domingo, 28 de fevereiro de 2010

CAMPEONATO PAULISTA - 11ª RODADA

Santos 2 x 1 Corinthians – Vila Belmiro, Santos (SP)

Olá amigos do FUTEBOLA!

Com um futebol mágico e encantador o Santos engoliu o Corinthians, manteve a vantagem de 4 pontos sobre o segundo colocado e, de tabela, tirou o Timão da zona de classificação para as semi-finais.

Desde o apito inicial, o Santos foi simplesmente arrasador. O sistema defensivo corintiano ficou totalmente perdido diante da visão de jogo e qualidade nos passes da dupla de armadores Paulo Henrique Ganso/Marquinhos e da velocidade e habilidade de Neymar. Logo aos 2 minutos, Ganso deixou Neymar cara-a-cara com o arqueiro Felipe, que fez ótima defesa. Três minutinhos depois, novamente perfeito passe de Ganso, dessa vez para Marquinhos, que entrou na área e foi derrubado por Roberto Carlos. Na cobrança da penalidade, Neymar bateu em meia altura e Felipe voou para buscar. Existe um máxima no futebol que diz que quando uma equipe perde um pênalti ela fica pra baixo e o adversário cresce em campo, porém isso esteve muito longe de ocorrer. Mesmo com a defesa do goleirão Felipe o Corinthians permaneceu apático e, em nenhum momento, o Santos perdeu as rédeas da partida. Felipe ainda teve êxito em impedir o Santos de abrir o placar ao defender um chute de Arouca, logo após este receber milimétrico passe de Marquinhos, mas, aos 32 minutos, ele nada pode fazer. Marquinhos, sempre ele, encontrou Neymar na área e o jovem santista, em uma virada rápida e mortal, sacudiu o filó. Palmas para o passe do Marquinhos. Palmas para a atitude de Neymar, que perdeu um pênalti e, mesmo assim, não se escondeu em campo. O único lance ofensivo corintiano que merece destaque é a perfeita bicicleta de Dentinho, que merecia ter balançado a rede.

Nos primeiros 45 minutos, o quarteto de meio-campo santista dominou completamente o setor. Enquanto a já citada visão de jogo da dupla Ganso/Marquinhos infernizava Roberto Carlos e cia, os volantes Wesley e Arouca tinham toda a liberdade para aparecerem ofensivamente. Era necessário que Mano Menezes alterasse sua equipe de alguma forma no intervalo e, em minha opinião, um dos três atacantes deveria ser sacado, para fortalecer a meiúca corintiana. Jucilei e Moacir substituíram, respectivamente, Ralf e Alessandro e o trio ofensivo permaneceu intacto. O resultado? Um início de 2º tempo imagem e semelhança do anterior. Aos 14 minutos, uma jogada magistral. Um lançamento de Marquinhos, para mim o melhor jogador em campo, chegou até Neymar, que dominou a pelota no peito e encontrou seu parceiro André livre, leve e solto para marcar o segundo gol santista. Jogada para ver e rever diversas vezes. Com 2 x 0 no placar, o Santos relaxou mais do que o necessário e perdeu totalmente o foco da partida. O gol corintiano, marcado aos 23 minutos, até poderia colocar fogo no jogo, mas, logo depois, Moacir e Roberto Carlos, os dois laterais do Timão, foram expulsos. O consagrado e experiente Roberto Carlos, que havia recebido amarelo ao cometer pênalti em Marquinhos, simulou ter sofrido uma falta e recebeu o segundo cartão. Um verdadeiro papelão. Agora, além da vantagem no placar, o Santos possuía dois homens a mais em campo. Os últimos 15 minutos mostraram perfeitamente o maior defeito desta grande equipe santista: acreditar que a partida acaba antes do apito final. Na vitória sobre o Bragantino por 6 x 3, este fato, assim como no clássico, ficou evidente e poderia ter prejudicado o Santos. Se aos 41 minutos o meia Tcheco, completamente sumido em campo, não tivesse errado uma cabeçada quase na linha do gol, o Corinthians teria conseguido empatar uma partida em que não jogou absolutamente nada. Dorival Junior tem o trabalho de ensinar esses novos meninos da Vila como decidir as partidas.

