sexta-feira, 2 de agosto de 2013

UMA IMAGEM



















Seis versus o dez! 
Foto de Steve Powell.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 – 10ª RODADA – FLUMINENSE X CRUZEIRO


Fluminense 1 x 0 Cruzeiro – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Luxemburgo acerta em cheio nas substituições em sua estreia, Fluzão vence Cruzeiro, então líder, e escapa da zona da morte do Brasileirão.

Para seu primeiro jogo no comando do Fluminense, Luxemburgo realizou alterações táticas em relação ao time que vinha sendo escalado por Abel Braga e organizou o Tricolor no 4-3-1-2 com: Diego Cavalieri; Jean, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho e Wágner; Deco; Rafael Sóbis e Fred. Líder do Brasileirão e dono do melhor ataque da competição – começava a rodada com 22 gols marcados –, o Cruzeiro foi a campo montado pelo Marcelo Oliveira no 4-2-3-1 com: Fábio; Mayke, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Souza e Nilton; Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Luan; Vinícius Araújo.

Com um tripé de volantes, Deco como único meia de ligação e Sóbis e Fred lado a lado, como uma dupla de ataque de verdade, o novo Fluminense demorou bastante para se encontrar diante do Cruzeiro. Por mais de 30 minutos, não conseguiu nem valorizar a posse de bola nem jogar em velocidade, muito menos acionar Fred e Sóbis. Para piorar, ainda via uma Raposa saliente pelos lados do campo, com os laterais Mayke e Egídio como os principais criadores das jogadas ofensivas. Foi neste cenário que o centroavante Vinícius obrigou Cavalieri a realizar boa defesa e, aos 27 minutos, ainda acertou o poste. A situação tricolor começou a clarear quando, aos 37, Deco, contundido, deu lugar a Felipe. Ainda no primeiro tempo, Mayke derrubou Sóbis dentro da área, mas o goleiro Fábio foi espetacular ao defender tanto a péssima batida quanto o arremate no rebote de Fred.

A entrada de Felipe e o intervalo fizeram bem ao Flu, que voltou mantendo em seus pés a bola que antes ficava mais tempo com os cruzeirenses. A postura tricolor foi suficiente para retrair o Cruzeiro em seu campo, dar mais trabalho para a retaguarda azul e fazer Dedé mostrar um bom futebol, mas não para assustar o goleiro Fábio. Pelo contrário, quem teve que mostrar suas qualidades foi Cavalieri, com uma defesaça após chute de Éverton Ribeiro. Desejoso da vitória, Luxa, que já havia trocado Diguinho pelo garoto Igor Julião, sacou Wágner e lançou mão de Kenedy, mais garoto ainda. Agora, o Flu tinha Jean de volta ao meio campo e um trio de atacantes. Deu certo. Certíssimo! Aos 32, Carlinhos cruzou, Kenedy tentou de voleio e Fred cabeceou para o fundo das redes.


Nos minutos finais, tanto o Cruzeiro poderia ter empatado, em cabeçada de Ricardo Goulart, quanto o Fluminense ampliado – Kenedy desperdiçou cara a cara com Fábio –, mas o apito final veio para decretar o um a zero. Um maiúsculo um a zero para o Flu sobre o então líder do campeonato. E adeus sequência de derrotas! 

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - FLUMINENSE X CRUZEIRO - 2002

Fluminense 5 x 1 Cruzeiro

Primeira rodada da fase inicial do Campeonato Brasileiro de 2002

Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Público: 66.828

Fluminense: Murilo; Flávio, César, Zé Carlos e Marquinhos; Fabinho, Marcão (Carlos Alberto), Beto e Fernando Diniz (Yan); Magno Alves (Roni) e Romário. Técnico: Robertinho

Cruzeiro: Jefferson; Ruy, Luisão, Cris (Marcelo Batatais) e Leandro; Augusto Recife (Alessandro), Vander (Maicon), Wendel e Jussiê; Fábio Júnior e Joãozinho. Técnico: Marco Aurélio

Gols: Magno Alves (Fluminense), aos 29’ do 1º tempo; Fernando Diniz (Fluminense), aos 32’ do 1º tempo; Romário (Fluminense), aos 43’ do 1º tempo; Beto (Fluminense), aos 2’ do 2º tempo; Fábio Júnior (Cruzeiro), aos 43’ do 2º tempo e Romário (Fluminense), aos 47’ do 2º tempo.

