terça-feira, 30 de março de 2010

UMA IMAGEM...


Capa do "La Gazzetta dello Sport", contando a queda do avião que levava a grande equipe do Torino da década de 40. O acidente, ocorrido em 4 de maio de 1949 e que ficou conhecido como "Tragédia de Superga", matou todos os jogadores da equipe, jornalistas, membros da comissão técnica e outros tripulantes.

segunda-feira, 29 de março de 2010

TAÇA RIO - 7ª RODADA

Bangu 2x1 Tigres
Resende 2x0 Olaria
Madureira 0x0 Americano
Flamengo 2x1 América
Volta Redonda 1x1 Friburguense
Macaé 2x2 Duque de Caxias
Vasco 3x0 Fluminense

Olá amigos do FUTEBOLA!

Na penúltima rodada da fase de grupos da Taça Rio, o Vasco bateu o Flu e os quatro “grandes” voltaram para a zona de classificação. Vamos ver como foi o clássico no Maraca.

Fluminense 0 x 3 Vasco – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Surpreendente! Após três péssimos resultados seguidos e a demissão do treinador Vagner Mancini, poucos esperavam – pelo menos eu não esperava – que o Vasco conseguisse uma boa atuação contra o Fluminense. Pois além de uma atuação excelente, o Vascão foi eficiente e sapecou 3 x 0 no Tricolor.

Os primeiros 45 minutos da partida mostraram um Fluminense com maior posse de bola, tentando tomar as rédeas do jogo. Porém, apesar de conseguir algumas boas jogadas ofensivas, como por exemplo um bom chute do Alan, após passe do Digunho, e um arremate do Mariano, o Tirocolor sofria diversos sustos com os contra-ataques vascaínos. O Cruzmaltino, que atuava com um uniforme que em minha opinião fere as tradições do clube, só entrou no jogo após a substituição do contundido Jeferson por Carlos Alberto, aos 13 minutos. Com Carlos Alberto necessitando de maior marcação, sobrava mais espaço para Philippe Coutinho aproveitar sua velocidade e habilidade e o garoto levou perigo à defesa do Flu em três oportunidades. Na melhor das jogadas arquitetadas pelo prata-da-casa vascaíno, um veloz contra-ataque que ele puxou praticamente sozinho, o volante do Flu Éverton quase marcou um gol contra, de fora da área. Vale ressaltar que, na 1ª etapa, o Fluminense mostrou sentir a falta da centroavante Fred. Com uma movimentação muito ruim, André Lima recebia poucas bolas e ficava impedido constantemente.

Após o intervalo, o panorama da partida mudou completamente. De um time que dava liberdade para o adversário manter a posse de bola e buscava somente os contra-ataques, o Vasco passou a controlar o jogo por completo. Na primeira metade desta etapa final, o Vasco conseguiu seu objetivo de se postar ofensivamente e foi eficiente o suficiente para abrir o placar. Aos 13 minutos, Philippe Coutinho cruzou a pelota com perfeição, o que mostra que ele deve estar treinando este fundamento, pois antes só cruzava a bola chuveirinho e nas mãos do goleiro, e o zagueiro Thiago Martinelli completou para o fundo do gol. A partir daí, o Vasco poderia voltar à postura dos contra-ataques, mas este fato só ocorreu mesmo após a expulsão do zagueiro tricolor Leandro Euzébio, aos 31 minutos. Com um homem a menos, e Diguinho jogando de zagueiro, já que Cuca havia realizado as três substituições e tirado o também zagueiro Cássio de campo, o Fluminense até buscava o ataque, mas deixava gigantescos buracos no seu sistema defensivo. Já com Dodô em campo, o Vasco jogava por um contra-ataque certo para matar o jogo, porém ele não ocorria. Quando recuperava a pelota e partia para o ataque, o Cruzmaltino pecava na troca de passes. Um lance foi emblemático para o resultado final da partida. Após mais um contra-golpe errado do Vasco, Carlos Alberto sentou no chão e pareceu ter pensado: “Como eles não conseguem fazer algo tão simples?”. Pronto, bastou isso para o craque recuar mais sua posição, receber duas bolas, colocar uma nos pés de Dodô e outra nos pés do lateral Fágner e o Vasco balançar as redes duas vezes.