Inadmissível que uma equipe com os jogadores de alto nível, como é a do Corinthians, tenha uma apresentação ofensiva como a deste clássico. Passar 90 minutos e organizar apenas três jogadas de ataque é assustador. Ultrapassagens dos laterais, tabelinhas pelo meio da defesa, jogadas de pivô preparando a pelota para o companheiro, lances individuais... Nada disso esteve presente no cardápio do Timão. E o Mano só tentou mudar algo nos minutos finais, com a entrada do Iarley.

Não posso deixar de comentar um lance que me marcou muito. O juiz havia parado o jogo e o xerifão corintiano Chicão foi buscar a pelota para realizar a conbrança da infração. Neste momento, Neymar lhe aplicou um chapéu indescritível. Na hora do lance, critiquei o garoto pois achei sua atitude completamente desnecessária. Porém, após o jogo, ele disse o seguinte: “Foi uma jogada em que abusei, mas é coisa do clássico. Ele falou que começaria a bater, respondi”. Diante de jogadores como Neymar, os zagueiros se utilizam de xingamentos e ameaças para deixar o oponente nervoso, não é? Pois bem, Neymar utilizou sua arma para deixar seu oponente nervoso. Por isso o lance me marcou. Nunca iria olhar esta atitude do Neymar por este ponto de vista, se não fosse sua entrevista.

JOGADA RÁPIDA!

Uma das grandes revelações do último Brasileirão, atuando pelo Barueri, o atacante Fernandinho fez sua estréia pelo São Paulo. Se ela foi boa? Não, foi surreal. Fernandinho marcou nada menos do que 4 gols na vitória do Tricolor sobre o Monte Azul, por 5 x 1. Será mais um craque da nossa inesgotável safra?

sábado, 27 de fevereiro de 2010

TAÇA RIO - 1ª RODADA

Madureira 1 x 2 Boavista
Resende 0 x 3 Bangu
Macaé 1 x 4 Flamengo
Americano 1 x 3 Botafogo

Olá amigos do FUTEBOLA!

Nos jogos que abriram a 1ª rodada da Taça Rio, o botafoguense Caio e os rubro-negros Vagner Love e Vinícius Pacheco deram um show de bola e ajudaram seus times a iniciarem bem o torneio. Vamos ver como foi a vitória do Flamengo sobre o Macaé.

Macaé 1 x 4 Flamengo – Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)

O Flamengo precisou jogar apenas um tempo para garantir sua primeira vitória na Taça Rio. Com a ausência de Adriano, servindo à Seleção Brasileira, coube à dupla Vagner Love e Vinícius Pacheco a tarefa de garantir o triunfo rubro-negro.

Durante os primeiros 45 minutos, o Flamengo se mostrou uma equipe completamente fora de jogo. Exceção de dois bons passes de Vinícius Pacheco para Vagner Love, e o pênalti sofrido pelo Willians, que o Love cobrou no meio do gol para a brir o placar, aos 28 minutos, o Fla nada mais fez. Enquanto isso, o Macaé se esforçava bastante para superar suas limitações técnicas e incomodar o Flamengo. Se não conseguia levar muito perigo ao goleiro flamenguista Bruno, pelo menos o Macaé se posicionava ofensivamente. Aos 38 minutos, em um escanteio que surgiu após um bomba do macaense André, o atacante Laio aproveitou uma falha da defesa rubro-negra e, de cabeça, empatou o escore. Vale ressaltar algo que não é novidade nesse Carioca. Durante a 1ª etapa, o sistema defensivo do Fla se complicou algumas vezes com as pelotas alçadas na área.

Após o intervalo, o 2º tempo iniciou com a mesma cara. Os 10 primeiros minutos da etapa derradeira continuaram mostrando um Flamengo sem criatividade e sem nenhum poder ofensivo. Porém, ocorreu um estalo e, como se fosse mágica, a dupla Pacheco/Love resolveu decidir a partida. Cobrança de falta rápida e inteligente de Love e Pacheco sacode o filó. Sensacional tabela entre Love e o estreante Ramón e o “Artilheiro do Amor” marca mais um, se isolando na artilharia do Cariocão. Belo passe de Love pela meiúca da defesa macaense e Vinícius Pacheco balança as redes pela segunda vez. Três lances, treze minutos e três gols. Bastou 15 minutinhos de bom futebol para o Flamengo detonar a frágil equipe do Macaé.

