sexta-feira, 30 de abril de 2010

FIGURINHA CARIMBADA - KRUGER



Nome: Dirceu Krüger

Data de nascimento: 11 de abril de 1945

Posição: meia

Clubes:

Britânia – PR (1963 até 1965)
Coritiba (1966 até 1976)

Títulos:

Campeonato Paranaense – 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974 e 1975 – Coritiba

Destaques:

- Dirceu Krüger talvez seja o maior ícone da história do Coritiba, clube que é sua segunda casa – seria a primeira? – há mais de 40 anos. Após terminar sua vida de jogador, em 1976, Krüger já exerceu diversas funções no Coxa, trabalhando com profissionais e com a divisão de base. Mas no início de sua vida no futebol, ele não foi tão “bonzinho” com o clube alviverde. Aos 19 anos, atuando pelo já extinto Britânia, Krüger infernizou não só o Coritiba, mas também o Atlético e o Ferroviário, na época o trio-de-ferro curitibano. Em um duelo contra o Coritiba, ele deixou o zagueirão Nico, um dos pilares da equipe do Coxa, sentado no chão com um leve e sutíl drible. E assim era o futebol de Krüger, um canhoto de muita leveza, velocidade e precisão nos passes e chutes, estilo que lhe renderia mais tarde o apelido de “Flecha Loira”. Provavelmente o Coritiba já estava de olho no futebol do jovem Krüger há um tempo, mas o fato é que um mês após o drible desconcertante no zagueiro Nico ele foi contratado pelo clube que até hoje, 44 anos depois, conta com sua dedicação.

- Os primeiros dias de Krüger no Coritiba foram inacreditáveis. Em 27 de fevereiro de 1966, data de sua estréia, o rival seria o forte Grêmio, que entre 1956 e 1968 conquistaria nada menos do que 12 títulos gaúchos, em uma partida amistosa. O Grêmio vencia a partida por 1 x 0 quando, aos 44 minutos do 2º tempo, o estreante Krüger driblou ninguém menos do que Aírton Pavilhão, maior defensor da história do Grêmio, e empatou o placar. E teve mais! Nas sete partidas seguintes que disputou, o “Flecha-Loira” sacudiu o filó em todas elas.

- Se o ano de 66 foi bom para Krüger, o de 68 seria ainda melhor. Logo no início do ano, ele e seus companheiros teriam pela frente o Santos. A equipe santista, que seria Tri-Paulista (67/68/69), não poderia contar com Pelé para o duelo em Curitiba. Entretanto, mesmo sem a presença do “Rei”, o Santos era um time do mais alto nível. Ou vocês acham que um onze que contava com Orlando Peçanha, Lima, Rildo, Toninho Guerreiro e Edu, não era forte? Pois bem, diante de tão valoroso rival, o Coritiba conseguiu uma grande vitória por 3 x 1, com o último gol alvi-verde tendo entrado para a história. Após o Santos diminuir o placar para 2 x 1, aos 44 minutos do 2º tempo, o jogo poderia se complicar para o Coritiba. Porém, logo após a saída de bola, Krüger e Wálter, uma dupla inesquecível para o torcedor coxa-branca, foram tabelando desde o grande círculo até o gol santista e Wálter fechou o marcador. Em 1968, Krüger ainda se tornaria Campeão Paranaense, após uma final contra o rival Atlético que foi decidida somente aos 45 minutos do 2º tempo, com um gol de seu companheiro Paulo Vecchio dando o empate e o título ao Coxa. Vale ressaltar que na primeira partida da decisão, vencida pelo Coritiba por 2 x 1, Krüger foi o autor do segundo gol alvi-verder. No final do ano, para comemorar o título paranaense, o Coritiba enfrentou a Seleção Brasileira no jogo da entrega das faixas. Diante de Rivelino, Gérson, Paulo César Caju, Jairzinho e Pelé, o Coxa fez um excelente jogo e só foi derrotado aos 44 minutos da 2ª etapa, quando Zé Carlos colocou 2 x 1 no placar. Uma das maiores honras da carreira de Krüger foi ter sido o capitão do Coritiba nesta partida.

