São Paulo 0 x 1 Atlético Mineiro
Barueri 0 x 0 Santos
Avaí 2 x 1 Goiás
Sport 2 x 0 Corinthians
Palmeiras 0 x 2 Flamengo
Grêmio 2 x 0 Coritiba
Fluminense 2 x 2 Internacional
Atlético Paranaense 3 x 0 Santo André
Cruzeiro 1 x 0 Botafogo
Vitória 3 x 1 Náutico
Olá amigos do FUTEBOLA!
Não consigo parar de me espantar, de maneira muito positiva, com o Brasileirão. Ao final do 1º turno, Flamengo, Vitória e Cruzeiro encontravam-se, respectivamente, nas 10ª, 11ª e 14ª posições. Se pegarmos, porém, somente a tabela do 2º turno, estas três equipes se encontram, passadas 11 rodadas, nas três primeiras posições. Sensacional! Que equilíbrio! Que Campeonato!
Nesta 30ª rodada, o destaque principal tem que ser dado ao sérvio Petkovic. O meia rubro-negro detonou o líder Palmeiras e colocou o Flamengo de vez na briga dos cachorros grandes. Como destaques negativos, são vários. O Botafogo, com mais uma derrota, continua beirando a zona da degola, o Goiás esqueceu como se joga futebol, o Corinthians parece já estar de férias...
Vamos aos comentários sobre os jogos que assisti desta rodada do Brasileirão.
Palmeiras 0 x 2 Flamengo – Parque Antártica, São Paulo (SP)
Simplesmente esPETacular. Com uma atuação incrível do meia rubro-negro Petkovic, o Flamengo venceu o líder Palmeiras, em pleno Parque Antártica, e está somente um ponto da zona de classificação para a Libertadores 2010. Para os flamenguistas mais eufóricos, até o hexa é possível após essa vitória.
Contando com a volta de Diego Souza, que servia a Seleção Brasileira, o Palmeiras esperava apagar o fraco futebol das últimas duas rodadas. E logo com 4 minutos de jogo, o próprio Diego conseguiu uma cabeçada que assustou o goleiro rubro-negro Bruno. Parecia que o Verdão iria se impor pois, mesmo com Cleiton Xavier apagadíssimo, a equipe se mantinha no ataque e o Flamengo praticamente não atuava ofensivamente. Uma outra cabeçada do atacante Robert quase abriu o placar para a equipe paulista. Um detalhe: nesses dois lances de perigo criados pelo Palmeiras, o Léo Moura falhou na marcação em ambos. Aos 23 minutos, porém, a magia de Petkovic apareceu. Após tabelar pela esquerda com Juan, Pet entrou na área, passou por Edmílson, por Danilo e, marcado por Maurício e Souza, arrumou espaço para colocar a bola no fundo das redes. Não seria injustiça cobrar outro ingresso dos torcedores após esse gol.
Com o 1 a 0 no placar, o Palmeiras precisava mais do que nunca sair para o jogo. Se antes o Flamengo não conseguia iniciar os contra-ataques, agora eles começavam pelos pés de Petkovic e, apesar de não serem concluídos com muita eficiência, se mostravam mais perigosos. Até o final da 1ª etapa, o Verdão assustou mais duas vezes, ambas com Vágner Love. Primeiro, o atacante entortou ninguém menos do que Maldonado e mandou uma bomba, depois, um bom chute de fora da área. As duas finalizações foram perfeitamente defendidas por Bruno.
Após o intervalo, o Palmeiras não conseguiu se achar ofensivamente. Já o Flamengo, deu um show de bola. Era um lance de perigo atrás do outro. Zé Roberto armou excelente contra-ataque que, após o corta-luz do Adriano, Léo Moura finalizou para excelente defesa do Marcos. Petkovic driblou Edmílson e mandou um petardo que passou perto. Se a situação do Palmeiras estava ruim, piorou muito após Petkovic marcar o “Gol Rio 2016”. Isso mesmo. Córner na esquerda e o magistral Pet marcou um gol olímpico. 2 a 0 Mengão! A partida, apesar de ainda não estar decidida, se mostrava totalmente favorável para o Rubro-negro. O Palmeiras dava espaços, a dupla de volantes Edmílson/Souza não conseguia dar solidez defensiva e a de armadores Cleiton Xavier/Diego Souza era incapaz de criar uma única jogada ofensiva de qualidade. Enquanto isso, Zé Roberto anda arrumou tempo para acertar o travessão de Marcos com um lindo chute longo.
Aos 41 minutos, o torcedor do Verdão conseguiu ficar ainda mais irritado, quando Vágner Love isolou um pênalti cometido por Ronaldo Angelim em Ortigoza. Criticar o Love pela penalidade perdida seria um exagero, afinal ele foi o único jogador do Palmeiras que produziu ofensivamente. Para provar, logo depois ele novamente deixou Maldonado perdido e quase marcou um golaço. Vale ressaltar que apesar da boa atuação de Aírton, como zagueiro-central, o Flamengo não esteve muito seguro defensivamente. Maldonado, como citado, foi batido por Love, o Palmeiras conseguiu levar perigo em três cabeçadas e Juan e Léo Moura sofreram pelos lados do campo.
Após vencer Santo André, Sport e Coritiba, muitos diziam que o Flamengo estava batendo em bêbado (como se existisse isso em um torneio equilibrado como o nosso). Agora, que venceu São Paulo e Palmeiras, não tem mais como negar: o Flamengo não deve nada para nenhuma equipe do Brasileirão e Diego Souza e Diego Tardelli ganharam a companhia de Petkovic, na briga pelo prêmio de craque do Campeonato.
Cruzeiro 1 x 0 Botafogo- Mineirão, Belo Horizonte (MG)
No Mineirão, o Cruzeiro bateu o Botafogo, conseguiu a terceira vitória seguida, se manteve como líder do 2º turno do Brasileiro e está na briga pela vaga na Libertadores 2010.
Diante de um adversário que atacava pouco e quando ia a frente ficava impedido, como era o Botafogo, o Cruzeiro não precisou nem de uma boa atuação para vencer a partida. No 1º tempo, sentindo muita falta de um meia de criação, já que o Leandro Lima não chamava a responsabilidade de organizar a equipe, o Cruzeiro criou suas principais jogadas pelos lados do campo. O lateral-esquerdo Diego Renan, com um ótimo cruzamento para Leandro Lima, e o equatoriano Guerrón, com um potente chute pela direita, foram os criadores das jogadas que transformaram o goleiro alvi-negro Jefferson no melhor em campo, na 1ª etapa. Sobre o Guerrón, jogador de quem sou um grande fã, confesso ainda estar desapontado com suas atuações pelo Cruzeiro. São raras as vezes em que o equatoriano consegue dar sequência à uma jogada de ataque.
Na saída para o intervalo, o atacante cruzeirense Thiago Ribeiro comentou, até com uma certa dose de irritação, que a equipe precisava colocar mais a bola no chão, para melhor qualificar as jogadas ofensivas da equipe. Talvez pensando de maneira semelhante, Adílson Batista sacou Leandro Lima e Guerrón e colocou Fernandinho e Soares. A principal modificação, porém, ocorreu com o lateral-direito Jonathan, que passou a jogar no meio-campo. Foi de seus pés que saiu um lindo passe para Thiago Ribeiro abrir o placar para o Cruzeiro. Ponto para Jonathan. Ponto para Thiago Ribeiro. Ponto para Adílson Batista. Quanto ao Botafogo, a mesma falta de qualidade ofensiva do 1º tempo. O Fogão foi, neste duelo, a prova de que três atacantes não é sinônimo de ofensividade. Contando com um Lúcio Flávio apático e sem um pingo de criatividade, o trio Jobson/André Lima/Victor Simões levou muito pouco perigo ao sistema defensivo do Cruzeiro. Somente aos 35 minutos da 2ª etapa, quando Soares se contundiu e o Cruzeiro, que já havia feito três substituições, teve que jogar com um homem a menos, que o Botafogo foi incisivo no ataque. Porém, um chute de Jobson, outro de Rodrigo Dantas e uma falta cobrada por Lúcio Flávio, foi muito pouco para superar um dos melhores goleiros do Brasil, que é o Fábio.
Mesmo com a ausência do “Gladiador” Kléber e o fraco futebol apresentado por Guerrón, o Cruzeiro está vencendo suas partidas, cumprindo suas missões e chegando no topo da tabela. Os próximos duelos são contra Corinthians e Santo André, dois jogos que, em minha opinião, a Raposa tem tudo para vencer. Quanto ao Botafogo, pensei que as vitórias sobre Goiás e Atlético Mineiro fariam a equipe acreditar que a melhor defesa é o ataque.
JOGADA RÁPIDA!
Aqueles que acham que o Diego Tardelli é apenas um tapa-buraco na Seleção Brasieira podem estar enganados. O cara está voando e, contra o São Paulo, no Morumbi, deu a vitória para o, agora vice-líder, Atlético Mineiro.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
E NO VELHO CONTINENTE...
Manchester United 2 x 1 Bolton - 9ª rodada do Campeonato Inglês
O Manchester entrou em campo já sabendo da derrota sofrida pelo Chelsea, diante do Aston Villa, e só dependia de suas próprias forças para assumir a liderança do Campeonato Inglês. Mesmo contando com o importante desfalque de Wayne Rooney, os Reds conseguiram mostrar bom futebol e fizeram o dever de casa.
Bastou o apito inicial para o Manchester mostrar sua imensa superioridade técnica diante do Bolton. Com 12 minutos de partida, a equipe já havia aberto o placar (gol contra do zagueiro Knight após bela jogada de Evra e conclusão de Michael Owen) e criado mais duas grandes oportunidades de balançar as redes. Durante todo o 1º tempo, o Manchester pressionou o Bolton atacando com muita intensidade e qualidade pelos lados do campo. Pela esquerda, o veterano Ryan Giggs deixou o sistema defensivo adversário de pernas pro ar. Um conselho para os amantes do futebol: diante da iminente aposentadoria do craque, assistam-o jogar o máximo possível, pois o futebol que ele vem apresentando é de encantar. Se por um lado o Giggs dava show, pelo outro, apesar da menor intensidade, o equatoriano Valencia estava imparável. O meia/ponta – direita deu lindo passe para Berbatov quase marcar, arriscou chute longo e, o principal, após uma tabelinha excelente com Gary Neville, colocou o 2 a 0 no marcador.
