quinta-feira, 3 de março de 2016

CAMPEONATO CARIOCA 2016 – 1ª FASE – 7ª RODADA – FRIBURGUENSE X FLUMINENSE



Friburguense 1 x 2 Fluminense – Eduardo Guinle, Friburgo (RJ)

Fluminense tem atuação precária, é dominado pelo Friburguense, mas conquista vitória por 2 a 1 e se aproxima da classificação para a próxima fase do Carioca.

O gol de cabeça marcado por Cícero logo no terceiro minuto deu a impressão de que o Fluminense não encontraria dificuldades para controlar o jogo e levar os três pontos. Puro engano. Sem demonstrar nenhum abatimento com o golpe sofrido, o Friburguense ergueu a cabeça, se encheu de vitalidade e partiu ao ataque, deixando o Fluminense com o papel de bloquear os espaços e sair no contra-golpe.

Durante cerca de 20 minutos, o jogo viveu um lá e cá quente, pois se o Friburguense exigia atenção de Diego Cavalieri com chutes longos, o Flu respondia com avanços pelos lados do campo de Wellington Silva e Gustavo Scarpa que quase sempre terminavam com finalizações perigosas.

No entanto, a partir do minuto 25 da etapa inicial, o Friburguense passou a impor um ritmo forte de marcação no meio-campo, ganhou controle territorial e se fez valer de um bom jogo técnico para encurralar o Flu. Apesar de o grande destaque ofensivo do Frizão ter sido o intenso lateral-direito Ronaldo, o gol de empate surgiu de um escanteio do outro lado que Bidu, aos 35, aproveitou para igualar.

Cá entre nós, é inaceitável o Fluminense, com três volantes (Pierre, Edson e Cícero), permitir que o Friburguense tivesse tomado conta do meio-campo durante mais da metade do primeiro tempo. E o cenário, acreditem, voltou a se repetir após o intervalo. O Flu até começou a etapa final mais consciente e valorizador da posse de bola, porém esta postura durou pouco mais de 15 minutos e nada produziu em termos ofensivos.

Com Ronaldo ainda forte pela ala direita, Gleison mais solto pela esquerda e o atacante Emerson, que entrara aos 20, infiltrando constantemente na área, o Friburguense retomou a potência e se lançou ao ataque sem medo de ser feliz. O torcedor do Flu, com a garganta seca, viu seu time sofrer pressão, o zagueiro Henrique meter a mão na bola dentro da área e nada ser marcado, e o atacante adversário, Emerson, perder duas oportunidades.

Entretanto, no fim, este mesmo torcedor tricolor comemorou: aos 42, Osvaldo arrancou e rolou para Magno Alves fazer 2 a 1 Fluminense e fechar a partida.

Friburguense: Marcos; Ronaldo, Cadão (Zé Victor), Diego e Flavinho; Bidu, Vitinho, Jorge Luiz e Bernardo (Emerson); Gleison e Rômulo (Ziquinha). Técnico: Gérson Andreotti.

Fluminense: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Henrique, Marlon e Giovanni; Pierre, Edson (Magno Alves) e Cícero; Marcos Junior (Gerson), Gustavo Scarpa (Osvaldo)e Diego Souza. Técnico: Marcão.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

CAMPEONATO CARIOCA 2016 – 1ª FASE – 6ª RODADA – BOTAFOGO X FLUMINENSE


Botafogo 2 x 0 Fluminense – Estádio Kleber Andrade, Cariacica (ES)

Eficiente e voluntarioso, Botafogo faz grande primeiro tempo, vence Fluminense por 2 a 0 e se garante na próxima fase do Carioca.

Os primeiros 25 minutos do Botafogo em Cariacica foram impecáveis. Os gols de Gegê, aos 6, após cruzamento preciso de Diogo, e de Ribamar, aos 23, depois de trama de Bruno Silva e Luis Ricardo, foram tecnicamente refinados. A organização tática apresentando duas linhas de quatro, com os laterais tendo liberdade para avançar e com Gegê realizando funções defensivas pela esquerda sem a bola e se movimentando muito com ela deu o equilíbrio necessário para o Botafogo bloquear o Fluminense e atacar com letalidade. Somando ainda a concentração psicológica e o vigor físico dos alvinegros, entende-se bem porque o placar não tardou a apontar 2 a 0 para o time de General Severiano.

Com a vantagem no escore, o Botafogo diminuiu a intensidade na metade final do primeiro tempo, permitindo que o Fluminense esboçasse um domínio da posse de bola e de território. No entanto, tão abalados e sem inspiração estavam os tricolores que o único que conseguiam fazer era acionar o lateral-esquerdo Gustavo Scarpa para que este alçasse bolas na área. Uma estratégia sem sucesso, principalmente pela presença dominadora do zagueiro botafoguense Joel Carli nas bolas aéreas.

Esse cenário final do primeiro tempo, com o Botafogo todo fechado em seu campo e o Fluminense com a bola nos pés e sem criatividade para construir tramas que levassem perigo ao goleiro Jefferson, se reproduziu com mais força na segunda etapa. O Botafogo, esbanjando vitalidade e entrega, segurava a vantagem com unhas, dentes e chutões para frente, fechando os espaços que o Fluminense em momento algum teve técnica ou potência para abrir. E para tornar a jornada tricolor ainda mais deprimente, as duas vezes em que Fred foi acionado dentro da área no segundo tempo, finalizou a jogada sem sequer tirar o “Uhhhh” da torcida.

Nos últimos 15 minutos, já com Neilton e Salgueiro em campo, o Botafogo se soltou um pouco mais. Foi o suficiente para não passar a reta final da partida sofrendo pressão e confirmar sua sexta vitória seguida no Carioca.

Botafogo: Jefferson; Luis Ricardo, Joel Carli, Emerson Santos e Diogo Barbosa; Airton, Bruno Silva, Rodrigo Lindoso e Gegê (Salgueiro); Ribamar e Luis Henrique (Neilton). Técnico: Ricardo Gomes.

Fluminense: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Henrique, Renato Chaves e Gustavo Scarpa; Pierre (Edson) e Douglas (Gerson), Cícero e Osvaldo (Felipe Amorim); Diego Souza e Fred. Técnico: Eduardo Baptista.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

CAMPEONATO CARIOCA 2016 – 1ª FASE – 5ª RODADA – FLAMENGO X FLUMINENSE



Flamengo 2 x 1 Fluminense – Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)

Em clássico eletrizante com três gols, três expulsões e mudanças de cenário, Flamengo bate Fluminense por 2 a 1 e se recupera no Carioca.

Flamengo e Fluminense são equipes que possuem muito mais recursos ofensivos do que estabilidade defensiva, o que fez o início de jogo ser repleto de chances de gols. Contundente, o Flu começou mais perto de abrir o placar com arremate longo de Gustavo Scarpa bem defendido por Paulo Victor e chute por cima de Fred. Também aceso na partida, o Fla não apenas respondeu com finalização perigosa de Guerrero que Cavalieri espalmou ,como, aos 14, inaugurou o escore: Mancuello cobrou córner, Cavalieri rebateu mal e Willian Arão empurrou para o fundo das redes.

O gol fez um bem enorme ao Flamengo, que colocou a bola no chão, encurralou o rival, tramou forte com Rodinei e Marcelo Cirino pela direita e passou os últimos 15 minutos da etapa criando seguidas oportunidades de gol, com Cirino, Mancuello e Guerrero exigindo muito trabalho de Cavalieri. Tamanha era a pressão que a chegada do intervalo fez o tricolor Diego Souza, diante dos microfones, dar “graças a Deus” pelo fim do primeiro tempo. Porém, se o Fla terminou quente a etapa inicial, começou pelando a final. Logo aos 2 minutos, Rodinei alçou a redonda e Guerrero, de cuca, ampliou o placar. Dois a zero Fla.

Os flamenguistas ainda cantavam a vitória parcial e a apresentação avassaladora quando, aos 8, Cuéllar e Marcos Junior se engalfinharam e foram expulsos, deixando os times com 10 homens e mudando o cenário do jogo. Num estalar de dedos, o Fla adotou uma postura recuada e o Flu, sem opções, se lançou à frente. Deslocado da meia-direita para a lateral-esquerda, o preciso Scarpa comandou a investida tricolor rumo ao ataque. Scarpa cruzou bola na cabeça de Cícero, que desperdiçou, rolou para Osvaldo finalizar e Paulo Victor defender e, aos 36, cobrou falta com maestria para diminuir o placar.

