domingo, 3 de fevereiro de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA - 5ª RODADA - VASCO X BANGU












RESULTADOS
Madureira 1 x 2 Audax
Boavista 1 x 0 Friburguense
Quissamã 0 x 3 Fluminense
Flamengo 1 x 0 Nova Iguaçu
Resende 1 x 1 Olaria
Volta Redonda 0 x 0 Duque de Caxias
Vasco 0 x 1 Bangu
Macaé 1  x 3 Botafogo

ARTILHARIA
5 Gols - Hernane (Flamengo)
4 Gols - Bernardo (Vasco) e Frontini (Volta Redonda)

Vasco 0 x 1 Bangu – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)

Atacante alvirrubro Hugo deixa Dedé a ver navios e Bangu surpreende Vasco por 1 a 0 em São Januário. Derrota deixa o Cruz-Maltino em situação de alerta no grupo A da Taça Guanabara.  

O revés no “Clássico dos Milhões” da última quinta-feira resultou em mudanças no Vasco da Gama, que foi para o jogo organizado pelo Gaúcho no 4-3-1-2 com: Alessandro; Nei, Dedé, André Ribeiro e Wendel; Fillipe Soutto, Abuda e Pedro Ken; Bernardo; Éder Luis e Tenório. Com o sonho de repetir a histórica campanha na Taça Rio de 2012, o Bangu foi escalado pelo Clemar Rocha no 4-3-1-2 com: Getúlio Vargas; Celsinho, Raphael, Carlos Renan e Bruno Santos; Ives, Araruama e André Barreto; Eudes; Hugo e Alecsandro.


A horrenda atuação vascaína diante do Bangu – exceção feita ao equatoriano Tenório – não pode ser creditada a apenas um ou dois nomes. A defesa – em números a segunda pior do torneio – falhou demais, o que já era esperado por parte de André Ribeiro, mas foi uma surpresa em se tratando do Dedé, que terá calafrios com o impetuoso Hugo. O ataque, salvo o digno esforço de Tenório, principalmente na 1ª etapa, viveu de lances esporádicos e sem padrão. E o meio-campo... Bom, a meiúca cruz-maltina foi terrível. Não auxiliou a saída de bola, o que resultou em excessivos chutões para frente durante os 90 minutos, nem encostou nos atacantes Tenório e Éder Luis. Pedro Ken tinha o papel de ser volante e meia, mas acabou sem ser nem um nem outro. Já Bernardo, que esteve mais de uma hora em campo, foi capaz apenas de uma fraca finalização.

E se durante o 1º tempo o Vasco não conseguiu ter o controle da partida – uma linda finalização de virada do banguense Alecsandro que o diga – o início da etapa final foi ainda pior para os donos da casa. Nos primeiros minutos após o intervalo, o Alvirrubro trocou passes com a calma de um veterano de mais de 100 anos que o é, e chegou ao gol da vitória quando Hugo arrancou pela esquerda, ignorou a marcação do Dedé e arrematou para fazer a alegria da galera de Moça Bonita. Hugo ainda voltaria a tentar algumas escapadas e até protagonizaria mais um belo lance sobre um perdido Dedé, mas o um a zero no placar fez o Bangu recuar por total e completo e o Vasco atacar na base do bumba-meu-boi.

Como balões em época de São João, bolas começaram a sobrevoar a área banguense. Tenório, Dedé e Leonardo, sempre de cabeça, tiveram claríssimas oportunidades para transformar a derrota em, pelo menos, empate. Não conseguiram, e o Vasco entrará pressionado contra o Fluminense no clássico da próxima rodada para não deixar o sábado de carnaval do seu torcedor virar uma quarta-feira de cinzas.   

CURTINHAS PELO CARIOCÃO!

- Faz algumas semanas um jornal de esportes estampava que a comissão técnica do Fluminense, principalmente a parte responsável pela preparação física, tinha que convencer o Jean a treinar menos do que ele queria, pois o excesso poderia acarretar em contusões. Longe de ser coincidência, portanto, o gigante Brasileirão realizado pelo volante em 2012, assim como as convocações para a Seleção Brasileira e o golaço de falta contra o Quissamã. 

