domingo, 31 de janeiro de 2010

COPA DA ÁFRICA 2010 - FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Em uma partida que, se não foi emocionante, prendeu a atenção tamanho o equilíbrio entre os finalistas, o Egito venceu Gana e conquistou o Tri-Campeonato da Copa da África. Vamos ver como foi a decisão.

Egito 1 x 0 Gana

Incontestável! Após realizar uma campanha de 6 vitórias em 6 jogos, sendo 4 destas contra rivais que estão classificados para a Copa do Mundo (Nigéria, Camarões, Argélia e Gana), o Egito conquistou a Copa da África de 2010.

Desde o apito inicial, o duelo entre Egito e Gana teve cara de decisão. Nos primeiros minutos da 1ª etapa, a Seleção de Gana, diferente do esperado, adotou uma postura ofensiva. Por que digo diferente do esperado? As últimas três vitórias de Gana na competição foram pelo placar de 1 x 0 e, em todas elas, Gana adotou uma estratégia defensiva. Porém, apesar de iniciar a partida atacando, os ganeses não conseguiram levar perigo ao goleirão egípcio El Hadary. Passado este período inicial, o Egito passou a controlar a posse de bola e tomou as rédeas do jogo, mas, assim como Gana, não criou claras oportunidades de sacudir o filó. Acredito que um fator foi essencial para a falta de qualidade ofensiva mostrada pelo Egito na 1ª etapa: a péssima atuação do meia Ahmed Hassan. O experiente Hassan, sem nenhuma dúvida um dos melhores jogadores do torneio, não conseguiu acertar bons passes, o que deixou a dupla de ataque Meteeb e Zidan (Borussia Dortmund-ALE) inutilizada, e seus chutes longos não tinham nenhuma direção. Tão baixa produtividade ofensiva de ambas as equipes fez o jogo ir para o intervalo com o placar inalterado.

No 2º tempo, quem resolveu aparecer na partida foi o atacante ganês Gyan (Rennes-FRA). Assim como Hassan, Gyan também está entre os melhores jogadores do torneio, porém a postura defensiva adotada por Gana o deixa sempre muito isolado no ataque. Nesta partida em especial, como seu municiador, o meia Asamoah (Udinese-ITA), não estava muito inspirado, Gyan tentou resolver sozinho. E quase conseguiu. Enquanto o Egito permanecia com seus ataques improdutivos, para se ter uma idéia o bom e ofensivo lateral El-Mohamedy praticamente não foi notado em campo, Gyan fez o torcedor egípcio roer as unhas. Em dois chutes de longa distância e duas cobranças de falta, o atacante ganês assustou muito o El Hadary. Aposto que em pouco tempo o Gyan estará em um clube europeu de maior destaque. Porém, como eu adoro dizer, futebol e lógica não possuem nenhum parentesco e justamente quando Gana se mostrava superior em campo, o Egito marcou um golaço e garantiu o caneco.

Um fato impressionante está relacionado ao gol do título. Nas cinco partidas anteriores realizadas pelo Egito na competição, o meia Geddo entrou no 2º tempo em todas elas e já havia balançado as redes por 4 vezes. Com certeza ele já merecia ser chamado de amuleto da sorte, mas o melhor ainda estava guardado. Faltando 20 minutos para o fim do jogo, o treinador Hassan Shehata decidiu colocar seu iluminado jogador em campo. Com o crescimento de Gana na partida, parecia que dessa vez o Geddo não conseguiria mostrar sua mágica. Porém, aos 40 minutos, o “Amuleto Egípcio” recebeu a pelota na ponta direita, tabelou com Zidan e, com uma categoria imensa, colocou a bola no fundo do gol. Seis jogos entrando no 2º tempo, 5 gols marcados e o gol do título. Sensacional!

A Seleção de Gana merece elogios por, mesmo com importantíssimos desfalques, entre eles o contundido Essien (Chelsea-ING), conseguiu com uma equipe jovem chegar perto do título. E o Egito, que inexplicavelmente não vai a uma Copa do Mundo desde 1990, conseguiu seu terceiro título seguido da Copa da África. Todos eles de maneira invicta.

PARABÉNS, FARAÓS!