Aos 41, Wallace foi estupidamente expulso por isolar a bola com o jogo parado, colocando mais carvão no trem tricolor que buscava o empate. Uma busca sem sucesso, pois o apito final chegou para decretar a vitória de um Flamengo que jogou 30 minutos de futebol do mais alto nível.

Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, César Martins, Wallace e Jorge; Cuéllar, Willian Arão e Mancuello; Marcelo Cirino (Gabriel), Emerson Sheik (Everton) e Guerrero. Técnico: Muricy Ramalho.

Fluminense: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Henrique, Renato Chaves e Léo (Douglas); Pierre, Cícero (Gerson), Gustavo Scarpa e Marcos Junior; Diego Souza (Osvaldo) e Fred. Técnico: Eduardo Baptista.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

LIGA SUL-MINAS-RIO 2016 – FASE DE GRUPOS – FLAMENGO X AMÉRICA MINEIRO


Flamengo 1 x 0 América Mineiro – Kleber Andrade, Cariacica (ES)

Mesmo com mais uma atuação pobre, Flamengo vence América Mineiro por 1 a 0 e se coloca em situação confortável para avançar na Sul-Minas-Rio.

A infiltração de Osman que obrigou o arqueiro rubro-negro Paulo Victor a realizar uma difícil defesa antes mesmo do primeiro minuto de jogo poderia dar a entender que o América Mineiro buscaria encarar o Flamengo de peito aberto em Cariacica. Contudo, o cenário do primeiro tempo passou longe de ser um “lá e cá” e mais longe ainda de ser empolgante. Não foi um “lá e cá” porque o América logo se fechou em seu próprio campo com duas linhas de quatro marcadores e passou a se preocupar apenas em bloquear. E não foi empolgante porque se o América foi um time que abdicou de atacar, o Flamengo foi um time incapaz de atacar, limitando-se a trocar passes excessivos no seu próprio campo. Como nem Gabriel, nem Everton, nem Mancuello decidiu assumir a responsabilidade de auxiliar os volantes e zagueiros flamenguistas na transição defesa-ataque, a maior posse de bola do time não levou à criação de tramas ofensivas durante toda a etapa inicial.

Logo no primeiro minuto após o intervalo Gabriel avançou pela esquerda e cruzou a bola que bateu no braço de Jonas: na cobrança da penalidade, Everton fez um a zero Fla. A desvantagem no placar fez o América adiantar um pouco mais seus meio-campistas e trocar os chutões para frente por uma maior valorização da posse de bola, postura que, por um lado, tornou o time um pouco mais agressivo, e, por outro, ofereceu mais espaços para o Flamengo no campo de ataque. Ocorreu que tanto os mineiros quanto os cariocas não estavam em uma noite inspirada – vide o centroavante Guerrero, em jornada horripilante – e apresentaram falhas técnicas na construção de jogadas. Tanto que, mesmo com espaços de sobra, o máximo América conseguiu foi exigir mais um intervenção do Paulo Victor – novamente com Osman, aos 13 –, e o Flamengo só encaixou um ataque: aos 36, Everton acionou Marcelo Cirino que cruzou e Sueliton quase marcou contra.

E assim, num embate que primou pela pobreza de recursos ofensivos, o Flamengo só tem a comemorar os três pontos e a proximidade da vaga na próxima fase da Sul-Minas-Rio.

Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Márcio Araújo e Cuéllar; Gabriel (Willião Arão), Mancuello (Marcelo Cirino) e Everton; Guerrero (Felipe Vizeu). Técnico: Muricy Ramalho.

América Mineiro: João Ricardo; Jonas, Alison, Sueliton e Danilo; Pablo, Leandro Guerreiro (Ernandes), Osman (Victor Rangel) e Tony; Rafael Bastos e Bruno Sávio (Tiago Luis). Técnico: Givanildo Oliveira.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

CAMPEONATO CARIOCA 2016 – 1ª FASE – 4ª RODADA – VASCO X FLAMENGO


Vasco 1 x 0 Flamengo – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)

Com gol de Rafael Vaz no apagar das luzes, Vasco vence o Flamengo por 1 a 0 no primeiro clássico do ano e mantém os 100% de aproveitamento no Carioca.

Tecnicamente falando, Vasco e Flamengo fizeram um duelo de baixo nível em São Januário. Só de faltas foram mais de 40, o que tornou o jogo muito picotado e sem dinâmica. Contudo, deve-se ressaltar que nesse cenário pobre em refino e com infrações seguidas, foi o Vasco quem sempre buscou construir as jogadas ofensivas. E uma vez mais, o camisa dez cruz-maltino Nenê foi o dono do jogo.

No primeiro tempo, Nenê driblou, passou, sofreu falta, recuou para iniciar tramas (auxiliando um participativo Andrezinho), bateu córner que Jomar quase transformou em gol de cabeça (aos 33) e se infiltrou obrigando o arqueiro Paulo Victor a boa saída (aos 37). Após o intervalo, o ritmo do craque vascaíno não diminuiu. Cobrança de falta no travessão (aos 10), quase um golaço olímpico (aos 22), finalização de dentro da área para nova defesa segura de Paulo Victor (aos 40) e, por fim, já nos acréscimos, Nenê alçou na área a bola que Rodrigo desviou e Rafael Vaz completou em gol para dar a vitória ao Vasco. Em suma, Nenê participou diretamente de todos os seis “melhores momentos” cruz-maltinos na partida.

E o Flamengo? Pois bem, o Flamengo foi péssimo defensivamente e ainda pior ofensivamente. Atrás, Juan deu pixotadas dignas de beque da roça, Márcio Araújo não encontrou Nenê em momento algum e a retaguarda inteira falhou no lance do gol vascaíno. À frente, o lado direito com o trio Arão-Rodinei-Cirino, o ponto forte do Fla neste início de ano, nada produziu, enquanto Guerrero apenas cometeu faltas e ficou em impedimento (uma vez mais o peruano perdeu o duelo com o zagueiro vascaíno Rodrigo). Sheik, por sua vez, somente se esforçou, e Mancuello ficou refém dos constantes chutões para frente do time. O resultado: o Flamengo passou 90 minutos mais acréscimos sem exigir sequer uma defesa do goleiro Martín Silva.

E assim, com os méritos de se adaptar a um jogo picotado onde a bola mais parou do que correu, e de controlar qualquer tentativa de escapada do adversário, o Vasco saiu de campo vitorioso em seu primeiro grande jogo em 2016.

Vasco: Martín Silva; Madson, Jomar (Rafael Vaz), Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Eder Luis) e Riascos (Thalles). Técnico: Jorginho.

Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão e Mancuello; Marcelo Cirino (Everton), Emerson Sheik e Guerrero. Técnico: Muricy Ramalho.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CAMPEONATO CARIOCA 2016 – 1ª FASE – 3ª RODADA – BOTAFOGO X MACAÉ


Botafogo 1 x 0 Macaé – Los Larios, Xerém (RJ)

Gol de pênalti de Gervasio Nuñez garante vitória sobre o Macaé e 100% do Botafogo no Carioca.

Longe de ser uma equipe que prima pela técnica apurada, o Botafogo apostou na intensidade para superar o Macaé. Com muita movimentação na frente, o Alvinegro realizou uma primeira etapa de interessante dinâmica ofensiva. Gegê apareceu centralizado para sofrer o pênalti que Nuñez converteu logo aos 3 minutos, abriu pela esquerda para cruzar bola que o mesmo Nuñez, aos 11, mandou para fora de peixinho, e ainda soltou um petardo no travessão, aos 33. Falando em Nuñez, o argentino alternou aparições na grande área, tramas pela direita e trocas de posição com seu compatriota Lizio, que também se movimentava sem parar, inclusive recuando para a intermediária. Fechando o quarteto ofensivo alvinegro, o centroavante Ribamar arriscou jogadas de pivô e arrancadas como a que obrigou Willian Alves a ótima defesa, aos 35.