- Cinco gols em cinco jogos. Alguns salvadores. Todos como um centroavante típico. Seria mentira dizer que o início de 2013 de Hernane não é surpreendente, mas, ao mesmo tempo, não se pode esquecer que, em 2012, pelo Mogi Mirin, o atual homem-gol do Mengão foi vice-artilheiro do Paulistão e parceiro de ataque do Neymar na Seleção deste campeonato.

- Ajax, Real Madrid e Milan, todos os três, proporcionaram a Seedorf títulos nacionais e continentais. Em nenhum destes, porém, o holandês havia conseguido balançar as redes três vezes em um mesmo jogo, como nesta vitória botafoguense sobre o Macaé. E mais! Com seus 12 gols com a camisa alvinegra, Seedorf já marcou pelo “Glorioso” mais vezes do que pela Sampdoria, Internazionale e até Ajax, por onde jogou três temporadas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

LUZ, CÂMERA, GOL! - VICTORY / FUGA PARA A VITÓRIA (1981)


Esporte e guerra mexem com todos e deixam mentes em ebulição. Mais ainda se um for o futebol e o outro a II Guerra Mundial. E é combinação perfeita entre estes dois temas que torna o filme “Victory” uma obra impecável, daquelas que dá vontade de apertar o botão play outra vez logo após terminar de ver.

Quando o ex-futebolista e major alemão Karl Von Steiner (Max Von Sidow) descobre John Colby (Michael Caine), famoso jogador inglês, a treinar, apenas por recreação, um grupo de prisioneiros aliados em um campo nazista, nasce a possibilidade de um duelo esportivo de pequenas proporções entre estes prisioneiros e militares germânicos. Mas esta “peladinha” ganha contornos enormes com a decisão do alto poder nazista de utilizar a partida como propaganda de sua autointitulada superioridade. Assim, a Seleção Alemã acaba convocada para representar o país no jogo, que ganha o Colombes Stadium, em Paris, como sede.

Amante do futebol que o é, Karl Von Steiner fornece uma lista de grandes futebolistas que estão em outros campos de concentração para John Colby montar uma equipe com o máximo de força que a situação permite. Dentre os craques aliados, o destaque óbvio fica por conta do trinitino Luis Fernandez (Pelé), que tem a companhia de figuras brilhantes como Carlos Rey (Osvaldo Ardilles) e Terry Brady (Bobby Moore) e uma nem tão estelar como Hatch (Sylvester Stallone), cujo objetivo principal – único? – é conseguir fugir do campo de prisioneiros.

Duas das cenas mais marcantes do filme contam muito sobre o que foi a II Guerra. Uma delas é o estado quase terminal em que se encontram os poloneses e checos “convocados” por John Colby para o time, devido ao tempo e ao que enfrentaram em que passaram nos campos de concentração nazistas. A outra é a decisão dos alemães de ocuparem o vestiário dos mandantes no estádio em Paris, restando aos aliados, muitos deles franceses, a condição de visitantes.

Os planos para o jogo de futebol e para uma fuga coletiva de todo o time, organizada por Hatch, se misturam na dosagem ideal. E o passar dois minutos faz aumentar cada vez mais a expectativa, principalmente de quem assiste à película pela primeira vez, até a chegada de um final para ficar gravado na memória.


















Victory (1981)
Nome no Brasil: Fuga para a Vitória
Direção: John Huston
Roteiro: Evan Jones e Yabo Yablonsky
Elenco: Sylvester Stallone, Michael Caine, Max von Sydow e Pelé
Outros jogadores que participam: Bobby Moore, John Wark, Osvaldo Ardiles, Kazimierz Deyna, Søren Lindsted, Paul Van Himst, Werner Roth, Mike Summerbee, Hallvar Thoresen, Russell Osman, Kevin O'Callaghan, Co Prins, Laurie Sivell e Robin Turner

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA - 4ª RODADA - VASCO X FLAMENGO



Vasco 2 x 4 Flamengo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Em noite iluminada do garoto Rafinha, Flamengo mostra bom futebol ofensivo, faz 4 a 2 no Vasco em clássico repleto de golaços, e se torna a melhor campanha do Carioca.

