Olá amigos do FUTEBOLA!
Paraguai 0 (5) x (3) 0 Japão
*Espanha 1 x 0 Portugal
*jogo assistido
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No clássico ibérico que decidiu quem avançou para a fase quartas-de-final da Copa do Mundo, a Espanha engoliu Portugal, apesar de o placar não mostrar isto, e mostrou que segue firme e forte em busca do caneco.
Antes de começar a elogiar a atuação espanhola, a meu ver uma das melhores apresentações deste Mundial, gostaria de analisar o patético desempenho de Portugal, não só nesta partida, mas em todo o torneio. Não tenho nada contra equipes que priorizam o sistema defensivo como alternativa para conquistar vitórias, porém tenho muito contra equipes que apenas se defendem e não apresentam nenhuma mentalidade ofensiva. Não vejo nenhuma ofensa ao bom futebol em um time ser montado para jogar sem a bola nos pés, explorando contra-golpes e os buracos deixados pelo adversário que busca o ataque. Entretanto, o que Portugal apresentou durante esta Copa do Mundo, exceção feita à histórica goleada de 7 x 0 sobre a Coréia do Norte, foi uma vergonha diante do que poderia ter feito. A própria sapecada sobre os norte-coreanos mostraram que Cristiano Ronaldo e cia poderiam enfrentar qualquer adversário sem permanecer apenas se defendendo, pois armas para “agredir” seus rivais não faltariam. O lateral-esquerdo Fabio Coentrão mostrou em poucos jogos que possui boa qualidade ofensiva; Raul Meireles é um volante moderno que, se não fosse tolido por um esquema defensivo, poderia participar ativamente de tramas ofensivas; Deco, apesar de não estar rendendo metade do que poderia, não deveria ser preterido para a entrada de Pepe ou Tiago, dois volantes que não possuem qualidade com a redonda nos pés. Ou seja, Portugal tem sim capacidade para montar uma equipe que possua uma estratégia diferente da de apenas se defender e esperar Cristiano Ronaldo fazer uma jogada de melhor do planeta. Para se ter uma idéia da vergonha ofensiva que foi neste Mundial, Portugal terminou os duelos contra a Costa do Marfim, o Brasil e a Espanha sem balançar as redes. E mais! Nestes jogos citados conseguiu criar, somando os três, apenas 8 boas oportunidades de gols. Para critério de comparação, somente neste Espanha x Portugal, os espanhóis construíram 10 chances de sacudir o filó. Realmente esta Seleção Portuguesa não vai deixar nenhuma saudade nos admiradores da Copa do Mundo.
Agora sim vamos falar de bom futebol, vamos falar da Espanha. Com apenas 12 minutinhos de jogo, os espanhóis já haviam levado perigo ao goleiro português Eduardo em quatro oportunidades. Duas vezes com Fernando Torres e mais duas com David Villa, que está voando baixo jogando aberto pelo lado esquerdo, a Espanha por pouco não abriu o marcador. Enquanto Villa inferniza de ponta-esquerda, Iniesta não guarda sua posição na ponta-direita e se movimenta bastante, dificultando, e muito, a retaguarda adversária. Quando encosta no Xavi, que atua centralizado, o poder de criação do ataque espanhol cresce bastante. Depois das citadas quatro oportunidades, a Espanha encontrou problemas para voltar a incomodar a defesa portuguesa. Ficava, como sempre, com a posse de bola, mas não encontrava espaços para infiltrações e as jogadas pelos flancos não davam resultado. Com a chegada do 2º tempo, a posse de bola e o maior pdoer ofensivo espanhóis deram resultado quando Iniesta e Xavi – como joga bola esta dupla! – tabelaram na entrada da área e deixaram Villa livre para marcar. Nem mesmo em desvantagem no placar e com a iminente eliminação Portugal mudou a atitude. O ápice da falta de ousadia portuguesa ocorreu aos 27 minutos da 2ª etapa, com a substituição do volante Pepe pelo outro volante Pedro Mendes. Por outro lado, a Espanha não parava de atacar e em três oportunidades quase ampliou o placar, com Sérgio Ramos, Villa e Llorente, que entrou muito bem no lugar de Fernando Torres.
Uma partida onde a Espanha não foi atacada praticamente em nenhum momento e o goleiro Eduardo foi o único português que merece receber algum destaque, já que evitou um goleada, só poderia mesmo terminar com a vitória da “Fúria”. A cada rodada que passa a Espanha se sente melhor em campo e se acostuma mais com o clima da Copa do Mundo. A meu ver, apesar do pouco peso da camisa em Mundiais, é sim uma forte candidata ao título.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- A partida de Copa do Mundo que contou com o maior número de jogadores diferentes conseguindo balançar as redes foi Iugoslávia 9 x 0 Zaire, no Mundial de 1974, quando 7 iugoslavos sacudiram o barbante. Quando o assunto é um torneio inteiro, e não apenas um jogo, a França de 1982 e a Itália de 2006 terminaram a competição com 10 jogadores diferentes tendo marcado gols.
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - BRASIL X CHILE
Olá amigos do FUTEBOLA!
Brasil 3 x 0 Chile
Com muita naturalidade e consciência o Brasil sapecou 3 x 0 no Chile e garantiu a vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo, onde enfrentará a Holanda.
Pouco tempo depois do início da partida já era possível perceber que o Chile vinha mais fraco do que nas rodadas anteriores. Duas das principais, talvez as duas principais, armas chilenas foram anuladas antes de o juiz apitar. O ala-direita Isla, muito bom ofensivamente e que poderia complicar o sistema defensivo brasileiro, foi escalado de meio-campo, o que diminuiu o poder ofensivo do Chile pelo lado direito. Outra opção do treinador Bielsa que também ajudou o Brasil foi o Suazo começar jogando no lugar do Valdívia. Enquanto Valdívia poderia confundir a retaguarda brasileira com sua movimentação, Suazo ficou estático lá na frente, sendo presa fácil para Lúcio e Juan. Como se estas duas opções chilenas não bastassem, Dunga ainda acertou em cheio com a escalação do Ramires no lugar do Felipe Melo. Resumindo: as escolhas dos dois treinadores facilitaram bastante o jogo para o Brasil.
Como era de se esperar, o Chile adotou uma postura ofensiva, deixando espaços atrás e dando liberdade para os brasileiros trabalharem ofensivamente. Nos primeiros 15 minutos de jogo o Brasil levou perigo com Luís Fabiano, Gilberto Silva e Ramires. Muito bem postado em campo, o Brasil não sofria sofria sustos defensivos e aguardava calmamente surgir uma oportunidade de encaixar suas principais armas: a bola parada e o contra-ataque. E elas não tardaram a surgir. Em um intervalo de quatro minutos, entre os 34 e 38, o Brasil balançou as redes duas vezes e deixou sua classificação muito bem encaminhada. Primeiro Maicon cobrou córner na cabeça de Juan que foi perfeito e sacudiu o barbante. Vale ressaltar o gosto de Juan por fazer gols no Chile. Dos sete gols que marcou com a “camisa canarinho”, quatro foram contra os chilenos. Logo depois de abrir o placar, Robinho arrancou pela esquerda e tocou a redonda para Kaká que só empurrou para Luís Fabiano driblar o goleiro Bravo e ampliar. Que trio ofensivo! Que contra-ataque! Que golaço!
