terça-feira, 31 de maio de 2011

PAPO CABEÇA - O PODER DO BARCELONA

Em análises futebolísticas, estou ao lado da tese de que a qualidade de uma equipe é resultado do somatório de quatro estruturas com igual relevância: física, técnica, tática e psicológica. Quando a deficiência em uma destas estruturas é tamanha que consegue ofuscar a positividade das outras três, dificilmente a equipe escapará do caminho da derrota. Porém, quando as quatro estruturas funcionam harmonicamente e em conjunção, as portas para a vitória se escancaram.

É nesta tese rapidamente resumida no primeiro parágrafo que encontro a explicação para tamanha superioridade apresentada pelo Barcelona na reta final da Champions League, particularmente nos massacres sobre o Manchester United e o Real Madrid. Não restam dúvidas de que, em termos de estrutura técnica, o Barcelona beira a perfeição. A capacidade de trocar passes apresentada por praticamente todos na equipe, com destaque para o cerebral Xavi, além da presença de um Lionel Messi cada vez mais imparável, são os principais responsáveis pelo Barça já estar com seu lugar garantido na galeria de grandes expoentes do futebol-arte. No entanto, a técnica por si só não seria capaz de tornar este Barcelona tão poderoso.

Vocês se lembram com quantos minutos o treinador Pep Guardiola começou a realizar suas substituições na final da Champions League contra o Manchester United? Foi aos 40 minutos do 2º tempo. E as fez somente para esfriar a partida e homenagear o capitão Puyol, que contundido não tinha condições de jogo. Se quisesse, Guardiola poderia ter atuado com o mesmo onze durante os 90 minutos e não teria tido um pingo de problemas. Convenhamos, não é qualquer time que possui estrutura física suficiente para atuar - e dominar o adversário – durante os 90 minutos de uma decisão da competição mais disputada do “Velho Continente”.

Com certeza o amigo já ouviu a frase que diz que “ganhar é difícil, mas se manter no topo é ainda mais”. Se realizarmos uma rápida retrospectiva, vamos nos lembrar que na temporada 2008/2009, o Barcelona levantou nada menos do que seis canecos e que, neste ano de 2011, além da Champions League, conquistou também o Tricampeonato Espanhol. Em uma análise mais profunda, podemos nos lembrar de que em 2008, Puyol, Xavi e Iniesta estiveram em campo na vitória sobre a Alemanha que deu a Eurocopa para a Seleção Espanhola. E nada menos do que sete dos onze titulares da "Fúria" Campeã do Mundo de 2010 fazem parte, hoje, do Barcelona. A presença de uma qualificada estrutura psicológica, responsável por manter os jogadores focados na conquista de títulos que exigem os mais diversos sacrifícios, é imprescindível em uma equipe multicampeã. E o Barça, como não poderia deixar de ser, a possui no mais alto nível.

Por fim, a estrutura tática. Já escutei algumas vezes a afirmação de que Pep Guardiola não tem papel destacado neste Barcelona. Algo semelhante ao que dizem sobre o papel de Zagallo na Seleção Brasileira Campeã Mundial em 1970. Os que afirmam isto sobre o Guardiola deveriam observar melhor as funções desempenhadas pelo Messi de hoje e compará-las com as do início da carreira do argentino. Amigos, o Messi de hoje, que atua centralizado no ataque e possui liberdade para recuar e iniciar suas imparáveis arrancadas, nada tem a ver com aquele Messi que tinha seu futebol restrito ao flanco direito do campo. E é lógico que o Guardiola tem méritos nesta modificação! Além do mais, este Barcelona ainda conta com um entrosamento de outro mundo entre seus jogadores, o que faz com que cada um saiba extamente a sua função e, o mais assustador, a função dos companheiros.