Enquanto teve fôlego para manter a movimentação intensa, o Botafogo, se não massacrava o Macaé, pelo menos era quem conseguia construir tramas ofensivas. Ocorreu que o gás alvinegro começou a acabar, e aí foi a vez do goleirão Jefferson aparecer. Ainda no finzinho do primeiro tempo, o arqueiro saiu como um felino e evitou que Bruno Luiz igualasse o escore. O lance deu vida ao Macaé, que voltou para a etapa final cheio de ímpeto, exigiu mais uma defesa de Jefferson – em finalização de Matheus Cambuci, aos 8 –, e chegou até a acertar a trave com Marquinho, aos 15. Sem a intensidade ofensiva de antes, o Bota precisou se apoiar em uma força defensiva que não tinha, pois os volantes Rodrigo Lindoso e Fernandes não mostraram pegada, os zagueiros Renan Fonseca e Emerson esbanjaram erros técnicos e táticos e o conjunto todo cometeu muitas faltas (29).

Para alívio dos torcedores botafoguenses, o Macaé do sempre ativo Pipico não tem poderio técnico e físico para impor uma pressão duradoura e eficiente. Assim, com o passar dos minutos, o Bota se viu em melhores lençóis e, já pra lá dos 40, ainda esteve perto de ampliar o escore em dois avanços do lateral esquerdo Diogo Barbosa.

Botafogo: Jefferson; Luis Ricardo, Renan Fonseca, Emerson e Diogo Barbosa; Airton (Fernandes), Rodrigo Lindoso, Gervasio Nuñez (Leandro) e Gegê; Lizio (Luis Henrique) e Ribamar. Técnico: Ricardo Gomes.

Macaé: Willian; Gedeílson, Matheus Cambuci, Thiago Cardoso e Dieguinho; Dos Santos, Wagner Carioca (Evandro) e Luís Mário; Marquinho, Pipico e Bruno Luiz. Técnico: Toninho Andrade.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

CAMPEONATO CARIOCA 2016 – 1ª FASE – 2ª RODADA – MACAÉ X FLAMENGO


Macaé 0 x 2 Flamengo – Moacyrzão, Macaé (RJ)

Com gols de Wallace e Marcelo Cirino, Flamengo bate Macaé por 2 a 0 e chega a sua primeira vitória do Carioca.

A etapa inicial no Moacyrzão teve a mesma cara do primeiro ao último minuto. O Flamengo valorizava a posse da bola à espera de uma brecha na retaguarda do Macaé, que apostava todas suas fichas em uma escapada dos salientes Pipico e Marquinho. Os passes que o Rubro-Negro trocava chegavam, invariavelmente, aos pés do intenso lateral-direito Rodinei, principal arma ofensiva da equipe, que, aos 14, cruzou rasteiro para Marcelo Cirino quase marcar de letra. Apesar de bastante acionado, Rodinei, não era o único responsável por levar perigo à defesa macaense. Quem também estava ligadíssimo no jogo era Emerson Sheik, que, aos 32, obrigou o arqueiro Willian a grande defesa e, aos 40, deu linda assistência para Guerrero anotar um gol bem anulado por impedimento. Somente aos 44 que o domínio flamenguista tornou-se vantagem no placar, quando os zagueiros Wallace e Juan trocaram passes na área rival e o contestado capitão abriu o escore.

Se no primeiro tempo o Macaé optou por uma marcação bem recuada que permitiu ao Flamengo realizar a transição defesa-ataque com passes pelo chão, após o intervalo a estratégia dos anfitriões foi outra: marcar o Flamengo em seu próprio campo. Um pouco desconfortável com a situação, o Rubro-Negro já não conseguia mais exibir o mesmo domínio territorial e de posse de bola de antes, de forma que o embate, agora, apresentava-se mais equilibrado. Ocorre que as limitações técnicas do Macaé são muito mais avantajadas do que as do Flamengo. Por isso, enquanto a meta flamenguista pouco foi ameaçada, a macaense viu-se em perigo aos 8, em desvio de Guerrero, e voltou a ser vazada aos 29: o lateral-esquerdo Jorge fez jogada espetacular – pela direita! – e cruzou na cabeça de Marcelo Cirino, que não perdoou. Dois a zero Mengo.

Com pouco mais de 15 minutos por jogar, o Flamengo tirou completamente o pé do acelerador e chamou o Macaé para cima, postura que exigiu duas belas defesas de Paulo Victor, em arremates de Dieguinho e Wagner Carioca, antes da chegada do apito final.

Macaé: Willian; Gedeílson, Kleber (Matheus Cambuci), Thiago Cardoso e Ebert (Dieguinho); Dos Santos, Wagner Carioca e Luís Mário; Marquinho, Marques (Bruno Luiz) e Pipico. Técnico: Toninho Andrade.

Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão e Alan Patrick (Everton); Marcelo Cirino (Gabriel), Emerson Sheik e Guerrero. Técnico: Muricy Ramalho.

domingo, 31 de janeiro de 2016

CAMPEONATO CARIOCA 2016 – 1ª FASE – 1ª RODADA – VASCO X MADUREIRA


Vasco 4 x 1 Madureira – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)

Comandado por Nenê e com dois gols de Riascos, Vasco goleia Madureira por 4 a 1 e começa com o pé direito a busca pelo Bi do Carioca.

Os cinco ou seis sóis que pairavam sobre São Januário quando se deu o apito inicial não impediram que os jogadores começassem o embate a todo o vapor. Logo aos 7, Nenê foi acionado pela direita e colocou a redonda com mel e açúcar na cabeça de Riascos, que fez um a zero Vasco. Pouco depois, aos 16 para ser mais exato, Leandro Chaves cobrou bola parada com precisão na área vascaína e o zagueiro Daniel subiu alto para deixar tudo igual. O gol de empate encheu o Madureira de confiança e o time chegou a esboçar um domínio territorial, algo que só seria rechaçado pelo Vasco na parte final da equilibrada primeira etapa.

Tivesse Jorge Henrique maior poder de finalização e uma estupenda assistência de Nenê, aos 37, poderia ter levado o Vasco com a vitória parcial para o intervalo. Para a alegria do torcedor cruz-maltino, porém, o segundo tempo não tardou a ver o Vasco voltar à frente: aos 2, Andrezinho, de cabeça/ombro, fez 2 a 1. Diante da vantagem no escore, do calor escaldante, da preparação física precária e da escalação de Andrezinho e Julio dos Santos como volantes, era a hora de o Vasco, enfim, colocar a bola no chão e trocar passes. No entanto, como vinha fazendo desde o apito inicial, o Cruz-Maltino seguiu recorrendo aos chutões e às ligações diretas na busca pelo ataque.

Por meia hora, o Vasco viu o Madureira lutar contra as próprias limitações e se abrir na busca pelo empate, mas, mesmo assim, foi incapaz de tramar conjuntamente um contra-golpe decisivo. Assim estratégia foi, uma vez mais, apelar para a categoria de Nenê. Nos 15minutos finais, o camisa 10 da Colina bateu córner na trave, cruzou bola na cabeça de Rodrigo, converteu pênalti cavado por Madson e, já nos acréscimos, iniciou a trama que terminou com Eder Luis rolando para Riascos fechar o placar em 4 a 1. O Vasco poderia ter valorizado mais a posse de bola e exercido um maior domínio sobre o Madureira. Não o fez, é verdade, mas Nenê esteve lá para garantir a goleada.

Vasco: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar (Bruno Gallo); Julio dos Santos, MatheusVidal (Yago Pikachu), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Eder Luis) e Riascos. Técnico: Jorginho.

Madureira: Rafael; Filippe Formiga, Daniel, Jorge Fellipe e Ernani; Éverton e Ryan (Carlos Júnior); Geovane Maranhão, Leandro Chaves e Arthur Faria; João Carlos (Gerley). Técnico: Alfredo Sampaio.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

LIGA SUL-MINAS-RIO 2016 – FASE DE GRUPOS – ATLÉTICO MINEIRO X FLAMENGO


Atlético Mineiro 0 x 2 Flamengo – Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Guerrero espanta a zica, vai duas vezes às redes e Flamengo bate Atlético Mineiro na estreia da Sul-Minas-Rio.

A primeira meia hora atleticana no Mineirão só não mereceu nota 10 porque o time foi incapaz de converter em gols a enorme superioridade apresentada diante de um Flamengo demasiadamente acuado e que só sabia dar chutões para frente. Comandado pelo inspirado Dátolo, o Galo tomou conta da partida chegando a construir quatro claras oportunidades de sair na frente do escore. O zagueiro Tiago carimbou o travessão de cabeça no primeiro minuto, Giovanni Augusto finalizou fraco um contra-golpe de manual, Dátolo arriscou perigoso arremate de fora da área e, por fim, Giovanni Augusto exigiu rápida reação do arqueiro rubro-negro Paulo Victor.