Depois do intervalo o Chile até melhorou sua produção ofensiva, que havia sido nula na 1ª etapa. A entrada do Valdívia, presente em três dos cinco lances de perigo que o Chile criou neste 2º tempo, foi o fator principal para a evolução da equipe. Porém, o Brasil não caiu na bobeira de ficar apenas recuado e, aos 14 minutos, fechou o jogo. Uma arrancada do Ramires, que jogou um partidaço, terminou nos pés do Robinho que marcou seu primeiro gol em Copas do Mundo. Se antes desta partida a única coisa que poderia ir contra a escalação do Ramires era o fato de ele poder sentir o peso um jogo de Copa do Mundo, agora não existe mais nada. Seja na qualidade dos passes, seja nas arrancadas rumo ao ataque, o Ramires é muito mais jogador do que o Felipe Melo. Pena que por culpa sua, e também do Dunga que poderia tê-lo tirado de campo, Ramires recebeu seu segundo amarelo na Copa e está fora do duelo contra a Holanda.
Com 3 x 0 no placar, o jogo ficou irreversível e, apesar de Brasil e o Chile terem criado oportunidades, ninguém mais levantou o véu da noiva. Dentre as chances desperdiçados por ambos os lados vale citar uma excelente defesa do Júlio César, em chute do Suazo, e uma arrancada maravilhosa do Michel Bastos, aos 46 minutos, que quase se transformou no gol mais bonito da Copa.
A defesa, com Juan jogando uma barbaridade, esteve em excelente jornada. O meio-campo foi perfeito na marcação e ao iniciar as jogadas ofensivas. Luís Fabiano e Robinho mostraram que o ataque está afiadíssimo. A bola parada e o contra-ataque mais uma vez funcionaram com extrema eficiência. Se repetirmos todos estes pontos positivos, temos tudo pra mandar a Holanda de volta pra casa.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Apenas dois jogadores conseguiram marcar ao menos 5 gols em duas edições da Copa do Mundo. O peruano Cubillas alcançou esta marca balançando as redes nos Mundiais de 1970 e de 1978. Já o alemão Klose realizou o feito de marcar 5 gols nas Copas de 2002 e 2006. Se marcar mais 5 gols em 2010, Klose ficará com um total de 15 gols e alcançará o brasileiro Ronaldo como maior artilheiro da história dos Mundiais.
Brasil 3 x 0 Chile
Com muita naturalidade e consciência o Brasil sapecou 3 x 0 no Chile e garantiu a vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo, onde enfrentará a Holanda.
Pouco tempo depois do início da partida já era possível perceber que o Chile vinha mais fraco do que nas rodadas anteriores. Duas das principais, talvez as duas principais, armas chilenas foram anuladas antes de o juiz apitar. O ala-direita Isla, muito bom ofensivamente e que poderia complicar o sistema defensivo brasileiro, foi escalado de meio-campo, o que diminuiu o poder ofensivo do Chile pelo lado direito. Outra opção do treinador Bielsa que também ajudou o Brasil foi o Suazo começar jogando no lugar do Valdívia. Enquanto Valdívia poderia confundir a retaguarda brasileira com sua movimentação, Suazo ficou estático lá na frente, sendo presa fácil para Lúcio e Juan. Como se estas duas opções chilenas não bastassem, Dunga ainda acertou em cheio com a escalação do Ramires no lugar do Felipe Melo. Resumindo: as escolhas dos dois treinadores facilitaram bastante o jogo para o Brasil.
Como era de se esperar, o Chile adotou uma postura ofensiva, deixando espaços atrás e dando liberdade para os brasileiros trabalharem ofensivamente. Nos primeiros 15 minutos de jogo o Brasil levou perigo com Luís Fabiano, Gilberto Silva e Ramires. Muito bem postado em campo, o Brasil não sofria sofria sustos defensivos e aguardava calmamente surgir uma oportunidade de encaixar suas principais armas: a bola parada e o contra-ataque. E elas não tardaram a surgir. Em um intervalo de quatro minutos, entre os 34 e 38, o Brasil balançou as redes duas vezes e deixou sua classificação muito bem encaminhada. Primeiro Maicon cobrou córner na cabeça de Juan que foi perfeito e sacudiu o barbante. Vale ressaltar o gosto de Juan por fazer gols no Chile. Dos sete gols que marcou com a “camisa canarinho”, quatro foram contra os chilenos. Logo depois de abrir o placar, Robinho arrancou pela esquerda e tocou a redonda para Kaká que só empurrou para Luís Fabiano driblar o goleiro Bravo e ampliar. Que trio ofensivo! Que contra-ataque! Que golaço!
Depois do intervalo o Chile até melhorou sua produção ofensiva, que havia sido nula na 1ª etapa. A entrada do Valdívia, presente em três dos cinco lances de perigo que o Chile criou neste 2º tempo, foi o fator principal para a evolução da equipe. Porém, o Brasil não caiu na bobeira de ficar apenas recuado e, aos 14 minutos, fechou o jogo. Uma arrancada do Ramires, que jogou um partidaço, terminou nos pés do Robinho que marcou seu primeiro gol em Copas do Mundo. Se antes desta partida a única coisa que poderia ir contra a escalação do Ramires era o fato de ele poder sentir o peso um jogo de Copa do Mundo, agora não existe mais nada. Seja na qualidade dos passes, seja nas arrancadas rumo ao ataque, o Ramires é muito mais jogador do que o Felipe Melo. Pena que por culpa sua, e também do Dunga que poderia tê-lo tirado de campo, Ramires recebeu seu segundo amarelo na Copa e está fora do duelo contra a Holanda.
Com 3 x 0 no placar, o jogo ficou irreversível e, apesar de Brasil e o Chile terem criado oportunidades, ninguém mais levantou o véu da noiva. Dentre as chances desperdiçados por ambos os lados vale citar uma excelente defesa do Júlio César, em chute do Suazo, e uma arrancada maravilhosa do Michel Bastos, aos 46 minutos, que quase se transformou no gol mais bonito da Copa.
A defesa, com Juan jogando uma barbaridade, esteve em excelente jornada. O meio-campo foi perfeito na marcação e ao iniciar as jogadas ofensivas. Luís Fabiano e Robinho mostraram que o ataque está afiadíssimo. A bola parada e o contra-ataque mais uma vez funcionaram com extrema eficiência. Se repetirmos todos estes pontos positivos, temos tudo pra mandar a Holanda de volta pra casa.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Apenas dois jogadores conseguiram marcar ao menos 5 gols em duas edições da Copa do Mundo. O peruano Cubillas alcançou esta marca balançando as redes nos Mundiais de 1970 e de 1978. Já o alemão Klose realizou o feito de marcar 5 gols nas Copas de 2002 e 2006. Se marcar mais 5 gols em 2010, Klose ficará com um total de 15 gols e alcançará o brasileiro Ronaldo como maior artilheiro da história dos Mundiais.
COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL
Holanda 2 x 1 Eslováquia
Nada de surpresas! Depois de conquistar três vitórias na fase de grupos, a Holanda bateu a Eslováquia, algoz da Itália na histórica eliminação da “Azzurra”, e se classificou para as quartas-de-final.