No ano de 2002, o Fluzão comemorava 100 anos de vida. E em ano de centenário, todos sabemos, não só a paixão do torcedor se inflama ainda mais, como as expectativas se tornam ainda maiores. E na busca por corresponder toda a esperança dos tricolores, a diretoria decidiu apostar suas fichas no sempre goleador Romário para ser a estrela da companhia no Brasileirão. A estreia do Flu no campeonato e do Baixinho com a camisa verde, branca e grená foi contra o Cruzeiro, e levou quase setenta mil torcedores ao Maracanã no domingo 11 de agosto, um domingo de Dia dos Pais. E o que se viu foi uma verdadeira festa tricolor, com direito a gols de Romário – um de pênalti e outro numa finalização de biquinho que só ele seria capaz –, do meia Beto, também em sua primeira partida pelo Flu, de Fernando Diniz e de Magno Alves. O gol do “Magnata”, por sinal, também foi histórico, afinal foi o seu centésimo pelo Fluzão. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

UM PAÍS DE INTERINOS

Conhecem aquela criança que não sabe brincar e quando começa a perder no videogame aperta o reset para começar tudo de novo? Ou aquele rapazola que na primeira discussão com a nova namorada já decide chutar o balde? Pois assim se comportaram os dirigentes do Fluminense ao demitirem Abel Braga. Na verdade, assim são todos os cartolas tupiniquins, capazes de demitir incríveis 10 técnicos em apenas nove rodadas disputadas do Brasileirão. A vida de treinador é um verdadeiro salve-se quem puder.

Mas falemos exclusivamente de Abel Braga. No comando do Tricolor desde junho de 2011, Abelão montou o time que se sagrou Campeão Brasileiro no ano passado com apenas cinco derrotas em 38 jogos, sendo duas delas após já ter conquistado o caneco. Neste ano, com os mesmos nomes de 2012, mas não o mesmo futebol, o Flu não conseguiu confirmar o seu favoritismo na Libertadores e, já sem poder contar com Wellington Nem e Thiago Neves, emplacou uma sequência de cinco derrotas consecutivas após a volta das “férias” da Copa das Confederações. Na zona de rebaixamento do Brasileiro, era a hora de dirigentes, comissão técnica e jogadores sentarem para uma conversa séria. Hora de botar a cabeça para funcionar e consertar os problemas.

Problemas que ocorrem com os jogadores – vide as seguidas paçocadas de Diego Cavalieri, a piora do sistema defensivo que nunca foi lá essas coisas, a estúpida expulsão de Fred contra o Vasco e a ausência de Deco, que ocorre até quando ele se faz presente – e com o treinador. Sim, por mais desnecessária que possa parecer esta afirmação, Abel Braga também pode passar por períodos ruins, fazer escolhas que não funcionam, estar psicologicamente em baixa...

No entanto, Abelão não teve tempo para se reencontrar, para buscar diferentes formas de se motivar e de motivar seus comandados, novas alternativas táticas ou remontar seu elenco. Já chegou Luxemburgo. Ao mesmo tempo com o status de salvador da pátria e a corda no pescoço, pois, no Brasil, todo treinador é interino, mesmo que se prove o contrário.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

GÊNIOS DAS PALAVRAS - ROBERTO DAMATTA

Numa consagrada crônica, Nelson Rodrigues fala da "grã-fina de narinas de cadáver" que, em pleno estádio, pergunta para o seu milionário acompanhante do momento, um desses eternos Waltinhos, Diduzinhos, Jorginhos ou Olavinhos que reinam nas nossas colunas sociais: "Quem é a bola?"

