciam a fundo o futebol de Luís Pereira e de Leivinha ficaram tão extasiados que, no ano seguinte, ambos foram atuar no Atlético de Madrid, onde fizeram história conquistando a Liga Espanhola de 1977. Pois é amigos, como era boa a época em que ao invés de vendermos nossos craques, vendíamos nosso show.
Equipe-base: Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Ronaldo, Leivinha, Cesar e Toninho.
Também atuaram: Édson, Edu e Fedato
*El Mundo Deportivo – 01 de setembro de 1974
Em 1955, o Cádiz Club de Fútbol passava por dificuldades finaceiras e resolveu aproveitar a construção do Estadio Ramón de Carranza para organizar um torneio, envolvendo grandes clubes espanhóis e mundiais, que lhe ajudaria financeiramente. Foi então que pela primeira vez foi disputado o Troféu Ramón de Carranza, que com o tempo ficou cada vez mais valorizado ganhando a alcunha de “Troféu dos Troféus”. Só para citar uma grande curiosidade deste torneio, foi nele que, em 1962, pela primeira vez na história uma partida foi decidida na disputa de pênaltis.
A edição de 1974 do Ramón de Carranza foi talvez a mais estrelada de todas. Além de contar com o Espanhol, que havia levado o troféu em 1973, e o Verdão, o Barcelona de Johan Cruyff e o Santos de Pelé estariam presentes na competição. O que também chamava a atenção desta edição era o duelo entre Catalunha, representada por Espanhol e Barcelona, e São Paulo, que contava com Santos e Palmeiras. Muita rivalidade e bom futebol eram o que os torcedores espanhóis podiam esperar nos duelos que viriam pela frente.
O Barcelona era uma equipe fortíssima, havia conquistado a Liga Espanhola na temporada 73/74, liderada por dois dos maiores personagens do futebol holandês em todos os tempos. O treinador azul-grená era Rinus Michels que, apesar de excelentes trabalhos com o Ajax e com o próprio Barcelona, entrou para a história do futebol ao conquistar o Vice-campeonato Mundial em 1974, com a Seleção Holandesa e seu refinado Futebol Total. Tanto na “Laranja Mecânica”, quanto no Barcelona Campeão Espanhol, Rinus comandou Johan Cruyff, um jogador que até hoje não sabemos se encantou mais pelo seu senso tático ou por sua qualidade técnica. Após conquistar tudo que podia com o Ajax, incluindo 3 Copas dos Campeões da Europa, Cruyff chegou ao Barcelona e, logo em sua temporada de estréia, deu ao clube Catalão a Liga Espanhola que não era conquistada desde 1960. Liderado por Rinus Michels fora de campo e por Johan Cruyff dentro das quatro-linhas, o Barcelona com seu futebol dinâmico era o favorito para conquistar esta edição do Troféu Ramón de Carranza e tudo que viria pela frente, na temporada que estava se iniciando.
O Santos, apesar de ter conquistado metade do Paulistão de 1973, já que o árbitro Armando Marques errou na contagem dos pênaltis que decidiriam o Campeão e o título acabou divido com a Portuguesa, já não era mais a mesma potência de anos antes. Perto da equipe Bi-campeã Mundial em 62/63, de Gilmar, Mauro Ramos, Zito, Coutinho e Pepe, ou da Tri-campeã Paulista em 67/68/69, de Rildo, Ramos Delgado, Clodoaldo, Toninho Guerreiro e Edu, este Santos de 1974 era bem mais frágil. Porém, Pelé, o “Rei do Futebol”, ainda vestia o manto branco e isso já era o suficiente para todos no mundo quererem assistir ao Santos.
O torneio seria disputado da seguinte maneira: Barcelona x Palmeiras e Espanhol x Santos seriam os duelos que iriam apontar quais equipes disputariam a decisão. Pois é amigos, logo de cara, na estréia do torneio, teríamos um Barcelona e Palmeiras. E só para constar, havia menos de um mês que a Holanda de Cruyff e Michaels eliminara o Brasil da Copa do Mundo de 1974.