Apenas um minutinho após o apito inicial a Eslováquia já assustou o goleiro Stakelenburg com uma boa jogada do Weiss que Jendrisek completou com um balaço de fora da área. Vale aqui ressaltar a escalação ofensiva com a qual os eslovacos iniciaram a partida. Uma única alteração foi realizada nos 11 titulares que haviam começado o duelo contra a Itália: a entrada do habilidoso meia ofensivo Weiss no lugar do volante Strba. Isso mesmo, taticamente a equipe se apresentava mais ofensiva do que no jogo que lhe rendeu a classificação às oitavas. Porém, o 1º tempo mostrou que, apesar da aparente ofensividade, a Eslováquia não possui o mesmo poder que os holandeses. Bastaram 17 minutos para a Holanda mostrar a força de seu quarteto ofensivo. Kuyt, van Persie, Sneijer e Robben, que estreava como titular, infernizaram o sistema defensivo rival.Depois de ter criado duas boas oportunidades, com van Persie e Sneijer assustando o goleiro Mucha, a Holanda conseguiu marcar seu gol em um contra-golpe sensacional. Na primeira das vezes que a Eslováquia se mandou ao ataque com mais ênfase, o espaço deixado no sistema defensivo foi aproveitado com maestria quando Sneijder acertou um perfeito lançamento para Robben realizar sua jogada preferida: a arrancada pela direita com o corte para dentro e o veloz arremate. O Robben está jogando um futebol de tão alto nível que já chegou naquele ponto em que todos sabem o que ele vai fazer, mas ninguém consegue evitar.
Após abrir o marcador, a Seleção Holandesa apresentou o seu lado que eu não gosto. O recuo excessivo buscando apenas os contra-golpes. Assim como no duelo diante do Japão, na 1ª fase, quando fez 1 x 0 e ficou mais de 30 minutos apenas em seu campo defensivo, a Holanda permaneceu todo o restante do 1º tempo sem ameaçar novamente a Eslováquia. Mostrando que o futebol realmente não tem lógica, a Holanda voltou para a 2ª etapa com outra atitude, buscando decidir o jogo, e em menos de 15 minutos quase ampliou a vantagem com Robben em outra de suas jogadas especiais, com o zagueiro Mathijsen em uma perigosa cabeçada e com van Persie. “Pronto, agora a Eslováquia não resiste à pressão holandesa” – pensei após estas três oportunidades. Porém, o ilógico voltou a aparecer e de repente, sem nenhum aviso prévio, a Eslováquia transformou o goleiro Stakelenburg em um dos grandes nomes da partida. Em um chute longo do bom volante Kucka, uma linda jogada de Stoch pela esquerda e um arremate do atacante Vittek quase da marca do pênalti, Stakelenburg realizou três defesas sensacionais. Sem dúvidas alguma o jogo voltou do intervalo muito mais emocionante e permaneceu indefinido até os minutos finais. Somente aos 38, em uma bobeada da defesa eslovaca, que preferiu reclamar de uma marcação da arbitragem do que prestar a atenção no jogo, van Bronckhorst cobrou falta rápido, Kuyt chapelou o goleiro de cabeça e tocou para Sneijder que só teve o trabalho de empurrar pro fundo do gol. Este gol matou as esperanças da Eslováquia, que ainda conseguiu sacudir o filó com o artilheiro Vittek, aos 48 minutos, mas já era tarde demais.
Com Kuyt, Sneijder, Robben e van Persie, seu “Quarteto Fantástico”, e boas opções na reserva, como o Elia, que novamente entrou bem no jogo, e van der Vaart, a Holanda é, sem nenhuma dúvida, uma das melhores Seleções do Mundial. Se o Brasil bobear diante do Chile (bate na madeira – toc toc toc), a “Laranja Mecânica” tem tudo para chegar em sua terceira final de Copa do Mundo e, quem sabe, acabar com a fama de fracassar nas horas decisivas.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Vejam que curioso: a Suiça é a Seleção que possui o recorde de mais partidas consecutivas sofrendo ao menos um gol e o recorde de mais minutos consecutivos sem sofrer gols. Entre 1934 e 1994, a Suiça sofreu ao menos um golzinho em 22 partidas seguidas. Porém, se contarmos o próprio Mundial de 1994, o de 2002 e o de 2006, a Suiça passou 559 minutos consecutivos sem buscar a redonda no fundo das redes.
Nada de surpresas! Depois de conquistar três vitórias na fase de grupos, a Holanda bateu a Eslováquia, algoz da Itália na histórica eliminação da “Azzurra”, e se classificou para as quartas-de-final.
Apenas um minutinho após o apito inicial a Eslováquia já assustou o goleiro Stakelenburg com uma boa jogada do Weiss que Jendrisek completou com um balaço de fora da área. Vale aqui ressaltar a escalação ofensiva com a qual os eslovacos iniciaram a partida. Uma única alteração foi realizada nos 11 titulares que haviam começado o duelo contra a Itália: a entrada do habilidoso meia ofensivo Weiss no lugar do volante Strba. Isso mesmo, taticamente a equipe se apresentava mais ofensiva do que no jogo que lhe rendeu a classificação às oitavas. Porém, o 1º tempo mostrou que, apesar da aparente ofensividade, a Eslováquia não possui o mesmo poder que os holandeses. Bastaram 17 minutos para a Holanda mostrar a força de seu quarteto ofensivo. Kuyt, van Persie, Sneijer e Robben, que estreava como titular, infernizaram o sistema defensivo rival.Depois de ter criado duas boas oportunidades, com van Persie e Sneijer assustando o goleiro Mucha, a Holanda conseguiu marcar seu gol em um contra-golpe sensacional. Na primeira das vezes que a Eslováquia se mandou ao ataque com mais ênfase, o espaço deixado no sistema defensivo foi aproveitado com maestria quando Sneijder acertou um perfeito lançamento para Robben realizar sua jogada preferida: a arrancada pela direita com o corte para dentro e o veloz arremate. O Robben está jogando um futebol de tão alto nível que já chegou naquele ponto em que todos sabem o que ele vai fazer, mas ninguém consegue evitar.
Após abrir o marcador, a Seleção Holandesa apresentou o seu lado que eu não gosto. O recuo excessivo buscando apenas os contra-golpes. Assim como no duelo diante do Japão, na 1ª fase, quando fez 1 x 0 e ficou mais de 30 minutos apenas em seu campo defensivo, a Holanda permaneceu todo o restante do 1º tempo sem ameaçar novamente a Eslováquia. Mostrando que o futebol realmente não tem lógica, a Holanda voltou para a 2ª etapa com outra atitude, buscando decidir o jogo, e em menos de 15 minutos quase ampliou a vantagem com Robben em outra de suas jogadas especiais, com o zagueiro Mathijsen em uma perigosa cabeçada e com van Persie. “Pronto, agora a Eslováquia não resiste à pressão holandesa” – pensei após estas três oportunidades. Porém, o ilógico voltou a aparecer e de repente, sem nenhum aviso prévio, a Eslováquia transformou o goleiro Stakelenburg em um dos grandes nomes da partida. Em um chute longo do bom volante Kucka, uma linda jogada de Stoch pela esquerda e um arremate do atacante Vittek quase da marca do pênalti, Stakelenburg realizou três defesas sensacionais. Sem dúvidas alguma o jogo voltou do intervalo muito mais emocionante e permaneceu indefinido até os minutos finais. Somente aos 38, em uma bobeada da defesa eslovaca, que preferiu reclamar de uma marcação da arbitragem do que prestar a atenção no jogo, van Bronckhorst cobrou falta rápido, Kuyt chapelou o goleiro de cabeça e tocou para Sneijder que só teve o trabalho de empurrar pro fundo do gol. Este gol matou as esperanças da Eslováquia, que ainda conseguiu sacudir o filó com o artilheiro Vittek, aos 48 minutos, mas já era tarde demais.