Após o intervalo, o Manchester voltou disposto a fechar o caixão do Bolton. Com melhor presença dos atacantes Berbatov, com jogadas muito bonitas como um toque de letra e um voleio, que foram sensacionais, e Owen, com muita movimentação e participação, os Reds criaram, em 11 minutos, quatro chances de aumentar o placar. O lance mais espetacular ficou, como esperado, por conta de Ryan Giggs. Após roubar a bola no campo ofensivo, Giggs entrou na área e entortou o defensor de uma maneira que deu dó. Acredito que o beque do Bolton terá de gastar um bom tempo cuidando da coluna. Porém, o Bolton, que só havia criado duas oportunidades de balançar as redes durante toda a partida, conseguiu diminuir o placar com um gol marcado por Taylor, que por sinal foi o melhor jogador ofensivo da equipe. Esse gol sofrido aos 29 minutos poderia desestabilizar o Manchester, entretanto não foi o que ocorreu. A partida caminhou até o seu fim com o Bolton alçando algumas bolas na área e só conseguiu assustar o goleiro van der Sar aos 49 minutos, fazendo-o defender uma cabeçada que deixou os torcedores do Manchester com o coração na garganta.
Com essa vitória obtida em uma partida muito agitada, com o Manchester atacando muito, e com qualidade, mas quase cedendo o empate no fim, os Reds voltaram a liderança. Pela caminhada, parece que Alex Fergusson vai coseguir fazer o Manchester esquecer Cristiano Ronaldo.
Hamburgo 0 x 0 Bayer Leverkusen - 9ª rodada do Campeonato Alemão
O futebol apresentado no duelo entre os líderes da Bundesliga passou longe do que era esperado. Em uma partida com baixíssimo número de jogadas ofensivas bem organizadas, o placar de 0 x 0 foi justíssimo.
Apesar dos desfalques ofensivos de Petric e Paolo Guerrero, o Hamburgo, por jogar em casa, precisava partir para o ataque. O que se viu, porém, foi uma equipe que, mesmo contando com os ótimos Zé Roberto e Trochowski no meio-campo, não conseguia organizar sequer uma trama ofensiva. Impressionante. Uma equipe que briga pelo título, atuando em casa, não consegue criar, em 45 minutos, uma única chance de balançar as redes. Pelo lado do Leverkusen, tivemos um time preocupado apenas em se defender, o que conseguiu com eficiência.
Após o intervalo, o jogo voltou um pouco mais aberto e com melhor qualidade, até porque pior do que a 1ª etapa seria quase impossível. Essa pequena evolução ofensiva das equipes, entretanto, não foi o suficiente para fazer os goleiros trabalharem. A superioridade das defesas sobre os ataques foi a tônica de quase toda a partida. Digo quase pois, quando faltavam 5 minutos para o fim do jogo, o Leverkusen resolveu atacar. Em duas excelentes jogadas do meia suiço Barnetta, Hypia e Kiesling transformaram o goleiro Roost, do Hamburgo, no melhor homem em campo. Com duas defesas sensacionais, Roost garantiu o empate para o time da casa.
Sobre as atuações dos brasileiros Renato Augusto, pelo Leverkusen, e Zé Roberto, pelo Hamburgo, digo que os dois ficaram devendo muito. Pela qualidade técnica e importância ofensiva que ambos possuem, esperava muito mais deles. O empate em 0 x 0, desta vez, ilustra perfeitamente o que foi a partida.
O Manchester entrou em campo já sabendo da derrota sofrida pelo Chelsea, diante do Aston Villa, e só dependia de suas próprias forças para assumir a liderança do Campeonato Inglês. Mesmo contando com o importante desfalque de Wayne Rooney, os Reds conseguiram mostrar bom futebol e fizeram o dever de casa.
Bastou o apito inicial para o Manchester mostrar sua imensa superioridade técnica diante do Bolton. Com 12 minutos de partida, a equipe já havia aberto o placar (gol contra do zagueiro Knight após bela jogada de Evra e conclusão de Michael Owen) e criado mais duas grandes oportunidades de balançar as redes. Durante todo o 1º tempo, o Manchester pressionou o Bolton atacando com muita intensidade e qualidade pelos lados do campo. Pela esquerda, o veterano Ryan Giggs deixou o sistema defensivo adversário de pernas pro ar. Um conselho para os amantes do futebol: diante da iminente aposentadoria do craque, assistam-o jogar o máximo possível, pois o futebol que ele vem apresentando é de encantar. Se por um lado o Giggs dava show, pelo outro, apesar da menor intensidade, o equatoriano Valencia estava imparável. O meia/ponta – direita deu lindo passe para Berbatov quase marcar, arriscou chute longo e, o principal, após uma tabelinha excelente com Gary Neville, colocou o 2 a 0 no marcador.
Após o intervalo, o Manchester voltou disposto a fechar o caixão do Bolton. Com melhor presença dos atacantes Berbatov, com jogadas muito bonitas como um toque de letra e um voleio, que foram sensacionais, e Owen, com muita movimentação e participação, os Reds criaram, em 11 minutos, quatro chances de aumentar o placar. O lance mais espetacular ficou, como esperado, por conta de Ryan Giggs. Após roubar a bola no campo ofensivo, Giggs entrou na área e entortou o defensor de uma maneira que deu dó. Acredito que o beque do Bolton terá de gastar um bom tempo cuidando da coluna. Porém, o Bolton, que só havia criado duas oportunidades de balançar as redes durante toda a partida, conseguiu diminuir o placar com um gol marcado por Taylor, que por sinal foi o melhor jogador ofensivo da equipe. Esse gol sofrido aos 29 minutos poderia desestabilizar o Manchester, entretanto não foi o que ocorreu. A partida caminhou até o seu fim com o Bolton alçando algumas bolas na área e só conseguiu assustar o goleiro van der Sar aos 49 minutos, fazendo-o defender uma cabeçada que deixou os torcedores do Manchester com o coração na garganta.
Com essa vitória obtida em uma partida muito agitada, com o Manchester atacando muito, e com qualidade, mas quase cedendo o empate no fim, os Reds voltaram a liderança. Pela caminhada, parece que Alex Fergusson vai coseguir fazer o Manchester esquecer Cristiano Ronaldo.
Hamburgo 0 x 0 Bayer Leverkusen - 9ª rodada do Campeonato Alemão
O futebol apresentado no duelo entre os líderes da Bundesliga passou longe do que era esperado. Em uma partida com baixíssimo número de jogadas ofensivas bem organizadas, o placar de 0 x 0 foi justíssimo.
Apesar dos desfalques ofensivos de Petric e Paolo Guerrero, o Hamburgo, por jogar em casa, precisava partir para o ataque. O que se viu, porém, foi uma equipe que, mesmo contando com os ótimos Zé Roberto e Trochowski no meio-campo, não conseguia organizar sequer uma trama ofensiva. Impressionante. Uma equipe que briga pelo título, atuando em casa, não consegue criar, em 45 minutos, uma única chance de balançar as redes. Pelo lado do Leverkusen, tivemos um time preocupado apenas em se defender, o que conseguiu com eficiência.
Após o intervalo, o jogo voltou um pouco mais aberto e com melhor qualidade, até porque pior do que a 1ª etapa seria quase impossível. Essa pequena evolução ofensiva das equipes, entretanto, não foi o suficiente para fazer os goleiros trabalharem. A superioridade das defesas sobre os ataques foi a tônica de quase toda a partida. Digo quase pois, quando faltavam 5 minutos para o fim do jogo, o Leverkusen resolveu atacar. Em duas excelentes jogadas do meia suiço Barnetta, Hypia e Kiesling transformaram o goleiro Roost, do Hamburgo, no melhor homem em campo. Com duas defesas sensacionais, Roost garantiu o empate para o time da casa.
Sobre as atuações dos brasileiros Renato Augusto, pelo Leverkusen, e Zé Roberto, pelo Hamburgo, digo que os dois ficaram devendo muito. Pela qualidade técnica e importância ofensiva que ambos possuem, esperava muito mais deles. O empate em 0 x 0, desta vez, ilustra perfeitamente o que foi a partida.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
ELIMINATÓRIAS SUL-AMERICANAS PARA A COPA DO MUNDO DE 2010
Uruguai 0 x 1 Argentina – Centenário, Montevidéu (URU)
Ao término do clássico entre Uruguai e Argentina, confesso que fiquei desapontado com o nível do futebol mostrado por ambas as equipes. Porém, pensando mais um pouquinho, me convenci de que, diante de tamanha tensão, seria impossível uruguaios e argentinos apresentarem um jogo aberto.
Uruguai e Argentina já se enfrentaram quase 200 vezes, em partidas oficiais. Acredito que poucas dessas partidas tenham sido tão importantes quanto foi este último duelo. Com o prestígio e a importância que a Copa do Mundo possui atualmente, disputá-la é o sonho de todo jogador. No caso dos argentinos, não disputar um Mundial seria algo como o fim do mundo. Imaginem vocês o nível das críticas que Messi e Maradona, o maior ídolo atual e o ídolo eterno, respectivamente, receberiam em caso de eliminação da Copa da África. Já os uruguaios, mesmo não possuindo a força de antes, ainda são os Bi-campeões Olímpicos e Bi-campeões do Mundo e o fato de não terem participado da última edição do Mundial deixa jogadores e torcedores ainda mais ansiosos.
Com o apito inicial e a pelota rolando, o Uruguai se mostrou muito mais disposto a buscar a vitória. Comandada pelo incisivo e habilidoso Luís Suarez, a Celeste se mantinha no campo ofensivo e, de vez em quando, conseguia assustar o goleiro Romero. Uma ótima jogada do próprio Suarez pela esquerda, uma cabeçada do zagueiro Scotti e uma “bundada” do capitão Lugano foram as principais oportunidades criadas pelo Uruguai. Já o futebol mostrado pela Argentina ficou somente nas bolas paradas alçadas na área pelo Verón. Mesmo com o citado nervosísmo que as duas equipes apresentavam, fica impossível não se espantar com a falta de qualidade ofensiva mostrada pela Seleção Argentina. Não possui jogadas pelos flancos, tabelinhas pelo meio, bolas paradas ensaiadas, chutes de longa distância... Não se pode nem falar que a equipe ficou a espera de um lance genial do Messi, pois nem no “Pulga” a bola chegou.