O Palmeiras, conhecido na época como “Academia” por mostrar em campo um estilo essencialmente técnico, chegando em alguns momentos a atingir a perfeição na troca de passes, era sem dúvida alguma uma das maiores equipes da época. A começar pelo goleiro Leão, um dos grandes nomes da posição na história do futebol brasileiro, que se destacava por sua personalidade fora de campo e seus reflexos e agilidade debaixo das traves. Se a “Academia” ensinava como rodar a pelota de pé em pé, também não ficava atrás no quesito defensivo . O cracaço Luís Pereira, que além de defender com maestria sempre subia ao ataque para fazer seus golzinhos (marcou 35 em sua passagem pelo Verdão), contava com a companhia de Eurico, Alfredo e Zeca, que mostravam que um futebol ofensivamente bonito pode ser mesclado a um sistema defensivo que era uma muralha. Para se ter uma idéia, em 1972 a equipe sofreu apenas 44 gols em 80 jogos.
Toda esta antítese entre a solidez defensiva e a leveza com a bola nos pés que o Verdão mostrava em campo devia-se principalmente a sua dupla de meias, a engrenagem principal desta máquina. Talvez somente Pelé e Coutinho, que juntos infernizavam qualquer adversário do Santos dos anos 60, tenham formado uma dupla tão entrosada quanto Dudu e Ademir da Guia. Dudu era um marcador implacável que ajudava Ademir na organização ofensiva. Ademir era um maestro de categoria imensurável, que ajudava Dudu na tarefa de defender. Mais impressionante do que a sincronia desta dupla era a capacidade de Ademir da Guia de ditar o ritmo de uma partida. Com Ademir em campo, todos os outros atletas, sem perceberem, estavam sendo manipulados. O maestro palmeirense dava ao jogo o seu ritmo, a sua calma, a sua tranquilidade. Deste modo, era permitido ao Palmeiras mostrar toda sua capacidade técnica e primazia na troca de passes. Sobre a arte de Ademir da Guia de jogar bola, foi o poeta João Cabral de Melo Neto o autor das, em minha opinião, mais perfeitas palavras.
Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.
Ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o.
Ritmo morno, de andar na areia,
da água doente de alagados,
entorpecendo, e então atando
o mais irriquieto adversário.
O confronto entre o estilos clássico e elegante de Ademir da Guia e dinâmico e intenso de Cruyff, era, principalmente para os apreciadores táticos do futebol, um momento imperdível.
Este jogo foi uma das provas de que o Palmeiras realmente não se importava com o adversário. Não interessava quem estivesse do outro lado do campo, se o Palmeiras estivesse em um dia de boa atuação, o que era uma constante, o ritmo do jogo seria o que o Verdão quisesse. Algumas frases retiradas do diário espanhol “El Mundo Deportivo”, mostram perfeitamente o que foi a partida*.
“...que el centro del campo fuera de dominio extranjero y alli se dacantarala bálanza a favor de un Palmeiras que demostró su condición de número uno del fúlbol brasileño.”
“...un Barcelona que corrió lo mínimo y no supo desmarcarse con la rapidez y facilidad que el planeamiento táctico contrario aconsejaba.”
“Fue tal la demonstración de superioridad de los brasileños, que en el primer tiempo los aficionados coroaron dos veces con olés y aplausos su juego reposado y trenzado.”
A movimentação característica que o Barcelona tinha como uma das suas principais armas foi engolida pelo toque de bola palmeirense. O ritmo pausado e técnico do Palmeiras foi como uma teia de aranha, deixando o Barça sem ação. Com gols de Leivinha e Ronaldo, o Verdão venceu por 2 a 0 e conquistou a vaga na final. A decisão poderia ter sido brasileira, porém o Santos não aguentou o veloz jogo do Espanhol, que contava com a excelente dupla ofensiva Marañon e Jose Maria, e foi derrotado, também por 2 a 0. O Santos por sinal, também sucumbiu diante do Barcelona na disputa pelo 3º lugar. Com uma excelente atuação de mais um holandês do Barça, o atacante Johan Neeskens, que marcou 2 gols, o time catalão venceu facilmente o Alvi-negro Praiano por 4 a 1.