TAÇA GUANABARA - 5ª RODADA PARTE 1

Grupo A
Americano 1x3 Volta Redonda

Grupo B
Resende 4x2 Tigres
Botafogo 2x1 América

Olá amigos do FUTEBOLA!

Na abertura da 5ª rodada da Taça GB, o Botafogo manteve sua constância. Assim como nas vitórias anteriores, o Fogão não foi superior ao adversário de menor porte e, mesmo assim, garantiu os 3 pontos. Vamos ver como foi o duelo entre Fogão e Sangue.

Botafogo 2 x 1 América – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Em uma partida equilibradíssima e que só foi decidida nos minutos finais, o Botafogo bateu o América na estréia de Joel Santana como treinador.

Com a intenção de diminuir a quantidade de espaços encontrados no setor defensivo botafoguense nas partidas anteriores, Joel Santana decidiu estrear utilizando a formação com 3 defensores. A idéia de que um zagueiro a mais do que nas últimas partidas poderia dar maior segurança defensiva ao Fogão foi por água abaixo em apenas 3 minutos de jogo, tempo suficiente para o América organizar duas excelentes jogadas pelo lado direito da partida e quase abrir o marcador. E esta foi a tônica do 1º tempo, um América com ótimo controle da posse de bola, trabalhando pelos dois lados do campo, arriscando chutes longos e estando sempre perto de balançar as redes. O principal destaque americano foi justamente o que marcou o gol rubro. Um lindo cruzamento da esquerda do lateral Gérson chegou à cabeça do Adriano, absurdamente sozinho dentro da área alvi-negra, e ele não desperdiçou a chance de abrir o placar. O atacante Adriano fez uma partida excelente, se movimentando bastante no ataque e incomodando demais os defensores adversários. Somente aos 35 minutos que o Botafogo conseguiu, enfim, organizar sua primeira jogada ofensiva com qualidade. Isso mesmo, o Fogão passou mais de meia hora de jogo sem nada criar ofensivamente e, claro, o sumiço do Lúcio Flávio em campo está diretamente relacionado com este fato. A jogada trabalhada pelo lado esquerdo, com a participação do lateral Marcelo Cordeiro, terminou na cabeça de Loco Abreu e no fundo da rede. Apesar de não estar mostrando nada de brilhante, o centroavante uruguaio realmente sabe trabalhar dentro da área. A consciência que ele possui nas jogadas de bola aérea é digna de muitos elogios. Pode ser na finalização ou nas assistências com a cabeça, como mostrou no gol do Antônio Carlos contra o Tigres, na última rodada, Loco Abreu mostra que conhece muito do assunto.

Após o intervalo, Joel decidiu abandonar os três zagueiros com a entrada de Diguinho no lugar de Wellington. Com isso o Botafogo ficou mais organizado e ganhou o controle do jogo, certo? Errado! O América, assim como na 1ª etapa, manteve sua equipe a maior parte do tempo no campo ofensivo e com um jogo bem balanceado pelos lados do campo, com os laterais Claudemir e Gérson, permaneceu melhor. Porém, apesar do domínio, as chances claras de gols não apareciam e apenas uma jogada entre o meia Jones e o Adriano esteve perto de colocar o América em vantagem, até a parada técnica aos 20 minutos. Foi somente a partir desta pausa que o Botafogo conseguiu realmente levar perigo ao goleiro Roberto e, como o Glorioso permanecia muito frágil defensivamente, o jogo se tornou muito aberto. Herrera, para variar, se esforçava para colocar o Fogão na frente, como em um chutaço da ponta direita da área que Roberto salvou e Loco Abreu não aproveitou o rebote. Já o América, com sua postura muito ofensiva, permitia até a chegada dos volantes, como no lindo lance de Júnior que entrou costurando na área alvi-negra e quase marcou um gol antológico. Era um jogão de bola, daqueles que a tensão podia ser sentida e que qualquer falha seria decisiva. E o América bobeou feio. Aos 42 minutos, o lateral Gérson foi sair jogando, perdeu a pelota para o jovem atacante Caio, que havia entrado no 2º tempo, que arrancou com muita velocidade e deu a vitória ao Fogão.