Contando com a ajuda do rival Flamengo que bateu o América, o Vasco está bem próximo da classificação para a próxima fase da Taça Rio. Opinião minha: com Carlos Alberto em campo, os torcedores do Vasco podem voltar a sonhar com o caneco.

sábado, 27 de março de 2010

E NO VELHO CONTINENTE...

Roma 2 x 1 Internazionale – 31ª rodada do Campeonato Italiano

Em um Estádio Olímpico completamente lotado, a vice- líder Roma bateu a líder Inter em um dos melhores jogos da temporada européia e diminuiu para um pontinho a diferença no topo da tabela.

Desde o apito inicial, a partida se mostrou uma verdadeira decisão. Parecia que o Campeão Italiano seria decidido ali, no fim dos 90 minutos, o que tornou o jogo um jogaço para qualquer fã de futebol. A Roma, apoiada por sua barulhenta torcida, iniciou a partida com maior ímpeto ofensivo, enquanto a Inter buscava esfriar o jogo. Até os 15 minutos, o equilíbrio foi grande e jogadas de perigo não foram criadas, porém, a partir daí, a Roma começou a dominar as ações ofensivas e mostrar o motivo de estar totalmente na briga pelo caneco. Tudo começou aos 16 minutos, quando após uma falta cobrada na área pelo Pizarro, Burdisso desviou, Júlio César falhou feio e De Rossi aproveitou para abrir o marcador e incendiar mais ainda, se é que era possível, o Olímpico. Com a vantagem no placar, a Roma cresceu muito em campo e a Inter passou a se complicar defensivamente. O tripé de volantes interistas, formado por Stankovic, Thiago Motta e Cambiasso, foi completamente envolvido e a meia cancha foi toda dominada pela Roma. O destaque romano era o chileno Pizarro que tomou conta do jogo, fazendo com que toda posse de bola da sua equipe passasse por seus pés. Vucinic em chute longo e Riise e Cassetti em cobranças de falta assustaram o goleiro Júlio César e, por pouco, a Roma não ampliou o placar. Entretanto, aos 41 minutos, a dupla de zaga da Inter foi ao ataque e mostrou que a equipe não estava morta. Uma cabeçada de Samuel na trave e uma bomba de canhota do Lúcio que passou raspando indicou que a 2ª etapa seria agitada.

Nos primeiros minutos após o intervalo, a Roma só se defendeu. Fica difícil saber se esta foi uma postura adotada pela equipe ou se foi consequência da pressão imposta pela Inter. Contando com o meia Sneijder bem mais participativo, a Inter enfim começou a arquitetar boas jogadas ofensivas. Um arremate do Milito que explodiu no travessão e outro de Sneijder que Júlio Sérgio defendeu muito bem empolgaram a equipe de Milão e, aos 20 minutos, o domímio interista deu resultado. Após uma jogada iniciada por Sneijder e um bate-rebate na área romana, o mesmo Sneijder encontrou Milito na pequena área e o argentino não desperdiçou. Pouco depois, Milito quase virou o jogo após receber belo passe de Pandev, mas uma arrojada saída do goleiro brasileiro Júlio Sérgio, que diga-se de passagem teve uma excelente atuação, salvou a Roma. Segundos depois desta corajosa defesa, quando os torcedorses romanos ainda estavam roendo as unhas, Luca Toni resolveu aparecer na partida. Sabem aquela frase que diz que centroavante não precisa saber jogar bola, mas sim fazer gols? Pois é, ela reflete perfeitamente o grandalhão e artilheiro Luca Toni. Após um chute torto e cruzado da ponta direita, dado pelo brasileiro Taddei, Toni dominou a pelota e com um rápido giro balançou as redes. Dava pra ver pela tv o Estádio Olímpico tremer, tamanha a festa da torcida romana.

