domingo, 17 de abril de 2011

CAMPEONATO CARIOCA 2011 TAÇA RIO - 8ª RODADA

CONFRONTOS PELA FASE SEMI FINAL




CLASSIFICAÇÃO FINAL DA FASE DE GRUPOS DA TAÇA RIO












RESULTADOS


Resende 1 x 1 Madureira Cabofriense 1 x 2 Volta Redonda Bangu 1 x 2 Americano Olaria 2 x 2 Vasco Flamengo 1 x 1 Macaé América 1 x 3 Botafogo Boavista 3 x 0 Duque de Caxias Fluminense 1 x 0 Nova Iguaçu


Olaria 2 x 2 Vasco – Moacyrzão


Foi um jogão de bola! Em um duelo emocionante até os últimos segundos, Olaria e Vasco empataram em 2 x 2. O resultado garantiu o Alvianil da Rua Bariri nas semi finais da Taça Rio, o Vasco na liderança do Grupo A e decretou o fim do Cariocão para o Botafogo.


Com a decisão de poupar o lateral-esquerdo Ramón e o centroavante Alecsandro, ambos por já possuírem dois cartões amarelos, o treinador Ricardo Gomes mandou para o jogo um Vasco sem referência na área rival e organizado em um 4-3-1-2 com: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Rômulo, Fellipe Bastos e Felipe; Diego Souza; Éder Luís e Leandro. Já pelo lado do Olaria, que disputava a sua mais importante partida em tempos, o técnico Cleimar Rocha esquematizou sua equipe em um 4-2-3-1 com: Henrique; Ivan, Thiago Eleutério, Rafael e Amarildo; David e Victor; Danilo, Renan Silva e Felipe; Waldir.


Desde o apito inicial, foi possível identificar qual seria a postura de ambas as equipes para o confronto. O Vasco, com maior posse de bola, buscava encontrar pelos lados as alternativas para furar a barreira alvianil, a defesa menos vazada da Taça Rio, enquanto o Olaria apostava na velocidade de seus homens de frente para pegar o adversário de calças curtas e decidir a partida nos contra-ataques. Até praticamente o final da 1ª etapa, apesar de dois perigosos arremates do Diego Souza, foi o Olaria quem viu sua estratégia dar certo. Não só pelo sucesso defensivo, que conseguia anular o bom ataque vascaíno, com destaque para o zagueiro Rafael, mas também pelo gol marcado pelo Waldir, em um chute cruzado aos 17 minutos. Somente nos últimos minutinhos da etapa que o Vasco conseguiu ser mais incisivo em suas ações ofensivas e o empate quase chegou em finalizações do Anderson Martins, do Diego Souza e do Leandro, esta última uma puxada de costas que acertou o travessão.


Um dos principais motivos para o Vasco não realizar um 1º tempo de alto volume ofensivo foi a ausência de um centroavante, pois a equipe está acostumada a atuar com um jogador fazendo a referência dentro da área, o Alecsandro. Ricardo Gomes deveria ter iniciado a partida com o Élton, ou, pelo menos, tê-lo colocado no intervalo, fato que não ocorreu. Voltando para o jogo com o mesmo onze inicial, o Vasco logo viu sua situação se complicar ainda mais quando, aos 4 minutos, o Olaria realizou uma linda jogada pelo flanco direito e Felipe aproveitou assistência do Danilo para ampliar o escore. Com dois gols de desvantagem, a torcida vascaína aumentou ainda mais o coro pela entrada do meia Bernardo, que veio a ocorrer aos 13 minutos. E o garoto realmente está com tudo. Logo aos 18 minutos ele cobrou pênalti com força para diminuir o placar. Vale dizer que o pênalti não existiu, tendo o Diego Souza se jogado para forçar o contato com o goleiro Henrique. Nos minutos seguintes, Bernardo continuou levando o Vasco à frente, enquanto o Olaria apostava, e acertava, seus contra-golpes, provando não estar morto na partida. Nos últimos 15 minutos, o jogo, que já era excelente, pegou fogo de vez. Pelo Vasco, Élton, que enfim estava em campo, acertou uma linda bicicleta que passou rente à trave, e o sempre perigoso Éder Luís realizou boa jogada pela direita. Por outro lado, o volante Victor deu trabalho ao Fernando Prass em dois bons chutes.