Com Kuyt, Sneijder, Robben e van Persie, seu “Quarteto Fantástico”, e boas opções na reserva, como o Elia, que novamente entrou bem no jogo, e van der Vaart, a Holanda é, sem nenhuma dúvida, uma das melhores Seleções do Mundial. Se o Brasil bobear diante do Chile (bate na madeira – toc toc toc), a “Laranja Mecânica” tem tudo para chegar em sua terceira final de Copa do Mundo e, quem sabe, acabar com a fama de fracassar nas horas decisivas.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Vejam que curioso: a Suiça é a Seleção que possui o recorde de mais partidas consecutivas sofrendo ao menos um gol e o recorde de mais minutos consecutivos sem sofrer gols. Entre 1934 e 1994, a Suiça sofreu ao menos um golzinho em 22 partidas seguidas. Porém, se contarmos o próprio Mundial de 1994, o de 2002 e o de 2006, a Suiça passou 559 minutos consecutivos sem buscar a redonda no fundo das redes.
domingo, 27 de junho de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL
Olá amigos do FUTEBOLA!
Argentina 3 x 1 México
Apesar de o placar não demonstrar, a Argentina não realizou uma boa partida diante do México, no duelo que decidiu o adversário da Alemanha nas quartas-de-final. Por sinal, se apresentar um futebol do mesmo nível diante dos alemães serão mínimas as chances de a Argentina chegar mais longe no Mundial.
Durante toda primeira metade do 1º tempo, a Argentina não conseguiu trabalhar a bola com qualidade nem realizar boas tramas ofensivas, não passando nem perto de assustar o goleiro mexicano Pérez. Por outro lado, com os meias Giovani e Guardado muito participativos o México constantemente levava perigo ao goleiro argentino Romero, principalmente nos chutes longos. Queria questionar a escolha do treinador mexicano Javier Aguirre por Bautista para iniciar a partida. Nos três jogos da fase de grupos, o Bautista não havia atuado sequer um minutinho. Não entendo o motivo de, logo neste decisivo jogo, ele ter iniciado entre os 11 titulares. Voltando ao jogo, o México se postava bem melhor em campo do que a Argentina, porém não contava com dois gigantescos equívocos. Primeiro, após uma jogada de Messi pela meiúca a redonda sobrou para Tévez, completamente impedido, abrir o placar. Assim como a Alemanha, diante da Inglaterra, a Argentina também foi muito, mas muito, ajudada por um erro da arbitragem. Porém, a meu ver, os argentinos foram ainda mais beneficiados, pois quando marcou seu gol irregular estavam muito mal no jogo, diferente da Alemanha, que vencia a partida. Seis minutinhos depois do primeiro gol, aos 32, não foi o bandeira quem se equivocou, mas o zagueiro Osório, que entregou a bola nos pés de Higuaín que marcou seu quarto gol no Mundial. Em pouco tempo, todo o trabalho do México foi pelo ralo. A Argentina ainda teve duas boas chances de ampliar a vantagem, uma com Di María e outra com Higuaín, porém ambas as chances foram desperdiçadas.
Logo na volta para a 2ª etapa, aos 7 minutos, Carlitos Tévez mandou uma bomba de fora da área e marcou um golaço, praticamente garantindo a vaga para as quartas-de-final. Após este gol, a Argentina, que já não apresentava um futebol condizente com o resultado, recuou por completo e viu o México passar aproximadamente 40 minutos atacando. Comandado pelo Barrera, que entrou no lugar do sumido Bautista e mais uma vez mostrou um bom futebol, os mexicanos partiram com tudo em busca do milagre. Em 11 minutos, entre 15 e 26, nada menos do que cinco boas oportunidades de gols foram criadas pelo México, tendo o Barrera participado de três delas. A entrada do Barrera também fez crescer o futebol do jovem atacante Javier Hernández, muito pouco participativo na 1ª etapa. Foi Hernández quem marcou o gol mexicano, após dar um lindo drible no fraco zagueiro Demichelis e arrematar de dentro da área. Até o apito final, para não dizer que estou mentindo foi até os 46 minutos, quando Messi reapareceu no jogo e quase marcou um golaço, o México atacou e a Argentina apenas se defendeu, sem organizar sequer um contra-golpe bem feito.
Era para o duelo contra o México ser o primeiro grande teste da Argentina, porém dois enormes erros, um da arbitragem e outro do mexicano Osório, facilitaram, e muito, a vida dos argentinos, que conseguiram vencer sem mostrar um grande futebol. Agora, como citei lá no início, os comandados de Maradona precisarão de mais solidez defensiva e organização ofensiva diante de uma Alemanha que vem forte.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- O suiço Alfred Bickel é o único jogador a ter participado de um Mundial antes da II Guerra Mundial e depois desta. Bickel fez parte da Seleção Suiça nos Mundias de 1938 e de 1950. Em 1938, ele marcou um dos gols da lendária vitória suiça sobre a Alemanha por 4 x 2. No Mundial de 1950 Bickel também participou de um jogo histórico: o empate em 2 x 2 entre Brasil x Suiça, em um lotado Pacaembu.
Argentina 3 x 1 México
Apesar de o placar não demonstrar, a Argentina não realizou uma boa partida diante do México, no duelo que decidiu o adversário da Alemanha nas quartas-de-final. Por sinal, se apresentar um futebol do mesmo nível diante dos alemães serão mínimas as chances de a Argentina chegar mais longe no Mundial.
Durante toda primeira metade do 1º tempo, a Argentina não conseguiu trabalhar a bola com qualidade nem realizar boas tramas ofensivas, não passando nem perto de assustar o goleiro mexicano Pérez. Por outro lado, com os meias Giovani e Guardado muito participativos o México constantemente levava perigo ao goleiro argentino Romero, principalmente nos chutes longos. Queria questionar a escolha do treinador mexicano Javier Aguirre por Bautista para iniciar a partida. Nos três jogos da fase de grupos, o Bautista não havia atuado sequer um minutinho. Não entendo o motivo de, logo neste decisivo jogo, ele ter iniciado entre os 11 titulares. Voltando ao jogo, o México se postava bem melhor em campo do que a Argentina, porém não contava com dois gigantescos equívocos. Primeiro, após uma jogada de Messi pela meiúca a redonda sobrou para Tévez, completamente impedido, abrir o placar. Assim como a Alemanha, diante da Inglaterra, a Argentina também foi muito, mas muito, ajudada por um erro da arbitragem. Porém, a meu ver, os argentinos foram ainda mais beneficiados, pois quando marcou seu gol irregular estavam muito mal no jogo, diferente da Alemanha, que vencia a partida. Seis minutinhos depois do primeiro gol, aos 32, não foi o bandeira quem se equivocou, mas o zagueiro Osório, que entregou a bola nos pés de Higuaín que marcou seu quarto gol no Mundial. Em pouco tempo, todo o trabalho do México foi pelo ralo. A Argentina ainda teve duas boas chances de ampliar a vantagem, uma com Di María e outra com Higuaín, porém ambas as chances foram desperdiçadas.
Logo na volta para a 2ª etapa, aos 7 minutos, Carlitos Tévez mandou uma bomba de fora da área e marcou um golaço, praticamente garantindo a vaga para as quartas-de-final. Após este gol, a Argentina, que já não apresentava um futebol condizente com o resultado, recuou por completo e viu o México passar aproximadamente 40 minutos atacando. Comandado pelo Barrera, que entrou no lugar do sumido Bautista e mais uma vez mostrou um bom futebol, os mexicanos partiram com tudo em busca do milagre. Em 11 minutos, entre 15 e 26, nada menos do que cinco boas oportunidades de gols foram criadas pelo México, tendo o Barrera participado de três delas. A entrada do Barrera também fez crescer o futebol do jovem atacante Javier Hernández, muito pouco participativo na 1ª etapa. Foi Hernández quem marcou o gol mexicano, após dar um lindo drible no fraco zagueiro Demichelis e arrematar de dentro da área. Até o apito final, para não dizer que estou mentindo foi até os 46 minutos, quando Messi reapareceu no jogo e quase marcou um golaço, o México atacou e a Argentina apenas se defendeu, sem organizar sequer um contra-golpe bem feito.