Se no 1º tempo a tensão das equipes era ainda maior pelo fato de Equador e Chile permanecerem empatados, logo no início da 2ª etapa o Chile abriu o placar em Santiago. Com o gol chileno, o Equador, que precisava da vitória, praticamente se viu fora da briga. Sendo assim, o pior que poderia ocorrer com Argentina ou Uruguai seria disputar a repescagem. Esse fato poderia ter deixado o jogo mais aberto, porém nem de longe isso ocorreu. O treinador uruguaio fez sua parte e mandou sua equipe para frente, com as entradas de Cavani e Rodríguez, na primeira metade da etapa. Já pelo lado argentino, Maradona, em resposta, sacou os ofensivos Di María e Higuaín para colocar o lateral Monzón e o volante Bolatti. Assim como no jogo contra o Peru, quando quase mandou a Copa pro brejo, Dieguito optou pela pior maneira de se segurar um resultado. Ao invés de utilizar o tão famoso toque de bola argentino, para controlar a partida e diminuir o ímpeto uruguaio, o treinador preferiu entupir seu campo de defensores.
Se a baixa qualidade técnica do Uruguai não permitia qualquer mudança no placar, a Argentina conseguiu, após um bate-rebate digno de pelada de fim de churrasco, mudar o marcador. O apagadíssimo Messi, de longe a pior partida sua que já assisti na vida, cruzou a pelota na área e, depois de uma briga de foice, a redonda sobrou para o volante Bolatti arrematar para o fundo das redes.
Com essa importante vitória, a Argentina conseguiu se classificar para o Mundial, o que, convenhamos, não passava de uma obrigação. Durante aproximadamente 8 meses, Maradona – será que ele permanece? – terá muito, mas muito trabalho pela frente. Se nossos hermanos mostrarem na África um futebol semelhante ao apresentado contra Peru e Uruguai, irá passar um dos maiores vexames de sua história. Ao Uruguai, resta disputar a repescagem pela terceira vez seguida. Desta vez contra a Costa Rica.
Ao término do clássico entre Uruguai e Argentina, confesso que fiquei desapontado com o nível do futebol mostrado por ambas as equipes. Porém, pensando mais um pouquinho, me convenci de que, diante de tamanha tensão, seria impossível uruguaios e argentinos apresentarem um jogo aberto.
Uruguai e Argentina já se enfrentaram quase 200 vezes, em partidas oficiais. Acredito que poucas dessas partidas tenham sido tão importantes quanto foi este último duelo. Com o prestígio e a importância que a Copa do Mundo possui atualmente, disputá-la é o sonho de todo jogador. No caso dos argentinos, não disputar um Mundial seria algo como o fim do mundo. Imaginem vocês o nível das críticas que Messi e Maradona, o maior ídolo atual e o ídolo eterno, respectivamente, receberiam em caso de eliminação da Copa da África. Já os uruguaios, mesmo não possuindo a força de antes, ainda são os Bi-campeões Olímpicos e Bi-campeões do Mundo e o fato de não terem participado da última edição do Mundial deixa jogadores e torcedores ainda mais ansiosos.
Com o apito inicial e a pelota rolando, o Uruguai se mostrou muito mais disposto a buscar a vitória. Comandada pelo incisivo e habilidoso Luís Suarez, a Celeste se mantinha no campo ofensivo e, de vez em quando, conseguia assustar o goleiro Romero. Uma ótima jogada do próprio Suarez pela esquerda, uma cabeçada do zagueiro Scotti e uma “bundada” do capitão Lugano foram as principais oportunidades criadas pelo Uruguai. Já o futebol mostrado pela Argentina ficou somente nas bolas paradas alçadas na área pelo Verón. Mesmo com o citado nervosísmo que as duas equipes apresentavam, fica impossível não se espantar com a falta de qualidade ofensiva mostrada pela Seleção Argentina. Não possui jogadas pelos flancos, tabelinhas pelo meio, bolas paradas ensaiadas, chutes de longa distância... Não se pode nem falar que a equipe ficou a espera de um lance genial do Messi, pois nem no “Pulga” a bola chegou.
Se no 1º tempo a tensão das equipes era ainda maior pelo fato de Equador e Chile permanecerem empatados, logo no início da 2ª etapa o Chile abriu o placar em Santiago. Com o gol chileno, o Equador, que precisava da vitória, praticamente se viu fora da briga. Sendo assim, o pior que poderia ocorrer com Argentina ou Uruguai seria disputar a repescagem. Esse fato poderia ter deixado o jogo mais aberto, porém nem de longe isso ocorreu. O treinador uruguaio fez sua parte e mandou sua equipe para frente, com as entradas de Cavani e Rodríguez, na primeira metade da etapa. Já pelo lado argentino, Maradona, em resposta, sacou os ofensivos Di María e Higuaín para colocar o lateral Monzón e o volante Bolatti. Assim como no jogo contra o Peru, quando quase mandou a Copa pro brejo, Dieguito optou pela pior maneira de se segurar um resultado. Ao invés de utilizar o tão famoso toque de bola argentino, para controlar a partida e diminuir o ímpeto uruguaio, o treinador preferiu entupir seu campo de defensores.
Se a baixa qualidade técnica do Uruguai não permitia qualquer mudança no placar, a Argentina conseguiu, após um bate-rebate digno de pelada de fim de churrasco, mudar o marcador. O apagadíssimo Messi, de longe a pior partida sua que já assisti na vida, cruzou a pelota na área e, depois de uma briga de foice, a redonda sobrou para o volante Bolatti arrematar para o fundo das redes.
Com essa importante vitória, a Argentina conseguiu se classificar para o Mundial, o que, convenhamos, não passava de uma obrigação. Durante aproximadamente 8 meses, Maradona – será que ele permanece? – terá muito, mas muito trabalho pela frente. Se nossos hermanos mostrarem na África um futebol semelhante ao apresentado contra Peru e Uruguai, irá passar um dos maiores vexames de sua história. Ao Uruguai, resta disputar a repescagem pela terceira vez seguida. Desta vez contra a Costa Rica.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 29ª RODADA - SÉRIE A
Santo André 1 x 2 Fluminense
Corinthians 2 x 1 Grêmio
Flamengo 2 x 1 São Paulo
Internacional 1 x 1 Atlético Paranaense
Coritiba 1 x 2 Barueri
Santos 0 x 0 Vitória
Náutico 3 x 0 Palmeiras
Goiás 1 x 1 Sport
Atlético Mineiro 0 x 1 Cruzeiro
Botafogo 2 x 2 Avaí
Olá amigos do FUTEBOLA!
É simplesmente impressionante este nosso Brasileirão. Na rodada passada, apenas o Internacional, dos que se encontravam entre os oito primeiros colocados, havia conseguido vencer. Agora, nesta 29ª rodada, apenas o Flamengo, dos que estão entre os seis primeiros, conseguiu os três pontos. Neste 2º turno, Flamengo e Cruzeiro estão realizando excelentes campanhas e a cada rodada que passa o sonho da Libertadores 2010 se torna mais real. Na parte final da tabela, o Fluminense conseguiu uma importantíssima vitória, porém foi o Náutico que, ao enfiar 3 a 0 no Palmeiras, surpreendeu. Vamos aos comentários da rodada.
Flamengo 2 x 1 São Paulo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Em uma de suas melhores atuações no Brasileirão, o Flamengo conseguiu vencer o vice-líder São Paulo, está na beirada do G4 e, mais do que nunca, na briga por uma vaga na Libertadores 2010.
Comandado por Petkovic e Zé Roberto, como já era de se esperar, o Flamengo foi muito superior ao São Paulo na 1ª etapa. Atacou pela direita e pela esquerda, chutou de longe, alçou bolas na área, levou perigo nas bolas paradas... Um chute do Juan, após linda jogada de Zé Roberto pela direita, que o zagueiro Renato Silva salvou sobre a linha, uma cabeçada do Ronaldo Angelim e uma bomba chutada pelo Éverton Silva, ambas sensacionalmente defendidas pelo goleirão Rogério Ceni, foram as principais chances criadas pelo Rubro-Negro. Já o São Paulo, podemos dizer que foi 100% eficiente. O Tricolor foi ao ataque uma única vez e balançou as redes. Após perfeito lançamento de Gérson, ops..., Dagoberto, Hernanes contou com a falha de Angelim e abriu o placar para o Sampa. Com a saída para o intervalo, o pensamento Rubro-Negro era um só: Manter a ofensividade pois o caminha para o triunfo era este.
Início da 2ª etapa e o São Paulo conseguiu mostrar uma postura ainda mais defensiva. Das inúmeras maneiras existentes para segurar um resultado positivo, o Tricolor escolheu a pior delas, ou seja, recuar excessivamente. No Flamengo, as entradas de Toró e Bruno Mezenga fizeram a equipe conseguir seu objetivo de continuar pressionando. Falando em Bruno Mezenga, o jovem atacante já está merecendo a vaga do Denis Marques, que vem se mostrando um jogador inoperante ofensivamente e sem a garra que a torcida tanto aprecia. Aos 20 minutos, no momento crucial para o andamento da partida, o Flamengo conseguiu sua melhor chance para empatar a partida, quando Toró brigou pela pelota e foi chutado por Jorge Wagner dentro da área. Pênalti que Petkovic bateu pessimamente, mas o juiz anulou a defesa de Rogério Ceni, acusando que o goleiro havia se adiantado. Realmente o goleirão tricolor se adiantou, mas o juiz foi de um rigor desnecessário ao mandar voltar a cobrança. Na segunda tentativa, Pet mostrou toda sua classe e empatou a partida para o Fla.
Se com o placar em desvantagem, a torcida do Mengão não parava de cantar, com a vitória mais perto ela ficou ainda mais eufórica. Foi neste embalo que Petkovic quase virou a partida em um balaço que Rogério Ceni salvou. Sobre o goleiro do São Paulo, fico espantado como tem gente que diz que ele só tem qualidade para bater faltas, que não é bol goleiro debaixo das traves. Em minha opinião, Rogério não deve absolutamente nada para nenhum grande goleiro do futebol mundial. Voltando para o jogo, o mostruoso e imparável Petkovic conseguiu o que buscou com tanta raça. O gringo deu a vitória ao Flamengo. Após receber lindo passe de peito de Bruno Mezenga, Pet conseguiu deixar a jogada ainda mais bela com a assistência que deu para Zé Roberto marcar o gol e dar ao Flamengo uma merecida vitória.
Enquanto Palmeiras e Atlético Mineiro sofreram muito com as ausências de, respectivamente, Diego Souza e Diego Tardelli, e perderam importantes pontos no torneio, o Flamengo soube superar a falta de Adriano. O empate diante do Vitória, já no fim do jogo, e a vitória sobre o São Paulo, mostram que o Flamengo tem sim um dos melhores times do Brasil. Petkovic e Zé Roberto que o digam.
Atlético Mineiro 0 x 1 Cruzeiro – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Em uma partida onde a criatividade não esteve presente, o Cruzeiro conseguiu vencer o Atlético e mantém vivo o sonho de se classificar para a Libertadores 2010.