Existe um ditado que diz que não se deve elogiar goleiro e juiz antes do apito final. Pois bem, o relógio marcava 46 minutos quando Bernardo cobrou corner, o goleiro Henrique, que estava em excelente jornada, saiu caçando borboletas e o Rômulo cabeceou para o fundo das redes, dando número final ao confronto.


No próximo sábado, Vasco e Olaria voltam a se enfrentar, desta vez pela semi final da Taça Rio. Se pelo Vasco o Ricardo Gomes viu que, apesar de escapar de um dos tradicionais rivais, não terá vida fácil, Cleinar Rocha tem todas as armas nas mãos para fazer o Olaria acreditar que a classificação para a decisão é possível. Para os que não torcem nem pelo Vasco, nem pelo o Olaria, a torcida fica para que seja outro jogo emocionante.


JOGADA RÁPIDA!


- Aos 49 minutos do 2º tempo, no Estádio da Cidadania, Ronaldinho Gaúcho teve nos seus pés a oportunidade de colocar o Flamengo em primeiro do Grupo A e, por conseqüência, escapar do Fluminense na semi final. No entanto, o craque rubro negro bateu um pênalti a lá Roberto Baggio e domingo que vem teremos um Fla-Flu que promete.


- Joel Santana largou o Botafogo na liderança do Grupo B da Taça Rio. Em quatro jogos na competição, o Caio Junior obteve uma vitória, dois empates e uma derrota e o Botafogo ficou fora da fase semi final. Se o Botafogo não conseguir a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, diante do Avaí (o primeiro jogo, no Engenhão, foi 2 x 2), vai ter muito torcedor que pediu a saída do “Papai” Joel arrependido.

sábado, 16 de abril de 2011

LA LIGA 2010/2011 - 32ª RODADA

Real Madrid 1 x 1 Barcelona – Santiago Bernabéu, Madrid (ESP)

O primeiro dos quatro duelos entre Barcelona e Real Madrid que ocorrerão nas próximas semanas, este válido pela Liga Espanhola, terminou empatado em 1 x 1 com Messi e Cristiano Ronaldo marcando, ambos de pênalti, os gols da partida.

Com o objetivo de deixar o seu setor de meio-campo mais consistente e marcador, o treinado José Mourinho escalou o Real Madrid com um tripé de volantes e organizado no 4-5-1 com: Casillas; Sérgio Ramos, Ricardo Carvalho, Albiol e Marcelo; Pepe, Khedira, Xabi Alonso, Di María e Cristiano Ronaldo; Benzema. Já pelo lado do Barcelona, como era de se esperar, Pep Guardiola organizou sua equipe no 4-3-3 com: Valdéz; Daniel Alves, Puyol, Piqué e Adriano; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro, Messi e David Villa.

Nos primeiros 20 minutos da etapa inicial, o Barcelona dominou as ações ofensivas por completo, chegando a possuir absurdos 83% de posse de bola. No entanto, muito devido à muralha branca armada por Mourinho, apenas uma boa oportunidade de gol foi criada pelo Barça, com Messi tentando, e não conseguindo, encobrir o Casillas. Na segunda metade do 1º tempo, o Real Madrid melhorou sua postura ofensiva e começou a exigir mais atenção dos defensores adversários, fato que só não resultou na abertura do placar pois Adriano, que teve uma boa atuação na etapa, salvou uma cabeça do Cristiano Ronaldo sobre a linha. Apesar da maior posse de bola nos primeiros 45 minutos, o Barcelona esteve longe de ser superior em campo, com o Real Madrid conseguindo seis escanteios, contra nenhum do rival, e finalizando mais à gol.