Com dois gols e duas assistências, Vagner Love mostrou o quanto é importante para a atual equipe do Flamengo. A vitória rubro-negra valeu também pelos dois gols do cada dia melhor Vinícius Pacheco e pela ótima estréia do meia-atacante Ramón.

JOGADA RÁPIDA!

Já tá virando rotina, mas continua sendo impressionate. Novamente o “Talismã Alvi-Negro” Caio saiu do banco de reservas e deu a vitória ao Botafogo. No duelo contra o Americano, a partida estava 1 x 1 quando Caio entrou em campo e marcou dois gols. Êta estrela!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 - 1ª FASE

Flamengo 2 x 0 Universidad Católica – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Olá amigos do FUTEBOLA!

Assim como o Internacional em sua estréia, o Flamengo iniciou a Libertadores precisando suar a camisa e mostrar uma garra digna da competição mais importante da América do Sul.

A partida ainda estava em seus minutos iniciais quando o destemperado Willians soltou o braço no seu marcador e recebeu um justo cartão vermelho. Se a surpreendente ausência do goleiro Bruno, contundido, já assustava o torcedor, o Flamengo teria, agora, a missão de vencer sua partida de estréia atuando, praticamente todo o jogo, com um homem a menos. O Rubro-Negro se abateu por isso? Não, nem um pouco. Cada jogador se esforçava ao máximo e, com raras exceções em alguns buracos que apareceram no lado esquerdo de sua defesa, o Flamengo não parecia estar com menos um. O maior motivo da tranquilidade mostrada pelo Flamengo, após a infantil expulsão de seu volante, foi o golaço de falta marcado pelo Léo Moura logo aos 10 minutos. Sem dúvida alguma o Fla teria um jogo muito mais complicado se não tivesse obtido uma rápida vantagem. A partir daí, a Universidad Católica começou a atacar com maior atitude, porém não o suficiente para superar a raça e, acreditem, solidez defensiva do Flamengo. Após sofrer gols em todas as partidas do ano, Andrade precisou realizar alterações e barrou Ronaldo Angelim, colocando em campo o jovem Fabrício. E como jogou o Fabrício... Bola pelo alto, bola por baixo, dando o bote no atacante ou atuando na cobertura, não importava o lance o resultado era sempre Fabrício ganhando a jogada. A equipe chilena chegou a assutar em uma bomba do Damian Díaz que acertou o travessão, mas não mostrou capacidade para sacudir o filó rubro-negro. Vale ressaltar também a disposição mostrada por Vágner Love. Como citei anteriormente, todo o time correu para suprir a expulsão do Willians, mas o Vágner Love exagerou na dose, para o bem de sua equipe e do torcedor. O camisa 9 rubro-negro marcava pressão e retornava para compor o meio campo com um gás de causar inveja à corredor da São Silvestre.

Poucos minutos antes do intervalo, o Flamengo ganhou um presente quando, com uma infantilidade de causar inveja ao Willians, o meia Mirosevic pisou em Toró e foi expulso. Assim, o Flamengo voltou para a 2ª etapa mais tranquilo e conseguiu ampliar sua vantagem. Antes de comentar o lance, uma pausa para falar sobre o Léo Moura. Sempre fui um grande fã do lateral rubro-negro e, apesar de nos últimos 2 anos ele não ter mostrado todo o futebol que possui, nunca deixei de considerá-lo o melhor de sua posição atuando no Brasil. O tempo que ele já está de titular no Flamengo e os títulos que conquistou lhe fornecem uma experiência muito grande e ele é de extrema importância para sua equipe. Voltando ao jogo, aos 13 minutos Léo Moura roubou uma bola na entrada de sua área e arrancou com enorme velocidade. Um lindo drible e um lançamento nos pés do Adriano foram o suficiente para todos lembrarem daquele futebol que o levou para a Seleção Brasileira e para o Fla colocar 2 a 0 no placar. Daí até o final, a partida serviu para Marcelo Lomba permanecer mostrando segurança em sua estréia, Fabrício fechar o jogo sem perder um único lance, Toró continuar correndo feito um louco e Vágner Love correndo feito um Toró. O pênalti desperdiçado pelo “Artilheiro do Amor”, no finzinho do jogo, coroaria sua grande atuação.