O clássico mineiro apresentou um 1º tempo muito equilibrado e com poucas jogadas ofensivas bem organizadas. Pelo lado cruzeirense, Gilberto não estava no melhor de sua forma e só foi notado em campo quando deu uma linda caneta no volante Jonílson. Pelo Atlético, o motorzinho Correa não foi muito efetivo nos seus passes. Com essas duas importantes peças em dívida com o bom futebol, ambas as equipes, principalmente o Galo, exploraram muito as bolas alçadas na área. Foi assim que o Cruzeiro conseguiu marcar o seu gol. Após uma bela arrancada do volante Fabrício, que diga-se de passagem realizou boa partida tanto defensiva quanto ofensivamente, Thiago Ribeiro cruzou para Wellington Paulista, livre livre na área, escorar para o fundo das redes.
No 2º tempo, a falta de criatividade do Cruzeiro ficou ainda mais visível com as saídas de Gilberto e Thiago Ribeiro. O equatoriano Guerrón, que nem de longe parece aquele jogador infernal que acabou com a Libertadores de 2008, não conseguia dar sequência a nenhuma jogada e o Leandro Lima, que entrou com o objetivo de segurar a posse da bola para o Cruzeiro, esteve longe do sucesso. Contando com essa incapacidade do Cruzeiro de controlar a partida, o Atlético mandou no 2º tempo, apesar de não mostrar o mínimo de solidez ofensiva. Na base do abafa e da marcação no campo ofensivo, o Galo tentou o empate até o fim da partida, porém o máximo que conseguiu foi consagrar a defesa cruzeirense que, diante de jogadas tão mal elaboradas, não teve muita dificuldade em segurar a vitória.
É claro que o Galo iria sentir a falta do Diego Tardelli, que está servindo a Seleção, porém a atuação do setor criativo da equipe foi muito mais ineficiente do que o esperado. E pelo lado azul, os três pontos vieram na hora exata, quando o Campeonato começa a ser decidido.
Corinthians 2 x 1 Grêmio
Flamengo 2 x 1 São Paulo
Internacional 1 x 1 Atlético Paranaense
Coritiba 1 x 2 Barueri
Santos 0 x 0 Vitória
Náutico 3 x 0 Palmeiras
Goiás 1 x 1 Sport
Atlético Mineiro 0 x 1 Cruzeiro
Botafogo 2 x 2 Avaí
Olá amigos do FUTEBOLA!
É simplesmente impressionante este nosso Brasileirão. Na rodada passada, apenas o Internacional, dos que se encontravam entre os oito primeiros colocados, havia conseguido vencer. Agora, nesta 29ª rodada, apenas o Flamengo, dos que estão entre os seis primeiros, conseguiu os três pontos. Neste 2º turno, Flamengo e Cruzeiro estão realizando excelentes campanhas e a cada rodada que passa o sonho da Libertadores 2010 se torna mais real. Na parte final da tabela, o Fluminense conseguiu uma importantíssima vitória, porém foi o Náutico que, ao enfiar 3 a 0 no Palmeiras, surpreendeu. Vamos aos comentários da rodada.
Flamengo 2 x 1 São Paulo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Em uma de suas melhores atuações no Brasileirão, o Flamengo conseguiu vencer o vice-líder São Paulo, está na beirada do G4 e, mais do que nunca, na briga por uma vaga na Libertadores 2010.
Comandado por Petkovic e Zé Roberto, como já era de se esperar, o Flamengo foi muito superior ao São Paulo na 1ª etapa. Atacou pela direita e pela esquerda, chutou de longe, alçou bolas na área, levou perigo nas bolas paradas... Um chute do Juan, após linda jogada de Zé Roberto pela direita, que o zagueiro Renato Silva salvou sobre a linha, uma cabeçada do Ronaldo Angelim e uma bomba chutada pelo Éverton Silva, ambas sensacionalmente defendidas pelo goleirão Rogério Ceni, foram as principais chances criadas pelo Rubro-Negro. Já o São Paulo, podemos dizer que foi 100% eficiente. O Tricolor foi ao ataque uma única vez e balançou as redes. Após perfeito lançamento de Gérson, ops..., Dagoberto, Hernanes contou com a falha de Angelim e abriu o placar para o Sampa. Com a saída para o intervalo, o pensamento Rubro-Negro era um só: Manter a ofensividade pois o caminha para o triunfo era este.
Início da 2ª etapa e o São Paulo conseguiu mostrar uma postura ainda mais defensiva. Das inúmeras maneiras existentes para segurar um resultado positivo, o Tricolor escolheu a pior delas, ou seja, recuar excessivamente. No Flamengo, as entradas de Toró e Bruno Mezenga fizeram a equipe conseguir seu objetivo de continuar pressionando. Falando em Bruno Mezenga, o jovem atacante já está merecendo a vaga do Denis Marques, que vem se mostrando um jogador inoperante ofensivamente e sem a garra que a torcida tanto aprecia. Aos 20 minutos, no momento crucial para o andamento da partida, o Flamengo conseguiu sua melhor chance para empatar a partida, quando Toró brigou pela pelota e foi chutado por Jorge Wagner dentro da área. Pênalti que Petkovic bateu pessimamente, mas o juiz anulou a defesa de Rogério Ceni, acusando que o goleiro havia se adiantado. Realmente o goleirão tricolor se adiantou, mas o juiz foi de um rigor desnecessário ao mandar voltar a cobrança. Na segunda tentativa, Pet mostrou toda sua classe e empatou a partida para o Fla.
Se com o placar em desvantagem, a torcida do Mengão não parava de cantar, com a vitória mais perto ela ficou ainda mais eufórica. Foi neste embalo que Petkovic quase virou a partida em um balaço que Rogério Ceni salvou. Sobre o goleiro do São Paulo, fico espantado como tem gente que diz que ele só tem qualidade para bater faltas, que não é bol goleiro debaixo das traves. Em minha opinião, Rogério não deve absolutamente nada para nenhum grande goleiro do futebol mundial. Voltando para o jogo, o mostruoso e imparável Petkovic conseguiu o que buscou com tanta raça. O gringo deu a vitória ao Flamengo. Após receber lindo passe de peito de Bruno Mezenga, Pet conseguiu deixar a jogada ainda mais bela com a assistência que deu para Zé Roberto marcar o gol e dar ao Flamengo uma merecida vitória.
Enquanto Palmeiras e Atlético Mineiro sofreram muito com as ausências de, respectivamente, Diego Souza e Diego Tardelli, e perderam importantes pontos no torneio, o Flamengo soube superar a falta de Adriano. O empate diante do Vitória, já no fim do jogo, e a vitória sobre o São Paulo, mostram que o Flamengo tem sim um dos melhores times do Brasil. Petkovic e Zé Roberto que o digam.
Atlético Mineiro 0 x 1 Cruzeiro – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Em uma partida onde a criatividade não esteve presente, o Cruzeiro conseguiu vencer o Atlético e mantém vivo o sonho de se classificar para a Libertadores 2010.
O clássico mineiro apresentou um 1º tempo muito equilibrado e com poucas jogadas ofensivas bem organizadas. Pelo lado cruzeirense, Gilberto não estava no melhor de sua forma e só foi notado em campo quando deu uma linda caneta no volante Jonílson. Pelo Atlético, o motorzinho Correa não foi muito efetivo nos seus passes. Com essas duas importantes peças em dívida com o bom futebol, ambas as equipes, principalmente o Galo, exploraram muito as bolas alçadas na área. Foi assim que o Cruzeiro conseguiu marcar o seu gol. Após uma bela arrancada do volante Fabrício, que diga-se de passagem realizou boa partida tanto defensiva quanto ofensivamente, Thiago Ribeiro cruzou para Wellington Paulista, livre livre na área, escorar para o fundo das redes.
No 2º tempo, a falta de criatividade do Cruzeiro ficou ainda mais visível com as saídas de Gilberto e Thiago Ribeiro. O equatoriano Guerrón, que nem de longe parece aquele jogador infernal que acabou com a Libertadores de 2008, não conseguia dar sequência a nenhuma jogada e o Leandro Lima, que entrou com o objetivo de segurar a posse da bola para o Cruzeiro, esteve longe do sucesso. Contando com essa incapacidade do Cruzeiro de controlar a partida, o Atlético mandou no 2º tempo, apesar de não mostrar o mínimo de solidez ofensiva. Na base do abafa e da marcação no campo ofensivo, o Galo tentou o empate até o fim da partida, porém o máximo que conseguiu foi consagrar a defesa cruzeirense que, diante de jogadas tão mal elaboradas, não teve muita dificuldade em segurar a vitória.
É claro que o Galo iria sentir a falta do Diego Tardelli, que está servindo a Seleção, porém a atuação do setor criativo da equipe foi muito mais ineficiente do que o esperado. E pelo lado azul, os três pontos vieram na hora exata, quando o Campeonato começa a ser decidido.
ELIMINATÓRIAS SUL-AMERICANAS PARA A COPA DO MUNDO DE 2010
Argentina 2 x 1 Peru - Monumental de Nuñez, Buenos Aires (ARG)
Em uma partida épica, digna do mais dramático tango argentino, a Seleção Alvi-celeste conseguiu bater o Peru e agora só depende de suas forças para se classificar para a Copa do Mundo de 2010.
Antes mesmo de começar a partida, somente ao olhar a escalação da Seleção Argentina, encontro uma crítica ao trabalho do treinador Maradona. Lembram da goleada que a Argentina sofreu para a Bolívia, por 6 a 1, em abril? Pois então, somente Heinze, Mascherano e Messi, que haviam sido titulares naquele vexame, estavam presentes na escalação inicial do duelo contra o Peru. Vejamos mais números: em 9 convocações para jogos das Eliminatórias, Maradona chamou nada menos do que 78 jogadores diferentes. Em minha opinião, mesmo que a Argentina se classifique para a Copa, e acredito que vai se classificar, o período de menos de um ano será muito pequeno para organizar taticamente e entrosar um grupo de jogadores que não se conhecem dentro de campo. Alguns podem defender nossos hermanos dizendo que a qualidade individual dos craques pode resolver. Mas será que a atual Seleção Argentina possui tantos craques assim? Romero; Gutiérrez, Schiavi, Heinze e Insúa; Pérez, Mascherano, Aimar e Di María; Messi e Higuaín. Desses 11 titulares que iniciaram a partida contra o Peru, vejo apenas o Messi com o poder de decidir uma partida pela sua qualidade individual.