Logo nos primeiros minutinhos da 2ª etapa, o torcedor anfitrião ficou ainda mais esperançoso de um bom resultado quando Cristiano Ronaldo cobrou falta com muita qualidade e acertou o pé da trave. Porém, a alegria branca duraria pouco. Segundos após este belo arremate do Cristiano Ronaldo o zagueiro Albiol cometeu falta em David Villa dentro da área, foi expulso e o Messi, aos 7 minutos, balançou as redes. Com a vitória parcial e um homem a mais em campo, o triunfo do Barça parecia favas contadas, mas, com o passar do tempo, os comandados de Guardiola abandonaram a estratégia de trocar passes no campo de ataque e recuaram mais do que o devido. Resultado: o Real Madrid ressucitou no jogo e chegou ao empate em pênalti cometido pelo Daniel Alves sobre o Marcelo e convertido pelo Cristiano Ronaldo. Vale dizer que nem o Daniel Alves nem o Marcelo, duas das principais armas de suas equipes, estiveram em uma boa jornada, principalmente o lateral do Barça.

Depois de ceder o empate mesmo com a vantagem de onze contra dez, o Barcelona tentou aumentar o seu volume ofensivo, mas quem esteve mais próximo de vencer a partida foi o Real, em finalização do Khedira aos 44 minutos que foi bem defendida pelo Valdés. O apito final decretou um empate que acabou sendo melhor para o Barcelona, que se mantém na liderança e com oito pontos de vantagem sobre o rival faltando apenas seis rodadas para o fim do torneio. Já os amantes do futebol, que esperavam um jogão de bola, estes vão ter que aguardar pelos próximos confrontos. Que bom que não falta muito!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

BIBLIOTECA DO FUTEBOLA

Esse "A Verdadeira História do Futebol Brasileiro" é um excelente livro para aqueles que querem saber sobre os mais destacados fatos do esporte no nosso país, desde o seu início até 1950, quando perdemos a Copa do Mundo para o Uruguai no Maracanã. A obra está repleta de histórias interessantíssimas sobre o surgimento de importantes clubes, grandes craques e curiosidades que o leitor vai adorar descobrir.




A Verdadeira História do Futebol Brasileiro

Autor: Loris Baena Cunha

Editora: ABRADE

COPA DO BRASIL 2011 - OITAVAS DE FINAL

Náutico 0 x 3 Vasco – Aflitos, Recife (PE)

Show de bola! Apresentando um grande poder ofensivo e muita solidez, o Vasco venceu o Náutico por 3 x 0 e deixou a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil muito bem encaminhada.

Contando com o apoio de sua grande torcida que lotava o Aflitos, o Naútico iniciou a partida escalado pelo treinador Roberto Fernandes em um ousado, pelo menos no papel, 4-3-3 com: Douglas, Elicarlos, Wescley, Válter e Aírton; Derley, Éverton e Eduardo Costa; Kieza, Ricardo Xavier e Bruno Meneghel. Pelo lado carioca, Ricardo Gomes recolocou o garoto Bernardo no banco de reservas e mandou o Vasco para campo organizado em um 4-3-1-2 com: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramón; Rômulo, Felipe Bastos e Felipe; Diego Souza; Eder Luís e Alecsandro.

Poucos segundos após o apito inicial, o Náutico quase fez a alegria de seus torcedores quando o Bruno Meneghel, aquele mesmo que foi vice-artilheiro do Carioca de 2009 pelo Resende, obrigou o Fernando Prass a realizar boa defesa. No entanto, com muita consciência e tranquilidade, o Vasco soube esfriar a torcida e o adversário e gradualmente passou a ganhar o controle do jogo. E mais, não só passou a dominar as ações em campo como a criar diversas oportunidades de gols. O Cruzmaltino chegaria às redes aos 31 minutos, com o zagueirão Dedé de cabeça, mas antes disso já havia assustado o goleiro Douglas em uma cabeçada do próprio Dedé, que acertou a trave, e duas finalizações do Diego Souza, que não estava com a pontaria boa. A superioridade do Vasco era tamanha que nem mesmo o 1 x 0 no placar diminuiu o volume do time, e a vantagem só não foi ampliada porque um longo arremate do Felipe Bastos explodiu na trave e uma jogada monumental do Ramón terminou com o zagueiro Válter salvando o Timbu em cima da linha. Vale ressaltar a variedade ofensiva apresentanda pelo Vasco nesta 1ª etapa, com ataques por ambos os flancos, bom aproveitamento das bolas paradas e muita participação dos meias Felipe e Felipe Bastos.