Para uma estréia em Libertadores, o Flamengo teve um jogo até um pouco mais difícil do que esperava, porém com raça e qualidade soube superar seu primeiro obstáculo rumo à tão sonhada conquista da América.

E NO VELHO CONTINENTE...

Internazionale 2 x 1 Chelsea – 1º jogo da fase oitavas-de-final da Liga dos Campeões da Europa

Olá amigos do FUTEBOLA!

No primeiro duelo entre Inter e Chelsea, pelas oitavas da Champions League, deu vitória da equipe italiana em um grande jogo de futebol.

A partida já começou pegando fogo, pois dois minutinhos após o apito inicial a Inter já havia sacudido o filó. Após um passe de Eto’o, o meia Sneijder deixou a pelota passar para Milito, que deu uma linda entortada no zagueirão Terry e abriu o placar. Com a vantagem no marcador, a equipe do treinador José Mourinho caiu no erro de recuar e buscar apenas os contra-ataques. Tudo bem que em um desses contra-ataques, Eto’o perdeu um gol dentro da pequena área, mas como Sneijder não acertava a maioria dos passes e a velocidade lateral-direito Maicon era pouco aproveitada, o Chelsea acabou ganhando as rédeas da partida. Mesmo tentando jogadas pela direita e pela esquerda, a equipe inglesa só conseguiu assustar o goleiro Júlio César em chutes longos, a única arma encontrada diante da dificuldade de transpor o ferrolho italiano. A Inter apresentava uma linha de quatro defensores muito bem postada, além de três volantes que formavam uma muralha em frente ao goleiro brasileiro. Sendo assim, Kalou, Drogba, Mikel e Ballack experimentaram os chutes de longa distância, com o Drogba conseguindo acertar o travessão e os demais obrigando Júlio a realizar boas defesas.

Após o intervalo, o Chelsea enfim foi recompensado pela insistência nos chutes de longa distância. Aos 5 minutos, após excelente jogada de Ivanovic, Kalou recebeu a bola e chutou colocado, conseguindo vencer Júlio César. Em minha opinião, foi falha do goleiro brazuca. Parecia que o gol faria a Inter se abater, porém não foi o que ocorreu. Menos de 5 minutinhos após sofrer o tento de empate, Cambiasso foi ao ataque e, em um rebte de seu próprio chute, estofou as redes inglesas. Com nova vantagem no placar, a Inter mostrou que aprendeu com os erros. Logo após o golaço de Cambiasso, José Mourinho substitui o ofensivamente inoperante Thiago Motta pelo veloz Balotelli, buscando organizar sua equipe para obter melhor saída para o jogo. Perfeita a alteração do treinador português. Com Balotelli organizando os contra-ataques e sofrendo uma falta atrás da outra, a Inter impediu que o Chelsea se organizasse ofensivamente e buscasse o empate. Apenas uma bela trama entre Anelka, Drogba e Lampard, aos 19 minutos, fez o torcedor interista prender a respiração. Apesar de toda a organização defensiva e de toda a entrega da equipe da Inter, é mais do que necessário dar um destaque maior à atuação do zagueiro brasileiro Lúcio. Neste duelo onde teve a missão de marcar ninguém menos que Didier Drogba, Lúcio teve uma apresentação exuberante, uma das melhores atuações de um zagueiro que já assisti. Sem perder sequer uma divida e estando sempre perfeitamente posicionado, Lúcio deu uma aula de como ser um defensor. Se atuar assim na Copa do Mundo, o Brasil terá grandes chances de contar com o melhor zagueiro do torneio.

A vitória foi importante para a Inter poder jogar na Inglaterra com a vantagem do empate. Porém, com uma simples vitória por 1 x 0 o Chelsea garante a a classificação. Amigos, este grande clássico ainda está longe do seu final.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 - 1ª FASE

Internacional 2 x 1 Emelec – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)

Olá amigos do FUTEBOLA!