Com a bola rolando, a 1ª etapa correu como o esperado. A Argentina passou todo o tempo no campo ofensivo, com o controle da posse de bola e criando as oportunidades de gols. Pelas minhas contas, foram nada menos do que 13 jogadas pelos flancos do campo. Di María e Messi realizavam boas jogadas pelos lados, mas faltava o pé de um centroavante para empurrar a pelota para o fundo das redes. É aí que acredito que o Maradona tenha se equivocado. Se ele escolheu preparar a equipe para atuar pelos lados do campo, não seria melhor começar a partida com o Palermo atuando como referência na área? Coincidência ou não, o fato é que o Palermo entrou no intervalo e logo com 3 minutos do 2º tempo o Higuaín aproveitou um belo passe de Aimar e abriu o placar para a Argentina. Teria a entrada do centroavante do Boca Juniors dado mais liberdade para o Higuaín se movimentar, já que não precisava mais ficar preso entre os defensores? Apenas três minutos passados é muito pouco para afirmar isso e a atuação dos hermanos, ao longo da 2ª etapa, também nos tirou a oportunidade de saber se um ataque com Higuaín e Palermo teria sido mais eficiente. O motivo? A Argentina simplesmente parou de jogar após colocar o 1 a 0 no placar.
Se aproveitando do recuo da Seleção Argentina, após abrir o marcador, o Peru passou a se aventurar no ataque e infernizou o frágil sistema defensivo argentino. Enquanto o treinador peruano Del Solar buscava opções ofensivas para sua equipe evoluir na partida, como foram as entradas de Palacios e Rengifo, Maradona acabava com qualquer possibilidade de a Argentina voltar a se impor na partida. Em um momento crítico do jogo, na metade do 2º tempo, quando o duelo começava a ganhar contornos dramáticos, Maradona resolveu sacar Aimar e Higuaín e colocar Federico Insúa e Demichelis. Errou em cheio. Após muito pressionar, o Peru conseguiu seu merecido gol, marcado por Rengifo aos 44 minutos, quando um temporal já atingia o Monumental de Nuñez.
O gol peruano silenciou o estádio. A imagem de Maradona, cabisbaixo, ilustrava como se encontravam todos os torcedores argentinos naquele momento. Ninguém parecia acreditar mais na classificação para a Copa do Mundo. Mas ainda falatavam 5 minutos e, nesta partida, esse tempo é uma eternidade. Aos 47 minutos, após bate-rebate na área, Palermo, quase um metro impedido, coloca o pé em uma bola espirrada e a Argentina novamente na frente. Delírio no Monumental. Maradona não se aguenta e mergulha, num peixinho histórico, na encharcada grama. Palermo, segundo maior artilheiro da história do Boca Juniors, centroavante que já balançou as redes de tudo quanto é maneira, não sabe como comemorar este gol salvador. Na saída de bola, quando a Argentina inteira ainda festejava, Palácios chuta a bola do grande círculo e ela estoura no travessão. Inacreditável. Espetacular. Inesquecível. Ainda restou mais alguns segundos para o Peru reclamar um pênalti não marcado. Realmente não era o dia de a Seleção peruana vencer.
Com o apito final veio uma sensação de alívio indescritível em toda a equipe argentina. O choro de Maradona e Palermo, abraçados, é digno de ter uma foto nos principais museus argentinos. Mas ainda não acabou. Quarta-feira tem Uruguai x Argentina, no lendário Centenário de Montevidéu. O mais importante duelo entre argentinos e uruguaios desde a final da Copa do Mundo de 1930. Imperdível!
Bolívia 2 x 1 Brasil - Hernando Siles, La Paz (BOL)
O Brasil entrou em campo para enfrentar a Bolívia com a desculpa prontinha para o caso de uma derrota. Além do mais, deu ao jogo uma insignificância que ele não merecia. Resumo da ópera: Foi derrotado.
Basta qualquer sequência ruim de jogos da Seleção Brasileira, para a comissão técnica reclamar da falta de tempo para treinar e entrosar a equipe. “Não tem como ajustar a equipe com uma semana de treino”, diz o treinador. Porém, quando a Seleção já está classificada para a Copa do Mundo e tem um jogo onde pode treinar a entrada de algumas peças em um esquema que já vem sendo utilizado, o mesmo treinador resolve colocar em campo uma equipe que nunca jogou junta. Uma coisa é testar o Nilmar ao lado do Luís Fabiano, verificar o comportamento do Daniel Alves ao lado do Kaká, afinal estas possibilidades que podem ocorrer na Copa do Mundo. Entretanto, ao deixar Kaká, Luís Fabiano e Gilberto Silva descansando, e mandar para o jogo uma formação que não tem o mínimo de entrosamento, eu juro que não vejo nenhuma vantagem.
Brasil em campo, apito inicial, começa o jogo. Apesar da imprensa e dos torcedores, em geral, acreditar ser uma partida inútil, esta era a oportunidade de alguns jogadores mostrarem ser capazes de vestir a camisa amarelinha. Se um jogo só não é o suficiente para garantir uma convocação, pode ajudar muito. Alguém tem dúvida de que a atuação de Nilmar, contra o Chile, no mês passado, será de extrema importância para seu futuro na Seleção? De todos os jogadores que estão na disputa para conseguir um lugar no grupo da Copa, é do Diego Souza que esperava maior destaque nesta partida. Jogador de muita garra, acreditava que ele fosse disputar esta partida como se fosse o jogo mais importante de sua vida. O que vi, porém, foi um jogador que se contentou em compor o setor de meio-campo e em nenhum momento buscou o comando do jogo.
Foi com esta atuação desinteressada que o Brasil levou um baile da Bolívia. A Seleção Boliviana soube explorar com muita eficiência a insegurança demostrada pela nossa defesa nas bolas aéreas. O destaque ficou para o meia Olivares que conseguiu vencer a defesa brasileira em nada menos que cinco bolas alçadas na área. Em uma dessas, Júlio César saiu procurando borboletas e ele abriu o placar. Mostrando muito interesse na partida, a Bolívia continuou mandando no jogo e Marcelo Moreno cobrou um falta com categoria, mas defensável, e colocou 2 a 0 no marcador. Placar justíssimo.
Somente na parte final da partida que o Brasil pareceu se interessar um pouquinho. Talvez tenha sido o belo gol marcado por Nilmar, após perfeito contra-ataque organizado por Ramires e Maicon, que tenha acendido a equipe. Porém, como as vezes o futebol parece ser justo, a Bolívia conseguiu segurar a merecida e histórica vitória. E o Brasil, que estava sem perder havia 19 partidas, preferiu descansar do que manter esta agradável e intimidadora invencibilidade.
Em uma partida épica, digna do mais dramático tango argentino, a Seleção Alvi-celeste conseguiu bater o Peru e agora só depende de suas forças para se classificar para a Copa do Mundo de 2010.
Antes mesmo de começar a partida, somente ao olhar a escalação da Seleção Argentina, encontro uma crítica ao trabalho do treinador Maradona. Lembram da goleada que a Argentina sofreu para a Bolívia, por 6 a 1, em abril? Pois então, somente Heinze, Mascherano e Messi, que haviam sido titulares naquele vexame, estavam presentes na escalação inicial do duelo contra o Peru. Vejamos mais números: em 9 convocações para jogos das Eliminatórias, Maradona chamou nada menos do que 78 jogadores diferentes. Em minha opinião, mesmo que a Argentina se classifique para a Copa, e acredito que vai se classificar, o período de menos de um ano será muito pequeno para organizar taticamente e entrosar um grupo de jogadores que não se conhecem dentro de campo. Alguns podem defender nossos hermanos dizendo que a qualidade individual dos craques pode resolver. Mas será que a atual Seleção Argentina possui tantos craques assim? Romero; Gutiérrez, Schiavi, Heinze e Insúa; Pérez, Mascherano, Aimar e Di María; Messi e Higuaín. Desses 11 titulares que iniciaram a partida contra o Peru, vejo apenas o Messi com o poder de decidir uma partida pela sua qualidade individual.
Com a bola rolando, a 1ª etapa correu como o esperado. A Argentina passou todo o tempo no campo ofensivo, com o controle da posse de bola e criando as oportunidades de gols. Pelas minhas contas, foram nada menos do que 13 jogadas pelos flancos do campo. Di María e Messi realizavam boas jogadas pelos lados, mas faltava o pé de um centroavante para empurrar a pelota para o fundo das redes. É aí que acredito que o Maradona tenha se equivocado. Se ele escolheu preparar a equipe para atuar pelos lados do campo, não seria melhor começar a partida com o Palermo atuando como referência na área? Coincidência ou não, o fato é que o Palermo entrou no intervalo e logo com 3 minutos do 2º tempo o Higuaín aproveitou um belo passe de Aimar e abriu o placar para a Argentina. Teria a entrada do centroavante do Boca Juniors dado mais liberdade para o Higuaín se movimentar, já que não precisava mais ficar preso entre os defensores? Apenas três minutos passados é muito pouco para afirmar isso e a atuação dos hermanos, ao longo da 2ª etapa, também nos tirou a oportunidade de saber se um ataque com Higuaín e Palermo teria sido mais eficiente. O motivo? A Argentina simplesmente parou de jogar após colocar o 1 a 0 no placar.
Se aproveitando do recuo da Seleção Argentina, após abrir o marcador, o Peru passou a se aventurar no ataque e infernizou o frágil sistema defensivo argentino. Enquanto o treinador peruano Del Solar buscava opções ofensivas para sua equipe evoluir na partida, como foram as entradas de Palacios e Rengifo, Maradona acabava com qualquer possibilidade de a Argentina voltar a se impor na partida. Em um momento crítico do jogo, na metade do 2º tempo, quando o duelo começava a ganhar contornos dramáticos, Maradona resolveu sacar Aimar e Higuaín e colocar Federico Insúa e Demichelis. Errou em cheio. Após muito pressionar, o Peru conseguiu seu merecido gol, marcado por Rengifo aos 44 minutos, quando um temporal já atingia o Monumental de Nuñez.
O gol peruano silenciou o estádio. A imagem de Maradona, cabisbaixo, ilustrava como se encontravam todos os torcedores argentinos naquele momento. Ninguém parecia acreditar mais na classificação para a Copa do Mundo. Mas ainda falatavam 5 minutos e, nesta partida, esse tempo é uma eternidade. Aos 47 minutos, após bate-rebate na área, Palermo, quase um metro impedido, coloca o pé em uma bola espirrada e a Argentina novamente na frente. Delírio no Monumental. Maradona não se aguenta e mergulha, num peixinho histórico, na encharcada grama. Palermo, segundo maior artilheiro da história do Boca Juniors, centroavante que já balançou as redes de tudo quanto é maneira, não sabe como comemorar este gol salvador. Na saída de bola, quando a Argentina inteira ainda festejava, Palácios chuta a bola do grande círculo e ela estoura no travessão. Inacreditável. Espetacular. Inesquecível. Ainda restou mais alguns segundos para o Peru reclamar um pênalti não marcado. Realmente não era o dia de a Seleção peruana vencer.