Após o jogo, Lúcio Flávio disse que o importante no momento é o Botafogo conquistar os três pontos. Não concordo com o capitão do Bota e repito aqui o que disse após o jogo contra o Tigres. Se o Fogão quiser apenas passar de fase, pode se preocupar apenas com o resultado. Porém, se quer encarar Fla, Flu e Vasco de igual para igual, precisa começar a jogar mais futebol.

JOGADA RÁPIDA!

E o Americano não é mais o mesmo. Para quem estava acostumado com a equipe de Campos aprontando no Cariocão, a campanha com 5 jogos e 5 derrotas realizada pelo Cano é assustadora.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

COPA DA ÁFRICA 2010 - SEMI-FINAL

Gana 1 x 0 Nigéria

Olá amigos do FUTEBOLA!

Já está decidido o primeiro finalista da Copa da África. Após eliminar Angola nas quartas-de-final e vencer a Nigéria nas semis, Gana chega com todos os méritos na decisão do torneio. Vamos ver como foi o duelo entre "Estrelas Negras" e "Super Águias".

Gana 1 x 0 Nigéria

Utilizando a mesma estratégia das vitórias anteriores, a Seleção de Gana bateu a Nigéria por 1 a 0 e está na final da Copa Africana de Nações.

Na partida da 1ª fase contra Burkina Faso, Gana precisava da vitória para poder se classificar e após abrir o placar, ainda no 1º tempo, recuou sua equipe e segurou o jogo sem ter problemas. Nas quartas-de-final contra Angola, novamente Gana saiu na frente, com um golaço do atacante Gyan (Rennes-FRA), e utilizou a tática de recuar e buscar os contra-ataques. Se não foi feliz nos contra-golpes, conseguiu segurar a desordenada pressão dos anfitriões e se classificou para as semi-finais para enfrentar a Nigéria. E este duelo contra as “Super Águias” pareceu um replay do jogo contra os angolanos. Aos 20 minutos da 1ª etapa, o camisa 10 Asamoah (Udinese-ITA) cobrou córner com perfeição, Gyan acertou linda cabeçada e colocou as “Estrelas Negras” em vantagem. Pronto! Bastou abrir 1 a 0 no placar para Gana novamente se segurar no campo defensivo. Com exceção de um chute longo do Gyan, que diga-se de passagem está na briga para ser o melhor jogador do torneio, apenas a Nigéria criou jogadas ofensivas durante todo o restante da partida.

Com sua equipe postada no campo de ataque e sem precisar se preocupar com os contra-ataques ganeses, que não existiam e deixavam o Gyan completamente isolado, a Nigéria buscou o gol por mais de 70 minutos. E não conseguiu. O fato de possuir bons jogadores ofensivos, como o Obasi (Hoffeinheim-ALE) e Odemwingie (Lokomotiv Moskow-RUS), não foi o suficiente para a Nigéria conquistar a classificação. O principal motivo? A gigante falta de qualidade nas finalizações. Os dois citados jogadores mais Oba Oba Martins (Wolfsburg-ALE) e Yakubu (Everton-ING) erraram muitas finalizações e pouco assustaram o goleiro ganês Kingson (Wigan-ING). Mesmo tendo mostrado uma grande variedade de jogadas ofensivas, atacando pela direita, pela esquerda e pelo meio, os nigerianos não concluíram sequer uma jogada com qualidade.

Contra as desorganizadas equipes de Burkina Faso, Angola e Nigéria, o sistema defensivo de Gana, que está longe de ser uma “muralha” conseguiu segurar a vantagem e colocar a equipe na decisão. Vale ressaltar que mesmo desfalcado de jogadores de ótima qualidade, como o Essien (Chelsea-ING) e Muntari (Internazionale-ITA), que são importantes em duas das melhores equipes do mundo, Gana conseguiu chegar na decisão, algo que os badalados Camarões e Costa do Marfim passaram longe. Méritos para a boa equipe do técnico Rajevac.

TAÇA GUANABARA - 4ª RODADA

Grupo A
Olaria 2x0 Bangu
Flamengo 3x2 Americano
Volta Redonda 3x0 Boavista

Grupo B
Tigres 1x2 Botafogo
Madureira 2x1 Friburguense
América 2x2 Resende

Olá amigos do FUTEBOLA!

