domingo, 31 de julho de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 13ª RODADA - SÃO PAULO X VASCO








RESULTADOS
Flamengo 2 x 0 Grêmio
Cruzeiro 0 x 1 Botafogo
Palmeiras 3 x 2 Atlético Mineiro
São Paulo 0 x 2 Vasco
Fluminense 4 x 0 Ceará
Internacional 0 x 0 Atlético Goianiense
Avaí 3 x 2 Corinthians
Atlético Paranaense 3 x 2 Santos
América Mineiro 1 x 3 Coritiba
Bahia 3 x 1 Figueirense

ARTILHARIA
9 gols
– Ronaldinho (Flamengo)
7 gols – Borges (Santos)
6 gols – Montillo (Cruzeiro)

São Paulo 0 x 2 Vasco – Morumbi, São Paulo (SP)

Maiúscula! Assim pode ser classificada a vitória vascaína sobre o São Paulo em pleno Morumbi, uma verdadeira briga de cachorro grande envolvendo nada menos do que 10 títulos brasileiros.

Invicto desde a 8ª rodada e na busca pela vitória que lhe recolocaria na vice-liderança, o São Paulo foi para o confronto esquematizado no 4-3-2-1 pelo treinado Adílson Batista com: Rogério Ceni; Píris, Xandão, Rhodolfo e Luiz Gustavo; Jean, Welington e Carlinhos Paraíba; Lucas e Rivaldo; Dagoberto. Pelo lado do Vasco, que vinha de um razoável empate diante do Bahia em São Januário, Ricardo Gomes, apesar de poupar o meia Felipe deixando-o no banco de reservas, organizou a equipe no já rotineiro 4-3-1-2 com: Fernando Prass; Fágner, Dedé, Anderson Martins e Julinho; Juninho Pernambucano, Rômulo e Jumar; Diego Souza, Eder Luís e Alecsandro.

Com Lucas ligado no 220 Volts, o São Paulo alugou o campo ofensivo nos primeiros 15 minutos do duelo e criou nada menos do que quatro chances de gols, todas elas com participação direta do meia-atacante. Lucas chutou de fora da área, iniciou um lance lindo que terminou em um voleio do Rivaldo, deu bom passe para arremate do Carlinhos Paraíba e trabalhou com o lateral-direito Píris. No entanto, o Tricolor não conseguiu transformar a imensa superioridade em bola na rede e, pouco a pouco, o Vasco conseguiu evoluir defensivamente. Na segunda metade da 1ª etapa, um São Paulo menos intenso conseguiu um chute longo do Dagoberto e um pênalti sobre o mesmo Dagoberto, mas que não foi assinalado pelo juiz. E como foi o Vasco ofensivamente? Péssimo! Sem valorizar a posse de bola e com muitas dificuldades para arquitetar uma trama de qualidade, o Cruzmaltino passou todo o 1º tempo sem levar perigo à meta defendida pelo Rogério Ceni.

O início da 2ª etapa apresentou um São Paulo novamente impetuoso, o que deu a impressão de que o gol era questão de minutos. E realmente foi, só que pelo lado do Vasco, que em um perfeito contra-ataque iniciado com uma roubada de bola do Dedé sacudiu o barbante pelos pés do até então apagado Eder Luís. Com a vantagem no placar, o Vasco se sustentou em um sólido sistema defensivo – vide o excelente desempenho do Dedé no duelo contra o Lucas – e não permitiu ao adversário sequer mais uma chance de gol. Nos últimos minutos, com uma maturidade digna de um time que vai brigar na parte de cima da tabela, o Vasco segurou a pelota no campo de ataque, fez o tempo passar com inteligência e ainda marcou um golaço em jogada do Jumar e do Felipe finalizada com categoria pelo último. Um dos principais responsáveis pela vitória vascaína, ao lado do zagueiro Dedé, foi o meia Diego Souza, que com passes inteligentes e precisos teve mais uma grande atuação.

