segunda-feira, 2 de setembro de 2013

UMA IMAGEM


















Foto: Caio Vilela

domingo, 1 de setembro de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 – 17ª RODADA – CRUZEIRO X VASCO


Cruzeiro 5 x 3 Vasco – Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Em jogo de muitos gols e alguns golaços, Cruzeiro leva a melhor sobre o Vasco e abre três pontos de vantagem na liderança.

Cem por cento concentrado no Brasileiro após a eliminação na Copa do Brasil, o Cruzeiro entrou em campo organizado pelo Marcelo Oliveira no 4-2-3-1 com: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Lucas Silva e Henrique; Éverton Ribeiro, Julio Baptista e Willian; Ricardo Goulart. Garantido na fase quartas de final da Copa do Brasil e em busca de ascensão nos pontos corridos, o Vasco foi montado pelo Dorival Júnior no 4-3-2-1 com: Diogo Silva; Fagner, Cris, Rafael Vaz e Yotún; Abuda, Juninho Pernambucano e Wendel; Willie e Marlone; André.

Um gol do cruzeirense Willian originado em cobrança de lateral – o que envergonha sistemas defensivos até de categorias infantis – colocou fim à fase de estudos e fez um a zero para a Raposa logo aos 32 segundos. Era o Cruzeiro mostrando a força de seu poderoso ataque, agora com mais de cem gols no ano. Mas o Vasco não se abateu diante da avalanche ofensiva e aceitou a proposta de fazer um jogo nos moldes “jogar e deixar jogar”. Como ambas as retaguardas estão longe de confiáveis – principalmente a vascaína, a pior do campeonato em números – o confronto se tornou uma verdadeira roleta-russa, com uma profusão de bolas nas redes.

Aos 18, com um chutaço, o garoto Willie igualou o escore, mas o Cruzeiro, através de cobrança de falta de Julio Baptista, aos 31, e arremate certeiro do também garoto Lucas Silva, aos 38, fez 3 a 1. Mas novamente o Vasco encheu os pulmões de confiança, acreditou no seu potencial ofensivo e foi “fazer a hora”: André “Bigode Grosso”, aos 40, e Willie (que noite bárbara!), com direito a drible de peito, aos 42, deixaram o jogo em aberto. E o Cruz-Maltino até voltou mais aceso após o intervalo, obrigando o Cruzeiro a cometer faltas para impedir avanços em velocidade e o treinador Marcelo Oliveira a mudar nomes. Éverton Ribeiro e Julio Baptista saíram para as entradas de Dagoberto e Vinícius Araújo.


Com Ricardo Goulart na meia, posição onde vem se destacando, e Vinícius Araújo como referência, a Raposa voltou a ser perigosa, enquanto o Vasco, muito pela jornada apagada de Juninho, perdeu força pouco a pouco, até sucumbir. Um míssil teleguiado de Lucas Silva (que apresentação magnífica!), aos 21, devolveu a ponta aos azuis. Dorival promoveu alterações a granel, mas estas não surtiram efeito e um contra-ataque perfeito finalizado por Vinícius Araújo, outro jovem com atuação destacada, aos 41, fechou o placar em 5 a 3 - pouco antes de Dagoberto ser tolamente expulso. Dorival descobriu em Willie e redescobriu em Marlone a possibilidade de um Vasco com vocação para o ataque, e jogar de peito aberto contra o líder por pouco não rendeu frutos. Vale a pena para o Cruz-Maltino seguir apostando no jogo ofensivo. Para o Cruzeiro, então, mais ainda! 

sábado, 31 de agosto de 2013

JOGOS INESQUECÍVEIS DO BRASILEIRÃO - CORINTHIANS X FLAMENGO 1984

Corinthians 4 x 1 Flamengo

Campeonato Brasileiro de 1984 – Jogo de volta da fase quartas de final

Estádio Morumbi, São Paulo (SP)

Público: 115.002

Corinthians: Carlos; Édson, Mauro, Juninho e Wladimir; Paulinho, Sócrates (Wágner) e Zenon; Biro-Biro, Casagrande e Eduardo (Ataliba). Técnico: Jorge Vieira.

Flamengo: Fillol; Leandro, Figueiredo, Mozer e Júnior; Bigu, Élder (João Paulo) e Lico (Nunes); Adílio, Edmar e Bebeto. Técnico: Cláudio Garcia.

Gols: Biro-Biro (Corintians), aos 32’ do 1º tempo; Wladimir (Corintians), aos 38’ do 1º tempo; Édson (Corintians), aos 7’ do 2º tempo; Ataliba (Corintians), aos 14’ do 2º tempo e Paulinho (contra para o Flamengo), aos 21’ do 2º tempo.