Na abertura da 4ª rodada da Taça Guanabara, Flamengo e Botafogo suaram muito a camisa para vencerem seus jogos. E tem mais! Esses jogos de quarta-feira serviram para colocar Madureira e Olaria na parte de cima da tabela. É bom os "grandes" não acharem que estão garantidos na próxima fase. Vamos aos comentários sobre a dura vitória do Fogão.

Tigres 1 x 2 Botafogo – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)

Assim como na vitória contra o Friburguense na 2ª rodada, o Botafogo novamente conseguiu conquistar os 3 pontos, mesmo sem ser superior ao seu adversário, e impediu que uma crise gigante assolasse o clube.

Apesar de ter saído para o intervalo vencendo a partida por 1 a 0, o Botafogo não conseguiu, em nenhum momento dos primeiros 45 minutos , controlar as ações do jogo e dominar o Tigres. Muito pelo contrário, foi a equipe de Xerém que criou o maior número de oportunidades de balançar as redes. Só para exemplificar a superioridade ofensiva do Tigres, o centroavante Gilcimar perdeu nada menos do que 3 claríssimas oportunidades de sacudir o filó. Jogada criada pelo lateral-esquerdo Selico, pelo lateral-direito Oziel e até mesmo em um tiro de meta mal cobrado pelo goleiro alvi-negro Jefferson, não importava como Gilcimar recebia a pelota, ele não conseguia marcar o gol. Vale ressaltar aqui a enorme fragilidade mostrada pelo setor defensivo do Botafogo, que deixava o adversário trabalhar com muita liberdade tanto fora quanto dentro da área. Joel vai ter muito trabalho para arrumar o setor. Sobre o Tigres, gostaria de destacar o Oziel. Dos jogadores das equipes “pequenas” que eu assisti até o momento, foi ele quem mais me chamou a atenção. Assim como na estréia contra o Vasco, o lateral da equipe de Xerém mostrou muito poder ofensivo e participou das jogadas mais bem trabalhadas de seu time. O que salvou o Botafogo na 1ª etapa foi , para variar, a atuação do argentino Herrera. Além da costumeira raça mostrada pelo atacante do Fogão, foi de seus pés que saiu o gol alvi-negro, em uma jogada muito bem trabalhada pelo Lúcio Flávio, aos 14 minutos.

Acho bastante curioso a relação entre Lúcio Flávio e a torcida botafoguense. Além da citada participação no primeiro gol do Bota, ele continua sendo um expert nas bolas paradas. Exemplos: no 1º tempo ele colocou a pelota na cabeça de Fahel que quase ampliou a vantagem e, já após o intervalo, aos 6 minutos, deu um lindo cruzamento para Loco Abreu, que arrumou a bola para Antônio Carlos colocar 2 a 0 no placar. Enquanto isso, a vazia arquibancada de São Januário mostrava faixas de insultos ao capitão alvi-negro. Em minha opinião, Lúcio Flávio realmente vem apresentando um futebol bem abaixo do que pode, mas se está ruim com ele, ficará pior sem ele. Enquanto o seu papel deveria ser o de organizar a equipe, ditar o ritmo do jogo e segurar a bola quando a equipe estiver passando por momentos apertados, vemos que ele aparece apenas em alguns poucos lances das partidas. E mesmo assim continua sendo decisivo.

Com a vantagem de 2 gols no marcador, o Botafogo recuou para explorar a velocidade do Herrera e utilizar os contra-ataques, porém a expulsão do Leandro Guerreiro prejudicou bastante a estratégia da equipe. Apesar de todas as limitações técnicas, o Tigres foi para cima, construiu algumas jogadas pelos lados do campo e consegui diminuir o placar aos 41 minutos. O lateral-direito Oziel, já elogiado anteriormente, marcou um belo gol de falta e deu números finais ao jogo.

Esta foi a terceira vitória do Botafogo contra equipes de menor porte e, uma vez mais, não foi uma vitória convincente. Se o que o Fogão deseja é apenas passar de fase, pode se importar em apenas ganhar os três pontos, mas se deseja levantar o caneco, é muito bom começar a trabalhar bastante.

JOGADA RÁPIDA!