Devido à segunda derrota seguida sofrida pelo Corinthians e às atuações como as diante do Atlético Mineiro, no último domingo, e esta contra o São Paulo, o Vasco tem todo o direito de se considerar um candidato ao cada vez mais concorrido Campeonato Brasileiro.

TRÊS TOQUES!

- Cada vez mais sem freio! Com mais uma ótima atuação do craque Ronaldinho, desta vez contra o time que o lançou para o mundo do futebol, o Flamengo conquistou mais três pontos, se manteve invicto competição e agora vê o líder Corinthians ainda mais de perto. Uma opinião rápida e direta: Ronaldinho e Thiago Neves estariam na minha Seleção Brasileira.

- O fim de semana perfeito para o futebol carioca teve também as vitórias de Botafogo e Fluminense. No sábado, o Fogão conquistou uma vitória importantíssima sobre o forte Cruzeiro do Joel Santana com um golaço do cada vez mais ídolo Loco Abreu. Já no domingo foi a vez de o Fluzão alcançar um pico na montanha russa que é a sua campanha, tamanha a alternância de derrotas e vitórias, e golear o Ceará. O destaque da vitória tricolor fica por conta do golaço marcado pelo Rafael Sóbis – o primeiro pelo clube – após tabelinha com Fred.

- Desde que comecei a me interessar pela história do futebol que escuto torcedores veteranos dizerem que o Santos de Pelé era um time que sofria muitos gols, mas os marcava em maior quantidade e por isso foi tão vitorioso. Semelhante missão não tem conseguido o Santos de Neymar e Ganso, que, apesar de assinalar muitos gols, os tem sofrido em maior número. Foi o que ocorreu nas derrotas para Flamengo e, neste domingo, para o Atlético Paranaense. Para fazer frente ao Barcelona, em um possível duelo na final do Mundial Interclubes, o Peixe precisa melhorar. E muito!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

UMA IMAGEM...




Falcão comemora gol marcado na Copa do Mundo de 1982. Foto de J.B. Scalco, um dos maiores fotojornalistas esportivos brasileiros, cuja uma de suas marcadas registradas era justamente a fotografia de comemoração de gol.

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011 - 12ª RODADA - SANTOS X FLAMENGO - ATLÉTICO MINEIRO X FLUMINENSE









RESULTADOSCorinthians 1 x 0 Internacional
Botafogo 2 x 1 Avaí
Grêmio 1 x 1 América Mineiro
Atlético Mineiro 1 x 0 Fluminense
Atlético Goianiense 2 x 0 Cruzeiro
Santos 4 x 5 Flamengo
Figueirense 0 x 1 Palmeiras
Coritiba 3 x 4 São Paulo
Vasco x Bahia – quinta-feira, 28 de julho
Ceará x Atlético Paranaense – quinta-feira, 28 de julho

ARTILHARIA8 GolsRonaldinho (Flamengo)
6 GolsBorges (Santos)
Montillo (Cruzeiro)

Santos 4 x 5 Flamengo – Vila Belmiro, São Paulo (SP)
Como analisar Santos x Flamengo? Contar os melhores momentos, esquematizar os times em campo, descrever o papel dos treinadores? Impossível! O que Ronaldinho, Neymar e companhia fizeram na Vila Belmiro nesse 27 de julho de 2011 supera qualquer coisa que possa ser escrito em uma folha de papel ou página em branco do word.

“Em todos os aniversários dos nossos futuros filhos terá uma televisão passando este jogo”, foi a primeira frase do meu cunhado flamenguista para minha irmã minutos após o término deste que já está na lista dos maiores jogos da história. E não só para os rubros negros, mas para qualquer um que ama o futebol, inclusive os santistas, as duas horas que Flamengo e Santos proporcionaram nunca mais sairão da memória.