Para se manter como único 100% no Cariocão, o Vasco não poderia contar com Carlos Alberto, contundido. Assim, o treinador Gaúcho organizou a equipe no 4-3-1-2 com: Alessandro; Abuda, Dedé, André Ribeiro e Wendell; Fellipe Soutto, Pedro Ken e John Cley; Bernardo; Eder Luis e Leonardo. Mesmo após os comentários de que Dorival Junior mudaria o time para o clássico, a escalação das últimas rodadas foi mantida e o Flamengo foi no 4-3-3 com: Felipe; Léo Moura, Renato Santos, González e João Paulo; Cáceres, Ibson e Elias; Nixon, Rafinha e Hernane.

O Clássico dos Milhões demorou para ganhar seus contornos dentro de campo. Por cerca de 20 minutos, Flamengo e Vasco lutaram uns contra os outros e todos com a bola, sem que bons passes ou dribles dessem as caras. O divisor de águas da partida foi o gol do “Brocador” Hernane, aos 23 minutos, depois de Ibson – mais uma vez em boa jornada – dar passe profundo para Rafinha e o goleiro Alessandro não agasalhar a redonda. Aí, tudo ficou mais bem definido. O Flamengo a apostar na velocidade que, aos 30, originou sensacional contra-ataque tramado por Elias e Rafinha e completado de peito por Nixon – à la Raí e Messi em finais de Mundiais de Clubes. O Vasco, a explorar a pontaria certeira de Bernardo nas bolas alçadas e o caos aéreo da defesa rubro-negra para diminuir, com Pedro Ken, aos 32, e quase empatar.

O torcedor ainda se reacomodava nas arquibancadas, poltronas e cadeiras de bar quando Cléber Santana, que entrara no lugar de Nixon, recebeu bola de Rafinha e acertou um tijolaço para ampliar o escore. O relógio marcava 5 minutos, e o Vasco não tinha mais escolha senão atacar com tudo. Tenório veio para o jogo e deu mais vivacidade para o Cruz-Maltino, que criou uma, duas, três boas jogadas até ver Rafinha, o dono da noite, arrancar de seu próprio campo, passar como um raio por André Ribeiro e Dedé e, aos 18, marcar um golão. Bravamente, o Vasco não desistiu. Aproveitou-se das saídas de Ibson e Rafinha, se postou no campo de ataque, viu o garoto Dakson acertar um pombo sem asa, Eder Luis perder clara chance e André Ribeiro carimbar o poste. Tentou, sim, mas não tirou a importante vitória das mãos rubro-negras.

O mais importante do triunfo flamenguista, além da confiança que proporciona a vitória contra um grande rival, é que, hoje, diferente de poucas semanas atrás, o torcedor do Flamengo sabe escalar o seu time titular. Em outras palavras, pouco a pouco Dorival começa a ter uma estrutura definida. Aquela em que alguns nomes podem mudar, mas o modo de jogar da equipe não.  

UMA IMAGEM




















The Greatests!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

OLHO TÁTICO - COPA DEL REY - SEMI FINAL - REAL MADRID
















O Real Madrid recebeu o Barcelona para a primeira partida da semi final da Copa Del Rey e saiu de campo com um empate após gol de cabeça do zagueiro Varane, o melhor homem em campo junto com o dinâmico barcelonista Fábregas, responsável por abrir o placar.