- No dia 11 de abril de 1970, justamente no dia de seu aniversário, Krüger recebeu um verdadeiro presente de greco. Em um duelo contra o Água Verde-PR, o meia dominou um passe no peito e, ao tentar encobrir o goleiro Leopoldo, acabou se chocando com o adversário. A pelota ultrapassou a linha do gol, mas os torcedores coritibanos não comemoraram. O motivo? Krüger estava estendido no chão. O ídolo alviverde foi diretamente para o hospital e foi constatado que suas alças intestinais haviam se rompido. Para se ter idéia da gravidade do quadro, o jogador chegou a receber extrema-unção no hospital. Porém, aos poucos, com o apoio de todos os torcedores, não só os do clube que defendia, Krüger foi se recuperando e voltou ao futebol. Acreditem, amigos, apenas sete meses após ter recebido extrema-unção, ele voltou aos gramados em uma excursão pelo mundo. Nesta excursão, o “Flecha-Loira” marcaria um dos gols mais bonitos da sua carreira, na vitória por 4 x 1 contra a Seleção da Argélia, ao driblar quatro defensores e chutar quase sem ângulo. Apesar de continuar sendo um jogador de extrema importância para o Coritiba, como mostrou o Campeonato Paranaense de 1972, quando ele marcou o gol do título contra o Atlético (a final foi realizada em dois jogos, com vitória do Coritiba por 1 x 0 e depois empate em 0 x0), a contusão abdominal incomodava muito o craque. Foi por este motivo, as dores e o medo de piorar a situação, que Krüger, o “Flecha-Loira”, grande ídolo do Coritiba, abandonou os gramados em 1975.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 - OITAVAS-DE-FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Flamengo 1 x 0 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Muita raça, garra, vontade, superação... Foi amarrando a chuteira com as veias e colocando o coração em campo que o Flamengo bateu o Corinthians em um Maraca entupido de rubro-negros.

O jogo teve inicio em uma verdadeira piscina. Chovendo bastante e com o gramado totalmente alagado, Flamengo e Corinthians fizeram um 1º tempo de futebol “bumba meu boi”. Alguns jogadores, como o lateral flamenguista Juan e o meia corintiano Danilo, até teimavam e tentavam conduzir a pelota, mas a situação estava mesmo crítica. Na proposta de jogo mais adequada, que era a de longos passes, o Flamengo se saiu melhor e conseguiu criar boas oportunidades de abrir o placar. Um arremate perigoso do Léo Moura, aos 11 minutos, após boa jogada de Juan, e uma arrancada do Vágner Love que o zagueiro Chicão bloqueou, logo depois, mostraram como o Flamengo buscava mais o ataque. Aos 31 minutos, em uma falta distante cobrada pelo Juan, a bola enganou o goleiro Júlio César e explodiu na trave, com Adriano finalizando, de voleio, o rebote para fora. Se o estado do campo não permitia ao Flamengo trocar passes, a marcação pressão fazia a equipe assutar o Timão. Porém, aos 36 minutos, após uma entrada infantil no Dentinho, o meia Michael recebeu merecidamente o segundo cartão amarelo e foi expulso. Quase simultaneamente a chuva começou a diminuir. Ou seja, o Corinthians teria um homem a mais na 2ª etapa e o campo mais seco para poder rodar a redonda e abrir espaços.

Logo aos 4 minutinhos do 2º tempo, Dentinho e Moacir fizeram linda jogada pelo lado direito e o último finalizou para defesa salvadora de Bruno. Parecia mesmo que o Corinthians faria valer a vantagem númerica. E foi a partir daí que o Flamengo mostrou aquela vibração que estava tanto em falta nos últimos jogos. A bola virou um prato de comida e os rubro-negros pareciam uns verdadeiros esfomeados. Vágner Love, como sempre ocorre quando o Fla tem um jogador expulso, fazia perfeitamente o papel de “volante”. O surpreendente Rômulo correspondia integralmente a confiança do estreante treinador Rogério e era imbatível nas coberturas. Willians, se é que é possível, corria o dobro do normal e não perdia uma única dividida. E por falar em não perder divididas, Ronaldo não ganhou sequer uma jogada do zagueiro David. Para não ser exagerado, segundos antes de ser substituído, já no fim do jogo, o “Fenômeno” fez sua única boa jogada, que terminou com um cruzamento que não foi alcançado. Realmente foi uma grande atuação de David, que em 2010 vem fazendo por merecer a vaga de Álvaro, mais até por incopetência do último.