Com 25 minutos do 1º tempo o Santos já vencia o duelo por 3 x 0 e o atacante flamenguista Deivid havia perdido um daqueles gols que ninguém acredita ser possível. No intervalo, o placar apontava um já histórico 3 x 3, com o santista Elano tendo desperdiçado um pênalti ao tentar a cavadinha. Início da 2ª etapa e um imparável Neymar recoloca o Santos na frente. Final da 2ª etapa e um impossível Ronaldinho vira o jogo para o Flamengo. “O que estes dois poderiam fazer juntos?” é uma pergunta que não sai da minha cabeça.

Não são poucos os que se aproveitam de maneira inescrupulosa do nosso futebol e do que ele representa para o povo. As vezes, diante de tanta sujeira fora das quatro linhas, a vontade é de se distanciar um pouco do futebol. Porém, por sensações como as vividas neste inesquecível 27 de julho de 2011, sei que nunca vou conseguir me afastar sequer um centímetro deste esporte inigualável. Por isso, Flamengo 5 x 4 Santos é muito, mas muito, infinitamente muito maior do que simples três pontos na tabela.

Atlético Mineiro 1 x 0 Fluminense – Ipatingão, Ipatinga (MG)
Com gol do estreante André, o Atlético Mineiro bateu o Fluminense e conseguiu se afastar da zona de rebaixamento do Brasileirão. A derrota, a sexta no torneio, deixa o Flu na 10ª posição, bem longe dos líderes.

Para o seu segundo jogo seguido no Ipatingão contra um carioca – perdeu para o Vasco no último domingo – o Atlético Mineiro foi para campo organizado pelo Dorival Junior no 4-3-1-2 com: Giovanni; Patric, Lima, Werley e Guilherme Santos; Richarlyson, Dudu Cearense e Toró; Caio; Jônatas Obina e Magno Alves. Pelo lado do Fluminense, que buscava engrenar na competição após a boa vitória na rodada passada sobre o Palmeiras, Abel Braga arquitetou a equipe no 4-3-2-1 com: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Digão e Carlinhos; Diguinho, Edinho e Souza; Deco e Marquinho; Fred.

Se existe uma missão impossível, esta não foi a realizada por Ethan Hunt, personagem interpretado pelo ator Tom Cruise no cinema, mas sim descobrir qual dos times no Ipatingão encontrou mais dificuldades para organizar uma trama ofensiva durante a 1ª etapa. Jogadas pelos flancos, tabelinhas pela meiúca, atacantes trabalhando como pivô, inversões rápidas... Nadica de nada. Nenhuma destas jogadas esteve presente no repertório de Fluminense e Atlético Mineiro nos primeiros 45 minutos de jogo. Para não dizerem que estou exagerando, o Galo teve uma cobrança de falta do zagueiro Lima e o Tricolor um arremate fraco do Deco. Os destaques negativos ficaram por conta dos excessivos passes errados – o goleiro Geovanni, por exemplo, teve dificuldades até em cobrar tiros de meta – e das faltas “acima do tom” cometidas pelo Flu.

Para a 2ª etapa, Abel Braga trocou o meia Deco pelo volante Fernando Bob. Para quem pecava na qualidade dos passes, creio que a entrada do Bob não tenha sido a melhor escolha. Com a bola rolando, o Fluminense logo perdeu uma grande oportunidade com o Fred, mas, a seguir, foi o Atlético que, através da bola parada, se aproximou de abrir o placar. Aos 23 minutos, ambos os treinadores decidiram colocar em campo os atacantes recém-contratados, com Rafael Sóbis entrando no Flu e o André no Atlético. Melhor para o Galo, que chegou às redes com o próprio André, depois de boa jogada do veterano, mas ainda perigoso, Magno Alves. Logo em seguida, Abel Braga colocou Rafael “He-Man” Moura em campo e o Flu foi com tudo em busca do empate. Mais na base do bumba-meu-boi do que na técnica e na tática, o Fluminense criou três oportunidades de gols – a melhor delas um arremate do Sóbis que o Giovanni defendeu bem e, no rebote, o Fred finalizou na trave – porém não conseguiu sacudir o barbante.