É máxima já batida a que diz que nenhum time tem estrutura física para marcar por pressão durante todo o jogo. No entanto, o Real Madrid poderia ter apostado mais na postura avançada de seu meio-campo e no combate à saída de bola blaugrana. Foi assim que durante os primeiros dez ou quinze minutos de jogo os brancos fizeram Puyol rifar a bola, Xavi se atrapalhar e dominaram a partida. Mas, aos poucos, o que era uma marcação constante se tornou esporádica, e o Real não só perdeu sua melhor alternativa ofensiva – a de roubar a bola mais próximo ao gol adversário – como permitiu ao Barcelona o seu inigualável trocar de passes.

Outro pecado tático dos comandados de José Mourinho foi ignorar por total e completo o seu flanco esquerdo. Tudo bem que a ausência de Marcelo faz o Real perder muito de sua potência por ali, mas um setor que tem Cristiano Ronaldo e que poderia ter a ajuda de Özil deveria ser bem mais produtivo. É inaceitável que durante os 90 minutos de jogo a equipe não tenha criado sequer uma boa trama ofensiva por este setor. Assim, não foi nenhuma surpresa o gol de empate – Fábregas abrira o placar aos 4 minutos da 2ª etapa – ter surgido pelo lado direito. Mais ainda porque após a substituição de Callejón por Modric´, Özil caiu pelo setor e cresceu de produtividade, sendo ele o autor da assistência para o tento de cabeça do zagueiro francês Varane, aos 36.

Para um treinador que se considera especial, Mourinho não pode permitir que seu time deixe escapar uma oportunidade de dominar o Barcelona, como poderia fazer caso apertasse mais a marcação pressão, nem que ataque de maneira capenga, só por um lado do campo. Espera-se mais do seu Real Madrid...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA - BEASTLY FURY



As leituras futebolísticas de todo e qualquer interessado pelo “esporte bretão” são (ou serão) divididas em antes e depois desta fantástica obra Richard Sanders. “Beastly Fury” conta, desde o mais cedo possível, como o futebol chegou às escolas inglesas, viu suas regras unificadas, o afastamento do Rugby, o estabelecimento da Football Association, a importância dos escoceses, a ascensão da classe operária, as lutas sociais internas... E conta com recortes de jornais, declarações e tudo mais para explicitar o máximo o nascimento do futebol. O leitor irá compreender com enorme clareza como a primeira final da FA Cup, em 1872, teve um público de dois mil torcedores e, menos de 30 anos depois, em 1901, recebeu 110.820. Após “Beastly Fury”, os argumentos para a supremacia do futebol perante outros esportes no mundo serão bem mais sólidos do que o “é um jogo mais simples e divertido”.



















Beastly Fury – The Strange Birth of British Football
Autor: Richard Sanders
Editora: Bantam




domingo, 27 de janeiro de 2013

CAMPEONATO CARIOCA 2013 - TAÇA GUANABARA 3ª RODADA - BOTAFOGO X FLUMINENSE













RESULTADOS
Friburguense 2 x 3 Audax
Nova Iguaçu 3 x 0 Duque de Caxias
Macaé 2 x 0 Quissamã
Resende 2 x 4 Vasco
Boavista 0 x 1 Madureira
Olaria 0 x 2 Bangu
Flamengo 1 x 0 Volta Redonda
Botafogo 1 x 1 Fluminense

ARTILHARIA
4 Gols – Bernardo (Vasco)
3 Gols – Hernane (Flamengo)

Botafogo 1 x 1 Fluminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Wellington Nem e Seedorf brindam torcedores com jogadas de pura habilidade e “Clássico Vovô” termina empatado em 1 a 1.

Depois de empatar com o Bangu na última rodada, o Botafogo necessitava de uma vitória para não se afastar ainda mais da zona de classificação. Ainda sem Seedorf no onze inicial, Osvaldo de Oliveira organizou o time no 4-2-3-1 com: Jefferson; Gilberto, Bolívar, Antônio Carlos e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos e Jadson; Fellype Gabriel, Andrezinho e Lodeiro; Bruno Mendes. Cada vez mais próximo do time que pretende escalar na busca pela inédita Libertadores – Gum, Deco e Fred ainda não foram a campo em 2013, assim como os contratados Felipe e Monzón – Abel Braga montou o Fluminense sem um homem de referência e esquematizado no 4-3-1-2 com: Diego Cavalieri; Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia, Jean e Diguinho; Thiago Neves; Wellington Nem e Rafael Sóbis.