Bangu e Americano são as únicas equipes que perderam todos seus jogos até o momento no torneio e, mesmo assim, o Flamengo sofreu para vencer ambos. Neste duelo contra o Americano, o Fla só conseguiu mostrar um futebol de qualidade em um lance. E que lance! A tabelinha entre Adriano e Vagner Love, que gerou o terceiro gol rubro-negro, é daquelas para ser vista inúmeras vezes.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

GRANDES SELEÇÕES DA COPA DO MUNDO - ESCÓCIA 1974

ESCÓCIA – 9ª COLOCADA NA COPA DO MUNDO DE 1974

ELENCO

Goleiro: David Harvey, Thomson Allan, Jim Stewart
Defensores: Sandy Jardine, Danny McGrain, Jim Holton, Martin Buchan, John Blackley, Willie Donachie, Gordon McQueen, Erich Schaedler
Meio - Campistas: Billy Bremner, David Ray, Jimmy Johnstone, Peter Cormack, Donald Ford, Tommy Hutchison
Atacantes: Peter Lorimer, Kenny Dalglish, Joe Jordan, Denis Law, Willie Morgan
Técnico: Willie Ormond

CAMPANHA

Escócia 2 x 0 Zaire
Escócia 0 x 0 Brasil
Escócia 1 x 1 Iuguslávia

A Copa do Mundo de 1974, na Alemanha Ocidental, ficou marcada pelo surgimento de uma Seleção que muitos consideram uma das melhores que a Copa já viu: o “Carrossel Holândes”. Krol, Cruyff, Neeskens e cia, encantaram o planeta bola com um futebol dinâmico e de uma qualidade técnica impressionante e só foram parados na final do torneio porque encontraram os anfitriões, comandados Franz Beckenbauer. Porém, o texto que vem a seguir, não é para falar sobre a “Laranja Mecânica”, mas sim de uma Seleção que, acreditem, foi eliminada na 1ª fase da competição tendo conquistado uma vitória e dois empates.

Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1974, a Escócia enfrentou a Tchecoslováquia e a Dinamarca na disputa pela vaga. Dois fatos merecem ser ressaltados: o primeiro deles é que a Escócia, ao conquistar a classificação, deixou fora da Copa do Mundo a Tchecoslováquia, que em 1976 conquistaria nada menos do que a Eurocopa e o outro destaque vai para a chinelada de 4 a 1 que a Escócia aplicou na Dinamarca, em Copenhage(DIN). Se a Escócia não chegava na Copa do Mundo para brigar pelo caneco, também estava longe de chegar para ser um saco de pancadas.

Como ocorre atualmente, os jogadores da Seleção Escocesa estavam divididos entre os clubes do próprio país e os ingleses. Dentre os jogadores que atuavam na Inglaterra, estavam dois dos maiores jogadores escoceses e aqueles que, na época, eram os mais experientes da Seleção Escocesa: Denis Law e Billy Bremner. Apenas uma frase seria suficiente para definir a qualidade de Denis Law: Law é o segundo maior artilheiro da história do Manchester United, atrás apenas de Bobby Charlton. A década de 60 foi o período de glória de Denis Law, quando conquistou dois títulos do Campeonato Inglês (64/65 e 67/68), conquistou a Copa dos Campeões da Europa (67/68), apesar de uma contusão no joelho o tirar dos últimos jogos e, para fechar suas honras com chave de ouro, conquistou em 1964 o prêmio Bola de Ouro como melhor jogador europeu. Enquanto Denis Law era uma grande estrela ofensiva, Billy Bremner era um meia defensivo que com muita raça e espírito de liderança se tornou para muitos o maior jogador da história do Leeds. Tendo atuado quase 20 anos no Leeds, Bremner também conquistou dois títulos (68/69 e 73/74) e foi 5 vezes vice do Campeonato Inglês além ter chegado em uma final da Copa dos Campeões da Europa (74/75), quando perdeu para o Bayern de Munique de Franz Beckenbauer. Suas quase 600 partidas pelo Leeds, jogadas com impressionante garra, lhe renderam uma estátua na frente do Estádio Elland Road, guardando para a eternidade sua importância para o clube.