Com o apito final veio uma sensação de alívio indescritível em toda a equipe argentina. O choro de Maradona e Palermo, abraçados, é digno de ter uma foto nos principais museus argentinos. Mas ainda não acabou. Quarta-feira tem Uruguai x Argentina, no lendário Centenário de Montevidéu. O mais importante duelo entre argentinos e uruguaios desde a final da Copa do Mundo de 1930. Imperdível!
Bolívia 2 x 1 Brasil - Hernando Siles, La Paz (BOL)
O Brasil entrou em campo para enfrentar a Bolívia com a desculpa prontinha para o caso de uma derrota. Além do mais, deu ao jogo uma insignificância que ele não merecia. Resumo da ópera: Foi derrotado.
Basta qualquer sequência ruim de jogos da Seleção Brasileira, para a comissão técnica reclamar da falta de tempo para treinar e entrosar a equipe. “Não tem como ajustar a equipe com uma semana de treino”, diz o treinador. Porém, quando a Seleção já está classificada para a Copa do Mundo e tem um jogo onde pode treinar a entrada de algumas peças em um esquema que já vem sendo utilizado, o mesmo treinador resolve colocar em campo uma equipe que nunca jogou junta. Uma coisa é testar o Nilmar ao lado do Luís Fabiano, verificar o comportamento do Daniel Alves ao lado do Kaká, afinal estas possibilidades que podem ocorrer na Copa do Mundo. Entretanto, ao deixar Kaká, Luís Fabiano e Gilberto Silva descansando, e mandar para o jogo uma formação que não tem o mínimo de entrosamento, eu juro que não vejo nenhuma vantagem.
Brasil em campo, apito inicial, começa o jogo. Apesar da imprensa e dos torcedores, em geral, acreditar ser uma partida inútil, esta era a oportunidade de alguns jogadores mostrarem ser capazes de vestir a camisa amarelinha. Se um jogo só não é o suficiente para garantir uma convocação, pode ajudar muito. Alguém tem dúvida de que a atuação de Nilmar, contra o Chile, no mês passado, será de extrema importância para seu futuro na Seleção? De todos os jogadores que estão na disputa para conseguir um lugar no grupo da Copa, é do Diego Souza que esperava maior destaque nesta partida. Jogador de muita garra, acreditava que ele fosse disputar esta partida como se fosse o jogo mais importante de sua vida. O que vi, porém, foi um jogador que se contentou em compor o setor de meio-campo e em nenhum momento buscou o comando do jogo.
Foi com esta atuação desinteressada que o Brasil levou um baile da Bolívia. A Seleção Boliviana soube explorar com muita eficiência a insegurança demostrada pela nossa defesa nas bolas aéreas. O destaque ficou para o meia Olivares que conseguiu vencer a defesa brasileira em nada menos que cinco bolas alçadas na área. Em uma dessas, Júlio César saiu procurando borboletas e ele abriu o placar. Mostrando muito interesse na partida, a Bolívia continuou mandando no jogo e Marcelo Moreno cobrou um falta com categoria, mas defensável, e colocou 2 a 0 no marcador. Placar justíssimo.
Somente na parte final da partida que o Brasil pareceu se interessar um pouquinho. Talvez tenha sido o belo gol marcado por Nilmar, após perfeito contra-ataque organizado por Ramires e Maicon, que tenha acendido a equipe. Porém, como as vezes o futebol parece ser justo, a Bolívia conseguiu segurar a merecida e histórica vitória. E o Brasil, que estava sem perder havia 19 partidas, preferiu descansar do que manter esta agradável e intimidadora invencibilidade.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 28ª RODADA - SÉRIE A
Sport 0x1 Santos
Barueri 0x0 Santo André
Atlético Paranaense 0x0 Grêmio
São Paulo 2x2 Coritiba
Fluminense 1x1 Corinthians
Vitória 3x3 Flamengo
Internacional 3x1 Náutico
Botafogo 3x1 Atlético Mineiro
Palmeiras 2x2 Avaí
Cruzeiro 3x0 Goiás
Olá amigos do FUTEBOLA!
A rodada do meado de semana mostrou como o Brasileirão é um torneio equilibrado. Das equipes que atualmente ocupam as 8 primeiras posições na tabela, apenas o Internacional conseguiu conquistar três pontos. Com isso, o Campeonato permanece embolado e indefinido. Vamos aos comentários da partida que assisti desta 28ª rodada.
Vitória 3 x 3 Flamengo – Barradão, Salvador (BA)
Vitória e Flamengo realizaram, no Barradão, um dos melhores jogos do Brasileirão. Se o 2º tempo foi tenso e não muito rico em oportunidades de gols, a 1ª etapa foi um verdadeiro espetáculo. O destaque ficou por conta da grande atuação de dois craques veteranos: Petkovic pelos cariocas e Ramón pelos baianos.
Contando com um lado esquerdo fortíssimo, por onde caiam Éverton, Petkovic e Zé Roberto, o Flamengo, mesmo atuando fora de casa e sem sua principal estrela, o atacante Adriano, partiu para cima em busca da vitória. Com 7 minutos Pet passou a pelota para Zé Roberto na esquerda que em grande jogada individual quase marcou. Cinco minutos mais tarde, o mesmo Zé Roberto deixou Denis Marques em condições de arrematar para o gol e, mesmo com o chute errado do atacante, o Flamengo abriu o placar. Este gol era muito importante para o Fla, já que sua defesa não sofria gol havia 6 jogos e poderia segurar o resultado. Porém, bastou 3 minutos para Ramón acertar um córner na cabeça do centroavante Roger que, contando com a falha de marcação de Aírton, empatou a partida. A partida pegava fogo. A torcida do Vitória ainda comemorava o empate quando em uma cobrança de falta na ponta-esquerda, Pet colocou um veneno na pelota que entrou no cantinho do goleiro Gléguer. Craque na bola parada de um lado, craque na bola parada de outro. Aos 21 minutos, o excelente Ramón cobra com perfeição uma falta cometida pelo Álvaro e empata a partida. Jogaçoaçoaço de bola!
Seguindo em ritmo alucinante, Petkovic comandava o Flamengo na tentativa de voltar a liderar o placar. Principalmente depois que Zé Roberto deu uma sumida da partida, pois começou a ser marcado de perto, Pet se transformou no organizador ofensivo do Mengão. Continuando pelo lado esquerdo e perigoso na bola parada, Pet também apareceu ao dar lindo passe para Denis Marques, sozinho na área, chutar para fora. Do outro lado, o genial Ramón também continuava seu show. Aos 40 minutos, Glácio passou por Álvaro (acredito que esta foi a pior partida do zagueiro pelo Mengão, porém ele tem crédito) e rolou para Ramón, como um autêntico centroavante, sacudir o filó do Mengão. Um fato sobre este belíssimo 1º tempo deve ser mencionado. Os laterais-direito Léo Moura, pelo Fla, e Apodi, pelo Vitória, que são conhecidos por grande potencial ofensivo, pouco participaram desta etapa recheda de bom futebol e muitas chances de gols.
Após o intervalo, o ímpeto ofensivo das duas equipes diminuiu e o futebol aberto foi substituído por um jogo mais fechado. A tensão, porém, era grande, pois tanto Flamengo quanto Vitória necessitavam dos três pontos. Os treinadores modificaram suas equipes em busca dos objetivos, mas o jogo caminhava sem grandes alterações em sua estrutura. O tempo passava rápido para o Flamengo que, nervoso, caía na catimba do Vitória e dos gândulas que retardavam o retorno das bolas. Foi somente aos 46 minutos que as modificações realizadas pelo Andrade surtiram efeito. Bruno Mezenga e Juan, realizaram boa jogada que terminou nos pés de Zé Roberto e, em sequência, no fundo da rede. O meia flamenguista que havia começado a partida voando e depois sumido em campo, apareceu no finzinho para garantir um pontinho para o Fla.
Seria chover no molhado falar da falta que Adriano faz ao Flamengo. Porém, em minha opinião, as equipes que querem algo grande no Brasileiro devem saber enfrentar essas situações adversas e o Flamengo não é a única equipe com jogador convocado para a Seleção. Portanto, sem a desculpa da ausência do Adriano, o Flamengo precisava conquistar os três pontos, mas diante de uma atuação grandiosa de Ramón, o empate ficou de bom tamanho.
Barueri 0x0 Santo André
Atlético Paranaense 0x0 Grêmio
São Paulo 2x2 Coritiba
Fluminense 1x1 Corinthians
Vitória 3x3 Flamengo
Internacional 3x1 Náutico
Botafogo 3x1 Atlético Mineiro
Palmeiras 2x2 Avaí
Cruzeiro 3x0 Goiás
Olá amigos do FUTEBOLA!
A rodada do meado de semana mostrou como o Brasileirão é um torneio equilibrado. Das equipes que atualmente ocupam as 8 primeiras posições na tabela, apenas o Internacional conseguiu conquistar três pontos. Com isso, o Campeonato permanece embolado e indefinido. Vamos aos comentários da partida que assisti desta 28ª rodada.
Vitória 3 x 3 Flamengo – Barradão, Salvador (BA)
Vitória e Flamengo realizaram, no Barradão, um dos melhores jogos do Brasileirão. Se o 2º tempo foi tenso e não muito rico em oportunidades de gols, a 1ª etapa foi um verdadeiro espetáculo. O destaque ficou por conta da grande atuação de dois craques veteranos: Petkovic pelos cariocas e Ramón pelos baianos.
Contando com um lado esquerdo fortíssimo, por onde caiam Éverton, Petkovic e Zé Roberto, o Flamengo, mesmo atuando fora de casa e sem sua principal estrela, o atacante Adriano, partiu para cima em busca da vitória. Com 7 minutos Pet passou a pelota para Zé Roberto na esquerda que em grande jogada individual quase marcou. Cinco minutos mais tarde, o mesmo Zé Roberto deixou Denis Marques em condições de arrematar para o gol e, mesmo com o chute errado do atacante, o Flamengo abriu o placar. Este gol era muito importante para o Fla, já que sua defesa não sofria gol havia 6 jogos e poderia segurar o resultado. Porém, bastou 3 minutos para Ramón acertar um córner na cabeça do centroavante Roger que, contando com a falha de marcação de Aírton, empatou a partida. A partida pegava fogo. A torcida do Vitória ainda comemorava o empate quando em uma cobrança de falta na ponta-esquerda, Pet colocou um veneno na pelota que entrou no cantinho do goleiro Gléguer. Craque na bola parada de um lado, craque na bola parada de outro. Aos 21 minutos, o excelente Ramón cobra com perfeição uma falta cometida pelo Álvaro e empata a partida. Jogaçoaçoaço de bola!