Os últimos minutos da etapa inicial deram indícios de que o Atlético não conseguiria manter tamanha intensidade após o intervalo e que o Flamengo conseguiria afrouxar a corda do pescoço. No entanto, o que se viu no segundo tempo foi bem mais do que um Flamengo aliviado: foi um Flamengo a todo vapor, com uma pesada marcação na meia-cancha e um bom toque de bola. Antes reféns da recuada postura rubro-negra, Everton e Willian Arão deram as caras nas ações ofensivas e, consequentemente, Sheik e Guerrero começaram a ser acionados.

O resultado do crescimento do Fla tornou-se evidente entre os minutos 15 e 22, quando o time criou uma chance de gol atrás da outra. Everton, que já obrigara Victor a grande defesa, infiltrou voando pela esquerda para cruzar uma bola que perigosamente atravessou toda a área mineira; Guerrero recebeu de Arão pela direita e bateu cruzado para fora; Marcelo Cirino entrou no jogo com tudo e disparou bom chute longo. Aos 22, o maduro gol rubro-negro, enfim, saiu: Guerrero tramou potente contra-ataque com Cirino e finalizou com precisão para fazer 1 a 0.

Nos minutos seguintes, Diego Aguirre realizou três alterações no meio-campo atleticano, mas estas foram incapazes de fazer o time retomar o ímpeto da primeira meia hora. No apagar das luzes, em mais um contra-golpe, desta vez com direito a assistência de peito de Sheik, Guerrero voltou a ser preciso e fechou o placar do grande triunfo flamenguista em 2 a 0.

Atlético Mineiro: Victor; Marcos Rocha, Léo Silva, Tiago e Douglas Santos; Leandro Donizete (Dodô) e Rafael Carioca; Patric, Dátolo (Pablo) e Giovanni Augusto (Lucas Cândido); Pratto. Técnico: Diego Aguirre.

Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão, Everton (Chiquinho) e Gabriel (Marcelo Cirino); Emerson Sheik (Canteros) e Guerrero. Técnico: Muricy Ramalho.

domingo, 20 de dezembro de 2015

MUNDIAL INTERCLUBES 2015 – FINAL – BARCELONA X RIVER PLATE


Barcelona 3 x 0 River Plate – Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama (Japão)

Comandado por trio Messi-Suarez-Neymar, Barcelona passa fácil pelo River Plate e conquista o Mundial Interclubes pela terceira vez nos últimos seis anos.

Deixar o Barcelona desconfortável em campo. Esta foi a estratégia adotada pelo River Plate na tentativa de equilibrar um confronto que as escalações no papel insistiam em fazer pender para o lado espanhol. O meio para colocar esta estratégia em ação? Picar o jogo com faltas em sequência, algo que o Barcelona não está nem um pouco acostumado. Para se ter uma ideia, enquanto o time que comete mais faltas por jogo no Campeonato Espanhol é o Espanyol, com uma média de 19 infrações por partida, o River Plate já havia cometido 15 faltas com pouco mais de 30 minutos.

Enquanto uns vão chamar o que o River Plate praticava de anti-futebol, outros vão defender que os times mais frágeis tecnicamente devem buscar os recursos ao seu alcance na luta pela vitória. E o fato é que durante meia hora, fora uma finalização do Messi muito bem defendida pelo Barovero, aos 10, o Barcelona se viu encaixotado e pouco conseguiu produzir. Até que, aos 35, a casa argentina caiu: de Neymar para Messi para Daniel Alves para Neymar para Messi para o fundo do gol.

O River Plate sentiu tanto o gol que nem mesmo o intervalo serviu para que o time retomasse a intensidade inicial. E para piorar a vida dos argentinos, uma incipiente tentativa de sair para o jogo foi respondida com uma avalanche catalã. Aos 3, Busquets lançou maravilhosamente Suárez, que fez 2 a 0. Dois que só não viraram três antes mesmo do minuto 15 porque Messi não estava em um dia calibrado e desperdiçou três chances seguidas. Mais certeiro, Suárez não bobeou e, aos 22, transformou assistência açucarada de Neymar em mais um tento. Três a zero.

Moribundo mas ainda lutador, o River Plate não desistiu de buscar o gol de honra, o que quase conseguiu em cabeçada do Alario, aos 31, e arremate de Martínez, aos 38, ambos parados em defesaças de Bravo. Enquanto isso, o Barcelona, já em ritmo de treino de luxo, trocava passes à espera do apito final, que chegou para confirmar mais um caneco para o clube mais vitorioso do século XXI.

Barcelona: Bravo; Daniel Alves, Piqué, Mascherano (Vermaelen) e Jordi Alba; Busquets, Rakitic (Sergi Roberto) e Iniesta; Messi, Neymar (Mathieu) e Suárez. Técnico: Luis Henrique.

River Plate: Barovero; Mercado, Maidana, Balanta e Vangioni; Ponzio (Lucho González), Kranevitter, Carlos Sánchez e Viudez (Driussi); Rodrigo Mora (Martínez) e Alario. Técnico: Marcelo Gallardo.

sábado, 12 de dezembro de 2015

RESPOSTA A TIAGO LEIFERT


Caro Tiago Leifert,

As palavras que se seguem são uma resposta à coluna de sua autoria recém-publicada no site GQ (11/12/2015). Muito provavelmente você jamais terá conhecimento do que escreverei nas próximas linhas, mas confesso que guardar o que eu pensava a respeito dos seus argumentos estava me trazendo sintomas fisiológicos desagradáveis.

Tantos foram os vespeiros em que você se meteu para expressar seu medonho argumento de que o futebol é pura e simplesmente negócio – ou business, se você preferir uma linguagem mais pomposa, e tenho certeza que vai – que passar por todos eles com o cuidado necessário exigiria, no mínimo, uma tese de doutorado. Prometo, porém, tentar ser breve sem ser muito superficial.

O primeiro ponto de fragilidade de seu argumento é baseá-lo na crença de que os torcedores são apenas de dois tipos, que você chamou de “xiita” e “modinha”. Será mesmo que, por exemplo, os não sei quantos milhões de flamenguistas espalhados pelo Brasil são ou “xiitas” ou “modinhas” e só? Cadê o torcedor que odeia os novos telões mas gasta aos montes colecionando camisas oficiais de seu clube? Ou aquele que deixa de ir no aniversário da filha para ir ao estádio mas faz questão de um banheiro limpo? Que solidez pode ter um argumento que se baseia nos extremos e esquece a maioria?

Depois de ter começado mal, caro Leifert, as coisas se tornam ainda piores com sua afirmação de que quem sustenta o clube é o que você chamou de “modinha”. O que você esquece é que se hoje existem, por exemplo, os tais “modinhas” indo à Arena Corinthians – você prefere falar Arena do que Itaquerão, certo? –, isso se deve aos fiéis corintianos que se multiplicaram nos anos 50, 60 e 70, quando o time não ganhava nada e quem estava “na moda” era o Santos de Pelé. Foram os corintianos que sofreram 23 anos sem comemorar um título que sustentaram simbolicamente a grandeza do clube para que, hoje, os que você chamou de “modinhas” queiram gastar dinheiro para comprar uma camisa onde se lê “Bando de Loucos”. Sem os fiéis não há os “modinhas”.

Para comprovar seu argumento de que são os “modinhas” que sustentam os clubes, você nos diz que é só olhar o Barcelona para constatar que só há turistas nos Camp Nou. Caro Leifert, não sei se você deveria ter mais vergonha de fazer uma afirmação dessas ou de acreditar, como transparece em sua coluna, que foram os smartphones e seus usuários que levaram a civilização aos estádios. É inegável que desde Ronaldinho Gaúcho e principalmente por causa do Messi o Barcelona tornou-se um clube admirado em todos os continentes. No entanto, não precisa ser um cientista social para compreender o quanto o ato de torcer para o Barcelona significa na construção da identidade catalã. Você diz que o Camp Nou está sempre lotado com 100 mil turistas e eu te pergunto: será que são mesmo turistas os que sempre gritam pela independência da Catalunha aos 17min14s de cada jogo, em referência ao ano de 1714, um marco na história do movimento separatista? Não faz muito tempo o Barcelona foi multado por seus torcedores terem vaiado o hino espanhol no Camp Nou. Seriam esses turistas?