Dois dos grandes esquadrões do futebol tupiniquim na primeira metade dos anos 80, Corinthians e Flamengo entraram em campo pelo jogo de volta das quartas de final do Brasileirão em situações distintas. O Rubro-Negro Carioca, já sem poder contar com Zico, vendido a Udinese, mas com Leandro, Júnior, Adílio e o garoto Bebeto, buscava seu terceiro título seguido de Campeonato Brasileiro e chegava ao Morumbi com a vantagem de ter vencido a ida, no Maracanã, por 2 a 0. Pelo lado do Alvinegro Paulista, então Bicampeão Estadual (82/83), o sonho era um inédito caneco nacional. Wladimir, Zenon, Sócrates e Casagrande eram não só os pilares de um timaço, mas também de um movimento que merece um capítulo à parte no livro que conta a luta contra a ditadura no país: a Democracia Corintiana. Com mais de 115 mil presentes no Morumbi – público que não surpreende em um “Clássico do Povo” – o Timão brindou sua fiel torcida com uma das mais sensacionais atuações de sua história e conseguiu mais do que a vitória por dois gols que precisava. Biro-Biro, Wladimir, Édson e Ataliba foram às redes e construíram a goleada por 4 a 1 (Paulinho, contra, fez para o Fla) que garantiu a vaga paulista na semifinal e uma festa daquelas que os corintianos fazem como poucos.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

NOME DOS ESTÁDIOS - DURIVAL DE BRITTO

Quando inaugurado, em 23 de janeiro de 1947, o Estádio Durival Britto e Silva – que o tempo e a vivacidade da língua acabaram por transformar em Durival de Britto – se colocava como o terceiro maior do país, atrás apenas de Pacaembu e São Januário. Uma das seis sedes da Copa do Mundo de 1950, o estádio foi construído para ser a casa do Ferroviário, então um dos maiores clubes paranaenses e que tinha estreita relação com a Rede de Viação Paraná-Santa Catarina. E esta relação está simbolizada não somente no nome do clube, mas também no do estádio, já que Durival Britto e Silva era o superintendente da Rede Ferroviária. Em 1971, o Ferroviário fundiu-se ao Britânia e o Palestra Itália para formar o Colorado, que, em 1989, se juntou ao Pinheiros para originar o Paraná, atual anfitrião do Durival de Britto. Popularmente, o estádio é conhecido como Vila Capanema. O motivo? Foi construído no antigo terreno da chácara do Marquês de Capanema.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

FUTEBOL É ARTE



















Através de suas obras repletas de cores, o autodidata José Antônio da Silva – nascido na cidade de Sales de Oliveira (SP), em 1909 – foi um dos destacados representantes das manifestações culturais populares brasileiras: festas no campo, ritos religiosos, trabalhos na lavoura e, por pelo menos uma vez, o futebol, como mostra a obra selecionada pelo “Futebol é Arte”. Trabalhador rural na infância, mudou-se para Ribeirão Preto em 1931 e teve sua primeira exposição apenas 1946. Em 1951, participou da I Bienal Internacional de São Paulo. Bienal que foi a responsável por uma das obras mais marcantes de sua vida. Não a Bienal de 1951, mas a de 1967, da qual não participou. Deixado de fora desta pelos jurados, encontrou na arte uma forma de extravasar sua decepção e pintou o “Enforcamento do Júri” como forma de protesto. Além de pintor, José Antônio da Silva, que viria a falecer em 1996, também publicou livros e gravou LPs contando histórias. Considerado do estilo primitivista pelos críticos, uma vez declarou: “Não admito que me chamem de primitivo, caipira ou ingênuo. Tem que me chamar de gênio. Já provei que sou.”

Futebol (1983)
José Antônio da Silva

Óleo sobre tela - 52x42cm

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

UMA IMAGEM













Gilmar e De Sordi. Assim começava a Seleção que mudou a história do futebol brasileiro. Muito obrigado e descansem em paz. 

domingo, 25 de agosto de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 – 16ª RODADA – ATLÉTICO PARANAENSE X BOTAFOGO









RESULTADOS
Flamengo 0 x 1 Grêmio
Ponte Preta 0 x 2 Cruzeiro
Santos 2 x 1 Vitória
Criciúma 2 x 1 Coritiba
Vasco 1 x 1 Corinthians
São Paulo 2 x 1 Fluminense
Bahia 2 x 0 Náutico
Atlético Mineiro 2 x 1 Portuguesa
Internacional 3 x 3 Goiás
Atlético Paranaense 2 x 0 Botafogo

ARTILHARIA
10 Gols – Éderson (Atlético Paranaense) e William (Ponte Preta)
8 Gols – Maxi Biancucchi (Vitória)

Atlético Paranaense 2 x 0 Botafogo – Estádio Durival de Britto, Curitiba (PR)

Botafogo cai diante de um poderoso Atlético Paranaense no infernal Durival de Britto e termina a rodada na vice-liderança do Brasileirão. Com a vitória maiúscula, Furacão chega ao G4.