Seguindo em ritmo alucinante, Petkovic comandava o Flamengo na tentativa de voltar a liderar o placar. Principalmente depois que Zé Roberto deu uma sumida da partida, pois começou a ser marcado de perto, Pet se transformou no organizador ofensivo do Mengão. Continuando pelo lado esquerdo e perigoso na bola parada, Pet também apareceu ao dar lindo passe para Denis Marques, sozinho na área, chutar para fora. Do outro lado, o genial Ramón também continuava seu show. Aos 40 minutos, Glácio passou por Álvaro (acredito que esta foi a pior partida do zagueiro pelo Mengão, porém ele tem crédito) e rolou para Ramón, como um autêntico centroavante, sacudir o filó do Mengão. Um fato sobre este belíssimo 1º tempo deve ser mencionado. Os laterais-direito Léo Moura, pelo Fla, e Apodi, pelo Vitória, que são conhecidos por grande potencial ofensivo, pouco participaram desta etapa recheda de bom futebol e muitas chances de gols.
Após o intervalo, o ímpeto ofensivo das duas equipes diminuiu e o futebol aberto foi substituído por um jogo mais fechado. A tensão, porém, era grande, pois tanto Flamengo quanto Vitória necessitavam dos três pontos. Os treinadores modificaram suas equipes em busca dos objetivos, mas o jogo caminhava sem grandes alterações em sua estrutura. O tempo passava rápido para o Flamengo que, nervoso, caía na catimba do Vitória e dos gândulas que retardavam o retorno das bolas. Foi somente aos 46 minutos que as modificações realizadas pelo Andrade surtiram efeito. Bruno Mezenga e Juan, realizaram boa jogada que terminou nos pés de Zé Roberto e, em sequência, no fundo da rede. O meia flamenguista que havia começado a partida voando e depois sumido em campo, apareceu no finzinho para garantir um pontinho para o Fla.
Seria chover no molhado falar da falta que Adriano faz ao Flamengo. Porém, em minha opinião, as equipes que querem algo grande no Brasileiro devem saber enfrentar essas situações adversas e o Flamengo não é a única equipe com jogador convocado para a Seleção. Portanto, sem a desculpa da ausência do Adriano, o Flamengo precisava conquistar os três pontos, mas diante de uma atuação grandiosa de Ramón, o empate ficou de bom tamanho.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
CAMPEONATO BRASILEIRO 2009 - 27ª RODADA - SÉRIE A
Náutico 1 x 2 São Paulo
Corinthians 1 x 3 Atlético Paranaense
Santo André 1 x 0 Vitória
Atlético Mineiro 2 x 1 Barueri
Santos 1 x 3 Palmeiras
Goiás 1 x 3 Botafogo
Grêmio 3 x 3 Sport
Coritiba 2 x 0 Internacional
Flamengo 2 x 0 Fluminense
Avaí 2 x 2 Cruzeiro
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 27ª rodada do Brasileirão foi recheada de resultados improváveis. No Serra Dourada, o Botafogo sapecou 3 a 1 no Goiás, então o vice-líder. Mais surpreendente ainda foi o empate entre Sport e Grêmio, no Olímpico. Para finalizar as surpresas, o Coritiba venceu o Internacional por 2 a 0 e o técnico colorado Tite caiu. Em seu lugar, para tentar levar o Inter pelo menos para a Libertadores 2010, chegou o ídolo Mário Sérgio. Quem fez o seu trabalho com muita eficiência ao vencer um time da parte de baixo da tabela foi o Flamengo, que bateu o Fluminense em um Maracanã digno de final de Copa do Mundo e, agora, de abertura das Olimpíadas. Vamos aos comentários dos jogos desta rodada.
Atlético Mineiro 2 x 1 Barueri – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Com uma apresentação muito convincente durante o 1º tempo e contando com uma excelente atuação do volante Correa, o Atlético bateu o Barueri no Mineirão e manteve-se no G4.
Nos primeiros 45 minutos de jogo, o Galo Mineiro soube explorar muito bem sua superioridade técnica e tática em relação ao Barueri. Mesmo tendo pecado em algumas saídas de bola, o que mostra como o Ricardinho, que entrou apenas no 2º tempo, pode ser útil para a equipe, o Atlético conseguiu criar boas oportunidades de gol e a vantagem de 1 a 0, ao final da etapa, poderia ter sido maior. Com a participação dos laterais Carlos Alberto e Thiago Feltre, que apareceram bem ofensivamente sem deixarem buracos defensivos, e, principalmente, do volante Correa, os atacantes Éder Luís e Diego Tardelli não ficaram isolados no ataque.
A contratação do Correa se mostrou perfeita nesta fase de recuperação do Galo no Brasileirão. Além de dar uma grande sustentação defensiva para a equipe, sempre compondo o sistema de marcação no setor de meio-campo, Correa vem mostrando saber muito bem o que fazer com a pelota nos pés. Foi ele o principal organizador do Atlético em campo, criando excelentes lances ofensivos tanto com a bola parada como com ela rolando. Apesar de ter dado a assistência para o matador Diego Tardelli abrir o placar na 1ª etapa, foi após o intervalo que Correa se destacou mais ainda. Bola parada ensaiada com Tardelli, roubada de bola na meiúca com ótimo passe em sequência para Rentería, lindo lançamento para Diego Tardelli sofrer a falta que gerou a expulsão do zagueiro Xandão e perfeita cobrança de falta para ampliar o marcador, estiveram no repertório do volante na partida.
A apresentação do Atlético só não teve maior destaque por algumas falhas cometidas pelo sistema defensivo, como no lance em que o velho e veloz Basílio sofreu um pênalti e no gol de cobertura marcado pelo Flavinho, e por ter mostrado dificuldade em sair do seu campo de defesa com a bola dominada. São defeitos que podem ser consertados pelo Celso Roth e fazem com que eu, após pesar os prós e contras da atuação atleticana, prefira ficar com os elogios à qualidade nos passes do Correa e à capacidade de finalização do Diego Tardelli, que fizeram o Atlético permanecer no tão desejado G4.
Santos 1 x 3 Palmeiras – Vila Belmiro, Santos (SP)
A vitória sobre o Santos, em plena Vila Belmiro, serviu para colocar o Palmeiras de vez como principal candidato ao título do Brasileirão e provar que o Diego Souza realmente merece sua vaga na Seleção Brasileira.
Em uma partida muito equilibrada, principalmente no 1º tempo, o Palmeiras precisou suar muito para vencer o Peixe. Nesta etapa, as chances de gols até foram criadas, mas não foram bem finalizadas o suficiente para modificar o marcador. O Santos foi comandado por um sempre participativo e perigoso Mádson, que com com dribles muito rápidos deu bastante trabalho ao Palmeiras, que por sua vez assustou em chutes longos do Diego Souza e com tentativas do Vágner Love pelo meio da área.
Após o intervalo, o Santos voltou bem mais aceso e contando, além da citada participação do Mádson, com a aparição do até então disperso Neymar. Em pouco mais de 10 minutos, o Santos conseguiu criar 4 oportunidades de balançar as redes, tendo coseguido sucesso em uma delas com um belo chute do Luisinho, após mais bela ainda jogada do Neymar. Porém, minutos depois, disposto a provar que o craque ainda resolve no futebol, Diego Souza acertou uma cabeçada e empatou a partida para um tímido Palmeiras. O Santos não sentiu o golpe e continuou partindo para cima. Em duas jogadas do incansável Mádson, Kléber Pereira não conseguiu, de dentro da pequena área, acertar as finalizações e então Diego Souza resolveu castigar o Santos novamente. Com uma linda jogada pela esquerda, o meia palmeirense colocou a bola com mel e açucar para Robert virar a partida. 2 a 1 Palmeiras. Desta vez o Santos sentiu. E sentiria mais ainda quando, 4 minutos depois, Diego “sempre ele” Souza, iniciou uma jogada de cinema na meiúca que contou a participação de todo ataque verde e terminou com Love empurrando para o filó. Contando com menos de 15 minutos para tentar se reerguer, o Santos não teve forças para evitar mais uma vitória do Verdão.
Falar que no futebol atual vários são os fatores (organização tática, entrosamento, preparo físico, mentalidade dos jogadores...) que determinam o sucesso de uma equipe, é chover no molhado. Porém, diferente da opinião de muitos, acredito que o craque, seja ele goleiro, zagueiro, meia ou atacante, ainda decide jogos e campeonatos. Diego Souza mostrou neste clássico paulista que, mesmo com uma ruim atuação defensiva da equipe e com um Cleiton Xavier que esteve sumido em campo, bastou mostrar seu potencial para o Palmeiras vencer um difícil duelo.
Flamengo 2 x 0 Fluminense – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Contando com o “Imperador” Adriano em uma noite de gala, o Flamengo venceu o Fluminense e manteve vivo sonho de se classificar para a Libertadores 2010.
O 1º tempo do Fla-Flu foi muito equilibrado, com o Fluminense tendo criado as chances mais claras de abrir o marcador. O destaque tricolor ficou por conta do ponta-esquerda Adeílson que deu muito trabalho ao sistema defensivo do Flamengo e com duas belas jogadas quase fez o Flu sair na frente. Em uma delas, após tabelar com o lateral Dieguinho, deixou Alan livre para marcar, mas o jovem atacante do Flu, de frente para o gol, mandou por cima da baliza. No Flamengo, Zé Roberto se esforçava bastante, Petkovic não brilhava como nos últimos jogos, Denis Marques, completamente perdido, apenas atrapalhava o Fla e Adriano estava controlado pela defesa do Flu.
O intervalo e a entrada de Willians no lugar de Denis Marques fizeram muito bem ao Rubro-Negro. Com uma forte marcação no meio-de-campo, contando principalmente com a já citada vontade de Zé Roberto, o Flamengo dominou a partida e anulou as chances ofensivas do Flu. Foi com essa marcação que, em duas bobeadas do volante Tricolor Fabinho, Zé Roberto roubou duas bolas e Adriano marcou dois gols. Primeiro, o próprio Zé deixou Adriano em condições de preparar sua potente canhota e balançar as redes. Depois foi Léo Moura quem, após a roubada de bola, lançou perfeitamente Adriano que não perdoou. Com dois gols de vantagem no placar, o Flamengo foi bastante inteligente e, ao invés de recuar para segurar o resultado, continuou ameaçando o Flu e esteve mais perto de aumentar a diferença do que de sofrer um gol. Falando em sofrer gols, pela sexta partida consecutiva do Brasileirão, o Flamengo saiu de campo sem ter suas redes balançadas.