Então, voltando ao jogo, a raça rubro-negra foi responsável por acabar com a vantagem númerica corintiana. Com exceção aos 4 primeiros minutos da 2ª etapa, em mais nenhum momento do jogo o Flamengo pareceu ter um jogador a menos. Aos 19 minutos, Juan recebeu passe de Léo Moura, foi para cima de Moacir e sofreu falta dentro da área. Duas ressalvas sobre este lance. A primeira é que eu realmente não me recordo da última atuação de tão alto nível do Juan. Fazia muito tempo que o lateral-esquerdo da Gávea não jogava tanta bola e era a principal arma ofensiva do Fla. E segundo é que, mesmo com um homem a menos, o Flamengo em nenhum momento desistiu de atacar e de jogar bola. A prova disso? O pênalti surgiu de um passe do Léo Moura para o Juan, ou seja, mesmo com dez joadores os dois laterais estavam presentes no campo de ataque. Na cobrança da penalidade, Adriano bateu com tranquilidade, sacudiu o barbante e comemorou com mais tranquilidade ainda.

Nem mesmo as entradas de Iarley e Jorge Henrique fizeram o Timão ser mais produtivo ofensivamente. Exceto a citada jogada que Ronaldo realizou antes de sair, a equipe paulista nada fez. O Flamengo, pelo contrário, e até de maneira surpreendente, ainda teve mais duas excelentes chances de aumentar a vantaagem. A primeira foi em uma cabeçada do Adriano que Júlio César e a trave impediram o gol e, na segunda, Vinícius Pacheco recebeu linda bola de Juan e bateu cruzado, raspando o poste.

Pelo fato de ter atuado com dez jogadores por aproximadamente uma hora de jogo e pelo estado pesado do campo, que era ideal para um empate sem gols, o Flamengo conseguiu um grande resultado. Se levarmos em consideração que quarta que vem, no Pacaembu, o Corinthians terá que sair para o jogo, deixará espaços em sua retaguarda e o Flamengo só não marcou gol em um jogo do ano, a vantagem rubro-negra é maior do que parece. Porém, a partida está longe, muito longe, de estar terminada. A atitude do Flamengo em São Paulo deve ser a mesma: muita garra e não abandonar o ataque.

JOGADA RÁPIDA!

Também com um homem a menos (Thiago Mota fora expulso aos 27 minutos da 1ª etapa), a Internazionale, com um ferrolho defensivo digno de entrar para a história, conseguiu segurar o Barcelona, perder por apenas 1 x 0 e garantir sua vaga na final da UEFA Champions League. Agora, na final, o Santiago Bernabéu vai assistir Inter x Bayern, Sneijder x Robben, dois cracaços holandeses dispensados pelo Real Madrid. Vai ter falta de visão assim lá na...

terça-feira, 27 de abril de 2010

UMA IMAGEM...



A "Laranja Mecânica" parte para o contra-ataque com força total, no jogo contra a Argentina pela Copa do Mundo de 1974. Isso sim é atacar em bloco.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PRÊMIO FUTEBOLA CARIOCÃO 2010

Olá amigos do FUTEBOLA!

Terminado o Campeonato Carioca de 2010 está na hora de escalar a Seleção e escolher o craque do torneio. Provavelmente minhas escolhas serão diferentes das dos diversos meios de comunicação, da da Federação Carioca e da de todos vocês. Espero que vocês utilizem este espaço para opinar bastante, pois esta é toda a graça do futebol. Vamos à Seleção escolhida pelo FUTEBOLA!

GOLEIRO – Jefferson (Botafogo)
Confesso que já assisti o goleiro Jefferson em fases melhores do que neste Campeonato Carioca. Até mesmo no Brasileirão do ano passado ele apresentou atuações mais empolgantes. Porém, o que o goleirão alvi-negro fez na decisão da Taça Rio contra o Flamengo foi inesquecível. Pegar uma cobrança de pênalti do Adriano aos 33 minutos do 2º tempo e garantir o caneco para o Fogão fez de Jefferson o melhor goleiro do Carioca.