Uma partida duríssima e digna de Taça Libertadores, assim pode ser definida a estréia do Inter na principal competição Sul-Americana.

Antes mesmo do início do jogo, já era possível identificar um Internacional mais cauteloso do que impetuoso. O motivo? A escalação com três zagueiros e dois volantes. Com Sandro e Guiñazu na meiúca, toda a criatividade colorada ficou a encargo do jovem Giuliano, que se mostrou completamente perdido durante os primeiros 45 minutos. Um outro fator determinante para as poucas oportunidades de gols criadas pelo Inter na 1ª etapa foi a grande distância entre Alecsandro e Edu, já que o último caía muito pelas pontas. Exceto as chegadas do ala-direito Nei na linha de fundo, que nem foram produtivas, a equipe brasileira não assustou em nenhum momento o goleiro adversário Elizaga. Como o único lance de perigo criado pelo Emelec ocorreu no primeiro minuto de jogo, era quase que obrigatório o treinador colorado Jorge Fossati tornar o time mais ofensivo com substituições no intervalo. Vale ressaltar que não foi somente os erros do Inter os responsáveis pela má atuação ofensiva da equipe, mas também a fortíssima marcação equatoriana, em alguns momentos ocorrendo até na saída de bola colorada.

Não tenho a mínima idéia do motivo, porém o Internacional voltou para a 2ª etapa com a mesma formação. Uma equipe necessitando urgentemente de criatividade e companhia para o Alecsandro mantém Taison e Andrezinho no banco de reservas e retorna com 5 jogadores com características defensivas. Inexplicável! E o mais incrível foi que aos 3 minutos o ataque do Emelec entrou como quis pelo meio do sistema defensivo colorado e abriu o marcador com Quiróz. Este tento poderia até ser considerado um castigo dos deuses do futebol à cautela do Inter, mas, logo depois, o ala Nei, que como já foi citado fora a única arma ofensiva do 1º tempo, acertou um petardo sensacional no ângulo e empatou a partida. Só mesmo em um chute longo ou em uma bola parada para o Internacional marcar um gol, tamanha falta de poder ofensivo que a equipe mostrava. Com o passar do tempo, o Emelec foi recuando sua equipe e uma tempestade começou a cair no beira-Rio. A dificuldade para o Inter encontrar espaços aumentava e Giuliano permanecia totalmente fora de jogo, mas mesmo assim teve início uma pressão em busca da vitória. Com a entrada de Taison no lugar do contundido Nei – o zagueiro Bolívar se transformou em lateral direito – o Internacional passou a criar jogadas também pelo lado esquerdo do campo, o que até o momento não havia ocorrido. Porém, foi somente com a entrada de Andrezinho no lugar do inoperante Giuliano que a vitória chegou. Um passe genial do meia encontrou o atacante Válter na área que, com um rápido toque, deixou a pelota livre para Alecsandro dar números finais a partida. Opinião minha: Andrezinho não pode ser reserva do Internacional de maneira alguma.

Apesar da ruim atuação do Inter, esta vitória, da maneira que ocorreu, dará uma grande bagagem para a equipe seguir na Libertadores sabendo que dificilmente encontrará moleza pela frente.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

TAÇA GUANABARA - FINAL

Vasco 0 x 2 Botafogo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Olá amigos do FUTEBOLA!

Em um jogo com cara de decisão o Botafogo bateu o Vasco por 2 a 0 e, com todos os méritos,conquistou o Bi-Campeonato da Taça Guanabara.