Sobre a atuação do Fluminense, podemos fazer o mesmo comentário de sempre. Não faltou vontade, mas sim qualidade técnica. Como citado, Adeílson participou bem no 1º tempo e, fora isso, apenas alguns bons passes do Conca e o zagueiro Digão provando que deve mesmo ser titular desta frágil defesa tricolor, pois enquanto esteve em campo realizou uma boa partida. Quanto às atuações dos volantes Fabinho e Diguinho, que não conseguem organizar uma única saída de jogo com qualidade e não dão o mínimo de segurança para a defesa, acredito que o Cuca precisa realizar alterações urgentes na posição.
Apesar de clássicos raramente serem previsíveis, o Flamengo conseguiu impor sua superioridade e mereceu a vitória. A esperança rubro-negra de alcançar o G4 aumenta a cada rodada, mesmo que nas próximas duas difíceis partidas (Vitória e São Paulo) Adriano não possa jogar por estar servindo a Seleção Brasileira. Já pelo lado do Flu, está praticamente impossível citar a palavra esperança.
Corinthians 1 x 3 Atlético Paranaense
Santo André 1 x 0 Vitória
Atlético Mineiro 2 x 1 Barueri
Santos 1 x 3 Palmeiras
Goiás 1 x 3 Botafogo
Grêmio 3 x 3 Sport
Coritiba 2 x 0 Internacional
Flamengo 2 x 0 Fluminense
Avaí 2 x 2 Cruzeiro
Olá amigos do FUTEBOLA!
A 27ª rodada do Brasileirão foi recheada de resultados improváveis. No Serra Dourada, o Botafogo sapecou 3 a 1 no Goiás, então o vice-líder. Mais surpreendente ainda foi o empate entre Sport e Grêmio, no Olímpico. Para finalizar as surpresas, o Coritiba venceu o Internacional por 2 a 0 e o técnico colorado Tite caiu. Em seu lugar, para tentar levar o Inter pelo menos para a Libertadores 2010, chegou o ídolo Mário Sérgio. Quem fez o seu trabalho com muita eficiência ao vencer um time da parte de baixo da tabela foi o Flamengo, que bateu o Fluminense em um Maracanã digno de final de Copa do Mundo e, agora, de abertura das Olimpíadas. Vamos aos comentários dos jogos desta rodada.
Atlético Mineiro 2 x 1 Barueri – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Com uma apresentação muito convincente durante o 1º tempo e contando com uma excelente atuação do volante Correa, o Atlético bateu o Barueri no Mineirão e manteve-se no G4.
Nos primeiros 45 minutos de jogo, o Galo Mineiro soube explorar muito bem sua superioridade técnica e tática em relação ao Barueri. Mesmo tendo pecado em algumas saídas de bola, o que mostra como o Ricardinho, que entrou apenas no 2º tempo, pode ser útil para a equipe, o Atlético conseguiu criar boas oportunidades de gol e a vantagem de 1 a 0, ao final da etapa, poderia ter sido maior. Com a participação dos laterais Carlos Alberto e Thiago Feltre, que apareceram bem ofensivamente sem deixarem buracos defensivos, e, principalmente, do volante Correa, os atacantes Éder Luís e Diego Tardelli não ficaram isolados no ataque.
A contratação do Correa se mostrou perfeita nesta fase de recuperação do Galo no Brasileirão. Além de dar uma grande sustentação defensiva para a equipe, sempre compondo o sistema de marcação no setor de meio-campo, Correa vem mostrando saber muito bem o que fazer com a pelota nos pés. Foi ele o principal organizador do Atlético em campo, criando excelentes lances ofensivos tanto com a bola parada como com ela rolando. Apesar de ter dado a assistência para o matador Diego Tardelli abrir o placar na 1ª etapa, foi após o intervalo que Correa se destacou mais ainda. Bola parada ensaiada com Tardelli, roubada de bola na meiúca com ótimo passe em sequência para Rentería, lindo lançamento para Diego Tardelli sofrer a falta que gerou a expulsão do zagueiro Xandão e perfeita cobrança de falta para ampliar o marcador, estiveram no repertório do volante na partida.
A apresentação do Atlético só não teve maior destaque por algumas falhas cometidas pelo sistema defensivo, como no lance em que o velho e veloz Basílio sofreu um pênalti e no gol de cobertura marcado pelo Flavinho, e por ter mostrado dificuldade em sair do seu campo de defesa com a bola dominada. São defeitos que podem ser consertados pelo Celso Roth e fazem com que eu, após pesar os prós e contras da atuação atleticana, prefira ficar com os elogios à qualidade nos passes do Correa e à capacidade de finalização do Diego Tardelli, que fizeram o Atlético permanecer no tão desejado G4.
Santos 1 x 3 Palmeiras – Vila Belmiro, Santos (SP)
A vitória sobre o Santos, em plena Vila Belmiro, serviu para colocar o Palmeiras de vez como principal candidato ao título do Brasileirão e provar que o Diego Souza realmente merece sua vaga na Seleção Brasileira.
Em uma partida muito equilibrada, principalmente no 1º tempo, o Palmeiras precisou suar muito para vencer o Peixe. Nesta etapa, as chances de gols até foram criadas, mas não foram bem finalizadas o suficiente para modificar o marcador. O Santos foi comandado por um sempre participativo e perigoso Mádson, que com com dribles muito rápidos deu bastante trabalho ao Palmeiras, que por sua vez assustou em chutes longos do Diego Souza e com tentativas do Vágner Love pelo meio da área.
Após o intervalo, o Santos voltou bem mais aceso e contando, além da citada participação do Mádson, com a aparição do até então disperso Neymar. Em pouco mais de 10 minutos, o Santos conseguiu criar 4 oportunidades de balançar as redes, tendo coseguido sucesso em uma delas com um belo chute do Luisinho, após mais bela ainda jogada do Neymar. Porém, minutos depois, disposto a provar que o craque ainda resolve no futebol, Diego Souza acertou uma cabeçada e empatou a partida para um tímido Palmeiras. O Santos não sentiu o golpe e continuou partindo para cima. Em duas jogadas do incansável Mádson, Kléber Pereira não conseguiu, de dentro da pequena área, acertar as finalizações e então Diego Souza resolveu castigar o Santos novamente. Com uma linda jogada pela esquerda, o meia palmeirense colocou a bola com mel e açucar para Robert virar a partida. 2 a 1 Palmeiras. Desta vez o Santos sentiu. E sentiria mais ainda quando, 4 minutos depois, Diego “sempre ele” Souza, iniciou uma jogada de cinema na meiúca que contou a participação de todo ataque verde e terminou com Love empurrando para o filó. Contando com menos de 15 minutos para tentar se reerguer, o Santos não teve forças para evitar mais uma vitória do Verdão.
Falar que no futebol atual vários são os fatores (organização tática, entrosamento, preparo físico, mentalidade dos jogadores...) que determinam o sucesso de uma equipe, é chover no molhado. Porém, diferente da opinião de muitos, acredito que o craque, seja ele goleiro, zagueiro, meia ou atacante, ainda decide jogos e campeonatos. Diego Souza mostrou neste clássico paulista que, mesmo com uma ruim atuação defensiva da equipe e com um Cleiton Xavier que esteve sumido em campo, bastou mostrar seu potencial para o Palmeiras vencer um difícil duelo.
Flamengo 2 x 0 Fluminense – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Contando com o “Imperador” Adriano em uma noite de gala, o Flamengo venceu o Fluminense e manteve vivo sonho de se classificar para a Libertadores 2010.
O 1º tempo do Fla-Flu foi muito equilibrado, com o Fluminense tendo criado as chances mais claras de abrir o marcador. O destaque tricolor ficou por conta do ponta-esquerda Adeílson que deu muito trabalho ao sistema defensivo do Flamengo e com duas belas jogadas quase fez o Flu sair na frente. Em uma delas, após tabelar com o lateral Dieguinho, deixou Alan livre para marcar, mas o jovem atacante do Flu, de frente para o gol, mandou por cima da baliza. No Flamengo, Zé Roberto se esforçava bastante, Petkovic não brilhava como nos últimos jogos, Denis Marques, completamente perdido, apenas atrapalhava o Fla e Adriano estava controlado pela defesa do Flu.
O intervalo e a entrada de Willians no lugar de Denis Marques fizeram muito bem ao Rubro-Negro. Com uma forte marcação no meio-de-campo, contando principalmente com a já citada vontade de Zé Roberto, o Flamengo dominou a partida e anulou as chances ofensivas do Flu. Foi com essa marcação que, em duas bobeadas do volante Tricolor Fabinho, Zé Roberto roubou duas bolas e Adriano marcou dois gols. Primeiro, o próprio Zé deixou Adriano em condições de preparar sua potente canhota e balançar as redes. Depois foi Léo Moura quem, após a roubada de bola, lançou perfeitamente Adriano que não perdoou. Com dois gols de vantagem no placar, o Flamengo foi bastante inteligente e, ao invés de recuar para segurar o resultado, continuou ameaçando o Flu e esteve mais perto de aumentar a diferença do que de sofrer um gol. Falando em sofrer gols, pela sexta partida consecutiva do Brasileirão, o Flamengo saiu de campo sem ter suas redes balançadas.
Sobre a atuação do Fluminense, podemos fazer o mesmo comentário de sempre. Não faltou vontade, mas sim qualidade técnica. Como citado, Adeílson participou bem no 1º tempo e, fora isso, apenas alguns bons passes do Conca e o zagueiro Digão provando que deve mesmo ser titular desta frágil defesa tricolor, pois enquanto esteve em campo realizou uma boa partida. Quanto às atuações dos volantes Fabinho e Diguinho, que não conseguem organizar uma única saída de jogo com qualidade e não dão o mínimo de segurança para a defesa, acredito que o Cuca precisa realizar alterações urgentes na posição.
Apesar de clássicos raramente serem previsíveis, o Flamengo conseguiu impor sua superioridade e mereceu a vitória. A esperança rubro-negra de alcançar o G4 aumenta a cada rodada, mesmo que nas próximas duas difíceis partidas (Vitória e São Paulo) Adriano não possa jogar por estar servindo a Seleção Brasileira. Já pelo lado do Flu, está praticamente impossível citar a palavra esperança.
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