Na partida final, novamente o Palmeiras precisaria impor seu estilo em campo pois, como citei anteriormente, a principal arma do Espanhol na busca pelo Bi do Ramón de Carranza era a rapidez ofensiva. Mantendo o maior tempo possível o controle da pelota, o Palmeiras neutralizou a velocidade do oponente e deixou o jogo correr morno. O placar mostrava 1 a 1 (Leivinha havia marcado o tento do Verdão) quando, aos 37 minutos 2ª etapa, Luís Pereira, em uma de suas inesquecíveis subidas aos ataque, marcou o gol do título. O zagueirão era mesmo demais. Mesmo o Palmeiras contando com a excelente dupla de ataque formada pelo matador César “Maluco”, segundo maior artilheiro da história do clube com 180 gols, e Leivinha, meia-atacante inteligentíssimo que sabia usar a cabeça para pensar e também para marcar gols, Luís Pereira sempre mostrava sua importância ofensiva.
Em uma época onde as notícias não corriam o mundo com a velocidade de hoje, o Palmeiras deixou muita gente boquiaberta. Quem esperava assistir Pelé e Cruyff dando espetáculo, se encantou com Ademir da Guia. Quem achava que goleiro bom era goleiro europeu, se assustou com a qualidade de Emerson Leão. Os espanhóis que não conheciam a fundo o futebol de Luís Pereira e de Leivinha ficaram tão extasiados que, no ano seguinte, ambos foram atuar no Atlético de Madrid, onde fizeram história conquistando a Liga Espanhola de 1977. Pois é amigos, como era boa a época em que ao invés de vendermos nossos craques, vendíamos nosso show.
Equipe-base: Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Ronaldo, Leivinha, Cesar e Toninho.
Também atuaram: Édson, Edu e Fedato
*El Mundo Deportivo – 01 de setembro de 1974
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 20ª RODADA - SÉRIE A
SÉRIE A
Santos 1 x 0 Grêmio
Vitória 2 x 1 Atlético Paranaense
Botafogo 1 x 2 Santo André
Barueri 2 x 1 Sport
São Paulo 1 x 0 Fluminense
Coritiba 1 x 0 Palmeiras
Internacional 1 x 2 Corinthians
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro
Náutico 2 x 0 Goiás
Atlético Mineiro 2 x 2 Avaí
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 1ª rodada do returno foi um verdadeiro pesadelo para a torcida carioca. Todos os três representantes do estado perderam suas partidas. E mais! Além de o Fluminense permanecer na zona da degola, o Botafogo voltou para a dita cuja. Diante de atuações tão péssimas, de onde os torcedores vão tirar esperança para sonhar com algo de positivo no restante do Brasileiro? Vamos aos comentários sobre os jogos que assisti desta rodada do Nacional.
São Paulo 1 x 0 Fluminense – Morumbi, São Paulo (SP)
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- O 1º tempo jogado pelo São Paulo no Morumbi, contra o Fluminense, foi de altíssimo nível. Novamente a renascida dupla Hernanes/Richarlyson foi essencial para a vitória do Tricolor Paulista. Nesta partida, porém, não foi como dupla de volantes que eles atuaram. Richarlyson substituiu Miranda como terceiro zagueiro e Hernanes jogou mais ofensivamente, caindo bastante pelo lado direito. Queda de rendimento? Que nada. Com sua movimentação e categoria, Hernanes esteve muito participativo e Richarlyson, por mais de uma vez, deu as caras no ataque. Foi após um ótimo passe de Hernanes que Richarlyson fez linda jogada, passando por dois defensores, e assinalou o gol da vitória do Sampa. Gostaria também de destacar a atuação defensiva de Richarlyson nesta partida. Mesmo diante de um Fluminense que nada conseguiu produzir ofensivamente, o volante/zagueiro são-paulino ganhou praticamente todas as jogadas que ocorreram em seu setor. Posso até estar exagerando um pouco, mas acredito que se continuarem neste ritmo ambos podem sonhar com a Copa do Mundo.