A primeira observação que deve ser feita sobre o clássico que decidiu a Taça Guanabara é que ele serve de exemplo perfeito para os que defendem a tese de que o treinador de futebol tem uma grande importância. Faz menos de um mês que o fortíssimo trio ofensivo vascaíno formado por Carlos Alberto, Philippe Coutinho e Dodô destruiu o Botafogo com uma implacável goleada de 6 x 0. Naquela partida, além da maravilhosa atuação vascaína, ficou evidente a desorganização defensiva botafoguense. O então treinador do Fogão Estevam Soares caiu e o já lendário Joel Santana assumiu o comando. E como o Botafogo mudou... Com um sistema defensivo muito bem estruturado e jogadores que sabem exatamente o que fazer em campo – e o fazem com uma vontade gigantesca – o Botafogo inutilizou o ataque vascaíno do primeiro ao último minuto. Para se ter idéia da dificuldade do Vasco em penetrar na área defendida pelo goleirão Jefferson, as três melhores chances criadas pelo Gigante da Colina foram um cabeçada do Carlos Alberto, após uma bola parada alçada, e dois chutes longos do mesmo Carlos Alberto. E foi só. Tabelinhas, triangulações, ultrapassagens dos laterais, contra-ataques... Nada disso esteve presente no repertório vascaíno devido ao excelente trabalho defensivo do Bota. Laterais, trio de zaga, volantes, todo o sistema defensivo do Fogão esteve perfeito em campo.

Pelo método de jogo que o Botafogo adota, uma palavrinha é essencial para a obtenção do êxito: eficiência. Um sistema de jogo baseado em se defender e jogar no erro do oponente precisa aproveitar ao máximo as oportunidades de gols que aparecerem, pois elas não serão numerosas. Bom, se o Botafogo não mostrou nesta partida a sensacional eficiência apresentada contra o Flamengo, foi bem o suficiente para garantir o triunfo. No 1º tempo, o Fogão, mesmo com a constante presença ofensiva de Marcelo Cordeiro e Herrera no lado esquerdo de seu ataque, pouco conseguiu criar. Porém, logo aos 2 minutos da 2ª etapa, esta mesma dupla criou a melhor jogada da partida até o momento. Um lindo lançamento de Cordeiro encontrou Herrera na cara de Fernando Prass, mas o goleirão vascaíno se saiu excelente na jogada e defendeu o arremate. Logo depois, o Vasco acordou e assustou Jefferson com os já citados dois chutes longos de Carlos Alberto, mostrando o equilíbrio entre as equipes. E aos 25 minutos, surgiu a maior arma ofensiva do Bota: a bola parada. Cruzamento perfeito de Marcelo Cordeiro e cabeçada certeira de Fábio Ferreira. 1 a 0 Fogão! A partir daí, o Vasco se perdeu e perdeu a cabeça. Primeiro Nílton dá uma entrada criminosa no garoto Caio, que havia substituído Lúcio Flávio, e é expulso aos 26 minutos. Aos 30, uma bomba de Herrera quase amplia a vantagem. Pouco mais de 5 minutos depois, o zagueiro vascaíno Titi comete falta, novamente em Caio, e puxa a camisa de Loco Abreu na área, em um intervalo de segundos. Dois lances, dois cartões amarelos e mais uma expulsão. Na cobrança da penalidade, o novo ídolo do Fogão Loco Abreu não desperdiçou e fechou o caixão Cruzmaltino.

O tão badalado ataque vascaíno passou em branco contra Flu e Bota. Já o Fogão, com todos os méritos possíveis, bateu o Flamengo e o Vasco, conquistou a Taça Guanabara e vai disputar, pela quinta vez seguida – um feito inédito – a final do Cariocão. Por fim, me desculpem os mais tradicionais, mas com Joel Santana no comando o Botafogo não pode ser chamado de Estrela Solitária.

PARABÉNS, FOGÃO!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

TAÇA GUANABARA - SEMI-FINAL PARTE 2

Flamengo 1 x 2 Botafogo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Olá amigos do FUTEBOLA!

Provando mais uma vez a velha máxima que diz que em clássicos não existem favoritos, o contestado Botafogo eliminou o badalado e atual Campeão Brasileiro Flamengo e mostrou que tem todas as condições de vencer o Estadual.