Para o 2º tempo, o treinador Roberto Fernandes percebeu o amplo controle vascaíno no meio-campo e sacou o atacante Kieza para a entrada do Willian, buscando ocupar mais a meiúca e diminuir o domínio do adversário. Infelizmente, para o torcedor pernambucano, a alteração não surtiu efeito e o Vasco permaneceu senhor do jogo. Concentrando mais os avanços pelo lado direito, com o Eder Luís mais participativo do que nos primeiros 45 minutos, o Cruzmaltino não demoraria a sacudir o filó. O relógio apontava 6 minutinhos quando Alecsandro, em condição irregular, não encontrou problemas para empurrar a assistência do Eder Luís para o fundo do gol. Apesar de o Aírton, lateral-esquerdo do Náutico, ter realizado linda jogada e carimbado a trave, aos 25 minutos, o Naútico não apresentou, em nenhum momento do 2º tempo, força para buscar o resultado. Pelo contrário, mesmo com a vantagem de dois tentos o Vasco permaneceu no campo ofensivo e criando chances de gols. Allan, Diego Souza, Felipe Bastos, Bernardo e Jumar, em ordem cronológica, desperdiçaram oportunidades de dar ao Vasco o terceiro gol, com destaque para a incrível chance perdida pelo Bernardo após driblar o goleiro. Já nos acréscimos, contudo, a grande atuação vascaína seria premiada com mais um gol quando Bernardo cobrou falta com categoria e sacudiu o barbante.

Tanto o técnico Ricardo Gomes quanto os jogadores cruzmaltinos merecem aplausos pela excelente apresentação contra o Náutico em um lotado Aflitos. Sem dúvida nenhuma aquele Vasco sem vontade, sem organização e sem qualidade técnica, que disputou a Taça Guanabara, já não existe mais.

terça-feira, 12 de abril de 2011

UEFA CHAMPIONS LEAGUE - QUARTAS DE FINAL

Manchester United 2 x 1 Chelsea – Old Trafford, Manchester (ING)

Em um lotado Old Trafford o Manchester aproveitou a vantagem adquirida na primeira partida e com uma atuação bastante eficiente bateu o Chelsea por 2 x 1 e se classificou para as semi finais da Champions League.


Com a vantagem de poder empatar para garantir a vaga, o treinador Alex Fergusson esquematizou sua equipe com duas linhas de quatro e uma dupla de atacantes, um 4-4-2, escalada com: van der Sar; O’Shea, Ferdinand, Vidic e Evra; Park, Carrick, Ryan Giggs e Nani; Rooney e Chicharito. Pelo lado do Chelsea, Carlo Ancelotti decidiu colocar o atacante Drogba no banco de reservas e organizou sua equipe no 4-3-2-1 com: Cech; Ivanovic, Alex, Terry e Ashley Cole; Ramires, Essien e Malouda; Anelka e Lampard; Fernando Torres.