- O Cruzeiro não está bem na tabela, com certeza ainda está sentindo a derrota na finalíssima da Libertadores, vai ter um trabalhão para organizar o setor de meio-campo, após as saídas de Wagner e Ramires, porém é um time que sempre joga pro ataque. Durante a 1ª etapa, do jogo contra o Flamengo, o Cruzeiro, a rigor, conseguiu criar apenas uma boa jogada ofensiva, que surgiu após uma saída de bola medíocre do volante rubro-negro Lenon. O ex-lateral da Seleção Brasileira, Gilberto, vestia a camisa 10 e era o encarregado de ser o maestro da equipe, entretanto não teve muito sucesso. Já pela lateral-direita, volantes se revezavam na improvisação. Estes dois fatores fizeram o Cruzeiro ter um ruim desempenho no 1º tempo. Já após o intervalo, a equipe resolveu ser mais agressiva, os laterais (Jancarlos entrou na direita) começaram a aparecer, tanto que o esquerdo Diego Renan marcou o gol de empate, os volantes chegaram no ataque, como Fabrício no gol da virada, e o “Gladiador” Kléber continuou se matando na frente. O Cruzeiro é um caso estranho. É o pior ataque do Brasileirão, porém nunca desiste de atacar. Dando uma opinião pessoal, que até considero um pouco arriscada, pois já passamos do 1º turno, acredito que com a adaptação física de Gilberto e Guerrón, o Cruzeiro vai encostar no G4.
- Nos últimos jogos do Flamengo, a torcida só não tem motivos para reclamar do Emerson. O atacante rubro-negro tem jogado cada partida como se fosse sua última pelo Flamengo, até porque, com as constantes investidas do mundo árabe, cada partida parece mesmo ser sua última. Emerson possui muitas características positivas para um atacante, sendo a velocidade e bom poder de finalização apenas duas delas, porém o que mais impressiona é sua raça em campo. Reparem só no estado em que ele sai do gramado. Nesta partida contra o Cruzeiro, em particular, ao ser substituído, ele parecia estar voltando de um campo de batalha. Emerson tem me lembrado um boxeador dos anos 70 chamado Jerry Quarry. Não importava se ele vencia ou perdia a luta, mas sempre saía do ringue com o aspecto de ter lutado contra um tanque, tamanho era seu desgaste físico.
MANDOU MAL!
- O Fluminense não pode realizar uma partida no nível que mostrou no Morumbi. Tudo bem que o São Paulo tem um time que, no momento, é infinitamente superior técnica e taticamente, fato que pode ser exemplificado pela comparação dos setores de meio-campo. Enquanto o do Tricolor Paulista era dinâmico, buscava espaços e trocava passes, o do Carioca não conseguia passar do grande círculo. Acredito porém, que apesar da fase que está vivendo, o Fluminense não pode passar o 1º tempo inteiro sem conseguir organizar uma única jogada ofensiva. Este não é um papel digno de um time de Série A. Nem mesmo do 19º colocado. Após o intervalo, a equipe carioca ainda melhorou um pouco, mais pelo aspecto da força de vontade do que pela organização ou qualidade. A produção ofensiva do Flu foi tão mínima, que o lance de maior perigo para Rogério Ceni foi uma cabeçada que André Dias mandou contra o próprio patrimônio. Alguns podem dizer que não faltou raça, garra, gana, ao Fluminense. Já eu, acredito que isto é o mínimo que os jogadores tricolores podem oferecer neste momento tão crítico.
- O Flamengo precisa pensar um pouco como time pequeno. Com todo respeito ao trio Aírton/Lenon/Fierro, que começou atuando na meiúca contra o Cruzeiro, ele não tem capacidade alguma de organizar o Rubro-negro ofensivamente. O que então deveria fazer? O mesmo que o lateral-esquerdo Jorbson, ou seja, procurar o Adriano. Na situação em que se encontra, com um número absurdo de desfalques (neste jogo foram sete) a equipe tem que batalhar, batalhar, batalhar e entregar a bola para a dupla de ataque, que é o único setor onde se encontra alguma qualidade técnica. Não pode Adriano ficar a partida inteira correndo atrás de bicuda pra frente. Até uma equipe da 2ª divisão Inglesa conseguiria ultrapassar o meio-campo e cruzar bola na área, ou então entregar a pelota para o Emerson correr sozinho e, no mínimo, sofrer falta. Se vai ser produtivo ficar cruzando chuveirinho na área para o Adriano ou mandar o Emerson se virar sozinho com a bola? Bom, pior do que está não ficará.