Após o gol da virada, o jogo perdeu em oportunidades ofensivas e ganhou em tensão e nervosísmo. As entradas duras e violentas, que já eram muitas, multiplicaram-se. Carrinho pra lá, pisão pra cá, cotovelada ali, mãozada aqui... O jogo se transformou em uma batalha. Aos 49 minutos, Diego Milito ainda acertou a trave, feito que tornou a vitória romana ainda mais épica.

A vitória da Roma deixou o torneio ainda mais empolgante. Se o Milan vencer a Lazio amanhã, também ficará somente um ponto atrás da rival Inter. Vai pegar fogo na “Terra da Pizza”!

JOGADA RÁPIDA!

Mais uma prova de que o futebol não tem a mínima lógica. Pela Premier League, o Chelsea tinha pela frente o Aston Villa, clube que, apesar de empatar muito, estava invicto em 2010 e contava com a melhor defesa do campeonato Inglês. Resultado? Atuação memorável e inesquecível de Lampard, que marcou 4 gols, e chinelada de 7 x 1.

quinta-feira, 25 de março de 2010

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 1ª FASE

Cruzeiro 2 x 0 Deportivo Italia – Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Com uma atuação no máximo razoável, o Cruzeiro bateu o Deportivo Italia e continua dependo apenas de suas forças para se classificar para a próxima fase da Libertadores.

Hoje mesmo eu estava lendo a edição de fevereiro da revista “Four Four Two”, que diga-se de passagem é um excelente passatempo para ônibus e filas em geral. Nela, uma entrevista com o treinador do Flamengo Andrade era um dos destaques. Quando perguntado sobre qual o time, exceto o Flamengo, mais lhe agradou no Brasileirão 2009, Andrade respondeu: “O Cruzeiro. O time não rifa a bola, lembra o Flamengo de 80”. Bom, apesar de achar exagerada a comparação do treinador, concordo que o Cruzeiro 2009 era uma equipe que gostava de trocar passes, evitava os chutões e mantinha, na medida do possível, o jogo controlado. Porém, neste duelo contra o Deportivo Italia, a equipe mineira esteve longe de mostrar estas citadas qualidades. O quarteto de meio-campo formado por Fabinho, Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto esteve muito mal. Após balançar as redes logo no início do jogo, em uma cabeçada do volante Fabinho, o Cruzeiro tinha tudo para jogar com tranquilidade e impor sua maior qualidade técnica. Não foi o que ocorreu. Marquinhos Paraná e Henrique, principalmente o primeiro, mostravam grande lentidão e burocracia na saída para o jogo. Já Gilberto, parecia não estar presente em campo, tamanha a falta de participação e iniciativa. O resultado disto foi o aparecimento dos chutões para frente, o caminho que parece ser o mais rápido para se chegar aos atacantes, mas não é. E o Cruzeiro quase foi castigado pela sua falta de gana ofensiva, pois o meia adversário Giroleti cobrou duas faltas que assustaram, e muito, o goleiro Fábio.

Para não falar que o Cruzeiro não teve nenhum ponto positivo na partida, vamos elogiar o ótimo lateral-esquerdo Diego Renan, que desde o Brasileiro do ano passado está batendo um bolão. Mesmo muito preocupado com o ponta-direita rival Blanco, Diego Renan arquitetou três ótimas jogadas ofensivas, tornando o jogador mais eficiente na criação cruzeirense. A mais bonita delas ocorreu aos 33 minutos da 1ª etapa, quando penetrou a área venezuelana costurando os defensores e acabou chutando para fora. Nas outras duas jogadas, Gilberto e Marquinhos Paraná também não finalizaram com capricho. Outro bom valor cruzeirense em campo foi o atacante Thiago Ribeiro, que não parou de correr um minuto sequer e ainda tomava iniciativa de marcar pressão, na maioria das vezes sozinho, a saída de bola adversária. O atacante também participou do segundo gol do Cruzeiro, anotado pelo Pedro Ken, logo depois de sua entrada no lugar do apático Gilberto. E foi o suficiente para a equipe mineira garantir os três pontos.