LATERAL-DIREITO – Mariano (Fluminense)
Como cresceu o lateral-direito do Fluminense desde os últimos meses de 2009. Se o Fluminense não fez uma campanha no Carioca para orgulhar seus torcedores, Mariano é o menos culpado. Com a decepção que foi o contratado Júlio César no lado esquerdo tricolor, Mariano foi a melhor opção ofensiva da equipe.

ZAGUEIRO-CENTRAL – Antônio Carlos (Botafogo)
Depois de entrar para a história do Campeonato Carioca por ter marcado o gol do título conquistado pelo Fluminense em 2005, nos acréscimos da final contra o Volta Redonda, Antônio Carlos escreveu seu nome nas páginas do Cariocão com a camisa gloriosa. Na proposta de jogo adotada pelo treinador alvi-negro Joel Santana um sistema defensivo seguro era imprescindível e Antônio Carlos foi essencial para a obtenção desta segurança.

QUARTO-ZAGUEIRO – Fábio Ferreira (Botafogo)
Se não foi tão seguro defensivamente quanto seu parceiro Antônio Carlos durante o Carioca, Fábio Ferreira apresentou boas atuações. Seus melhores momentos no torneio foram justamente nas duas finais, o que já justifica sua presença na Seleção do Cariocão. Na final da Taça Guanabara foi ele quem abriu o placar na vitória de 2 x 0 sobre o Vasco. Já na decisão da Taça Rio, contra o Flamengo, ele sofreu um pênalti e salvou um chute de Vágner Love que tinha endereço certo.

LATERAL-ESQUERDO – Marcelo Cordeiro (Botafogo)
O lateral-esquerdo do Bota está presente na Seleção do Cariocão pela Taça Guanabara que realizou. Se o Fogão se propos a apresentar um futebol apoiado nas bolas aéreas, Marcelo Cordeiro foi uma peça muito importante. Seus cruzamentos precisos foram a principal fonte para abastecer Loco Abreu e cia. Além do mais, ele também marcou um importantíssimo gol na semi-final da Taça GB no duelo contra o Flamengo.

VOLANTE – Leandro Guerreiro (Botafogo)
Tá aí um jogador que eu aprendi a admirar. Desde seus primeiros jogos com a camisa do Fogão, seu futebol e seu amor pelo clube só cresceram. Sua qualidade na marcação e excelente posicionamente o fazem ser um dos melhores volantes do país. Todos os botafoguenses se esforçaram muito para levar o caneco para General Severiano, mas algo me diz que Leandro Guerreiro sempre se esforçou um pouquinho mais. Como curiosidade, Leandro Guerreiro é o único jogador presente nas edições do PRÊMIO FUTEBOLA CARIOCÃO de 2009 e 2010.

VOLANTE – Souza (Vasco)
Se o Leandro Guerreiro foi disparado o melhor volante do Cariocão, escolher seu companheiro é tarefa difícil. Alguns volantes tiveram pingadas boas atuações, como o Fernando (Flamengo) e o Éverton (Fluminense), principalmente na Taça Guanabara. Porém, como é preciso escolher um, escolho o jovem vascaíno Souza. O ponto chave para colocar Souza nesta Seleção foi sua atuação na goleada por 6 x 0 sobre o Botafogo, quando fez, em minha opinião, sua melhor atuação com a camisa cruzmaltina. Souza é um jogador que possui, na mesma proporção, poder de marcação e qualidade ofensiva, tendo tudo para se tornar um dos ótimos volantes do nosso futebol. O garoto ainda vai evoluir bastante.

MEIA-OFENSIVO – Caio (Botafogo)
Desde a fase de grupos da Taça Guanabara que o garoto Caio foi se consolidando como o talismã do Botafogo. Só para citar um exemplo, na difícil vitória do Fogão sobre o América por 2 x 1, na 5ª rodada da Taça Guanabara, foi Caio quem marcou o gol decisivo aos 42 do 2º tempo. Porém o apelido de talismã se consolidou mesmo com suas atuações nos clássicos. Nos duelos contra Fla (2 x 1) e Flu (3 x 2), respectivamente as semi-finais da Taça Guanabara e da Taça Rio, foi Caio quem marcou os gols das viradas. Um garoto iluminado como Caio só poderia mesmo surgir no clube mais supersticioso do futebol brasileiro.