Era para o duelo contra o México ser o primeiro grande teste da Argentina, porém dois enormes erros, um da arbitragem e outro do mexicano Osório, facilitaram, e muito, a vida dos argentinos, que conseguiram vencer sem mostrar um grande futebol. Agora, como citei lá no início, os comandados de Maradona precisarão de mais solidez defensiva e organização ofensiva diante de uma Alemanha que vem forte.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- O suiço Alfred Bickel é o único jogador a ter participado de um Mundial antes da II Guerra Mundial e depois desta. Bickel fez parte da Seleção Suiça nos Mundias de 1938 e de 1950. Em 1938, ele marcou um dos gols da lendária vitória suiça sobre a Alemanha por 4 x 2. No Mundial de 1950 Bickel também participou de um jogo histórico: o empate em 2 x 2 entre Brasil x Suiça, em um lotado Pacaembu.
COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL
Olá amigos do FUTEBOLA!
Alemanha 4 x 1 Inglaterra
Pela segunda vez na Copa do Mundo, a Alemanha mostrou um futebol que a credencia como uma das grandes favoritas para conquistar o caneco. Se na primeira boa atuação germânica a adversária era a fraca Austrália, desta vez quem tomou uma chinelada foi a grande rival Inglaterra.
Muitos treinadores dizem que uma equipe ideal deve primar pelo equilíbrio. Defesa, meio-campo e ataque devem possuir forças iguais. Apesar de, em minha opinião, a Alemanha ter no sistema ofensivo o seu maior poder – acreditem, esta equipe alemã é muito habilidosa – a retaguarda e a meiúca também estão se mostrando fortes. A linha de quatro defensores formada por Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng, da direita para a esquerda, fornece muita segurança para o goleiro Neuer. O lateral-direito Lahm, inclusive, sempre é boa opção ofensiva. Muito importante para o bom andamento, tanto defensivo quanto ofensivo, dos alemães é a dupla de volantes Khedira/Schweinsteiger. Sempre bem posicionados e evitando buracos à frente da defesa, ambos participam também de algumas tramas ofensivas. Na frente dos dois está, a meu ver, a maior força alemã: o tripé de meias formado por Muller, Ozil e Podolski. Impressionante como todos estão jogando muita bola nesta Copa do Mundo. Até mesmo o Muller, que não vinha acompanhando o ritmo dos seus dois companheiros, resolveu ter uma atuação genial. E justamente no duelo contra a Inglaterra. Na frente, como único atacante, porém nunca isolado devido à chegada dos meias, está Klose, agora empatado com Pelé com 12 gols em Copas do Mundo e apenas três tentos atrás de Ronaldo.
E foi com este esquema e estas armas que a Alemanha deu um baile na Inglaterra. Com 32 minutos do 1º tempo já vencia a partida por 2 x 0, gols de Klose e Podolski, uma dupla que se sente absurdamente a vontade com a camisa alemã. Primeiro Klose aproveitou um chutão pra frente do goleiro Neuer, ganhou o duelo físico com o zagueiro Upson e bateu com categoria marcando um belo gol. Depois, o mesmo Klose deu um excelente passe para Muller que deu um passe ainda mais excelente para Podolski levantar o véu da noiva. Até o momento a Inglaterra nada produzia de concreto em termos ofensivos e ainda encontrava enormes dificuldades para impedir a Alemanha de jogar. De repente, sem nenhum aviso prévio, o jogo entrou num ritmo alucinante e em 4 minutos, entre 34 e 38, os torcedores tiveram o coração testado. Milner fez boa jogada pela direita e cruzou para Lampard completar e Neuer realizar boa defesa; após iniciativa de Schweinsteiger Klose perdeu ótima oportunidade; Gerrard cruzou a redonda na área e o zagueiro Upson marcou de cabeça diminuindo a vantagem alemã; Lampard deu um toque de extrema categoria, encobriu o goleiro Neuer, a pelota ultrapassou a linha e o juiz não enxergou o golaço; Podolski arrancou em velocidade e quase marcou o terceiro tento da Alemanha. Ufa... isso tudo em 4 minutinhos.
O intervalo serviu para a Inglaterra confirmar e ver a ficha de que teve um gol mal anulado cair e parece que isto abateu seus jogadores. Sem o mesmo ímpeto que haviam apresentado quando diminuíram o placar e deveriam ter o igualado, os ingleses foram presas fáceis para o rápido e mortal contra-ataque alemão. Comandado por Muller, que já realizava ótima partida, a Alemanha precisou de apenas metade da 2ª etapa para matar o jogo e, em 25 minutos, construiu cinco excelentes tramas ofensivas, tendo o Muller participado de quatro delas. Os dois gols que fecharam o caixão do “English Team” saíram em dois contra-golpes organizados de maneira perfeita, daqueles que devem ser gravados e passados em video-aulas. No primeiro Schweinsteiger teve velocidade e paciência para arrancar e encontrar Muller que bateu com precisão. No segundo, novamente marcado pelo Muller, nesta altura já o melhor homem em campo, foi iniciado pelo Ozil, que também vem jogando uma barbaridade.
Com 4 x 1 no marcador, a Inglaterra nada mais tinha a fazer nos restantes 20 minutos de partida. É claro que se o juiz não tivesse se equivocado o jogo teria sido muito diferente, já que a Inglaterra não iria se abrir tanto na 2ª etapa e ficar exposta aos mortais contra-ataques. Porém, este fato não pode apagar mais uma excelente apresentação da Alemanha e muito menos o fracasso que é este time inglês treinado pelo Fabio Capello.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Apenas dois confrontos já se repetiram em finais de Copa do Mundo. Nos Mundiais de 1970 e 1994 o Brasil venceu a Itália, sendo que no último deles a conquista do caneco pelos brasileiros só ocorreu na disputa de penalidades. Já Alemanha e Argentina duelaram em 1986 e 1990. Na Copa do Mundo de 1986 Maradona comandou os argentinos à vitória, enquanto em 1990 um gol de pênalti marcado por Brehme deu o título à Alemanha.
Alemanha 4 x 1 Inglaterra
Pela segunda vez na Copa do Mundo, a Alemanha mostrou um futebol que a credencia como uma das grandes favoritas para conquistar o caneco. Se na primeira boa atuação germânica a adversária era a fraca Austrália, desta vez quem tomou uma chinelada foi a grande rival Inglaterra.
Muitos treinadores dizem que uma equipe ideal deve primar pelo equilíbrio. Defesa, meio-campo e ataque devem possuir forças iguais. Apesar de, em minha opinião, a Alemanha ter no sistema ofensivo o seu maior poder – acreditem, esta equipe alemã é muito habilidosa – a retaguarda e a meiúca também estão se mostrando fortes. A linha de quatro defensores formada por Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng, da direita para a esquerda, fornece muita segurança para o goleiro Neuer. O lateral-direito Lahm, inclusive, sempre é boa opção ofensiva. Muito importante para o bom andamento, tanto defensivo quanto ofensivo, dos alemães é a dupla de volantes Khedira/Schweinsteiger. Sempre bem posicionados e evitando buracos à frente da defesa, ambos participam também de algumas tramas ofensivas. Na frente dos dois está, a meu ver, a maior força alemã: o tripé de meias formado por Muller, Ozil e Podolski. Impressionante como todos estão jogando muita bola nesta Copa do Mundo. Até mesmo o Muller, que não vinha acompanhando o ritmo dos seus dois companheiros, resolveu ter uma atuação genial. E justamente no duelo contra a Inglaterra. Na frente, como único atacante, porém nunca isolado devido à chegada dos meias, está Klose, agora empatado com Pelé com 12 gols em Copas do Mundo e apenas três tentos atrás de Ronaldo.