Com derrotas em mais da metade das partidas que disputou no Brasileirão, o Fluminense está longe de realizar uma campanha digna do elenco que possui, e o trabalho do treinador Abel Braga já era para estar começando a dar resultados.

terça-feira, 26 de julho de 2011

COPA AUDI - SEMI FINAL - INTERNACIONAL X BARCELONA

Internacional 2 (2) x (4) 2 Barcelona – Allianz Arena, Munique (ALE)

Em um duelo bem jogado, apesar da cara de amistoso, Internacional e Barcelona empataram em 2 x 2 e os catalães garantiram a vaga na decisão da Copa Audi na disputa por pênaltis

No reencontro com o Barcelona, adversário na conquista do Mundial Interclubes de 2006, o Internacional, ainda em busca de um treinador após a demissão do Falcão, foi para o jogo esquematizado pelo interino Osmar Loss no 4-3-2-1 com: Muriel; Nei, Bolívar, Rodrigo Boledo e Kléber; Tinga, Bollati e Élton; D’Alessandro e Andrezinho; Leandro Damião. Pelo lado do Barcelona, que tratava o duelo como um jogo de pré-temporada e contou com apenas algumas de suas figurinhas carimbadas, Pep Guardiola organizou a equipe no já tradicional 4-3-3 com: Valdéz; Riverola, Busquets, Fontas e Maxwell; Thiago Alcantra, Keita e Iniesta; Cuenca, Soriano e Affelay.

Durante toda a 1ª etapa, o Barcelona apresentou a mesma postura tática já conhecida pelos que o acompanham, ou seja, valorização da posse de bola e marcação no campo ofensivo. Assim, o Internacional passou os primeiros 45 minutos totalmente perdido e sem conseguir criar sequer uma trama ofensiva, enquanto o Barça, comandado pela dupla Iniesta e Thiago Alcantra – filho do Campeão Mundial pela Seleção Brasileira em 1994 Mazinho – e com o holandês Affelay bem aceso, deu bastante trabalho ao goleiro colorado Muriel. O gol catalão surgiu aos 14 minutos, em linda jogada de bola parada ensaiada que começou com o Iniesta, passou pelo Busquets e terminou com o Thiago Alcantra livre para abrir o placar.

Após o intervalo, o Barcelona retornou com um onze muito diferente – foram sete alterações, com destaque para as entradas de Pedro e David Villa. Já o Internacional, apesar de uma única substituição (Élton por Ricardo Goulart), voltou com nova postura e partiu em busca do empate, que surgiu aos 10 minutos em uma jogada pela meiúca entre D’Alessandro e Leandro Damião que o Nei aproveitou o rebote. Logo no minuto seguinte, Andrezinho tentou cruzar e acertou a trave catalã, mas o Barcelona não tardou a se recuperar do empate sofrido e, aos 17 minutos, voltou a liderar o placar através dos pés do Jonathan dos Santos. Com 2 x 1 para o Barça, o jogo entrou em um período frio, até que, a partir do minuto 35, o centroavante colorado Leandro Damião resolveu mostrar para os europeus o seu potencial e, depois de dar um arremate para defesa do Pinto e outro que o Abidal salvou sobre a linha, deixou sua marca em bela cabeçada, aos 39 minutos.

Na disputa por penalidades, Leandro Damião e Zé Mário cobraram à la Brasil na Copa América e o Barcelona acabou por conquistar a vaga na decisão. O adversário catalão na final da Copa Audi, que será disputa já nesta quarta-feira, sairá do duelo entre Milan e Bayern de Munique. O Inter volta a campo também na quarta, para a disputa pelo 3º lugar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

BATENDO BAFO - URUGUAI - 1970 E 2010

Olá, amigos do FUTEBOLA!