— Quem é a bola?
Hoje, em pleno calor do certame mundial e com os olhos, a cabeça e o coração sintonizados na campanha do escrete brasileiro, a pergunta aparece ainda mais insólita e surrealista.

E no entanto eu digo que a grã-fina estava absolutamente correta, pois fazia, sabendo ou não, a grande pergunta. Ouso afirmar, portanto, que, tanto no futebol quanto na vida, "quem é a bola" é a grande, a única, a insofismável questão. De fato, falar do jogador, do juiz, dos estádios, dos contratos, das táticas, dos cartolas e do salário dos técnicos, como fazem todos, é uma maneira ingênua e infantil de fugir do verdadeiro assunto: o insondável e inefável caráter da bola. Porque, tirando a bola, todos esses personagens que ela coloca a reboque e a perseguem são seres racionais, logo quadrados e sordidamente previsíveis. Só a bola, em sua plena, inocente e esférica irracionalidade, conforme viu a grã-fina, desperta dúvidas.

Pois o que conta no futebol não é bem a treinada vontade humana, mas a sensual e caprichosa bola. Bola que simboliza a gratuidade da vida e, de quebra, representa a sorte e o azar. Bola que, como uma Capitu moderna, vai para onde não queremos e, tendo movimentos indecifráveis, quase sempre cai nos pés dos nossos inimigos. Bola que, como uma Carmem, nos deixa loucos de ciúmes porque, depois de seduzir um primeiro, acompanha desavergonhadamente um segundo e, em seguida, flui natural e dengosamente para os sujos pés de um terceiro. Bola que, como esse final de milênio, é imprevisivelmente redonda e balofa, prenhe de rodopios, efeitos e movimentos imprevisíveis. Bola, afinal, que se transforma em coração e bate (surda, muda e absurda) dentro dos nossos peitos sobejamente abandeirados.

Essa bola que tentamos domesticar, segurar e "comer". Sem ela, poderia haver jogo, mas não haveria grandeza e ritual. Pois a bola representa insegurança, descontrole e, é claro, o sal da vida. Essa vida que nós temos que disputar com garra e altivez como se cada dia fosse uma final de Copa do Mundo. Bola que jamais será totalmente nossa.

Bola que corre mais que os homens...

Roberto DaMatta


Crônica de Roberto DaMatta publicada no Jornal da Tarde, às vésperas da Copa do Mundo de 1994, e retirada do livro A bola corre mais que os homens, da editora Rocco.

domingo, 28 de julho de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 – 9ª RODADA – FLAMENGO X BOTAFOGO






RESULTADOS
Vasco 3 x 2 Criciúma
Portuguesa 2 x 3 Atlético Paranaense
Ponte Preta 1 x 0 Santos
Corinthians 0 x 0 São Paulo
Náutico 3 x 0 Internacional
Grêmio 2 x 0 Fluminense
Cruzeiro 4 x 1 Atlético Mineiro
Flamengo 1 x 1 Botafogo
Bahia 2 x 1 Goiás
Coritiba 1 x 1 Vitória

ARTILHARIA
7 Gols – Maxi Biancucchi (Vitória)
5 Gols – Alex (Coritiba) e Forlán (Internacional)

Flamengo 1 x 1 Botafogo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Fogão joga uma barbaridade no primeiro tempo, Mengão se agiganta no segundo e “Clássico da Rivalidade” volta ao Maracanã com um eletrizante empate.