Desde o apito inicial, a partida, assim como vem ocorrendo nos recentes confrontos entre Fla e Bota, foi muito emocionante e agitada. Logo nos primeiros 10 minutos, o Fogão assustou o goleiro Bruno por 2 vezes, uma com um chute longo do Herrera e outra com o zagueiro Antônio Carlos, e o “Imperador” Adriano cobrou uma falta perigosa para o Flamengo. O Botofogo, apesar do bom início, começou a ter problemas com a velocidade ofensiva do Flamengo, principalmente com o Vinícius Pacheco, como mostrou os microfones em campo ao captarem Joel Santana pedindo para Leandro Guerreiro colar no jovem meia do Fla. Porém, a marcação do defensor botafoguense não foi eficiente o bastante e, aos 25 minutos, Vinícius Pacheco recebeu a pelota de Vagner Love, invadiu a área e abriu o placar. Nesta altura do jogo, o Flamengo estava mais bem postado em campo e o Botafogo não conseguia organizar sequer uma jogada de ataque bem trabalhada. Aí que resolveu entrar em ação outra velha máxima do futebol que diz que os clássicos são decididos nos detalhes. A principal arma ofensiva do Fogão é o jogo aéreo, principalmente com o atacante Loco Abreu, logo este era o tipo de jogada que o sistema defensivo rubro-negro deveria estar mais atento. Não foi o que ocorreu. Após uma bola alçada na área rubro-negra, o uruguaio Abreu venceu Ronaldo Angelim e Juan pelo alto, encontrou o Herrera que arrematou a pelota e, após rebote do goleiro Bruno, Marcelo Cordeiro empurrou para as redes. Era o empate do Glorioso, que se animou e quase conseguiu a virada novamente com o zagueiro Antônio Carlos.

Após o intervalo, a animação do Bota no final da 1ª etapa sumiu por completo. O Flamengo voltou a ter as rédeas da partida, manteve seus jogadores bem postados ofensivamente e anulou qualquer tentativa de contra-ataque do Fogão, que o máximo que conseguia eram algumas jogadas sem muita qualidade pela direita. Diante de tal situação, o Flamengo começou a criar diversas oportunidades de balançar as redes. Vagner Love acertou uma cabeçada no travessão após cruzamento de Juan, Willians fez linda jogada pela direita e chutou cruzado rente ao poste, Petkovic encontrou Adriano que matou no peito e acertou a rede pelo lado de fora e Love, outra vez, não concluiu com eficiência um cruzamento que veio do Léo Moura. Após quatro claríssimas chances de matar o jogo serem desperdiçadas pelo Fla, mais uma velha máxima do futebol entrou em ação. Quem não faz, leva. Havia poucos minutos que Joel Santana colocara Caio, o talismã do Fogão, em campo e, novamente, o treinador acertou em cheio. Após bola alçada na área, o incansável Herrera ganhou de Ronaldo Angelim, que diga-se de passagem teve péssima atuação, e encontrou Caio na área para desempatar a partida. Apesar de o Caio estar se mostrando muito iluminado, vou elogiar aqui outro jogador alvi-negro: Herrera. A força de vontade mostrada pelo argentino em campo é para ser aplaudida por todos. Se em anos anteriores os torcedores do Botafogo reclamavam que o time não tinha raça e garra, Herrera e cia estão mudando, e muito, esta visão. O gol marcado pelo Caio foi o gol da classificação do Fogão, pois o tempo que sobrou foi suficiente apenas para Love perder outra chance de sacudir o filó.

Obviamente muito será comentado sobre o fato de os botafoguenses estarem muito mais concentrados para a partida do que os flamenguistas, que aproveitaram o carnaval de ponta a ponta. Em minha opinião, esta é uma análise apenas superficial. Novamente a defesa do Flamengo teve uma atuação pífia, levando dois gols de bolas aéreas, Kléberson não teve nenhuma participação positiva em campo, Adriano e Love perderam chances que não costumam perder e, por fim, o treinador Andrade não foi nada feliz em suas substituições, principalmente ao tirar de campo o Vinícius Pacheco, que melhor jogador do time. Já o Fogão, teve os méritos de contar com um excelente goleiro, se esforçar durante todos os 90 minutos e ser extremamente eficiente na hora de balançar as redes. Amigos, com Joel Santana no banco e com essa bela vitória sobre o Flamengo nas costas, o Botafogo vai entrar voando na final da Taça Guanabara para vingar a goleada sofrida por 6 x 0 do Vasco. Vai ser um jogão de bola!