ATACANTE – Vágner Love (Flamengo)
Se durante praticamente todo o torneio o Flamengo não foi sombra da equipe que conquistou o Brasileirão 2009, pelo menos a contratação de Vágner Love se mostrou um acerto. O melhor jogador do Rubro-Negro na competição, muito superior a seus companheiros, além de se sagrar artilheiro do Carioca mostrou muita garra e disposição. Se realmente deixar o Flamengo, o que já é até admitido dentro do clube, fará muita falta.

ATACANTE – Herrera (Botafogo)
Antes de chegar ao Botafogo, Herrera era conhecido como um atacante de muita raça e péssima finalização. Pois foi só iniciar o Cariocão para vermos em Herrera muito mais raça do que se imaginava e uma grande capacidade de sacudir o filó. Durante toda a competição foram litros e mais litros de suor derramado e 9 gols que lhe tornaram, em minha opinião, no melhor jogador da competição. Se a torcida botafoguense reclamava com muita intensidade que algumas equipes recentes, apesar do bom futebol mostrado, não “vestia” a camisa, o Herrera deve ser idolatrado por estes torcedores com a mesma intensidade, pois transformou o manto alvi-negro em sua segunda pele.

ATACANTE – Loco Abreu (Botafogo)
A chegada de Loco Abreu ao Botafogo mostrou que algo diferente estava para acontecer. Ao desembarcar no Rio de Janeiro, o atacante uruguaio foi recebido como salvador pelos torcedores alvi-negros, mesmo que a maioria destes sequer conhecesse seu futebol. Apenas seu carisma fez com que Loco Abreu chegasse ao Fogão como ídolo. Porém, dentro das quatro linhas, ele correspondeu. Sua excepcional qualidade nas bolas aéreas fez com que o Botafogo jogasse em sua função. Falta na entrada da área adversária era perigo a vista para os adversários do Glorioso. Nas vésperas de confronto contra o Fogão, os treinadores rivais passavam horas treinando a defesa contra bolas aéreas e, na hora do jogo, de nada adiantava. A dupla Herrera/Loco Abreu ficará marcada um bom tempo na memória dos botafoguenses. E tomara que eles ainda façam muito mais.

TÉCNICO – Joel Santana (Botafogo)
Joel Santana chegou ao Botafogo logo após a equipe sofrer um histórica sapatada de 6 x 0 contra o Vasco. Acredito que ninguém, nem um indivíduo, seria capaz de afirmar ali que o Botafogo tinha time para pelo menos brigar pelo caneco. Corrigindo o que eu disse, só Joel acreditava. E com o tempo ele foi passando essa confiança para seus comandados, organizando o sistema defensivo e, principalmente, descobrindo o grande potencial de sua equipe nas bolas aéreas. Contrariando os que o chamam de retranqueiro (não sou um deles, apenas acredito que Joel sabe organizar um sistema defensivo), “Papai” Joel lançou em diversas partidas o quarteto Edno/Caio/Herrera/Loco Abreu. Sem dúvida alguma o Botafogo foi o clube que mais quis vencer o Cariocão. E em minha opinião essa vontade veio com Joel Santana.

MELHOR JOGADOR

1º Herrera (Botafogo)
2º Loco Abreu (Botafogo)
3º Vágner Love (Flamengo)

domingo, 25 de abril de 2010

CAMPEONATO PAULISTA - FINAL

Olá amigos do FUTEBOLA!

Santo André 2 x 3 Santos – Pacaembu, São Paulo (SP)

Em um duelo bem mais equilibrado do que era esperado, o Santos bateu o Santo André e colocou uma mão no título paulista. No jogo de volta, domingo que vem, novamente no Pacaembu, o “Peixe” pode até perder por um gol de diferença.