Para se recuperar da derrota na última rodada e escapar da zona da degola, o Flamengo foi organizado pelo Mano Menezes no 4-2-3-1 com: Felipe; Léo Moura, Wallace, González e João Paulo; Diego Silva e Elias; Gabriel, Carlos Eduardo e Paulinho; Marcelo Moreno. De olho na ponta da tabela, o Botafogo foi montado pelo Oswaldo de Oliveira, que comemorava 100 jogos no comando do Alvinegro, no 4-2-3-1 com: Jefferson; Gilberto, Bolívar, Dória e Júlio César; Marcelo Mattos e Gabriel; Lodeiro, Seedorf e Vitinho; Rafael Marques.

Não existe um critério sequer no qual o Botafogo não tenha sido superior ao Flamengo na etapa inicial. Bolívar colocou Marcelo Moreno no bolso, Dória mostrou a habitual categoria, os laterais Gilberto e Júlio César não atacaram muito, mas bloquearam qualquer tentativa do Fla pelas bordas, Marcelo Mattos e Gabriel tomaram conta da meiúca e roubaram bolas atrás de bolas, Vitinho, com sua velocidade, e Lodeiro, com a movimentação enlouquecedora, infernizaram o rival, Rafael Marques incorporou um centroavante típico para fazer um belíssimo gol, aos 21 minutos, e Seedorf... Bem, Seedorf fez de tudo e mais um pouco. Inverteu bolas com a facilidade de quem bebe um cafezinho, arredondou a saída de jogo, ditou o ritmo, distribuiu passes precisos e preciosos e ainda carimbou o travessão de Felipe. Um show à parte em sua estreia no Maraca.

Mas eis que o intervalo muda o jogo por completo. Com Luiz Antônio e Adryan nos lugares de Diego Silva – que errou muito mais do que tinha direito – e Gabriel, o Flamengo cresceu demais, acertou o pé, se inflamou e praticamente forçou o Botafogo a adotar a estratégia de uma postura recuada à espera dos espaços para contra-atacar. Os espaços e algumas escapadas alvinegras até apareceram, mas o segundo tempo foi mesmo do Mengo, que se manteve no campo de ataque até o apito final. Adryan carimbou o poste por duas vezes, Elias marcou dois gols anulados por impedimento, o “Brocador” Hernane entrou com tudo e quase virou herói. Definitivamente se via um outro jogo no Maraca em relação à primeira etapa. E o ímpeto rubro-negro foi recompensado nos acréscimos, quando, já na base do bumba-meu-boi, Elias igualou tudo e, literalmente, foi pra galera.

Um ponto para General Severiano. Um ponto para a Gávea. Mas como o Bota perdeu a chance de começar a semana na liderança e o Fla não só escapou da zona da morte como mandou para lá o rival Fluminense, pode-se dizer que os rubro-negros estão saboreando mais o pontinho conquistado no apagar dos refletores.

CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO!

- Numa partida de cinco gols nascidos de bola parada, é quase impossível um time que tem Juninho Pernambucano não sair com os três pontos. Num São Januário como há tempos não se via, o “Reizinho” novamente foi decisivo, soltou o sapato do jeito que só ele sabe para abrir o placar e, quando a situação estava complicada, colocou a redonda na área para Edmílson decretar a vitória por 3 a 2.

- O Fluminense não foi de todo ruim no Sul, mas sucumbiu diante do forte time do Grêmio e chegou à quinta derrota consecutiva. É hora de muita calma, concentração, dos experientes segurarem o rojão e, principalmente, de deixar Abel Braga trabalhar em paz. Isto se a sede de resultados da diretoria e a pressão da torcida permitirem.

- A Raposa está feroz! O Cruzeiro, dono do melhor ataque da competição, fez mais uma vítima. Carimbou a faixa de Campeão do grande rival, Atlético, e assumiu a ponta da tabela com sonoros 4 a 1. Haja pão de queijo!


- Viva o Brasileirão! Um campeonato onde o então lanterna sapeca três a zero no então líder e a distância do primeiro para o sétimo colocado é, após a nona rodada, de apenas três pontos.

sábado, 27 de julho de 2013

UMA IMAGEM!














Como se vida de goleiro já não fosse difícil o suficiente...