A conquista da Copa América 2011 pelo Uruguai veio para coroar o ressurgimento de uma das mais tradicionais camisas do futebol mundial. Ressurgimento este que teve início na Copa do Mundo de 2010, quado a Celeste Olímpica alcançou a 4ª colocação. Décadas antes desta marcante campanha na África do Sul, o Uruguai também conseguiu um 4º lugar naquela que é considerada por muitos a melhor Copa do Mundo já disputada, a de 1970. Vejamos, então, os craques destas duas históricas Seleções Uruguaias.

























domingo, 24 de julho de 2011

URUGUAI É CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA 2011

Uruguai 3 x 0 Paraguai - Monumental de Nuñez, Buenos Aires (ARG)

Com uma atuação cheia de garra, atitude e bom futebol, o Uruguai engoliu o Paraguai e conquistou a Copa América 2011. Com o título, o 15º de sua história, a Celeste se torna a maior campeã da competição sul-americana.

Na busca pelo título que não conquistava desde 1995, o Uruguai entrou em campo organizado no mesmo 4-4-2 com o qual eliminou a Argentina e escalado pelo técnico Óscar Tábarez com: Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Coates e Cáceres; González, Pérez, Arévalo Ríos e Álvaro Pereira; Forlán e Luis Suárez. O Paraguai, que chegou a decisão com o retrospecto de 5 empates em 5 jogos, foi para o duelo sem poder contar com o seu treinador Gerardo Martino, suspenso, e esquematizado no 4-4-2 com: Villar; Piris, Da Silva, Verón e Marecos; Vera, Ortigoza, Cáceres e Riveros; Valdéz e Zeballo.

Se existe uma maneira ideal de se iniciar uma partida esta foi mostrada pelo Uruguai na decisão da Copa América. Com muita autoridade e uma vontade de leão, a Celeste Olímpica se aproveitou de uma de suas armas mais fortes, a bola parada, para pressionar o adversário nos primeiros minutos. Aos 11, o imparável Luis Suárez – sem dúvidas o melhor jogador da Copa América – driblou o zagueiro Verón e transformou em gol a superioridade uruguaia. A vantagem no placar fez com que o Uruguai se postasse de maneira mais recuada e, assim, o panorama do jogo foi o de um Paraguai que não tinha idéia de como organizar uma trama ofensiva e um Uruguai com uma marcação forte e violenta. Nos últimos 15 minutos da etapa, Luis Suárez voltou a ser efetivo nas jogadas de ataque e o goleiro Villar a ter trabalho, como em uma defesa que realizou cara a cara com o Forlán. No entanto, aos 41 minutos, o mesmo Forlán aproveitou excelente roubada de bola do Arévalo Ríos e não perdoou: 2 x 0 Uruguai.

Mesmo com o mesmo onze inicial, o Paraguai voltou para a 2ª etapa com maior ímpeto ofensivo e quase chegou às redes quando Valdéz, o único paraguaio capaz de levar perigo ao rival, acertou um lindo chute no travessão. Porém, como já havia mostrado em praticamente toda a Copa América, o Paraguai está longe de ser uma equipe que prima pelo poder ofensivo, e, apesar da vontade, esbarrou nas próprias limitações e não conseguiu se impor. Nem mesmo as entradas de Perez, Estigarribia e Lucas Barrios tornaram o ataque do Paraguai mais poderoso. Falando em ataque poderoso, a troca do Álvaro Pereira pelo Cavani aumentou ainda mais a força ofensiva do Uruguai, que, próximo ao apito final, chegou ao seu terceiro gol em um contra-ataque de tirar o chapéu. Cavani recebeu a pelota na esquerda e lançou Luis Suárez, que, com um perfeito toque de cabeça, deixou o Forlán em excelentes condições para mostrar toda sua categoria e sacudir o filó.

A conquista da Copa América é a cereja no bolo deste grande momento do futebol uruguaio, que teve início com a 4ª colocação da Celeste na Copa do Mundo 2010 e, desde então, alcançou resultados marcantes como a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres e o vice-campeonato da Copa Libertadores, este pelos pés do Peñarol. Além, é claro, de coroar uma geração de grandes jogadores que respeitam a tradição de uma das camisas mais importantes do Planeta Bola.