Como disse lá no início, o Cruzeiro depende apenas de suas forças para passar de fase. Porém, com o futebol mostrado neste jogo, sofrerá demais para bater o Vélez e o Colo-Colo, lá no Chile.

JOGADA RÁPIDA!

No Carioca, o Vasco perdeu para o Americano por 3 x 2. No Paulista, o Corinthians perdeu por 1 x 0 para o Paulista. E, para piorar a situação de Vasco e Corinthians, ambos terminaram a rodada fora da zona de classificação para a próxima fase. É melhor abrirem o olho...

segunda-feira, 22 de março de 2010

UMA IMAGEM...


Garrincha é cercado por oito adversários. E o Felipão ainda diz que naquele tempo se amarrava cachorro com linguiça...

domingo, 21 de março de 2010

TAÇA RIO - 5ª RODADA

Friburguense 2x3 Bangu
Olaria 1x0 Vasco
Fluminense 2x1 Resende
Duque de Caxias 0x1 Madureira
Americano 2x1 Macaé
América 3x2 Boavista
Tigres 3x0 Volta Redonda
Botafogo 2x2 Flamengo

Olá amigos do FUTEBOLA!

A 5ª rodada da Taça Rio começou surpreendente, com o Olaria batendo o Vasco, se tornando o primeiro “pequeno” que venceu um “grande” na competição, e ainda deixou o Cruzmaltino fora da zona de classificação. Apesar da tropeçada do Vasco, o destaque da jornada ficou por conta do clássico entre Flamengo e Botafogo. Vamos aos comentários deste sensacional duelo.

Botafogo 2 x 2 Flamengo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Foi um jogaço de bola! Botafogo e Flamengo fizeram no Engenhão uma partida espetacular e emociontante até, literalmente, o último minuto.

O clássico começou com ambas as equipes tendo sérios desfalques. Pelo lado do Botafogo, Loco Abreu, suspenso, diminuía o poder do time nas bolas aéreas, principal arma alvi-negra em 2010. Já no Mengão, Léo Moura e Juan eram as ausências que tornavam a equipe mais fraca ofensivamente. Com o apito inicial, o Flamengo até começou bem postado no ataque, mas logo o Fogão mostrou, como dissera o atacante Herrera, que não vive só das bolas aéreas para o ausente Loco Abreu. Um Lúcio Flávio bastante presente e a dupla Herrera/Caio mostrando toda a velocidade característica fizeram o Botafogo ganhar o controle do jogo e assustar o goleiro Bruno. O sistema defensivo rubro-negro já havia cochilado aos 7 minutos, quando Marcelo Cordeiro encontrou Herrera dentro da área e o argentino quase abriu o placar, e voltou a bobear aos 14, quando Sandro Silva arrancou pela meiúca e deu lindo passe para Lúcio Flávio sofrer pênalti cometido por Éverton Silva. A falta cometida pelo lateral flamenguista foi fora da área, mas só as repetições televisivas deram certeza do equívoco do árbitro. Na cobrança, Herrera bateu forte e, mesmo com o goleirão Bruno encostando na redonda, sacudiu o filó. O Botafogo, então, poderia se organizar defensivamente e explorar os contra-ataques, porém o Flamengo não permitiu que o Bota se aproveitasse da vantagem. Aos 21 minutos, em uma bela trama ofensiva rubro-negra, a pelota chegou aos pés do Kléberson, pela direita, e o meia cruzou para Adriano igualar o escore. O gol fez o Flamengo crescer na partida e por pouco a equipe não virou o jogo em um contra-ataque puxado pelo Adriano que Éverton Silva chutou cruzado para fora.