Os minutos iniciais do duelo foram equilibrados, porém, de maneira até certo ponto surpreendente, o Chelsea cresceu na partida e começou a levar perigo ao goleiro van der Sar. Entre os minutos 10 e 30, contando com boas participações do Fernando Torres e do Anelka, os “Blues” deram trabalho ao sistema defensivo rival e criaram cinco oportunidades de gols, enquanto o United, com Giggs e Nani sumidos, nada produziu ofensivamente no período. Apesar de mais presente no campo de ataque, o Chelsea não conseguiu balançar as redes e, nos últimos 15 minutos do 1º tempo, os “Red Devils” passaram a trabalhar um pouco mais a posse de bola e afastaram o adversário de seu campo. Aos 43 minutos, com o equilíbrio inicial restabelecido, Ryan Giggs recebeu lindo passe do lateral O’Shea e encontrou Chicharito quase sobre a linha fatal para abrir o placar.

Com a obrigação de ter que virar o escore para garantir a classificação, o Chelsea retornou para a 2ª etapa com Drogba no lugar de Fernando Torres. O resultado da alteração, contudo, não foi o esperado pelo treinador Ancelotti e, durante os primeiros 20 minutos, o United quase não encontrou problemas para segurar a vantagem. E, para a alegria do torcedor vermelho, a situação dos “Red Devils” ainda iria melhorar. Depois de ter encaixado dois bons ataques, um finalizado pelo Nani e outro pelo Giggs, o United ficaria com mais um homem em campo quando, aos 24 minutos, Ramires cometeu falta por trás no Nani, recebeu o segundo cartão amarelo e foi mais cedo para o chuveiro.

A expulsão do brasileiro parecia ser o fim das esperanças azuis e a cada minuto que passava o jogo ficava mais na mão do United. No entanto, aos 31 minutos, quando ninguém esperava, Essien acertou lindo passe para Drogba arrematar para o fundo do gol. Era tudo que o Chelsea precisava para ganhar força e buscar a vaga, mas o torcedor azul nem havia terminado de comemorar o gol e Park, em mais uma assistência do Giggs, recolocou os donos da casa na frente. Impressionante como esse tal de Ryan Giggs joga bola. Aos 37 anos e escalado como volante, ele foi o autor dos passes de todos os três gols – incluindo o do jogo de ida – que sua equipe marcou no Chelsea. Além de correr mais que muito jogador de 20 anos.

O gol do Park fechou o caixão do Chelsea e provavelmente decreta o fim do ciclo de Carlo Ancelotti no clube. Já Alex Fergusson chega a mais uma semi final de Champions League e aguarda, fora um milagre milanês, o Schalke 04 para buscar a vaga na decisão.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

UMA IMAGEM...


"O rei se curva ante a dor que o Brasil todo sentiu". Foto vencedora do Prêmio Esso de Fotografia de 1963 que mostra o exato momento no qual Pelé sentiu a contusão que o impediu de disputar toda a Copa do Mundo de 1962.

Foto: Alberto Ferreira

domingo, 10 de abril de 2011

CAMPEONATO CARIOCA 2011 - TAÇA RIO - 7ª RODADA

RESULTADOS
Nova Iguaçu 1 x 1 Bangu / Volta Redonda 0 x 0 Olaria / Madureira 2 x 1 Boavista / Vasco 2 x 1 Cabofriense / Macaé 1 x 1 América / Duque de Caxias 2 x 1 Resende / Americano 1 x 5 Fluminense / Botafogo 0 x 2 Flamengo /

Botafogo 0 x 2 Flamengo – Engenhão

Com uma atuação segura, de muita consciência tática e dois gols do Thiago Neves, o Flamengo venceu o Botafogo e garantiu sua classificação para a fase semi-final da Taça Rio.

Devido à sapecada que o Fluminense deu no Americano, o Flamengo poderia até mesmo ser derrotado que permaneceria na 2ª colocação do Grupo A, enquanto o Botafogo precisava urgentemente dos três pontos pois iniciava o duelo fora da zona de classificação. Ainda buscando dar sua cara à equipe, Caio Junior esquematizou o Alvinegro para o importante Clássico no 4-3-2-1, iniciando com: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, João Felipe e Somália; Arévalo Ríos, Marcelo Mattos e Bruno Thiago; Everton, Herrera e Loco Abreu. Pelo Flamengo, Luxemburgo, parecendo enfim encontrar sua escalação predileta, mandou o time à campo escalado no 4-3-2-1 com: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Rodrigo Alvim; Maldonado, Willians e Renato; Ronaldinho, Thiago Neves e Deivid.