Ostentando uma sequência de oito jogos sem derrotas no Brasileirão, o Atlético Paranaense entrou em campo organizado pelo Vagner Mancini no 4-2-2-2- com: Weverton; Jonas, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Bruno Silva e João Paulo; Paulo Baier e Everton; Éderson e Dellatorre. Assim como o adversário da noite, o Botafogo também escutava o apito inicial sem sentir o gosto da derrota desde a sétima rodada. Para manter o ritmo, Oswaldo de Oliveira montou o time no 4-2-3-1 com: Jefferson; Gilberto, Bolívar, Dória e Lima; Marcelo Mattos e Gabriel; Vitinho, Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques.

Com direito a trocadilho, o Botafogo caiu no olho do furacão. Seria um equívoco enorme encontrar apenas uma justificativa – ou responsável – para a monstruosa atuação atleticana. Psicologicamente, o Rubro-Negro Paranaense conseguiu absorver toda a vibração e calor que vinha do pulsante Durival de Britto e fez Seedorf e companhia sentirem as mazelas de ser visitante num caldeirão. Taticamente, todos os atleticanos em campo não só sabiam o papel que deveriam exercer como o fizeram com concentração e aplicação. Fisicamente, os comandados de Vagner Mancini foram assombrosos. Ganharam praticamente todas as divididas, se multiplicaram para não deixar buracos e disputaram cada bola não como um prato de comida, mas como um rodízio de massas. Por fim, mas tão importante quanto as demais estruturas citadas – psicológica, tática e física – o quarteto ofensivo formado por Paulo Baier, Everton, Éderson e Dellatorre esteve tecnicamente impecável.

O Atlético pressionou o Bota por todo o primeiro tempo, quando criou, e não converteu, seis dos chamados “melhores momentos”, e durante 11 minutos do segundo, quando conseguiu, duas vezes com Éderson, fazer os gols que decidiram o confronto. Mas engana-se quem pensa que esta pressão de quase uma hora ocorreu na base do “bumba-meu-boi”. Nada disso, foi uma avalanche ofensiva que contou com passes curtos precisos e longos preciosos de Paulo Baier, com a velocidade e confiança de Everton, com os arremates e procura por espaços de Dellatorre e com o pandemônio causado pela movimentação e sede de gols de Éderson. Há tempos o Botafogo não se sentia tão dominado. E quando foi tentar se reconstruir do furacão que havia passado, já não tinha mais condições para colocar em prática seu estilo dinâmico. Tinha apenas vontade e o ímpeto de Vitinho – que terminaria expulso junto com Pedro Botelho.

A maneira como o Bota foi dominado pode deixar seu torcedor assustado, mas como Seedorf bem disse após o apito final, esta derrota não apaga a campanha alvinegra até o momento.

CURTINHAS PELO BRASILEIRÃO!

- O Flamengo jogou tão mal, mas tão mal, que o Grêmio, mesmo abusando das bicudas para onde o nariz apontava e muito mais preocupado em se defender do que em atacar, poderia ter feito uns 3 a 0. Fez apenas um, que foi suficiente para conquistar a terceira vitória seguida fora de casa e se manter no G4.

- Se Dorival Júnior estava em busca de uma formação para chamar de titular, a que disputou o segundo tempo contra o Corinthians, no Mané Garrincha, mostrou potencial para tal. Enquanto o tanque de gasolina se encontrava cheio, Juninho Pernambucano e Pedro Ken auxiliaram Abuda na marcação e os garotos Marlone e Willie na armação. Garotos que tiveram uma atuação daquelas para ganhar confiança e embalar. Vejamos os próximos capítulos...


- O futebol, por sua imprevisibilidade que coloca os especialistas e os que o ignoram com iguais chances de ganhar na loteria esportiva, tem espaço em seu universo para explicações sustentadas por sorte, superstição, fé, forças do além... O sal-grosso são-paulino no Morumbi que nos diga...