PARABÉNS, URUGUAI!!!



ENQUANTO ISSO, NO BRASILEIRÃO...

- O fim de semana do Brasileiro começou mal e terminou bem para o futebol carioca. No sábado, o Botafogo sofreu dois gols do uruguaio “Morro” García e se tornou a primeira equipe do torneio a perder para o Atlético Paranaense, enquanto o Flamengo não passou de um empate contra o Ceará, adversário desprezado pela suspensa dupla Thiago Neves e Ronaldinho. Já o domingo foi só de alegria para Fluminense e Vasco, com Tricolor conquistando valiosos 3 pontos contra o duro Palmeiras e o Cruzmaltino outros 3 em uma vitória importante sobre o Atlético Mineiro, fora de casa, com dois gols do ex-Galo Diego Souza.

- E alguém conseguiu parar o Corinthians. Com um golaçoaçoaço do jovem Wallyson, o Cruzeiro do “Papai” Joel Santana venceu o Timão em pleno Pacaembu e já se encontra a apenas dois pontos do G4. A derrota, porém, será pouco sentida pelo Corinthians em termos de tabela, já que Flamengo e São Paulo apenas empataram e o Palmeiras perdeu na rodada.

- O Santos já teve jogo adiado por causa da final da Copa Libertadores, por causa da Copa América e, agora, surgem possibilidades de novo adiamento do duelo contra o Corinthians em caso de convocações santistas para o amistoso do Brasil diante da Alemanha. Já que não pretende adequar o calendário do futebol nacional ao europeu, a CBF poderia, pelo menos, organizar uma tabela decente para o Campeonato Brasileiro.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

PAPO CABEÇA - NEM TÃO "FAIR" ASSIM

O primeiro motivo para desconfiar de que no futebol prevalece o fair play está em seu principal propagador: a FIFA. Qualquer que seja a competição organizada pela FIFA, lá está a propaganda pelo fair play, criando um paradoxo sem tamanho, já que, fora das quatro linhas, o “play” da FIFA não tem nada de “fair”. No entanto, a coluna de hoje ficará dentro do gramado, deixando o assunto das incontáveis suspeitas sobre a entidade que organiza o futebol para uma outra ocasião.

O duelo entre Flamengo e Palmeiras, na última quarta-feira, é daqueles para os que não acreditam que exista jogo limpo guardar na memória. Além do badalado lance no qual o “Gladiador” Kleber tentou dar uma punhalada nas costas do Flamengo e se aproveitar de uma bola que deveria ser devolvida para criar uma oportunidade de gol, um outro ataque ao jogo limpo ganhou a capa dos jornais desta sexta-feira.

Pode parecer mentira, amigos, mas o meia rubro-negro Thiago Neves declarou, sem nem ficar vermelho de vergonha, que ele e Ronaldinho decidiram forçar o terceiro cartão amarelo diante do Palmeiras e ficar fora do próximo jogo, contra o Ceará, por considerarem os próximos adversários mais difíceis. Apesar de comum no futebol atual, esta atitude do Thiago Neves e do Ronaldinho é uma verdadeira ofensa ao futebol profissional.

Nem precisamos ir muito longe para verificar a falta de profissionalismo da dupla rubro negra, basta lembrarmos o sacrifício que fez o argentino Conca – um exemplo de profissional – para disputar todas as 38 partidas do Brasileirão de 2010.

Sabem aquela cena que vocês estão cansados de ver, quando um jogador, por “fair play”, devolve a bola ao adversário chutando-a para fora e, em seguida, pede ao seu time para adiantar a marcação e tentar roubar a bola mais próximo do gol rival? Então, ela vai continuar ocorrendo durante muito tempo, pois, dentro do futebol, a hipocrisia tem lugar garantido entre os titulares.