E foi com este esquema e estas armas que a Alemanha deu um baile na Inglaterra. Com 32 minutos do 1º tempo já vencia a partida por 2 x 0, gols de Klose e Podolski, uma dupla que se sente absurdamente a vontade com a camisa alemã. Primeiro Klose aproveitou um chutão pra frente do goleiro Neuer, ganhou o duelo físico com o zagueiro Upson e bateu com categoria marcando um belo gol. Depois, o mesmo Klose deu um excelente passe para Muller que deu um passe ainda mais excelente para Podolski levantar o véu da noiva. Até o momento a Inglaterra nada produzia de concreto em termos ofensivos e ainda encontrava enormes dificuldades para impedir a Alemanha de jogar. De repente, sem nenhum aviso prévio, o jogo entrou num ritmo alucinante e em 4 minutos, entre 34 e 38, os torcedores tiveram o coração testado. Milner fez boa jogada pela direita e cruzou para Lampard completar e Neuer realizar boa defesa; após iniciativa de Schweinsteiger Klose perdeu ótima oportunidade; Gerrard cruzou a redonda na área e o zagueiro Upson marcou de cabeça diminuindo a vantagem alemã; Lampard deu um toque de extrema categoria, encobriu o goleiro Neuer, a pelota ultrapassou a linha e o juiz não enxergou o golaço; Podolski arrancou em velocidade e quase marcou o terceiro tento da Alemanha. Ufa... isso tudo em 4 minutinhos.
O intervalo serviu para a Inglaterra confirmar e ver a ficha de que teve um gol mal anulado cair e parece que isto abateu seus jogadores. Sem o mesmo ímpeto que haviam apresentado quando diminuíram o placar e deveriam ter o igualado, os ingleses foram presas fáceis para o rápido e mortal contra-ataque alemão. Comandado por Muller, que já realizava ótima partida, a Alemanha precisou de apenas metade da 2ª etapa para matar o jogo e, em 25 minutos, construiu cinco excelentes tramas ofensivas, tendo o Muller participado de quatro delas. Os dois gols que fecharam o caixão do “English Team” saíram em dois contra-golpes organizados de maneira perfeita, daqueles que devem ser gravados e passados em video-aulas. No primeiro Schweinsteiger teve velocidade e paciência para arrancar e encontrar Muller que bateu com precisão. No segundo, novamente marcado pelo Muller, nesta altura já o melhor homem em campo, foi iniciado pelo Ozil, que também vem jogando uma barbaridade.
Com 4 x 1 no marcador, a Inglaterra nada mais tinha a fazer nos restantes 20 minutos de partida. É claro que se o juiz não tivesse se equivocado o jogo teria sido muito diferente, já que a Inglaterra não iria se abrir tanto na 2ª etapa e ficar exposta aos mortais contra-ataques. Porém, este fato não pode apagar mais uma excelente apresentação da Alemanha e muito menos o fracasso que é este time inglês treinado pelo Fabio Capello.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Apenas dois confrontos já se repetiram em finais de Copa do Mundo. Nos Mundiais de 1970 e 1994 o Brasil venceu a Itália, sendo que no último deles a conquista do caneco pelos brasileiros só ocorreu na disputa de penalidades. Já Alemanha e Argentina duelaram em 1986 e 1990. Na Copa do Mundo de 1986 Maradona comandou os argentinos à vitória, enquanto em 1990 um gol de pênalti marcado por Brehme deu o título à Alemanha.
COPA DO MUNDO 2010 - OITAVAS-DE-FINAL
Olá amigos do FUTEBOLA!
Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul
Estados Unidos 1 x 2 Gana
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MANDOU BEM!
- Apesar de fatores psicológicos, físicos e táticos ganharem cada vez mais importância no futebol, ainda é a técnica individual que mais decide as partidas. Logo com 8 minutos de jogo, o agora meia Forlán caiu pela esquerda do ataque uruguaio, cruzou a redonda na área, o goleiro sul-coreano Jung Sung-Ryong papou mosca e Luís Suarez abriu o placar. Com a vantagem, os uruguaios permaneceram mais de uma hora apenas se defendendo, já que não conseguiam emplacar um único contra-ataque. Atuando com uma linha de quatro defensores e três volantes que marcam muito bem, apesar de não possuírem muita qualidade com a redonda nos pés, o Uruguai se defendia com unhas e dentes do veloz e entrosado ataque sul-coreano. Como eu havia escrito aqui mesmo, após a vitória sobre o México, a “Celeste Olímpica” apresenta “uma defesa que se não é um primor de segurança também não é um queijo suiço”. Totalmente pressionado pelo ataque sul-coreano, o Uruguai aguentou até bastante tempo, porém sofreu o gol de empate aos 23 minutos da 2ª etapa. Lembram que eu comecei citando a importância da qualidade individual na decisão de resultados? Pois é, foi ela que salvou os uruguaios. Enquanto os sul-coreanos martelaram durante mais de um tempo com várias e diferentes jogadas ofensivas, bastou Luís Suarez receber duas bolas, em menos de 10 minutos, para marcar um golaço e dar a classificação aos uruguaios. Durante os 90 minutos de jogo, o recuado Uruguai criou apenas quatro boas chances de sacudir o filó, todas elas finalizadas por Luís Suarez que, iluminado do jeito que está, colocou duas no fundo do gol. A meu ver, depois de toda a fase de grupos e dois jogos das oitavas, Luís Suarez se apresenta como melhor atacante do Mundial.
- Comandados por Park Ji-Sung e Lee Chung-Yong, dois meias que tratam a pelota muito bem, e com o atacante Park Chu-Yong infernizando a retaguarda uruguaia desde o início do jogo, quando acertou uma cobrança de falta na trave aos 4 minutos do 1º tempo, a Coréia do Sul apresentou um bom poder ofensivo e não desistiu de buscar o empate em nenhum momento. E este trio não foi a única arma ofensiva sul-coreana, já que o volante Ki Sung-Yong apareceu bem no campo de ataque e nas bolas parardas e o lateral Cha Du-Ri sempre deu opção pelo flanco direito. Como escrevi acima, a Coréia do Sul mostrou um bom repertório ofensivo para ser a primeira equipe do Mundial a marcar um gol no Uruguai. Vale lembrar também que, na fase de grupos, os sul-coreanos foram os únicos a balançar as redes diante da Argentina. E mais! Tanto o gol marcado contra a Argentina, quanto o contra o Uruguai foram feitos pelo excelente Lee Chung-Yong. O treinador Huh Jung-Moo está de parabéns por ter conseguido fazer sua equipe realizar algo que muitas Seleções de renome não conseguiram no torneio: atacar com organização e qualidade. Em quatro partidas disputadas, contra Grécia, Argentina, Nigéria e Uruguai, a Coréia do Sul sacudiu o filó em todas elas. Volta pra casa de cabeça em pé.