Por fim, até porque já me alonguei bastante, gostaria de lhe dizer que, diferente do que você pensa, ninguém precisa ser ensinado a torcer pelo marketing do clube. Não existe modo certo ou errado de torcer, e a graça, caro Leifert, é justamente essa. Aprendemos a torcer vivendo, e não lendo um manual, muito menos um manual escrito por um profissional de marketing com os mesmos argumentos que os que você possui.

Nos mesmos minutos em que meu time jogava a final de um campeonato, eu fazia prova de vestibular para cursar Jornalismo e realizar meu sonho de trabalhar com esportes. Poucos sabem o que é tentar fazer uma prova com a cabeça no Maracanã. Os fogos pipocavam fora da sala. Seriam os torcedores do meu time comemorando ou os rivais debochando? E não é que um espírito de porco apareceu na porta da sala para avisar que os adversários tinham aberto o placar? O mais cruel de tudo foi que enquanto todo mundo bradava ser impossível conseguir comprar um ingresso para o Maracanã, um amigo meu havia sido sorteado com três e me oferecera um de graça. A prova não me deixou ir.


Faltavam dez questões de umas 90 quando eu resolvi “chutar o balde”, “chutar as questões” e correr para o bar mais próximo. Cheguei à frente da televisão ainda meio sem norte e perguntando como estava o panorama. O resultado parcial de empate não era favorável, mas o gol, que acabaria por ser o do título, não tardou a sair. Quando vi a bola tocando na rede saí pulando e movendo partes do corpo que eu nem sabia que se moviam. Acho que eu gritava também, não lembro. Também não lembro se distribuí alguns abraços. Mas lembro que depois de muito saltar, sentei no meio-fio e chorei pela primeira vez com o meu clube. Aqueles segundos de pulos, gritos (?), abraços (?) e choro, caro Leifert, não se ensinam. Eles não são “business”...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

PRÊMIO FUTEBOLA BRASILEIRÃO 2015



FUTEBOLA DE OURO: Renato Augusto (Corinthians)
FUTEBOLA DE PRATA: Jadson (Corinthians)
FUTEBOLA DE BRONZE: Elias (Corinthians)

SELEÇÃO FUTEBOLA BRASILEIRÃO 2015

GOLEIRO – Cássio (Corinthians)
Seria um exagero dizer que Cássio agarrou em 2015 a mesma monstruosidade que havia agarrado em 2012. No entanto, mais seguro e experiente do que nunca, Cássio passou muita confiança aos seus companheiros e tem uma enorme parcela não apenas no fato de o Corinthians ter acabado a competição como a defesa menos vazada, mas na própria conquista do título. A volta à Seleção Brasileira é uma recompensa merecidíssima pelo grande campeonato feito por Cássio.

LATERAL-DIREITO – Fagner (Corinthians)
Uma contusão na reta final fez com que Fagner jogasse apenas 26 partidas no Brasileiro de 2015, muito menos, por exemplo, do que as 35 que havia jogado em 2014. A questão é que, mesmo assim, nenhum lateral no Brasil foi tão completo e eficiente como o corintiano. Mesclando posicionamento defensivo e poder de marcação com bom passe e potência para apoiar pelo flanco, Fagner é capaz de atacar sem deixar buracos e de defender sem deixar de ser opção na frente. E isso tudo ele mostrou no Brasileirão de 2015.

ZAGUEIRO – Gil (Corinthians)
Gil é, de longe, o melhor zagueiro do futebol brasileiro. E não é de hoje, basta ver que esta é a terceira aparição seguida de Gil na Seleção FUTEBOLA. Duro sem ser faltoso (comete uma média de menos de uma infração por partida), vigoroso sem ser lento, sólido pelo alto e firme por baixo, o zagueiro ainda prima por uma regularidade invejável – dos últimos 114 jogos do Corinthians em Brasileiros, Gil esteve em campo em 104. Já passou da hora de ganhar oportunidades como titular da Seleção Brasileira.

ZAGUEIRO – Jemerson (Atlético Mineiro)
Assim como Gil, Jemerson também é quarto-zagueiro. No entanto, como seria um crime inafiançável deixar qualquer um dos dois fora da Seleção FUTEBOLA, o corintiano, mais experiente, foi deslocado para beque-central para que o atleticano pudesse esbanjar toda sua potência em sua posição. Aos 23 anos, Jemerson ainda precisa receber um acabamento final, algo que deve ser visto positivamente, pois, mesmo sem estar pronto, é um zagueiraço pelo alto e um zagueirão por baixo. E ainda arruma tempo para subir ao ataque e fazer uns golzinhos.

LATERAL-ESQUERDO – Douglas Santos (Atlético Mineiro)
Em um campeonato no qual os laterais-esquerdo que mais se destacaram foram os jovens (como o santista Zeca e o flamenguista Jorge), nenhum foi tão constante como o atleticano Douglas Santos. Do início ao fim da competição, Douglas Santos mostrou um futebol sério de muita velocidade para atacar, disposição para marcar e sobriedade para passar. Uma contratação certeira do Galo que tem tudo para figurar entre os melhores da posição por anos a fio.

VOLANTE – Rafael Carioca (Atlético Mineiro)
Nos melhores momentos do Atlético Mineiro no campeonato, impressionou a capacidade do volante Rafael Carioca para distribuir passes, fazer circular a redonda e iniciar tramas ofensivas de seu próprio campo. Não à toa foi o jogador que mais acertou passes em todo o campeonato (sem sequer se aproximar da lista dos que mais erraram). E em sua fase mais confiante, o volante ainda aparecia no ataque para arriscar chutes longos. A prova – mais uma – de que volante bom é volante bom de bola.

VOLANTE – Elias (Corinthians) – PRÊMIO FUTEBOLA DE BRONZE
As merecidas convocações para a Seleção Brasileira (misturadas à incompetência dos que organizam o calendário) permitiram que Elias jogasse apenas 24 partidas neste Brasileirão. E foi mais do que o suficiente para que o volante corintiano mostrasse seu futebol intenso, vertical e letal. Não existe sequer uma equipe no Brasil taticamente capaz de bloquear as investidas avassaladoras de Elias, que com cinco gols e sete assistências (números assombrosos para um volante) foi um dos protagonistas da conquista corintiana.

VOLANTE – Renato Augusto (Corinthians) – PRÊMIO FUTEBOLA DE OURO
Renato Augusto de volante? Isso mesmo, foi como um volante pela esquerda que Renato Augusto esbanjou todo o repertório que lhe consagrou como o melhor jogador do Brasileirão de 2015. Mesclando passes curtos certeiros com inteligência tática, Renato Augusto se movimentou pela faixa central, investiu pelos flancos, adentrou a área rival, passou curto, passou longo... Em síntense: ditou o ritmo do Corinthians e comandou tecnicamente aquela que foi incontestavelmente a melhor equipe do Brasileirão. O bom retorno à Seleção Brasileira tem tudo para se solidificar.

MEIA – Jadson (Corinthians) – PRÊMIO FUTEBOLA DE PRATA
Os números são de grande valia para se entender como Jadson chegou ao posto de segundo melhor jogador do Brasileirão. Dos 71 gols corintianos no Brasileiro, 25 saíram se seus pés – foram 13 gols e 12 assistências. E não é só. Some-se a isso o fato de o meia terminar o torneio entre os top 6 das seguintes estatísticas: assistências (1º colocado), passes para finalização (1º), cruzamentos certos (2º), gols marcados (3º), passes certos (5º) e finalizações certas (6º). Sem dúvidas Jadson foi o grande responsável pelo Timão ter tido o melhor ataque do torneio.

 ATACANTE – Luan (Grêmio)
Se o Vasco tivesse conseguido a façanha de escapar da degola, o meia cruz-maltino Nenê poderia estar presente na Seleção FUTEBOLA. Se a comissão técnica do Santos não tivesse sido incompetente a ponto de adotar a preguiçosa estratégia de poupar todo o time na reta final do Brasileiro, o meia praiano Lucas Lima poderia estar presente na Seleção FUTEBOLA. Porém, o ágil, impetuoso, inteligente e dinâmico gremista Luan não tem nada a ver com o erro dos outros, e com atuações ainda melhores do que as do ótimo ano de 2014 merece estar presente no melhor onze do Brasileirão.