Dos clubes escoceses, o destaque ficava por conta do jovem Kenny Dalglish. Diferente de Denis Law, que aos 34 anos já era um jogador consagrado e estava terminando sua carreira, Dalglish ainda estava começando a mostrar seu potencial. E que potencial! Com 23 anos e atuando pelo Celtic, ele chegou à Copa do Mundo de 74 com três títulos do Campeonato Escocês (71/72, 72/73 e 73/74) e quase 100 gols na carreira. Ninguém tinha dúvidas de que Dalglish seria um grande jogador, porém ele se tornou mais. Se tornou uma lenda. Em 1977, Dalglish chegaria ao Liverpool para conquistar 6 títulos do Campeonato Inglês (78/79, 79/80, 81/82, 82/83, 83/84 e 85/86) além de 3 Copa dos Campeões da Europa (77/78, 80/81 e 83/84). Nas vésperas da Copa do Mundo de 74, Dalglish já estava se consolidando como principal jogador do Celtic e o Mundial seria uma grande oportunidade de mostrar todas suas qualidades.

Logo no sorteio dos grupos da Copa do Mundo, a Escócia não teve muita sorte e caiu no mesmo grupo de Brasil, Iugoslávia e Zaire. Na estréia, uma fácil vitória por 2 a 0 sobre os africanos serviu para diminuir o nervosismo por disputar uma competição tão difícil. Contra o Brasil de Rivelino e Jairzinho, dupla de craques Campeões da Copa de 70, e a Iugoslávia do grande meia Acimovic, vieram dois empates que mostraram como a Escócia era uma equipe de alto nível. Porém, como Brasil e Iugoslávia venceram a frágil equipe do Zaire por maior diferença de gols, respectivamente 3 x 0 e 9 x 0, os escoceses foram eliminados do torneio e não conseguiram fazer a Escócia passar de fase pela primeira vez na história da Copa do Mundo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

E NO VELHO CONTINENTE...

Inter de Milão 2 x 0 Milan – 21ª rodada do Campeonato Italiano

Um verdadeiro banho de água fria! Assim pode ser definida a incontestável vitória da Inter de Milão sobre o Milan, mesmo atuando quase a partida toda com um homem a menos e desfalcado de Samuel Eto’o, que disputa a Copa da África.

Os primeiros 15 minutos jogados pela equipe da Inter foram espetaculares. O trio formado por Pandev, Milito e Sneijder mostrava um futebol de primeira categoria. Reparem no bombardeio ao goleiro Dida. Primeiro Sneijder manda uma bomba de fora da área e acerta o poste, depois Pandev tenta penetrar pelo miolo de zaga do Milan e a pelota sobre para Sneijder arrematar para difícil defesa de Dida e, finalmente, a Inter abre o placar com um chute cruzado de Diego Milito, após excelente passe de Pandev. Por pouco, aos 14 minutos, Milito não ampliou a vantagem depois de receber novo passe de Pandev. Eletrizante! Inacreditável a atuação do macedônio Pandev. Em sua quarta partida pela Inter, ele tinha a missão de substituir ninguém menos que Samuel Eto’o no clássico contra o Milan e em momento algum sentiu o peso da responsabilidade. Parece que a Inter acertou em cheio ao contratá-lo junto a Lazio. Sobre seu parceiro de ataque, o argentino Diego Milito, já está muito mais do que na hora de ele ser titular da Seleção Argentina. Em minha opinião, sua velocidade e poder de finalização (possui 13 gols em 19 jogos pela Inter) podem ser muito úteis à equipe do Maradona. Entre Milito e Higuaín, fico com o primeiro.

Após esta blitz fenomenal da Inter, um lance no meio do campo fez o torcedor do Milan voltar a se empolgar. Aos 26 minutos, o meia holandês Sneijder reclamou com o árbitro e foi expulso de campo. Opinião minha? O juiz foi absurdamente rigoroso. Com um jogador a menos, e logo seu principal meia organizador , a Inter perdeu muito de seu poder ofensivo. Até o fim da 1ª etapa, o Milan organizou diversas jogadas ofensivas pelos lados do campo, mas como foram pouco criativas não levaram perigo ao goleirão Júlio César e a equipe rubro-negra foi para o intervalo com um resultado negativo.