- O goleiro rubro-negro Bruno está sofrendo gols em bolas que seriam defensáveis. Não são aqueles frangos monumentais, mas bolas que um goleiro comum defenderia. O estranho é que em uma mesma partida ele leva um gol defensável, como foi o do Fabrício, e salva uma bola dificílima, como no chute do Kléber na pequena área. A torcida, que tem todo o direito de cobrar daqueles de quem mais esperam, já começou a vaiar o goleiro Bruno. Posso estar enganado, mas em minha opinião, a esta altura do ano, o Bruno esperava estar em um clube europeu e no banco do Júlio César, na Seleção Brasileira. Alguém tem que avisar para ele que se não conseguiu seus objetivos, ele mesmo é o culpado.
JOGADA RÁPIDA!
- Fatos que tornam o futebol um esporte mágico: o Corinthians, que vinha de uma sequência de péssimos resultados, venceu, seguidamente, Atlético Mineiro e Internacional. Quem foram os beneficiados? Palmeiras e São Paulo, respectivamente líder e vice-líder do Brasileirão.
Santos 1 x 0 Grêmio
Vitória 2 x 1 Atlético Paranaense
Botafogo 1 x 2 Santo André
Barueri 2 x 1 Sport
São Paulo 1 x 0 Fluminense
Coritiba 1 x 0 Palmeiras
Internacional 1 x 2 Corinthians
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro
Náutico 2 x 0 Goiás
Atlético Mineiro 2 x 2 Avaí
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 1ª rodada do returno foi um verdadeiro pesadelo para a torcida carioca. Todos os três representantes do estado perderam suas partidas. E mais! Além de o Fluminense permanecer na zona da degola, o Botafogo voltou para a dita cuja. Diante de atuações tão péssimas, de onde os torcedores vão tirar esperança para sonhar com algo de positivo no restante do Brasileiro? Vamos aos comentários sobre os jogos que assisti desta rodada do Nacional.
São Paulo 1 x 0 Fluminense – Morumbi, São Paulo (SP)
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
MANDOU BEM!
- O 1º tempo jogado pelo São Paulo no Morumbi, contra o Fluminense, foi de altíssimo nível. Novamente a renascida dupla Hernanes/Richarlyson foi essencial para a vitória do Tricolor Paulista. Nesta partida, porém, não foi como dupla de volantes que eles atuaram. Richarlyson substituiu Miranda como terceiro zagueiro e Hernanes jogou mais ofensivamente, caindo bastante pelo lado direito. Queda de rendimento? Que nada. Com sua movimentação e categoria, Hernanes esteve muito participativo e Richarlyson, por mais de uma vez, deu as caras no ataque. Foi após um ótimo passe de Hernanes que Richarlyson fez linda jogada, passando por dois defensores, e assinalou o gol da vitória do Sampa. Gostaria também de destacar a atuação defensiva de Richarlyson nesta partida. Mesmo diante de um Fluminense que nada conseguiu produzir ofensivamente, o volante/zagueiro são-paulino ganhou praticamente todas as jogadas que ocorreram em seu setor. Posso até estar exagerando um pouco, mas acredito que se continuarem neste ritmo ambos podem sonhar com a Copa do Mundo.
- O Cruzeiro não está bem na tabela, com certeza ainda está sentindo a derrota na finalíssima da Libertadores, vai ter um trabalhão para organizar o setor de meio-campo, após as saídas de Wagner e Ramires, porém é um time que sempre joga pro ataque. Durante a 1ª etapa, do jogo contra o Flamengo, o Cruzeiro, a rigor, conseguiu criar apenas uma boa jogada ofensiva, que surgiu após uma saída de bola medíocre do volante rubro-negro Lenon. O ex-lateral da Seleção Brasileira, Gilberto, vestia a camisa 10 e era o encarregado de ser o maestro da equipe, entretanto não teve muito sucesso. Já pela lateral-direita, volantes se revezavam na improvisação. Estes dois fatores fizeram o Cruzeiro ter um ruim desempenho no 1º tempo. Já após o intervalo, a equipe resolveu ser mais agressiva, os laterais (Jancarlos entrou na direita) começaram a aparecer, tanto que o esquerdo Diego Renan marcou o gol de empate, os volantes chegaram no ataque, como Fabrício no gol da virada, e o “Gladiador” Kléber continuou se matando na frente. O Cruzeiro é um caso estranho. É o pior ataque do Brasileirão, porém nunca desiste de atacar. Dando uma opinião pessoal, que até considero um pouco arriscada, pois já passamos do 1º turno, acredito que com a adaptação física de Gilberto e Guerrón, o Cruzeiro vai encostar no G4.