Desde o tratamento dado às divisões de base até a política de contratação de jogadores, este Barcelona tem demais a ensinar para muitos clubes de futebol no planeta bola. E aquele que, a meu ver, é o mais precioso ensinamento que este sensacional Barça pode passar é o de que uma equipe vitoriosa não pode ter vazios estruturais. As partes técnica, física, psicológica e tática devem ser cuidadas com a mesma intensidade.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA

Este "Imigração e Futebol - O caso Palestra Itália" é um relevante documento histórico. O autor José Renato de Campos Araújo conta, com o detalhismo quantitativo de uma tese universitária, a relação entre a imigração de italianos para São Paulo e a fundação do Palestra Itália, o hoje conhecidíssimo Palmeiras. Boa leitura para os que curtem a história do Brasil, em geral, e do futebol, em particular.

Imigração e Futebol - O caso Palestra Itália
Autor: José Renato de Campos Araújo
Editora: Sumaré/FAPESP

domingo, 29 de maio de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 2ª RODADA








RESULTADOS
Botafogo 1 x 0 Santos
Internacional 0 x 1 Ceará
Avaí 1 x 3 Atlético Mineiro
São Paulo 1 x 0 Figueirense
Corinthians 2 x 1 Coritiba
Bahia 3 x 3 Flamengo
Atlético Parananese 0 x 1 Grêmio
Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras
Vasco 3 x 0 América Mineiro
Atlético Goianiense 0 x 1 Fluminense

ARTILHEIRO
3 GOLS
Bernardo (Vasco)
2 GOLS
Bottineli (Flamengo)
Jobson (Bahia)
Leonardo Silva (Atlético Mineiro)
Lucas (São Paulo)
Magno Alves (Atlético Mineiro)
Ronaldinho (Flamengo)

Atlético Goianiense 0 x 1 Fluminense – Serra Dourada, Goiânia (GO)

Longe de uma grande atuação, o Fluminense venceu o Atlético Goianiense pelo placar mínimo e conquistou os seus primeiros pontos no Brasileirão. O destaque tricolor foi Deco, que correu, marcou, deu bons passes e cobrou o córner que originou o gol da vitória.

Depois de bater o Coritiba em pleno Couto Pereira na estréia da competição, o Atlético Goianiense entrou em campo na expectativa de uma segunda vitória. Para isso, o treinador PC Gusmão, que ano passado teve um início de Brasileirão avassalador com o Ceará, organizou a equipe no 4-3-1-2, com: Márcio, Adriano, Gilson, Anderson e Thiago Feltri; Ramalho, Agenor e Pituca; Vitor Júnior; Felipe e Marcão. Pelo lado do Fluminense, no jogo que marcou a despedida do treinador interino Enderson Moreira, a mais de dois meses no cargo, a expectativa era de recuperar os pontos perdidos em casa no jogo contra o São Paulo. Escalado em um 4-2-2-2, o Flu veio para o jogo com: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Júlio Cezar; Edinho e Valencia; Conca e Deco; Rodriguinho e Fred.

Com certa autoridade, o Atlético iniciou o duelo com boas trocas de passes e total domínio da posse de bola, o que deixou o Fluminense um pouco perdido. No entanto, aos 12 minutos, em uma prova de que no futebol atual a bola parada é de suma importância, Deco bateu escanteio no primeiro pau, Valencia desviou e Leandro Euzébio livre, leve e solto só teve o trabalho de empurrar a redonda para o fundo das redes. À primeira vista, a vantagem no placar fez bem ao Flu, que poderia ter ampliado o escore em arremates do Conca e do Mariano, ambos aos 21 minutos. Porém, não foi o que ocorreu e a equipe goiana logo passou a dominar as ações ofensivas.

Durante a segunda metade do 1º tempo e até o minuto 30 da etapa final, o Fluminense se preocupou apenas em se defender. Com jogadores do quilate de Deco, Conca e Fred, o Tricolor poderia ter adotado uma estratégia diferente para aproveitar a vitória parcial. Já o Atlético, como não poderia deixar de ser, aproveitou o recuo excesivo do rival e partiu em busca do empate, esbarrando, porém, nas próprias limitações técnicas. As únicas tramas ofensivas de destaque foram iniciadas pelo Vitor Júnior, mas não chegaram a levar perigo real à meta defendida Ricardo Berna. O centroavante Marcão, para se ter uma idéia, só arriscou o primeiro chute nos acréscimos.