Para o 2º tempo, o treinador Leonardo resolveu retornar com o meia Seedorf, buscando dar maior criatividade às jogadas ofensivas milanesas e, em um minutinho, Sedoorf quase empatou o jogo. Beckham cobrou córner com perfeição e o holândes, de cabeça, obrigou Júlio César a fazer uma monumental defesa. Segundos depois, Ronaldinho – sim, ele estava em campo – acertou um meio-voleio de fora da área e quase marcou um golaço. O Milan mostrou estar vivo, foi para cima da Inter e... deixou inúmeros espaços no seu setor defensivo. Se sem espaços Pandev e Milito já causaram aquele pandemônio na 1ª etapa, com os buracos na defesa rubro-negra a situação não seria diferente. Aos 10 minutos, Padev acertou o passe e Milito chutou para defesa de Dida. Aos 14, uma maravilhosa jogada de Milito chegou aos pés de Pandev que acertou a trave. Cinco minutos depois, falta na entrada da área e Pandev, com imensa categoria, sacudiu o filó. 2 a 0 Inter. Que atuação sensacional da dupla de ataque interista!

Vejam como o futebol as vezes pode ser muito irônico. O ótimo zagueiro brasileiro Thiago Silva saiu do Fluminense para atuar no Milan, um dos maiores clubes do planeta. “Agora sim vou atuar com os maiores jogadores do mundo” – deve ter pensado o ex-defensor tricolor. Coitado. Atuando ao lado de Favalli, Antonini e Abate, o zagueiro brasileiro sofre para proteger o compatriota Dida e coloca em risco sua vaga na Copa do Mundo de 2010. Não consigo entender como uma equipe do porte do Milan possui defensores de tão baixa qualidade.

Após o segundo gol da Inter, o Milan não mostrou qualidade para buscar o empate. Apenas bolas alçadas na área e jogadas de bola parada estavam no repertório rubro-negro. Essas jogadas estéreis serviram apenas para consagrar a defesa da Inter e fazer com que Lúcio mostrasse que a cada dia que passa se transforma em um zagueiro melhor. Falando em consagração, nos minutos finais foi a vez de Júlio César se consagrar. Primeiro o centroavante Huntelaar acertou um chute quase da pequena área e o brazuca salvou. Minutos depois, o juiz marcou um pênalti inexistente, expulsou o brasileiro Lúcio e Júlio César voou para defender a cobrança de Ronaldinho Gaúcho. Que fase do goleirão brasileiro!

No 1º turno, a Inter humilhou o Milan e ganhou por 4 a 0. Agora, com a convincente vitória, o Milan e Ronaldinho Gaúcho perceberam que precisam de muito mais do que golear equipes de menor porte para evitar o título do rival.

TAÇA GUANABARA - 3ª RODADA PARTE 2

Grupo A
Boavista 0x0 Duque de Caxias
Fluminense 1x0 Volta Redonda
Americano 1x5 Olaria

Grupo B
Botafogo 0x6 Vasco
Friburguense 3x1 Tigres

Olá amigos do FUTEBOLA!

No complemento da 3ª rodada da Taça Guanabara, o Fluzão conseguiu vencer mais um jogo sem levar gols e manteve 100% de aproveitamento no torneio. O assunto da rodada, entretanto, não pode ser outro se não a histórica goleada aplicada pelo Vasco sobre o Botafogo. Vamos ver como foi este clássico inesquecível.

Botafogo 0 x 6 Vasco – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Simplesmente mágico. Com uma atuação encantadora o Vasco engoliu o Botafogo no Engenhão e provou que é sim um candidato fortíssimo ao título do Cariocão 2010.