Com menos de um minutinho de partida, Neymar arrancou com a pelota, tocou-a para Robinho e o “Rei do drible”, de calcanhar, encontrou Wesley que arrematou levando muito perigo ao goleiro Júlio César. Com um início destes, parecia que o Santos iria se impor e o Santo André apenas aceitar o papel de coadjuvante, porém, como todos nós sabemos, o futebol não tem lógica nenhuma. Com um setor de meio-campo que marcava com força e sabia o que fazer com a pelota nos pés, principalmente o camisa 10 Bruno César, o Santo André dominou ofensivamente a 1ª etapa e criou diversas oportunidades de balançar as redes. Em meu caderninho consta nada menos do que sete boas oportunidades de gols criadas pela equipe do ABC sendo que em uma delas, aos 34 minutos, Bruno César cobrou falta com precisão no canto esquerdo do goleiro Felipe e inaugurou o placar. O Santos não conseguia jogar. Marquinhos e Paulo Henrique Ganso não arquitetavam jogadas ofensivas, Robinho e Neymar não exploravam seus dribles e velocidade e, assim, o Alvi-Negro Praiano esteve longe de mostrar seu futebol envolvente no 1º tempo. Primeiro tempo este que antes de terminar ainda viu o Santo André desperdiçar duas excelentes chances de ampliar a vantagem, uma com o bom atacante Rodriguinho e a outra com o centroavante Nunes.

Na volta do intervalo o torcedor santista deve ter roído todas as suas unhas. Com um problema no olho, resultante de uma queda no gramado, Neymar não pôde retornar para a 2ª etapa. Poderia ser este um fator que tornaria o Santos ainda mais improdutivo e o Santo André ainda mais confiante. Porém, repetindo, não há lógica no velho esporte bretão. Depois de 45 minutos de muita intensidade e dinamismo ofensivos, o Santo André caiu na bobeira de recuar e chamar o Santos para o seu campo. Amigos, não consigo imaginar nenhuma equipe brasileira que, neste momento, consiga segurar o Santos por um tempo inteiro em seu campo. Em poucos minutos o Santo André praticamente jogou fora a chance de surpreender todo o país e conquistar o título. Com André, que havia entrado no lugar de Neymar, bastante inspirado, Ganso enfim participando da partida com seus passes sensacionais e Wesley voando pelo lado direito do campo, o Santos deu um show de bola e marcou três gols em 12 minutos. Primeiro André anotou de cabeça, aos 12 minutos, depois de precioso cruzamento de Ganso. Aos 16, após linda tabelinha entre Robinho e Wesley, o último sacudiu o filó. E Wesley ainda voltaria a marcar aos 24, depois de ótimo passe do lateral Pará. Vale a pena ressalter o excelente futebol que o Wesley vem apresentando em 2010. Sempre presente nas ações ofensivas santistas, o volante, que também faz as vezes de lateral-direito, não se descuida nunca do sistema defensivo. Nesta máquina de jogar futebol que é o Santos, Wesley é uma peça fundamental.

Aos 29 minutos, o zagueiro do Santo André Toninho foi expulso e Dorival Júmior decidiu colocar o Santos mais para frente, com a entrada de Mádson no lugar de Pará (outra vez o Wesley foi deslocado para a lateral). Porém, pela terceira vez em uma mesma análise de jogo, sou obrigado a citar o quanto o futebol é ilógico. Depois de passar aproximadamente 30 minutos postado em seu próprio campo, sem nenhuma atitude ofensiva, o Santo André tem um jogador expulso e decide então votar a atacar. Isso mesmo, depois da expulsão de Toninho o Santo André foi ao ataque, criou 3 oportunidades de gols e diminuiu a vantagem santista com um gol do Rodriguinho, após grande jogada do bom lateral-esquerdo Rômulo.

Dificilmente o Santo André terá forças para vencer o Santos por mais de um gol de diferença no jogo de volta, porém não é por isso que os “Meninos da Vila” devem relaxar. Se durante todo o ano eles venceram seus jogos buscando marcar o maior número possível de gols, que assim continuem domingo que vem.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2010 - 1ª FASE

Olá amigos do FUTEBOLA!