- Ao terminar de assistir Gana x Estados Unidos, jogo vencido por Gana apenas na prorrogação, tive a impressão de ter visto um duelo entre duas equipes que possuem larga história na Copa do Mundo, tamanho o equilíbrio, qualidade tática e atenção envolvidos na partidas. Impressionante como tanto ganeses quanto americanos sabiam seus papéis em campo e o que fazer com a pelota nos pés, tornando o jogo, apesar de não ter sido recheado de emoções, muito tenso. Aposto que você já escutou a frase “quando os africanos tiverem consciência tática, serão muito mais fortes”. Pois é, a Seleção Ganesa é a prova de que a qualidade técnica africana pode sim ser misturada à mentalidade tática dos europeus. O treinador sérvio Milovan Rajevac, comandante de Gana, vem realizando um excelente trabalho tático. Desde a Copa da África, quando foi vice-campeã, Gana apresenta sempre o mesmo padrão de jogo, fazendo com que cada jogador conheça sua própria função. Logo aos 5 minutinhos de partida, o volante Boateng, que tem mais liberdade ofensiva que seu parceiro Annan, o outro volante, se utilizou disso para aproveitar a bobeada do americano Clark, arrancar para o contra-golpe e abrir o placar. Este gol também foi fruto da forte marcação realizada pelos ganeses um pouco a frente da linha central, com os meias mais ofensivos Ayew, Asamoah e Inkoon, nesta ordem da esquerda para a direita, participando muito do sistema defensivo e complicando a vida dos americanos. Somente a partir da segunda metade da 1ª etapa que o Estados Unidos conseguiu marcar presença efetiva no campo de ataque, com os meias Dempsey e Donovan, em minha opinião o ponto mais forte da equipe, aparecendo para o jogo. Chances de gols surgiram para ambos os lados, com Asamoah levando perigo pelo lado de Gana e Bradley e Findley desperdiçando duas tramas iniciadas pelo Dempsey. Na volta do intervalo, com Dempsey mais adiantado e a entrada do Feilhaber no lugar do Findley, o Estados Unidos partiu com tudo para o ataque, criando boas jogadas desde o primeiro minuto. Gana até assustou o goleiro Howard com o centroavante Gyan, porém foram os americanos que marcaram com Donovan, aos 16 minutos, em cobrança de penalidade sofrida por Dempsey. Daí até o final do tempo regulamentar, o equilíbrio continuou reinando, mas com o Estados Unidos sendo um pouco mais efetivo nas ações ofensivas, como mostram as oportunidades perdidas por Bradley e Altidore, aos 30 e 35 minutos, respectivamente. Tamanho equilíbrio só poderia mesmo resultar em prorrogação. E foi logo aos três minutos do tempo extra que o jogador mais decisivo de Gana apareceu. Autor do gol na vitória sobre a Sérvia e no empate contra a Austrália, o atacante Gyan pode colocar mais um importantíssimo gol na sua lista. Mostrando toda sua força física, ao se chocar com o capitão americano Bocanegra e permanecer de pé, e poder de finalização, ao arrematar de maneira perfeita, Gyan sacudiu o barbante e colocou Gana na frente. Com todo respeito ao francês Rennes, clube de Gyan, mas um clube de maior força é o caminho natural para este excelente jogador. Como era de se esperar, o Estados Unidos, que buscou empates contra Inglaterra e Eslovênia e a vitória contra Argélia aos 46 minutos do 2º tempo, não desistiu do jogo. Se lançou à frente em busca do empate e, mesmo no limite de sua força física, pressionou Gana e teve chances de igualar o marcador com Bocanegra, Gomez e Dempsey. Porém, o apito final colocou Gana como a terceira Seleção Africana a atingir a fase quartas-de-final de um Mundial – as outras foram Camarões (1990) e Senegal (2002). A meu ver, o duelo entre ganeses e uruguaios será, também, muitíssimo equilibrado. Lá vem mais jogão por aí!
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MANDOU MAL!
- Tanto a Coréia do Sul, contra o Uruguai, como o Estados Unidos, diante de Gana, sofreram com falhas individuais que foram fatores relevantes para suas respectivas eliminações. O relógio marcava 8 minutos da 1ª etapa quando o uruguaio Forlán chegou a linha de fundo, pela esquerda, e deu um fraco cruzamento para a área. A pelota passou por toda a defesa sul-coreana, com a bobeada maior sendo do goleiro Jung Sung-Ryong, e chegou aos pés de Luís Suarez que estava livre, leve e solto para a brir o placar. Já no duelo entre Gana e Estados Unidos, a bobeira ocorreu ainda mais cedo. Aos 5 minutinhos de jogo, o volante americano Clark errou feio na saída de bola e Boateng aproveitou para colocar Gana na frente. Devido à estas falhas individuais, Coréia do Sul e Estados Unidos precisaram atuar em boa parte dos seus jogos com o peso de estarem atrás do placar, o que, convenhamos, faz as pernas dos jogadores pesarem bem mais.
- Não me agradou nem um pouco a postura adotada pelo Uruguai após abrir o placar diante da Coréia do Sul. Totalmente recuado, com o pensamento de apenas se defender, os uruguaios não incomodavam a Coréia do Sul e permitiam que o oponente se postasse integralmente no campo de ataque. Mesmo apresentando certa qualidade defensiva, o Uruguai chamou tanto a Coréia do Sul para o jogo que acabou sofrendo o empate. Como Luís Suarez está voando baixo na Copa do Mundo, a “Celeste Olímpica” conseguiu voltar ao jogo e conquistar a vitória. Porém, esta excessiva atitude defensiva pode complicar, e muito, a vida dos uruguaios nos próximos jogos.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Na Copa do Mundo de 1954, o atacante húngaro Sandor Kocsis marcou três gols na estréia diante da Coréia do Sul e quatro na partida seguinte, contra a Alemanha. No Mundial de 1970, o alemão Gerd Müller balançou as redes três vezes contra a Bulgária e o Peru, em partidas sucessivas. Sandor Kocsis e Gerd Müller, por estes feitos, são os únicos dois jogadores que conseguiram marcar três ou mais gols em duas partidas seguidas de Copa do Mundo.
Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul
Estados Unidos 1 x 2 Gana
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MANDOU BEM!
- Apesar de fatores psicológicos, físicos e táticos ganharem cada vez mais importância no futebol, ainda é a técnica individual que mais decide as partidas. Logo com 8 minutos de jogo, o agora meia Forlán caiu pela esquerda do ataque uruguaio, cruzou a redonda na área, o goleiro sul-coreano Jung Sung-Ryong papou mosca e Luís Suarez abriu o placar. Com a vantagem, os uruguaios permaneceram mais de uma hora apenas se defendendo, já que não conseguiam emplacar um único contra-ataque. Atuando com uma linha de quatro defensores e três volantes que marcam muito bem, apesar de não possuírem muita qualidade com a redonda nos pés, o Uruguai se defendia com unhas e dentes do veloz e entrosado ataque sul-coreano. Como eu havia escrito aqui mesmo, após a vitória sobre o México, a “Celeste Olímpica” apresenta “uma defesa que se não é um primor de segurança também não é um queijo suiço”. Totalmente pressionado pelo ataque sul-coreano, o Uruguai aguentou até bastante tempo, porém sofreu o gol de empate aos 23 minutos da 2ª etapa. Lembram que eu comecei citando a importância da qualidade individual na decisão de resultados? Pois é, foi ela que salvou os uruguaios. Enquanto os sul-coreanos martelaram durante mais de um tempo com várias e diferentes jogadas ofensivas, bastou Luís Suarez receber duas bolas, em menos de 10 minutos, para marcar um golaço e dar a classificação aos uruguaios. Durante os 90 minutos de jogo, o recuado Uruguai criou apenas quatro boas chances de sacudir o filó, todas elas finalizadas por Luís Suarez que, iluminado do jeito que está, colocou duas no fundo do gol. A meu ver, depois de toda a fase de grupos e dois jogos das oitavas, Luís Suarez se apresenta como melhor atacante do Mundial.