Realmente era um jogão, com Botafogo e Flamengo alternando o domínio ofensivo e deixando o torcedor sem ter nem idéia do que viria pela frente. No finzinho da 1ª etapa, o Fogão voltou a pressionar e podia ter saído para o intervalo com a vitória parcial. Aos 39, Lúcio Flávio cobrou falta com muita categoria e carimbou a trave do Fla. Três minutos depois, em nova bola parada cobrada por Lúcio Flávio, Antônio Carlos cabeceou para defesa de Bruno. Queria destacar o belo 1º tempo realizado pelo capitão alvi-negro Lúcio Flávio. Além de excelente nas bolas paradas, como é de costume, o meia também apareceu bastante com a pelota rolando.

Os 10 primeiros minutos após o intervalo foram tão emocionantes quanto os da etapa inicial. Uma bomba do zagueiro Fabrício e um passe de Kléberson que Adriano finalizou, quase deram a vantagem para o Fla. O Fogão respondeu com Marcelo Cordeiro, após assistência de Caio e com Herrera, que balançou o véu da noiva após perfeito cruzamento do improvisado lateral-direito Somália. Se, como citei anteriormente, o sistema defensivo do Fla bobeou algumas vezes na 1ª etapa, no lance do segundo gol do Fogo a bobeada foi maior ainda. Na hora da finalização, Herrera estava livre, leve e solto, entre os dois defensores adversários. Com o placar a favor, o Botafogo, aí sim, recuou para buscar os contra-ataques e deu espaço para o Flamengo se postar ofensivamente. Com praticamente toda a equipe no campo de ataque, o Flamengo conseguiu criar ótimas oportunidades de gols e deu muito trabalho ao goleiro Jefferson. Por quatro vezes o atacante Vagner Love esteve perto de igualar a partida e se mostrou, como sempre, muito participativo. O lance de destaque do “Artilheiro do Amor” foi o voleio que acertou na trave após preciso cruzamento de Kléberson, que diga-se de passagem também esteve bem em campo. Enquanto Love e cia levavam o Flamengo ao ataque, o Botafogo não conseguia aproveitar os espaços dados pelo rival. A maior prova da falta de eficiência que o Bota mostrou para contra-atacar foi o lance em que o goleiro Bruno foi ao ataque, cobrou uma falta que parou nas mãos de Jefferson e, mesmo assim, o Fla não sofreu consequências. Herrera e Caio até realizaram um bom jogo, principalmente o argentino, mas acredito que eles poderiam ter sido mais efetivos nos contra-golpes.

Já nos acréscimos, aos 48 minutos, o Flamengo viu seu esforço ofensivo ter resultado quando Éverton Silva cobrou falta na área e o “Imperador” Adriano, no meio de dois defensores, igualou o placar. Vale ressaltar aqui a ótima atuação do lateral Éverton Silva. Se Éverton está longe de possuir a qualidade técnica de Léo Moura, ele se apresenta como opção em praticamente todas as jogadas ofensivas do Flamengo. É difícil ver o Fla realizar um ataque sem que ele esteja dando opção de jogo. Sobre Adriano, acho um tremendo exagero falar que ele está em má fase. É visível que ele não está na melhor das fases, mas falar em má fase já é demais. Os dois gols no clássico mostram isso.

JOGADA RÁPIDA!

Se aproveitando da bobeada do Vasco, o América venceu o Boavista e entrou na zona de classificação para a próxima fase da Taça Rio. Com 10 pontos, o “Diabo” só perde a liderança para o Botafogo no saldo de gols e parece que vai dar muito trabalho ainda. E Romário deve estar com um enorme sorriso...

E NO VELHO CONTINENTE...

Manchester United 2 x 1 Liverpool – 31ª rodada do Campeonato Inglês

No clássico entre os maiores vencedores da história do Campeonato Inglês, o Manchester United confirmou sua atual superioridade diante do rival Liverpool e recuperou a ponta da tabela, que estava com o Arsenal.