Internacional 3 x 0 Deportivo Quito – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)

Dependendo apenas de suas forças para se classificar para a próxima fase da Libertadores, o Internacional entrou em campo com tudo e engoliu o fraco time do Deportivo Quito.

Iniciando a partida com aquela que é, em minha opinião, a melhor formação tática para explorar a potencialidade de seus jogadores, o Inter mostrou, desde o apito inicial, um futebol de quem é sim um forte candidato ao caneco continental. Diferente do que ocorreu, por exemplo, na estréia contra o Emelec, quando entrou em campo com uma formação muito cautelosa, o Colorado iniciou o jogo com um belo quarteto ofensivo. Andrezinho e D’Alessandro eram os responsáveis por arquitetar as jogadas ofensivas e Walter e Alecsandro os homens de ataque. Some à este pelotão de frente as avançadas de Nei e Kléber, os laterais que estiveram em excelente noite. E cá entre nós, com uma dupla de volantes da qualidade defensiva de Guiñazu e Sandro o Inter não precisa mesmo atuar com três zagueiros. Para melhorar ainda mais a situação colorada, logo aos 3 minutinhos o Andrezinho acertou um chute preciso e precioso da ponta direita da área e abriu o placar. Sou um grande fã do futebol do Andrezinho já faz algum tempo. Jogador de muita habilidade e qualidade no passe, sua qualidade que mais me impressiona é o chute certeiro, seja com a pelota rolando ou com ela parada. Uma curiosidade sobre o meia: em 2007, atuando pelo Pohang Steelers da Coréia do Sul, ele foi campeão coreano e melhor jogador da competição nacional.

Com a vantagem no placar, o Internacional jogou leve como uma pluma e fez uma das melhores atuações de um clube brasileiro que vi nesta Libertadores. Alternando os lados do campo, apesar de ter iniciado a partida muito concentrado pela direita, e sempre com muitos jogadores no campo ofensivo, as chances de ampliar o marcador surgiram em grande quantidade. Enquanto isso, Guiñazu e Sandro bloqueavam qualquer tentativa do Deportivo Quito de incomodar a defesa colorada. Só no 1º tempo o centroavante Alecsandro teve 4 chances de ampliar o placar, mas desperdiçou todas e o jogo foi para o intervalo com apenas o gol do Andrezinho. Nos minutos iniciais da 2ª etapa, o Internacional viveu seu pior momento na partida, quando o Deportivo, comandado pelo bom meia chileno Donoso, que havia acabado de entrar, e pelo arisco Arroyo, foi em busca do empate. Este período onde o Inter recuou em excesso durou 15 minutos, tempo suficiente para Kléber colocar a bola na cabeça de Bolívar e o zagueiro sacudir o filó. Com 2 x 0 contra, a equipe equatoriana murchou e o Colorado voltou a dominar inteiramente as ações ofensivas. D’Alessandro apareceu mais no jogo e quase balançou as redes em duas oportunidades. Já nos acréscimos, o jovem meia Giuliano, que havia entrado no lugar do exausto Andrizinho, acertou um chutaço e deu números finais ao jogo. Giuliano é um ótimo jogador e pode ser muito importante para o Inter, porém, para mim, Andrezinho e D’Alessandro devem ser titulares absolutos desta equipe. A qualidade no passe e o dinamismo que eles fornecem para o time gaúcho são imprescindíveis para o bom funcionamento colorado.

A vitória do Internacional foi mais comemorada no Rio de Janeiro do que no Rio Grande do Sul, afinal ajudou, e muito, o Flamengo. Agora, nas oitavas, o Colorado vai pegar o Banfield (ARG). Não será nada fácil.

JOGADA RÁPIDA!

Com a vitória do Corinthians sobre o Independiente Mellín (COL) e a consequente classificação do Timão em 1º lugar geral, teremos nas oitavas um duelo histórico. Flamengo x Corinthians. Corinthians x Flamengo. A Libertadores vai tremer!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

UMA IMAGEM...



Após a cabeçada dada no zagueiro Materazzi e consequente expulsão na final da Copa do Mundo de 2006, Zinedine Zidane sai de campo sob o olhar da Taça FIFA, que minutos depois seria conquistada pela "Squadra Azzurra".