ATACANTE – Ricardo Oliveira (Santos)
Um bom homem de área é capaz de transformar as melhores qualidades de seus companheiros em gols. Foi exatamente isso que fez Ricardo Oliveira nos grandes momentos que o Santos viveu no Brasileirão, quando recebeu de peito aberto a categoria de Lucas Lima, a impetuosidade de Gabigol e a agilidade de Marquinhos Gabriel e converteu tudo isso em bola na rede. No total foram 20 gols, números que garantiram a artilharia do torneio, seu retorno à Seleção Brasileira e sua vaga na Seleção FUTEBOLA.

TÉCNICO – Tite (Corinthians)
Tite merece elogios pela montagem tática do grande campeão brasileiro de 2015, mas o maior mérito do treinador corintiano foi o de fazer sua render tecnicamente o melhor que poderia por um tempo longo o bastante para garantir o caneco com sobras. Cássio voltou a ostentar uma segurança que não tinha há três anos. Gil e Fagner mantiveram a impressionante regularidade dos últimos torneios. Os jovens Felipe, Guilherme Arana e Malcom amadureceram uma década em 2015. Ralf e Vagner Love ressuscitaram. Elias, Jadson e Renato Augusto jogaram bem próximo do muito que sabem. Tite foi grande por extrair toda a técnica que seus comandados poderiam dar no momento.



domingo, 6 de dezembro de 2015

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015 – 38ª RODADA – CORITIBA X VASCO


Coritiba 0 x 0 Vasco – Couto Pereira, Curitiba (PR)

Vasco não supera Coritiba (e de nada adiantaria superar) e retorna à Segundona do Brasileirão um ano após o acesso.

Pode parecer estranho, mas a vitória do Coritiba na última rodada, diante dos reservas do Palmeiras, de certa forma tornou a vida do Vasco um pouco mais fácil no Couto Pereira. Já sem a necessidade de vencer a qualquer custo, o Coritiba entrou em campo sem a faca entre os dentes e deixou que o Vasco decidisse qual deveria ser o ritmo do confronto. E o que decidiu o Vasco? Pois bem, receoso em repetir a postura dos seus últimos jogos, quando iniciou de forma intensa e cansou em demasia na etapa final, o Cruz-Maltino não se lançou ao ataque desde cedo.

Desta forma, com um Coritiba sem a mínima vontade de se envolver em um jogo quente e um Vasco guardando gasolina para não deixar o carro morrer no meio da estrada, o primeiro tempo foi escasso em chances de gols. Fora uma escapada do alvinegro Nenê bem neutralizada pelo goleiro Wilson e um arremate torto do alviverde Henrique, os torcedores, de ambos os lados, passaram os primeiros 45 minutos mais preocupados com o que faziam Avaí e Figueirense do que com o que se desenrolava no Couto Pereira.

Veio a segunda etapa e o Vasco realmente voltou mais ligado e adiantado, encurralando o Coritiba em seu próprio campo. A questão foi que sem a precisão nos passes de Andrezinho, suspenso, e com Nenê surpreendentemente cometendo erros em sequência, os cruz-maltinos não conseguiam superar nem o gramado molhado nem a retaguarda alviverde. E para piorar, o Figueirense vencia o Fluminense, resultado que, por si só, degolaria o Vasco.

Aos 22, o espigado Leandrão entrou no lugar do volante Bruno Gallo, mas a limitação técnica vascaína era tamanha que o time não conseguia sequer alçar a bola na área curitibana. E foi num cenário de chutão para cá e chutão para lá que, logo depois da expulsão de Jorge Henrique por chutar água em um gandula, chegou o apito final para decretar o empate sem gols e mais um rebaixamento na história vascaína. O terceiro desde 2008. A história do Gigante da Colina nunca esteve tão manchada...

Coritiba: Wilson; Leandro Silva, Walisson Maia, Juninho e Carlinhos; Luís Cáceres (Ícaro), Alan Santos (Rafael Marques), Negueba e Juan (Thiago Lopes); Kléber e Henrique Almeida. Técnico: Pachquinho.

Vasco: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho (Mateus Vital), Serginho, Bruno Gallo (Leandrão) e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Rafael Silva). Técnico: Jorginho.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

COPA DO BRASIL 2015 – FINAL – PALMEIRAS X SANTOS


Palmeiras 2 (4) x (3) 1 Santos – Allianz Parque, São Paulo (SP)

Em decisão de alta voltagem, Palmeiras bate Santos no tempo normal e nos pênaltis e conquista a Copa do Brasil pela terceira vez em sua história.

Com apenas 11 míseros segundos Gabriel Jesus recebeu de Lucas Barrios e desperdiçou uma chance incrível de fazer o pulsante Allianz Parque tremer ainda mais. Chutão na bola para cá, chutão na bola para lá, falta daqui, falta acolá e, aos 7, o santista Victor Ferraz mandou na trave a oportunidade de esfriar a turbilhonante torcida alviverde.

O passar do tempo fez com que o número de faltas diminuísse – foram 10 apenas nos primeiros 15 minutos – e o equilíbrio inicial desse lugar à pressão palmeirense. Comandado por um Barrios inteligente tanto para fazer o pivô como para se posicionar entre os defensores, o Palmeiras viveu seus melhores momentos na partida entre os minutos 15 e 35, período em que Dudu esteve perto de marcar por duas vezes e Barrios só não o fez porque Vanderlei salvou sua cabeçada de forma magnífica.

A etapa inicial terminou com o Palmeiras perdendo potência e um exagero de bolas rifadas por ambos os lados. Indiscutivelmente a partida se mostrava mais tensa e pegada do que bem jogada. No entanto, aos 11 minutos do segundo tempo, veio o lance mais refinado do embate. E que lance! De Robinho para Barrios para Robinho para Dudu para o fundo das redes. Um a zero Palmeiras.

Ato contínuo o Alviverde se posicionou para aproveitar os contra-ataques e deixou com os santistas a obrigação de tomar a iniciativa ofensiva. Porém, depois de mais de uma hora preferindo fazer cera e dar chutões para frente ao invés de explorar a categoria de seus avantes, o Santos não conseguiu se concentrar para trabalhar a redonda e tramar ofensivamente. E para piorar a vida praiana, Dudu, aos 39, voltou às redes após assistência de cabeça de Vitor Hugo.

A mesma bola parada que iniciou o tento que poderia dar o caneco aos palmeirenses originou o lance que o santista Ricardo Oliveira, aos 42, concluiu em gol para deixar o placar em 2 a 1 e mandar a decisão para os pênaltis. Aí, brilhou o goleiro palmeirense Fernando Prass, que converteu a última cobrança e garantiu a terceira Copa do Brasil da história alviverde.

Palmeiras: Fernando Prass; João Pedro (Lucas Taylor), Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca e Matheus Sales; Robinho, Dudu e Gabriel Jesus (Rafael Marques); Barrios (Cristaldo). Técnico: Marcelo Oliveira.

Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz (Werley), Gustavo Henrique e Zeca; Renato e Thiago Maia (Paulo Gustavo); Gabriel (Geuvânio), Lucas Lima e Marquinhos Gabriel; Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

domingo, 29 de novembro de 2015

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015 – 37ª RODADA – VASCO X SANTOS


Vasco 1 x 0 Santos – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)

Com gol de Nenê, Vasco bate Santos na Colina e segue vivo na luta para escapar do rebaixamento.

Não são poucos os torcedores que ficam mais tensos nos momentos que antecedem um jogo importante do que durante os 90 minutos de bola rolando. Pois os vascaínos que se incluem neste grupo sem dúvidas viveram uma hora de puro nervosismo com o adiamento do pontapé inicial devido à chuva torrencial que caía sobre o gramado de São Januário. Com a bola rolando, cruz-maltinos e santistas começaram com tudo e com menos de 10 minutos o centroavante praiano Nilson já havia obrigado Martín Silva a realizar dificílima defesa e o vascaíno Jorge Henrique já desperdiçara uma chance na cara do gol.

Com o passar do tempo, o Vasco conseguiu encaixar a marcação sobre Ledesma e Léo Cittadini, ganhou domínio do setor de meio-campo e passou a controlar as ações ofensivas. Os volantes Diguinho e Serginho avançavam, Riascos dava trabalho com sua potência desgovernada, Jorge Henrique buscava ser vertical e Nenê mesclava inteligência e categoria. Aos 36, Riascos tocou caprichosamente por cima de Vanderlei e a pelota passou perto. Aos 42, foi Nenê quem quase marcou. No lance seguinte, nasceu o maduro gol vascaíno: Vanderlei deu um carrinho imprudente na área, Nenê saltou (não se jogou, saltou) para não ser atingido e o juiz assinalou pênalti que o próprio Nenê converteu.