Nos últimos 15 minutos da partida, o Flu se fez um pouco mais presente no campo ofensivo e, com isso, encontrou mais facilidade para garantir os três pontos. O Fluminense como um todo e, particularmente, o argentino Conca, ainda estão muito longe do futebol apresentado na campanha vitoriosa de 2010. Contudo, esta vitória fora de casa tem bastante importância no sentido de acalmar um pouco os ânimos nas Laranjeiras e preparar um melhor o terreno para a chegada do Abel Braga.

TRÊS TOQUES!

- A última semana havia começado da pior maneira possível para o torcedor botafoguense, com uma péssima atuação e a consequente derrota para o Palmeiras. Porém, o vento trocou de lado durante a semana e, depois de anunciar a ótima contratação do volante Renato, o “Glorioso” venceu os reservas do Santos no sábado e conquistou seus primeiros pontos no Brasileirão.

- Se existiam dúvidas sobre a qualidade do elenco vascaíno para o restante da temporada, elas perderam muito de sua força. Com duas convincentes vitórias (3 x 1 sobre o Ceará e 3 x 0 sobre o América Mineiro), o “Expressinho”, time comandado pelo artilheiro do torneio, Bernardo, e cujo único titular é o goleiro Fernando Prass, alcançou, simplesmente, a liderança do Brasileirão – ao lado do Atlético Mineiro.

- Em um duelo onde os renegados foram destaques, Flamengo e Bahia fizeram um animado confronto em Pituaçu. Pelo lado rubro negro, o sempre contestado Egídio teve aquela que foi, sem dúvidas, sua melhor atuação no ano. Além de uma atuação irretocável defensivamente, Egídio havia marcado o gol que dava a vitória parcial de 3 x 2 para o Flamengo. No entanto, aos 44 minutos do 2º tempo, o atacante Jobson, recentemente descartado por Atlético Mineiro e Botafogo, marcou seu segundo na partida e selou o empate.

NO CLICK DA GALERA


Rafael "Pagode" e Rubens felizes da vida em São Januário!

sábado, 28 de maio de 2011

UEFA CHAMPIONS LEAGUE 2011 - FINAL - BARCELONA X MANCHESTER UNITED

Barcelona 3 x 1 Manchester United – Wembley, Londres (ING)

Simplesmente espetacular! Com uma superioridade incomum para uma decisão de UEFA Champions League, o Barcelona deu um show de bola, massacrou o Manchester United no lendário estádio de Wembley e conquistou o seu quarto caneco da principal competição interclubes do “Velho Continente”.

Na busca pelo terceiro título europeu nos últimos cinco anos, Pep Guardiola, como era de se esperar, mandou o Barcelona a campo organizado no já costumeiro 4-3-3, com: Valdés, Daniel Alves, Mascherano, Piqué e Abidal; Xavi, Busquets e Iniesta; Villa, Messi e Pedro. Pelo lado do Manchester United, Alex Ferguson também decidiu manter o time que vinha atuando no torneio e os “Red Devils” iniciaram o duelo esquematizados no 4-4-2, com: van der Sar, Fábio, Ferdinand, Vidic e Evra; Valencia, Carrick, Giggs e Park; Rooney e Chicharito.

Nos primeiros minutos após o apito inicial, o Manchester United adiantou o posicionamento e com uma marcação pressão muito eficiente conseguiu impedir o Barcelona de trocar os passes que tanto gosta. No entanto, esta estratégia inglesa não tardou a ir por água abaixo. Comandado pelos passes certeiros do cerebral Xavi e pelas arrancadas do genial Messi, o Barcelona tomou as rédeas da partida e passou a criar uma oportunidade de gol atrás da outra, abrindo o placar aos 26 minutos em assistência precisa e preciosa do Xavi para para o Pedro.