Desde o apito inicial o Gigante da Colina se mostrou uma equipe absurdamente superior ao Botafogo. Muito bem postada em campo e com seu trio ofensivo (Carlos Alberto, Philippe Coutinho e Dodô) se movimentando bastante, o Vasco flutuava no gramado. Logo com 3 minutinhos de partida, Dodô pegou a pelota de fora da área e, como se possuísse uma régua no pé, acertou um chute perfeito e abriu o placar. O primeiro dele pelo Vascão. E viria mais. Muito mais! Se o torcedor do Botafogo pensou que a situação estava ficando ruim, ela pirou bastante quando aos 15 minutos o Eduardo foi expulso por entrada violenta. Em minha opinião, o juiz exagerou um pouco nesta expulsão e não manteve o mesmo critério rigoroso no restante da partida. Com um homem a mais e precisando se preocupar apenas com os avanços do argentino Herrera, que era o único botafoguense que tentava algo em campo, já que Lúcio Flávio estava completamente sumido e Loco Abreu depende de uma boa atuação de seus municiadores, o Vasco ganhou completamente o controle da partida. Entre 33 e 35 minutos, o jogo foi decidido. Primeiro Carlos Alberto recebe a pelota na ponta direita e cruza para Dodô mostrar seu faro de artilheiro. Logo depois, Souza arranca com a pelota e organiza um contra-ataque digno de video-aula, deixando Dodô livre para, com toda a categoria que lhe é característica, balançar as redes pela terceira vez. Show de bola! Diante da estupenda atuação de Dodô, ficaria fácil não reparar em mais ninguém presente em campo, porém o volante Souza realizou um 1º tempo impecável. Além do citado contra-ataque que resultou no terceiro gol do Vasco, foi Souza quem sofreu a falta para Eduardo ser expulso, roubou a bola que caiu nos pés de Dodô no lance do primeiro gol e deu o passe para Carlos Alberto na jogada do segundo gol. Resumindo: Souza foi o responsável pela expulsão do Eduardo e participou diretamente dos três gols do Dodô.

Após o intervalo, o Vasco tinha tudo para cair no mesmo erro infantil das equipes que possuem boa vantagem no placar e recuar a equipe por completo, até pelo motivo do meia Carlos Alberto ter sido substituído por contusão, entretanto nem de longe foi o que ocorreu. Atuando com muita inteligência e mantendo sua equipe postada ofensivamente, o Vasco transformou a parcial vitória em uma goleada histórica. Logo aos 10 minutos da 2ª etapa, Léo Gago mostrou aquela que foi sua principal arma ofensiva no Brasileirão do ano passado, quando atuava pelo Avaí. Em uma cobrança de falta, o volante vascaíno mandou um verdadeiro balaço cheio de efeito contra o goleiro Jefferson, que não impediu o quarto gol do Vascão. A noite vascaína estava 99% perfeita. Só faltava o xodó da torcida, Philippe Coutinho, sacudir o filó pela primeira vez para todos os vascaínos ficarem felizes por completo. E como alegria pouca é bobagem, Philippe Coutinho resolveu mostrar seu até então escondido poder de finalização. Aproveitando um passe do Dodô e outro do Rafael Coelho, a jovem estrela da Colina marcou dois lindos gols e colocou um inacreditável resultado de 6 a 0 no placar do Engenhão.

Sobre a atuação do Botafogo na partida, seria praticamente impossível listar todos os erros da equipe, tamanha a quantidade. Jefferson falhou, o miolo de zaga foi um verdadeiro queijo suiço, os laterais não apoiaram e defensivamente foram totalmente envolvidos, os cabeças de área cometeram faltas tolas e estiveram completamente perdidos diante da movimentação de Souza, Philippe Coutinho e Dodô, Lúcio Flávio em nenhum momento chamou a responsabilidade de acalmar o jogo e organizar a equipe e o ataque foi sacrificado pelo péssimo desempenho geral. Díficil recordar uma atuação tão fraca do Glorioso. É chover no molhado falar do gigante trabalho que Estevam Soares terá pela frente, mas não podemos esperar que o Botafogo repita atuações como esta. Os jogadores alvi-negros sabem que esta foi uma partida atípica e eles precisam buscar calma para se organizar dentro das quatro-linhas.

Nesse domingo, o Vasco mostrou que quem quiser ganhar o Carioca vai ter que jogar muita bola. Carlos Alberto, Dodô e cia mostratam um belo cartão de visitas. Ou melhor, foi um verdadeiro outdoor de visitas.

JOGADA RÁPIDA!

Enquanto Bangu e América não tiveram inícios de campeonato empolgantes, o Olaria, outro clube de grande história no futebol carioca, ainda está invicto na competição. A goleada de 5 a 1 sobre o Americano, em Campos, deixou o Olaria com 7 pontos e atrás apenas da dupla Fla-Flu. Vem surpresa por aí?