Como era de se esperar, o Clássico teve os seus primeiros minutos de bastante equilíbrio, com as duas equipes buscando seus jogadores de maior destaque. Enquanto no Flamengo o Ronaldinho Gaúcho aparecia mais do que o Thiago Neves e o Léo Moura, as outras principais armas de ataque do time, o Botafogo concentrava suas forças na tentativa de colocar a pelota na cabeça do Loco Abreu. Antes da parada técnica, foi o Flamengo quem esteve mais próximo de abrir o placar através de uma cabeçada do Ronaldinho aos 14 minutos, após ótimo cruzamento do Rodrigo Alvim. Com o passar do tempo, o Botafogo, tendo o Herrera aberto pela direita e o Everton pela esquerda, começou a sentir falta de um jogador capaz de arquitetar suas tramas e o Flamengo passou a dominar as ações ofensivas. Mais encorpado no campo de ataque, o Rubro Negro chegaria ao seu primeiro em grande assistência do Renato para o Thiago Neves, livre, leve e solto, empurrar para o fundo do barbante. Vale destacar aqui o essencial papel que o Renato vem destacando neste Flamengo 2011, sendo um jogador de enorme importância na composição do meio-campo além de aparecer constantemente na organização das jogadas ofensivas.

Para o 2º tempo, o Caio Junior tentou aumentar o volume ofensivo de seu time colocando o lateral Lucas como meia aberto pela direita, centralizando o Everton e deslocando o Herrera para a esquerda. Foi assim que, contando com a boa entrada do Lucas, o Bota viveu seu melhor momento na partida durante os primeiros minutos da etapa final, apesar de não levar perigo real ao goleiro Felipe. Já o Flamengo, mesmo sem modificar o onze que iniciou o confronto, voltou do intervalo adotando uma postura totalmente diferente da apresentada na 1ª etapa, se mostrando mais defensivo e apostando nos contra-ataques. Passado o breve momento no qual o Botafogo, explorando os avanços do Lucas, incomodou o sistema defensivo rival, os contra-ataques rubro negros começaram a aparecer. O melhor deles, aos 26 minutos, foi um lançamento do Ronaldinho para o Thiago Neves que quase encontrou o Diego Maurício na cara do gol.

Muito seguro em campo, permitindo ao Botafogo um único lance perigoso em arremate longo do Marcelo Mattos aos 30 minutos, o Flamengo marcaria o seu segundo gol perto do apito final, em jogada iniciada pelo Léo Moura e finalizada com categoria pelo Thiago Neves, que pelos dois gols marcados merece o prêmio de melhor jogador em campo.

Com a vitória o Flamengo está a apenas 180 minutos de conquistar o Cariocão 2011. Por outro lado, o Botafogo, que desde a saída do treinador Joel Santana não venceu sequer uma partida na Taça Rio, decidirá o seu destino na última rodada, no próximo domingo.

JOGADA RÁPIDA!

- Depois de dar um baita susto no seu torcedor, permitindo que o Americano abrisse o placar no duelo disputado no Moacyrzão, o Fluminense, comandado por uma bela atuação do argentino Conca – como é bom ver esse baixinho jogando o que sabe! – conseguiu uma bela virada, venceu por 5 x 1 e alcançou a liderança do Grupo B.

- Antes mesmo da última rodada da Taça Rio, o Cariocão já conheceu os seus dois rebaixados: Cabofriense e América. Para os mais antigos, que chamavam o América de “o segundo time de todo carioca”, a nova queda do “Diabo” causa tristeza. Já circula pelo clube a idéia de que a salvação do futuro seria Romário na presidência. A pergunta que fica é: Será que o “Baixinho” aguentaria o ritmo de uma vida de deputado federal e presidente do América?