Poucos minutos depois ter buscado a pelota no fundo da própria rede, para ser mais exato aos 33 minutos, o Manchester United conseguiu pela única vez na partida mostrar a força de seu sistema ofensivo quando Rooney arrancou pela direita, tabelou com o Carrick e com o Ryan Giggs e marcou um belíssimo gol. Este empate alcançado ainda no 1º tempo poderia ter dado mais confiança ofensiva para os ingleses, porém não foi o que ocorreu.

Do primeiro ao ultimo giro do relógio após o intervalo, o Barcelona foi superior ao rival. A muralha que foi a retaguarda inglesa durante toda a competição parecia uma muretinha feita com peças de lego diante do poder catalão. Em nenhum momento desta 2ª etapa, van der Sar, que fazia sua última partida como profissional, Vidic e Ferdinand pareceram a defesa que chegou até a decisão sem ter sofrido sequer um gol como visitante. Culpa do Messi, que com seu futebol de outro mundo fez o que quis em campo. Habilidade, velocidade, tranqulidade, precisão, poder de decisão… É tanta qualidade que fica até difícil acreditar que cabe tudo em menos de 1,70m.

Com Messi infernal, os gols catalães surgiram naturalmente. O primeiro foi do próprio argentino, que entre cinco adversarios estáticos e que pareciam com medo de dar o combate arrematou de fora da área e contou com o pulo atrasado do van der Sar para recolocar o Barça na liderança logo aos 8 minutos. Depois, Messi fez um salseiro incrível pela ponta direita e a redonda sobrou com David Villa, que com enorme categoria deu um chute perfeito de fora da área e aposentou de vez o goleiro van der Sar.

Sem um pingo de forças para buscar o resultado, restou ao Manchester esperar o fim do jogo e torcer para o Barça tirar o pé do acelerador, o que para felicidade inglesa foi o que ocorreu. Não importa qual análise for feita neste duelo – física, pscicológica, tática ou técnica – a equipe azul-grená foi assustadoramente superior ao adversário. Prefiro esperar mais para afirmar que este Barcelona é o maior time de todos os tempos, como alguns – muitos – andam dizendo. No entanto, é inegável que está entre os maiores de todos.

¡CONGRATULACIONES, BARCELONA!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

UMA IMAGEM...




A "Enciclopédia do Futebol", Nilton Santos, então técnico do Botafogo, persegue furiosamente o Armando Marques, insatisfeito com a atuação do árbitro em um duelo contra o Atlético Mineiro. Foto de José Santos que venceu o Prêmio Esso de 1972.

COPA DO BRASIL 2011 - SEMI FINAL

Avaí 0 x 2 Vasco – Ressacada, Florianópolis (SC)

Tá na final! Com um 1º tempo de encher os olhos e um 2º de grande maturidade, o Vasco bateu o Avaí em plena Ressacada e vai disputar o caneco da Copa do Brasil contra o Coritiba.

Para o duelo que poderia colocar o Avaí como o terceiro clube de Santa Catarina a disputar uma decisão de Copa do Brasil – os outros foram o Campeão Criciúma, em 1991, e o vice Figueirense, em 2007 – o treinador Silas mandou a campo uma equipe organizada no 3-1-4-2, com: Renan; Gustavo Bastos, Cássio e Revson; Marcinho Guerreiro; Romano, Acleisson, Marquinhos e Julinho; Marquinhos Gabriel e Willian. Já o Vasco, que buscava sua segunda final de Copa do Brasil, adentrou o gramado esquematizado no já costumeiro 4-3-1-2, com: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramón; Eduardo Costa, Rômulo e Felipe; Diego Souza; Eder Luís e Alecsandro

O Vasco não tinha opção e precisava partir em busca de gols. No entanto, nem o mais otimista cruz-maltino esperava que o time jogasse um 1º tempo de tamanha qualidade. E muito da espetacular atuação vascaína nos primeiros 45 minutos se deve ao gol alcançado logo no início da partida. O relógio marcava apenas 3 minutinhos quando Felipe alçou a pelota na área e o zagueiro avaiano Revson desviou contra o próprio patrimônio. A vitória parcial, que garantia a classificação para a finalíssima, deu ao Vasco a tranquilidade necessária para jogar uma bola redondinha.