- Nos últimos jogos do Flamengo, a torcida só não tem motivos para reclamar do Emerson. O atacante rubro-negro tem jogado cada partida como se fosse sua última pelo Flamengo, até porque, com as constantes investidas do mundo árabe, cada partida parece mesmo ser sua última. Emerson possui muitas características positivas para um atacante, sendo a velocidade e bom poder de finalização apenas duas delas, porém o que mais impressiona é sua raça em campo. Reparem só no estado em que ele sai do gramado. Nesta partida contra o Cruzeiro, em particular, ao ser substituído, ele parecia estar voltando de um campo de batalha. Emerson tem me lembrado um boxeador dos anos 70 chamado Jerry Quarry. Não importava se ele vencia ou perdia a luta, mas sempre saía do ringue com o aspecto de ter lutado contra um tanque, tamanho era seu desgaste físico.
MANDOU MAL!
- O Fluminense não pode realizar uma partida no nível que mostrou no Morumbi. Tudo bem que o São Paulo tem um time que, no momento, é infinitamente superior técnica e taticamente, fato que pode ser exemplificado pela comparação dos setores de meio-campo. Enquanto o do Tricolor Paulista era dinâmico, buscava espaços e trocava passes, o do Carioca não conseguia passar do grande círculo. Acredito porém, que apesar da fase que está vivendo, o Fluminense não pode passar o 1º tempo inteiro sem conseguir organizar uma única jogada ofensiva. Este não é um papel digno de um time de Série A. Nem mesmo do 19º colocado. Após o intervalo, a equipe carioca ainda melhorou um pouco, mais pelo aspecto da força de vontade do que pela organização ou qualidade. A produção ofensiva do Flu foi tão mínima, que o lance de maior perigo para Rogério Ceni foi uma cabeçada que André Dias mandou contra o próprio patrimônio. Alguns podem dizer que não faltou raça, garra, gana, ao Fluminense. Já eu, acredito que isto é o mínimo que os jogadores tricolores podem oferecer neste momento tão crítico.
- O Flamengo precisa pensar um pouco como time pequeno. Com todo respeito ao trio Aírton/Lenon/Fierro, que começou atuando na meiúca contra o Cruzeiro, ele não tem capacidade alguma de organizar o Rubro-negro ofensivamente. O que então deveria fazer? O mesmo que o lateral-esquerdo Jorbson, ou seja, procurar o Adriano. Na situação em que se encontra, com um número absurdo de desfalques (neste jogo foram sete) a equipe tem que batalhar, batalhar, batalhar e entregar a bola para a dupla de ataque, que é o único setor onde se encontra alguma qualidade técnica. Não pode Adriano ficar a partida inteira correndo atrás de bicuda pra frente. Até uma equipe da 2ª divisão Inglesa conseguiria ultrapassar o meio-campo e cruzar bola na área, ou então entregar a pelota para o Emerson correr sozinho e, no mínimo, sofrer falta. Se vai ser produtivo ficar cruzando chuveirinho na área para o Adriano ou mandar o Emerson se virar sozinho com a bola? Bom, pior do que está não ficará.
- O goleiro rubro-negro Bruno está sofrendo gols em bolas que seriam defensáveis. Não são aqueles frangos monumentais, mas bolas que um goleiro comum defenderia. O estranho é que em uma mesma partida ele leva um gol defensável, como foi o do Fabrício, e salva uma bola dificílima, como no chute do Kléber na pequena área. A torcida, que tem todo o direito de cobrar daqueles de quem mais esperam, já começou a vaiar o goleiro Bruno. Posso estar enganado, mas em minha opinião, a esta altura do ano, o Bruno esperava estar em um clube europeu e no banco do Júlio César, na Seleção Brasileira. Alguém tem que avisar para ele que se não conseguiu seus objetivos, ele mesmo é o culpado.
JOGADA RÁPIDA!
- Fatos que tornam o futebol um esporte mágico: o Corinthians, que vinha de uma sequência de péssimos resultados, venceu, seguidamente, Atlético Mineiro e Internacional. Quem foram os beneficiados? Palmeiras e São Paulo, respectivamente líder e vice-líder do Brasileirão.
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