- Comandados por Park Ji-Sung e Lee Chung-Yong, dois meias que tratam a pelota muito bem, e com o atacante Park Chu-Yong infernizando a retaguarda uruguaia desde o início do jogo, quando acertou uma cobrança de falta na trave aos 4 minutos do 1º tempo, a Coréia do Sul apresentou um bom poder ofensivo e não desistiu de buscar o empate em nenhum momento. E este trio não foi a única arma ofensiva sul-coreana, já que o volante Ki Sung-Yong apareceu bem no campo de ataque e nas bolas parardas e o lateral Cha Du-Ri sempre deu opção pelo flanco direito. Como escrevi acima, a Coréia do Sul mostrou um bom repertório ofensivo para ser a primeira equipe do Mundial a marcar um gol no Uruguai. Vale lembrar também que, na fase de grupos, os sul-coreanos foram os únicos a balançar as redes diante da Argentina. E mais! Tanto o gol marcado contra a Argentina, quanto o contra o Uruguai foram feitos pelo excelente Lee Chung-Yong. O treinador Huh Jung-Moo está de parabéns por ter conseguido fazer sua equipe realizar algo que muitas Seleções de renome não conseguiram no torneio: atacar com organização e qualidade. Em quatro partidas disputadas, contra Grécia, Argentina, Nigéria e Uruguai, a Coréia do Sul sacudiu o filó em todas elas. Volta pra casa de cabeça em pé.
- Ao terminar de assistir Gana x Estados Unidos, jogo vencido por Gana apenas na prorrogação, tive a impressão de ter visto um duelo entre duas equipes que possuem larga história na Copa do Mundo, tamanho o equilíbrio, qualidade tática e atenção envolvidos na partidas. Impressionante como tanto ganeses quanto americanos sabiam seus papéis em campo e o que fazer com a pelota nos pés, tornando o jogo, apesar de não ter sido recheado de emoções, muito tenso. Aposto que você já escutou a frase “quando os africanos tiverem consciência tática, serão muito mais fortes”. Pois é, a Seleção Ganesa é a prova de que a qualidade técnica africana pode sim ser misturada à mentalidade tática dos europeus. O treinador sérvio Milovan Rajevac, comandante de Gana, vem realizando um excelente trabalho tático. Desde a Copa da África, quando foi vice-campeã, Gana apresenta sempre o mesmo padrão de jogo, fazendo com que cada jogador conheça sua própria função. Logo aos 5 minutinhos de partida, o volante Boateng, que tem mais liberdade ofensiva que seu parceiro Annan, o outro volante, se utilizou disso para aproveitar a bobeada do americano Clark, arrancar para o contra-golpe e abrir o placar. Este gol também foi fruto da forte marcação realizada pelos ganeses um pouco a frente da linha central, com os meias mais ofensivos Ayew, Asamoah e Inkoon, nesta ordem da esquerda para a direita, participando muito do sistema defensivo e complicando a vida dos americanos. Somente a partir da segunda metade da 1ª etapa que o Estados Unidos conseguiu marcar presença efetiva no campo de ataque, com os meias Dempsey e Donovan, em minha opinião o ponto mais forte da equipe, aparecendo para o jogo. Chances de gols surgiram para ambos os lados, com Asamoah levando perigo pelo lado de Gana e Bradley e Findley desperdiçando duas tramas iniciadas pelo Dempsey. Na volta do intervalo, com Dempsey mais adiantado e a entrada do Feilhaber no lugar do Findley, o Estados Unidos partiu com tudo para o ataque, criando boas jogadas desde o primeiro minuto. Gana até assustou o goleiro Howard com o centroavante Gyan, porém foram os americanos que marcaram com Donovan, aos 16 minutos, em cobrança de penalidade sofrida por Dempsey. Daí até o final do tempo regulamentar, o equilíbrio continuou reinando, mas com o Estados Unidos sendo um pouco mais efetivo nas ações ofensivas, como mostram as oportunidades perdidas por Bradley e Altidore, aos 30 e 35 minutos, respectivamente. Tamanho equilíbrio só poderia mesmo resultar em prorrogação. E foi logo aos três minutos do tempo extra que o jogador mais decisivo de Gana apareceu. Autor do gol na vitória sobre a Sérvia e no empate contra a Austrália, o atacante Gyan pode colocar mais um importantíssimo gol na sua lista. Mostrando toda sua força física, ao se chocar com o capitão americano Bocanegra e permanecer de pé, e poder de finalização, ao arrematar de maneira perfeita, Gyan sacudiu o barbante e colocou Gana na frente. Com todo respeito ao francês Rennes, clube de Gyan, mas um clube de maior força é o caminho natural para este excelente jogador. Como era de se esperar, o Estados Unidos, que buscou empates contra Inglaterra e Eslovênia e a vitória contra Argélia aos 46 minutos do 2º tempo, não desistiu do jogo. Se lançou à frente em busca do empate e, mesmo no limite de sua força física, pressionou Gana e teve chances de igualar o marcador com Bocanegra, Gomez e Dempsey. Porém, o apito final colocou Gana como a terceira Seleção Africana a atingir a fase quartas-de-final de um Mundial – as outras foram Camarões (1990) e Senegal (2002). A meu ver, o duelo entre ganeses e uruguaios será, também, muitíssimo equilibrado. Lá vem mais jogão por aí!
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MANDOU MAL!
- Tanto a Coréia do Sul, contra o Uruguai, como o Estados Unidos, diante de Gana, sofreram com falhas individuais que foram fatores relevantes para suas respectivas eliminações. O relógio marcava 8 minutos da 1ª etapa quando o uruguaio Forlán chegou a linha de fundo, pela esquerda, e deu um fraco cruzamento para a área. A pelota passou por toda a defesa sul-coreana, com a bobeada maior sendo do goleiro Jung Sung-Ryong, e chegou aos pés de Luís Suarez que estava livre, leve e solto para a brir o placar. Já no duelo entre Gana e Estados Unidos, a bobeira ocorreu ainda mais cedo. Aos 5 minutinhos de jogo, o volante americano Clark errou feio na saída de bola e Boateng aproveitou para colocar Gana na frente. Devido à estas falhas individuais, Coréia do Sul e Estados Unidos precisaram atuar em boa parte dos seus jogos com o peso de estarem atrás do placar, o que, convenhamos, faz as pernas dos jogadores pesarem bem mais.
- Não me agradou nem um pouco a postura adotada pelo Uruguai após abrir o placar diante da Coréia do Sul. Totalmente recuado, com o pensamento de apenas se defender, os uruguaios não incomodavam a Coréia do Sul e permitiam que o oponente se postasse integralmente no campo de ataque. Mesmo apresentando certa qualidade defensiva, o Uruguai chamou tanto a Coréia do Sul para o jogo que acabou sofrendo o empate. Como Luís Suarez está voando baixo na Copa do Mundo, a “Celeste Olímpica” conseguiu voltar ao jogo e conquistar a vitória. Porém, esta excessiva atitude defensiva pode complicar, e muito, a vida dos uruguaios nos próximos jogos.
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CONHECENDO MAIS DA COPA DO MUNDO...
- Na Copa do Mundo de 1954, o atacante húngaro Sandor Kocsis marcou três gols na estréia diante da Coréia do Sul e quatro na partida seguinte, contra a Alemanha. No Mundial de 1970, o alemão Gerd Müller balançou as redes três vezes contra a Bulgária e o Peru, em partidas sucessivas. Sandor Kocsis e Gerd Müller, por estes feitos, são os únicos dois jogadores que conseguiram marcar três ou mais gols em duas partidas seguidas de Copa do Mundo.
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