A vantagem de 1 a 0 fez com que o Vasco voltasse mais cauteloso para a segunda etapa. Tão cauteloso que, aos poucos, o Santos colocou a bola no chão e aproximou seus homens da meta defendida por Martín Silva. Já o Cruz-Maltino, encurralado e claramente cansado, começou a cometer faltas em excesso e aceitou o avanço adversário. Mesmo sem entrosamento e ímpeto, o Santos chegou a esboçar uma pressão entre os minutos 20 e 35, criando boas chances com Leandro e Geuvânio. Parecia que o fim de jogo seria tão eletrizante quanto o de semana passada, quando os vascaínos terminaram se defendendo com unhas, dentes e bicudas contra o Joinville, mas a verdade é que os suplentes santistas perderam as poucas forças com o aproximar do apito final e o Vasco segue vivo na sua árdua luta contra a degola.

Vasco: Martín Silva; Madson, Rodrigo, Rafael Vaz e Julio Cesar; Diguinho (Guiñazu), Serginho, Andrezinho (Bruno Gallo) e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Rafael Silva). Técnico: Jorginho.

Santos: Vanderlei; Daniel Guedes, Leonardo, Werley e Chiquinho; Leandrinho, Ledesma (Vitor Bueno) e Léo Cittadini (Lucas Otávio); Geuvânio, Marquinhos (Leandro) e Nilson. Técnico: Dorival Júnior.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

COPA DO BRASIL 2015 – FINAL – SANTOS X PALMEIRAS


Santos 1 x 0 Palmeiras – Vila Belmiro, Santos (SP)

Santos perde pênalti e gol sem goleiro mas bate Palmeiras por 1 a 0 e larga na frente na decisão da Copa do Brasil.

A soma da tensão natural de uma final com as picuinhas acumuladas dos outros embates entre santistas e palmeirenses neste ano de 2015 fez com que o primeiro jogo decisivo da Copa do Brasil fosse mais pegado do que bem jogado. No total, foram mais de 40 faltas, onze cartões amarelos, um vermelho e incontáveis trocas de intimidações. E no meio deste “pega pra capar” sem tamanho, houve um pouco de bom futebol. Todo ele por parte do Santos.

Com menos de dois minutos, o zagueiro Jackson desperdiçou de cabeça aquela que acabou por ser a única chance que o Palmeiras criou em toda a partida. A reposta santista foi rápida: aos 4, o nervoso Arouca segurou o nervoso Ricardo Oliveira na área e cometeu o pênalti que Gabriel cobrou na trave. A oportunidade desperdiçada não diminuiu o ímpeto praiano e, aos 13, Zeca arrematou forte para defesa de Fernando Prass.

O Palmeiras precisava arrumar uma maneira de quebrar o ritmo que o Santos impunha. Uma alternativa seria fazer a bola girar, mas o onze alviverde em campo primava mais pela velocidade do que pela capacidade de trocar passes. Assim, a estratégia foi a de picar o jogo, fazer muitas faltas e demorar para cobrar as outras tantas que o Santos cometia.

Durante mais de uma hora a estratégia palmeirense foi bem sucedida, pois com exceção de um desvio de Ricardo Oliveira que parou em grande defesa de Prass, aos 39 da etapa inicial, o Santos permaneceu a maior parte do tempo travado. No entanto, aos 32 do segundo tempo, quando o placar mudo parecia inalterável, Gabriel infiltrou pela direita e, cheio de categoria, fez um a zero para o Peixe.

O gol não apenas animou o Santos a ir ao ataque como tornou o jogo mais pegado, o que resultou na expulsão do alviverde Lucas, aos 44. Fim de papo? Que nada. Ainda houve tempo para Nilson aparecer livre na pequena área e chutar para fora aquele que seria o segundo gol praiano. Tamanha foi a pixotada que teve palmeirense mais feliz que santista após o apito final. Quarta que vem tem mais...

Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato e Thiago Maia (Nilson); Gabriel (Neto Berola), Lucas Lima e Marquinho Gabriel (Geuvânio); Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

Palmeiras: Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca e Matheus Sales (Amaral); Robinho, Dudu e Gabriel Jesus (Kelvin); Lucas Barrios (Rafael Marques). Técnico: Marcelo Oliveira.

domingo, 22 de novembro de 2015

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015 – 36ª RODADA – FLUMINENSE X AVAÍ


Fluminense 3 x 1 Avaí – Estádio Kléber Andrade, Cariacica (ES)

Com direito a golaço de Fred, Fluminense bate Avaí por 3 a 1 e elimina qualquer possibilidade de rebaixamento.

Os primeiros 30 minutos de jogo em Cariacica mostraram um Fluminense tranquilo e consciente. Com exceção de uma escapada avaiana pela direita, aos 9, o que se viu na primeira meia hora foi um Flu que buscou manter a bola no chão e apresentou grande precisão nos passes curtos. O resultado do domínio inicial tricolor veio aos 20, quando Gum subiu alto e, de cabeça, completou em gol um cruzamento de Higor Leite.

Sabe-se lá por decisão de quem, o Fluminense decidiu trocar o chip e a estratégia de manter a posse de bola deu lugar a de tentar contra-atacar. Se por 30 minutos o Flu havia segurado a pelota nos pés e posicionado seus meias e laterais no campo de ataque, agora a postura era recuada e a transição defesa-ataque realizada por chutões.

Graças à ótima atuação do núcleo defensivo tricolor, formado por Gum, Marlon e Pierre, e ao trabalho de recomposição de Gustavo Scarpa e Marcos Junior, o Avaí, tanto no final do primeiro tempo como no começo do segundo, não conseguiu assustar o goleiro Diego Cavalieri. No entanto, como Fred, isolado na frente, não ganhava pelo alto dos zagueiros catarinense, o Flu, assim como o Avaí, também passou um bom tempo sem criar oportunidades de gols.

Aos 17 da etapa final, Léo Gamalho entrou em campo e deu um pouco mais de potência ao ataque avaiano. Não fosse um corte de Wellington Silva, na pequena área, aos 24, e o centroavante poderia ter igualado o placar. Com o intuito de organizar o contra-golpe e evitar que o Flu fosse pressionado, Eduardo Baptista lançou mão de Osvaldo, aos 25. E acertou em cheio, pois, logo aos 29, o próprio Osvaldo surgiu na área para marcar o segundo gol tricolor.

O Avaí sentiu o gol sofrido, permitindo que o Fluminense voltasse não apenas a ter o controle do embate como chegasse ao terceiro. Aos 40, Fred tabelou com Wellington Paulista e, esbanjando categoria, encobriu o goleiro Vagner com suavidade. Era a confirmação da vitória tricolor, mas não do placar final, pois, aos 44, Léo Gamalho acertou um torpedo de fora da área e diminui o prejuízo avaiano. E no fim das contas, quem agradece é o Vasco...

Fluminense: Diego Cavalieri; Higor Leite, Gum, Marlon e Wellington Silva (Ayrton); Pierre e Jean (Osvaldo); Marcos Junior (Wellington Paulista), Cícero e Gustavo Scarpa; Fred. Técnico: Eduardo Baptista.

Avaí: Vagner; Nino Paraíba, Antônio Carlos, Emerson e Eltinho; Claudinei (Camacho), Renan, Pablo e Renan Oliveira (Rômulo); Anderson Lopes e André Lima (Léo Gamalho). Técnico: Raul Cabral.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015 – 35ª RODADA – VASCO X CORINTHIANS


Vasco 1 x 1 Corinthians – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)

Corinthians empata com Vasco em São Januário, conquista o sexto título brasileiro de sua história e complica de vez a vida do Cruz-Maltino na luta contra degola.

Se é verdade que há meses o Vasco entra em campo pressionado pela assustadora situação na tabela, é mais verdade ainda que diante do Corinthians a pressão seria ainda maior, devido às vitórias de Avaí, Coritiba e Figueirense na quarta-feira.

Toda esta tensão, é claro, refletiu na atuação do Vasco, mas o Corinthians entrou em campo tão disperso que os anfitriões, mesmo intranquilos, dominaram as ações ofensivas nos primeiros 30 minutos. Enquanto os corintianos erravam um passe atrás do outro e se viam presos na marcação de Diguinho e Serginho, os vascaínos acionavam Rafael Silva e Riascos e faziam o arqueiro Cássio trabalhar.