Números puros dos goleiros dariam a entender que o Botafogo foi mais produtivo ofensivamente na etapa inicial do que o Fluminense, já que Diego Cavalieri realizou mais defesas do que Jefferson. Contudo, enquanto o arqueiro tricolor não encontrou dificuldades para agarrar chutes fracos e mal colocados, Jefferson via o perigo por perto a cada arrancada do “Capeta em Forma de Guri” Wellington Nem ou dos avanços do lateral-direito Bruno. Em outras palavras, o torcedor alvinegro roeu muito mais as unhas do que o tricolor no 1º tempo. E foi justamente em uma trama de Bruno e Nem, aos 42 minutos, que o atacante, com uma mescla de velocidade e tranquilidade, fez um a zero Fluzão. Antes, uma falta do Thiago Neves, um cruzamento do Digão e um rush do Nem já haviam colocado o grito de gol na garganta dos tricolores.

Base de todo esquema adotado pelo Osvaldo de Oliveira, o setor de meio-campo botafoguense, frágil nos primeiros 45 minutos, evoluiu a olho nu com a entrada de Seedorf no lugar de Jadson, logo aos 6 minutos. Sob a batuta do holandês, o Botafogo adotou uma postura mais avançada que, se por um lado deu espaços para um contra-golpe organizado por Jean que Nem desperdiçou cara-a-cara com Jefferson, por outro fez o Bota chegar ao empate: Seedorf, como se visse toda a muvuca na grande área em câmera lenta, tabelou com Lodeiro e colocou a redonda na cabeça de Bolívar, o mais novo zagueiro-artilheiro do Fogão. O relógio marcava 28 minutos, e, até o apito final, o Botafogo esteve mais consciente em campo, sem, no entanto, conseguir a virada que o colocaria na vice-liderança de seu grupo.

Na próxima rodada, o Botafogo pega o surpreendente Audax no provável calor de uma tarde de verão Moça Bonita. Sem exageros: é jogo importantíssimo para a estabilidade do “Glorioso” neste início de temporada. Já o torcedor do Fluminense, na mesma quarta-feira, estará mais preocupado em saber quem será seu adversário na fase de grupos da Libertadores: Grêmio ou LDU.

CURTINHAS PELO CARIOCÃO!

- Não tem birra do Ibson nem estreia do Elias. O personagem rubro-negro neste início de Carioca é o centroavante Hernane. Com a pressão não só de ser o único homem de referência no elenco flamenguista, como o de ter que aproveitar a chance de sua vida, Hernane se doa ao máximo, briga contra suas limitações técnicas e faz gols de típico centroavante. Este último, nos acréscimos do jogo e que deu a vitória sobre o Volta Redonda, minutos após ter perdido uma oportunidade quase na linha fatal, lhe dá mais “vidas” para se sustentar no difícil jogo que é vestir a camisa do Flamengo.

- Em sua primeira – e muito boa – passagem pelo Vasco, Bernardo nunca alcançou o status de titular absoluto. Saiu de uma maneira desagradável da Colina para o Santos, não se destacou no Alvinegro Praiano e voltou ao Cruz-Maltino longe de ser considerado um grande reforço. Porém, nas três primeiras rodadas, Bernardo não só lidera o ataque vascaíno de 11 gols (média de 3,67 por jogo) como é o artilheiro do campeonato.

- E o Audax, ein? Com Fabiano Eller e Nélio, ex-esperança flamenguista que os apressados de plantão chamavam de o “Novo Zico”, o time de São João de Meriti termina a 3ª rodada invicto. Macaé e Duque de Caxias, por exemplo, que brigaram em 2012 para chegar a Segundona do Brasileiro, não chegam nem perto dos sete pontos conquistados pelo Audax.