Logo após abrir o placar, o Vasco não tirou o pé do acelerador e permaneceu dando trabalho ao ótimo goleiro Renan. A mais poderosa arma vascaína durante os primeiros 15 minutos do duelo foi o Eder Luís, que infernizou o sistema defensivo rival e quase marcou um lindo gol após tabelinha com o Eduardo Costa. Depois deste início explosivo do “Gigante da Colina”, o Avaí até tentou se recuperar na partida e conseguiu criar uma boa oportunidade de empatar o placar com o ala-esquerda Julinho. Porém, o Vasco voltou a engatar a quinta marcha e as chances de gols passaram a surgir com uma naturalidade impressionante. Pela direita com o lateral Allan e com o incansável Eder Luís – que encontrou o Alecsandro livre, leve e solto na área para arrematar por cima do gol – pela esquerda com o Ramón e em chutes longos do Felipe e do Eder Luís, o Vasco era um verdadeiro “Trem-Bala” e as belas tramas logo resultaram no segundo gol. E, amigos, foi um golaço! Alecsandro arrancou por entre a esburacada defesa avaiana e deu um lindo e milimétrico passe para Diego Souza, com enorme categoria, tocar por cima do goleiro Renan. Nem mesmo um bom chute do Julinho na trave acordou o Avaí, e o Vasco ainda poderia ter ampliado o escore em arremates do Allan e do Ramón.

Para a 2ª etapa, o Cruz-maltino tinha uma enorme vantagem, já que o Avaí precisaria virar a partida se quisesse a classificação. Sendo assim, com o regulamento debaixo do braço, o Vasco diminuiu um pouco do ímpeto de antes do intervalo, até porque seria fisicamente impossível mantê-lo, e, mesmo em um ritmo mais lento, ainda conseguiu acertar a trave por duas vezes em menos de 15 minutos, uma em chute do Ramón e falha do Renan e outra após linda jogada do Diego Souza. Ainda está difícil descobrir quem se deu melhor com a chegada de Diego Souza ao Vasco, se o clube ou o jogador. Como a afinidade entre eles foi rápida! Do minuto 15 até o apito final, o confronto apresentou um Vasco com maturidade para controlar a partida e um Avaí tentando, na base do desespero e sem sucesso, arquitetar alguma jogada ofensiva de qualidade. Vale ressaltar aqui o ótimo desempenho do sistema defensivo vascaíno, principalmente o zagueiro Dedé e o volante Eduardo Costa, que facilitou – e muito! – o trabalho do goleiro Fernando Prass. Já nos minutos finais, o Diego Souza ainda resolveu coroar sua grande atuação aplicando um chapéu maravilhoso no Marcinho Guerreiro em um lance que terminou com a arbitragem anulando, por impedimento, o que seria o terceiro gol vascaíno.

O apito final parece ter tirado um peso enorme das costas dos vascaínos, que comemoraram com enorme alegria a classificação para a decisão. E, convenhamos, depois do show de bola que deram na Ressacada eles tinham mesmo que comemorar. Alguns vão dizer que o Vasco ainda não venceu nada, que está apenas na decisão. E eu respondo: estar na decisão é um fato para ser comemorado. Na hora certa, o Ricardo Gomes, que pegou um Vasco com o psicológico em frangalhos e vem fazendo um trabalho notável, saberá devolver ao time a concentração necessária para enfrentar o Coritiba na final.