Por motivos diferentes, o jogo era de extrema importância para ambas as equipes. O Manchester precisava da vitória para retomar a liderança da competição e o Liverpool necessitava dos três pontos pois briga com Tottenham, Manchester City e Aston Villa por uma única vaga restante para a próxima Champions League. E quem começou a partida com tudo foi a equipe da terra dos Beatles. Menos de 5 minutinhos após o apito inicial, Gerrard aproveitou uma bobeada de Carrick no meio-campo e abriu a pelota para Kuyt cruzar na cabeça de Fernando Torres que, livre, leve e solto, não desperdiçou. Esta enorme vantagem adquirida nos minutos iniciais da partida poderia fazer o Liverpool ter tranquilidade para trocar passes, arquitetar contra-ataques e se aproveitar do nervosismo do adversário. Porém, o Liverpool não mostrou nenhuma qualidade para trocar passes e contra-atacar, em minha opinião por total inadequação à saída de Xabi Alonso, vendido no início da temporada para o Real Madrid. E mais! Ultimamente, o Manchester United é uma equipe que não se abala facilmente. Consciente de suas qualidades técnicas e escorado em um sistema tático quase perfeito, Rooney e companhia não sentiram em nenhum momento o surpreendente gol assinalado pelo rival. A prova? Logo aos 9 minutos, o volante Mascherano (como bate o argentino!) puxou o Valencia e o juiz marcou pênalti. Mesmo após ver diversas vezes a repetição da jogada, não consegui identificar se o Mascherano pára de puxar o adversário antes de entrar na área, portanto o juiz está isento de qualquer equívoco que o replay possa acusar. Wayne Rooney cobrou o pênalti, Reina defendeu e o próprio “Shrek” balançou as redes no rebote. Quando a fase é boa, até pênalti perdido vira gol...

Com o empate no marcador, o Manchester United tomou as rédeas do jogo e gradativamente chegava mais próximo da virada. Vale ressaltar aqui a variedade ofensiva dos comandados de Alex Ferguson. Teve jogada pela direita, com o ótimo ponta Valencia colocando a pelota na cabeça do Park, arrancada do Nani que resultou em um chute longo defendido pelo Reina, ultrapassagem do lateral-esquerdo Evra com outro cruzamento para o participativo Park... Ou seja, enquanto o Manchester procurava alternativas para vencer o jogo, o limitado Liverpool só se defendia. Um dos motivos para a inoperância ofensiva do Liverpool foi, sem dúvida alguma, a apagadíssima atuação de Gerrard. Tudo bem que ele estava em uma posição que, em minha opinião, não é muito a sua, tendo que jogar como o homem mais próximo do atacante Fernando Torres. Acredito que Gerrard rende muito mais quando tem liberdade para circular pelo meio-campo e iniciar as jogadas da equipe.

O gol da vitória dos “Diabos Vermelhos” surgiu aos 14 minutos da 2ª etapa. Em uma bela trama que contou com a participação de Rooney e Fletcher, a redonda encontrou, novamente, a cabeça de Park, que, desta vez, sacudiu o filó. Se quando perdia o jogo o Manchester já era um time tranquilo, com a vitória parcial a tranquilidade só aumentou. Tocando a pelota com qualidade e diante de um inofensivo Liverpool, que só assustou aos 40 minutos, em uma furada do Fernando Torres, o Manchester confirmou a vitória sem problemas.

Com o passar das rodadas, o Campeonato Inglês fica cada vez mais quente. São três times na briga pelo título e outros quatro pela vaga na Champions League. Está imperdível!

JOGADA RÁPIDA!

O Bayern de Munique sofreu dois gols nos últimos minutos e perdeu por 2 x 1 para o Eintracht Frankfurt. Era a chance de Bayer Leverkusen e Schalke 04 ultrapassarem o líder, porém o primeiro tomou uma chinelada de 3 x 0 do Borussia Dortmund e o segundo só empatou com o Hamburgo. Os rivais estão dando muita colher de chá para o Bayern de Munique...