Somente nos últimos 15 minutos da etapa inicial, sob a batuta de Jadson e Renato Augusto, que o Corinthians conseguiu valorizar a posse de bola e finalizar com algum perigo contra a meta adversária. A pausa do intervalo, porém, fez bem ao Vasco, que voltou exibindo uma postura mais ativa e adiantada, até que, aos 16, o descontrolado zagueiro Rodrigo meteu o pé na cara de Malcom e acabou expulso.

Ocorreu que, de maneira surpreendente, o Vasco não baixou a guarda, seguiu lutando contra suas próprias limitações e, aos 26, acabou premiado quando Julio Cesar recebeu de Nenê – sempre ele – e fez um a zero. Pela situação da rodada e do jogo, este gol, caso fosse definitivo, poderia se tornar o mais importante do ano cruz-maltino. Porém, com pouco mais de 20 minutos por jogar, o Corinthians ligou as turbinas.

Com toda energia acumulada de quem até então parecia se poupar, o Timão se lançou à frente com tudo. Sempre pela direita, Edílson e Malcom deixavam a retaguarda vascaína em frangalhos e acionavam o atacante Lucca em sequência. Depois de desperdiçar duas chances de cabeça, Lucca, também de cuca, aos 36, tocou para Vagner Love decretar o empate.

Um empate que o Vasco segurou com unhas, dentes e chutões para frente, afinal um pontinho era melhor que nada. E assim, a sexta-feira começou com o Corinthians no céu e o Vasco um pouco mais perto do inferno.

Vasco: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho (Rafael Vaz), Serginho, Andrezinho e Nenê; Riascos (Eder Luis) e Rafael Silva (Jorge Henrique). Técnico: Jorginho.

Corinthians: Cássio; Edílson, Felipe, Gil e Guilherme Arana; Rafl (Bruno Henrique), Elias (Lucca) e Renato Augusto (Rodriguinho); Jadson, Malcom e Vagner Love. Técnico: Tite.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

ELIMINATÓRIAS SUL-AMERICANAS PARA A COPA DO MUNDO 2018 – 4ª RODADA – BRASIL X PERU



Brasil 3 x 0 Peru – Fonte Nova, Salvador (BA)

Willian e Douglas Costa jogam o fino e Brasil não encontra dificuldades para vencer o Peru por 3 a 0 e terminar o ano na zona de classificação para a Copa do Mundo de 2018.

Com apenas sete minutos de jogo, o centroavante Guerrero já havia sofrido três faltas e finalizado livre dentro da área, enquanto o volante Lobatón arriscado um perigoso arremate longo. Eram indícios fortes de que o Peru poderia estar em uma noite inspirada e que o Brasil não teria vida fácil na Fonte Nova. Ledo engano... Num piscar de olhos, o Brasil conseguiu colocar a bola no chão, respirar fundo, tomar as rédeas do jogo e se aproveitar a gigantesca fragilidade defensiva dos peruanos.

Na faixa central do campo, o Peru deu toda liberdade para Renato Augusto realizar a transição defesa-ataque e cometeu muitas faltas sobre Neymar, que, mesmo longe dos melhores dias, acabou responsável por amarelar três defensores rivais. Porém, o pífio papel desempenhado pela marcação peruana na meiúca não foi nada perto do que se viu no flanco esquerdo. Com pouca ou nenhuma ajuda dos companheiros, o lateral-esquerdo Yotún viveu o pior dos pesadelos diante de Willian, primeiro, e Douglas Costa, depois.

Até mais ou menos o décimo minuto da segunda etapa, o meia-direita brasileiro foi Willian. De longe o jogador mais acionado na criação ofensiva, Willian não decepcionou e comandou o ataque com dribles e passes, como o que resultou no gol de Douglas Costa, aos 21 do primeiro tempo. Quando Willian foi para o lado esquerdo, Yotún deve ter sentido um alívio. Coitado... Douglas Costa, que além do gol inaugural já havia acertado a trave em cobrança de falta, passou a cair pelo setor e deixou a retaguarda peruana em frangalhos.

Primeiro, aos 12, Douglas Costa, rodeado por quatro marcadores, rolou para Renato Augusto coroar sua bela atuação com um gol, o segundo brasileiro. Depois, aos 31, o avante do Bayern de Munique finalizou o lance em que Filipe Luís aproveitou o rebote para anotar o terceiro e fechar o escore. Até março, data do próximo compromisso da seleção, muitas águas vão rolar. No entanto, mesmo longe de ter sido brilhante, a atuação brasileira deixou uma sensação de semente plantada.

Brasil: Alisson; Daniel Alves, Gil, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo (Fernandinho), Elias e Renato Augusto; Willian (Oscar), Douglas Costa (Lucas Lima) e Neymar. Técnico: Dunga.

Peru: Penny; Advíncula, Zambrano, Ascues e Yotún; Tapia (Ballón) e Lobatón (Gonzáles); Hurtado (Reyna), Farfán e Cueva; Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca.

sábado, 14 de novembro de 2015

ELIMINATÓRIAS SUL-AMERICANAS PARA A COPA DO MUNDO 2018 – 3ª RODADA - ARGENTINA X BRASIL


Argentina 1 x 1 Brasil – Monumental de Nuñez, Buenos Aires (Argentina)

Brasil e Argentina empatam em jogo fraco tecnicamente e, após três rodadas, seguem fora da zona de classificação direta para a Copa do Mundo de 2018.

Uma vez mais a seleção brasileira mostrou-se um time muito longe da maturidade tática. No entanto, mais deprimente do que o primitivismo tático foi o desempenho técnico, tanto ofensivo quanto defensivo. Na retaguarda, Miranda esteve inseguro, Luiz Gustavo e Elias não foram sólidos à frente da área e Daniel Alves e Filipe Luís foram constantemente superados nos flancos. No entanto, o símbolo-mor da pífia atuação defensiva foi o zagueiro David Luiz.

Sempre que precisou estar colado no cangote do centroavante argentino Higuaín, David Luiz, avoado, esteve muitos passos atrás. Que nos diga o lance do gol de Lavezzi, que abriu o placar, aos 33 da primeira etapa, quando Higuaín se infiltrou livre para dar a assistência. Pelo alto, a apresentação do zagueiro brazuca foi ainda mais patética, com erros infantis como a marcação da bola em escanteios. Aos 40 da etapa final, com o jogo já empatado, Rojo quase deu a vitória à Argentina cabeceando uma bola que David Luiz não alcançara. E para completar o show de horrores que David Luiz proporcionou, veio o cartão vermelho em um lance no qual ele tinha a bola nos seus pés.

Ofensivamente, nada de jogadas trabalhadas, ultrapassagens pelos flancos, diagonais dos pontas, infiltrações dos volantes, paredes do centroavante... A estratégia era a de sobreviver de espasmos individuais, algo que ficou ainda mais complexo diante da falta de inspiração de Neymar, que começou muito isolado na esquerda e terminou sem conseguir ser incisivo pelo meio. Deu pena de Ricardo Oliveira no meio dos potentes zagueiros argentinos. Lucas Lima, preciso no gol de empate, aos 13 do segundo tempo, pouco passou verticalmente e menos lançou, enquanto Willian, um jogador dinâmico e categórico, acabou limitado a ciscar e marcar.

Nos últimos 30 minutos, com a Argentina muito aberta em busca da vitória, o Brasil teve espaços para encaixar um contra-golpe, mas as entradas de Renato Augusto e Douglas Costa não tornaram a equipe mais letal a ponto de conquistar a virada. E assim, na eterna questão sobre se vale mais ganhar ou jogar bem, o Brasil, uma vez mais, nem ganhou nem jogou bem.

Argentina: Romero; Roncaglia, Otamendi, Funes Mori e Rojo; Mascherano, Biglia e Banega (Lamela); Di Maria, Lavezzi (Gaitán) e Higuaín (Dybala). Técnico: Tata Martino.

Brasil: Alisson; Daniel Alves, Miranda, David Luiz e Filipe Luís; Elias e Luiz Gustavo; Willian (Gil), Lucas Lima (Renato Augusto) e Neymar; Ricardo Oliveira (Douglas Costa). Técnico: Dunga.